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O Estrela da Amadora está na Segunda Liga! O regresso de um histórico após uma época memorável. Aqui, na primeira pessoa, deixo-vos um pequeno resumo do que foi este ano de loucos.
Quando a 11 de junho de 2020 me convidaram para integrar o projeto para reerguer o Estrela da Amadora, estava longe de imaginar tamanha aventura que foi esta época 2020/2021. Para mim foi fácil aceitar. Não só pela grandeza do clube, como também pelas pessoas que trilharam este bonito caminho que devolveu o Estrela da Amadora aos campeonatos profissionais.
Entrei pela primeira vez no Estádio José Gomes a 19 de junho e a imagem era desoladora. Um relvado que nem era digno desse nome, bancadas degradadas, balneários com poucas condições, gabinetes sujos e com papéis amontoados… Pensei para mim: “O que é isto? Como é possível o Estrela estar assim?”.
O Estádio José Gomes antes da renovação Fonte: CF Estrela Amadora
Mas, bem, metemos mãos à obra e foram dois meses intensos para conseguirmos trabalhar com dignidade e também oferecer dignidade a quem visitasse o Estádio José Gomes e aos nossos jogadores.
Tanto que tivemos de andar com a casa às costas durante toda a pré-época. E que pré-época complicada. Quisemos contratar com o máximo critério possível e isso atrasou a nossa preparação, mas o que é certo é que chegados ao fim da época percebemos todos que tomamos as decisões certas nos momentos certos e por isso conseguimos ter um plantel extraordinário, repleto de soluções para a equipa técnica e, sobretudo, sem jogadores sobre os quais não tivéssemos a certeza absoluta de que seriam mais valias.
É claro que sempre esteve nas nossas cabeças subir de divisão, mas em agosto e setembro tínhamos plena noção de que se ficássemos na Liga 3 seria uma grande vitória depois de todo o trabalho que tivemos.
Só que com o passar das semanas fomos percebendo que além de uma estrutura muito forte, tínhamos mesmo acertado nos jogadores e na equipa técnica. Jogo após jogo conversávamos uns com os outros e percebíamos que efetivamente todas as horas que dedicámos à causa Estrela da Amadora faziam sentido.
Quis o sorteio que o nosso primeiro jogo fosse nos Açores. Pela frente um GD Fontinhas que tinha fortes aspirações nesta série. 20 de setembro. Primeiro jogo, primeira vitória. Recordo claramente que tínhamos apenas 20 jogadores inscritos e dois estavam castigados. Convocatória com 18 à conta para o mister Rui Santos.
A CRÓNICA: VERDADEIRA ESPANHA SÓ APARECEU NOS MINUTOS FINAIS
A Eslováquia já tinha patrocinado a primeira surpresa do grupo E depois de bater a Polónia de Paulo Sousa por 2-1, e Luís Enrique e os seus homens não quereriam ser também surpreendidos por uma seleção manifestamente inferior. Do outro lado estava essa seleção da Suécia, recheada de guerreiros que dariam tudo para conseguirem segurar nem que fosse um ponto que se possa mostrar essencial na qualificação para a próxima fase.
A toada da partida foi, como todas as probabilidades evidenciavam, apenas uma: a seleção ibérica com muita posse de bola e com muita paciência para procurar o momento certo para atacar a baliza adversária, enquanto os nórdicos ficariam à espera quase no último terço do campo que o adversário atacasse para depois, quando ganhasse a bola, pudesse sair com as suas armas, essencialmente de forma longa para os dois homens mais avançados.
A verdade é que os minutos foram passando e a Espanha pouco ou nada criou dentro da área dos suecos. Destaque para duas oportunidades, uma defendida por Olsen, e a outra falhada de forma algo displicente por Morata.
Na segunda parte o jogo foi muito semelhante e apenas de um sentido. Todos os 21 jogadores reunidos num único meio-campo com breves e pouco recorrentes saídas dos suecos para o ataque. O tempo ia-se esgotando e quanto mais apertado ficava, mais a seleção espanhola se apressava. Começaram a trocar a bola de forma mais rápida e as oportunidades começaram a cair. Ainda assim, o que não caiu foi o golo e por isso o resultado não sofreu qualquer alteração durante os 90 minutos. Um ponto para cada equipa, que acaba por ser justo porque a Suécia jogou bem o seu jogo, e por enquanto pouco preocupante para a Espanha porque é claramente superior e pode perfeitamente ganhar os dois jogos que se seguem.
Organização defensiva da Suécia – Muitos certamente não apoiarão, mas a Suécia acabou por fazer um jogo quase perfeito dentro daquilo que tinha pensado para o mesmo. Raramente se desorganizou e foram poucas as grandes oportunidades que concedeu ao adversário. Por outro lado, conseguiu também sair para o ataque algumas vezes, tendo criado duas excelentes oportunidades para alterar o marcador. Não conseguiram, mas ainda assim levam um ponto que pode ser considerado uma pequena vitória, tendo em conta que são individualmente inferiores.
Inspiração ofensiva da Espanha – A seleção ibérica comandou toda a partida e acabou por ter algumas ocasiões, apesar de poucas terem sido verdadeiramente perigosas. Isto deveu-se muito à falta de inspiração dos homens mais ofensivos da equipa, que talvez num outro dia tivessem conseguido pelo menos criar mais perigo para a baliza adversária. No fim do jogo contabilizam-se três ou quatro grandes defesas do guarda-redes, sendo que houve um total de 17 remates da seleção em toda a partida. Pede-se mais para quem tem aspirações de chegar longe na competição.
ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA
Luís Enrique optou por dispor a equipa num 4-5-1 composto por uma linha de três à frente da linha defensiva, onde Pedri assumiu um papel mais importante na construção, juntamente com Koke, e onde Rodri foi o principal responsável pela transição defensiva da equipa, podendo então falar-se num triângulo a meio-campo.
Nas linhas jogaram Férran Torres pela direita e Dani Olmopela esquerda, com o primeiro a ocupar terrenos sempre mais laterais e o jogador do RB Leipzig a procurar mais o interior do terreno, servindo algumas vezes como o apoio ao ponta de lança, Morata. Muito do momento ofensivo da equipa advém também das incursões dos laterais, Llorente (que não é um defesa lateral de raiz) e Jordi Alba, muito rápido a aparecer nas costas do extremo do seu lado. Atrás, no comando das operações e com pouco trabalho durante os 90 minutos estiveram Laporte e Pau Torres, dois “meninos” no que diz respeito a estas grandes competições. A ideia de jogo da equipa era claramente explorar os corredores, até porque parece ter algumas dificuldades no que concerne ao jogar entrelinhas e desbloquear a defesa adversária com boas combinações interiores.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Unai Simon (5)
Marcos Llorente (6)
Laporte (7)
Pau Torres (7)
Jordi Alba (6)
Férran Torres (6)
Koke (6)
Rodri (6)
Pedri (7)
Dani Olmo (5)
Morata (5)
SUBS UTILIZADOS
Sarabia (5)
Thiago Alcantara (6)
Oyarzabal (5)
Gerard Moreno
Fábian Ruiz (-)
ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA
Os nórdicos entravam para este jogo com poucas hipóteses teóricas de somar os três pontos e por isso desde cedo mostraram muito respeito pelo adversário. Fecharam-se num 4-4-2 formado por Lustig mais à direita, Lindelof e Danielson no centro e Augustinsson à esquerda. Numa linha mais avançada, mas quase colada à defensiva apareceram os médios Olsson e Ekdal, com Larsson e Forsberg a jogar pelas linhas. Mais à frente Berg e Isak, o primeiro mais forte fisicamente e o segundo mais capaz de ter bola no pé e ajudar a equipa a partir para a transição ofensiva. O desenho do 4-4-2 foi quase escrupulosamente cumprido, com a equipa a posicionar-se muito bem para não sofrer golos e conseguir, numa ou outra bola, tentar fazer um tento que oferecesse os três pontos que dificilmente ganhariam.
Polónia e Eslováquia abriram as hostes do Grupo E, num jogo que teve como palco Krestovsky Stadium (Zenit Arena) em São Petersburgo.
A partida iniciou-se com um ritmo algo lento, a posse de bola pertencia aos polacos, mas as oportunidades pertenciam aos eslovacos. A equipa comandada por Tarkovic realizou uma primeira parte muito interessante, criando muito perigo através de contra-ataques e de iniciativas individuais. Foi através dessas iniciativas que surgiu o primeiro golo da partida, Robert Mak, passa por dois adversários, remata, e numa infelicidade de Szczesny a bola acaba mesmo a ultrapassar a linha de golo. A Polónia tentou responder com remates de Krychowiak, Linetty e Lewandowski, mas nenhum acabou por se traduzir em golo.
Os orientados de Paulo Sousa entraram melhor na segunda parte e conseguiram igualar o marcador logo ao minuto 46, numa jogada muito bem desenhada e trabalhada com uma finalização um pouco atabalhoada de Linetty.
Quando os polacos pareciam estar melhor na partida e a procurar dar a volta ao resultado, Krychowiak vê o segundo amarelo, desfalcando a equipa, tornando a missão polaca muito mais complicada.
Com mais um elemento em campo os eslovacos sentiram que era possível reaver a vantagem na partida, e ela não tardou muito, Skriniar ficou sozinho na área, dominou e rematou para o fundo das redes. Estava feito o 1-2 na partida.
A Polónia ainda tentou procurar o resultado, mas a consistência defensiva adversária e o seu guarda-redes Dubravka impediram-no.
Um mau início de prova para o treinador português, Paulo Sousa.
A FIGURA
🕐Apito final: POL🇵🇱 1-2 🇸🇰SVK
🇸🇰Milan Skriniar foi o jogador em destaque da partida:
🔸1 golo
🔸1 remate
🔸1 golo da vitória
🔸10 roubos de bola (máx. da partida)
🔸48 passes (94% eficácia)
🔸0 faltas cometidas pic.twitter.com/1QCrff5LQQ
Milan Skriniar – O defesa central do Inter de Milão, exibiu-se hoje a grande nível naquele que foi o melhor início de competição possível, da Eslováquia. Para além da consistência defensiva, com dez roubos de bola, Skriniar marcou o golo da vitória, oferecendo os três pontos ao seu país.
Krychowiak – É o tipo de médio que tem tanto de genial como de irresponsável e a sua carreira fala por si, assim como a sua exibição no jogo de hoje. O pisão imprudente ao adversário prejudicou a sua equipa. Com menos um em campo, tornou a perseguição aos três pontos muito mais complicada, acabando mesmo por custar a derrota à Polónia, no jogo de estreia do Europeu 2020.
ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA
Paulo Sousa apesar de não poder contar para este Europeu com Piatek e Milik, tem a seu dispor jogadores com muita qualidade. O treinador português apresentou-se num tradicional 4-3-3 onde a sua principal referência foi Robert Lewandowski, nada mais nada menos, que o goleador máximo em todas as competições da última época.
A sua equipa apesar de dominar na posse de bola, viveu num vazio de ideias. Talvez pelo facto de o português ter encostado o criativo Zielinski a uma linha, se o jogador aparecesse por trás de Lewandowski, tanto um como outro poderiam ter criado muito mais perigo. Apesar de trocarem bem a bola nunca conseguiram traduzir esse domínio em lances de perigo.
A expulsão de Grzegorz Krychowiak veio tornar tudo muito mais complicado, e a equipa não conseguiu dar uma resposta adequada as dificuldades causadas pelo adversário
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Wojciech Szczesny (6)
Bartosz Bereszynski (7)
Jan Bednarek (6)
Kamil Glik (7)
Maciej Rybus (6)
Karol Linetty (8)
Grzegorz Krychowiak (4)
Mateusz Klich (7)
Kamil Jozwiak (5)
Robert Lewandowski (C) (6)
Piotr Zielinski (6)
SUBS UTILIZADOS
Tymoteusz Puchacz (6)
Jakub Moder (5)
Przemyslaw Frankowski (6)
Karol Swiderski (6)
ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÁQUIA
Os orientados de Tarkovic apresentaram-se num 4-4-2 onde a chave foi o contra-ataque e a criatividade individual dos craques eslovacos.
Robert Mak, Duda, Sriniar e Kucka são alguns dos nomes a destacar neste sistema tático que transpuseram para dentro de campo as ideias do treinador. A Eslováquia foi uma equipa apoiada pelas subidas dos laterais, que em conjunto com Robert Mak e Haraslin, causou muito perigo a partir da linha. Contudo, isto tudo resultou pelo facto de estar muito bem montada defensivamente, onde se destacou o “muro” Skriniar.
O SL Benfica oficializou a contratação de Rui Pedro Braz esta segunda-feira. Está assim encontrado o sucessor de Tiago Pinto como Diretor-Geral para o futebol das águias. Na mesma nota, os encarnados revelam que Rui Pedro Braz vai iniciar funções esta terça-feira, 15 de junho.
Quem é Rui Pedro Braz?
Licenciado em Comunicação Social, Mestre em Comunicação e Liderança e com um MBA em Gestão do Desporto, o analista e ex-comentador desportivo em Portugal há mais de 10 anos tem uma relação próxima com Jorge Jesus, pelo que esse possa ter sido um fator decisivo aquando da escolha do mesmo para o cargo.
Quando confrontado com a notícia, a 1 de junho, o agora dirigente dos encarnados até afastou o cenário, desmentindo uma ida para a Luz. “Não aceitei nenhuma proposta do Benfica porque não houve proposta nenhuma do Benfica. Em bom rigor é o que posso dizer. Terás sido tão surpreendido quanto eu. Estou aqui hoje e amanhã cá estarei, é o que posso dizer aos adeptos do Benfica, que são os principais interessados neste tipo de notícias”.
Pois bem, treze dias passaram e, aparentemente, tudo mudou. O antigo comentador da TVI, que já abandonou a estação face ao seu ingresso na Luz, irá assumir a pasta que outrora foi de Tiago Pinto, agora no AS Roma. Assim, a organização e gestão do futebol profissional do SL Benfica estará nas suas mãos.
NZONZI (o médio…) ASSOCIADO AO BENFICA ⚠️
Há quem já tenha descoberto um Nzonzi ponta-de-lança mas é mesmo o médio (centro/defensivo) campeão do mundo de 32 anos o jogador associado ao #SLBenfica. Eis o seu statscard, na #Ligue1 20/21
E fala-se já da primeira contratação com dedo do recém-chegado Diretor-Geral. Steven Nzonzi estará a ser negociado pelo clube da Luz, que vê o ingresso do experiente centrocampista francês com bons olhos.
De relembrar que o jogador de 32 anos realizou 39 jogos pelo Stade Rennes FC, marcando um golo e somado uma assistência.
Apesar de não ser um nome consensual, penso que terá de ser dado o benefício da dúvida a Rui Pedro Braz. No papel tem as qualificações necessárias para desempenhar o cargo, pelo que teremos de esperar e ver se o consegue executar na prática. Depois, sim, tiraremos ilações.
O meio-campo do SL Benfica tem sido um alvo da imprensa nacional e internacional com vários nomes a serem falados e o mais recente chega de França, mais propriamente do FCG Bordéus: Toma Basic.
O médio croata, de 24 anos, tem sido fortemente ligado a um possível interesse dos encarnados para reforçar aquela que é a posição mais débil da equipa de Jorge Jesus, a posição ‘8’. Com 1,90m e 82kg, Basic pode pisar terrenos mais defensivos – na posição ‘6’ – ou terrenos mais centrais – na posição ‘8’, muito à semelhança do que Nemanja Matic fazia quando jogava na Luz.
Depois do falhanço na contratação de Gérson (Flamengo), do empréstimo de Gedson Fernandes e da colocação de Pizzi na ala direita, a posição mais central do meio-campo ficou entregue a Adel Taarabt.
Moses : ” I parted the sea in half, no one will ever do better”
Ainda que o marroquino seja um jogador explosivo, dinâmico e muito utilizado por Jorge Jesus, a sua visão de jogo, eficácia de passe e, essencialmente, chegada ao último terço denotaram várias debilidades para titular do SL Benfica naquela posição.
Caso se confirme a vinda do atual jogador do FCG Bordéus para a Luz, o meio-campo ganha mais “músculo”, polivalência e mais golo – Taarabt não marcou qualquer golo na época transata, enquanto que Basic fez quatro.
Toma Basic tem duas internacionalizações pela seleção croata e esta época realizou 34 jogos na Primeira Liga Francesa, tendo marcado quatro golos. A sua chegada a França aconteceu no verão de 2018 quando o emblema do sudoeste pagou cerca de três milhões e meio ao Hadjuk Split pelo passe do croata. Atualmente, o seu valor de mercado ronda os nove milhões de euros, de acordo com o website transfermarkt.pt.
Ainda que seja fortemente apontado aos encarnados, existem outras ofertas vindas de Itália, algo que está “no topo das prioridades” do jogador, segundo as declarações do seu empresário, Adrian Aliaj, à imprensa local.
O emblema francês já fez saber junto dos clubes interessados que apesar de estar disponível para negociar, não aceitará menos de dez milhões de euros pelos serviços de Basic.
Terminou o segundo Grand Slam do ano. Foi um torneio que contou com os melhores tenistas do mundo em terra batida e que teve um vencedor inesperado. Apesar de algumas desistências, foi um torneio que teve grandes jogos e que agradou os fãs da modalidade. Com muita surpresa, não houve o «Rei do Roland Garros» na final. Desta vez, os finalistas foram Stefanos Tsitsipas e Novak Djokovic.
Portugal tem conseguido potenciar talentos em várias modalidades olímpicas, em diferentes edições: desde o atletismo, ao judo e passando pelo ciclismo. Contudo, há uma que se tem destacado nos resultados, nos últimos eventos: a Canoagem.
A CRÓNICA: A TÉCNICA CHECA VENCEU A FORÇA ESCOCESA
Para o fecho da primeira jornada do Grupo D do EURO 2020, a Escócia defrontou a República Checa. O Hampden Park, em Glasgow, foi o recinto que recebeu o regresso dos escoceses às grandes competições – não participavam em europeus desde 1996. Os checos, por sua vez, estão a jogar a sétima edição consecutiva do torneio, marcando presença desde, por coincidência, o EURO 1996.
A primeira parte não teve muita história até ao golo da República Checa. Ambas as seleções tentaram a sorte cedo na partida, mas não foram felizes. Contudo, apesar de um momento positivo dos escoseses, acabaram a provar do próprio veneno, as bolas altas. Patrik Schick, o avançado que já tinha tirado as medidas à baliza de David Marshall, respondeu afirmativamente ao cruzamento de Coufal e cabeceou para o 0-1 aos 42 minutos.
Os checos regressaram ao relvado para disputar a segunda metade na frente do marcador, mas pareciam querer alargar a vantagem o mais cedo possível. Entretanto, os escoceses também tentaram ainda ter uma palavra a dizer no jogo, mas o minuto 52 foi o maior balde de água fria para a formação caseira.
Depois de mais uma investida ofensiva da Escócia na procura do empate, ninguém esperava o que se passou nos segundos seguintes. Um pouco depois da linha do meio-campo, Patrik Schick recebeu a bola, olhou duas vezes para a baliza escocesa, percebeu que Marshall estava adiantado e não hesitou.
— Czech Football Team (@ceskarepre_eng) June 14, 2021
O esférico que saiu dos pés de Schick pairou durante alguns segundos no ar, com uma lentidão quase a lembrar Oliver e Benji, mas a Uniforia terminou mesmo na baliza e o placard mudou para o 0-2. Apesar das diferenças, a “chapelada” do avançado checo deve, de certeza, ter agradado Karel Poborsky.
O momento da tarde afetou bastante a seleção escocesa. Apesar do maior espaço para chegar à área checa, Vaclik também se demonstrou inspirado e não deixou fugir a clean sheet. Sem mais mudanças, a República Checa controlou o jogo e levou os três pontos, com o 0-2 final.
Patrik Schick – A quantidade de vezes que mencionei o nome do avançado checo ao longo da crónica já demonstravam a preponderância que teve em todo o jogo. Além dos dois golos, foi uma peça fundamental para “furar” a estratégia que a Escócia levava bem estudada para a partida. Menção honrosa para a grande exibição do guardião Vaclik.
— Scotland National Team (@ScotlandNT) June 14, 2021
Escócia – A estratégia teria sido boa caso conseguissem manter o empate ou, por acaso, inaugurar o marcador. Depois do primeiro golo da República Checa, os escoceses ainda tentaram reagir, mas a formação comandada por Steve Clarke demonstrou que tem muitas lacunas a corrigir caso ainda tente sonhar com o apuramento para a fase seguinte.
ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA
Com a ausência de Kieran Tierney, o selecionador escocês, Steve Clarke, mudou um pouco o sistema tático que apresentou nos amigáveis que antecederam o EURO. Frente à República Checa, apresentou um 3-5-2, com os dois alas, Andy Robertson e O’Donnell a percorrer todo o corredor, quer a atacar, quer a defender. Na frente de ataque, Ryan Christie e Lyndon Dyckes apareceram várias vezes para tentar finalizar os cruzamentos que chegavam à zona de finalização.
Durante grande parte do encontro, as linhas de passe entrelinhas foram escassas e o passe longo foi bastante requisitado. Os momentos de posse de bola da Escócia duravam muito pouco tempo, com muito mérito para a linha média da República Checa em alguns momentos.
No entanto, todos sabemos que os escoceses são uma equipa difícil de defrontar devido à raça e luta que dão ao adversário. A qualidade do jogo fica de parte e o físico tenta parar o tecnicismo, mas a Escócia demonstrou que não se consegue moldar a um novo estilo de jogo, mesmo quando o estilo inicial não consegue dar frutos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
David Marshall (6)
Grant Hanley (5)
Liam Cooper (6)
Jack Hendry (5)
Andy Robertson (7)
Stephen O’Donnell (6)
Stuart Armstrong (6)
John McGinn (5)
Scott McTominay (5)
Lyndon Dyckes (6)
Ryan Christie (4)
SUBS UTILIZADOS
Che Adams (5)
Ryan Fraser (5)
Callum McGregor (5)
James Forrest (6)
Kevin Nisbet (-)
ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA
Os homens comandados por Jaroslav Šilhavý apresentaram no início da partida um sistema tático disposto em 4-2-3-1. Tendo em conta as características do adversário, o duplo-pivô composto por Alex Kral e Tomas Soucek ajudou a dar um maior poderio físico aos checos, para garantir que a Escócia não aproveitava esse tipo de superioridade que tinha no papel.
Apesar de também não demonstrar uma boa qualidade de reter a bola em sua posse durante longos períodos, a técnica era superior. No ataque, Patrik Schick foi o wild-card para conseguir levar a vitória do solo escocês, mas fica na retina a manutenção das rotinas, mesmo com as substituições.
Copa América, Fase de Grupos: segunda-feira, 22h00, 14 de junho de 2021
ANTEVISÃO: PONTAPÉ DE SAÍDA COM OS OLHOS NA “COPA”
Uma das partidas mais “calientes” da América do Sul é um dos jogos inaugurais da Copa América de 2021, que depois de muita polémica, acabou por aterrar no Brasil. Argentina vs Chile, um jogo entre duas seleções que ainda estão à procura da sua identidade, após tempos conturbados, onde muitos dos seus craques não atuaram de acordo com aquilo que era esperado. O jogo decorre às 22h (Portugal Continental) de segunda-feira, no Rio de Janeiro.
10 DADOS RÁPIDOS
Desde 2016, estas selecções já se defrontaram quatro vezes, em quatro contextos diferentes: Copa América, Mundial, Qualificação para o Mundial e um Amigável.
A Argentina tem saldo positivo neste mesmo período de tempo: duas vitórias e dois empates.
O último jogo entre estas duas seleções foi no dia 4 de Junho deste mês, com um empate (1-1) a ser o resultado final.
São duelos que costumam ser muito faltosos e com muitos cartões. A média destes últimos quatro jogos está pouco acima de sete cartões por partida!
O amigável foi o que teve mais cartões: 10 (só amarelos). Na última Copa América, em 2019, houve dois vermelhos, para Messi e Medel, depois de um desentendimento entre ambos.
Ambas as equipas jogaram no início do mês para a qualificação do Mundial de 2022 e ambas empataram em cada um dos seus jogos (com golos sempre).
A Argentina ainda não ganhou em 2021, visto que ainda só fez mesmo esses dois jogos.
A última vez que o Chile venceu a Argentina em 90 minutos (sem contar com desempate por grandes penalidades) foi em 2008, com um golo do “jovem” Fabian Orellana (hoje com 35 anos e convocado para este jogo).
A Argentina quer ganhar esta Copa América na casa do seu “eterno” rival, o Brasil. Chega aqui como a equipa mais bem-sucedida na competição, com 14 títulos conquistados. No entanto, não ganha a “copa” desde 1993.
Já o Chile chega com menos expectativas, por se encontrar numa fase menos fulgurante da sua história. Apenas venceu a competição por duas vezes, mas ambas recentemente: em 2015 e 2016 (inclusivamente, a centenária da prova, realizada nos EUA).
— Silvio Maverino (desde casa) (@mavegol) June 9, 2021
Lautaro Martínez – Para fugir um pouco ao óbvio Lionel Messi, escolho Lautaro Martínez, o fantástico ponta de lança do FC Internazionale Milano. Está numa forma bestial, é garantia de golos e deve assumir a frente de ataque argentina, à frente de Aguero na hierarquia.
Arturo Vidal – Na ausência de Alexis Sanchéz, que se lesionou e vai falhar este jogo, o “raçudo” centrocampista do Inter de Milão (curiosamente escolho dois jogadores do campeão italiano) assume a liderança desta selecção chilena que está a passar por uma renovação. A sua experiência no miolo, pautando os momentos atacantes e defensivos, será essencial.
XI’S PROVÁVEIS
Argentina: Emiliano Martinez; Montiel; Otamendi; Romero; Tagliafico; De Paul; Paredes; Lo Celso; Messi; Lautaro Martinez; “Papu” Gomez
Treinador: Lionel Scaloni
“Gostávamos de jogar em nossa casa, sem dúvida, mas o mais importante é que seja uma festa do futebol”.
A vontade (de João Mário) do Sporting CP é que a estadia do internacional português em Lisboa se prolongue por mais tempo. No entanto, ainda há que convencer o FC Inter de Milão, atual detentor do passe do jogador.
Numa altura em que existem muitos rumores e pouco futebol (a nível de clubes, claro), as histórias vão se multiplicando e a “novela” João Mário não é exceção. Nos últimos dias, o processo da contratação do português parece sofrer vários avanços e recuos, segundo avança a comunicação social portuguesa.
Consta que o jogador aceita baixar o seu salário para ingressar nos leões e que o clube está disposto a fazer um esforço por João Mário; contudo, a formação italiana continua a fazer-se de difícil e, com tanto impasse nas negociações, vão surgindo outros interessados, como por exemplo o Villarreal CF.
Como em tudo, esta eventual contratação, para o Sporting CP, teria pontos positivos e negativos.
Uma das partes boas, e talvez a mais evidente, é o facto de se manter uma peça da equipa que foi campeã nacional, manter-se um jogador com muitos anos de Sporting CP, seja na formação ou na equipa principal, e que já admitiu ser sportinguista e estar feliz no clube.
João Mário foi o pêndulo do meio-campo leonino em 2020/2021 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Para além disto, João Mário é um jogador com qualidades técnicas inquestionáveis; trata a bola por tu, é bastante importante na manobra ofensiva e, com Rúben Amorim, melhorou bastante sem bola. Não esquecer também que é um jogador com muita experiência, para além de ser dos poucos do plantel que já jogou na Liga dos Campeões, é importante relembrar que foi campeão europeu por Portugal, sendo titular regular.
Como aspectos negativos, destaco a relação idade/preço. Fala-se num valor a rondar os sete/oito milhões pelo jogador de 28 anos, que, na minha opinião, estará a viver os últimos anos do seu auge. Não obstante as qualidades do jogador, tendo em conta que o Sporting CP não é um clube que nade em dinheiro, este poderá ser um valor um pouco exagerado, ainda para mais para uma posição que pode ser ocupada por dois jovens da formação com muita qualidade, Daniel Bragança e Matheus Nunes.
Em suma, caso o negócio se confirme, chegará um grande jogador ao Sporting CP, a título definitivo. No entanto, parece-me que, se conseguíssemos baixar ligeiramente o preço da transferência, seria juntar o útil ao agradável, mas tenho muitas dúvidas que o Inter aceite um valor mais baixo que os sete ou oito milhões falados anteriormente.