Início Site Página 11004

ATP 250 Estoril Open 2021 #1 | Nuno Borges continua a surpreender

0

A primeira ronda da quadra principal do Estoril Open terminou. Neste ano, Portugal teve dois tenistas nesta fase do torneio: João Sousa e Nuno Borges (na foto). Os quatro primeiros cabeças de série tiveram direito a folga nesta ronda – Dennis Shapovalov, Christian Garin, Ugo Humbert e Kei Nishikori. Porém, Nishikori lesionou-se numa das sessões de treino e, por isso, não vai participar no torneio. O tenista espanhol Roberto Carballes Baena, que foi eliminado por Nuno Borges na segunda e última ronda da qualificação, foi repescado e é o substituto do japonês.

PORTUGUESES | NUNO BORGES FOI O MAIS FELIZ

Apenas dois portugueses chegaram ao quadro principal do maior torneio do ténis português. João Sousa entrou diretamente devido a um convite da organização do torneio – recebeu um wildcard – e Nuno Borges entrou após ter vencido os dois encontros de qualificação, frente a Liam Broady e a Roberto Carballes Baena.

Além de Nuno Borges, houve mais três tenistas portugueses nas rondas de qualificação, mas não garantiram o acesso ao quadro principal: Frederico Ferreira Silva, João Domingues e Pedro Sousa.

Nuno Borges foi o primeiro português a entrar em ação e não se deixou intimidar. No seu primeiro encontro num quadro principal de torneios ATP, Nuno enfrentou Jordan Thompson, o tenista australiano que ocupa o 61.º posto do ranking ATP. Apesar de ser o seu primeiro jogo, Nuno era visto, por muitos, como o favorito do jogo. O português realizou dois grandes jogos na qualificação e o australiano, apesar de não se dar mal em terra batida, não vinha muito confiante devido aos últimos jogos.

No jogo, Nuno entrou muito nervoso, mas conseguiu chegar ao nível que nos proporcionou na qualificação. Não ganhou os seus primeiros dois jogos de serviços, mas conseguiu levar a decisão do primeiro set para o tie-break. Na derradeira fase do set, Nuno teve, em duas ocasiões, a oportunidade de vencer o set no seu jogo de serviço, mas apenas conseguiu-o no serviço de Thompson. À terceira é de vez. Na próxima ronda, Nuno Borges vai defrontar um antigo vencedor de Grand Slam, Marin Cilic.

João Sousa não teve o mesmo destino. O vencedor do Estoril Open de 2018 foi eliminado na primeira ronda do torneio, pelo tenista britânico Cameron Norrie. O britânico e o português foram companheiros no torneio de duplas, mas foram eliminados logo na primeira ronda.

Na partida e tal como tem acontecido nos últimos jogos, João Sousa não estava com muita confiança. No primeiro set, o português não entrou com o pé direito. Apenas venceu o seu primeiro jogo de serviço e foi muito renhido. Além disso, teve muito perto de quebrar o serviço do britânico, mas não teve sucesso. No segundo set, apesar de ter sido muito mais competitivo do que o primeiro, Sousa não conseguiu quebrar o serviço em qualquer instância e acabou por perder o último set. Não estão a ser dias fáceis para o melhor tenista português de todos os tempos.

OS OUTROS JOGOS | VITÓRIA DO ANTIGO NÚMERO CINCO MUNDIAL

Das outras partidas da primeira ronda, destaque para a vitória do tenista sul-africano, Kevin Anderson. O tenista que já ocupou o 5º lugar do ranking derrotou o norte-americano Francis Tiafoe, pelos parciais de 4-6, 7-6 (6) e 7-6 (4). Se a lesão de Nishikori não tivesse acontecido, haveria um grande duelo entre dois grandes senhores do Ténis.

Além desse jogo, é preciso dar importância à derrota de Bublik e o adiamento do jogo entre Cilic e Alcaraz.

Alexander Bublik foi surpreendido pelo espanhol Pedro Martinez na primeira ronda. O quinto cabeça-de-série do torneio foi eliminado em menos de uma hora. Apenas jogaram durante 53 minutos. Bublik não ganhou qualquer jogo no segundo set. Apesar de se saber que Bublik não gosta muito deste tipo de campo, esperava-se muito mais do tenista do Cazaquistão.

Estava previsto que um dos grandes jogos da primeira ronda, Marin Cilic contra Carlos Alcaraz, fosse realizado no primeiro dia do torneio. Porém, a organização decidiu não usar luz artificial durante o torneio. Ou seja, se não houvesse luz suficiente na hora do jogo, o jogo seria adiado. E foi isso que aconteceu. Apesar de se ter realizado apenas no segundo dia, Cilic e Alcaraz realizaram um grande jogo e ultrapassaram as duas horas de encontro. A experiência do croata acabou por ser decisiva no último set. Apesar de ter perdido, Alcaraz tem apenas 17 anos e já joga como um verdadeiro profissional. Por isso, espera-se ver muitas mais vezes o nome do espanhol nos outros torneios de ATP.

Real Madrid CF 1-1 Chelsea FC: Entrada fulgurante prometia mais…

A CRÓNICA: INAUGURAR, RESPONDER E… PAUSAR

Na primeira de duas batalhas de acesso à final da Liga dos Campeões, Real Madrid CF e Chelsea FC não foram além de um empate a uma bola no Estádio Alfredo Di Stéfano. Os golos apareceram dentro da meia hora de jogo e prometiam uma segunda metade intensa, mas tal não chegou a ser uma realidade.

Bem, que início de jogo! A fórmula ‘pressão + rapidez = fluidez’ foi nota dominante nos primeiros quinze minutos avassaladores por parte dos Blues. O conjunto visitante entrou mais forte e ameaçou o golo logo ao minuto 10, numa excelente jogada entre o trio da frente travada apenas pelo pé direito de Courtois. A objetividade imperou e o Chelsea acabaria por chegar à vantagem num lance bem trabalhado por Pulisic nas costas da defesa madrilena.

Apesar das dificuldades, o Real Madrid despertou e foi Benzema quem mais se destacou: o francês atirou ao poste naquele que foi o primeiro remate dos merengues e, perto da meia hora de jogo, aproveitou as cabeçadas de Casemiro e Militão para fuzilar a baliza de Mendy. Ambas as equipas ainda podiam ter chegado ao segundo golo em lances de contra-ataque, mas o jogo chegaria ao intervalo com a igualdade a uma bola, fruto de um primeiro tempo bastante animado.

Contudo, a segunda parte não correspondeu às expetativas da primeira e acabou por ser mais fraca, lenta, apática e desinteressante. O ritmo de jogo mais pausado e as disputas de bola no meio-campo foram reveladores disso mesmo e nem as substituições a meio do segundo tempo conseguiram contrariar essa indefinição das duas equipas. Os ajustes táticos chegaram tarde e o resultado não sofreu qualquer alteração, deixando tudo em aberto para a segunda mão em Stamford Bridge. Assim, Zinédine Zidane continua sem conseguir derrotar Thomas Tuchel e o Real Madrid sem vencer o Chelsea, algo que os Merengues procurarão quebrar em Londres na disputa de um lugar na final da Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Éder Militão – É certo que a entrada do Real Madrid no jogo não foi a melhor e a muito se deveu a descoordenação entre os elementos da defesa, mas Éder Militão revelou ser a unidade mais segura do setor. O brasileiro foi preponderante ao aliviar vários lances de perigo e a fazer a mancha aos oponentes mais ofensivos. Além disso, acaba por estar envolvido na assistência do golo de empate, com um cabeceamento crucial para que Benzema rematasse logo a seguir.

 

O FORA DE JOGO

Segunda parte – A primeira teve golos, a segunda não teve. A primeira teve grandes oportunidades, a segunda não teve. A primeira teve ritmo e nota artística e a segunda…não teve. O futebol praticado de parte a parte foi pouco fluído e a bola só se aproximava verdadeiramente da baliza nos lances de bolas paradas. Não que as equipas tenham jogado para o empate, mas também não apresentaram dinâmicas para mais do que aquilo que ofereceu o primeiro tempo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Zinédine Zidane optou por regressar ao esquema de três centrais e chamar novamente Marcelo para o onze, promovendo ainda mais duas alterações na equipa inicial em relação ao nulo diante do Real Betis: Toni Kroos ocupou o lugar de Isco e Vinícius Junior rendeu Rodrygo na frente de ataque.

A jogar em 3-5-2, os merengues sentiram muitas dificuldades nos primeiros minutos do encontro, tanto a encontrar espaço para chegar à baliza contrária, como para suster as investidas ofensivas do adversário. Aliás, defensivamente, foram notórios os desequilíbrios pelas alas e no corredor central quando as bolas eram colocadas em profundidade. Após o golo inaugural, o Real Madrid conseguiu equilibrar a partida, com as linhas mais altas e compactas, embora com uma ou outra descoordenação pelo meio. Ainda assim, não foi fácil entrar na teia montada pelos londrinos, nem mesmo na segunda parte, onde o Real passou a jogar em 4-3-3 nos últimos quinze minutos, mas sem criar grandes problemas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (7)

Éder Militão (8)

Raphaël Varane (7)

Nacho Fernández (5)

Daniel Carvajal (6)

Marcelo (5)

Casemiro (6)

Luka Modric (7)

Toni Kroos (6)

Vinícius Junior (5)

Karim Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Eden Hazard (6)

Álvaro Odriozola (5)

Marco Asensio (5)

Rodrygo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Thomas Tuchel repetiu exatamente o mesmo onze que derrotou o West Ham United FC na passada jornada da Premier League, destacando-se novamente a aposta num trio de centrais composto por Antonio Rüdiger, Thiago Silva e Andreas Christensen.

Disposto no já habitual 3-4-2-1, o Chelsea entrou na partida fiel à sua filosofia de jogo e isso ficou bem patente logo a abrir. Além da forte pressão ofensiva, os blues revelaram ser criteriosos nas saídas para o ataque, tanto a partir de trás, como nos contra-ataques rápidos, provocando muitas dificuldades ao setor defensivo adversário. Jorginho e N’Golo Kanté encheram as medidas do campo e foram preponderantes nos processos da equipa durante todo o encontro, principalmente na ligação entre setores. Na altura de defender, o Chelsea soube fechar bem, muitas vezes com uma linha de cinco (com os dois laterais a descerem no terreno), mas nunca abdicando da saída rápida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Antonio Rüdiger (7)

Thiago Silva (6)

Andreas Christensen (6)

Ben Chilwell (7)

César Azpilicueta (6)

Jorginho (7)

N’Golo Kanté (7)

Mason Mount (7)

Christian Pulisic (8)

Timo Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Kai Havertz (6)

Hakim Ziyech (6)

Reece James (5)

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #3 – De Bruyne vs. Bruno Fernandes

0

No podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” desta semana comparamos Bruno Fernandes a Kevin De Bruyne! Qual dos astros da Premier League é que preferes? Um programa a não perder com a moderação do Romão Rodrigues e as opiniões do Afonso Santos e Pedro Silva. 🎙️

Se queres no que deu, então ouve o novo Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Os culpados são os que fazem os esquemas táticos | Sporting CP

0

Este é um tema que muito tem dado que falar e muito dará daqui para a frente, até porque a culpa nunca pode morrer solteira. E a verdade é que há sempre culpa de algo ou alguém para que algo tenha acontecido, até porque há sempre uma decisão que gera um acontecimento.

Ora, muito se fala que foi desde a entrada de Paulinho na equipa titular do Sporting CP que a mesma começou a perder pontos em barda. Pode ter sido, mas a culpa não é dele, ou pelo menos não é só dele.

O Sporting CP nunca foi uma equipa que jogasse um futebol deslumbrante, mas até ao momento em que o “nove” recuperou de lesão, a equipa de Alvalade ia conseguindo ganhar jogos, nem que fosse pela margem mínima e nos últimos minutos.

Será então coincidência que isso se tenha alterado desde que Paulinho entrou na equipa? Penso que não. Desde já, porque para entrar o ponta de lança, alguém teria que sair da equipa, sendo preterido Nuno Santos, e só isso já alterou dinâmicas.

Sem o médio na equipa perdemos um dos jogadores com mais assistências para golo da equipa de alvalade, senão o que mais assistia. Sem ele, perdemos alguma capacidade de acelerar o jogo no último terço do campo. Nuno Santos é muito bom a tabelar com os colegas junto à área, dar apoio, ganhar a linha, e dos poucos que cruza para a área com critério. Ou seja, estamos a falar de um jogador que ajudaria muito o Paulinho a ter mais chances de golo, mas não pode lá estar para estar o avançado (ou até podia).

Com a chegada de Paulinho a Alvalade, Nuno Santos perdeu influência no onze leonino
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tirando Nuno Santos, tiramos Pedro Gonçalves do meio, encostando-o a uma das linhas, ficando a outra entregue a Tiago Tomás. Mas “Pote” e “TT” têm jogo mais interior, afunilando sempre que recebem a bola (pela ânsia de marcar). Assim, com isto, tendo um meio-campo que não é muito rápido nas trocas de bola, e usa muito pouco os lançamentos longos para mudanças de flancos, fica mais fácil para os adversários defenderem-se das constantes investidas interiores, com trocas de bolas curtas que permitem ao oponente tempo para se reposicionar e pressionar. (Daí a dificuldade que o Sporting CP tem e jogar em campos pequenos contra adversários muito fechados).

Ficam assim os flancos entregues apenas a Porro e Nuno Mendes. Pelo que, conseguindo bloquear estes dois, consegue-se anular quase na totalidade o jogo exterior leonino.

E porque é que a equipa do Sporting CP consegue muitas vezes ganhar ou empatar o jogo nos últimos momentos? Talvez porque em quase todos esses momentos entra Bragança, um dos nossos melhores médios a flanquear jogo, e Jovane, que nos dá velocidade no jogo exterior, para além de passarmos a usar mais o lançamento para a área, movimentos esses que deveríamos fomentar durante o jogo todo.

O Rúben, contra o SC Braga, ia tentar mostrar-me se eu tenho razão (ou não), colocando em simultâneo Nuno Santos e Paulinho, mas tivemos que jogar com outro esquema que também estamos habituados: o de jogar sempre contra adversários em maior número. Normalmente é 11 contra 14 ou 15.

Sejam estes os motivos ou não, a verdade é que estamos menos rápidos a atacar, menos eficazes, e mais permissivos. Mas o treinador do Sporting CP já tinha avisado que poderíamos passar por fazes menos boas. Aqui está o nosso momento menos bom, e não está a ser bonito de ver. (Esperamos que este jogo épico em SC Braga seja o momento de viragem).

Rúben Amorim, diante do SC Braga, arriscou e saiu vencedor de uma partida que pode abrir alas ao título
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ainda tenho outra possível razão para lançar aqui para o debate, mas esta sei que dará lugar a insultos. Acho que, assim que começamos a fazer corredores e esperas de apoio à equipa, esta se desconcentrou. É mais uma situação que altera a rotina do plantel do Sporting CP. É algo que não acontecia em jogos anteriores, e passa a acontecer. E mesmo que os jogadores gostem, pode desconcentrá-los. Já tinha ficado com essa sensação na época que perdemos o lugar de Champions na Madeira e volta a acontecer. Não digo que os adeptos do Sporting CP não tenham o direito de o fazer, mas talvez esteja a mexer com os jogadores. Têm que se habituar, é certo. Eles sabem que são apoiados. (Menos nas redes sociais, em que podem “assassinar” um jogador).

Portanto, a culpa pode não ser deste ou daquele jogador. Pode ser de todos. É com certeza de quem tem que tomar as decisões. Se as características dos jogadores não estiverem a servir da melhor maneira o jogo do Sporting CP, há que alterar os atletas ou o esquema.

Outro motivo para não termos ganho mais pontos? Em alguns jogos não tivemos Matheus Nunes para entrar e resolver. Tem muita qualidade e capitalizou o trabalho de toda a equipa num jogo de sacrifício.

A verdade é que todos os jogadores são importantes, pelas diferentes características que podem dar ao jogo. Simplesmente essas características, por vezes, não se adequam àquele jogo, àquele esquema táctico, ou mesmo ao tipo de movimentação que o colega do lado lhe pode proporcionar.

Portanto, os culpados são os treinadores, que tomam a decisão dos posicionamentos e de quem joga, e dos jogadores que tomam decisões quanto às suas movimentações. Só erra quem faz, ou tenta fazer, e por isso temos de confiar. Até porque, até ao momento,o Sporting CP tem errado menos que os outros.

Ou então a culpa é da juventude.

*Nota final – Dois factos “estranhos” que nunca aconteceriam a nenhum dos outros “grandes”, muito menos estando a lutar pelo título, e menos ainda estando na liderança: o guarda-redes do Sporting CP levar quinto amarelo; um jogador expulso com duplo amarelo antes dos 20 minutos (num campeonato que por norma nunca se mostram amarelos antes da meia hora). O Boloni é que sabe.

*Segunda nota – Este texto não é uma crítica, mas apenas uma tentativa de ajudar a perceber o que pode ter alterado o momento que o Sporting CP vivia.

Mark Cavendish | Manx Missile renascido ou apenas fogo de vista?

0

Depois da tempestade vem a bonança, não é assim? A harmonia destes vocábulos proverbiais esclarece uma ideia por demais evidente, mas essa certeza de positividade à posteriori é tudo aquilo que está por descobrir neste caso em específico. Afinal, quão impactante será a hipotética redenção de Mark Cavendish? O que motiva esta discussão e por que razão devemos (ou não) “desenterrar” um dos melhores velocistas da História?

Partir do pressuposto que o britânico está de volta aos seus melhores dias é, aparentemente, prematuro. As suas mais recentes exibições deixaram água na boca e, inequivocamente, despoletaram memórias passadas de um sprinter feroz, dominante… acima de tudo, temido.

Na conceção da ideia de termos novamente Mark Cavendish a grande nível, quatro vitórias na Volta a Turquia representam muita imaginação ou um aviso sério para os tubarões do sprint atual? Kristoffer Halvorsen, André Greipel e principalmente Jasper Philipsen foram mais do que advertidos pelo veterano. O que é certo é que, ao fim do dia, esta discussão esbarrará sempre em argumentos válidos de parte a parte.

Encontrámo-nos num contexto fértil a perguntas, perguntas e mais perguntas. No fundo, aquela que fica na cabeça da maioria, no desejo de muitos e na expectativa de outros: é lógico, previsível e principalmente possível ter Mark Cavendish (agora com 35 anos) como um dos nomes grandes do sprint a curto/médio prazo?

Por que razão deve a “ameaça” Mark Cavendish ser encarada com seriedade?

Nada melhor do que mencionar em primeira instância a exibição que começou a construir a narrativa em causa. Para se perceber o impacto destas vitórias, importa referir que Mark Cavendish não vencia desde 2018. A juntar a vários sprints de qualidade já com as cores da Deceuninck Quick-Step, adivinhava-se que o míssil da Ilha de Man pudesse voltar a conhecer o sabor da vitória em solo turco, mas desta forma seria pouco provável, não?

Aconteceu… e em dose quádrupla. Dentro de uma equipa com inúmeros recursos de valor para a 56ª Volta à Turquia, Mark Cavendish assumiu da melhor forma toda a responsabilidade que recaía sobre si. Na estrada, a relação entre o timing de ataque e o posicionamento do ciclista inglês na hora de se lançar ao sprint foi perpetuada de maneira competente, beneficiando de uma frescura notável e da capacidade para manter a dimensão do ataque até ao risco.

Taticamente, aquele comboio medonho onde o antigo campeão do mundo constituía-se como a última carruagem, pronta a dizimar a concorrência, faz parte do passado. Nestes dias de glória, os sprints vitoriosos de Mark Cavendish centraram-se na procura pela roda certa, pela maior eficiência possível na questão dos cones de vento e sobretudo pelo acréscimo de confiança de etapa para etapa depois do “boost” emocional de voltar à sua segunda casa, a ribalta dos sprints mundiais.

Foram triunfos plenamente cirúrgicos. Se outrora tínhamos uma HTC, por exemplo, a comandar o pelotão, com dois ou três adversários de respeito a lutar pela roda de Mark Cavendish, desta feita tivemos um lobo solitário a fazer uso de toda a sua experiência e leitura de corrida para se colocar na melhor posição possível, aproveitando as rodas oferecidas pela Israel Start-Up Nation e Alpecin-Fenix.

Obviamente que os últimos metros não reproduzem o excelente trabalho da equipa de Patrick Lefevere na proteção do seu líder, porém, é um dado assente quando refletimos sobre a maneira fria como foram planeados os finais de etapa no laboratório belga. Este tipo de posicionamento, embora possa trazer benefícios fulcrais para o desfecho final, como o lógico aproveitamento da roda certa, pode também cortar completamente o “comboio multicultural” a meio, deixando o ciclista em causa arredado das decisões.

Entra então a questão da velocidade em congruência com a inteligência, calma e a capacidade para tomar as melhores decisões num curto espaço de tempo. Mark Cavendish mostrou tudo isso, mostrou valências mentais que o podem levar a vencer seja contra quem for, até porque experiência sem velocidade vale pouco para um sprinter, mas velocidade sem experiência traduz um caminho com mais pedras rumo ao sucesso. A diferença entre Mark Cavendish e Jasper Philipsen, um conceituado sprinter da nova geração, passou essencialmente por estes dois pesos, não desvalorizando o aspeto mais importante: a velocidade.

Vasilis Anastopoulos, treinador do atleta britânico, admite que o ciclista apresenta ligeiras melhorias nos dados do seu sprint em relação a 2015, isto no que diz respeito à longevidade dos seus ataques. Ora, com uma informação destas, fica mais difícil descurar um nome destes do futuro do sprint. São 35 anos, tudo bem. 35 anos com selo de experiência, mentalidade vencedora, habitat ideal para vencer, esperteza e velocidade. Seja como for, nem tudo é um mar de rosas e Mark Cavendish tem obstáculos para superar.

Os 5 melhores jogadores sub-23 da Liga Francesa

Para qualquer apreciador de futebol, é sempre um prazer ver jovens de tenra idade a espalhar classe nos relvados por essa Europa fora. Hoje vamo-nos focar na Liga Francesa e analisar cinco prodígios com menos de 23 anos que têm estado em destaque.

5.

Sven Botman – Ao longo destas últimas épocas, o LOSC Lille tem sido um dos emblemas que se tem apresentado a melhor nível na Liga Francesa. Em parte, este sucesso deve-se a um forte departamento de prospeção, que tem permitido ao emblema francês contratar grandes talentos jovens. Um exemplo disso mesmo é Sven Botman. O defesa-central holandês de 21 anos formado no AFC Ajax foi uma das contratações do Lille para esta temporada, e foi claramente um tiro certeiro. Leva já 33 jogos no campeonato, ao serviço da equipa com a melhor defesa da prova. Um nome para seguir atentamente.

Lucas Mineiro | A peça que falta na mina da Luz?

0

Com a temporada a terminar começam a surgir os primeiros rumores sobre eventuais transferências com o intuito de reforçar as equipas para a época seguinte. Fala-se, então, no interesse dos encarnados no médio brasileiro Lucas Mineiro, jogador que esta temporada representa o Gil Vicente FC por empréstimo da Associação Chapecoense de Futebol.

Depois de uma temporada aquém do esperado por parte do SL Benfica, principalmente após o investimento que foi feito no verão passado, as contratações neste próximo defeso terão de ser cirúrgicas.

Os gilistas têm opção de compra sobre o jogador na ordem dos 500 mil euros, contudo, terão de cobrir uma eventual proposta se esta for superior a este valor caso queiram contar com o atleta na próxima temporada.

As “águias” seguem, ao que tudo indica, atentamente o jogador e esperam assinar o brasileiro que tem também o interesse do SC Braga, de clubes ingleses, turcos e russos. Contudo, o agente de Lucas Mineiro, Fernando Brito, afirmou que ainda não há qualquer proposta em concreto. O médio leva já dois golos na atual edição da Primeira Liga e é titular indiscutível da equipa de Ricardo Soares.

Lucas Mineiro chegaria à Luz para reforçar o meio campo das “águias”, que contam com inúmeros jogadores de qualidade para a posição. Weigl, Taarabt, Pizzi, Gabriel e ainda Samaris são alguns dos nomes que constam na lista de jogadores para ocupar as posições mais ao centro do terreno de jogo, pelo que Lucas Mineiro teria bastante concorrência por um lugar no onze.

Lucas Mineiro tem sido um dos destaques do Gil VIcente FC
Lucas Mineiro tem sido um dos destaques da equipa do Gil Vicente FC nesta época estando a realizar uma das melhores temporadas da sua carreira
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Lucas Mineiro é um médio centro que possui uma grande envergadura (188 cm), mas que ao mesmo tempo é ágil. Tem facilidade em sair a jogar com a bola nos pés e a arranjar linhas de passe, para além de ter uma capacidade de decisão rápida. É um médio canhoto com qualidade acima da média, forte no jogo aéreo, fazendo da sua altura uma vantagem. Pode jogar na posição “8” e “6”, sendo que se sente mais confortável na primeira, mas o SL Benfica tem melhores soluções no seu plantel.

Uma possível contratação do jogador de 25 anos será ou para dar profundidade ao plantel de Jorge Jesus ou então para ser cedido, por empréstimo, a uma outra equipa para ganhar minutos e desenvolver as suas capacidades. Embora seja um bom jogador, Mineiro não me parece ter a qualidade necessária para assumir a titularidade, ou até mesmo um lugar no banco do Sport Lisboa e Benfica, isto porque existem melhores soluções no atual plantel.

O jogador brasileiro tem ainda margem de progressão, pelo que jogar mais uma temporada num clube como o Gil Vicente FC, por exemplo, seria benéfico para o seu desenvolvimento enquanto jogador. A qualidade está claramente lá, mas ainda necessita de aprimorar algumas caraterísticas do seu jogo para dar o próximo passo na sua carreira.

Ainda assim, é expectável que o Sport Lisboa e Benfica tente a contratação deste jogador no início do próximo defeso, sendo que é uma opção “barata” para reforçar o meio campo encarnado.

SL Benfica B 2-2 FC Penafiel: “Duk” resgata empate

A CRÓNICA: NUM JOGO COM OPORTUNIDADES DE AMBOS OS LADOS, OS VISITANTES DEIXARAM FUGIR A VITÓRIA EM CIMA DO MINUTO 90

O Benfica Futebol Campus recebeu o embate da 30.ª jornada da Segunda Liga entre SL Benfica B e FC Penafiel. Numa tarde de muita chuva, São Pedro deu tréguas e deu céu limpo durante a duração do encontro, num jogo que teve muita emoção durante o segundo tempo.

A primeira parte ficou marcada pelo equilíbrio entre as duas equipas, com nenhuma a criar verdadeiras ocasiões de logo nos 45 minutos iniciais. Um remate poderoso de Bruno César, o “chuta-chuta” como ficou conhecido, obrigou Mile Svilar a defesa apertada, e do outro lado foi Henrique Araújo que testou os reflexos do guardião Luís Ribeiro.

Já perto do intervalo, Tiago Gouveia teve a melhor oportunidade do primeiro tempo, mas a bola embateu em cheio na trave e as equipas recolheram ao balneário com uma igualdade a zero.

Após o descanso, o jovem avançado das “águias” entrou com vontade de se redimir, e com apenas três minutos decorridos na primeira, parte, Tiago Gouveia inaugurou o marcador na sequência de um lançamento lateral longo. O jovem internacional luso dominou o esférico e rematou a contar fazendo o 1-0.

A resposta visitante demorou, mas foi forte. Aos 68 minutos o lateral esquerdo, Simão Azevedo, cruzou para o interior da área onde apareceu Ronaldo Tavares a cabecear para o empate. A bola foi ao centro, e apenas 3 minutos depois, Simão Azevedo voltou a cruzar para o interior da área “encarnada”, onde apareceu Pedro Soares a dar a volta ao marcador.

O SL Benfica B tentou responder, lançando mais armas ofensivas, mas o empate só surgiu aos 90 minutos, quando Luís “Duk” Lopes cabeceou a contar, fazendo o 2-2- final.

 

A FIGURA

Simão Azevedo – O lateral esquerdo foi fundamental para a manobra ofensiva da sua equipa, oferecendo largura e profundidade ao ataque do FC Penafiel. As suas assistências foram com “regra e esquadro” e fizeram a diferença.

 

O FORA DE JOGO

Umaro Embaló – O extremo criativo dos encarnados esteve apagado durante grande parte do jogo. Pouco intenso e facilmente rapado pela defensiva visitante, acabou por não ser a “faísca” que o ataque benfiquista precisava.

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica B

Sem Gonçalo Ramos, o seu “homem-golo”, o SL Benfica B apresentou-se num 4-3-3, que colocava Diogo Mendes como homem recuado e permitia a David Tavares e Martim Neto terem criatividade para criar o ataque encarnado. No entanto, os comandados de Nelson Veríssimo acabaram por apresentar uma dinâmica muitas vezes previsível, e com a qual o FC Penafiel conseguiu lidar durante longos períodos de tempo, graças à sua linha defensiva muito subida, mas veloz para os duelos na profundidade e pelo ar.

Defensivamente as “águias” mostraram algumas debilidades em conter o corredor esquerdo do ataque visitante, que conseguiu marcar dois golos “a papel químico” num curto espaço de tempo.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (7)

Henrique Araújo (6)

David Tavares (7)

Tiago Gouveia (7)

Godfried Frimpong (6)

Tomás Araújo (6)

Kalaica (6)

Martim Neto (6)

João Ferreira (7)

Umaro Embaló (5)

Diogo Mendes (6)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Rafael Brito (6)

Fábio Baptista (6)

Luís Lopes (7)

Jair Tavares (7)

Kevin Csoboth (6)

 

ANÁLISE TÁTICA FC PENAFIEL

O FC Penafiel apresentou-se num 3-4-3 no momento ofensivo, com Bruno César a ser um dos grandes pensadores da equipa, e num 5-4-1 no momento defensivo, com Ronaldo Tavares na posição mais avançada. Contudo, o ponta-de-lança acabou por estar muitas vezes sozinho e sem apoio, perdendo várias bolas quando a equipa conseguia recuperar a posse.

No segundo tempo, os comandados de Pedro Ribeiro alteraram a sua forma de pressionar e começaram a apresentar-se numa formação mais semelhante a um 4-4-2, que colocava muita pressão na primeira fase de construção “encarnada”.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Ribeiro (7)

Vini (6)

Ronaldo Tavares (6)

Bruno César (7)

Wagner (6)

Simão Azevedo (8)

Paulo Henrique (6)

João Amorim (79

Capela (6)

Robinho (6)

Gustavo Henrique (6)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Franco (6)

Pedro Soares (7)

Leandro (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 FC PENAFIEL

BnR: Pedro, a equipa apresentou-se bem depois dos dois golos marcados e teve várias oportunidades para dilatar a vantagem. O que faltou para conseguirem segurar a vitória?

Pedro Ribeiro: Faltou a equipa de arbitragem não errar. Somos homens, e os árbitros também são homens e erram, e nesse lance eles erraram. Foi isso que faltou, nós ganhámos a primeira bola, não ganhamos a segunda porque é muito difícil ganhar aquela segunda bola, e depois sobra para o Luís Lopes. Convido-vos a analisar o lance.

SL Benfica “B”

Não foram colocadas questões ao técnico Nelson Veríssimo.

Mundial de Snooker 21, capítulo 2: Os oitavos-de-final

A CRÓNICA: O CAMPEÃO FOI AO CHÃO. QUEM LHE SUCEDE?

O Campeonato do Mundo de Snooker 2021 prossegue e os oitavos de final já são memória. O grande e inevitável destaque da segunda ronda deste Mundial é o destronar do campeão em título, Ronnie O´Sullivan, pelo escocês Anthony McGill. O 16.º colocado do ranking mundial bateu o hexacampeão mundial no 25.º e decisivo frame (13-12) e impediu que o inglês alcançasse o compatriota de McGill, Stephen Hendry, na lista de mais titulados do Campeonato do Mundo na Era Crucible.

Em agosto passado, McGill esteve muito perto de marcar encontro com O’Sullivan na final do Mundial 2020, mas Kyren Wilson levou a sua avante na “negra” da meia-final (Wilson viria a perder ante o “Rocket” por 18-8). Então, McGill viu o adversário arrecadar a vitória com uma bola um tanto fortuita e a mágoa da derrota adquiriu o peso cumulativo da forma como surgiu. Nessa negra, Anthony fez 82 pontos, que não foram suficientes.

Na partida frente a O´Sullivan, o escocês esteve perto de reviver as mágoas. Felizmente para McGill, O´Sullivan desperdiçou uma vantagem de 42 pontos na “negra” e o “Glaswegian Gladiator” limpou o frame com… 85 pontos, apenas mais três dos que haviam sido curtos para bater Kyren Wilson no Mundial transato.

Os restantes frames em si – regra geral – não foram equilibrados. No entanto, ambos os jogadores conseguiram desequilibrar para o seu lado praticamente na mesma medida, provocando o equilíbrio. O´Sullivan conseguiu duas centenárias e outras seis entradas acima de 50 pontos; McGill alcançou três centenárias e outros oito breaks de 50 pontos para cima. A partida de maior equilíbrio foi mesmo a “negra”.

Já as sessões tiveram momentos de dilatação e contração do marcador que geraram dúvida e emoção. Na primeira, O´Sullivan esteve a vencer por 4-1, mas foi apanhado por McGill. Na segunda sessão, McGill transformou o 4-4 num 10-6. Ronnie entrou na terceira e última sessão com cinco triunfos em sequência, fazendo o 11-10. O escocês empatou, o inglês fez 12-11, McGill voltou a empatar e, por fim, venceu a “negra”.

A partida que poderia ter sido a final de 2020 pendeu para o escocês e O’Sullivan termina a defesa do título na segunda ronda. Quem será o seu sucessor? Teremos campeão inédito? Os quartos-de-final vão ajudar a tornar as necessárias respostas mais claras, mas, antes disso, passamos em revista os oitavos (houve tentativas de 147, duelo de `92, favoritos a provarem sê-lo e Marks com fartura).

5 melhores equipas da história da liga | NFL

A National Football League (NFL), desde que foi fundada em 1920, já viu imensos atletas e várias equipas de grande qualidade. Em todas as suas décadas de existência, o futebol americano viu sempre novas tendências a serem criadas, muito pelo impacto do sucesso de certos coletivos.

Comparar décadas é algo praticamente impossível, muito pela falta de máquinas do tempo, por isso este artigo não irá comparar as melhores formações da história da liga. Irá, sim, juntar as cinco equipas que mais ondas causaram na NFL, quer no ano em que dominaram o panorama competitivo da liga, quer na forma como influenciaram o futuro do desporto até aos dias de hoje.

Ordem decrescente por anos e não por qualidade

5.

1962 Green Bay Packers – Numa época em que terminaram 13-1, os Green Bay Packers dominaram a liga de forma nunca antes vista anteriormente. Treinados pelo icónico Vince Lombardi (sim, esse senhor que atualmente dá o nome ao troféu do Super Bowl), os Packers, em 14 jogos, acabaram a temporada regular com um resultado combinado de 415-148.

Mais impressionante ainda é o jogo do título frente aos New York Giants, com as condições mais adversas possíveis. Num dia em Nova Iorque com 13 graus negativos, onde se via até fogueiras a serem feitas à volta do estádio para combater o frio, os Packers venceram 16-7, num dos jogos mais complicados da história da NFL.

Com 11 Hall of Famers em campo, como o Quarterback Bart Starr, o Fullback Jim Taylor, o Safety Willie Wood e o Defensive Lineman Henry Jordan, entre outros, a equipa de Green Bay de 1962 é considerada uma das mais completas da história na era pré-Super Bowl. Por isso, o seu lugar fica reservado nesta lista por ser a primeira equipa a exercer uma dominância sem precedentes na liga.

Foto de Capa: Seattle Seahawks