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SL Benfica 1-1 Sporting CP: O dérbi dos empates e do equilíbrio

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A CRÓNICA: NO DÉRBI ENTRE BENFICA E SPORTING, O EQUILÍBRIO FOI PALAVRA DE ORDEM

No reino da águia, um leão mostrava a sua juba de líder com orgulho, contudo, a proprietária da área à qual chamámos de reino queria que a juba caísse e tinha de vencer para o conseguir. Já sabemos que equilíbrio é a palavra de ordem em dérbis de Futsal e não foi outra coisa que verificámos neste início de jogo. Perigo para um lado e perigo para o outro, mas era muito mais significativo para os leões.

Continuando a analogia de um reino onde por momentos coabitam águia e leão, os primeiros minutos foi a águia a voar bem alto e o leão a tentar atacá-la, mas a falhar na sua tarefa animalesca. Muito por culpa de uma pequena pena que constituía a águia, Martim Figueira.

No Desporto… Peço desculpa! No ciclo da vida selvagem, há momentos injustos e a águia foi matreira, apanhando o leão a dormir. A faltar apenas menos de um minuto e trinta para o fim da 1.ª parte, uma das penas, Afonso Jesus, quase acordou o seu inimigo natural, mas depois uma das garras saíram afiadas e surgiu um golo. Robinho desmontou de uma maneira tal a defesa leonina que só tinha de acabar em golo esta jogada do russo. Era a vantagem de um golo para os encarnados (ainda que não muito merecido), que foi para o intervalo assim por ter sido tão perto da buzina que indicava o intervalo.

A garra que tinha ferido uma vez o leão saiu aleijada à entrada para a metade da segunda parte. O pequeno talentoso leão Zicky superiorizou-se perante Robinho, rodou de forma incrível (como se o leão estivesse a secar a sua juba de líder) e deixou a bola no canto onde dormia a águia (não a coruja…). Era uma ferida para cada um dos seres vivos e estava lançado este novo episódio da BBC Vida Selvagem.

Depois do ataque do leão, voltámos aquele voo da águia (ainda que de forma mais baixa e perigosa) e com o leão a vê-la a voar. O empate é justo e mostra aquilo que foi o confronto entre SL Benfica e Sporting CP com uma intensidade muito alta, mas longe de criar imenso perigo perto das balizas. Enfim, acabou por tudo ficar assim e, do reino da águia, o leão saiu intacto (apenas com uma ferida, ou um golo sofrido) com a sua juba de líder da Primeira Liga de Futsal.

 

A FIGURA

Martim Figueira – A surpresa no cinco inicial foi mesmo a surpresa deste jogo. Num dérbi em que é difícil de gerir as emoções muito menos quando é o primeiro do jogador, foi uma autêntica parede. Só não saiu deste jogo com a baliza a zeros, porque Zicky, de um longe um grande destaque também, não deu qualquer tipo de hipótese ao jovem guardião encarnado. Ainda assim, bem nas manchas, nos remates de longe e foi quase tudo para as suas mãos ou noutras partes dos corpo.

O FORA DE JOGO

Cinco para quatro do SL Benfica – A precisar de vencer claramente foi um aspeto que falhou por completo, seja pela colocação de Tiago Brito como guarda-redes avançado de uma forma tardia ou até mesmo o facto de não surtir qualquer efeito. Joel Rocha demorou a decidir aquilo que queria desta partida e sai com uma mão cheia de nada, visto que continua dependente de um resultado menos bom por parte do Sporting para ainda sonhar com a liderança da fase regular.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Sem Roncaglio da baliza, foi o jovem Martim a assumir a titularidade e Joel Rocha acabou por perder aqui uma das suas armas secretas, o facto de jogar em cinco para quatro. Todo o processo ofensivo ficou condicionado com esta mudança, visto que o Benfica é muito dependente daquilo que é a construção com o seu guarda-redes. Assim, a equipa encarnada viu-se obrigada a criar com o fixo ou com o ala mais atrasado e jogar muito com seu pivô, fosse Fits ou Jacaré. Contudo, a nível defensivo não teve grandes problemas, porque o jovem conseguiu dar conta do recado.

Na segunda parte, as dificuldades de conseguir criar mais perto da baliza continuavam notórias, sobretudo quando o Sporting pressionava alto, e quando conseguia criar perigo em zona adiantada era quando forçava o erro leonino. Continuava a existir uma defesa nos dez ou 15 metros e que não permitia que os leões conseguissem estar perto da baliza de Martim Figueira. A adversidade da lesão de Jacaré prejudicou ainda mais o jogo ofensivo dos encarnados que não conseguiam criar, exceto com ações individuais – em especial de Arthur.

A aposta do cinco para quatro foi feita de uma forma um pouco ortodoxa e pouco deu ao jogo, exceto uma situação com Fábio Cecílio que foi cortado por João Matos. Foi tardia a entrada de Tiago Brito com a camisola de guarda-redes e também tem de ser mais trabalhada esta situação que pouco é usada pelos encarnados.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martim (8)

Afonso Jesus (5)

Robinho (6)

Chiskala (5)

Fits (5)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Cecílio (5)

Nilson (4)

Silvestre Ferreira (4)

Tiago Brito (4)

Arthur (6)

Jacaré (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nuno Dias a mostrar neste jogo aquilo que já nos habituou nos seus tempos de treinador no Sporting. Uma zona de pressão muito subida para que os encarnados não conseguissem sair a jogar de forma tranquila e que obrigassem estes últimos a forçar o erro. Muitas combinações entre dois a três jogadores da linha lateral para o meio da quadra, aproveitando a velocidade e a técnica dos jogadores leoninos como Pauleta ou até Merlim. Existindo situações em que ficava um jogador na cara do guarda-redes encarnado, que não foi aproveitado de forma exímia.

Uma diferença para o jogo dos encarnados era o facto de Guitta dar a possibilidade de se jogar em cinco para quatro em zona subida.

Os leões estavam com muita dificuldade em conseguir construir na segunda parte, principalmente quando não estava o pivô na zona do meio da quadra. A equipa leonina estava muito mais permeável na defesa, deixando que os encarnados conseguissem penetrar mais e criando mais perigo. Contudo, havia um jogador a evidenciar-se: Guitta. Após o golo, os leões cresceram e começaram a apostar a primeira bola no pivô ou então em saídas rápidas para a baliza encarnada.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

João Matos (5)

Cavinato (5)

Pauleta (6)

Merlim (7)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (5)

Erick (5)

Mamadú Ture (-)

Taynan da Silva (5)

Pany Varela (5)

Zicky (7)

Rocha (5)

FC Bayern 2-1 SS Lazio: Prevaleceu a “lei do mais forte”

A CRÓNICA: GRANDE ENTREGA DA SS LAZIO EM JOGO MUITO EQUILIBRADO

As duas equipas demonstraram um comportamento exemplar na forma como abordaram o jogo. Quem chegasse de repente sem qualquer conhecimento prévio, aquilo que via eram duas equipas a disputar o resultado. A vantagem de 4-1 que a equipa alemã tinha conseguido no primeiro encontro exerceu quase zero influencia sobre as duas formações. Nem o FC Bayern entrou em campo com a atitude de que a eliminatória estava resolvida, nem a SS Lazio entrou em campo com a “toalha deitada ao chão”.

Com estas condições reunidas, aquilo a que se assistiu foi a um jogo bastante equilibrado. Apesar da diferença natural de qualidade nos planteis, a Lazio não estava de forma nenhuma a ser inferior. Contudo, há rudes golpes que não são desejáveis a este nível. Ao minuto 30, nos tradicionais empurrões e puxões das bolas paradas, Muriqi derrubou Goretzka na sequência de um canto, originando uma grande penalidade para o Bayern. Ora, como o caro leitor bem sabe, há determinadas situações que são dadas como adquiridas, como, por exemplo, o facto de que Robert Lewandowski não perdoa em frente ao guarda-redes. E assim foi, o polaco colocou os alemães em vantagem no marcador. Mas nem assim a formação da Lazio se rendeu. Mantiveram o mesmo espirito, atitude e entrega até ao final da primeira parte.

Na segunda parte, o Bayern ainda provocou um calafrio inicial na defesa italiana, com uma oportunidade para Müller. Ainda assim, o jogo acabou por manter a mesma toada da primeira parte: a do equilíbrio. Surgiram oportunidades de golo, com maior destaque para um remate de fora da área de Lewandowski, que embateu no poste, mas não foi algo que abundasse.

Por volta do minuto 64, o treinador Hans-Dieter Flick promoveu uma alteração que parecia que iria mudar bastante a forma como o jogo se estava a desenrolar. A entrada de Alphonso Davies para o corredor esquerdo acabaria por dar mais força àquela ala, e causou logo perigo de imediato. No entanto, foi das poucas vezes em que se verificou. Melhorou, mas não tanto como se previa.

Nos últimos 20 minutos do encontro, surgiram os últimos dois golos desta eliminatória recheada. Primeiro, aos 73 minutos, Alaba isola Choupo-Moting em frente ao guarda-redes, permitindo que o avançado camaronês faturasse numa das primeiras vezes que tocou na bola. Por fim, ao minuto 82, uma bola parada cobrada por Andreas Pereira deu origem ao golo de cabeça de Marco Parolo, dando assim mais um tento de honra para a Lazio, que bem mereceu, tendo em conta a forma como quiseram disputar esta segunda mão da eliminatória.

Ainda assim, o FC Bayern foi mais forte e, com naturalidade, segue em frente na Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Joshua Kimmich – Jogador incrível. Numa partida em que não existiram grandes destaques individuais, Kimmich apresentou-se, como é habitual, a um nível fantástico. Chega junto dos centrais para receber a bola na primeira fase de construção, entrega bem, lê bem o jogo, movimenta-se de forma exemplar. Foi o maior destaque da partida de hoje.

 

O FORA DE JOGO

Serge Gnabry – Não jogou mal, de forma nenhuma. Mas tendo em conta toda a qualidade que demonstrou, e o nível a que jogaram os colegas, não foi a mais incrível das suas exibições. Em cima dos descontos, desperdiçou uma oportunidade de golo claríssima, após um brilhante passe de Leroy Sané.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN

O FC Bayern entrou em campo na máxima força, mesmo tendo a vantagem conquistada na primeira mão, num habitual 4-2-3-1, com os laterais Lucas Hernández, pela esquerda, e Benjamin Pavard, pela direita, a subirem e a auxiliarem no ataque. Na segunda parte, com a entrada de Alphonso Davies, Lucas Hernández foi para a posição de defesa-central, e o corredor esquerdo ganhou outra força com a velocidade do internacional canadiano.

Na primeira fase de construção, Kimmich recuou sempre para perto dos defesas centrais para receber a bola e distribuir. No ataque, Thomas Müller era o homem mais próximo dos três atletas da frente, num jogo em que nenhum dos extremos esteve incrivelmente inspirado. Já Robert Lewandowski, para além do golo, foi o trabalhador incansável do costume.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alexander Nubel (6)

Lucas Hernández (7)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (7)

Benjamin Pavard (7)

Joshua Kimmich (8)

Leon Goretzka (7)

Sèrge Gnabry (5)

Leroy Sané (6)

Robert Lewandowski (8)

Thomas Müller (6)

SUBS UTILIZADOS

Niklas Sule (6)

Alphonso Davies (7)

Jamal Musiala (6)

Choupo-Moting (8)

Javi Martinez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO

A equipa italiana apresentou-se num sistema tático de 3-5-2. Marusic, Acerbi e Stefan Radu formaram o trio de defesas, com Farès e Lazzari a ficarem encarregues das alas.

Milinkovic-Savic e Luiz Alberto foram os principais responsáveis pelas ligações à dupla atacante, principalmente o sérvio. Contudo, apesar da boa prestação e entrega da SS Lazio, não criaram propriamente vendavais de futebol ofensivo, daí que os atacantes não tenham conseguido ser muito preponderantes no encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pepe Reina (7)

Manuel Lazzari (7)

Stefan Radu (6)

Francesco Acerbi

Adam Marusic (7)

Gonzalo Escalante (6)

Luis Alberto (6)

Milinkovic-Savic (6)

Mohamed Farès (6)

Vedat Muriqi (5)

Joaquín Correa (7)

SUBS UTILIZADOS

Senad Lulić (7)

Andreas Pereira (5)

Marco Parolo (7)

Danilo Cataldi (6)

Akpa-Akpro (5)

Chelsea FC 2-0 Club Atlético de Madrid: Quartos com cama inglesa, mas sem colchoneros

A CRÓNICA: EXIBIÇÃO CONSEGUIDA E CONCENTRADA DO CHELSEA VALE APURAMENTO

Era dia de encerrar os oitavos de final da Liga dos Campeões e saber se seria o Chelsea FC ou o Club Atlético de Madrid a entrar no lote de últimas equipas apuradas para os quartos de final da melhor competição do mundo.

Depois de uma primeira mão em casa da equipa colchonera (que na realidade foi em campo neutro, o que não deixou de ter a sua influência) a equipa Londrina trazia uma importante vantagem com o golo solitário de bicicleta de Giroud em Bucareste. Jogo que tinha em si bastante expectativa, até pela capacidade que a equipa de Simeone normalmente apresenta nestas eliminatórias da Liga dos Campeões.

Os primeiros minutos apresentaram um Club Atlético de Madrid muito pressionante, mas cedo o Chelsea FC equilibrou a toada do jogo. O golo de Ziyech na primeira parte acabou por ser absolutamente decisivo, mudando a face do jogo e permitindo ao Chelsea FC gerir esta eliminatória de forma confortável.

Esperava-se mais do Atlético de Madrid, com o Chelsea FC a passar esta eliminatória com justiça e vitórias em ambos os jogos.

 

A FIGURA


Hakim Ziyech – O jogo não teve um destaque claro, já que a exibição do Chelsea FC foi muito conseguida pelo seu coletivo. No entanto, o marroquino acabou por marcar o golo decisivo que permitiu aos londrinos encarar o resto de jogo com maior tranquilidade. Teve alguns momentos que fizeram lembrar o Ziyech dos tempos do AFC Ajax.

 

O FORA DE JOGO

Renan Lodi – O lateral brasileiro esteve absolutamente desinspirado, acabando por ser substituído ao intervalo. São notórias as dificuldades defensivas do lateral brasileiro, mas neste jogo nem na defesa, nem no ataque.

Tem de “comer muita sopa” para conseguir estar ao nível da exigência técnica e tática que o modelo do Atlético de Madrid apresenta.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os Blues apostaram no 3-4-2-1 que tem vindo a ser caraterístico com Thomas Tuchel, que pretendia essencialmente povoar o meio-campo e colocar Werner como seta apontada à baliza dos colchoneros, por forma a colocar a equipa espanhola em sentido e evitar a sua pressão alta.

Dominou grande parte do jogo (e da eliminatória) e é notória a impressão digital do treinador alemão.

Jogo muito concentrado e competente. Destaque para Emerson que entrou e menos de um minuto depois fez o segundo golo do Chelsea FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Cesar Azpilicueta (6)

Kurt Zouma (6)

Antonio Rudiger (7)

Reece James (7)

N’Golo Kante (8)

Mateo Kovacic (7)

Marcos Alonso (6)

Hakim Ziyech (8)

Kai Havertz (7)

Timo Werner (7)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (4)

Hudson Odoi (-)

Emerson (-)

Chilwell (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO MADRID

A equipa de Diego Simeone foi fiel ao seu já usual 4-4-2 (não obstante o sistema com três centrais que foi utilizando ao longo da fase de grupos) procurando numa fase inicial do jogo entrar com uma pressão muito alta sobre o adversário, na procura de um golo que empatasse a eliminatória. Como não obteve resultado direto, acabou por provocar um recuar progressivo da equipa.

O Atlético “deu” a posse de bola ao adversário. Se por um lado cedeu poucas oportunidades ao adversário, a verdade é que a equipa espanhola, tal como tem acontecido nos últimos jogos, não tem estado concentrada no momento defensivo, acabando sempre por cometer erros que acabam por ser decisivos, como aconteceu com o golo de Ziyech.

Na segunda parte, tentativa desesperada de Simeone, com mudança de jogadores e sistema tático, voltando à defesa com três centrais, com carrasco a fechar o lado esquerdo. A verdade é que as mudanças voltaram a não surtir efeito e os espanhóis foram quase sempre inofensivos.

Jogo pouco conseguido do Atlético de Madrid, tanto no plano tático como no plano técnico.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jan Oblak (6)

Kieran Trippier (6)

Stefan Savic (5)

Jose Gimenez (5)

Renan Lodi (4)

Yannick Carrasco (5)

Saul Niguez (6)

Koke (6)

Marcos Llorente (6)

Joao Felix (6)

Luis Suarez (6)

SUBS UTILIZADOS

Mário Hermoso (5)

Moussa Dembele (3)

Angel Correa (4)

Thomas Lemar (4)

Sporting CP 1-2 SL Benfica: Duas em duas em dois meses

A CRÓNICA: NAZARETH É NOME ABENÇOADO

A equipa feminina do SL Benfica ergue a Taça da Liga pela segunda vez em duas edições, ao derrotar o Sporting CP por duas bolas a uma, em Leiria. As “águias” construíram a vantagem nos primeiros 13 minutos e seguraram-na mesmo com uma unidade menos a partir dos 35 minutos.

Dizem que o melhor é marcar cedo. Pois bem, há frases que “pegam” e esta “pegou” a dobrar nos ouvidos das encarnadas. Aos quatro minutos, a pressão de Kika Nazareth e Cloé Lacasse dá frutos nas imediações da área leonina, com as jogadoras das “águias” a recuperarem a bola e a construírem o golo inaugural – Kika remata para defesa de Inês Pereira e Cloé, na recarga, não perdoa.

As equipas dobram os dez minutos iniciais com um golo a separá-las. Aos 12 minutos, no entanto, Ana Borges comete falta na sua grande área sobre Kika Nazareth e Nycole, chamada a converter, dilata a vantagem encarnada, já dentro do minuto 13. A confiança das “águias” dá-lhes o controlo do jogo, até ao cruzar da marca da meia hora, altura em que o Sporting CP começa a impor-se.

A expulsão de Beatriz Cameirão, aos 35 minutos, acentua o domínio territorial e de posse de bola das leoas. As oportunidades claras para as verde-e-brancas, essas, não surgem até ao intervalo. Surgem com brevidade no segundo tempo. Aos 52 minutos, as leoas chegam mesmo ao golo da redução.

A bola sai do pé direito de Ana Capeta em direção à área benfiquista e, apesar dos solavancos pelo caminho, chega à cabeça de Bruna Lourenço, que a faz aninhar nas redes à guarda de Letícia. Tenta responder o SL Benfica, por intermédio de uma Kika Nazareth cheia de “genica”, sem sucesso.

Ana Capeta, de novo, pela direita, de novo, coloca a bola pela relva para o remate de Tatiana Pinto. A centro-campista leonina tenta apanhar Letícia em contrapé, mas o esférico não segue pelo trilho correto. Após 20 minutos de qualidade e emoção, seguem-se momentos acidentados, com lesões várias e momentos de paragem constantes.

Ana Borges, desta feita, pela direita, de novo, coloca a bola pela relva para o remate de Andreia Jacinto. Personagens diferentes, mas o mesmo cenário do parágrafo anterior e o mesmo resultado também: bola para fora. A dois minutos do fim, Raquel Fernandes fica a dois centímetros do golo – se tanto.

A incapacidade benfiquista para sacudir a pressão permite que o esférico chegue ao pé direito da brasileira, que não hesita em utilizá-lo para desferir um potente remate à trave das encarnadas. O resultado mantém-se até final.

 

A FIGURA

Francisca Nazareth – Kika e Capeta foram as melhores em campo das respetivas equipas, ainda que nenhuma delas tenha acabado a partida. Praticamente monopolizaram as jogadas de perigo dos clubes que representam e estiveram nos três golos da partida. Uma delas seria, invariavelmente, a figura do jogo e a escolha recai na benfiquista pelo simples mas importante facto de ter estado em dois golos, em oposição à participação singular de Capeta em tentos da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO

Beatriz Cameirão – Os dois amarelos vistos nos primeiros 35 minutos colocaram em cheque a sua equipa, que se viu privada da sua mais importante jogadora no que diz respeito ao equilíbrio do meio-campo e à transição defensiva. O momento da expulsão revela o processo de amadurecimento que Cameirão ainda tem pela frente.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Susana Cova começou a ser capaz de soltar as amarras, colocadas pelas encarnadas nos minutos iniciais, pela procura da verticalidade de Ana Capeta. A avançada leonina, com os seus movimentos entre corredores, permitia que o jogo verde-e-branco fosse mais vertiginoso, de forma a queimar linhas que, de outra forma, o Sporting CP não estava a conseguir queimar.

Após a expulsão da benfiquista Beatriz Cameirão – sobretudo, após o intervalo, em que as leoas tiveram tempo para discutir nova abordagem à partida -, as de Alvalade abdicaram de ataques mais velozes em prol de ataques posicionais, naturalmente mais demorados e melhor planeados.

As laterais leoninas passaram, então, a dar largura total, em simultâneo, com a primeira fase de construção a passar pelos pés das centrais, com o regular suporte de uma das suas médias, que, regra geral, era Andreia Jacinto. Ana Borges, pela direita, e Raquel Fernandes, pela esquerda, dividiam os seus afazeres entre a procura pela linha lateral e os movimentos interiores.

Ana Capeta aproveitava o corredor mais vago, quando dos movimentos interiores de uma das alas. Foi com Capeta na procura do corredor que o Sporting CP criou maiores dificuldades ao SL Benfica. O corredor central, na região ofensiva do prisma leonino, era ocupada por Capeta e Fátima Pinto (Joana Martins, após a substituição), quando a primeira não fugia para um dos corredores.

Neste último caso, era Tatiana Pinto quem aparecia com frequência e pungência – e qualidade – no apoio ao ataque pelo corredor central, aparecendo a “11” sportinguista em zona de finalização com facilidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (5)

Bruna Lourenço (6)

Nevena Damjanovic (5)

Mariana Rosa (6)

Joana Marchão (6)

Andreia Jacinto (6)

Tatiana Pinto (7)

Fátima Pinto (5)

Ana Borges (7)

Raquel Fernandes (7)

Ana Capeta (8)

SUBS UTILIZADOS

Joana Martins (5)

Carolina Mendes (5)

Marta Ferreira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Filipa Patão colocou as suas peças em campo num sistema de 4-4-2, com tendência para o losango, mas imbuído de muita mobilidade nas zonas mais avançadas do terreno. Nycole e Cloé, com o regular apoio vertebral de Kika Nazareth, eram as unidades mais adiantadas. Cloé, todavia, movimentava-se bastante entre corredores, o que permitia que Kika aparecesse sistematicamente em região de decisão no corredor central.

A meio da primeira parte, no entanto, as águias começaram a assumir um 4-3-3, clássico na colocação de peças, mas com as nuances inerentes aos elementos individuais em campo. O meio campo, entregue a Cameirão, Faria e Ucheibe, apoiava o tridente atacante composto por Lacasse, na esquerda, Nycole, na direita, e Nazareth ao meio.

A expulsão de Beatriz Cameirão, até então o elo mais defensivo do meio-campo das “águias”, obrigou a naturais mudanças. Kika Nazareth baixou no terreno, deixando o centro do ataque encarnado entregue à custódia partilhada de Cloé e Nycole, numa primeira instância; mais tarde, as “águias” apostaram num 4-4-1 em momento defensivo, com Kika a recuperar o seu posto na frente, desta feita sozinha.

Cloé, à esquerda, e Nycole, à direita, juntavam-se, assim, a Andreia Faria e a Christy Ucheibe para formar uma linha de quatro. A pressão exercida sobre o Sporting CP no primeiro momento de construção das leoas deu resultado, mas foi uma estratégia de que as “águias” se viram forçadas a abdicar após a expulsão de Cameirão – ainda que as “águias” já houvessem começado a apostar menos nessa pressão, tendo uma vantagem de dois golos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Letícia (6)

Catarina Amado (6)

Carole Costa (6)

Ana Seiça (6)

Lúcia Alves (5)

Beatriz Cameirão (4)

Andreia Faria (6)

Christy Ucheibe (6)

Francisca Nazareth (8)

Cloé Lacasse (7)

Nycole (6)

SUBS UTILIZADOS

Matilde Fidalgo (5)

Jolina (5)

Sílvia Rebelo (-)

Pedro Marques: uma aposta para um futuro promissor? | Sporting CP

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Pedro Marques é um dos jovens que fez parte da sua formação na Academia de Alcochete, no qual se depositam enormes esperanças. O jovem tem contrato com o Sporting Clube de Portugal até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões.

Na presente temporada, Pedro Marques representou a equipa “B” dos leões sendo uma das unidades em plano de evidência, somando nove golos, em apenas onze partidas disputadas. No entanto, 2020/2021 ficará na memória do jovem leão, tendo feito a sua estreia a marcar pela equipa principal, na goleada por 7-1 diante do Sacavenense a contar para a Taça de Portugal, com dois golos.

Na segunda metade da época, Pedro Marques seguiu por empréstimo para o Gil Vicente FC, podendo assim ganhar minutos e experiência competitiva no principal escalão do futebol português. Sob a liderança de Ricardo Soares, tem sido utilizado com regularidade pelos gilistas, contabilizando um golo e uma assistência, em seis partidas.

Na última temporada, representou por empréstimo dois clubes dos Países Baixos, o FC Dordrecht e o Den Bosch. Entre os dois emblemas, na Keuken Kampioen Divisie, segundo escalão do futebol holandês, somou 26 jogos, 14 golos e nove assistências. Tendo ainda disputado mais dois jogos, onde fez uma assistência na TOTO KNVB beker.

Pedro Marques, agora ao serviço do Gil Vicente FC, faturou na passada jornada diante o Vitória SC
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O avançado leonino foi internacional português entre os sub-18 e os sub-19, vestindo a camisola das “quinas” em dez ocasiões, nas quais apontou quatro golos. Nos escalões de formação do Sporting CP sagrou-se campeão nacional de juniores e representou as equipas “B” e sub-23, totalizando 48 jogos 17 golos.

O jovem avançado é letal dentro da grande área, um finalizador nato, joga bem com os dois pés e também é eficaz no jogo aéreo. Tecnicamente evoluído, não tem receio de encarar os defesas no um contra um, tendo ainda qualidade de passe. Mas, sobretudo, destaca-se pela inteligência nas suas movimentações, sendo um avançado com golo.

Pedro Marques com este novo período de empréstimo, continuará a evoluir e ganhar experiência competitiva. Aos 22 anos, pode tornar-se um jogador útil para Ruben Amorim e lutar por um lugar no plantel principal para a próxima temporada, sendo uma das alternativas para o ataque leonino, depois de bons desempenhos no Gil Vicente e na segunda liga holandesa. Um avançado que vale a pena seguir!

Resumo dos Testes de Pré-Época 2021 de Fórmula 1

AREIA PARA OS OLHOS, OU UM MERCEDES ENGOLIDO PELA (H)ONDA?

Concluídas as primeiras voltas da época de 2021, desfazem-se algumas dúvidas e levantam-se novas questões. Num ano em que os testes de pré-época se esperavam relativamente serenos, dada a falta de alterações significativas nos regulamentos e no investimento tecnológico estar a ser canalizado, primariamente, para 2022, os suspeitos do costume (Mercedes e Red Bull) tiveram desempenhos contrastantes. De igual forma, equipas que se bateram de igual para igual em 2020 como a Aston Martin (então Racing Point) e a Alpine (então Renault) saem dos testes do Bahrain com índices de confiança bastante distintos.

O primeiro dia foi o menos frutífero para o conjunto das dez equipas que participaram nos testes, devido a uma tempestade de areia, que se acentuou na sessão da tarde. Uma contrariedade que invalidou a recolha de dados concretos e fiáveis sobre a aerodinâmica dos carros e a performance dos pneus, sendo que alguns dos compostos C3 providenciados aos pilotos eram inclusivamente protótipos Pirelli fabricados na Turquia, ao contrário dos normais (fabricados na Roménia). Contrariedade exacerbada, em particular, num ano em que pela primeira vez os testes se resumiram a três dias.

Ainda assim, o pior do primeiro dia ficou mesmo reservado para a Mercedes e, em particular, para Valtteri Bottas. O finlandês acabou por somar apenas seis voltas na sessão da manhã, devido a um problema na caixa de velocidades. Da parte da tarde, o heptacampeão Lewis Hamilton não conseguiu muito melhor, ficando 15 voltas aquém de uma distância de corrida e alcançando apenas o 10º melhor tempo do dia. O rookie Mick Schumacher viu-se, também ele, “a braços” com um problema na caixa de velocidades e acabou apenas à frente de Bottas, com 15 voltas em seu nome.

Max Verstappen (Red Bull), no reverso da moeda, liderou a tabela de tempos no fecho da sessão e, à parte de um meio-pião à saída da curva dois, teve um dia tranquilo, liderando também a tabela de voltas completadas ao circuito de Sakhir (138). Início promissor, ainda, para a McLaren (com novo motor Mercedes a bordo, que não deu problemas) e a Alpine, que fecharam o pódio dos melhores tempos e registaram um bom número total de voltas – 90 e 128, respectivamente.

Chelsea FC x Club Atlético de Madrid: Armada colchonera em missão de reviravolta

Liga dos Campeões, oitavos-de-final 2ª mão: quarta-feira, 20h00, 17 de março de 2021
ANTEVISÃO: UM OBJETIVO, UM VENCEDOR E UM VENCIDO, QUEM SERÁ QUEM?

Todos as noites são iguais, menos quando há Liga dos Campeões. A magia bate à nossa porta, a emoção renasce e o espetáculo começa. No palco de hoje, os protagonistas são o Chelsea FC e o Club Atlético de Madrid que se defrontam, em Stamford Bridge, com um objetivo em mente: rumar aos quartos-de-final.

OS BLUES TÊM VANTAGEM, MAS A TURMA DE DIEGO SIMEONE É SEMPRE PERIGOSA NA LIGA DOS CAMPEÕES. QUEM VAI SEGUIR EM FRENTE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Depois de os Blues vencerem por 1-0 na 1ª mão com um momento mágico de Olivier Giroud, os colchoneros não terão pela frente um desafio propriamente fácil. “O melhor ataque é a defesa” é uma expressão icónica que penso que se adeque na perfeição à filosofia de jogo de Diego Simeone. Contudo, desta vez, isso não é suficiente. Para alcançarem a próxima etapa, terão de penetrar a fortaleza londrina que apenas concedeu dois golos na prova multimilionária.

Em noite de Liga dos Campeões, tudo pode acontecer. E é essa a beleza por detrás de tudo isto – o inesperado, o imprevisível. O que será? Missão sucedida por parte dos Blues ou remontada dos colchoneros? 

10 DADOS RÁPIDOS

1. Até ao momento, o Chelsea FC não registou esta época nenhuma derrota na Liga do Campeões.

2. O Atlético de Madrid é a melhor defesa do campeonato (18 golos), enquanto que a equipa londrina é a segunda melhor defesa da Liga Inglesa (25 golos).

3. Desde que Thomas Tuchel subiu ao comando dos Blues, a equipa ainda não perdeu.

4. O Atlético de Madrid sofreu golos em nove dos últimos 11 jogos.

5. A última vez que o Chelsea FC alcançou os quartos-de-final foi há sete anos, em 2013/2014.

6. Nos últimos dez anos, os colchoneros alcançaram duas finais e quatro participações nos quartos-de-final.

7. Na Liga dos Campeões, os melhores marcadores de sempre de ambos os clubes são: Didier Drogba (36 golos) e Antoine Griezmann (21 golos).

8. O Atlético de Madrid nunca ganhou a Liga dos Campeões.

9. Apenas um jogo de oito teve como vencedor a equipa da casa (Chelsea 4-0 Atlético de Madrid, em 2009).

10. No total de confrontos, o Chelsea FC está em vantagem com três vitórias face às duas do Atlético de Madrid, sendo o resto empates (3 jogos).

JOGADORES A TER EM CONTA


Luís Suárez (Club Atlético de Madrid)- Numa eliminatória em desvantagem, é necessário golos e quem melhor do que Luís Suárez para concluir a missão? Embora seja o segundo melhor marcador no campeonato (18 golos), tem os bolsos vazios na Liga dos Campeões, sem marcar ou assistir em cinco jogos. Com o seu instinto de goleador, aposto que tenciona se redimir e quebrar esse lado mais sombrio.

Nesta noite, terá certamente a baliza de Edouard Mendy na sua mira. A pergunta é: conseguirá o “El pistolero” disparar mais uma vez?


Edouard Mendy (Chelsea FC)- Normalmente, são os avançados que recebem mais créditos. No entanto, quero destacar Edouard Mendy pela sua brilhante temporada. Até ao momento, o guardião dos Blues é o menos batido das cinco principais ligas (em todas as competições) com números impressionantes: 19 golos sofridos e 19 clean sheets (jogos sem sofrer). Nesta noite, Mendy será uma mais-valia e, seguramente, terá uma palavra a dizer (ou uma bola a defender). Acredito que será uma batalha inédita entre os homens de Diego Simeone (sobretudo Luís Suárez) e o guarda-redes senegalês. Resta saber quem levará a melhor.

XI´S PRÓVAVEIS

Chelsea FC: Mendy, Azpilicueta, Christensen, Rudiger, Marcos Alonso, Kanté, Kovacic, Reece James, Hudson-Odoi, Timo Werner e Olivier Giroud

Treinador: Thomas Tuchel: “Nós temos um grande respeito, porque estamos a jogar contra os líderes de Espanha. Fizemos um trabalho excecional em Bucareste. Temos a vantagem e um jogo em “casa”, o que nos deixa muito confiantes.”

Club Atlético Madrid: Oblak, Hermoso, Savic, Giménez, Trippier, Koke, Lemar, Saúl, Llorente, Correa e Suárez

Treinador: Diego Simeone: “Temos um objetivo que passa por vencer o jogo. Podemos começar a ganhar no 84º minuto ou no décimo minuto, porque todos os resultados são possíveis. Não sabemos como o nosso adversário vai encarar a partida, mas sei o que queremos do jogo que é vencê-lo.“

PREVISÃO DO RESULTADO: Chelsea FC 0-1 Atlético de Madrid

O Maior Momento de Cada Wrestlemania (Edição I a X)

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O momento Wrestlemania. A frase mais comum que a WWE prolifera aos seus fãs quando chega o maior evento do ano.

Apesar de ser um cliché tão antigo como o próprio evento, isso acontece pela simples razão que, na verdade, tanto os fãs como os lutadores anseiam pelo próximo momento Wrestlemania e não nos cansamos de recordar os passados.

Portanto façamos isso mesmo e vejamos quais foram os maiores momentos de cada edição da Wrestlemania.

 

Wrestlemania I – O Sucesso

A primeira Wrestlemania foi a maior aposta que Vince McMahon já fez na sua empresa. Se o evento corresse mal, não sucedesse ou fosse mal recebido, a WWE poderia já não existir.

Mas foi um sucesso. A aposta em celebridades como Mr. T, Muhammad Ali (ambos no main-event) e Cyndi Lauper garantiu um estrondoso sucesso, assim como todas as edições que se seguiriam.

 

Wrestlemania II – Hulk Hogan vs. King Kong Bundy

Esta edição decorreu em 3 cidades diferentes, mas foi desapontante. O único destaque foi mesmo o combate Steel Cage pelo WWE Championship entre Hogan e Bundy.

Foi mais uma vitória para o reinado histórico de Hogan, naquele que foi também o único main-event da Wrestlemania a ocorrer dentro de uma Steel Cage.

Foto de Capa: WWE

Real Madrid CF 3-1 Atalanta BC: Há erros que se pagam caro, mas há quem agradeça

A CRÓNICA: DUAS FALHAS, UM GOLAÇO

Após ter vencido por 0-1 na primeira mão, o Real Madrid CF carimbou o acesso aos “quartos” da Liga dos Campeões ao derrotar a Atalanta BC por 3-1. O duelo, esse, teve um filme bastante diferente do encontro de Bérgamo (marcado pela expulsão quase “madrugadora” de Freuler).

A Atalanta entrou em campo fiel a si mesma, com um estilo pragmático no momento da posse de bola e pressionante quando não a tinha. Logo à passagem do minuto 3’, uma bela combinação entre Muriel e Gosens resultou num remate à figura de Courtois. O conjunto italiano esteve por cima nos primeiros 20 minutos, de tal modo que o Real Madrid só conseguiu reagir perto da meia hora de jogo, num remate de Vinícius a ser intercetado no timing certo.

No entanto, o lance capital do encontro ficaria reservado para o minuto 34’. No futebol, já se sabe que qualquer erro infantil pode custar (muito!) caro, mais ainda numa competição como a Champions. Mesmo num lance sem grande pressão ofensiva do adversário, o guardião Marco Sportiello ofereceu a bola a Modric, que não tardou em assistir Benzema para o primeiro da partida.

A equipa de Gasperini foi para o intervalo consciente de que tinha de marcar dois golos para inverter o resultado e a eliminatória, mas a estratégia foi rapidamente atraiçoada nos primeiros instantes da segunda metade. O Real Madrid conseguiu encontrar muito espaço nas costas da defesa contrária e Vinícius não só foi o maior quebra-cabeças nesse período, como ainda conquistou uma grande penalidade (cometida por Tolói de forma escusada), que seria convertida por Sergio Ramos à passagem da hora de jogo.

Pessina e Zapata estiveram perto de reduzir para a Atalanta, Benzema quase ampliou a vantagem com uma dupla oportunidade no mesmo lance, mas o terceiro golo do encontro acabaria por surgir através de uma obra de arte! Já dentro dos últimos dez minutos, Muriel reduziu com um golo fantástico de livre direto e, se ainda se chegou a pensar em algo mais, o recém-entrado Asensio tratou de assinar o 3-1 final no lance imediatamente a seguir.

O Real Madrid, que tinha sido eliminado nos “oitavos” da prova nos últimos dois anos, segue agora para os “quartos”, diante de uma Atalanta que tinha ficado entre as oito melhores equipas da Europa na temporada passada, mas que fica agora pelo caminho.

A FIGURA

Luka Modric – O internacional croata protagonizou uma exibição exatamente ao nível que habituou todos os adeptos do futebol. Modric não só revelou segurança no comprometimento defensivo e rapidez na hora de recuar no terreno, como ainda se foi posicionando como uma das unidades mais pressionantes ao jogo da Atalanta. É certo que não marcou, mas estava no sítio certo e à hora certa no lance que originou o golo a desbloquear o encontro, com um papel preponderante no desenrolar do resto do encontro.

O FORA DE JOGO

Marco SportielloA posição de guarda redes é, de facto, uma posição sempre ingrata. No entanto, tendo em conta a influência que tal lance teve no encontro, o destaque mais negativo recai sobre Marco Sportiello e o erro “amador” que cometeu na colocação da bola. É certo que o guardião italiano já revelou ser letal noutras ocasiões, mas nesta partida as coisas não correram bem.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Em relação ao jogo da primeira mão, os merengues apresentaram um “onze” com três peças diferentes. Karim Benzema e Sergio Ramos tinham falhado esse jogo precisamente a lesão e passaram a ocupar as vagas deixadas por Isco e Asensio, respetivamente: o francês na habitual condição de ponta de lança e o espanhol regressando ao eixo da defesa, fazendo subir Lucas Vázquez no corredor direito. Já o castigado Casemiro cedeu lugar a Federico Valverde.

A equipa de Zinédine Zidane apresentou-se em campo em 4-3-3, tática que ficou bem patente nos processos de construção da equipa a partir de trás. Defensivamente, o Real Madrid formou uma linha compacta de cinco jogadores, com Nacho a juntar-se à dupla de centrais no centro e Lucaz Vázquez a recuar no terreno.

As maiores dificuldades – quer defensivas, quer ofensivas – foram sentidas antes do golo inaugural do encontro, dado que, a partir daí, os espanhóis ficaram mais confortáveis no encontro. A estratégia para o início da segunda metade resultou na perfeição e o segundo golo rapidamente abalou as aspirações da Atalanta na eliminatória.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Nacho Fernández (7)

Raphaël Varane (5)

Sergio Ramos (7)

Ferland Mendy (5)

Federico Valverde (6)

Luka Modric (8)

Toni Kroos (6)

Lucas Vázquez (7)

Vinícius Júnior (7)

Karim Benzema (7)

SUBS UTILIZADOS

Éder Militão (6)

Rodrygo (6)

Marco Asensio (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

Tal como o Real Madrid, também a Atalanta se apresentou no Estádio Alfredo Di Stéfano com três nomes diferentes daqueles que tinham constado no “onze” do jogo de Bérgamo. Marco Sportiello rendeu Gollini na baliza, Mario Pasalic entrou para o lugar do castigado Freuler (expulso na primeira mão) e também Ruslan Malinovskyi integrou a equipa inicial – com Zapata a começar a partir do banco.

O conjunto de Gian Piero Gasperini alinhou em 3-4-2-1, com Muriel a ser a unidade mais destacada na frente, apoiado precisamente pelo croata e pelo ucraniano. Não fugindo à sua identidade, a Atalanta foi sempre uma equipa persistente na posse da bola e com os processos bem definidos. A pressão alta no primeiro tempo foi uma forma de condicionar a saída do Real, mas sem que isso tivesse perturbado verdadeiramente os espanhóis.

Face à desvantagem levada para o intervalo, a obrigação dos italianos no regresso dos balneários era a de acentuar o registo ofensivo e dar a cambalhota no marcador, mas as debilidades defensivas revelariam ser fatais para o desfecho da segunda mão dos oitavos de final. Apesar da redução da desvantagem ao minuto 83’, o 3-1 final acabaria por acontecer imediatamente a seguir.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Sportiello (4)

Berat Djimsiti (6)

Cristian Romero (5)

Rafael Tolói (5)

Robin Gosens (6)

Matteo Pessina (7)

Marten de Roon (5)

Joakim Maehle (5)

Mario Pasalic (6)

Ruslan Malinovskyi (7)

Luis Muriel (7)

SUBS UTILIZADOS

Duván Zapata (6)

Josip Ilic (6)

José Luis Palomino (5)

Mattia Caldara (-)

Aleksei Miranchuk (-)

Foto de Capa: UEFA

Senhor capitão, nunca nos deixes, és demasiado bom | FC Porto

Pepe é Porto.

Este é o melhor mote para começar esta apreciação ao capitão portista que é o melhor central português da atualidade e, talvez, de sempre. A história do Képler Laveran Lima Ferreira começou em Portugal pelas mãos do CS Marítimo, e desde cedo deu para perceber que seria uma mais valia para a equipa madeirense. As duas temporadas na equipa principal mostraram que, além de estar pronto para dar o salto, mostrava uma raça equiparável como a que se sentia nos Dragões – o destino parecia certo.

A chegada ao FC Porto, além de entusiasmante, foi o palco que precisava para mostrar ao mundo a qualidade e intensidade que colocara ao jogo e começou desde logo a ser cobiçado pelos gigantes europeus que viam em Pepe aquilo que qualquer defesa central necessitava para se assumir e garantir pontos. A agressividade era uma das suas características mais reconhecidas e apreciadas no seio da invicta e pelo mundo, como tal, foi em 2007 que deu o grande salto na carreira com a saída para o Real Madrid CF.

Em Madrid o luso-brasileiro foi um sucesso, a dupla Ramos/Pepe era a dupla de centrais mais temida pela Europa fora, agressivos e eficazes, com algumas polémicas à mistura conseguiram garantir aos merengues a tão desejada “la décima” juntamente com uma mão cheia de títulos importantes para a história do clube. A saída do Real só acontece em 2017, 10 anos após a chegada à capital espanhola. Aos 33 anos, ainda cheio de vontade de ganhar títulos, optou por assinar contrato com o clube turco Besiktas JK. Esta passagem pela Turquia foi rápida e em janeiro de 2019, depois de muita especulação, regressou à casa que o mostrou ao mundo, o FC Porto.

Este regresso aconteceu numa altura em que a condição física do jogador era contestada pelos 35 anos, mas Pepe chegou com o estatuto de um dos melhores da atualidade e de sempre, algo que nunca se perde nos jogadores com estas características é a vontade de defender a equipa custe o que custar. Não chegou apenas para ser jogador mas para ser a voz que todos respeitavam dentro do balneário e fora dele.

Atualmente em 2021, com 38 anos, após a conquista de vários títulos pelos Dragões como capitão e, como se diz na gíria portuguesa, “ainda está para as curvas”, numa altura em que ninguém pensaria que manteria o nível mundial, provou a todos o contrário, está num pico de forma como há muito não se via em Portugal, excecional no posicionamento e imperial no jogo aéreo, mostrou no jogo contra a Juventus FC ser quase impossível ultrapassar o central.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Um exemplo para todos aqueles que sonham jogar no topo do futebol mundial, Pepe é o exemplo de acreditar e ter a raça que caracteriza tão bem as gentes da invicta. Para o clube é uma lufada de ar fresco saber que tem no luso-brasileiro, uma lenda do futebol em campo todos os jogos e a segurança, a liderança em campo quando a equipa está em momentos de mais pressão.

Como diz Rio Ferdinand: “pegava nestes clips (de Pepe a defender) e dava-os a cada um dos jovens centrais para verem – o seu posicionamento, vontade, comunicação, atenção, feeling e capacidade de perceber de onde vem o perigo, o uso do corpo..”.

Lembremo-nos para sempre do que foi e do que Pepe representa – um verdadeiro capitão.