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Acionar o FC Porto B como espaço a reativar talento e aptidão

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Com o aproximar do findar da época, o FC Porto prepara a próxima temporada de forma estratégica e gradativa. Estando atualmente a dez pontos do primeiro lugar, e a cada jornada que passa mais longe do título, os Dragões reconhecem os erros cometidos a nível interno e projetam a próxima época com uma aposta assente no futuro. Esta projeção futura está bem saliente nas várias ações que o FC Porto tem tomado, como a renovação do contrato de Otávio, um jogador extremamente relevante no plantel portista, a contratação do promissor Pepê ao Grémio de Porto Alegre e a recente subida de Francisco Conceição à equipa principal dos azuis e brancos.

No entanto, a questão que se coloca é sobre os jogadores que outrora já foram um “projeto futuro” ou uma aposta para a próxima temporada: estarão estes incluídos neste novo planeamento dos Dragões para a época que se avizinha? Jogadores como Evanilson, Fábio Vieira e Romário Baró enquadram-se neste panorama de jogadores que foram apostas na presente temporada, no entanto, por algumas razões, não se firmaram no conjunto de primeiras escolhas do treinador da equipa principal, Sérgio Conceição.

Para os leitores menos atentos aos jogos do FC Porto B, os três jogadores citados acima estiveram presentes no jogo do passado domingo contra o SC da Covilhã, a contar para 25.ª jornada da Segunda Liga. Por vezes, jogadores da equipa A que são “convidados” a jogar na equipa B, de certa forma desmotivam-se, pois constatam que, de momento, não têm espaço na equipa ou no plantel principal. No entanto, este não foi o caso de Evanilson, Romário Baró e Fábio Vieira: a cada toque que davam na bola espelhavam a enorme vontade do “eu mereço e quero estar nas primeiras opções da equipa principal”. Este “grito interior” refletiu-se no resultado de 2-1 a favor do FC Porto B, que já não vencia há quatro meses, com Evanilson e Fábio Vieira a faturarem os dois golos, sendo que Romário Baró assistiu para o primeiro golo, com um toque de calcanhar “à craque”.

Para aqueles que desvalorizam, ou dão qualquer um destes jogadores como descartado, lanço o desafio de voltarem o jogo atrás e verem a primeira parte do jogo FC Porto B x SC da Covilhã. É impossível não notar que estes três jogadores se destacam dos demais: a qualidade que apresentam está patente em várias fases e vertentes do jogo. Fábio Vieira, para além do seu fantástico pé esquerdo e da sua técnica espantosa, tem particularidades que, a meu ver, são traços de líder. Para assumir um papel preponderante na equipa, creio que o jogador precisa de mais oportunidades, ou seja, precisa de acreditar que confiam no seu talento para mudar o jogo.

Claro, atualmente, com a forma de Sérgio Oliveira e Uribe torna-se difícil para o jogador entrar no onze inicial, no entanto, pode ser um substituto direto de Otávio, como extremo que parte da direita, mas que funciona muitas vezes como terceiro médio. O jogador precisa da confiança que tem na Seleção Portuguesa de sub-21, onde soma exibições fantásticas, ou da confiança que teve no jogo contra o Manchester City, onde atuou como titular e cumpriu o papel que lhe foi atribuído.

Foto: Diogo Cardoso/FC Porto

A situação de Romário Baró é idêntica, precisa que lhe deem confiança: nas poucas vezes que entrou nos jogos da equipa principal parecia um jogador apático, sem vontade e com medo de errar. É de certo que a lesão que teve fez com que perdesse espaço na equipa, ficando tapado com a entrada de novos jogadores do plantel, porém, todos nós sabemos, e creio que Sérgio Conceição também, que o jogador é diferenciado. Recordo-me da exibição que fez na temporada 2019/20 em pleno Estádio da Luz: todos nós, ao final do jogo, dizíamos que o jogador ficava por terras portuguesas por pouco tempo, até ser contratado por algum gigante europeu.

Evanilson também é outro caso similar. O jogador tem uma característica ou aptidão que poucos têm: está no lugar certo à hora certa. Sempre que entra dentro de campo marca ou está envolvido em algum lance de golo, exemplo disso foi o golo que fez contra o Nacional na Taça de Portugal, com apenas um minuto em campo, que levou o FC Porto a prolongamento. É oportunista, algo vital num ponta de lança, que se torna valioso e consistente caso tenha mais oportunidades a titular.

Com a entrada destes jogadores nos jogos do Porto B, creio que (e quero acreditar que sim) é uma aposta do FC Porto no futuro. Sabendo que têm talento para estar no onze titular, penso que a direção do clube e os responsáveis técnicos lançam estes jogadores na equipa secundária não só como forma de ganharem alguns minutos, mas também como um modo de voltarem à estaca inicial, fase onde se sobressaíram aos outros e mostraram a vontade e o querer de estar na equipa principal. Eventualmente culpamos o treinador por não dar a confiança necessária a estes jogadores, porém, por vezes, estes próprios precisam de ganhar a garra e a petulância que outrora tiveram por si só, para então mostrarem de facto os jogadores que realmente são.

As 5 melhores Seleções da história do Futebol

 

Várias foram as seleções nacionais que ficaram na história do Futebol, quer tenha sido pelas táticas alternativas e elaboradas, quer pela conquista de vários troféus. Muitas delas tinham plantéis recheados de jogadores de renome, que marcaram eras do desporto, mas muitas outras tinham quase desconhecidos, ou apenas um nome de destaque, que era capaz de liderar a sua equipa ao sucesso e fazer com que os seus colegas subissem ao topo da elite mundial.

Muitos selecionadores nacionais têm a dura tarefa de adaptar uma equipa de jogadores que raramente joga junta a uma nova tática, e fazendo com que estes se habituem e aprendam a dominá-la rapidamente. Muitas das Seleções desta lista são exemplos de trabalhos exímios de esforço e da criação de modelos que revolucionaram o Futebol Mundial.

Poderiam ser outras as Seleções a fazer parte desta lista, mas quer pelos títulos conquistados, quer pela sua importância na história do desporto, estas foram as cinco escolhidas.

Victor Oladipo: um jogador que tornaria os Sixers campeões? | NBA

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Conforme a temporada avançou ficou claro que, apesar de estarem a jogar o melhor basquetebol em décadas, os Sixers precisam de um jogador que consiga criar lançamentos para os outros e para si mesmo. No entanto, realisticamente, não existem muitos jogadores que encaixam nesses moldes que estejam disponíveis, antes da trade deadline.

Jogadores como Kyle Lowry, Zach LaVine e Bradley Beal foram mencionados como potenciais alvos para a organização de Philadelphia. Contudo, parece improvável que algum destes jogadores esteja disponível antes da trade deadline. Beal e os Wizards estão a começar a ganhar mais jogos e a tornarem-se competitivos, Zach LaVine e os Bulls estão em nono lugar da conferência Este e os Raptors não deram qualquer sinal que querem trocar o seu base veterano, Kyle Lowry.

Porém, há um jogador bastante talentoso que poderá estar disponível dentro do prazo. Esse jogador é Victor Oladipo, dos Houston Rockets. É mais que claro que os Rockets estão em modo reconstrução, dado que perderam 20 dos últimos 21 jogos que disputaram e estão em penúltimo lugar da conferência Oeste.

Podemos dizer que Victor Oladipo está um pouco a mais naquela equipa. Com isso, os Rockets deveriam pensar em trocar o Shooting Guard de 28 anos, dado que ele está no ano final de contrato e já recusou uma extensão nas últimas semanas.

Uma troca de Oladipo por Furkan Korkmaz, Danny Green e Mike Scott, acompanhados de duas first round lottery protected picks seria uma excelente jogada por parte dos Sixers e ajudaria os Rockets a limpar espaço de teto salarial. Green, Korkmaz e Scott estão no último ano do seu contrato e Korkmaz pode fazer parte dos planos futuros de Houston, se estes decidirem contratá-lo novamente.

Não seria, de todo, um mau negócio por um jogador que Houston, provavelmente, não conseguirá contratar de volta no mercado livre. Para Philly, eles receberiam um jogador que consegue criar o seu próprio lançamento, mas que não teria a pressão de ser a primeira ou segunda opção de uma equipa.

Penso que uma troca por Oladipo acabaria o “The Process” e colocaria os Sixers como um dos favoritos ao título e como a única da conferência Este capaz de fazer frente aos Brooklyn Nets, com a época de MVP de Embiid e a consistência de Ben Simmons, rodeados por peças sólidas.

Foto de Capa: Houston Rockets

Um “baijão” para convencer: Portugal x Azerbaijão

Apuramento Mundial 2022: Quarta-feira, 19h45, 24 de março 2021

ANTEVISÃO: NÃO BASTA VENCER

Um jogo que se prevê quase de sentido único, não fosse opor o quinto classificado do Ranking FIFA, Portugal, e o 108.º. Fernando Santos poderá aproveitar o encontro para poupar alguns jogadores para o encontro frente à Sérvia, mas mesmo assim, o equilíbrio na qualidade da seleção obriga a que este seja um jogo para vencer e convencer.

VÃO COMEÇAR OS PORTUGUESES COM UMA VITÓRIA NESTA QUALIFICAÇÃO RUMO AO QATAR? SABES COMO VAI FICAR O RESULTADO CERTO? ENTÃO, APOSTA JÁ EM BET.PT!

O Azerbaijão nos sete jogos que fez em 2020, perdeu dois (Montenegro e Luxemburgo), empatou quatro (Chipre, Eslovénia, Montenegro e Luxemburgo) e venceu um frente ao Chipre. Por sua vez, Portugal venceu cinco jogos (Croácia, Andorra, Suécia), empatou dois (Espanha e França) e perdeu um, com a França, em 2020.

O entrosamento que a seleção do Azerbaijão poderá apresentar, não fosse os selecionados jogarem todos no principal campeonato azerbaijano, não pode chegar para a qualidade, intensidade e “química” das quinas. A formação lusa vai querer certamente vencer por uma margem sólida, sabendo também da importância que isso tem para marcar uma posição no grupo de apuramento.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos sete encontros do Azerbaijão houve em média 0,86 golos por jogo.
  2. Nos últimos oito jogos de Portugal houve em média 2,88 golos por jogo.
  3. O Azerbaijão vem de quatro empates a zero consecutivos.
  4. Em 2020, Portugal só não conseguiu marcar contra a França e Espanha.
  5. A equipa das quinas sofreu golos em três dos últimos 10 jogos.
  6. O Azerbaijão só marcou golos em dois dos últimos dez jogos que disputou.
  7. Nas seis partidas disputadas entre as duas seleções, cinco vitórias lusas e um empate.
  8. Portugal marcou em todos os jogos que fez frente ao Azerbaijão
  9. O Azerbaijão tem um golo marcado nos seis jogos frente a Portugal
  10. Nos seis encontros entre as duas formações há em média 3,16 golos por jogo

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Neto (Portugal) – As contas são fáceis, uma internacionalização A, um golo. Pedro Neto teve uma estreia de sonho contra Andorra, e o caminho incrível que vem traçando na Liga inglesa deu-lhe a possibilidade de entrar na convocatória. O poder de explosão, a intensidade, a técnica e a capacidade ofensiva poderá colocar a cabeça da defesa do Azerbaijão em água. Pedro Neto deverá figurar o XI inicial, tanto pela qualidade e a forma que vem apresentado, como por uma possível rotação de Fernando Santos.

Mahammadaliyev (Azerbaijão) – O guardião do Qarabağ em muito tem contribuído para a boa média de golos sofridos do Azerbaijão. Mahammadaliyev poderá não ser uma surpresa muito agradável para os jogadores lusos, que terão uma barreira difícil para ultrapassar. Nestes jogos mais desequilibrados alguns guarda-redes acabam-se por se revelar mais um pouco, e parece que esta partida tem os condimentos necessários para tal.

 

XI’S PROVÁVEIS

Portugal: Anthony Lopes, Cédric, José Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Sérgio Oliveira, João Moutinho, Renato Sanches, Pedro Neto, Diogo Jota e Ronaldo.
Treinador: Fernando Santos: “Na teoria é tudo muito bonito, mas os pontos ganham-se em campo”.

Azerbaijão: Mahammadaliyev, Guseynov, Badalov, Mustafazade, Medvedev, Qarayev, Ibrahimli, Huseynov, Salahli, Sheydaev e Ghorbani.

Treinador: Gianni De Biasi:“Vai ser o nosso primeiro jogo nesta fase de qualificação e nós não temos nada a perder”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Portugal 4-0 Azerbaijão

Emprestados: para valorizar ou para desprezar? | Sporting CP

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Os grandes clubes – como o Sporting CP – têm, todos os anos, problemas com jogadores excedentários que, por alguma razão não se enquadraram na forma de jogar da equipa, não têm o perfil que o treinador deseja, ou simplesmente porque não demonstram qualidade para representar o clube.

No caso do Sporting CP, tem ainda a “agravante” de ser um clube formador, que todos os anos tem dezenas de atletas a concluir o seu percurso formativo, sem que o plantel principal de futebol tenha capacidade para absorver tantos jogadores, quer pela limitação do número de atletas que podem pertencer ao mesmo, quer pela qualidade dos jogadores que o integram, ou pela menor qualidade dos jovens que terminam a formação (porque é normal que muitos não tenham a qualidade necessária para integrar a equipa principal, apesar de nós querermos acreditar que todos os leõezinhos são craques.)

Os projetos de equipa B e Sub23 vêm atenuar este problema, permitindo que o clube mantenha muitos jogadores que saem da Academia de Alcochete. No entanto, e uma vez que estas equipas participam em quadros competitivos inferiores, faz com que o clube opte por colocar muitos desses atletas a rodar em equipas de clubes que participem em ligas profissionais, internas ou estrangeiras.

O problema desta opção é perceber se esses jogadores irão jogar com regularidade, para que se potencie um “activo” que apenas está a ser emprestado por não ter, no momento, lugar no plantel principal do clube. Porque, para estar constantemente no banco de suplentes, será contraproducente colocá-los em outros clubes, quando, se estivessem a jogar nas equipas secundarias do seu clube, aquele que lhes paga o salário (em muitos casos a cem por cento, mesmo estando a representar outro emblema), podiam pelo menos crescer e evoluir a jogar, ainda que num quadro competitivo não profissional.

Idrissa Doumbia é exemplo ilustrativo de uma pouca utilização na presente temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ou seja, um jogador crescerá muito mais a jogar em competições secundárias do que a aquecer o banco de uma equipa profissional de um grande campeonato. Podem dizer que treinar com equipas profissionais e jogadores experientes ensina muito, mas sem jogar não me parece que faça crescer um jogador. E para o clube, dono do passe do jogador, é mais um atleta que apenas representa um custo, sem que se valorize para uma futura venda.

Passando a alguns exemplos práticos, dos catorze jogadores emprestados pelo Sporting CP, segundo o site Transfermarkt, apenas Rosier, Misic e Pedro Marques estão a valorizar em termos de valor de mercado. Todos os outros estão a desvalorizar. Uns pela idade, outros pelos poucos jogos em que participam independentemente do motivo por que o façam, ou pelos dois.

A questão é que, não emprestando muitos deles, também não será possível às três equipas de futebol do clube absorver tantos jogadores, e não podemos esquecer também a vontade dos jogadores que preferem arriscar integrar uma equipa melhor, de um grande campeonato, mesmo arriscando a não jogar.

O segredo então será comprar pouco e bem, para que não tenhamos depois que andar a tentar colocar ou vender jogadores em que nenhum outro clube quer apostar. E quanto a potenciais bons jogadores que saem da academia, que não tenham ainda lugar na equipa principal do clube, e queiram rodar em clubes de primeira divisão, deve ter-se o cuidado de escolher equipas/treinadores que joguem o tipo de futebol que possa potencial as características do jogador.

No mercado de inverno, Pedro Marques rumou a Barcelos e encontrou novamente o trilho dos golos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não há fórmulas mágicas ou infalíveis, e não quero dizer que em alguns casos, como William Carvalho, Adrien ou Cedric, o empréstimo não tenha sido uma boa solução. Mas a percentagem é muito baixa. Talvez, na maior parte dos casos, o empréstimo nem seja uma estratégia de crescimento, mas apenas um último recurso para não dispensar um jogador.

Por exemplo, e voltando novamente aos emprestados do Sporting CP na presente época desportiva, talvez só venhamos a conseguir ver alguma evolução em dois deles. Pedro Mendes e Pedro Marques. Os restantes, provavelmente andarão de empréstimo em empréstimo até serem contratados a um preço simbólico por algum clube, ou até chegarem a uma rescisão por mútuo acordo.

Há quem aproveite os empréstimos para conseguir vantagens sobre outros clubes, ou sobre percentagens de futuras contratações. No entanto, tirando esses esquemas, não entendo que os empréstimos tragam grandes vantagens para fazer crescer e valorizar os nossos “excedentários”. Mas posso estar enganado, e se estiver, vocês irão com certeza, apresentar-me vários exemplos.

O Maior Momento de Cada Wrestlemania (Edição XI a XX)

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Na presente edição desta série de artigos, passamos em revista todas as Wrestlemania da “Attitude Era”, assim como as do início da “Ruthless Agression Era”.

De 1995 até 2004, a WWE mudou muito, mas foram mais 10 Wrestlemanias que, na sua maioria, ficaram na memória.

Foto de Capa: WWE

Antevisão Fórmula 1: Um touro vermelho a quebrar a flecha de prata?

Depois do frio e chuva do inverno, da infelicidade de ver tantos desportos parados devido a esta maldita pandemia, já cheira a gasolina, e começaram os exercícios de aquecimento para o regresso da Fórmula 1.

Um desses exercícios foi a apresentação das equipas, onde conseguimos ver algumas agradáveis surpresas, com liveries fortíssimas da maioria das equipas, mas nem todas (Quella Ferrari è terribile). Já com o hype em alta, chegaram os testes de pré-época, onde foi possível perceber melhor onde estava cada uma das equipas, e é com essa base que vou partir para esta antevisão. Se for como nos anos anteriores, esperem tiros ao lado.

Começando pelo topo, as coisas parecem um pouco mais interessantes este ano. Pela primeira vez desde o início da era híbrida, a Red Bull parece sair no topo depois dos testes e a caminho da primeira corrida. A palavra “parecem” é importantíssima aí, a Mercedes por hábito é uma mestre do ilusionismo pré-temporada, ou seja, olhem para as minhas próximas palavras com muita cautela.

Segundo a maioria dos analistas, o Mercedes é um carro mais instável em curva (e aparentemente pouco fiável, mas isto não me parece justo de julgar), Lewis Hamilton parecia desconfortável em vários momentos, incluindo uma viagem à gravilha do circuito do Bahrain. Pode muito bem ser a Mercedes a esconder o jogo, no entanto, para além da falta de necessidade de tal num ano onde as equipas estão castradas no que toca ao desenvolvimento dos carros, mesmo quando a Mercedes escondia o jogo nas pré-épocas anteriores, o carro nunca pareceu instável ou mais difícil de controlar.

Será este o carro a bater?
Fonte: Red Bull Racing

A teoria diz que as novas regras do fundo plano, podem afetar a estabilidade traseira do monolugar germânico, devido ao pouco rake do carro (menor diferença de altura entre a asa dianteira e difusor traseiro). O oposto parece ter acontecido com o carro da Red Bull, que se mostra muito melhor sobre corretores do que o difícil RB16. Tanto Max Verstappen como Sergio Pérez se mostraram muito satisfeitos com o carro, o que é logo bom sinal, no entanto, algo aconteceu que me deixou curioso. O Sensei da Honda, Toyoharu Tanabe, saiu do habitual silêncio pós McLaren, e disse que este motor pode estar acima da Mercedes. Para ele o fazer, duvido que tenha como base falsidades, tal o conservadorismo a que a construtora japonesa nos tem habituado nos últimos anos. É o último ano deles, e querem sair em grande, deixando para trás um bom pacote para a Red Bull levar avante nos próximos anos.

Isto pode significar o primeiro campeonato competitivo desde 2018, e seria uma estupenda forma de fechar o ciclo das atuais regras aerodinâmicas, vendo alguém mais a sair da sombra da Mercedes. Isto não é colocar de lado a Mercedes, de todo, é impossível fazê-lo, contudo, esta parece uma Red Bull diferente, e um bom começo de temporada pode agoirar coisas fantásticas para os próximos oito meses.

SL Benfica | O possível regresso do reforço mais importante

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O plano de desconfinamento proposto pelo Governo prevê o regresso do público aos estádios de futebol no início de maio, apesar da diminuição de lotação. Para os amantes do desporto rei, esta foi uma das melhores notícias dos últimos tempos, e para os benfiquistas não foi exceção. É caso para dizer que os adeptos sentem falta de ir ao estádio apoiar o clube que amam, e também é notório que o SL Benfica precisa deles.

A 29 de outubro de 2020, o Estádio da Luz foi palco de um dos jogos-teste com público. O SL Benfica recebeu e venceu por 3-0 o R Standard Liège, com dois golos de Pizzi e um de Waldschmidt, na segunda jornada da fase de grupos da UEFA Europa League. Este jogo foi um excelente exemplo da falta que os adeptos sentiam de ir ao estádio. Ainda que tenham sido apenas 4875, cerca de 7% da lotação do Estádio da Luz, o comportamento dos que estiveram presentes foi exímio e digno de ser repetido.

Há uns tempos atrás diria que a equipa precisava de motivação ou até mesmo de levar um “abanão”, devido às más prestações que vinha a ter dentro das quatro linhas e não havia ninguém melhor para conseguir esse feito do que os adeptos encarnados. Com o que se tem visto nos últimos jogos, essa má fase parece ter terminado (ou pelo menos atenuado). Neste momento, a presença de público era uma ajuda muito importante para a equipa encarnada.

Os jogadores querem vencer os jogos que faltam até ao final da Primeira Liga e a presença dos benfiquistas era, sem dúvida, o maior e o melhor reforço para satisfazer essa ambição. Muitas das vezes são eles que ajudam a resolver jogos mais complicados. Uma pequena motivação vinda da bancada pode alterar o desempenho dos jogadores e, consequentemente, o rumo do jogo.

Já passaram quase cinco anos, mas o golo decisivo de Raúl Jiménez, frente ao Rio Ave FC, a 24 de abril de 2016, continua bem presente na memória de todos os benfiquistas. O mexicano marcou aos 73 minutos e os adeptos encarnados proporcionaram um autêntico espetáculo nas bancadas do Estádio dos Arcos. Esta é só mais uma prova de que os adeptos são algo insubstituível num jogo de futebol.

Pensar na hipótese de que muitos dos jogadores, que estão a vestir o “Manto Sagrado” esta época, podem nunca chegar a conhecer a verdadeira paixão dos adeptos benfiquistas é algo doloroso. Como disse uma vez Javier Saviola, “essa paixão é genuína e inexplicável e sente-se dentro de campo“. Por muito que os adeptos apoiem os jogadores fora das quatro linhas, é no estádio que se vive realmente o que o antigo jogador confessou.

Futebol não é futebol sem adeptos. Resta agora esperar que o público regresse aos estádios, para se comprovar que não há melhor reforço do que a presença dos aficionados do clube nas bancadas.

Aqui na Invicta és sempre apreciado, Marche! | FC Porto

Marchesín é sinónimo de segurança. A crença de que nunca é tarde para mostrar a qualidade num palco europeu, a sua chegada ao FC Porto, ao 31 anos, foi recebida com grande incógnita, apesar ter sido o melhor guarda-redes no campeonato mexicano com o estatuto de fazer defesas “impossíveis”, a idade poderia ser um problema e manter os níveis de qualidade é mais complicado uma vez que o nível competitivo é muito diferente do continente americano.

A chegada a Portugal, em 2019, trouxe aquilo que o clube precisava na baliza, tranquilidade e uma voz de liderança ao conjunto portista, desde então deu-se de corpo e alma ao símbolo, calando todos aqueles que, de uma maneira ou outra duvidaram da capacidade do trintão para proteger as redes dos dragões. Com a orientação e  total confiança do treinador, Sérgio Conceição, o guarda-redes parece estar no auge da sua carreira – na sua posição a longevidade é sinal de evolução constante. Melhorou, e muito, o jogo com os pés, facto importante para o momento de construção a partir de trás, é recorrente ver o número um a receber a bola na baliza e passar com tranquilidade para os centrais ou a colocar a bola no meio campo oposto.

Marchesín
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a maior parte da carreira passada entre a Argentina, o país natal do Agustín, e o México, era uma dúvida geral saber se iria conseguir adaptar-se ao futebol praticado em Portugal. Chegou, viu e venceu o futebol da Primeira Liga e o coração de toda a massa adepta, exibição atrás de exibição de sucesso. É um autêntico pássaro na baliza, sempre focado na bola e sem medo de sair dos postes. O seu ponto mais forte é, talvez, no momento em que faz a “mancha” aos adversários impossibilitando que marquem golo, o que ataque da Juventus FC tentou em diversas ocasiões na cara do argentino, sem sucesso na maioria das ocasiões.

O que Marchesín dá ao FC Porto merece todo o apreço e carinho pelos adeptos e massa associativa. Sente que é menos apreciado na Argentina mas em Portugal, sobretudo no norte, é apreciado e acarinhado. Arrisco-me a dizer que, jogo após jogo e com a consistência que oferece à equipa, é o melhor guarda-redes a atuar em Portugal.

Tribuna VIP: Euro Sub-21 – Portugal quer mandar num lago de «pequenos grandes tubarões»

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Inicia-se esta quarta-feira mais um Europeu de sub-21, disputado este ano num molde peculiar e adaptado às circunstâncias da pandemia. Dividido entre dois países (Hungria e Eslovénia), o torneio vai ter um hiato de pouco mais de dois meses entre a fase de grupos, disputada neste final de mês, e a fase a eliminar (que vai ser jogada entre o final de maio e os primeiros dias do mês de junho, de forma a não coincidir com o Europeu dos «grandes»).

Portugal vai voltar a estar presente na prova mais importante de seleções jovens da UEFA, depois de uma qualificação bem conseguida, na qual venceu nove partidas e perdeu uma (fora de casa, perante os Países Baixos). A seleção de Rui Jorge terminou com os mesmos pontos dos holandeses, mas o confronto direto ditou que a equipa das Quinas tivesse concluído o apuramento na segunda posição. Nada de aflitivo em termos concretos, porque já se sabia que o sorteio da fase de grupos do Europeu seria muito provavelmente bastante exigente. E tal dado, de resto, acabou por se confirmar, com Portugal a ficar emparelhado com Inglaterra, Croácia e Suíça no Grupo D da competição.

O EUROPEU DE SUB-21 COMEÇA AGORA! EM QUEM APOSTAS PARA VENCER? DIZ-NOS A TUA OPINIÃO E SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

E o que podemos esperar da prestação dos rapazes de Rui Jorge durante a semana que aí vem? O percurso recente dos sub-21 portugueses abre margem para uma confiança forte, embora com traços de moderação, olhando à dificuldade dos adversários logo nesta primeira fase. Portugal possui uma geração de grande talento, apesar de vários dos convocados não estarem a ser aposta regular nas equipas que representam. E isso pode pesar de forma ainda mais vincada, numa prova que ao contrário do que é usual, vai começar a ser disputada em plena época de clubes.

O grupo não sofre mudanças demasiado significativas por comparação com a equipa que terminou a fase de apuramento, apesar de algumas ausências relevantes (desde logo, Jota e Rafael Leão por lesão e Nuno Mendes e Pedro Neto, que passaram a fazer parte do figurino da seleção principal). No sector mais recuado, prevê-se que «os Diogos» (Costa, Dalot, Queirós e Leite) continuem a ter um papel relevante, com Tiago Djaló, Tomás Tavares e Thierry Correia (titular na grande maioria dos últimos jogos do Valência) a ocuparem o outro lugar na linha defensiva.

Do meio-campo para a frente, a base do apuramento mantém-se também, com a entrada de «substitutos» que aproveitaram lesões e ausências para apanhar a «ponte aérea» para a Eslovénia. Florentino, Fábio Vieira e Vitinha devem manter o protagonismo que lhes foi dado durante a fase de qualificação, com Pedro Gonçalves a poder saltar para primeiro plano, dada a temporada tremenda ao serviço do Sporting. Filipe Soares, Gedson Fernandes e Daniel Bragança acrescentam soluções de crédito firmado à zona intermediária, com o ataque a contar com nomes de qualidade indiscutível mas que nem sempre jogaram no caminho para a fase final, como Trincão, Gonçalo Ramos (o substituto de Rafael Leão) ou João Mário, além do mais regular Dany Mota e das revelações Tiago Tomás e Francisco Conceição (convocados como consequência de uma temporada de alto nível nos respetivos clubes).

O jovem portista tem sido peça fundamental na seleção sub-21
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O grupo de convocados dá garantias de competitividade a Rui Jorge, apesar de algumas das prestações mais recentes da equipa de sub-21 portuguesa não terem sido totalmente convincentes. E pela frente, vão estar na fase de grupos três adversários de elevada monta. A Croácia vai ser a primeira oponente de Portugal, na quinta-feira dia 25, seguindo-se no dia 28 a partida frente a Inglaterra e o derradeiro encontro da primeira fase do Euro a ter lugar no dia 31, perante a Suíça.

A formação balcânica, orientada pelo antigo internacional Igor Biscan, fez uma fase de apuramento personalizada num grupo competitivo (com República Checa, Grécia ou Escócia) e apresenta um grupo de jogadores de bastante potencial, que inclui os talentosos Nikola Moro, Luka Ivanusec e Lovro Majer (com formação no Dinamo Zagreb) e elementos com experiência em alguns dos principais campeonatos, como Domagoj Bradaric (Lille) ou Petar Musa (Union Berlin, embora cedido pelo Slavia Praga). Os croatas jogaram durante a fase de qualificação em 4-3-3, com pontuais passagens pelo 4-4-2.