João Mário esteve quase três meses sem jogar pela equipa A, mas foi ganhando ritmo na B. O seu regresso às opções de Sérgio Conceição seria no Clássico na Luz, no empate frente ao SL Benfica, uma oportunidade que foi muito bem aproveitada. O extremo entrou para ocupar a lateral direita e acabou por ser crucial, criando o lance que deu origem ao golo do empate. Revelou-se uma aposta certeira e boa opção para a posição, acabando por ser titular, cumprindo os 90’, nos três últimos jogos da Primeira Liga.
Não podia ter corrido melhor: quatro jogos, um golo e três assistências, juntando ao golo que tinha marcado no início da época. Superou os números de Manafá, dono da linha direita, na maior parte dos jogos da temporada.
A verdade é que as adaptações nem sempre são fáceis, especialmente para quem, desde as camadas jovens, foi trabalhado para fazer a diferença no setor ofensivo, mas João Mário parece estar determinado em crescer como lateral e poder afirmar-se no clube do coração.
Este fim de época, tanto para o jogador como para os adeptos, fica a saber a pouco, e estas últimas exibições do jovem português, nas quatro últimas jornadas, levam-nos a questionar se esta solução não poderia ter sido explorada mais cedo. Um jovem com velocidade, técnica e uma boa capacidade de decisão, poderia ter feito a diferença em muitos jogos menos favoráveis, seja a jogar a extremo, defesa-direito ou a preencher a ala toda.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Contudo, vai ser um dos jogadores que devemos estar mais atentos na próxima época, um menino da casa, que adora o clube e dá tudo em campo pela camisola, o tipo de atleta que o mar azul defende e respeita. Se tiver as oportunidades necessárias para desenvolver a sua confiança e consolidar o crescimento, João Mário irá ser um membro importante que oferece muitas soluções ao plantel para 2021/2022.
A CRÓNICA: VITÓRIA JUSTA DA EQUIPA MAIS EXPERIENTE (E CONSISTENTE)
À partida para este encontro, a turma de Pevidém sabia que um triunfo garantia o acesso imediato à Segunda Liga Portuguesa. Já do outro lado, o jogo era decisivo para a equipa da Trofa, que procurava evitar, claro está, a festa do adversário no seu estádio.
Na primeira-parte praticamente só deu CD Trofense e foi, sem surpresa, que a formação da casa se adiantou no marcador. À passagem do minuto 17, depois de um livre batido para a grande área, a bola sobrou para Mika que abriu o ativo. O lance foi crucial para garantir maior estabilidade ao conjunto da casa, que foi aproveitando algum nervosismo da formação do Pevidém para conseguir impor o seu jogo. Entre os postes, André Preto foi quem mais brilhou nos primeiros 45 minutos e acabou por ser fundamental para evitar problemas acrescidos para a equipa minhota.
Na segunda-parte, apesar da melhoria substancial do Pevidém SC, o CD Trofense acabou por voltar a marcar. Nova jogada rápida em transição com a assistência do recém-entrado Luís Santos para o remate certeiro de Bruno Almeida.
No final, a equipa de Pevidém foi incapaz de contornar o evidente domínio do adversário, pelo que o resultado é perfeitamente ajustado para o que se sucedeu dentro das quatro linhas.
A FIGURA
Fonte: Bola na Rede
Mika – O capitão do CD Trofense foi o espelho da ambição da equipa da casa. Mais do que o golo, Mika foi a voz de comando do CD Trofense e um dos principais responsáveis pela segurança defensiva evidenciada durante todo o jogo. Exibição de mão-cheia do camisola 13 que foi imperial no jogo aéreo e irrepreensível no seu posicionamento defensivo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede
João Pedro Coelho – Pode parecer inglório apontar o treinador do Pevidém SC como “Fora de Jogo”, depois de uma temporada fantástica ao serviço do clube minhoto. Mas neste encontro fica a ideia de que poderia ter mexido mais cedo e com outro critério.
ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE
O CD Trofense entrou em campo com duas mudanças face ao último encontro. Rui Duarte abdicou do médio criativo Matheus Índio e do avançado Luís Santos e lançou Yoahn Miranda e Vasco Rocha, colocando a equipa a jogar num 3-4-3, com Bruno Almeida e Yohan no apoio ao ponta de lança Alan Júnior.
Até ao momento do primeiro golo, a equipa do CD Trofense foi sempre mais segura e decidida na procura do primeiro golo. A partir do momento em que o marcador foi inaugurado, a equipa de Rui Duarte passou a oferecer um maior controlo da posse de bola ao adversário, procurando desequilíbrios através de transições rápidas e que apanhavam a linha defensiva do Pevidém SC em contrapé. Numa destas ações resultou também o segundo golo, fruto da entrada muito positiva de Luís Santos no jogo.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Serginho (7)
Mika (8)
João Faria (7)
João Paulo (6)
Tito Júnior (6)
Simão Martins (6)
Bruno Almeida (7)
Vasco Rocha (6)
Beni Mukendi (6)
Alan Júnior (6)
SUBS UTILIZADOS
Adilson (6)
Luís Santos (7)
Yair (-)
Matheus (-)
ANÁLISE TÁTICA – PEVIDÉM SC
Para o encontro decisivo diante do CD Trofense, João Pedro Coelho mudou apenas uma peça em relação ao último encontro. O médio Chiquinho, suspenso, saiu da equipa e entrou o avançado Totas, passando a equipa do Pevidém SC a atuar num sistema tático que se sustentou num 3-5-2, com Totas e Costinha na frente, com o acompanhamento de Pedrinho nas costas.
A equipa minhota manteve a sua identidade habitual, circulando bem a bola pelos corredores interiores, mas com dificuldades na tomada de decisão no último terço. Para contrariar o domínio adversário, João Pedro Coelho mudou o sistema tático no segundo tempo, apostando num 4-4-2 mais vincado, com Pedrinho e Costinha nas faixas e Sérgio Duarte já fixado no meio-campo. No entanto, as melhorias não foram substanciais e praticamente todas as ações ofensivas do Pevidém SC foram anuladas pela equipa da casa.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
André Preto (7)
Emanuel (7)
João André (6)
Sérgio Duarte (6)
Filipe Sousa (7)
Tiago Vieira (6)
Tiago Ronaldo (6)
Pedrinho (5)
Totas (5)
Vítor Hugo (5)
Costinha (5)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Lopes (-)
Moreira (-)
Tiago Francisco (-)
Luís Oliveira (-)
Leandro (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD TROFENSE
BnR: Com esta vitória, o CD Trofense está mais perto da subida. Como analisa o jogo frente ao Pevidém SC?
Rui Duarte: Sabíamos que o jogo ia ser difícil. Preparámos-nos bem e a nossa identidade esta visível naquilo que demonstramos dentro de campo. Na primeira parte podíamos ter marcado mais um golo, mas estamos fortes.
PEVIDÉM SC
BnR: Este jogo era vital para as contas da subida. O que correu mal e que analise faz desta derrota frente a um rival direto?
João Pedro Coelho: Cada jogo tem a sua historia e a sua estratégia. Adotámos esta estratégia, mas não vencemos. Mas vamos com muita ambição para o próximo jogo.
A CORRIDA: JUVENTUDE FAZ APOSTAS CERTAS NA HISTÓRICA ROLETA DO MÓNACO
Depois de muita indefinição acerca do estado da caixa de velocidades de Charles Leclerc após a emocionante “pole” conquistada pelo piloto da casa no principado do Mónaco, a Ferrari “apostou no vermelho” ao manter a caixa inalterada, o que confirmaria a “pole” para Leclerc. No entanto, a aposta da Scuderia foi infeliz e a corrida do jovem monegasco acabou mesmo antes de começar, após a equipa detectar um problema terminal no eixo de transmissão. Ainda sem conseguir terminar um GP do Mónaco na sua carreira de Fórmula 1, e naquela que foi talvez a maior história desta prova, a maldição de Leclerc continua.
Max Verstappen (Red Bull) assumia, então, a frente da grelha na ausência de Leclerc e defendia a liderança na partida, fechando a porta a Valtteri Bottas (Mercedes) no tão decisivo “sprint” para a primeira curva. Boa partida para Fernando Alonso no Alpine, a subir de 17.º para 14.º, e para Lance Stroll (Aston Martin), que começando a corrida nos pneus duros e ganhando uma posição a Daniel Ricciardo (McLaren), apostava num primeiro “stint” longo que o trouxesse para a dianteira na segunda metade da corrida, tipicamente de uma paragem apenas.
No traçado mais estreito e curto do calendário da Fórmula 1, o início de corrida acabou por ser de bastante menor frenesim que as provas anteriores e, ao virar da volta 10, Verstappen seguia relativamente confortável na frente, mais de um segundo à frente de Bottas, com Sainz a fechar o pódio. Lando Norris (McLaren), logo atrás do espanhol e aos comandos da máquina com pintura clássica da Gulf, era nesta altura o mais rápido em pista.
Sem grandes alterações de posições a reportar com um terço da corrida completada, os dois Haas viam as suas primeiras bandeiras azuis e o campeão do mundo, Lewis Hamilton (Mercedes), ia passando despercebido, rodando em sexto lugar atrás de Pierre Gasly (AlphaTauri) e à frente de Sebastian Vettel (Aston Martin). As primeiras paragens acontecem ao fim da volta 29, com Hamilton, Gasly e Sergio Pérez (Red Bull) a parar para pneus novos, e muitos outros pilotos também a descer às boxes na volta seguinte.
Um desses pilotos, Valtteri Bottas, vê a sua corrida arruinada nas boxes, por culpa de um problema com a pistola de remoção de pneus e a jante do pneu dianteiro direito. Abandono para o finlandês e péssimas notícias para a Mercedes, que ao mesmo tempo via Vettel passar para a frente de Hamilton após o alemão estender o seu primeiro “stint” em “ar limpo” e parar mais tarde que o britânico.
O grande vencedor do período de paragem nas boxes acabaria mesmo por ser a Red Bull, que via Pérez subir ao quarto posto à frente do grupo comandado por Vettel. Todos os pilotos pareciam, ao início da segunda metade da corrida, ter colocados os conjuntos de pneus que os levariam até à bandeira de xadrez.
No traçado curto e de muitas voltas do Mónaco, as fraquezas estratégicas ou de performance de uns eram expostas de forma muito evidente pelas forças de outros, com o melhor exemplo disso a ser a ultrapassagem de Norris a Ricciardo na volta 55, que deixava o australiano uma volta atrás do colega de equipa.
Na mesma situação se encontravam Gasly e Yuki Tsunoda (AlphaTauri), com o francês a rodar num muito positivo sexto lugar enquanto o “rookie” japonês, em estreia absoluta no principado, seguia em 14.º, ainda com os pneus em que começara e apenas à frente dos dois Williams e dos dois Haas, os últimos já a caminho da terceira volta de atraso em relação ao líder.
Com pista livre atrás de si, nova paragem para Hamilton à volta 69 para pneus macios, na tentativa de conquistar um ponto extra para a volta mais rápida e trazer alguma motivação extra à sua corrida solitária no sétimo posto. Objectivo conseguido logo na volta seguinte após a paragem, ainda assim insuficiente para negar a liderança inédita do campeonato a Max Verstappen, que foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez agitada pela tenista Serena Williams, o último a subir ao pódio encabeçado pelo Príncipe Alberto e o 64.º piloto a liderar o campeonato de pilotos na história da Fórmula 1.
— Red Bull Racing Honda (@redbullracing) May 23, 2021
O resultado deixa então o jovem holandês em primeiro com 105 pontos, seguido por Hamilton com 101 e outro piloto em grande forma neste início de época, Norris, com 56. Nos construtores, a Red Bull assume também a dianteira por troca com a Mercedes, a diferença cifrada agora num ponto apenas. Contas fechadas, com novo líder nas duas frentes, o “circo” da Fórmula 1 seguirá caminho para outro circuito citadino. O Grande Prémio do Azerbaijão, em Baku, está agendado para o dia 6 de Junho.
Os alemães são cidadãos honestos e hospitaleiros que misturam pepsi com fanta, vinho branco com água gaseificada e raramente dispensam a batata e o currywurst (salsicha de porco picante) ao pequeno-almoço.
Caricaturas à parte, os alemães são também 83 milhões de pessoas que param, literalmente, para ver futebol, e os seus responsáveis pelo desporto-rei há pelo menos 20 anos que dificilmente erram nos investimentos que fazem na formação de jovens jogadores. Não me querendo alongar demasiado, refiro brevemente que todos os clubes dos dois principais escalões de futebol são obrigados a investir vários milhões por ano nas suas academias de formação e que a Federação Alemã de Futebol tem todos os dias carrinhas a circular pelo país de forma a garantir sólidos padrões de treino desde as mais tenras idades.
Amo a Alemanha e confesso sem pudor que não abdico do tempo de antena da Bundesliga. Os meus fins de semana têm sido sagradamente ocupados pelas “malandrices descaradas” de Sancho e Haaland, as simbioses entre Kostic e André Silva e a suavidade de Kamada, os remates aveludados de fora da área de Sabitzer, os passes demasiado bons para ser verdade de Kimmich.
Por tudo isto, e ainda que pudessem ser 20 ou 30, decidi partilhar neste artigo cinco nomes de jovens que considero terem sido revelações na liga alemã nesta temporada.
Quatro equipas em cada conferência continuavam com o sonho vivo de uma passagem para a fase a eliminar da NBA. Este cenário só foi possível devido à reestruturação da liga, que adicionou um minitorneio antes do início dos Playoffs, na perspetiva de dar aos adeptos ainda mais emoção durante a época.
A ideia já tinha sido testada durante a temporada de 2019/2020. Em plena “bolha” de Orlando, os Portland Trail-Blazers afastaram os Memphis Grizzlies, mas é caso para dizer que o formato mudou melhor. Neste caso, o Play-In apenas se jogava caso os franchises que terminassem em oitavo e nono lugar na respetiva conferência estivessem separados por menos de quatro vitórias entre eles.
Após a “primeira pedra”, colocada por Adam Silver, as ideias cimentaram e nasceu mais uma competição dentro de outra. De 2021 em diante, a prova vai contar com as equipas que se posicionaram entre o sétimo e o décimo lugar de cada costa dos Estados Unidos da América.
Não se podia pedir mais a um “estreante”. Os amantes da NBA tiveram um pouco de tudo, desde jogos renhidos a momentos que certamente vão ficar marcados na história da liga. É difícil não admitir que o Play-In foi uma das melhores invenções da última década e que veio para ficar por muitos e bons anos e, certamente com pontos a melhorar, com o passar das edições.
Na Conferência Oeste, Los Angeles Lakers e Memphis Grizzlies ocupam as vagas que faltavam para o barco partir rumo aos Playoffs. Quando passamos para o Este, foram os Boston Celtics e os Washington Wizards que garantiram tirar férias um pouco mais tarde no calendário.
Taça de Portugal, Final: domingo, 20h30, 23 de maio de 2021
ANTEVISÃO: 150 JOGOS DEPOIS, EIS A PRIMEIRA
A meio caminho entre Braga e Lisboa, arsenalistas e águias encontram-se para discutirem a custódia da Taça de Portugal 20/21. Esta será a primeira vez que os dois clubes disputam entre si a final da Prova Rainha. Os minhotos procuram a terceira conquista da prova-rainha do futebol português, enquanto os lisboetas visam aumentar o rol de Taças de Portugal no seu espólio para 27 e dilatar a distância para Sporting CP e FC Porto, que, com 17 troféus, são os clubes que mais próximos estão de alcançar as águias.
A última conquista da prova pelo SC Braga deu-se em 2015/16 (50 anos após a primeira), tendo a época seguinte marcado a última conquista da prova pelo SL Benfica. De então para cá, CD Aves, Sporting CP e FC Porto foram os grandes vencedores da segunda maior e mais prestigiante prova do calendário futebolístico em Portugal. SC Braga e SL Benfica vão gladiar no Cidade de Coimbra para lhes sucederem. Quem o conseguirá?
10 DADOS RÁPIDOS
As águias venceram 65% dos 150 confrontos diretos (98 vitórias).
Nos 12 confrontos diretos para a Taça de Portugal, cinco deles terminaram com o marcador a assinalar 2-1 (em quatro dessas cinco ocasiões, o vencedor foi o SC Braga). Este é o resultado mais comum entre os clubes na Prova Rainha.
Não se jogou prolongamento em nenhum dos 12 jogos anteriores entre SC Braga e SL Benfica para a Taça de Portugal.
Nos últimos seis jogos entre ambos para a Prova Rainha, o vencedor foi sempre alternado (SC Braga, SL Benfica, SC Braga, etc.). O último vencedor: o SL Benfica.
Na edição anterior, os arsenalistas foram eliminados por 2-1, nos oitavos-de-final, pelo SL Benfica. As águias viriam a perder a final para o FC Porto, pelo mesmo resultado.
A única vez que o SL Benfica conseguiu conjugar derrotar os bracarenses e conquistar a Taça de Portugal foi em 1954/55. As águias bateram os guerreiros por 4-1 nos quartos-de-final (no primeiro embate entre ambos na prova), e acabaram a competição a levantar o troféu.
A única vez que o SC Braga conseguiu conjugar derrotar as águias e conquistar a Taça de Portugal foi em 1965/66. Os guerreiros bateram o SL Benfica por 4-1, na primeira mão dos quartos-de-final, e selaram o apuramento em Lisboa, mesmo perdendo por 3-1. Os minhotos acabaram a competição a levantar o troféu.
Na caminhada até à final, o SL Benfica venceu os seis jogos que fez; o SC Braga venceu cinco e empatou um (em casa, ante o FC Porto). Os minhotos apontaram 20 golos (as águias, fizeram 18) e sofreram cinco – os de Lisboa apenas concederam um (em casa do campeão da II Liga, o GD Estoril-Praia).
Nos últimos doze jogos da sua época, o SC Braga apenas venceu três (antes disso, vinha de esses tantos triunfos consecutivos) – todos por 2-1 (em Faro e nas receções a Boavista FC e Moreirense FC).
Nos últimos doze jogos da sua época, o SL Benfica venceu 10, empatou um (1-1, na receção ao FC Porto) e perdeu outro (1-2, na receção ao Gil Vicente FC).
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Ricardo Esgaio (SC Braga) – Partem do ala/lateral direito do SC Braga muitos dos ataques perigosos dos arsenalistas. As exibições consistentes e portentosas de Esgaio têm-lhe valido elogios e atraído pretendentes, além de serem fundamentais para o clube que representa – o português de 28 anos, inclusivamente, já fez o gosto ao pé por uma vez e soma três assistências.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Everton (SL Benfica) – O ala/extremo esquerdo do SL Benfica tem subido de rendimento e tem-se tornado mais decisivo do que havia sido nos dois primeiros terços da temporada. O brasileiro de 25 anos apontou quatro golos e duas assistências nos últimos sete jogos, mostrando igualmente a capacidade de desequilíbrio que se lhe conhecia no Brasil.
XI’S PROVÁVEIS
SC Braga: Matheus; Ricardo Esgaio, Tormena, Raúl Silva, Borja, Galeno; Fransérgio, Al Musrati, João Novais; Ricardo Horta, Abel Ruiz.
Treinador: Carlos Carvalhal
“Quando o jogo começa, tudo o que está para trás, o que foi a época, a história dos clubes e o trajeto na Taça, não conta para nada, contam só aqueles 90 minutos e aí, a equipa mais equilibrada emocionalmente, mais focada e com mais qualidade, vai vencer”.
“Todos esperamos um jogo com qualidade, porque são duas boas equipas, que, quando têm bola, tentam fazer golo. São equipas com muita criatividade técnica e tática, e isso dá-nos indicadores de que pode ser um bom jogo. Pena é não ter público”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SC Braga 2-3 (a.p.) SL Benfica
No desporto em geral, e no ténis em particular, temos assistido, nos tempos mais recentes, a uma tendência que era norma nos inícios da década de oitenta, isto é, verdadeiros fenómenos de precocidade, que desde cedo apresentam resultados bem acima do que se lhes seria pedido em tão tenra idade.
Tendo por base o estado atual do ténis e alguns desses fenómenos, neste artigo elaboramos um Top 10 dos que em nossa opinião poderão dar bastante à modalidade nos próximos anos, fazendo, assim, com que a nova geração ombreie cada vez mais de perto com a “velha guarda”. Convém esclarecer que, nesta tabela, apenas incluímos tenistas até aos 23 anos, refira-se ainda que a ordem dos mesmos não reflete qualquer tipo de hierarquização.
A CRÓNICA: FICOU A IDEIA DE QUE ERA PROÍBIDO REMATAR
Jogo grande em perspetiva, nesta penúltima jornada da fase de acesso à Segunda Liga (zona sul), entre o primeiro e o segundo classificado do grupo, o CF Estrela da Amadora e o SC União Torreense. O futebol de ataque, positivo e vistoso, habitualmente praticado por ambas as equipas, fazia adeptos de todo o país esfregar as mãos, num jogo que seria decisivo e poderia até mesmo ditar já quem subiria à Segunda Liga.
O árbitro principal Bruno Vieira apitou para o começo do jogo e assistimos a bastante equilíbrio, se calhar até em demasia. As duas equipas dividiam a posse de bola e nenhuma criava verdadeiro perigo. Nota para o infortúnio de dois jogadores, Silas, para os visitantes (perto dos 10 minutos), e Hélder Laton, para os da casa (a rondar a meia hora), que tiveram de abandonar o terreno de jogo de maca; desejos de rápidas melhoras para ambos.
A palavra “equilíbrio” era a que melhor definia a primeira parte, no entanto, a curtos espaços, era o Torreense que por mais ocasiões aparecia perto das imediações da área adversária, com destaque para Filipe Andrade.
Pausa para descanso e esperava-se que os jogadores viessem com as baterias recarregadas, para não voltarmos a ver a repetição da primeira parte, que foi, no mínimo, pobre. Durante o intervalo, a luz faltou no Estádio e a segunda parte atrasou cerca de 15 minutos.
No começo da segunda parte, assistimos ao primeiro remate do jogo, Ulisses Oliveira perdeu as vergonhas e chutou do meio da rua para boa defesa de Filipe Leão. O Torreense entrou melhor e a procurar o golo. No entanto, perto dos 15 minutos da segunda parte, grande contrariedade para a turma de Filipe Moreira, que via Zezinho ser expulso, após ter visto o segundo amarelo.
Depois da expulsão, em vantagem, o Estrela procurou subir as suas linhas e ter mais bola no meio-campo adversário, apesar disso, não criava grandes situações de perigo. O tempo foi passando, o perigo não foi criado e o resultado mantinha-se. Só para lá dos 90 é que houve novo remate, no entanto, sem grande perigo para a baliza do guardião do Torreense.
Apesar da falta de oportunidades durante todo o jogo, na segunda parte sempre houve mais emoção, mais intensidade e mais lances que poderiam resultar em perigo. No entanto, não há como negar, o jogo, que se esperava ser uma das grandes partidas desta fase, acabou por deixar um pouco a desejar, face às quase raras ocasiões criadas.
Fica agora tudo por decidir na última e derradeira jornada, sendo que o Estrela, o Torreense e o Vitória ainda têm hipóteses de chegar ao primeiro lugar do grupo e, consequentemente, subir à Segunda Liga.
Foto de Capa: SCU Torreense
A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Sérgio Conceição – Foi sempre dos mais inconformados com o resultado. Esteve seguro a defender e ia bastantes vezes ao ataque, sendo protagonista de vários cruzamentos, alguns deles bastante perigosos. Continua a ser uma das boas e mais constantes figuras deste Estrela.
Primeira parte – Primeira parte bastante fraca, que não condiz, em nada, com o valor e a qualidade destas duas equipas. 45 minutos, zero remates, pouco futebol e dois jogadores lesionados com aparente gravidade; penso que isto diz tudo daquilo que foram uns 45 minutos duros de assistir.
ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA AMADORA
O Estrela montou-se no seu habitual 3-4-3, com Sérgio Conceição e Diogo Clemente encarregues com os respetivos flancos e com Diogo Leitão e Xavier Fernandes no apoio ao ponta-de-lança, Paollo Madeira.
Depois da expulsão do homem do Torreense, o Estrela, naturalmente, subiu mais as suas linhas e foi mais pressionante, sufocando e remetendo, assim, o adversário para a sua área.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Filipe Leão (6)
Zé Pedro (6)
Yuran Fernandes (7)
Hélder Laton (-)
Xavier Fernandes (6)
Diogo Leitão (6)
Paollo Madeira (6)
Diogo Clemente (6)
Chapi Romano (6)
Sérgio Conceição (7)
Andrré Duarte (6)
SUBS UTILIZADOS
Filipe Gaspar (6)
Luís Mota (6)
Leandro Tipote (6)
Chidera Nwoga (6)
Telmo Watche (7)
ANÁLISE TÁTICA – SCU TORREENSE
Logo de início, os visitantes mostraram ser uma equipa agressiva (no bom sentido) e tentaram explorar a velocidade dos seus dois avançados, que são bastante rápidos.
Num 3-5-2, era Ricardinho que ocupava a posição mais ofensiva do miolo e que tinha a função de ligar o meio-campo à frente de ataque. Para além desta ligação, Ricardinho, devido à sua mobilidade, também descaía para os corredores, procurando, assim, surpreender e criar superioridade.
Depois da expulsão, a equipa de Torres Vedras jogou numa espécie de 5-2-2, com Daniel Martins a ocupar a posição de lateral esquerdo e Ricardinho a fazer dupla com Tocantins no ataque, se bem que, muitas das vezes, baixava para terceiro médio.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marcelo Valverde (6)
Mamadou Traoré (6)
Benny (6)
Zezinho (4)
Ragner Paula (6)
Filipe Andrade (7)
Ricardinho (7)
David Rosa (6)
Welinton Matos (6)
Silas (-)
Ulisses Oliveira (6)
SUBS UTILIZADOS
Gustavo Tocantis (6)
Daniel Martins (6)
Ailson Tavares (-)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CF Estrela Amadora
BnR: Nos últimos 15 minutos do jogo mudou o seu esquema tático. Passou de um 3-4-3 para uma espécie de 4-3-3, com os laterais bem subidos, pode-nos dizer o que pretendeu com esta mudança?
Rui Santos: Sim, era mais um 4-2-4. Foi um risco que decidi correr, devido ao facto de acreditar que o Torreense já não ia conseguir causar-nos muito transtorno do ponto de vista defensivo e, naturalmente, o que nós queríamos era desmobilizar a linha defensiva do Torreense, jogando pelos corredores, criando superioridade numérica pelos corredores, com Tipote, Chidera e o ala do lado contrário a chegarem a zonas de finalização, e com os médios a chegarem perto. As nossas intenções foram boas, penso que, enquanto treinador, fiz o que tinha a fazer e, infelizmente, não conseguimos marcar, mas pronto, estamos na luta, somos o primeiro classificado, dependemos só de nós. Vamos a Leiria, sabemos que têm uma belíssima equipa, tivemos dificuldades quando jogámos com eles aqui, mas tudo pode acontecer e nós vamos trabalhar a semana inteira com a convicção que vamos ganhar a Leiria.
SCU Torreense
BnR: Após a expulsão, qual foi a mensagem que tentou transmitir aos seus jogadores?
Filipe Moreira: A partir de um determinado momento, há um maior controlo da bola por parte do Estrela e os nossos jogadores estão mais longe do meu raio de ação. Ora, a tendência geral da parte dos nossos jogadores é que defendam mais perto da sua baliza, o que é perfeitamente normal. Surgem mais bolas pelos flancos, há mais possibilidades de cruzamento e por muito que tentemos puxá-los para cá, torna-se complicado. Algumas vezes tivemos critério na saída, outras nem tanto. Ainda tivemos um lance de bola parada em que conseguimos incomodar, mas nesse capítulo o Estrela até teve mais que nós. Portanto, não há mais nada que possa pedir aos meus jogadores, porque estava a ser muito complicado a partir de um determinado momento.
BnR: Durante a primeira parte, vimo-lo bastante interventivo, a corrigir o posicionamento dos homens da frente quando não tinham bola e quando pressionavam o adversário. O que é que estavam a fazer menos bem e o que é que queria que eles fizessem?
Filipe Moreira: Nós, por vezes, de forma prática, temos uma equipa que sabe ter a bola, mas o momento da decisão, no momento vertical, na saída, dá um alimento muito superior à equipa, em certos momentos não foram tão rentáveis como eu idealizava e com isso causámos menos problemas ao Estrela e, nesse aspeto, melhorámos muito em relação ao que tinha acontecido com o Setúbal, porque entrámos muito mal, com o Leiria, porque entrámos muito mal, passámos a entrar mais no jogo, não demos avanço, mas mesmo assim ainda faltou qualquer coisa para podermos chegar à vantagem e o jogo ter sido diferente, mas o futebol é assim mesmo. Não vale a pena fazermos mais cenários, é analisar as coisas friamente. Estamos dentro até ao último momento, que é quando o árbitro entender acabar o campeonato e as contas fazemos depois.
A CRÓNICA: DRAGÕES NÃO AGUENTARAM A VANTAGEM, MAS CONSEGUEM A MANUTENÇÃO
O Benfica Futebol Campus recebeu o clássico da 34.ª jornada da Segunda Liga entre SL Benfica B e FC Porto B. Num encontro chave para as contas da manutenção, os dragões precisavam da vitória para assegurar de imediato a continuação na competição, enquanto os encarnados pretendiam subir na classificação.
Com a pressão do seu lado, os comandados de António Folha entraram melhor e dominaram durante grande parte do primeiro tempo, com a magia de Francisco Conceição a fazer a diferença e a colocar em sentido a defensiva das águias.
Primeiro foi Evanilson que desperdiçou um cabeceamento à passagem do quinto minuto, e de seguida foi Francisco que, no um para um com o guarda-redes belga, Mile Svilar, permitiu a defesa com o pé.
O SL Benfica B ia tentando equilibrar a partida, mas ia tendo dificuldade em controlar a posse de bola e optava por atacar utilizando bolas longas e tentando explorar a velocidade do seu tridente ofensivo.
Aos 38 minutos, Francisco Conceição pegou no esférico e atraiu toda a atenção do setor mais recuado dos encarnados, que deixaram João Mário livre de marcação. Quando o esférico lhe chegou aos pés, já dentro da área, o médio finalizou e inaugurou o marcador.
O segundo tempo iniciou com o golo do empate por intermédio de Tiago Gouveia. Umaro Embaló aproveitou o espaço que a defesa portista lhe ofereceu para colocar o esférico ao segundo poste, onde apareceu Tiago Gouveia, livre de marcação. O atleta das águias cabeceou picado e conseguiu bater Diogo Costa, que nada pôde fazer.
Reposta a igualdade, o jogo ficou partido e as duas equipas começaram a procurar mais a baliza adversária, mas o empate só foi desfeito quinze minutos depois por intermédio de Diogo Mendes, que, após canto do lado esquerdo, saltou mais alto e fez o 2-1.
Até ao final, Kalaica recebeu ordem de expulsão depois de ver o segundo cartão amarelo e o FC Porto B começou a aproximar-se cada vez mais da baliza adversária – grande parte das vezes fruto da criatividade de Francisco Conceição, mas o resultado não sofreu alterações.
A FIGURA
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Francisco Conceição – O jovem do FC Porto B foi o principal desequilibrador do lado azul e branco. Tanto na primeira como na segunda parte, o número 85 portista colecionou jogadas de perigo graças à sua capacidade de drible e imprevisibilidade.
O FORA DE JOGO
Fonte: Leonardo Bordonhos/ Bola na Rede
Confusão no final do encontro – No fim de um jogo de muita intensidade (ainda que nem sempre bem jogado), as cenas após o apito final acabam por manchar tudo o que aconteceu dentro de campo.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B
Os comandados de Nelson Veríssimo apresentaram-se num tradicional 4-3-3 com Diogo Mendes a assumir o papel de médio mais recuado, libertando David Tavares e Illija Vukotic. Umaro Embaló ia-se mostrando como um dos principais criativos no lado direito do ataque encarnado, mas apenas a espaços.
Defensivamente, as águias mostraram bastante dificuldade em condicionar a ação de Francisco Conceição, que aproveitava o espaço entre a linha defensiva e média do SL Benfica B para desequilibrar com e sem bola.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Mile Svilar (7)
João Ferreira (7)
Tomás Araújo (6)
Kalaica (6)
Godfried Frimpong (6)
David Tavares (7)
Tiago Gouveia (7)
Ikkija Vukotic (6)
Umaro Embaló (6)
Diogo Mendes (7)
Henrique Araújo (6)
SUBS UTILIZADOS
Rafael Brito (6)
Samuel Pedro (7)
Filipe Cruz 6)
Daniel dos Anjos (6)
Gonçalo Loureiro (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
A precisar de pontos na luta pela manutenção, a formação de António Folha atuou com oito atletas da equipa principal no seu onze inicial, um aditivo importante na luta pela vitória. Talvez pela pressão de vencer, os visitantes entraram melhor e exploraram bem os espaços existentes na defensiva adversária, criando várias ocasiões de perigo.
Com uma pressão alta e um meio-campo a três que conseguiu controlar a bola, os dragões estiveram por cima no primeiro tempo, mas o golo sofrido a abrir a segunda parte acabou por recolocar a pressão na equipa portista, que passou a ter mais dificuldades em criar através do seu ataque organizado e recorria várias vezes a jogadas individuais.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (7)
Diogo Leite (7)
Romário Baró (6)
João Mário (7)
Evanilson (6)
Nanu (6)
João Marcelo (6)
Fábio Vieira (6)
Mor N’diaye (6)
Rodrigo Conceição (6)
Francisco Conceição (8)
SUBS UTILIZADOS
Daniel Namaso (6)
Rodrigo Valente (6)
Igor Cássio (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica B
BnR: No primeiro tempo, o FC Porto acabou por entrar melhor e teve várias oportunidades para marcar, antes de ter inaugurado o marcador. O que correu mal para ter essa entrada menos positiva?
Nelson Veríssimo: Julgo que a primeira parte foi muito equilibrada naquilo que foi o domínio do jogo e na criação de oportunidades de golo. O Porto chega à vantagem numa situação que já tínhamos identificada e que não conseguimos contrariar, que foi o posicionamento entre linhas do Francisco Conceição. Uma das correções que fizemos foi tentar contrariar esse posicionamento e depois julgo que fizemos uma grande segunda parte.
FC Porto B
BnR: Durante o jogo o FC Porto acabou por atacar mais pelo corredor direito, com o Francisco Conceição a desequilibrar. Essa aposta foi propositada porque sentiam que existia aí uma fragilidade na defesa do Benfica?
António Folha: Não vemos o jogo pelas individualidades, mas sim pelo coletivo. Obviamente sabemos do talento do Francisco e sabíamos que ao deixá-lo em situações confortáveis ele podia desequilibrar, como o fez e faz muitas vezes. Por isso, não vemos o jogo pela individualidade, vemos sempre pelo nosso coletivo, portanto não foi por aí.
36 anos depois, o FC Vizela está de volta à Primeira Liga. Num jogo de grande intensidade, perante um UD Vilafranquense ainda a lutar pela manutenção, os minhotos sentiram muitas dificuldades para vencer. No final, garantiram o que se tinha como muito improvável no início da época… A segunda subida consecutiva. Apesar do resultado volumoso contruído nos últimos minutos, os ribatejanos venderam cara a derrota, mas não evitaram a descida à Liga 3.
Que início de jogo em Vizela! Pouco mais de um minuto tinha passado quando a equipa da casa abriu o marcador. Diogo Ribeiro apareceu na cara de Maringá e bateu o guarda redes brasileiro. A depender apenas de si para assegurar a manutenção, o Vilafranquense procurou responder de imediato. Aos 10 minutos, o guardião da casa viu a bola bater na trave depois de um livre de Izata.
Também o Vizela não se deixou adormecer e ameaçou o segundo por duas vezes. Quem pareceu adormecer foi o lateral Koffi Kouau, que, aos 14 minutos, mesmo sem grande pressão, ajeitou com a mão dentro da área. Na conversão do castigo máximo, Evandro Brandão não perdoou e fez o empate.
Depois de um início auspicioso, o jogo já vinha a perder gás quando o segundo do FC Vizela apareceu. De pé quente na reta final do campeonato, Rapahel Guzzo voltou a aparecer e marcou o seu quinto golo na Segunda Liga. Com a vantagem recuperada, os da casa começaram a tomar conta jogo e estiveram perto de ampliar por três ocasiões antes do intervalo. A registar também uma transição rápida dos ribatejanos, que ainda causou calafrios.
Ora, se o Vizela não podia ter pedido melhor início de primeira parte… Na segunda parte a lógica inverteu-se. De novo de grande penalidade, Evandro Brandão carimbou o “bis” e o empate a dois golos. Sentiu-se a falta do VAR, tal foi o tempo que o árbitro Tiago Martins demorou a conferenciar com o seu assistente, entre o penálti e um eventual fora de jogo.
Com o FC Arouca a vencer em Chaves, a equipa da casa caía para a terceira posição. No entanto, a resposta não tardou e, à passagem do minuto 58, Rapahel Guzzo também assinou o “bis” no encontro e devolveu o Vizela ao caminho da Primeira Liga. O quarto golo apareceu ao minuto 80, após um grande passe de Cassiano a isolar Kiko Bondoso que, com muita frieza, bateu o Maringá. Até ao fim, ainda houve tempo para o quinto, golo de Tavinho já na compensação.
A FIGURA
📚 OLÁ, PRIMEIRA LIGA! – DISSE O FC VIZELA 🔝
Depois de subir do Campeonato de Portugal para a 2.ª Liga, o FC Vizela está de novo de malas feitas para a mudança. A história vizelense continua… e nós estivemos lá! 🔵⚪️ pic.twitter.com/GOeV3IHWTi
Intensidadede parte a parte – A depender de si para alcançar os respetivos objetivos, as duas equipas entraram no jogo para vencer. Num jogo muito equilibrado, a intensidade foi fator constante durante os 90 minutos. Fica um belo espetáculo para recordação.
Displicência nas defesas – Se há algo de negativo a apontar neste jogo são erros defensivos. Do lado Vizela duas grandes penalidades (a primeira caricata) comprometedoras para o objetivo da subida. Do lado dos ribatejanos fica a imagem de muita fragilidade defensiva, apesar dos muitos elementos a povoar o setor mais recuado.
ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA
Álvaro Pacheco montou o seu 4-1-4-1 habitual. Destaque para Diogo Ribeiro, que repetiu a titularidade da deslocação da última jornada, a Penafiel. Os laterais estiveram quase sempre muito projetados, trabalhando juntamente com o criativo Samu para desbloquear o esquema adversário. Na frente, Kiko Bondoso foi o homem com mais liberdade para desequilibrar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ivo (6)
Koffi Koau (4)
Matheus (5)
Aidara (6)
Kiki (7)
Ericson (6)
Guzzo (8)
Samu (7)
Francis Cann (6)
Kiko Bondoso (8)
Diogo Ribeiro (7)
SUBS UTILIZADOS
Cassiano (7)
Tavinho (6)
Marcos Paulo (-)
Cardozo (-)
ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE
Como seria de esperar, o Vilafranquense apresentou-se com um esquema muito fechado. O médio-defensivo Jefferson juntou-se muitas vezes aos três centrais escalados por Carlos Pinto quer nos ataques do Vizela, quer na primeira fase de construção. Vítor Bruno e Marco Grilo apareceram a fazer todo o corredor, mas sempre muito preocupados em proteger as laterais.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Maringá (6)
Marco Grilo (6)
Diogo Coelho (4)
Gonçalo Santos (4)
Vítor Bruno (6)
Jefferson (5)
Diogo Izata (6)
Kady (5)
Nuno Rodrigues (3)
André Claro (4)
Evandro Bandrão (7)
SUBS UTILIZADOS
Vitinho (4)
Eric Veiga (4)
Leonardo (3)
Fábio Fortes (-)
Rúben Gonçalves (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC VIZELA
BnR: Álvaro, já falou muito da sua equipa, elogiou os seus jogadores. Desafiava-o, agora, a fazer uma espécie de autorreflexão. Como é que vê a sua evolução ao longo desta época?
Álvaro Pacheco: Cresci muito. Ao longo do ano fomos alterando a nossa forma de jogar muitas vezes. Na defesa, no ataque, nas transições, nos movimentos diagonais. Jogámos com dois pontas de lança, depois com um. A nossa missão enquanto equipa técnica é perceber quando os jogadores estão na zona de conforto e dar-lhes novas dinâmicas. E foi nisto que crescemos muito, a encontrar maneiras novas de ir crescendo e de ir fazendo este trajeto.
UD VILAFRANQUENSE
O treinador do UD Vilafranquense não compareceu na sala de imprensa do Estádio FC Vizela.