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Casa Pia AC 1-2 GD Chaves: “Transmontanos” entram na luta pela subida

A CRÓNICA: CANTOS TRAMARAM O CASA PIA AC

Casa Pia AC e GD Chaves encontravam-se para a partida que iria fechar as contas da 27ª jornada da Segunda Liga em momentos bem semelhantes, mas com objetivos bem diferentes. Enquanto a equipa da casa se encontrava tranquila no meio da tabela (oitavo lugar), os Transmontanos entraram em campo com a pressão de trazer os três pontos para se recolocarem na luta pela promoção ao escalão principal.

O jogo não podia ter começado melhor para a turma transmontana. Dois cantos foram o suficiente para o GD Chaves se colocar a vencer por dois.  Pelos ares, à passagem do minuto 17, Luís Rocha, respondeu com assertividade e potência ao canto, cobrado por Batxi. Cabeçada potente que colocava os Flavienses na frente. Bola ao centro, novo canto, e…novo golo. Desta feita, Roberto, numa jogada de insistência, a finalizar à meia volta.

O Casa Pia reagiu, de forma paciente e organizada, mas raras vezes conseguiu rematar à baliza contrária. A posse a partir de trás foi marca de água desde o início. A primeira parte terminou sem mais mexidas no marcador e a toada manteve-se para o segundo tempo.

E este foi o registo do resto de toda a partida, infelizmente. O GD Chaves chegou cedo a uma vantagem confortável, que não mais largou. A iniciativa de jogo passou a ser da equipa da casa, que teve na posse de bola a sua maior arma, ainda que infrutífera. Se a vantagem nortenha chegou cedo, a reação lisboeta chegou tarde. O golo de honra marcado por Camilo, de canto, está claro, já em cima do minuto 95, foi insuficiente.

Com este resultado o GD Chaves passa a ter legítimas esperanças em sonhar com a subida. Não perde há nove jogos e fica agora a apenas dois pontos do terceiro lugar da tabela.

A FIGURA

Fonte: Sebastião Rôxo/Bola na Rede

Batxi – Apesar de não marcar golo, o extremo está envolvido em todos. Assiste o primeiro e bate também ele o canto que origina a confusão do segundo golo. Muitas iniciativas de perigo, partindo sempre da esquerda para o meio. Dotado tecnicamente e veloz no drible. Jogador a ter em atenção no futuro.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo/Bola na Rede

Passividade defensiva do Casa Pia AC – O jogo ficou decidido logo nos primeiros minutos. E tudo graças aos erros, e à passividade da defesa Casapiana, que o treinador confirmou no final da partida. Muita cerimónia para tirar a bola da confusão e o ataque contrário não vacilou. Os cantos foram a debilidade do Casa Pia, que nunca se conseguiu superiorizar e criar verdadeiras chances de perigo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

O Casa Pia AC dispôs-se num esquema tático 4-3-3. Sabia-se de antemão que estas eram duas equipas que gostavam de usar a bola como ferramenta para chegar ao golo, saindo a jogar a partir de trás, e assim foi.

Os “Gansos” entraram mal na partida, isso é inegável. Ainda assim, tentaram sempre improvisar para tentar dar volta ao marcador. Trocavam os extremos (Jota e Godwin) de lado com frequência para tentar baralhar as marcações, mas sem sucesso.

Mesmo após sofrer dois golos de rajada bem cedo na partida, o Casa Pia não perdeu a sua identidade e procurou sempre construir com paciência, fazendo circular a bola com calma e sem precipitações. Neste processo, eram decisivos Christian, Vitó e Vítor Gonçalves. Os dois últimos apareciam mais recuados no terreno e deixavam a manobra criativa ao encargo do primeiro. Vitó esteve desinspirado, mas era, de longe, o elemento com maior capacidade diferenciadora no último terço.

Chegado ao momento de atacar a baliza, não havia grandes dúvidas. Rematar de meia distância não costumava ser solução. Preferiam, por outro lado, procurar circular para encontrar na área, o avançado Malik, que era claramente a referência ofensiva da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Bruno Sousa (5)

Kelechi (5)

Matheus Dantas (6)

Jefferson (5)

Christian (6)

Vitó (7)

Vítor Gonçalves (6)

Jota (5)

Malik (5)

Saviour Godwin (4)

SUBS UTILIZADOS

Diego Medeiros (5)

Zidane Banjaqui (4)

Camilo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O Chaves de Vítor Campelos subiu a campo organizado em 4-2-3-1, com variantes para 4-4-2. Passo a explicar. Benny e Nuno Coelho serviam de duplo-pivot no meio-campo e João Teixeira, mais avançado, oscilava entre estar mais recuado ou saltar para a pressão a um dos centrais do Casa Pia AC. De uma outra forma, o esquema dos transmontanos alterava-se conforme o posicionamento de João Teixeira.

Os “Flavienses” entraram para campo com um pensamento semelhante ao Casa Pia AC: construir a partir de trás. A diferença foi que estes, não só exploraram as bolas nas costas da defesa casapiana, como também demonstraram uma elevada taxa de aproveitamento nas bolas paradas. Quatro cantos, dois golos.

O Chaves não teve receio em lançar os seus extremos (e laterais) em profundidade e acabou por criar transtornos ao adversário. Batxi (extremo) e João Correia (lateral-direito) fizeram estragos e só não originaram golos por ineficácia, ora dos avançados, ora dos próprios. Roberto servia de referência, tal como Malik do outro lado, mas raras vezes esteve sozinho. Baixava entre linhas com frequência e combinava com os extremos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (6)

João Correia (7)

Luís Rocha (8)

Vasco Fernandes (7)

João Reis (6)

Nuno Coelho (6)

Benny (5)

João Teixeira (6)

Juninho (5)

Batxi (8)

Roberto (7)

SUBS UTILIZADOS

Wellington (6)

Zé Tiago (5)

José Gomes (5)

Guedes (4)

Bura (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD CHAVES

BnR: Encontrou pela frente uma equipa que tentou sempre trocar a bola com paciência, independentemente do resultado. Estava à espera desta abordagem por parte do Casa Pia aos golos sofridos?

Vítor Campelos: “Sabíamos que íamos encontrar, do meu ponto de vista, um dos melhores plantéis desta segunda liga. Para além disso, nota-se que são uma equipa trabalhada, com qualidade, que sabem o que fazem e por isso creio que preparámos bem este jogo, no detalhe, porque sabíamos que ia ser um jogo bastante difícil.

Entramos fortes no jogo e tivemos uma ou duas situações que podíamos ter feito golo. Fizemos uma primeira parte de eleição. Provavelmente a melhor primeira parte desde que aqui cheguei. Ligámos melhor o nosso jogo, os médios estavam a ligar-se melhor com os homens da frente, mas ainda assim fomos precipitados em algumas decisões.

Dar uma palavra ao Casa Pia AC porque não jogámos sozinhos, o que valoriza mais esta vitória. Agora claro, por muito que eu diga aos meus jogadores que pressionem e que venham para a frente o suboconsciente é que manda.”

 

CASA PIA AC

BnR: Mesmo a perder por dois golos, a equipa do Casa Pia AC circulou com bastante paciência, mas raramente encontrava o caminho da baliza. O que sente que faltou à sua equipa no dia de hoje?

Filipe Martins: Isso provavelmente é a única coisa que, além da nossa atitude na segunda parte, mais me agradou. Foi o facto de que mesmo perdendo 2 – 0 não perdemos a nossa identidade. Não vimos uma equipa a chutar para a frente à espera de uma segunda bola. Continuamos a tentar forçar o Chaves a cometer erros, dentro daquilo que é o nosso modelo de jogo. Acho que só revela a nossa identidade, não mudámos só porque estávamos a perder. Foi pena não termos chegado ao 2-1 mais cedo. Mas termino como começo, quem dá dois golos de avanço neste campeonato, arrisca-se a perder.

GD Estoril Praia 2-0 Leixões SC (Sub-23): “Canarinhos” aproveitam expulsões e sagram-se campeões

A CRÓNICA: JOGO “QUENTINHO” E COM CONFLITOS LAMENTÁVEIS

No jogo do título da Liga Revelação, o GD Estoril Praia entrava em campo com a obrigação de vencer para se sagrar campeão nacional, enquanto que ao Leixões SC bastaria um empate para alcançar tão feito. Num jogo quentinho do início ao fim e com várias expulsões – dentro e fora das quatro linhas –, a formação lisboeta aproveitou a superioridade numérica e venceu por 2-0, apesar das muitas dificuldades criadas pela equipa nortenha.

Ainda nem 30 segundos estavam decorridos e já Papelelé tinha criado a primeira ocasião do encontro para o Leixões, mas a formação de Matosinhos acabaria por sofrer um grande revés aos 9 minutos. O central Mário Júnior travou Lucho Vega quando este se podia isolar para a baliza e acabou por ver o vermelho direto, deixando a equipa com menos um elemento.

A reformulação do alinhamento das peças em campo demorou alguns minutos, de parte a parte, mas até foram os leixonenses a criar as melhores ocasiões até ao intervalo – primeiro por Dinho, depois por André Lacximicant – e sempre à espreita do contra-ataque. Pelo meio, o Estoril criou duas oportunidades seguidas à passagem da meia hora, mas os remates de Chiquinho e Lucas Vega passaram ao lado da baliza de Gonçalo Tabuaço.

O arranque do segundo tempo não poderia ter sido melhor para a equipa da casa. Logo a abrir, o recém-entrado Macula rematou rasteiro à entrada da área e desbloqueou o nulo. Imediatamente após esse golo, André Lacximicant quase que empatou numa bela jogada coletiva, ele que viria a ser expulso por palavras dirigidas ao árbitro, complicando (ainda mais) a missão da sua equipa.

O Estoril apoderou-se da bola e esteve perto de ampliar a vantagem por Achouri, mas também viu o Leixões a ameaçar o empate por Ricardo Ferreira. O duelo encaminhava-se para os derradeiros minutos e a equipa de Matosinhos, ao assumir todos os riscos para levar o barco a bom porto, acabou por ser traída no contra-ataque – com o golo de Rúben Pina a sentenciar a partida nos descontos. O encontro terminou com conflitos lamentáveis entre os protagonistas e que acabaram por estragar o belo jogo proporcionado pelas duas equipas. Para a História fica o título do Estoril, que terminou a segunda fase da Liga Revelação com os mesmos 32 pontos que o Leixões. Bela campanha de ambas as equipas!

 

A FIGURA

Gustavo Klismahn – Excelente exibição do médio brasileiro! Klismahn terá sido um dos atletas que mais quilómetros correu e, além disso, revelou ser crucial em vários momentos do encontro. Além do comprometimento defensivo, o médio ‘todo-terreno’ de 21 anos chegou muitas vezes a descolar-se de Afonso Valente para galgar uns metros no terreno e, assim, ser mais um elemento a poder criar perigo lá na frente. Destaque ainda para a arrancada e excelente cobertura que fez ao minuto 25’, evitando o golo de Dinho na pequena área.

 

O FORA DE JOGO

Confusão nos descontos – Um jogo tão emotivo não merecia acabar assim. Poucos minutos depois do lance que deu o 2-0 ao GD Estoril Praia, instalou-se uma tremenda confusão junto aos bancos técnicos e o árbitro do encontro até teve de dar o encontro por terminado sem que a bola voltasse a rolar. Os elementos do banco técnico do Leixões mostraram-se críticos com a arbitragem desde o momento da primeira expulsão, mas a confusão no final acabou por se gerar devido a trocas de palavras menos agradáveis entre jogadores e treinadores. Completamente desnecessário…

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

Vasco Botelho Costa mudou duas peças no “onze” em relação à jornada anterior disputada há quase um mês (na derrota em Famalicão por 1-0), com a entrada de Serginho para a vaga deixada por Douglas Aurélio e ainda o regresso de Lucho Vega após longa lesão, substituindo Diogo Batista no setor intermédio da equipa da Linha.

O GD Estoril Praia apresentou-se num 4-2-3-1, com o duplo pivot a ser constituído por Afonso Valente e Gustavo Klismahn, mas com uma enorme variabilidade e mobilidade na frente de ataque. Os laterais estiveram praticamente sempre projetados no momento da construção e isso conduziu à crescente ‘acumulação’ de elementos junto à área. A presença do argentino Lucho Vega acabou mesmo por ser uma espécie de ‘quebra-cabeças’ para a linha defensiva adversária, pela forma imprevisível com que aparecia em certos pontos do terreno.

O técnico do Estoril foi o único a promover uma alteração no regresso dos balneários e que acabou por ser decisiva para o desenrolar do encontro, com um golo inaugural de Macula, ele que viria a sair pouco depois após conflitos verbais com adversários. A equipa de Vasco Costa ficou a jogar com mais dois elementos na última meia hora do encontro e aproveitou esse período para se apoderar da bola e tentar fazer o segundo para sentenciar a partida – algo que só aconteceu quando o adversário se expôs no relvado em tempo de descontos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Macedo (7)

Tiago Manso (6)

Bernardo Vital (7)

Volnei Feltes (7)

Lucas Silva (6)

Afonso Valente (7)

Gustavo Klismahn (8)

Lucho Vega (7)

Serginho (5)

Chiquinho (6)

Elias Achouri (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Macula (7)

Benchimol (6)

Rúben Pina (7)

João Dias (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Do outro lado, José Augusto Faria promoveu três alterações em relação à equipa inicial apresentada no jogo em atraso disputado em Famalicão (onde perdeu por 3-1): Mário Júnior rendeu Mário Ufongué no eixo da defesa, enquanto que Hélder Morim e Diogo Rebelo entraram para os lugares de Ousmane Diagne e de Vando Félix.

A formação nortenha alinhou em 4-3-3, com a frente de ataque a ser constituída por Dinho, Papalelé e André Lacxmicant, mas o esquema tático rapidamente foi alvo de alterações após a expulsão madrugadora de Mário Júnior. Por essa razão, Morim teve de recuar para a linha defensiva e a equipa passou a posicionar-se em 4-4-1, com os extremos também a baixar no terreno, embora sempre entrosados e organizados na saída para o contra-ataque. Aliás, a inferioridade numérica praticamente nem se fez notar nos primeiros 45 minutos.

A entrada do Leixões no segundo tempo foi infeliz e o cenário ficou ainda pior com a expulsão de André Lacximicant, com novas readaptações no esquema tático. As substituições acabaram por ser algo arriscadas, mas essenciais para que a equipa ainda aspirasse chegar ao golo do empate. Os riscos assumidos nos últimos minutos acabaram por ser cruciais para que o Estoril chegasse ao segundo golo, mas não se pode dizer que o Leixões – mesmo com menos dois elementos – não tivesse tentado o golo do empate.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Tabuaço (6)

Abel Folha (6)

Ricardo Teixeira (6)

Mário Júnior (3)

Ricardo Ferreira (5)

Hélder Morim (6)

Rodrigo Ferreira (7)

Diogo Rebelo (6)

Papalelé (6)

Dinho (7)

André Lacximicant (5)

SUBS UTILIZADOS

Vando Félix (6)

Isnaba Graça (5)

Avelino (6)

Tomás Silva (-)

O grande clube desportivo da Europa | Sporting CP

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Segundo parece agora o que anda a incomodar alguns é que o treinador Rúben Amorim considere o Sporting CP um grande clube europeu. Dizem os experts que o clube de Alvalade não o é, pelo simples facto de eles acharem que não. Mas, como estamos num site de opinião vincada, o princípio será sempre o de que todos os pontos de vista devem ser respeitados.

Portanto, cada opinião pode ser válida dependendo dos pressupostos em que a mesma se sustente, sabendo nós que ao construir algo baseado em pressupostos, pode considerar-se enviesado.

Então, primeiro temos de definir se se está a falar de um clube desportivo ou apenas de um clube de futebol. E se nos estamos a referir ao Sporting CP, tendo mais de meia centena de modalidades, tornando-o um dos mais ecléticos clubes do mundo, percebe-se perfeitamente ser um clube em que se pratica desporto, sendo o futebol uma das muitas modalidades. O Sporting CP é, portanto, um clube desportivo.

Para além de ser um dos clubes mais ecléticos do mundo, é também um dos mais titulados, nas mais diversas modalidades, com várias conquistas nacionais, europeias e mundiais. O que quer dizer que, seguindo este pressuposto, o Sporting CP efectivamente não é um grande clube europeu, é sim um grande clube mundial. É um facto.

No seio das modalidades, o hóquei em patins voltou à ribalta do desporto nacional e internacional
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas para os que consideram que o que interessa é apenas o futebol, e pressupondo que um grande clube de futebol europeu terá que ganhar títulos nas competições da UEFA, então já ganhámos (não vamos falar da importância das competições, pois não? Dizem que a Liga Europa é quase uma Champions. Pelo menos quando alguns lá estão).

Se consideram que o que interessa é número de vezes e de jogos em que se participou nas competições internacionais, então teremos que perceber desde quando querem começar a contar, porque é de histórico que estamos a falar, certo? E histórico começa lá bem atrás, quando alguns clubes ditos grandes ainda nem sabiam o que era ganhar uma taça distrital. Ou vamos contar só a partir da data que interessa a alguns?

Se quiserem insistir que isto é só futebol, e sendo um pouco mais abstratos, podemos tentar perceber qual clube teve mais projecção em termos de formação de jogadores Bola de Ouro. Isso também pode ser um pressuposto, não? Bem, se a alguns isso não interessaria para o ranking de grande clube europeu, ao Sporting interessa. Porque é só para quem pode. E no que toca a pressupostos, se os outros podem escolher os deles, nós podemos escolher os nossos. Ainda assim, é um facto que formamos dois Bolas de Ouro.

No futebol, mesmo não conseguindo ultimamente grandes prestações na Europa, não deixamos de nos bater com qualquer grande clube europeu e mundial. E mesmo assim já fizemos belas campanhas, tanto na Champions como na Liga Europa. No fundo, fizemos o que outros (supostos) grandes clubes europeus fizeram.

À semelhança do hóquei em patins, o futsal leonino é o clube mais titulado a nível interno
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Eu entendo que esta questão tenha sido levantada por um adepto de um clube que acabou de eliminar um grande clube europeu da Champions. Está a tentar capitalizar esse feito e tentando descarregar a frustração de não conseguir refletir isso no campeonato. Porque na Liga, em primeiro, está um grande clube europeu e mundial que por acaso também tem uma equipa de futebol.

Eu entendo que eles tenham de valorizar o que têm de bom. Felizmente o Sporting CP tem tanto por onde se vangloriar. Querem visitar o museu em Alvalade? Mas calma, no futebol, este fim de semana, ficaram mais perto. Ainda podem ter uma pequena esperança de tentar alcançar a grande equipa europeia de futebol que está no primeiro lugar do campeonato. Já quanto a número de títulos europeus e mundiais, terão que se esforçar um pouco mais. Mas o que interessa mesmo é o futebol, não é? Pelo menos para quem não tem muito mais que isso.

Os Maiores Momentos de Cada Wrestlemania (Edição 31 a 36)

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Chegamos então à atual “era” da WWE. Durante estas seis Wrestlemania, a WWE insistiu imenso em Roman Reigns, que participou no main-event por quatro anos consecutivos. Depois, em plena pandemia, parece ter encontrado em Drew McIntyre o maior babyface genuíno dos últimos anos e ainda tivemos o primeiro main-event feminino de sempre.

Olhemos então para o principal destaque das seis Wrestlemanias mais recentes.

31.

Wrestlemania 31: O Roubo do Século – Após um grande combate entre Roman Reigns e Brock Lesnar, Seth Rollins veio ao ringue fazer o cash-in da sua mala Money in The Bank. Depois de dois Curb Stomps, fez o pin em Reigns e tornou-se WWE Champion.

Foi uma maneira brilhante, inacreditável e memorável de terminar com a Wrestlemania.

32.

Wrestlemania 32: Charlotte Flair vs Sasha Banks vs Becky Lynch – Considerado uma Wrestlemania desapontante, o melhor combate do evento foi este Triple Threat pelo novo WWE Women’s Championship.

Flair, Banks e Lynch estiveram no seu melhor e protagonizaram um combate digno de Wrestlemania. A vencedora foi a “Queen” Charlotte, que foi coroada como a cara da “Women’s Revolution”.

Os 5 guarda-redes mais promissores da atualidade

Qualquer posição em idade jovem requer que um jogador tenha muita confiança nos primeiros passos. Mas, se olharmos para a posição de guarda-redes, esta parece a mais impactante. Uma pequena falha e toda a confiança é colocada em causa e, muitas vezes, acaba por ser difícil dar a volta por cima.

Neste top de cinco encontramos apenas guarda-redes com idade igual ou inferior a 21 anos. São, curiosamente, todos europeus, jogam na Europa, uns em clubes com mais destaque, outros ainda a espreitar a oportunidade entre os “grandes”. Nesta mão cheia de guardiões, alguns acabam já por ser reconhecidos pelos leitores, mas outros podem ser ainda despercebidos. Numa panóplia grande de escolhas, quem faltou neste top para ti?

Zion Williamson | «O Bullie» dos tempos modernos

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Zion Williamson tem feito uma época discreta, debaixo do radar, mas os números não deixam escapar a sua grandeza: são 26.4 pontos, 7.1 ressaltos, 3.5 assistências, uma eficácia incrível de 62% em lançamentos de campo e uma PER (estatística que mede o rendimento individual do atleta) de 31 (!!!), que é, nada mais nada menos, a terceira melhor da liga.

Estamos a falar de números absolutamente fantásticos para um «menino» que apenas cumpriu 68 jogos oficiais desde que foi draftado em 2019. Não sei se é o jogador mais maturo dentro/fora de campo, mas há poucos com a sua (curta) experiência que têm a vontade e a competitividade de Zion – e isso, claro, também faz a diferença – alicerçada a uma confiança que parece não ter fim.

NÃO É DE AGORA…

Zion está nos holofotes dos orgãos de comunicação social norte americanos há uns bons anos e a expectativa que lhe foi compelida, acabou sempre correspondida. A espetacularidade dos afundanços, a potência, a força física, a capacidade de dominar jogadores onde quer que jogasse, enfim, independetemente do grau competitivo, Zion nunca teve grandes dificuldades em impor o seu estilo de jogo. Com que fundamento o jogador foi levantado para a ribalta?

É uma resposta relativamente fácil de explanar, até porque quem o vê numa fotografia fica logo pasmado com a sua brutalidade física. Zion nem é dos jogadores mais altos, mas tem uma força e umas características que o fazem ser um dos atletas mais dominantes da história da liga. É corpolento, forte no arranque, gigante no salto, brutal na zona pintada, tudo isto, sendo um extremo ‘baixinho’ com 2 metros, porém acartando uns impressionantes 128 kg (!).

Como disse, Zion tem estado no foco de todas atenções há imensos anos, e resultado da sua capacidade em transição, potência, drible e supremacia perante os adversários, as comparações com os «astros» surgiram com naturalidade. LeBron James foi quem mais se ouviu falar para estabelecer comparações…No entanto, apesar de terem números semelhantes (com a mesma idade) e «algumas» parecenças em termos de características, não me parece a melhor comparação para o jovem dos Pelicans. Aliás, Rick Carslile, treinador dos Mavericks, fez a comparação brilhante de atribuir a Zion o «Shaquille O’Neal dos tempos que correm».

E é isso, Zion, à semelhança do ex-poste lendário, faz da sua primazia o bully ball, ou seja, utiliza a sua dimensão física como proeminência, onde ninguém é capaz de travar o jovem num «duelo de corpos». Dúvido que alguém goste de defender Zion de costas para o cesto, seja um poste, um extremo, base…Creio que Zion também não esteja muito preocupado com quem se apresente à sua frente.

Em sintonia com isto, o jovem de 20 anos tem uma garra e confiança que rememora um pouco O’Neal, porque para além de acarretar todas as habilidades motoras, físicas e técnicas, tem essa confiança que lhe permite singrar. Por fim, o que também tornou, esta temporada, um sucesso para Zion (até ao momento), foi o sistema proporcionado por Steve Van Gundy, que lhe permite ocupar os espaços certos e ser um perigo com e sem bola. Zion até pode não ser dos jogadores mais refinados que já vimos jogar, mas a margem para evoluir é tanta que fica complicado dizer que ele não será um dos melhores de todos os tempos.

Foto de Capa: NBA

Tribuna VIP: Quanto sonhas tu?

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Há algo de mágico nas noites de terça e quarta-feira. Claro que não falo do facto de a semana ir a meio e de estarmos mais perto do fim de semana. Para qualquer adepto de futebol, nós sabemos o que significam estas noites. Quer sejamos adeptos do FC Porto, do Benfica, do Sporting, do Sporting de Braga ou de qualquer outro. Quer sejamos adeptos do Bayern, do Real Madrid, do PSG, do Manchester City ou de qualquer outro.

Mas esta quarta-feira é mais especial para alguns. Vai ser a altura em que os sonhos dos adeptos do FC Porto se vão tornar realidade. E também os de todos os adeptos do futebol português (bem diferente, atenção, de todos os portugueses).

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Chelsea até pode ter festejado o facto de lhe ter calhado o FC Porto no sorteio. Percebo porquê. Não se pode comparar o poderio dos dragões ao Bayern, PSG ou Manchester City. Mas o FC Porto também deve ter festejado. Porque o Chelsea também não se compara, nem de perto, a esses três clubes que acabei de mencionar. Mesmo assim, merece o máximo respeito.

Se olharmos para o plantel do Chelsea, posição a posição, provavelmente nenhum jogador do FC Porto teria hipótese de ser titular nos ingleses (exceção feita, talvez, a Corona). Mas se olharmos para o plantel do Chelsea, posição a posição, não há um que ganhe na garra ou na vontade de vencer em relação aos jogadores do FC Porto (exceção feita, talvez, a Kanté).

E isso deixa os adeptos do FC Porto sonhar. Com poder eliminar o Chelsea. Com poder voltar a repetir o que fizeram à Juventus. E deixa-os perceber que, afinal, não se deve festejar nos sorteios.

Mas sejamos realistas. O FC Porto é a equipa com menos hipóteses de levantar o troféu da Liga dos Campeões. Mas os sorteios têm destas coisas. Bayern, PSG e Manchester City, os três mais poderosos, todos do mesmo lado. Só um pode chegar à final. Do outro lado, FC Porto e Chelsea e ainda um dos colossos do futebol europeu, Liverpool e Real Madrid. Que, no entanto, estão longe daquilo que demonstraram nos últimos anos.

Nesta nova era de futebol moderno, em que quem tem os milhões tem o poder, seria bonito ver outra história como aquela do Ajax que vimos em 2019. Onde afinal os milhões contam muito, mas não são tudo.

Por isso, esta quarta-feira, quanto sonhas tu?

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo
narrador ELEVEN


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A LIGA DOS CAMPEÕES ESTÁ DE VOLTA E O FC PORTO SONHA COM CADA VEZ MAIS FORÇA NUM LUGAR ENTRE OS QUATRO MELHORES! SERÁ QUE VAI ULTRAPASSAR O CHELSEA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Estádio José de Alvalade: a fortaleza do Leão | Sporting CP

O Sporting CP, até ao momento, tem vindo a realizar uma campanha exemplar na Primeira Liga. Seja em Alvalade ou fora, os leões mostram ser uma equipa (no verdadeiro sentido da palavra) extremamente coesa e confiante, sólida a defender e oportunista no ataque, pois, como já foi visto, conseguem marcar em qualquer momento do jogo.

Para ocupar a posição que a turma de Alvalade ocupa, é lógico que são necessárias várias vitórias; no entanto, o caso dos leões de Rúben Amorim, nesta época, é, no mínimo, um caso de estudo. Apesar de também ter grandes registos quando joga na condição de visitante, os leões apresentam uma forma impressionante quando jogam na sua casa.

No Estádio José Alvalade e, recordando uma vez mais, a contar para a Primeira Liga, os leões, em 12 jogos, somam dez vitórias (entre elas, frente a SL Benfica e SC Braga) e dois empates (contra o FC Porto e o Rio Ave FC). Para além disso, apenas sofreram seis golos em Alvalade (melhor defesa do campeonato a jogar em casa) e já abanaram as redes adversárias por 23 ocasiões (segundo melhor ataque em jogos caseiros).

Após a constatação destes registos bastante positivos dos leões no seu reino, gostava de realçar uma mera curiosidade quando era possível haver adeptos nos estádios, o Sporting CP gostava de atacar, na segunda parte, para a Curva Sul e, consequentemente, para a baliza Vítor Damas, como se isso desse sorte e como se a força dos adeptos atraísse a bola para dentro da baliza, acabando por resolver o jogo.

O Sporting CP mantém a invencibilidade e o registo impressionante no seu reduto
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Agora sem adeptos, parece que essa superstição e essa mística continuam. Sem nenhum auxílio, recordo-me de diversos golos importantes naquela baliza; o do Matheus Nunes contra o SL Benfica, o do Seba Coates contra o CD Santa Clara, o do Pote frente ao SC Braga e muitos mais aconteceram, certamente.

Acho graça quando adeptos dos rivais dizem que o Sporting CP só está em primeiro porque os adeptos não podem ir ao estádio. Quem acha que a massa adepta dos leões é uma fraqueza, está redondamente enganado, mas que continue a pensar assim. Enquanto essa forma de pensar só ofusca a realidade a quem não a quer aceitar, a nós só nos dá mais força e nos empurra para o objetivo final. Se estamos assim com os estádios vazios, imaginem com a ajuda de mais 50 mil leões. Estaríamos (ainda mais) imparáveis.

Por fim, gostava apenas de relembrar que, para concretizar uma época invencível em casa, falta apenas defrontar o FC Famalicão, o B SAD, o CD Nacional, o Boavista FC e o CS Marítimo. Em princípio, e sem querer agoirar, serão jogos em que o Sporting CP tem tudo para, no mínimo, fazer boa figura.

Moreirense FC 1-1 Sporting CP: Paragem fez mal aos leões

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A CRÓNICA: DOIS GOLOS ANULADOS E UM ERRO FATAL PERMITIRAM O EMPATE DO MOREIRENSE FC

Jogo entre Moreirense FC e Sporting CP. O último jogo da 25ª jornada opunha o oitavo classificado ao primeiro. Os leões estavam “obrigados” a vencer após ter visto os seus concorrentes diretos a vencerem os seus respetivos encontros, nesta jornada.

O relvado foi regado antes do aquecimento, encontrando-se em ótimas condições e tornando o jogo mais rápido.

A primeira falta do jogo surge por Filipe Soares (Moreirense), sobre Palhinha (Sporting).

O Sporting começou o início do jogo a tentar meter pressão, mais pelo seu lado direito, com iniciativas de Nuno Mendes. Ainda assim, os minutos iniciais foram divididos.

O primeiro remate surge apenas aos nove minutos. Rafael Martins, melhor marcador da equipa da casa, adiantou-se, em velocidade, ao capitão dos leões, Coates e fez um remate que podia ter levado perigo à baliza de Adán, mas o remate não sai com a direção desejada.

A resposta da equipa de Alvalade surge dois minutos depois, com uma jogada que tem início nos pés de João Mário que, tentando combinar com Daniel Bragança, já na grande área adversária, tenta passar para o centro, mas a bola foi desviada.

Numa altura, onde o Sporting CP já dominava o jogo, João Mário, após jogada de Nuno Mendes, ao minuto 16, cruza para Paulinho que não chega. No mesmo lance, Porro, na recarga remata mal.

Um Sporting que tenta fazer um encaixe diferente a aprender a jogar com Paulinho na frente e com Daniel Bragança e o primeiro golo do jogo acaba mesmo por sair destes dois jogadores. Da direita, um cruzamento teleguiado, efetuado por Daniel Bragança para Paulinho que cabeceia, Pasinato ainda defende, mas a bola acaba por sobrar para Paulinho, que na recarga, faz o primeiro golo ao serviço dos leões.

Na tentativa de reagir, Walterson partia para o ataque, mas foi travado em falta por João Palhinha que resultou num livre por Abdu Conté, que não levou perigo à baliza dos leões. O Moreirense foi tentando criar algumas jogadas de ataque sucessivas, mas o Sporting a resolver, sem dificuldade. Contudo, um lance de da equipa da casa, resulta num cruzamento para Walterson, na grande área, cortado por Feddal. O banco do Moreirense reclamou por pênalti.

Numa falta de Franco, sobre Nuno Mendes, ao minuto 34, os leões pediram um cartão amarelo para o jogador da casa, mas o arbitro não mostrou. Contudo, Nuno Mendes ficou lesionado nesse lance e acabou por ser substituído por Matheus Reis.

Numa arrancada do jogador brasileiro que tinha acabado de entrar, Abdoulaye faz falta e o árbitro acabou por mostrar o primeiro cartão amarelo do jogo. Por protestos, João Pinheiro mostrou amarelo a Rúben Amorim, por reclamações sobre o lance de Nuno Mendes. No lance que se seguiu, um livre foi marcado, mas cortado pela formação de Moreira de Cónegos.

Já perto do intervalo, ao minuto 44, pressão alta dos jogadores do Sporting CP que permitiu que a bola chegasse a Paulinho que acabou a correr para a baliza e frente a frente com o guarda-redes, colocou a bola no fundo das redes. O árbitro ainda validou, mas o VAR acabou por assinalar fora-de-jogo ao avançado dos leões.

Na segunda parte, o Sporting CP entrou decidido em fazer o segundo golo. Primeiro, por um livre marcado por Porro que Coates não conseguiu desviar e segundo, um lance perigoso, com um remate de Pedro Gonçalves que não conseguiu concretizar e na recarga, Palhinha remata, mas a bola sai à figura de Pasinato.

Abdoulaye foi substituído após essa jogada, para a entrada de Steven Vitória.

A insistência do Sporting era constante e ao minuto 57, um cruzamento para a área do Moreirense, resulta em golo de Pedro Gonçalves. O lance foi invalidado pela equipa de arbitragem e o VAR confirmou. “Pote”, estava dois cm adiantado em relação ao pé de Steven Vitória.  Enquanto houve esta espera, Daniel Bragança deu o seu lugar a Tiago Tomás.

Ao minuto 63, uma jogada ofensiva do Moreirense FC, na sua insistência acabou com uma falta de Matheus Silva, sobre João Palhinha.

A resposta surge ao minuto 66, por parte dos leões. Uma jogada de ataque resulta num passe a desmarcar Matheus Reis, mas Walterson conseguiu fazer a recuperação, na grande área.

Seguiu-se dupla alteração na equipa da casa, Rafael Martins foi substituído por André Luís e Yan Matheus entrou para o lugar de Pires.

Yan Matheus que foi apanhado em fora de jogo. Antes do apito, Adán teve de sair da grande área para fazer a cobertura. O Moreirense FC deixava assim o aviso que tinha uma palavra a dizer.

Ao minuto 74, Abdu Conté marca um livre, mas a bola sai com demasiada força para Rosic

De seguida, Franco e Matheus Silva deram o lugar a David Simão e Anthony D’Alberto.

Ao minuto 78, Tiago Tomás leva cartão amarelo, enquanto ao minuto 79, João Mário, de canto, cruza para a cabeça de Feddal que tenta desviar a bola, mas acaba por sair ao lado.

No minuto 83, Paulinho ainda consegue fazer o passe para Matheus Reis que desvia, mas a bola é cortada pela formação do Moreirense para canto. Na conclusão, João Mário cruza para o segundo poste, mas a bola sai sem perigo.

No lance seguinte, a equipa da casa tentou um contra-ataque rápido que resultou em livre, após falta de Palhinha. Antes da cobrança desse livre, Pedro Gonçalves foi substituído por Matheus Nunes. O livre não levou perigo à baliza leonina.

À medida que o jogo chegava perto do fim, o Moreirense FC pressionava os leões e à entrada do minuto 90, Walterson acabou por bater Adán, com um remate fora da área voltando a estabelecer a igualdade.

O Sporting tinha apenas a compensação para tentar chegar à vitória, mas não foi suficiente. Os leões terminam assim um ciclo de três vitórias consecutivas e permitem que o FC Porto se aproxime, ficando agora a oito pontos do líder Sporting.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Paulinho – estreia a marcar pelos leões e um bom jogo efetuado. Nota-se, com o urgir do tempo, o entrosamento que tem para com o jogo em si e para com as dinâmicas criadas junto dos colegas de equipa. Foi fiel e igual a si próprio: vinha recolher e construir a partir do meio-campo, apoiava as zonas mais centrais do terreno e criava espaços entrelinhas, de modo a que Pote ou João Mário pegassem no jogo. Começa a fazer sentir a sua presença…

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Cardoso/ Bola na Rede

A incapacidade do Sporting CP – ao longo do jogo, a superioridade leonina verificou-se. Mais posse de bola, o dobro dos remates e dos cantos, mas a mesma não se verificou no resultado. Excetuando os dois golos anulados e o primeiro golo de Paulinho ao serviço dos leões, o Sporting CP teve apenas mais dois remates à baliza. O Sporting foi competente em muitos jogos, marcando no tempo de compensação. A tal estrelinha.

Contudo, numa jornada, em que o FC Porto (segundo classificado) ganha a 30 segundos do fim, o SL Benfica (terceiro classificado) ganha com o primeiro pênalti a favor esta época e o SC Braga (quarto classificado) marca nos descontos, parece que a mesma não se iluminou, esta jornada, para a turma de Alvalade.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Vasco Seabra apostou num 4-3-3, sendo que muitas vezes, apenas Walterson e Rafael Martins é que chegavam à frente. Foi visível que a equipa deu primazia à organização defensiva. Ponto interessante é o facto da equipa não ter apostado muito em contra-ataques rápidos. Muitas vezes, a bola chegava ao meio campo e era construída a partir dos médios, quer de Filipe Soares, quer de Gonçalo Franco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (6)

Matheus Silva (5)

Rosic (5)

Abdoulaye (4)

Abdu Conté (5)

Fábio Pacheco (5)

Franco (4)

Walterson (7)

Filipe Soares (5)

Pires (5)

Rafael Martins (6)

 

SUBS UTILIZADAS

S. Vitória (6)

A. Luís (5)

Y. Matheus (5)

D. Simão (5)

D’Alberto (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim apresentava duas novidades no seu 11. Em primeiro, o regresso de Paulinho a titular após ter recuperado de lesão e de seguida, Daniel Bragança, que permitiu o Sporting não ter começado em 3-4-3, mas sim em 3-5-2, onde o objetivo era garantir a supremacia do meio-campo e construir jogadas de combinação e de ataque continuado.

A tática virou para 3-4-3, após a substituição de Daniel Bragança com Tiago Tomás, mas acabou por não surtir efeito.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Pedro Porro (5)

Gonçalo Inácio (5)

Coates (5)

Feddal (5)

Nuno Mendes (6)

João Palhinha (6)

João Mário (6)

Daniel Bragança (7)

Pedro Gonçalves (5)

Paulinho (7)

 

SUBS UTILIZADAS

M. Reis (6)

T. Tomás (4)

M. Nunes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BnR: A armadilha do fora de jogo, arma utilizada pelo adversário na maioria dos jogos desta temporada, foi aqui urdida de forma exímia. Não quero estar enganado, mas penso que foi o jogo no qual observei maior preocupação em adotar esta estratégia estratégia. Pergunto-lhe se isso foi um fator determinante para travar este Sporting CP.

Vasco Seabra: Sim, tivemos uma preocupação grande no controlo e melhoria do nosso desempenho defensivo. Penso que a nossa preocupação em adotar essa estratégia não  Conseguimos manter a linha coesa, reduzir o espaço nas costas e reduzir o espaço entrelinhas. Os jogadores comprometeram-se a isso e foram premiados.

 

Sporting CP

BnR: Durante a partida, não vimos o Daniel Bragança declaradamente atrás dos dois avançados. Vimo-lo, sim, muitas vezes como interior na linha do João Mário, como que uma espécie de triângulo invertido. Pareceu-me ver o João Mário a ter mais bola em zonas adiantadas. E parece que, por já não haver um trio na frente, e existir um Bragança mais recuado e menos central, se esse facto empurra o João Mário e progredir com bola. Dada a sua qualidade, pode germinar outro critério na equipa: mais posse e mais gestão em zonas adiantadas…Pergunto se isso pode trazer o João Mário mais vezes a invadir o último terço?

Rúben Amorim: Vai depender de jogo para jogo, dos jogadores com diferentes características que vamos encontrar. O Dani também joga bem de frente para o jogo e também pode assumir essas funções. Estamos a melhorar como equipa. Se quando ganhávamos ainda precisávamos de melhorar, agora que empatamos também necessitamos disso. Nada mudou. Temos é de centrar e manter o foco no próximo jogo, mais nada.

Artigo de opinião realizado por João Estanislau e Romão Rodrigues

SL Benfica 1-0 CS Marítimo: Tento solitário de Waldschmidt garante mais um triunfo

A CRÓNICA: SEXTA VITÓRIA CONSECUTIVA GRAÇAS AO SÉTIMO GOLO DE LUCA NA LIGA

Nem mesmo a pausa de duas semanas faz parar o SL Benfica na luta para chegar ao lugar de acesso direto à Champions. Em mais uma ronda da Primeira Liga, as “águias” receberam e venceram pela margem mínima o CS Marítimo, numa partida em que a diferença poderia ter sido maior caso os homens da frente do ataque encarnado tivessem sido menos perdulários na hora de rematar.

O início de jogo não teve grandes momentos de interesse, com o SL Benfica a ter mais bola e a fazê-la circular com o intuito de abrir espaços na muralha insular, que estava a defender com toda a equipa atrás da linha da bola. Por lance corrido, estava complicado para os homens de Jorge Jesus criarem perigo ao seu adversário, pelo que foi na conversão de uma grande penalidade que foi inaugurado o marcador na Luz.

Depois de Marcelo Hermes ter cometido falta na grande área sobre Rafa, Luca Waldschmidt assumiu a responsabilidade de bater o guardião Amir e não desperdiçou a oportunidade para fazer o 1-0. O alemão fez assim o seu sexto tento na Primeira Liga.

Em desvantagem, o CS Marítimo teria forçosamente de se expor mais se quisesse sair da Luz com um resultado positivo, algo que poderia abrir mais a partida e trazer mais ocasiões de perigo.  Aos 29’, Seferovic combinou bem com Rafa e ficou na cara de Amir, só que atirou à figura do guarda-redes. No minuto 34, Waldschmidt apareceu isolado e tentou contornar o número 1 insular para fazer o seu bis, mas foi desarmado no momento em que ia rematar.

A cinco minutos do descanso, foi a altura de se assistir ao primeiro remate à baliza dos visitantes – na sequência de um livre lateral, Zainadine amorteceu de cabeça ao segundo poste para Andreas Karo, que não foi capaz de bater Helton Leite, um autêntico espetador durante o primeiro tempo devido ao pouco perigo criado pela equipa madeirense.

O intervalo fez bem aos dois lados, já que o início do segundo tempo teve maior intensidade e novamente com o SL Benfica a estar perto de fazer o 2-0 numa bola parada bem trabalhada onde Otamendi fez o mais difícil ao atirar para fora, quando estava em excelente posição para marcar.

O ritmo de jogo parecia estar outra vez a baixar, mas ganhou interesse aos 63 minutos nas duas grandes áreas. Primeiro, Cláudio Winck obrigou Helton Leite a fazer uma grande defesa para manter a vantagem encarnada, após um pontapé de canto do lado esquerdo. No instante seguinte, Seferovic ficou isolado na cara de Amir que defendeu com o ponta do pé.

A partida foi-se desenrolando até ao minuto 90 com o SL Benfica a conseguir controlar o ritmo do jogo, algo que deixava pouco espaços para os visitantes ainda tentarem chegar ao empate. Mesmo assim, Jorge Correa aos 90+1’ teve o empate nos pés com um remate potente a sair ligeiramente ao lado. O último lance do encontro surgiu nos pés de Chiquinho que poderia ter dissipado quaisquer dúvidas sobre o resultado final, mas Amir voltaria a brilhar.

Vitória encarnada pela margem mínima que continua a sua senda vitoriosa e sem sofrer qualquer golo há seis partidas. O CS Marítimo só esboçou uma reação na fase final da partida, porém o esforço final não valeu de muito.

 

A FIGURA

Rafa foi a figura de destaque do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Rafa Silva – O extremo português está em bom momento de forma, e foi elemento “mais” do ataque encarnado durante a partida. Sempre ligado à corrente, procurou constantemente criar desequilíbrios na defesa insular e foi uma grande dor de cabeça para os defensores visitantes.

 

O FORA DE JOGO

Tagueu esteve em branco frente ao SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Joel Tagueu – A referência ofensiva do CS Marítimo na ausência de Rodrigo Pinho esteve muito apagado durante o tempo que esteve em campo. Bastante vigiado pela dupla central do SL Benfica, o número 95 dos madeirenses não criou qualquer espaço na frente de ataque e acabou por ser substituído aos 71 minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Em busca de chegar à sexta vitória consecutiva, o SL Benfica apresentou-se na Luz para continuar a sua senda vitoriosa com destaque para o triunfo importante em Braga na jornada anterior. Pairava no ar a dúvida se o sistema com três centrais iria manter-se, mas Jorge Jesus optou pelo 4-4-2, com a entrada de Everton Cebolinha para a ala esquerda do ataque encarnado.

As “águias” entraram motivadas para o jogo à procura de marcar logo no início, pressionando fortemente a defesa contrária, só que a boa organização do CS Marítimo impediu essa mesma pretensão encarnada. Foi aos 21’ que o conjunto encarnado conseguiu bater Amir, na conversão de uma grande penalidade por Waldschmidt. O resto do primeiro tempo foi totalmente controlado pelos homens de Jorge Jesus, só que estava a faltar maior criatividade na última zona do campo para surgirem mais oportunidades.

No início do segundo tempo, o SL Benfica até teve dois lances para aumentar a sua vantagem – Otamendi aos 53’ e Seferovic aos 62’ -, contudo a ineficácia dos dois jogadores levou a melhor e o resultado foi-se mantendo inalterado até ao final do jogo, sem grandes sobressaltos para os comandados de Jorge Jesus, que garantiram mais um triunfo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Diogo Gonçalves (6)

Nicolás Otamendi (6)

Lucas Veríssimo (6)

Grimaldo (6)

Julian Weigl (5)

Adel Taarabt (5)

Rafa (7)

Everton Cebolinha (4)

Luca Waldschmidt (6)

Haris Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Franco Cervi (5)

 Darwin Núñez (4)

Chiquinho (-)

Jan Vertonghen (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

A lutar para sair dos lugares de descida, o CS Marítimo sabia de antemão que não teria uma missão fácil na visita à Luz. Depois da pesada derrota sofrida em casa frente ao FC Famalicão, o treinador Júlio Velázquez fez quatro mudanças no seu onze: Andreas Karo e René Santos entraram para formar com Zainadine a linha de três centrais, além da titularidade de Ali Alipour a acompanhar Joel Tagueu na frente de ataque.

Dando o controlo total ao seu adversário, os insulares limitaram-se a proteger a sua baliza durante a maioria da primeira parte, tarefa que não foi cumprida na sua plenitude devido ao golo sofrido aos 21 minutos. A precisar urgentemente de amealhar pontos para fugir da cauda da tabela, era expectável que o CS Marítimo se soltasse mais para voltar à situação de igualdade no marcador. Porém, isso não aconteceu de todo, tanto que foi preciso esperar até ao minuto 40 para ver o primeiro remate enquadrado da formação visitante.

Na segunda parte, a equipa visitante arriscou um pouco mais para tentar chegar ao golo do empate, mas esse esforço apenas se traduziu nos últimos minutos do jogo, algo que penalizou bastante o CS Marítimo que continua em posição delicada na tabela classificativa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (7)

Cláudio Winck (6)

Zainadine Júnior (6)

Andreas Karo (5)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (4)

Franck Bambock (6)

René Santos (5)

Ali Alipour (4)

Edgar Costa (5)

Joel Tagueu (4)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Pelágio (5)

Correa (5)

Milson (5)

Rafik Guitane (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: O SL Benfica iniciou a partida a jogar com dois centrais, mas terminou o jogo num sistema de três centrais. O que o fez mudar a dinâmica defensiva da sua equipa, ainda para mais numa altura em que o CS Marítimo foi à procura do golo do empate de forma mais intensa nos últimos minutos?

Jorge Jesus: Optei por jogar com dois centrais e não três, por achar que o Marítimo não tinha um sistema tático de forma que pudesse fechar mais o nosso corredor central. Senti que era importante ter um jogador com caraterísticas mais ofensivas a jogar mais perto da última linha do Marítimo. Calculava que o Marítimo ia jogar em 5-4-1 nos momentos defensivos, mas jogou em 5-3-2, o que até facilitou o jogo pelo lado direito. Explorámos muito esse lado, pois reparámos que o jogador do Marítimo que fechava o nosso lado direito, nunca tinha tempo de chegar ao Diogo (Gonçalves) e foi aí que canalizámos várias jogadas e na segunda parte, foi a mesma coisa. Fiz mudanças já perto do fim do jogo, voltando assim à estrutura que usámos em Braga, pois senti que o nosso corredor central estava a quebrar com o Adel (Taarabt) mostrou sinais de fadiga e o Julian (Weigl) parecido, e o Marítimo a meter mais jogadores na frente e que nos podia surpreender, então justificava-se mudar o sistema da equipa. Isso compete ao treinador saber jogar com o jogo, foi o que fizemos e ficámos mais seguros.

CS Marítimo

Não foi possível fazer questão ao treinador do CS Marítimo, Julio Velázquez.