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Real Madrid CF 2-1 Villarreal CF: Real acordou a tempo do jogo, mas não da liga

A CRÓNICA: PRESSÃO DOS ÚLTIMOS MINUTOS BASTOU PARA VIRAR RESULTADO 

O Real Madrid estava obrigado a ganhar ao Villarreal para acalentar esperanças na conquista do campeonato. No entanto, a pressão pareceu apoderar-se dos jogadores madrilenos na primeira parte.

Nos primeiros minutos, o jogo esteve muito apagado e apenas animou com o golo do Villarreal. A partir daí, a equipa treinada por Zinedine Zidane conseguiu ficar mais próxima da baliza adversária, mas sem criar situações de perigo.

Na segunda parte, o Real Madrid veio com uma atitude diferente. Os madrilenos construíram mais lances de perigo, em especial na última meia hora, com algumas substituições efetuadas. Apesar dos anfitriões terem um golo anulado pelo VAR, a pontaria à baliza de Rulli é que não era a melhor.

Só aos 87 minutos, Benzema, oportuno no centro da grande área conseguiu empatar a partida. Rodrygo fez a assistência. Já nos descontos, o internacional francês esteve do outro lado, ao fazer o passe para Modric fuzilar a baliza do Villarreal.

A vitória acabou por não chegar para ganhar o campeonato (o Atlético também venceu), mas o Real cumpriu. Contudo, a equipa de Modric só fez por merecer o resultado no segundo tempo.

 

A FIGURA

Karim Benzema – Na maior parte do jogo, pode ter estado bastante apagado. No entanto, o francês conseguiu nos minutos finais da partida ser decisivo nos dois golos do conjunto blanco. Fez o que se pede a um avançado e mostrou o que pode fazer no Euro 2020, no seu regresso à Seleção Francesa

O FORA DE JOGO

Primeira parte do Real Madrid – Bastante apagada no primeiro tempo, a equipa madrilena não parecia que ainda tinha hipóteses para alcançar o título. Sem oportunidades de perigo, os blancos saíram para o intervalo a perder. Zidane deve ter dado um puxão de orelhas aos jogadores ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

O Real Madrid CF de Zidane manteve o esquema habitual, 4-3-3. Com o trio ofensivo composto por Vinícius Júnior, Fede Valverde e Benzema, o treinador francês procurou ter mobilidade e versatilidade no ataque. Rodrygo foi chamado para a última meia hora, para o lugar do seu compatriota, e conseguiu ressuscitar o dinamismo na criação de oportunidades. Na defesa, Varane voltou para o onze ao lado de Éder Militão.

Com a equipa a precisar desesperadamente de marcar, Zidane arriscou e apostou numa defesa a três, com Nacho Fernández a juntar-se à dupla de centrais titulares. Nos corredores, os laterais passaram a funcionar como alas, com Marcelo a entrar já perto dos últimos 20 minutos da partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Odriozola (6)

Varane (6)

Éder Militão (6)

Miguel Gutiérrez (6)

Casemiro (6)

Luka Modric (7)

Fede Valverde (7)

Marco Asensio (6)

Vinícius Júnior (6)

Karim Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Rodrygo (7)

Isco (6)

Mariano Díaz (6)

Nacho Fernández (6)

Marcelo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

Unai Emery apostou num 4-4-2, com Bacca e Moreno na frente de ataque. Trigueros e especialmente Pino tentaram dar largura ao ataque dos forasteiros. Capoue era o elemento mais recuado do meio campo, dando espaço para Dani Parejo ajudar no movimento ofensivo, quando a equipa tinha a posse de bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rulli (6)

Mario Gaspar (6)

Albiol (6)

Pau Torres (6)

Alfonso Pedraza (6)

Capoue (6)

Parejo (7)

Manu Trigueros (7)

Bacca (6)

Yéremy Pino (8)

Gerard Moreno (6)

SUBS UTILIZADOS

Ruben Peña (6)

 Coquelin (6)

 Dani Raba (-)

 Paco Alcácer (-)

Moi Gómez (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Real Valladolid CF 1-2 Club Atlético de Madrid: Consagração Colchonera

A CRÓNICA: FOI SÓ UM SUSTO, O TÍTULO ACABOU MESMO NAS MÃOS DO ATLETI

22 de maio foi o dia escolhido pela La Liga para a consagração do novo campeão, onde a única certeza era a de que o troféu não fugia da Capital. Com a liderança presa por apenas dois pontos, o Club Atlético de Madrid entrou de olhos postos no troféu, mas, do outro lado, o Real Valladolid CF precisava de vencer e esperar outros resultados para se manter no principal escalão do futebol espanhol.

Na sequência do apito inicial, o encontro começou morno. Os colchoneros tentaram invadir a área contrária, mas sem perturbar Joel Masip. Com alguma falta de agressividade, foi depois de um canto a favorecer o Atleti que o Real Valladolid chegou à vantagem. Numa jogada com “nota artística”, com poucos toques, a bola chegou bem redonda aos pés de Óscar Plano, que rematou para colocar o conjunto pucela em vantagem.

Os alarmes soaram no solo da Comunidade de Castela e Leão. A partir da abertura do marcador, a equipa da casa subiu o nível e poderia ter dilatado a vantagem, contrastando com alguma displicência dos comandados por Diego Simeone no momento do contra-ataque. Apesar disso, o placard continuou no 1-0 até ao final da primeira parte.

O Club Atlético de Madrid entrou com tudo na segunda metade. Com muitas bolas a chegar à área da equipa da cidade de Valladolid, a defesa ia fazendo o que podia, mas a vantagem durou poucos minutos. Ao passar do minuto 57, o argentino Ángel Correa convidou os jogadores adversários para um Tango e, de fora de área, rematou sem hipóteses de defesa.

Depois de se repor o empate, as alterações colocaram água na fervura do jogo. Na fase em que menos se esperava mais um golo, um erro de Sergi Guardiola deitou tudo a perder para o Real Valladolid CF. Quem aproveitou foi Luis Suárez, que percorreu quase meio campo e colocou a bola no fundo das redes de Joel Masip.

Até ao final, não existiram mudanças no marcador, com o 1-2 a chegar para o objetivo principal. No momento do apito final do árbitro, o grito de um troféu desejado há sete anos soltou-se e o Club Atlético de Madrid garantiu o 11.º título da história.

 

A FIGURA

Luís Suárez – O uruguaio voltou a ser decisivo numa partida do Club Atlético de Madrid. Tal como frente ao Osasuna, el pistolero carimbou o triunfo da equipa e colecionou o quinto título da La Liga, o primeiro pelos Colchoneros.

O FORA DE JOGO

Sergi Guardiola – Entrou aos 62 minutos e, pouco depois, manchou a pintura ao aliviar mal a bola que viria a dar o triunfo ao adversário. Este erro foi também a machadada final nas expectativas da manutenção do conjunto de Valladolid no principal escalão do futebol espanhol.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL VALLADOLID CF

Para o último jogo da temporada, a formação pucela apresentou-se perfilada em 4-4-2. Na tentativa de quebrar o bloco desorganizado do Atlético de Madrid, jogadores como Toni Villa e Roque Mesa voltaram ao XI inicial. Durante quase toda a partida, Saidy Janko era a flecha apontada às debilidades apresentadas na lateral esquerda do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Joel Masip (5)

Janko (6)

Kiko Olivas (5)

El Yamik (7)

Olaza (5)

Óscar Plano (6)

Fede S. (6)

Roque Mesa (5)

Toni Villa (4)

Marcos André (5)

Weissmann (6)

SUBS UTILIZADOS

Michel Herrero (4)

Jota (4)

Sergi Guardiola (2)

Pablo Hervias (-)

Kike Pérez (-)

 
ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Os Colchoneros entraram no relvado com o clássico 4-4-2. Ángel Correa começou a titular no papel de pêndulo ofensivo para o Atleti, na tentativa de chegar aos pés do goleador Luís Suárez. Contudo, foi percetível a pouca capacidade dos visitantes em explorar os espaços entrelinhas, principalmente na primeira parte, fruto de alguma desinspiração individual.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jan Oblak (6)

Kieran Trippier (5)

José Maria Gimenez (6)

Felipe (6)

Mario Hermoso (5)

Yannick Ferreira-Carrasco (5)

Saúl Ñiguez (5)

Koke (6)

Marcos Llorente (6)

Ángel Correa (7)

Luis Suárez (8)

SUBS UTILIZADOS

Renan Lodi (5)

João Félix (5)

Geoffrey Kondogbia (-)

Héctor Herrera (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Sporting CP 0-3 SL Benfica: O título que faltava às encarnadas

A CRÓNICA: O MAIS IMPORTANTE É VENCER NO FINAL

No Estádio José Alvalade, o último jogo e dérbi da temporada carregava-se de uma importância extrema para as duas formações. O sentimento era de querer vencer. Se, por um lado, para o Sporting CP era obrigatório, por outro, a equipa do SL Benfica tinha duas possibilidades para se sagrar campeã – a vitória ou o empate. Tínhamos perante os nossos olhos uma grande campanha para promover o Futebol Feminino.

O jogo não podia ter começado melhor e foi Nycole quem abriu as hostilidades na partida. Apenas com cinco minutos jogados, a máquina Cloé Lacasse parecia reencarnar o personagem do Exterminador(a). Conseguiu travar um corte de Bruna, passou por Andreia Jacinto e só não terminou o seu trabalho porque quis dar uma prenda à sua colega brasileira. A número 28 encarnada viu que Inês Pereira ia para um lado e mandou a bola para o outro lado, inaugurando o marcador em Alvalade.

As leoas com este resultado não estavam de todo satisfeitas e estavam melhores na partida. A melhor situação foi através de uma bola parada quando Letícia fez uma grande defesa aos 45+6 minutos da primeira parte. A guarda-redes brasileira a permitir que as encarnadas fossem em vantagem por 0-1 para o intervalo.

A segunda parte voltou a ter o mesmo sentido: as leoas a querer dar a volta e as encarnadas mais calculistas e à espera de um erro. Inês Pereira, juntamente com Cloé Lacasse, protagonizou uma defesa incrível. A canadiana rematou de muito longe e a guarda-redes portuguesa fez uma parada de um golo Puskas.

Os minutos finais foram todos das encarnadas com um ataque rápido que matou por completo a partida. Aos 83 minutos, Kika fez o que quis do meio-campo leonino e encontrou Cloé, que, agora sim, foi uma autêntica exterminadora. Sentou Joana Marchão e depois só teve de colocar a bola dentro da baliza. O jogo não iria estar fechado sem Kika meter o nome na lista de marcadoras e, aos 87 minutos, a jovem prodígio portuguesa marcou de penálti.

O 3-0 final parece-me ser algo exagerado, mas encarnadas aproveitaram bem as transições ofensivas para fixar este resultado. O SL Benfica é o novo campeão nacional de Futebol Feminino, naquele que é o primeiro troféu da Primeira Liga Feminina para o clube. As encarnadas também ficam com a presença garantida na UEFA Women’s Champions League do próximo ano.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Cloé Lacasse – Uma assistência e um grande golo para fechar o jogo (só não fechou totalmente porque realmente Kika ainda marcou de penálti o terceiro). Uma partida por parte da canadiana que tem sempre mostrado o seu nível pelos relvados portugueses e está a tornar-se uma autêntica lenda no Futebol Feminino do Benfica. Já não há palavras para descrever esta jogadora. É aproveitar para ver enquanto ainda cá joga.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ana Capeta – O primeiro cartão amarelo foi completamente desnecessário e após o segundo golo encarnado perdeu a cabeça, acabando por ser expulsa. As emoções tomaram conta da jogadora leonina e não devia ter ido por este tipo de caminhos que não contribuem para um ambiente saudável. Pelas imagens, parece que o banco encarnado teve uma atitude também menos positiva que levou a ter ânimos mais exaltados.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

As leoas apresentaram-se num 4-3-2-1 para este jogo decisivo frente às eternas rivais e a  treinadora Susana Cova fez apenas duas alterações ao onze que tinha perdido em Braga na jornada anterior.

Na baliza manteve-se Inês Pereira. Depois, um quarteto defensivo com a Mariana Rosa à direita e à esquerda o regresso de Joana Marchão, para fechar o eixo defensivo era constituído por Bruna Costa e Nevena Damjanović. As três jogadoras do meio-campo eram Andreia Jacinto, mais recuada, e depois, mais à frente, Tatiana Pinto e Fátima Pinto. As jogadoras responsáveis pelo ataque eram Ana Borges (pela direita) e Raquel Fernandes (pela esquerda), com Ana Capeta a ser a jogadora mais avançada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (6)

Mariana Rosa (5)

Bruna Costa (4)

Nevena Damjanović (5)

Joana Marchão (7)

Tatiana Pinto (5)

Andreia Jacinto (3)

Fátima Pinto (7)

Ana Borges (5)

Raquel Fernandes (4)

Ana Capeta (2)

SUBS UTILIZADAS

Amanda Perez (4)

Carolina Mendes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As encarnadas vieram a Alvalade apresentarem-se num 4-3-3 como sistema tático. Filipa Patão, em relação ao último jogo – a vitória ao Clube Condeixa ACD – fez cinco alterações.

A baliza pertenceu à guarda-redes brasileira Letícia. O quarteto defensivo era composto por Catarina Amado à direita e do outro lado, como lateral, Lúcia Alves. As duas jogadoras já rotinadas como centrais eram Sílvia Rebelo e Carole Costa, provavelmente a dupla mais utilizada deste Benfica. Na zona central, Pauleta era a opção mais recuada e à sua frente duas jogadoras: Beatriz Cameirão e Andreia Faria. Por fim, mais à frente tínhamos Nycole responsável pela ala direita e Cloé Lacasse com a esquerda na ajuda à jovem Kika Nazareth, que estava responsável pelo meio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Letícia (7)

Catarina Amado (7)

Carole Costa (5)

Sílvia Rebelo (5)

Lúcia Alves (6)

Beatriz Cameirão (6)

Andreia Faria (6)

Pauleta (5)

Kika Nazareth (7)

Cloé Lacasse (9)

Nycole (7)

SUBS UTILIZADAS

Marta Sintra (6)

Ana Vitória (5)

Matilde Fidalgo (5)

Christy Ucheibe (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O golo sofrido aos cinco minutos e as constantes paragens na 1.ª parte prejudicaram o Sporting CP em relação a uma reação ao golo sofrido?

Susana Cova: Penso que não terá sido por aí. O jogo terá sido aborrecido para quem assistiu em casa. Já no outro jogo com o SL Benfica aconteceu o mesmo e os espectadores gostam de ver jogo corrido. Mas quem estava a ter o domínio do jogo era o Sporting na 1.ª parte.

SL Benfica

BnR: Quando o Benfica marca o golo aos cinco minutos sentiu que a vitória e o título já não fugia?

Filipa Patão e André Vale: O golo foi fruto de estarem sempre à espera do erro do adversário. Mas já sabíamos que o golo nos ia trazer um relaxamento que não queríamos e, ao apresentar um bloco mais baixo e a sair na transição, fomos muito competentes nesses momentos do jogo.

 

Rescaldo de opinião de Hugo Rodrigues e João Pedro Barbosa

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica | 5 heróis benfiquistas na Taça de Portugal

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O SL Benfica é ainda hoje o clube com mais Taças de Portugal conquistadas, com um total de 26 no seu palmarés. Muitas delas tiveram momentos que tornaram essas conquistas ainda mais marcantes. Aqui, irei recordar um grupo de antigos jogadores das águias que deixaram a sua marca na final da prova rainha do futebol nacional, seja por recordes inalcançáveis ou por momentos com um especial simbolismo.

Antevisão GP Mónaco: Charles Leclerc pinta Mónaco de vermelho

A ANTEVISÃO: SERÁ O RENASCER DA FERRARI?

Bem-vindos a mais um Grande Prémio do Campeonato de Fórmula 1. Após a vitória de Lewis Hamilton no GP de Espanha, deslocámo-nos até ao Mónaco, para um dos mais conhecidos e emblemáticos circuitos do Desporto Motorizado.

Se, há dois anos atrás, foi Lewis Hamilton (Mercedes) quem conseguiu a pole position, desta vez é o homem da casa, Charles Leclerc (Ferrari), quem conseguiu o tempo mais rápido, com uma volta de 1.10.346. Foi também o monegasco quem acionou a bandeira vermelha a 18 segundos do final, mas, felizmente para a Ferrari, o piloto ainda estava no topo da tabela e quebram, assim, o jejum de pole positions da Scuderia Rossa, que já não fazia uma pole desde o GP do México de 2019.

Para além de Charles Leclerc, Max Verstappen irá partir de segundo lugar, e, por fim, Valtteri Bottas termina no último lugar do pódio.

Mas, vamos por partes. Tudo começa com a notícia de que Mick Schumacher (Haas) não participa na sessão de qualificação, devido aos danos do seu monolugar aquando do embate na terceira sessão de treinos livres.

Assim sendo, a Q1 acaba por ser desapontante para Yuki Tsunoda (AlphaTauri) que, mais uma vez, não consegue puxar o AT02 para a frente, partindo de 16.º lugar. Também a Alpine deixa muito a desejar este fim-de-semana, com Fernando Alonso a deixar-se cair para o 17.º posto. No que toca aos últimos lugares, Nicholas Latifi (Williams), Nikita Mazepin (Haas) e, lá está, Mick Schumacher (Haas) assumem estes postos para a corrida de domingo.

George Russell (Williams) habitua-nos a levar o seu monolugar para a Q2, pelo que apenas se qualifica no 15.º posto. Porém, há mais desilusões nesta fase da qualificação, sendo que quem acaba por ficar para trás é mais um Alpine, desta vez de Esteban Ocon, que, após o bom desempenho do GP de Espanha, também não passa de um 11.º lugar. Também o MCL35M de Daniel Ricciardo deixa-se apenas no 12.º lugar. Por fim, Lance Stroll (Aston Martin) fica pelo 13.º lugar e, a seguir, o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen.

Na Q3, muitas surpresas aconteceram. A primeira surpresa é a passagem de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) para a última parte da qualificação. Não é todos os dias que vemos um Alfa Romeo com tempos bastante rápidos, daquilo que estamos habituado a ver. Para além do «Jesus Italiano», que acaba por fazer o 10.º tempo mais rápido, Sebastian Vettel (Aston Martin) passa, pela segunda vez este ano, para a Q3, e vai partir de oitavo lugar.

Surpresa também pelo inesperado sétimo lugar de Lewis Hamilton. Aquando da bandeira vermelha acionada por Charles Leclerc, o piloto britânico – tal como os restantes – não conseguiu acabar o seu tempo, partindo de sétimo lugar.

Assim, Carlos Sainz partirá de quarto lugar, com Lando Norris atrás, com vontade de pressionar o piloto espanhol. Sexto lugar para o AlphaTauri de Pierre Gasly, que sairá à frente de Lewis Hamilton (Mercedes), Sebastian Vettel (Aston Martin), Sergio Pérez (Red Bull) e, por fim, Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Em suma, sabemos que, num circuito urbano como o Mónaco, em que as oportunidades de ultrapassar são, em parte, quase nulas, a qualificação acaba por ser determinante. Se não houver grandes incidentes de pista, a Ferrari poderá ter em vista esta vitória, mas não pode baixar a guarda a Max Verstappen, porque ele estará mesmo atrás, a aproveitar cada oportunidade para vencer a corrida que não venceu em Espanha.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Acabou a época e começa o modo “Football Manager” | Sporting CP

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Concluída uma temporada histórica para o Sporting CP, algo que já mexe com o pensamento dos adeptos leoninos são as possíveis saídas do plantel principal do futebol. Apesar do coletivo fortíssimo, foram vários os destaques a nível individual, pelo que é cada vez mais intenso o interesse dos “tubarões” europeus em alguns elementos da equipa de Rúben Amorim.

Como é habitual, é nestas alturas que se apodera dos adeptos de todos os clubes o modo “Football Manager”, em que começa a ser preparado o plantel da próxima época, antecipando as saídas e até mesmo a entrada de alguns reforços. Todos nós temos esse “bichinho” do treinador de bancada e é precisamente isso que irá acontecer ao longo deste artigo.

No caso do Sporting CP, e no que diz respeito a saídas iminentes, Nuno Mendes é o nome que salta à vista. O jovem lateral leonino deverá sair mesmo de Alvalade, isto sem nunca ter jogado diante dos sportinguistas. Com apenas 18 anos e já convocado para o Europeu, restam poucas dúvidas do potencial brutal que tem – será, certamente, um dos melhores do mundo no futuro.

Nuno Mendes está na iminência de uma saída e o Manchester City coloca-se na dianteira
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Uma transferência com valores compreendidos entre 50 a 60 milhões, podendo ainda envolver Porro, seria provavelmente o melhor negócio da história do Sporting CP: não esqueçamos que estamos a falar de um jogador que ainda tem idade de júnior, é lateral, não é propriamente um extremo, e que joga num campeonato periférico, pelo que é maior a desconfiança dos grandes clubes das principais ligas quando pretendem contratar destaques destes países.

Em ano de Champions League, o Sporting CP terá esta valiosa montra para poder valorizar os seus principais jogadores, nomeadamente Pedro Gonçalves, que apesar de ter sido o melhor marcador da Primeira Liga deverá ficar no clube, além de outros jovens como Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Matheus Nunes ou Tiago Tomás – todos eles preponderantes esta época.

Entre os jovens de maior potencial, Eduardo Quaresma poderá ser a exceção e ser emprestado, de modo a ganhar mais experiência na Primeira Liga – ele que pouco jogou nesta temporada, não por falta de qualidade, mas pela ausência de compromisso, um assunto que já foi abordado aqui há alguns meses. O equatoriano Gonzalo Plata, apesar do belo golo que marcou na última jornada diante do CS Marítimo, também poderá vir a sair de Alvalade, seja por empréstimo ou em definitivo, principalmente pelas dificuldades que apresenta no esquema tático do Sporting CP.

Gonzalo Plata deverá rumar a outro campeonato e parece ser carta riscada por Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Outra das incógnitas passará pela continuidade do meio-campo titular leonino. João Palhinha, também ele convocado para o Europeu, afirmou-se finalmente na equipa do Sporting CP e poderá vir a ser sondado por clubes da Premier League. Por sua vez, João Mário, emprestado pelo Inter de Milão, foi também fundamental na equipa verde e branca, tanto dentro como fora de campo, pelo que o médio português já estará a ser tema de conversa entre os dirigentes leoninos e italianos. Seria, naturalmente, muito positiva a permanência do jogador no plantel.

Por fim, o Sporting CP terá nesta nova época mais uma oportunidade para colocar excedentários, tais como Renan Ribeiro, Ilori, Lumor ou Luiz Phellype. Para além destes, João Pereira irá terminar a carreira e Antunes deverá sair para o mundo árabe. Fica a dúvida se Jovane Cabral, também ele decisivo neste título, contará mesmo para Amorim ou se os responsáveis leoninos estarão à espera de uma boa oportunidade para fazer um encaixe com o extremo.

Só o tempo dissipará estas dúvidas…

Artigo revisto por Joana Mendes

NBA | Qual foi a última equipa com uma posição tão baixa a ter uma boa prestação nos Playoffs?

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A época 2020-2021 da NBA, uma em que se lutou ao longo da época toda contra as adversidades que a COVID-19 trouxe, fica marcada também pelo novo formato do acesso aos Playoffs com o torneio do Play-In. Isto significa que as equipas do sétimo ao 10.º classificado, em ambas as conferências, jogaram entre si para disputar o sétimo e o oitavo lugar (acesso aos Playoffs).

Por surpresa do público no geral, várias foram as estrelas que se encontraram posicionadas para disputar este “Play-In” (L.A Lakers de LeBron James, Golden State Warriors de Stephen Curry e Washington Wizards de Russel Westbrook e Bradley Beal).

Posto isto, qual a última equipa a ter ficado nas últimas posições de acesso ao play-off (sétimo e oitavo lugar), a ter uma boa prestação nos Playoffs?

A SURPRESA CHAMADA NEW YORK KNICKS

Teremos de recuar até ao século XX, na edição de uma temporada que contou com Lock-Out (sendo encurtada para apenas 50 jogos na época regular) em 1998-1999. A equipa em questão é nada mais que os New York Knicks, que na altura contavam com nomes como Patrick Ewing, Allan Houston e também Latrell Sprewell. Ao contrário dos Knicks da temporada de 2020-2021, os da época de 1998-1999 não tiveram uma temporada regular tão bem-sucedida, terminando com um recorde de apenas 27-23. Contudo, com alguma sorte à mistura, o talento desta equipa permitiu-lhes que fossem ganhando a séries, com margem curta, até eventualmente chegarem à final da NBA!

Na primeira ronda, que contou com um final dramático, destaque para Allan Houston, que no jogo 5 marcou o cesto da vitória, carimbando o acesso à segunda ronda dos playoffs (até 2003 a primeira ronda jogava-se à melhor de cinco).

Na segunda ronda, os Knicks atropelaram os Atlanta Hawks, “arrumando” a série em quatro jogos. Sendo que na final de conferência, contra os Indiana Pacers de Reggie Miller, foi outra vez necessário alguma sorte à mistura! Mais uma vez o herói seria Allan Houston, a conseguir fechar a série no jogo seis com 32 pontos e ainda duas assistências.

Os New York Knicks carimbaram, assim, como o oitavo lugar da época regular, o acesso à final da NBA, onde não conseguiram fazer frente aos San Antonio Spurs de Tim Duncan e David Robinson, liderados por Gregg Popovich, onde viriam a perder em cinco jogos.

Os New Yorks Knicks fizeram uma boa época regular e as expectativas são altas para os Playoffs
Fonte: New York Knicks

Os Knicks de 2020-2021 apresentam, no fundo, o mesmo registo. Uma equipa com bastante garra e intensidade defensiva, que conta com a mistura ideal de jogadores jovens com veteranos, para culminar num jogo intenso, mas bem jogado.

Conseguirão os Knicks algo mais que a segunda ronda dos Playoffs esta época? Ou estamos perante mais uma época típica dos Knicks com uma saída de primeira ronda?

Assim, recordamos a última equipa a ter terminado os Playoffs numa posição tão baixa, como irá acontecer a algumas caras conhecidas da Liga, e a obter algum sucesso. Com a adição do Play-In e com equipas como os Grizzlies de Ja Morant a conseguir fechar as últimas posições de acesso ao play-off, é o verdadeiro tudo pode acontecer da NBA!

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por Joana Mendes

6 jogos cheios de emoção e golos entre SL Benfica e SC Braga

Os jogos entre SL Benfica e SC Braga nos últimos dez anos têm sido pautados por emoção e golos, mas com um claro ascendente para a equipa da capital. Para este jogo a odd na Betano para triunfo das águias na Taça é de 1.42 e a dos minhotos é de 2.52.

Em 32 jogos realizados desde a temporada 10/11, o Benfica conquistou o triplo das vitórias dos bracarenses (21 das águias contra sete do SC Braga), sendo que apenas existiram quatro empates.

Como facto estatístico importante, temos de realçar também que, nestes 32 jogos, apenas por uma vez se registou um empate sem golos, num jogo a contar para a meia-final da Taça da Liga, em 2013. A decisão foi então para as grandes penalidades, onde os arsenalistas foram mais competentes e garantiram um lugar na final, que viriam a conquistar frente ao FC Porto.

Outra estatística importante, e que pode ser visível em alguns dos jogos escolhidos, é a grande diferença de golos entre as duas equipas: O SL Benfica tem uma média de 1,97 golos marcados por jogo, contra 0,91 dos bracarenses.

Nesta época, a equipa de Carlos Carvalhal leva vantagem sobre os rivais de Lisboa, com duas vitórias (2-3 para a Liga e 2-1 para a Taça da Liga) e uma derrota no jogo da segunda volta do campeonato, na Pedreira, por 0-2.

Escolhemos então três jogos importantes da última década entre Gverreiros e águias, com três vitórias para cada lado, para dar o pontapé de saída para o que se prevê ser uma excitante Final da Taça de Portugal 20/21.

Seleção Nacional Sub-21 | Os escolhidos de Rui Jorge para conquistar a Europa do futebol

O selecionador nacional de sub-21, Rui Jorge, anunciou os convocados para a fase a eliminar do Campeonato da Europa da categoria. Depois de Portugal ter “espalhado magia” na fase de grupos, com três vitórias em três jogos, não eram esperadas muitas alterações na convocatória da Seleção jovem, e foi isso mesmo que se verificou.

Vamos, portanto, a uma espécie de exercício de “descubra as diferenças” nesta convocatória e analisar quem são os 23 jovens que vão tentar vencer a prova.

GUARDA-REDES

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nenhuma diferença na baliza. Diogo Costa foi o dono das redes na fase de grupos e sofreu um muito respeitável total de zero golos. Fez muito bem o seu trabalho. João Virgínia e Luís Maximiano são duas excelentes alternativas, que dão total confiança, pelo que esta posição está muitíssimo bem entregue e não necessitou de quaisquer mudanças.

Sporting CP 74-72 FC Porto: Downs vestiu a capa de herói e leões estão em vantagem

A CRÓNICA: EMOÇÕES, DUAS PARTES DISTINTAS E DOWNS A DECIDIR

O Sporting CP venceu o primeiro jogo da final diante o FC Porto e pode dormir descansado até domingo. Foi numa partida repleta de emoções, constantes cambalhotas no marcador e com os norte americanos a assumir as rédeas, que os leões levaram a melhor diante o FC Porto, com Micah Downs (27 pontos) a ser fulcral na linha de lance livre.

Os primeiros dois quartos traduziram-se num ritmo baixo em termos de lançamentos concretizados, espetacularidade e jogo jogado, porém, coincidiram concomitantemente com um nível competitivo muito elevado por parte de ambos os lados. Dito isto, intensidade não faltou, e a disputa por todas as bolas encarnou bem o espírito dos play-offs.

Ora, após uma primeira parte, que até começou melhor para os dragões – parcial inicial de 4-7 -, os leões não tardaram a rugir, e a partir da primeira liderança no marcador, o Sporting CP não deixou o FC Porto se aproximar, culminando com um 35-26 ao intervalo. Um resultado que, saliente-se, era conducente com a má prestação ofensiva do FC Porto e com o oportunismo leonino, que sem grande espetáculo se viu com uma vantagem interessante para os 20 minutos que restavam.

Apesar disso, uma entrada (e que entrada!) na segunda parte ‘à campeão’, valeu uma cambalhota fantástica na partida para o FC Porto. Foi à boleia dos norte americanos – Gordon, Nevels, Riley e Anderson – que os dragões conseguiram conduzir para a remontada na partida, com uma vantagem esclarecedora de 10 pontos a um certo período do terceiro quarto (40-50).

Foi, assim, com maior variabilidade de recursos e com a paciência que caracteriza a equipa do FC Porto, que os dragões avolumaram o resultado, em contraste com um Sporting CP, que se apresentou apressado e com muitos erros desnecessários. 46-50 no final do terceiro quarto.

À entrada para o último e decisivo quarto, os “pupilos” de Moncho López voltaram a começar melhor, e a vantagem foi novamente alargada, contudo, os leões responderam e a criatividade de Downs e Smith foi chave para o «aperto final».

Posto isto, os últimos minutos foram impróprios para cardíacos, e na última posse de bola do jogo (72-72), Micah Downs assumiu o último lançamento e sofreu uma falta da linha dos três pontos. O extremo do Sporting concretizou dois lances livres e falhou um (propositadamente), garantindo, deste modo, o primeiro triunfo da final.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Micah Downs – Não começou de início, mas foi absolutamente decisivo quando mais interessava. Com o ascendente portista na partida, Downs foi dos poucos a «navegar contra a maré», e terminou com uns impressionantes 27 pontos, tendo dois deles sido chave para a vitória leonina.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeira parte do FC Porto – Com três aspetos chave se pode explanar a primeira parte do FC Porto: Lentos, previsíveis e pouco criativos. A excelente segunda parte acabou, ainda mais, por sublinhar a decepção dos primeiros 20 minutos da partida, que sentenciaram os dragões para o resto da mesma.

 

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

A equipa comandada por Luís Magalhães privilegiou, como esperado, as transições, o jogo ritmado e veloz que potencia os jogadores exteriores. Sem muitos mecanismos complexos, a equipa leonina explorou muito os trabalhos básicos de 2×2 e 1×1, que abriram espaço para a criatividade dos jogadores que melhor finalizassem nestas ações. Entre os principais visados nestas ações tiveram Elissor, Travante, Ventura, Downs e Shakir.

Defensivamente, a turma de Lisboa apresentou-se sem surpresas e variou o seu jogo numa defesa a campo todo – com 2×1 no portador da bola – e numa defesa a meio campo que ressalvava um 1vs1.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Ventura (7)

Travante Williams (5)

Elissor (5)

Fields (7)

João Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Micah Downs (9)

Shakir Smith (7)

Pedro Catarino (8)

Diogo Araújo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO

A equipa orientada por Moncho López manteve-se fiel aos princípios e à sua ideossincrasia base. O técnico espanhol optou por alinhar com dois bases de referência, dois extremos e um poste de raíz. Com um jogo posicional demorado, racional e muito talhado para conseguir sempre o melhor lançamento possível, o FC Porto pretendeu cansar ao máximo os jogadores do Sporting CP, que eram obrigados a lateralizar de forma constante. Era com as «bolas à mão», por intermédio de Eric Anderson Jr, e posterior bloqueio direto (lateral ou central), que os azuis e brancos tentavam desbloquear o jogo.

Defensivamente, a equipa portista procurava pressionar sempre o portador da bola e afunilar ao máximo a criatividade dos exteriores leoninos. Depois do jogo todo a defender 1vs1 a meio campo, a equipa portista alternou perto do final do jogo para uma zona 3-2.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (7)

Bradley Tinsley (6)

Larry Gordon (7)

Garrett Nevels (8)

Eric Anderson Jr (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (5)

Pedro Pinto (-)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (6)

Voytso (5)

João Torrie (-)

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Joana Mendes