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SL Benfica | O epílogo sem final feliz

A temporada desportiva encaminha-se para o seu fim e, no reino da águia, há pouco por jogar e ainda menos por conquistar. Sobejam cinco partidas de Primeira Liga e a final da Taça de Portugal no calendário do SL Benfica.

O cada vez mais difícil de alcançar segundo lugar e a prova rainha são os únicos objetivos passíveis de serem “conquistados” (se o segundo lugar for uma conquista para alguém) pelo mais – e pior – apetrechado SL Benfica da história.

Não obstante, a reta final da época 20/21 ainda pode acrescentar um troféu ao espólio do Museu Cosme Damião e pode – e deve – servir de base e preparação para a temporada vindoura. As duas “conquistas” suprarreferidas seriam vitais para tal, uma vez que possibilitariam a entrada direta na Liga dos Campeões e a presença na Supertaça 2021, o que teria um forte impacto nas movimentações de mercado e permitiria começar a época a gladiar por um título.

Contudo, há cinco partidas e quatro pontos que separam os encarnados do primeiro objetivo e um embate frente ao SC Braga de Carvalhal que os separam da segunda ambição. No que respeita à corrida pelo segundo posto da Primeira Liga, o caminho que resta trilhar está longe de estar desimpedido.

O primeiro obstáculo é a visita a Tondela, já esta sexta-feira (30 de abril). Os tondelenses estão em ótima forma e, num claro desafio às expetativas, encontram-se no nono posto da tabela, a meros três pontos do Vitória SC, que ocupa o sexto – lugar de acesso à 2.ª pré-eliminatória da Conference League.


Os homens de Pako Ayestarán defrontam mesmo as “águias” na melhor fase da época beirã – três jogos sem perder (vitórias em Moreira de Cónegos e na receção ao CD Nacional e empate em Vila Nova de Famalicão). Além da força coletiva demonstrada, os beirões contam com a qualidade individual de Mario González. O jovem avançado espanhol, emprestado pelo Villareal FC, é o terceiro melhor marcador da Liga, com 13 golos.

Os obstáculos seguintes são as receções a FC Porto e Sporting CP, entremeadas pela tradicionalmente difícil visita à Choupana. As dificuldades que o clássico e o grande dérbi encerram são já sobejamente conhecidas e são exacerbadas esta temporada pelas posições dos três clubes na tabela classificativa e pelos confrontos diretos entre eles.

O SL Benfica defronta, assim, nas duas últimas partidas em casa em 20/21, dois clubes que o superam na tabela e aos quais ainda não venceu esta temporada. As “águias” foram derrotadas em Alvalade (1-0), empataram no Dragão (1-1) e ainda perderam a Supertaça para os azuis e brancos (2-0). Como tal, bater dragões e leões, ainda que em casa, não será tarefa fácil.

Pelo meio, há uma deslocação transatlântica para defrontar o (para já) lanterna vermelha, CD Nacional. Não obstante a delicada posição dos madeirenses (no momento da escrita), a turma de Manuel Machado conseguiu já a primeira vitória sob orientação do vimaranense (1-0, precisamente na receção aos vimaranenses). Além do mais, as visitas à Choupana nunca foram, nem serão, fáceis, independentemente do contexto.

O SL Benfica ainda tem de se deslocar à Choupana
O CD Nacional é atualmente o último classificado da Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Todavia, importa referir que as visitas a CD Tondela e CD Nacional representam deslocações aos terrenos das defesas mais batidas da Primeira Liga, ex aequo (47 golos concedidos). Teoricamente mais difícil é a visita a Guimarães. O Vitória SC tem realizado uma época de altos e baixos, conhecendo em Bino o seu terceiro timoneiro da temporada.

Ainda assim, a solidez e consolidação do clube têm-lhe permitido manter-se num lugar europeu, ainda que, calculo, não estivesse nas previsões dos vitorianos verem-se abaixo do Paços de Ferreira FC na tabela. Contudo, é de realçar a parca qualidade demonstrada pelos vimaranenses no corrente ano civil, espelhada pelos resultados: em 2021 – e, de novo, no momento da escrita -, o Vitória SC tem 50% de derrotas (nove derrotas em 18 jogos, todos para a Primeira Liga).

Às nove derrotas acrescem quatro empates; ou seja, os de Guimarães apenas venceram cinco das 18 partidas disputadas este ano civil. No entanto, convém que as águias não se agarrem a este tipo de estatística e percebam que os embates no D. Afonso Henriques são, inevitável e invariavelmente, de enorme grau de dificuldade.

Os pupilos de Jorge Jesus encerram a época (pelo clube) com a final da prova rainha, em Coimbra. O adversário, para não fugir à regra, encerra perigos conhecidos e reconhecidos. Os Guerreiros do Minho têm apresentado vislumbres de grande futebol e estão, à entrada para as últimas cinco jornadas da Liga, a cinco pontos das “águias” e com a Liga Europa quase assegurada.

SL Benfica encerra a época frente ao SC Braga, na final da Taça de Portugal
O SL Benfica encerra a época frente ao SC Braga, na final da Taça de Portugal
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

No confronto direto, vantagem para os bracarenses. Os minhotos venceram por 3-2 na Luz, para a Primeira Liga, e venceram 2-1 em Leiria, na meia-final da Taça da Liga. Mais recentemente, foram derrotados por 2-0 em casa, pelos comandados de JJ. No somatório, duas vitórias e uma derrota para o SC Braga, com cinco golos marcados e cinco concedidos.

Tudo somado, a reta final da época encarnada contém seis jogos, sendo quatro deles frente a equipas do top 6 da Primeira Liga. Não será fácil, mas o SL Benfica tem obrigação de se impor em cada jogo e levar de vencido cada adversário, minimizando os danos de uma época atroz. O mais difícil é mesmo acreditar que o vai fazer.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pichichis & Taconazos #4: E agora, Cholo?

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Escrevo estas linhas a menos a 24 horas do Barcelona receber o Granada e acertar o calendário ao fim de 33 jornadas. Os culés, em caso de vitória, assumem a liderança da LaLiga.

Quem me conhece e comigo discute este campeonato, sabe que nunca fui um adepto de Simeone. E não o digo agora, que poderá deixar de ser líder. Digo-o desde que trabalho com a LaLiga, o que aconteceu logo após a conquista do último título colchonero. Como é óbvio, não consigo deixar de reconhecer o mérito que o técnico argentino teve na recuperação do Atlético. A sua garra e determinação foram fundamentais para acompanhar a solidez financeira que o clube foi ganhando e que tem como ponto alto a construção de um estádio do melhor que há no mundo e de uma equipa digna de ali jogar.

É precisamente por aqui que vou pegar. Poucas temporadas houve em que uma equipa teve tantos fatores a seu favor para ser campeã espanhola. A começar, a qualidade que conseguiu reunir no plantel. Inegável. Desde a baliza, onde tem um dos melhores do mundo (para muitos o melhor), passando por todos os setores, há soluções de topo Depois, o estado dos adversários. Poucas épocas houve em que Real e Barça “oferecessem” uma vantagem tão grande a um rival. E finalmente, a capacidade que o Atleti teve para “cavar” esse fosso pontual para os habituais candidatos ao título.

No meio de tudo isto, abro espaço para um elogio a El Cholo. A transformação de Marcos Llorente é por demais evidente, pela positiva, e aí tem de ser dado o mérito ao treinador. “Descobriu-lhe” uma nova posição, novas características e uma forma de jogar que fazem dele um dos melhores jogadores da LaLiga.

A enorme vantagem que o Atlético já teve pode ser anulada esta quinta-feira. Como referiu Simeone no final da derrota em Bilbao, na última jornada, vai ser campeão quem for mentalmente mais forte. Mas isso só, não chega a este nível. Há que ser melhor, com e sem bola. E isso não acontece só porque uma equipa é mentalmente mais forte. Também, mas não só.

Alguém escreveu um dia que os treinadores são para uma equipa como os professores para os alunos. Há os professores da escola primária, os da preparatória, os da secundária e ainda os do ensino superior. Simeone, como todo o mérito, conseguiu levar aquela gente da escola primária ao ensino secundário. Mas está difícil de afirmar esta equipa na universidade onde só entram aqueles que ganham títulos.

Quero, a terminar, deixar uma nota. Sei que daqui a menos de um mês podem vir dizer-me que o Atlético foi campeão. Mas garanto-vos que esta opinião continuará válida.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 melhores guarda-redes da Liga Portuguesa excluindo os três grandes

A Liga Portuguesa tem vindo a subir exponencialmente a sua qualidade, principalmente nas equipas ditas não grandes. Elas estão cada vez mais competitivas e cada vez mais nos proporcionam surpresas tirando pontos aos grandes, algo que antigamente raramente acontecia. Isto advém, obviamente, da maior preocupação por encontrar jogadores de qualidade individual que depois possam aparecer a um bom nível coletivamente, formando grupos de trabalho fortes que são capazes de se baterem com os maiores e mais ricos. As grandes goleadas a que nos habituámos num passado até recente são cada vez menos comuns, e equipas do cimo da tabela já não dão nenhum ponto por garantido. Há, sem dúvida alguma, uma maior preocupação em jogar bom futebol, mas também tem havido uma enorme melhoria no setor defensivo, essencialmente nos guarda-redes.

Neste momento, a Liga Portuguesa está recheada de grandes talentos na posição mais recuada do terreno e também essa tem sido uma das principais razões para a maior competitividade apresentada em todos os jogos. Posto isto, destacamos os três melhores guarda-redes da Liga, excluindo os dos três grandes, uma avaliação sempre difícil e injusta face à grande qualidade que tem sido apresentada ao longo da temporada.

 

Nagelsmann é a lufada de ar fresco necessária

As negociações efetivaram-se e o alemão Julian Nagelsmann, atual técnico do RB Leipzig, irá em breve rumar ao FC Bayern München, passando a ser o treinador mais caro da liga alemã. Importa agora ir mais além no caminho que percorremos sempre de mãos dadas com o amor que nos une: o futebol. Por isso mesmo, o mínimo que podemos fazer é debruçarmo-nos um pouco sobre o assunto para entender o porquê de considerar que esta relação Bayern – Nagelsmann tem tudo para dar certo.

Comecemos por evocar um dos títulos mais conhecidos dos alemães Scorpions, Wind Of Change, apenas para recordar que o mundo vive da mudança e da consequente adaptação que temos obrigatoriamente de lhe dedicar. Se não mudarmos, não aprendemos. Se não formos desafiados, não evoluímos. No início da presente época cheguei a ser criticada por afirmar com inquietação a pés juntos que Hansi Flick deveria ter saído no ano passado. A equipa não deixou de ser formidável, longe disso. Dificilmente deixarão escapar o 31.º título alemão e há muito tempo que não sabem marcar menos de 100 golos por temporada. Hansi Flick? Exímio trabalho no Bayern e carreira incontestável. Deu muitas e boas cartas em diferentes cargos, inclusivamente na Federação Alemã de Futebol, mas até ele, ao tomar a iniciativa de rescindir o contrato, chegou claramente à conclusão que também precisa de uma pedra nova no seu caminho. Notou-se simplesmente que faltou desafio ao Bayern esta época. Faltou o pragmatismo mais acentuado a que nos habituaram.

A direção do Bayern decidiu então apostar em Julian Nagelsmann, com quem as conversações haviam começado há cerca de seis anos. O técnico alemão chegou a rejeitar uma proposta do Bayern para treinar os seus sub-23. Para a proposta atual ainda seria cedo na altura, contudo o interesse vinha sendo manifestado e as dúvidas em relação à sua inexperiência estão visivelmente mais do que dissipadas, tornando possível a realização de um sonho que o alemão nascido na Baviera nunca escondeu ter.

Enquanto defesa central, Nagelsmann passou pelo TSV 1860 München e pelo FC Augsburg. Obrigado a terminar a carreira de futebolista aos 20 anos devido a lesões contínuas no menisco, desde essa altura que se dedicou de corpo e alma à carreira de treinador. Começou no scouting do Augsburg onde trabalhou com Thomas Tuchel, passando depois para treinador assistente dos sub-17 do 1860 München. Em 2010 mudou-se para o TSG 1899 Hoffenheim onde saltitou entre posições e escalões até finalmente assumir o comando da equipa principal no início de 2016, tornando-se assim, com 28 anos, no mais jovem treinador da estória da Bundesliga. Foi aí que ganhou a alcunha de “mini-Mourinho” e destacou-se por salvar a equipa da despromoção, conduzindo-a depois a 4.º e 3.º lugares nas duas épocas seguintes, respetivamente. O Leipzig também não saiu defraudado na confiança que lhe depositou: entrou diretamente para a história do clube ao levá-lo pela primeira vez a uma meia-final da Liga dos Campeões na época passada e, de momento, encontra-se ainda na luta pelo título alemão.

Aquilo que Julian Nagelsmann aporta às suas equipas tem semelhanças com o que Rúben Amorim está a fazer no Sporting CP. Facilmente nos apercebemos ao ver jogar as suas equipas que falamos de um treinador inquisitivo, perfecionista, altamente competitivo na arte de querer a todo o momento ser melhor. Falamos de talento, sim, e de como o trabalho árduo é o único caminho para o sucesso. Nagelsmann é inovador nos treinos, detalhista na preparação dos jogos, dominante no conhecimento técnico e no rigor tático. As características do futebol moderno estão completamente enraizadas na sua cabeça: foco nas transições rápidas, nos passes precisos, no posicionamento e nos movimentos sem bola. Preza a versatilidade e a flexibilidade, estimulando os seus pupilos a jogar em posições distintas para que também eles possam ver o jogo por outro prisma. Desafia a equipa constantemente de forma a extrair o melhor de todos para todos. Apesar da exigência, não deixa de incentivar os jogadores para que não tenham medo de arriscar sempre que acham oportuno. E fora isto, que não é pouco, a cereja no topo do bolo: Julian Nagelsmann é um líder nato. Comunica com energia, paixão e carisma inesgotáveis. Cria empatia e inspira os seus jogadores. Escuta. Compreende.

O Bayern precisava de sangue novo e não teve receio de pagar uma quantia avultada por um treinador de 33 anos, porque Nagelsmann tem exatamente o perfil que o clube necessita. Quanto ao técnico, a rapidez da sua ascensão não tem outra explicação que não a velocidade estonteante com que aprimora o seu trabalho. E para o menino da Baviera, antes de se lançar à carreira internacional que seguramente o espera, também não poderia ser melhor. O mundo vive da mudança e o sonho comanda a vida.

Artigo redigido por Marta Rebelo

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Paris Saint-Germain FC 1-2 Manchester City FC: “Citizens” fizeram-se Reis no Parque dos Príncipes

A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS E APATIA DO PARIS SAINT-GERMAIN FC DITAM RESULTADO

A noite caía em Paris e o Parque dos Príncipes vestia-se a rigor (ainda que sem adeptos) para receber os primeiros 90 minutos da decisão que levará Paris Saint-Germain FC ou Manchester City FC à final da Liga dos Campeões.

Meias-finais e Marquinhos não rima, mas parece. Um ano depois de marcar no Estádio da Luz, subiu às alturas e, ao primeiro poste, colocou o Paris Saint-Germain FC em vantagem no marcador, à passagem do primeiro quarto de hora. Os 15 minutos inicias até tinham sido calmos, com as duas equipas a respeitarem-se mutuamente.

Emocionalmente instável e muito pouco à vontade no primeiro tempo, o Manchester City FC nunca conseguiu espelhar o futebol que já se viu esta temporada. Até então inofensivos, os Citizens apareceram no jogo ainda antes do final da primeira parte. Keylor Navas quase deitou tudo a perder, numa jogada que podia ter sido bem mais danosa para os parisienses.

O PSG usava e abusava da criatividade e velocidade de execução dos seus elementos mais avançados. Neymar, Di María e Verratti juntavam-se a Mbappé e faziam o que bem entendiam da defesa contrária. Brincavam, autenticamente.

A segunda parte trouxe um Manchester City FC renovado e de cara lavada e muito pouco disposto para ‘brincadeiras’. Pep Guardiola, sem mexer na equipa, mexeu as peças, e foi suficiente para alterar o rumo dos acontecimentos.

Kevin de Bruyne queria cruzar para golo, mas marcou. Erro de leitura de Keylor Navas e o belga acabou por empatar a partida, quase sem querer. Pouco depois, e como que num ápice, novo golo. Riyad Mahrez bateu um livre de forma exímia e aproveitou o abrir da barreira para consumar a reviravolta. Até final, Idrissa Gana Gueye foi expulso após uma entrada verdadeiramente assassina sobre Gündoğan.

O jogo terminou com 1-2 no marcador e os ingleses partem em vantagem para a segunda mão. Depois de uma primeira parte desastrosa e desinspirada, os segundos 45 minutos foram completamente antagónicos e a reviravolta acaba por assentar como uma luva aos Citizens e, principalmente, a Pep Guardiola.

 

A FIGURA

Pep Guardiola – A primeira parte foi dominada pelo Paris Saint-Germain FC e Pep foi para o balneário a saber disso. Os Citizens entraram na segunda parte completamente renovados. A surpresa? Pep Guardiola não trocou as “peças do puzzle”, mas mexeu-as. E isso foi suficiente. Foden e Kevin de Bruyne começaram a mostrar serviço e a diferença foi abismal. Controlo total e só deu Manchester City FC. Reviravolta no marcador e vantagem para a segunda mão. A final da “Liga Milionária” está aí “ao virar da esquina”.

O FORA DE JOGO

Displicência do Paris Saint-Germain FC – O conjunto parisiense até entrou bem no jogo e a primeira parte prometia novo “show” das coqueluches da companhia. A verdade é que a segunda parte foi um completo contraste da primeira e a equipa orientada por Pochettino acabou por sair derrotada. Erros de Keylor Navas e, mais tarde, da barreira, aquando da cobrança de um livre, ditaram aquela que terá sido uma derrota bastante desmoralizante para os vice-campeões europeus.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Mauricio Pochettino apostou no esquema que costuma trazer a melhor versão dos parisienses, o habitual 4-2-3-1. A defender, o Paris Saint-Germain FC organizou-se, ocasionalmente, em 4-4-2.

Os centrais Kimpembe e Marquinhos na construção tinham a companhia de Leandro Paredes, que baixava para organizar jogo. Quando a bola rodava, Paredes subia e juntava-se a Idrissa Gana Guye, o outro médio mais recuado. Florenzi foi, sem surpresa, titular e Mitchel Bakker jogou pela esquerda. Mais defensivo e menos incisivo na frente para camuflar as menores tarefas defensivas de Neymar, claramente balanceado para a frente.

E era na frente onde residia a maior parte do talento parisiense. Neymar jogava, no papel, pela esquerda, e Verrati posicionava-se ao meio. Di María ficaria encarregue da ala direita. Mas como o papel e a teoria não jogam, a verdade é que estes três jogadores andaram sempre bastante juntos e em espaços curtos, ficava muito difícil de lhes tirar a bola. Mesmo com pressão contrária pareciam não ter qualquer tipo de dificuldade em avançar no terreno. A estes três ainda se juntava Kylian Mbappé, destinado a tarefas mais ofensivas, tal como Neymar. Quem não gosta de ver esta frente de ataque a jogar, certamente não gostará de futebol, que tratado!

Em alguns momentos defensivos, Marco Verratti e Ángel Di María costumavam recuar e formar uma linha de quatro médios, passando a equipa a apresentar um 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (4)

Alessandro Florenzi (6)

Marquinhos (7)

Presnel Kimpembe (6)

Mitchel Bakker (5)

Idrissa Gueye (4)

Leandro Paredes (7)

Marco Verratti (6)

Neymar (7)

Ángel Di María (7)

Kylian Mbappé (6)

SUBS UTILIZADOS

Danilo (6)

Ander Herrera (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola apresenta uma disposição tática muito à sua imagem: diferenciada. O 4-3-3 visto esta noite, certamente poderia ter outros números, que também estariam certos.

A aposta por uma linha de ataque sem qualquer avançado de referência não é novidade, mas tem sempre algo de misterioso e surpreendente para nos mostrar. Por exemplo, quem jogaria como elemento mais avançado pelo meio, caso houvesse algum.

Os primeiros minutos de jogo até trouxeram um Manchester City a pegar no jogo, mas o tempo passou e os homens da casa assumiram o controlo. No meio-campo surgiam sempre dois médios muito próximos, Gündoğan e Rodri. A aposta em jogadores móveis a aparecer em zona de finalização, trouxe Kevin de Bruyne e Bernardo Silva para o meio, que funcionavam como falsos-nove. Mahrez e Foden eram os extremos e praticamente não se viram durante toda a primeira parte.

Na entrada para o segundo tempo, Phil Foden deixou a ala e passou para o meio, onde Pep Guardiola pretendia que a bola entrasse com outra qualidade. Kevin de Bruyne foi libertado e João Cancelo ganhou outra liberdade para subir pela ala, ao contrário da timidez que revelou nos primeiros 45 minutos.

E se a primeira parte tinha sido apagada para Foden e Kevin de Bruyne, a segunda foi de outra dimensão. Estratosféricos, dominaram o jogo a seu belo prazer e consumaram uma reviravolta que certamente terá deixado o treinador agradado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Kyle Walker (5)

John Stones (6)

Rúben Dias (7)

João Cancelo (5)

Rodri (6)

Ilkay Gündoğan (6)

Riyad Mahrez (7)

Kevin de Bruyne (8)

Phil Foden (8)

Bernardo Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Oleksandr Zinchenko (6)

Os 5 jogadores portugueses com mais jogos nas competições europeias

As equipas portuguesas estão sempre presentes nas competições da UEFA, tanto que Portugal se encontra no sexto lugar do ranking. Mas não é só nos clubes portugueses que os jogadores nacionais somam minutos nas competições europeias, e prova disso é o número um do top que por um clube português só jogou dois jogos nas competições da UEFA.

Portugal apesar de ser um país demograficamente e territorialmente pequeno, no Futebol é um país gigante e sempre com representatividade nas competições europeias. E não só de Cristiano Ronaldo vive o nosso país, e exemplo disso são os grandes números apresentados pelos outros jogadores da lista.

Contando com todas as competições da UEFA, incluindo competições europeias de clubes e de Seleções dos diferentes escalões, esta lista apresenta os cinco jogadores portugueses com mais jogos nestas competições.

Andrija Radulovic | Prodígio sérvio a caminho da Luz?

Andrija Radulovic está a ser apontado ao SL Benfica desde há umas semanas e prevê-se um mercado de Verão bastante movimentado para o prodígio da Sérvia. Radulovic tem apenas 18 anos, joga no Estrela Vermelha e é uma das maiores promessas do país dos Balcãs.

Apesar de não ser uma primeira opção no plantel sénior do campeão sérvio, o extremo tem vindo a destacar-se na equipa sub-19, mas foi na Taça da Sérvia que fez um golo e uma assistência esta época, além dos três minutos disputados na Liga Europa.

Esta jovem promessa atua preferencialmente no lado direito, onde flete muito para o corredor central e investe no drible e na progressão com bola. No entanto, o jogador também pode jogar do lado esquerdo do ataque numa função de extremo onde progride mais junto à linha e cruza para um jogador na zona central.

Radulovic tem vindo a ser apontado a outros grandes clubes da Europa como Valência CF, FC Schalke 04, FC Inter de Milão, Tottenham Hotspur FC, FC Barcelona e Manchester City FC, sendo este último um dos favoritos a ganhar a “corrida” na contratação do extremo.

O jogador está avaliado em 1,30 milhões de euros pelo Transfermarkt, mas o Estrela Vermelha pede cerca de cinco milhões pelo passe da nova promessa europeia. Contudo, os clubes interessados em Radulovic irão ter em conta que o seu contrato expira em junho de 2022 e isso poderá dificultar a vida ao emblema de Belgrado nas negociações.

AFC Kairat 6-2 SL Benfica (AP): São erros que se pagam caro

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A CRÓNICA: O PROLONGAMENTO EFICAZ POR PARTE DOS CAZAQUES

Era por território croata que a primeira equipa portuguesa entrava em ação. O SL Benfica defrontava, pela segunda vez consecutiva na competição, o AFC Kairat. Digamos que os cazaques deviam ter pesadelos quando aparecia a bandeira portuguesa, visto que a última vez que os encarnados jogaram contra esta formação e também porque o Sporting CP acabou por ser campeão europeu em Almaty. Jogo complicado, muito dividido e que confirmámos ao ver os primeiros minutos.

Apesar de muitas oportunidades, os golos só apareceram a faltar menos de cinco minutos para o final. Primeiro, foi Gadeia a receber o ouro do bandido e impor a “injustiça” no marcador. Contudo, a recuperação do brasileiro foi fundamental para Fernandinho progredir e oferecê-la novamente ao número 13 para este marcar.

De imediato, houve resposta encarnada. Uma boa jogada coletiva de Henmi, Jacaré e Afonso Jesus a mostrar que o Benfica estava vivo no jogo e também a demonstrar que Joel Rocha devia aproveitar mais a utilização de um pivô de costas para a baliza. Uma primeira parte intensa (até em faltas) que foi para o intervalo com empate a um.

Mantinha-se tudo igual à primeira parte. É certo que o Kairat tinha entrado melhor, mas foi mais um erro defensivo encarnado (este também podia ser considerado ofensivo), agora de Fábio Cecílio, que deu nova prenda ao Kairat. Edson muito bem a recuperar a bola em zona proibida e havia nova vantagem injusta para os cazaques. A vantagem parecia um mar de rosas e o grande problema é que Higuita teve uma “paragem”, como se diz de forma informal, e recebeu um vermelho direto por agressão a Chishkala.

O SL Benfica ficava em vantagem durante dois minutos e o máximo que conseguiu produzir desta situação de vantagem foi: uma bola ao poste de Tayebi e uma jogada perigosa de Tiago Brito. Mas este último estava predestinado a, pelo menos, empatar e se a bola caía nos pés do português mais uma vez iria haver golo. Dito e certo. Empate a dois. Henmi teve nos pés, a menos dois minutos do fim, de fechar esta eliminatória, mas a bola não quis entrar. O poste e depois um jogador do Kairat não permitiu que tal acontecesse.

A eficácia é algo que não é apenas só sorte e o Kairat foi à procura dela e de conseguir ficar em vantagem no prolongamento. A 25 segundos do final da primeira parte, Tursagulov rematou e Roncaglio ficou muito mal na fotografia (3-2). Depois do terceiro golo sofrido pelo SL Benfica, tudo descambou. Arthur fez a sexta falta e Gadeia não desperdiçou. Fernandinho e Orasov acabaram por marcar após dois contra-ataques (6-2).

A caminhada do SL Benfica na UEFA Futsal Champions League termina de forma abrupta e depois de um jogo interessante. Porém, todos os minutos contam e a segunda parte do prolongamento foi lastimável juntamente com a tentativa de cinco para quatro – que tem sido muito mal trabalhado sempre. O AFC Kairat passa à próxima fase e espera adversário do confronto entre FC Barcelona e KMN Dobovec

 

A FIGURA

 

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Gadeia – Dois golos e foi muito importante, principalmente na primeira parte. Foi um grande reforço vindo do Inter Movistar FS e, agora, continua num nível altíssimo para tentar cumprir o sonho do AFC Kairat de conseguir vencer de novo um troféu europeu. É um jogador de qualidade mundial e deixou toda a sua experiência em campo para ajudar nesta vitória frente ao SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Higuita – Podia até estar a fazer uma boa exibição com as suas defesas, mas uma situação destas não pode ficar impune – e não ficou. Uma agressão desnecessária por parte do guarda-redes naturalizado cazaque e que podia ter tido consequências bem piores para o seu colega de profissão. Já tinha acontecido uma situação semelhante na primeira parte e com a experiência que tem não devia acontecer.

 

ANÁLISE TÁTICA – AFC KAIRAT

Os cazaques, liderados por Kaká, apostaram numa defesa em losango a dez/doze metros, O grande objetivo do Kairat era defender à zona e sem grande pressão no meio-campo adversário e, desta forma, conseguir cobrir uma área maior. A nível ofensivo tentava sair em ataque rápido ou aproveitar as falhas de construção do Benfica, principalmente as saídas mais subidas de Roncaglio. Os cazaques estavam com grande dificuldade em construir jogo e só se consolidavam no lado encarnado através de livres ou da subida de Higuita, que estava a ser muito bem condicionada.

A segunda parte mostrou um Kairat muito mais pragmático na altura de sair a jogar, lançando muito mais para o pivô ou o ala mais subido. A pressão era muito mais alta e obrigavam os encarnados a falhar mais – com grande sucesso. Um prolongamento onde foi muito mais eficaz, visto que baixou as linhas e aproveitava todos os erros que os encarnados acabaram por fazer.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Higuita (1)

Gadeia (8)

Douglas Junior (6)

Orazov (6)

Fernandinho (4)

SUBS UTILIZADOS

Serikov (7)

Humberto (5)

Nurgozhin (5)

Edson (6)

Rangel (5)

Akbalikov (5)

Yesenamanov (5)

Diego Favero (5)

Tursagulov (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os encarnados apostaram no início do jogo num 4-0 sem pivô, onde havia três jogadores desse cinco inicial a passar por esta zona que é habitualmente de Jacaré ou Fits. Só com as trocas de equipa é que os dois últimos nomes referidos tiveram oportunidade de desequilibrar e muito mais o número 18 encarnado. A defesa do SL Benfica vinha a estar com grande qualidade sem deixar que Higuita saísse a jogar e também com uma pressão alta e individual que não deixava, na maioria das vezes, os cazaques instalarem-se no meio-campo contrário.

Apesar de o Benfica rematar mais, a opção de Joel Rocha de insistir em 4-0 em jogos com este tipo de intensidade não resultam e não tem resultado, a não ser remates exteriores que normalmente tinham a defesa de Higuita como certo.

A segunda parte trouxe mais dificuldades em conseguir construir de uma forma mais calma como tinha feito na primeira. A defesa do Kairat pouco ajudava o Benfica a conseguir criar perigo. Os erros defensivos forçados, e por vezes não forçados, acabaram muito se tornar uma constante muito pela tentativa de jogar um para um ou de construir sem cobertura de um jogador na posição de fixo. Já no prolongamento a tentativa de cinco para quatro foi completamente falhada, algo que já vem sendo caraterística habitual na equipa de Joel Rocha.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (6)

Afonso Jesus (6)

Robinho (6)

Ivan Chishkala (6)

Tayebi (5)

SUBS UTILIZADOS

Silvestre Ferreira (5)

Fábio Cecílio (4)

Tiago Brito (6)

Arthur (4)

Rafael Henmi (4)

Nilson (-)

Jacaré (5)

Fits (4)

Campeonato avança para a fase decisiva | Futsal

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A fase regular chegou ao fim e consigo trouxe uma jornada final repleta de emoções, onde a luta pelos lugares do play-off e pela manutenção apenas ficaram fechadas no derradeiro encontro.

Mas vamos por partes, no que diz respeito à luta pelo primeiro e segundo lugares não ocorreu nenhuma mudança. Ambas ganharam o seu respetivo jogo (Elétrico FC 1-2 Sporting CP e SL Benfica 4-2 SC Braga) logo os leões seguem para a fase final na liderança e irão encontrar o oitavo classificado nos quartos-de-final desta fase final de apuramento do campeão.

Na luta pelo último lugar do pódio, estavam a AD Fundão e os Leões de Porto Salvo, partindo a equipa beirã para a jornada final com vantagem e sabendo que só de dependia de si para alcançar o terceiro posto final. Ora, não só o emblema fundanense conseguiu o objetivo e fez a sua parte, como ainda viu a sua vantagem na tabela classificativa final aumentar, fruto da derrota do seu rival direto, alcançando quatro pontos de vantagem e seguindo seguro para a fase final.

A luta pelos lugares entre o quinto e o oitavo lugares foi o grande animador desta última jornada, onde as quatro equipas já tinham o seu lugar entre as melhores equipas garantido, mas o alinhamento final estava longe de estar decidido, com as formações tentavam a todo o custo evitar principalmente o sétimo e oitavo lugares, que ditariam encontros contra as duas equipas mais fortes, o SL Benfica e o Sporting CP.

O MODICUS apenas precisava de ganhar o seu jogo, na Aldeia do futsal, contra o CCRD Burinhosa, a fazer a despedida da primeira divisão, infelizmente, pois a equipa do concelho de Alcobaça é uma equipa que faz muita falta ao escalão de Elite nacional, na minha modesta opinião. A equipa de Sandim fez a sua parte, ganhando por 1-8 e conseguiu garantir o quinto lugar.

O sexto classificado à entrada para este jogo era o SC Braga/AAUM, que, no entanto, teria uma deslocação dificílima ao pavilhão da Luz, podendo ser ultrapassado tanto pelo Viseu 2001 como pelo SC Portimonense, que lutavam respetivamente contra Dínamo Sanjoanense e Fundão. Desta luta saiu por cima o emblema Viseense, que empatou em casa e beneficiou das derrotas dos seus adversários diretos para garantir o sexto posto. O SC Braga ficou em sétimo e o Portimonense ficou com o oitavo.

5 Candidatos ao prémio de MVP | NBA

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Numa altura em que são queimados os últimos fósforos da temporada regular da NBA, as discussões sobre os prémios da temporada regular ganham outro ritmo. Apesar de, desde o início, se darem alguns palpites, as exibições, quer boas, quer más, retiram ou adicionam possíveis candidatos.

Com cerca de 10 jogos para todas as equipas realizarem as 72 partidas a que se propõem, fica mais difícil errar. As opiniões dividem-se, mas é comum a forma como se referem ao quão atípica foi esta época. Com muitas lesões de jogadores candidatos a MVP, a lista foi oscilando um pouco mais do que era comum em alguns anos.

Apesar dos azares, alguns destes nomes aproveitaram e conseguiram sonhar com o troféu individual mais desejado na liga. No final, todos têm algo em comum, que é dar espetáculo e tornar a NBA cada vez mais uma competição apetecível para quem quer assistir ao Desporto no seu esplendor.

Foto de Capa: Denver Nuggets