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Por que razão é “diferente” ser adepto do Sporting CP?

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Desde sempre, no universo leonino se ouviu que ser do Sporting CP é ser diferente. Isto sempre associado ao facto de que, dos três grandes clubes portugueses, o clube de Alvalade era o único que não se via associado a esquemas ou sistemas para ganhar ilicitamente. E a verdade é que não ganhamos, ou ganhamos muito menos que os outros.

Apesar de os sportinguistas se sentirem diferentes nesse aspecto, o universo do futebol português também nos faz sentir diferentes pelo simples facto de, em casos em tudo similares, nos tratarem de forma completamente análoga.

Alguém se lembra, por exemplo, de um árbitro que se recusou a arbitrar um jogo de futebol em que participava o Sporting CP, pelo simples facto do clube leonino ter denunciado que se sentia prejudicado pelas arbitragens? Pois é, devemos ter sido o único clube a reclamar da falta de igualdade no tratamento dos árbitros, porque esse tipo de boicote nunca foi feito a nenhum outro clube.

Deverão lembrar-se também de um jogador que, na temporada 2016/2017, andou desde a décima jornada na iminência de ver o quinto amarelo e andou pelo menos 15 jornadas sem fazer uma única falta merecedora da amostragem desse mesmo cartão (desculpem, estava a brincar, fez, mas os árbitros não quiseram mostrar, ou não podiam). A verdade é que já esta época tivemos um jogador que estava nessa situação, e no primeiro lance levou amarelo que o impediria de disputar o jogo seguinte. Felizmente, o jogador recorreu a instâncias fora do futebol.

E aquelas situações em que os treinadores, assim que chegam ao banco do Sporting CP ficam obrigados a não gritar, esbracejar e, se quiserem estar de pé, ter de manter-se o menos interventivo possível sob pena de poder ter que ir mais cedo para o balneário. Que o diga Jorge Jesus que em menos de metade de uma época desportiva no banco do Sporting CP foi mais vezes expulso que em seis épocas no seu clube anterior.

Já para não falar de Ruben Amorim que para além disso só percebeu que estava a fazer algo ilegal quando chegou a Alvalade. Porque noutros clubes isso não era relevante, assim como não o foi para outros treinadores em situação igual em clubes diferentes. Se não estão no Sporting CP, não há que preocupar.

No seio do universo sportinguista, é frequente esta temática e a comparação aos rivais
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Atrevo-me ainda a referir uma situação que foi grave, sem dúvida, e que acarretou ao nosso clube algo inédito, mas que aconteceu noutros clubes continua a acontecer, ainda que com menores consequências e mediatismo. Falo claro do ataque a Alcochete. Em tantos ataques conhecidos e divulgados, a instalações ou mesmo autocarros, só o de Alcochete deu para prender mais de vinte pessoas, destituir um presidente, tendo chegado a ir preso, ocupar em exclusivo a programação de um canal televisivo durante 24 horas de pelo menos uma semana (até existem imagens de paineleiros a renderem-se para continuar o ataque). Ainda não sei se o maior ataque ao Sporting CP foi em Alcochete ou na redação desse canal “informativo”.

Quem sabe é o Boloni. Já aqui escrevi a forma premonitória com que o antigo treinador do Sporting descreveu o que iria acontecer enquanto os actuais agentes do futebol português se mantivessem em funções. Há poucos dias o mesmo, tal “adivinho Nhaga” veio falar de coisas estranhas que poderiam acontecer para que o Sporting CP não se coroasse Campeão Nacional na presente época. E não é que, desde aí, o Sporting CP, algum dirigente, treinador ou jogador é informado semanalmente sobre processos interpostos aos mesmos?

E o que menos me preocupa é que esses processos terminem em algum castigo, porque não terminam. Não terminam porque não é esse o objectivo de quem processa. Também eles sabem que não terão nenhum fim prático. Tudo isto serve apenas para destabilizar treinadores e jogadores. No fundo, é como aqueles árbitros que estão sempre a apitar para parar as jogadas de uma equipa, para lhes cortar o ritmo. Estes processos são apenas tentativas de criar corpos estranhos na máquina que parece bem oleada. Só temo que, com tanta areia, haja uma peça que se deixe importunar.

Somos, de facto, diferentes em tudo. Que o sejamos também na forma como lidamos com estas tentativas de destabilizar um trabalho que está a ser tão bem feito, porque esperar que estes fenómenos estranhos sejam investigados pelas autoridades, ou que essas investigações, a existirem, tenham algum efeito prático, nunca nos levará a lado nenhum.

Portanto, e aproveitando um chavão de um dos nossos adversários, temos de vencer contra tudo e contra todos. Porque nós sim, temos todas as forças a fazer tudo para que não ganhemos o campeonato, há muitos anos. Se calhar porque somos diferentes e não temos lugar neste futebol.

 

Análise à convocatória da Seleção Nacional

Expectável. É esta a palavra que pode ser usada para definir a lista de 25 jogadores convocados por Fernando Santos para o arranque da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022. A maior surpresa – Nuno Mendes – foi “estragada” pelo selecionador dos sub-21, Rui Jorge, que ontem anunciou a sua chamada à Seleção ‘A’.

Para além do lateral do Sporting CP, apenas outros dois jogadores nunca jogaram pela Seleção. Sem tempo para grandes testes, o selecionador optou por um grupo experiente e com bagagem em jogos internacionais. Todavia, de fora ficaram nomes como William Carvalho, Nélson Semedo, André Gomes, João Mário ou Rúben Semedo.

A caminhada para o Qatar começa a 24 março frente ao Azerbaijão, seguindo-se a Sérvia (27) e o Luxemburgo (30).

O despontar de Pedrinho

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Começa a despontar no plantel do Sport Lisboa e Benfica um jogador do qual se espera muito, quer seja pelo valor que custou, quer pela qualidade que lhe é reconhecida, mas tarda em se mostrar. Pedrinho chegou a Portugal a troco de 18 milhões de euros, que o SL Benfica pagou ao SC Corinthians no início da presente temporada e finalmente começa a ganhar minutos ao serviço da equipa de Jorge Jesus.

Recorde-se que Pedrinho chegou ao SL Benfica após estar vários meses sem competir, sendo, posteriormente, vítima de lesões, o que ajuda a justificar o atraso na afirmação do jogador na equipa. O jovem brasileiro foi titular no último jogo frente ao Boavista FC, que saiu vencido do encontro com as “águias” por duas bolas a zero, com bis de Seferovic.

Repare-se, Pedrinho não era titular pelo SL Benfica desde o dia 20 de dezembro, data do jogo com o Gil Vicente FC a contar também para a Primeira Liga, que teve como resultado uma vitória encarnada, também ela por duas bolas a zero.

Com vinte e quatro jogos disputados esta temporada, Pedrinho conta com apenas um golo e quatro assistências, mas nem só de números vive um jogador de futebol. O brasileiro tem vindo a subir de rendimento e a mostrar o porquê de ter sido um dos jogadores mais caros da história do SL Benfica. Pedrinho é um daqueles jogadores que, num momento de inspiração, pode desequilibrar a defesa adversária e criar uma oportunidade clara de golo.

Pedrinho vai conquistando o seu lugar no SL Benfica
Pedrinho vai aos poucos afirmando-se no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não servindo de desculpa para a tardia afirmação do brasileiro, o plantel do SL Benfica dispõe de inúmeras alternativas para a posição de Pedrinho. Ora bem, este pode atuar tanta na ala, sobretudo na direita, como a segundo avançado, sendo que para ambas as posições existem vários nomes que se perfilam. Na ala direita surgem nomes como Pizzi, Rafa Silva e até Diogo Gonçalves, mas este último parece ter encontrado o seu lugar no onze na posição mais recuada da lateral direita.

Com Rafa a jogar ao nível a que já nos habituou, é complicado retirar-lhe o lugar. Ainda assim, Pedrinho desempenha funções como médio esquerdo. Contudo, a concorrência desse lado tem apenas um nome em destaque. Everton tem sido o jogador que mais tem jogado na ala esquerda, mas existem nomes como Franco Cervi e até mesmo Rafa Silva que também podem jogar nesse flanco.

Ainda mais esporadicamente, Pedrinho pode atuar como segundo avançado, mas aí a luta por um lugar é ainda mais feroz do que nas alas. Para esta posição perfilam-se Luca Waldschmidt, Gonçalo Ramos, Haris Seferovic, Chiquinho e, finalmente, Pedrinho. O alemão Luca Waldschmidt tem sido o dono habitual desta posição e, na sua ausência, a função recai, normalmente, para Chiquinho, o que retira Pedrinho da “corrida” por um lugar.

Assim, resta a Pedrinho continuar a trabalhar para “roubar” um lugar do qual possa chamar seu, não sendo garantido, claro está. Qualidade não lhe falta, mas ainda precisa de ganhar consistência e, sobretudo, adaptar-se definitivamente ao futebol europeu, que parece ser ainda um pequeno problema para o jogador.

Portugal lança contigo, Neemias! | March Madness

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Começa na próxima sexta-feira, dia 19 de março, a dança de Neemias Queta na March Madness. Durante o terceiro mês do ano, a NCAA implementou um formato de Playoffs onde todas as 68 equipas podem surpreender e, eventualmente, tornar-se campeões nacionais. Quase sempre, existe a história de “Cinderella” e, quem sabe, uma das equipas pode ser Utah State.

O caminho até à entrada no torneio não foi facilitado. Depois de dois anos em que venceram a conferência Mountain West, os aggies perderam a final deste ano frente a San Diego State. Se vencessem, tinham garantido, desde logo, o bilhete para a competição. Assim, tiveram de esperar pela Selection Sunday, onde a Liga escolhe 36 universidades que, devido ao mérito, merecem a presença no certame.

Se Utah State está presente, muito o deve a Neemias. Ao longo da época regular, o português brilhou e tornou-se, sem dúvida, a grande estrela da equipa. Depois da saída de Sam Merrill, jogador que foi escolhido no Draft de 2020 pelos Milwaukee Bucks, Queta assumiu o papel de estrela e não desiludiu. Os aggies terminaram com um recorde de 20 vitórias e oito derrotas, um registo francamente positivo.

Com médias de duplo-duplo, 15.1 pontos, 10 ressaltos e 2.5 assistências, o poste arrecadou diversos prémios. Na conferência Mountain West, teve honras de melhor jogador defensivo e fez parte do melhor cinco da competição. No entanto, apesar de não ser oficial, o Bleacher Report, um dos meios de comunicação mais badalados nas terras do tio Sam, considerou Neemias o melhor defesa a nivel nacional (!).

Durante a época, Queta bateu o recorde da Universidade, com a marca de mais bloqueios num só jogo (nove, frente a Colorado State). Em média, foram mais de três blocks por partida, numa valência importante para qualquer equipa do mundo. Além disso, a % de lançamentos de campo foi, quase sempre, acima de 50%, um dado relevante de eficácia individual.

O terceiro ano na NCAA foi o melhor. Depois de se propor ao Draft por duas ocasiões, o português decidiu sempre voltar ao local de partida, Utah. Quando vemos estes números e exibições ao mais alto nível, percebemos o porquê. Principalmente, quando um jogador está numa conferência menos conhecida, a batalha é mais complicada.

Este ano, com mais holofotes virados para Queta e com o melhor basquetebol que está a praticar desde o início da carreira, tudo ficou mais fácil. Agora, com o início da March Madness, uma grande parte do mundo vai estar atenta e é, claramente, a montra onde todos se querem expor. Com boas performances, ainda mais olheiros e pessoas ligadas à NBA e ao basquetebol profissional podem os conhecer.

A primeira batalha será frente a Texas Tech. Os red raiders terminaram com um recorde de 17-10 numa conferência mais conhecida, a Big 12. O jogador a ter em conta para a defesa dos aggies será Mac McClung, um base conhecido nos Estados Unidos desde os tempos de High School. Num bom dia, vai dar dores de cabeça a Neemias e companhia.

É contra os melhores que os jogadores querem ser a figura. Será um pouco irrealista pensar que Utah State pode chegar até a uma fase avançada do torneio, como uma Elite Eight ou a tão desejada Final Four. No entanto, é possível chegar longe e, se há competição onde todos os sonhos se podem tornar realidade, essa chama-se March Madness. Venha a dança!

Foto de Capa: USU Basketball

 

 

FC Famalicão 2-2 SC Braga: Insistência até ao fim deu empate

A CRÓNICA: NOVA FACETA FAMALICENSE NÃO PERDOOU OS GUERREIROS

Foi o jogo de estreia de Ivo Vieira no comando técnico do FC Famalicão, sendo o sucessor de Silas, o que fazia esperar uma nova faceta dos famalicenses, apesar do tempo de trabalho que a nova equipa técnica teve de preparação para o encontro. Do lado do SC Braga, o mesmo de sempre se esperava, sendo que a única alteração foi a introdução de Borja no onze inicial, em detrimento de Sequeira.

Passou apenas uma semana desde o último encontro disputado pelos famalicenses, que não têm sido de todo felizes ao longo da época, mas o início do duelo frente aos arsenalistas demonstrou uma equipa da casa muito aguerrida e com uma nova cara, apesar de manter o onze base utilizado.

A verdade é que esta nova faceta do FC Famalicão deu resultado, pelo menos dentro dos 20 minutos iniciais do encontro. Na sequência de um livre, com uma enorme confusão dentro da pequena área, foi Anderson que conseguiu rematar a bola para o fundo das redes de Matheus. Aos 18 minutos de jogo, o FC Famalicão colocou-se em vantagem no marcador. Lia-se 1-0 na tela.

O SC Braga partiu em missão após sofrer e começou a carregar no jogo. A partir dos 30 minutos tomou conta da partida e as oportunidades apareceram. Aos 36 minutos, o árbitro Manuel Oliveira concedeu uma grande penalidade favorável à equipa de Carlos Carvalhal, depois de Ricardo Horta cair na grande área do Famalicão, e foi mesmo o português a converter da marca dos onze metros. Empatava-se a partida no reduto famalicense.

Sem dar tempo para respirar, veio a reviravolta. Canto batido ao segundo poste da baliza e um cabeceamento de Tormena fez chegar a bola a Al Musrati, que, na recarga, fez o que tinha a fazer: consumar o segundo golo dos bracarenses. Foi a cinco minutos do soar do apito para o intervalo, mas a partida assim permaneceu.

A segunda parte começou da mesma forma que a primeira. O FC Famalicão entrou aguerrido e com vontade de se sobrepor ao SC Braga.

Diogo Figueiras teve nos pés a oportunidade de empatar a partida aos 55 minutos, estando mesmo a centímetros de o conseguir. Depois de um cruzamento rasteiro certeiro, o jogador do Famalicão não foi feliz. Mas os famalicenses não desistiam por nada. Ivo Rodrigues, totalmente do meio da rua, mandou uma autêntica bomba que acabou por embater no poste. Numa questão de segundos, a turma de Ivo Vieira fez tremer, no sentido literal, a baliza de Matheus.

Os minutos passavam e o Famalicão permanecia em superioridade no terreno a nível de construção de jogo e de perigo para a área adversária. Os famalicenses insistiam, persistiam não desistiam, mas continuavam a ser os arsenalistas a estar por cima do resultado (apesar de por pouco tempo).

Enquanto se ouvia um “é até ao fim” vindo dos membros do Famalicão presentes no Estádio Municipal de Famalicão, Heriberto Tavares não teve qualquer tipo de piedade e, à entrada da área, rematou para um golo sem defesa possível de Matheus. Faltavam apenas cinco minutos para o final do encontro e lia-se uma igualdade a dois golos no marcador.

E foi até ao fim. Dividiram-se os pontos, indo um para cada lado. O Famalicão persistiu e deu a cara à luta contra os guerreiros de Braga, terminando o encontro com uma igualdade no marcador a duas bolas.

 

A FIGURA

“Nova cara” do FC Famalicão – Novo treinador, novos ares, nova cara. Existiu uma diferença notória na atitude e exibição da equipa famalicense neste encontro frente ao SC Braga, comparando com os jogos anteriores. A entrada de Ivo Vieira trouxe esperança ao FC Famalicão.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Possivelmente por estar na iminência de poder ser advertido com cartão amarelo, podendo vir a falhar o próximo encontro do SC Braga, Galeno não esteve nos seus melhores dias nem praticou uma das suas melhores exibições. É um jogador que costuma ser dos que mais influencia a construção ofensiva dos arsenalistas, mas esteve algo apagado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Com a estreia de Ivo Vieira no comando técnico do Famalicão, o onze girou na base do 4-4-2, moldável num 4-1-3-2 em momentos defensivos, com Gustavo Assunção encarregue de ocupar a zona entre o miolo e a linha defensiva.

Essa mesma última linha foi composta por quatro jogadores: Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas alas, com Riccieli e Babic na zona central da defesa.

O meio-campo foi composto por Pepê e Gustavo Assunção, com a companhia de Gil Dias e Joaquin Pereyra, encarregues de servir pelas alas, os homens mais avançados Anderson e Ivo Rodrigues. Este último serviu também de elo na construção de jogo entre o meio-campo e o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (6)

Riccieli (6)

Babic (6)

Diogo Figueiras (7)

Gil Dias (6)

Pepê (6)

Gustavo Assunção (6)

Joaquin Pereyra (6)

Ivo (6)

Anderson (6)

SUBS UTILIZADOS

Kraev (6)

Heriberto Tavares (7)

Fernando Valenzuela (6)

Alexandre Guedes (6)

Diogo Queirós (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou, como habitualmente, um 4-2-3-1, mas moldável num 4-4-2 em transições defensivas, com Ricardo Esgaio e Borja bastante subidos no terreno que toca às suas posições como laterais. Este último foi a alteração sonante no onze inicial dos guerreiros. A restante linha defensiva manteve-se ocupada por Bruno Rodrigues e Tormena.

O meio-campo compôs-se com cinco jogadores, sendo Al Murasti e Fransérgio os mais recuados no terreno, com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Rodrigues (6)

Tormena (6)

Borja (6)

Ricardo Horta (6)

Al Musrati (7)

Fransérgio (6)

Lucas Piazón (7)

Galeno (5)

Abel Ruiz (6)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Nico Gaitan (6)

Sporar (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Sendo este o seu primeiro jogo no comando técnico do FC Famalicão, o que achou da exibição da equipa e quais são os pontos que acredita que têm de ser melhorados?

Ivo Vieira: Nós temos de melhorar todos os momentos do jogo: com e sem bola, no momento ofensivo, no momento defensivo, mesmo na zona intermédia. Não tive assim tanto tempo para trabalhar e temos de fazer alguns ajustes. Temos de melhorar, nitidamente, os resultados. Este resultado não nos traz conforto. Obviamente que a tabela é que vai ditar o que vai acontecer, mas nós é que podemos fazer algo para alterar as coisas. Vamos ter a humildade de perceber que o jogar bem tem de estar associado à vontade e ao querer.

 

SC Braga

BnR: O SC Braga apresentou algum desgaste notório na segunda parte. Acredita que foi um dos fatores para o resultado obtido aqui em Famalicão?

Carlos Carvalhal: Falta saber onde está o ponto de interseção entre o desgaste e o mérito do adversário, porque o adversário também fez pela vida. Fez mudanças, colocou jogadores frescos na frente, jogadores rápidos. Evidentemente que falta perceber se foi a capacidade do Famalicão ou incapacidade nossa. Para mim, foi mais o mérito e a capacidade do Famalicão.

ATP 250 Marselha: Medvedev‎ emenda má imagem deixada em Roterdão

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Foi com 32 inscritos no seu quadro principal que teve lugar, ainda que sem espectadores nas bancadas, mais uma edição do “Open 13 Provence”, no Palácio dos Desportos da cidade de Marselha, torneio este jogado desde 1994. Numa prova, que tinha como duplo campeão nas duas últimas temporadas o grego Stefanos Tsitsipas e que contava com uma das suas edições mais fortes de sempre, dado estarem a participar nesta competição como primeiro cabeça de série, o russo Danil Medvedev‎, que embora tendo cedido na ronda inicial no ATP 500 de Roterdão na semana anterior, sabia que mesmo repetindo igual desfecho nesta competição, ultrapassaria Rafael Nadal, veterano tenista espanhol na segunda posição da hierarquia individual.

Já o segundo maior favorito a levar para casa o trofeu era Stefanos, que não conhecia o sabor da derrota nesta prova, jogada em piso rápido coberto, desde a temporada de 2018. Refira-se que o torneio contava com juízes de linha em court, algo raro aos dias de hoje.

A PRESENÇA PORTUGUESA E A QUEDA AOS PÉS DE UM ATLETA QUE ESTAVA FORA DOS DUZENTOS PRIMEIROS

O tenista nacional das Caldas da Rainha, Frederico Silva, que atingira o seu melhor ranking na semana transata, após chegar a duas meias finais de seguida no escalão “Challenge Tour”, estava com a moral em alta para defrontar Mattew Ebden da Austrália. Mas o outrora membro do Top 40 mundial em 2018, altura em que a sua carreira começou a ser minada por várias lesões: primeiro nos pés, seguidamente nos joelhos e ainda com sintomas de vertigens associados, não poderia ter escolhido outro dia e torneio para se exibir perto do seu melhor.

Com o lusitano a fechar o primeiro parcial no Tie-break, parecia que Fred iria marcar presença na segunda ronda da fase de qualificação, mas o veterano de 33 anos não deitou a toalha ao chão, triunfando no segundo set  por 6-4. Após estar a vencer a terceira partida por 4-2, o atleta das Caldas acusou a solenidade da ocasião, com o tenista australiano a conseguir seguir em frente na competição. O trajeto de Ebden apenas foi interrompido nas meias finais, devido a questões físicas, dado que já disputara cinco duelos durante a semana. tendo deixado o terceiro cabeça-de-série e 21.º da tabela, o russo Karen Khachanov para trás nos quartos. Ficará sempre a questão: até onde poderia ter chegado a representação lusa no certame?

CABEÇAS-DE-SÉRIE COM “VIDA CURTA” EM MARSELHA

Embalado por uma série de duas provas, sendo que em Roterdão havia mesmo marcado lugar nos seus primeiros quartos de final da temporada, estava o nipónico, n.º 40 do ranking mundial e ex membro do Top cinco bem como finalista de “Majors”, Kei Nishikori. Contudo a sua estadia na cidade gaulesa, apenas se cifrou na conquista de cinco jogos. Com uma atuação bem longe do seu melhor, seria afastado pela grande surpresa da prova, o caseiro e grande especialista na variante de pares, onde ao lado de Nicolas Mahut, já havia conquistado múltiplas provas de “Grand Slam”, Pierre-Hugues Herbert, que “despachou” autenticamente o atleta do país do sol nascente pelos parciais diretos de: 6-1 e 6-4, precisando de pouco mais de uma hora para o fazer. Com os restantes favoritos ao título a seguirem em competição, com maiores ou menores dificuldades, o seguinte a cair seria mesmo o russo Khachanov, que foi travado por um Mattew Ebden a atuar em estado de graça, que recuperava pela terceira ocasião na presente semana de uma desvantagem de uma partida, tendo fechado com um set final em que nem parecia que ocupava  o posto 227.º do ranking mundial. Conquistado este encontro com uma vitória no derradeiro parcial por 6-2, no qual pareceu estar a levitar em court!

A POLÉMICA COM O TSITSIPAS MAIS NOVO

Foi para grande espanto da comunidade tenística em geral e dos jogadores da casa em particular, que a organização da prova decidiu atribuir um convite a Petros Tsitsipas, apenas classificado na posição 970 da tabela ATP. Este “wild card” conferido ao irmão de Stefanos, foi desde logo, e ainda mais aquando da sua inequívoca derrota face ao hispânico Alejandro Davidovich Fokina, n.º52 mundial, em 46min, por 6-0 e 6-2, motivo de grande falatório e incontáveis críticas à entidade regente da compita. Vários foram os atletas caseiros que manifestaram a sua insatisfação, face ao verificado com o mano mais velho a ter de sair em defesa do mais jovem, revelando que o mesmo estaria alegadamente a atuar lesionado.

A TRADIÇÃO QUE PARECE VIRAR MODA!

Após os feitos da dupla de irmãos Cerundolo, Juan Manuel que vencera em Córdova e Francisco que atingira o derradeiro encontro na semana seguinte em Buenos Aires, ambas provas ATP 250 disputadas no seu país, a Argentina. Estas integradas no “Golden Swing”  Sul-Americano jogado sob terra batida. Desta feita foi o tenista gaulês de 25 anos e classificado no início do torneio para lá do Top 120 mundial, Arthur Rinderknech que esteve perto de igualar esses desideratos. Percurso este, que apenas parou nos quartos, diante do quarto pré-designado, o seu compatriota Ugo Humbert , um tenista que embora jovem tem uma calma que por vezes até enerva, independentemente do resultado do momento!

Quanto a Ebden, apenas foi parado por Medvedev‎, que até ao encontro decisivo conseguiu o feito de manter o seu serviço inviolável bem como “passeou” até encontrar Herbert na final.

Antes disso, o gaulês cometeu a proeza de afastar Stefanos Tsitsipas nos quartos de final, que mesmo após ter logrado fechar o primeiro parcial por 6-7, com 8-6 nesse jogo decisivo, nunca pareceu confortável, tendo desaparecido a partir de meio da segunda partida. A determinada altura nem se conseguia perceber a diferença de nível entre os dois, com o atleta mais velho de 29 anos e n.º 93 da hierarquia a subjugar por completo o seu melhor rankiado oponente.

11 de jogadores vencidos na final da Liga dos Campeões

Ganhar a Liga dos Campeões é um dos maiores expoentes de glória no futebol. Todos os jogadores ambicionam alcançar tal feito. Alguns já o fizeram variadíssimas vezes, o que faz com que o dia da final seja como mais um dia no escritório. Outros, nunca estiveram sequer perto da conquista da prova.

Contudo, hoje vamo-nos debruçar sobre 11 jogadores, do passado recente, que estiveram bastante próximos de se sagrarem campeões europeus, tendo acabado apenas como finalistas vencidos.

Por favor não manchem a imagem do FC Porto!

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Decidi escrever um artigo bem diferente do habitual. Normalmente, o futebol jogado dentro das quatro linhas é sempre a prioridade dos nossos artigos. Contudo, muitas vezes aquilo que se passa fora das quatro linhas acaba por manchar o que de tão bom se faz no relvado. Falo de todos os intervenientes no fenómeno futebol que não contribuem para a bola de facto rolar. Recentemente, o oficial de ligação aos adeptos e speaker do FC Porto, Fernando Saul, teve declarações de todo infelizes e ofensivas nas redes sociais depois da vitória do FC Porto em Turim.

As ofensas e o vocabulário de todo impróprio foram dirigidas a Cristiano Ronaldo e à família. Não é por se tratar do melhor jogador do mundo e de uma figura com um mediatismo notável que este caso deixa de ter uma maior ou menor gravidade. No entanto, a visibilidade que teve foi sem dúvida pelas ofensas serem à família Aveiro.

Cristiano Ronaldo não é propriamente a figura mais acarinhada pelos adeptos portistas. Já se falou em algumas supostas provocações do astro português ao reino do Dragão, para não falar dos golos que marcou à equipa azul e branca. Se se fizesse um estudo às preferências dos adeptos do FC Porto, a maior tendência ia ser muito provavelmente Lionel Messi, até por se ter estreado em pleno Estádio do Dragão.

Ronaldo não é o mais adorado dos adeptos do FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas a verdade é que depois do jogo entre a Juventus FC e o FC Porto, esta aversão a Cristiano Ronaldo ultrapassou todos os limites. Se fosse um mero adepto a proferir aquelas declarações, era algo que passava pelos pingos da chuva. No entanto, trata-se de um funcionário da instituição FC Porto. Uma instituição que representa Portugal nos quartos de final da Liga dos Campeões Europeus e que tem grandes pergaminhos a ser respeitados.

A frustração e a liberdade de pensamento é algo que não se pode retirar a Fernando Saul. No entanto, tendo em conta a responsabilidade, o cargo e a visibilidade de uma figura como esta, é impensável que declarações como as que vimos sejam tornadas públicas em Stories do Instagram. Para se ter noção do alcance destas declarações, até alguns membros da família de Cristiano Ronaldo acabaram por reagir.

O oficial de ligação aos adeptos portista acabou por se retratar, não sem deixar claro as razões que o levam a esta aversão ao número 7. Se é justificação para estes atos? De maneira nenhuma.

Pelo lado positivo, vejo a atitude do FC Porto ao abrir um inquérito disciplinar. Atitudes como estas não podem fazer parte do futebol nem da sociedade.

Não sabemos se Fernando Saúl irá voltar tão cedo a assumir as suas funções, mas este caso é um claro aviso para a forma como o futebol fora das quatro linhas é muito perigoso e venenoso. A imagem de um clube e de uma equipa podem ficar manchadas por atitudes irrefletidas como as que Fernando Saul teve.

Jorge Nuno Pinto da Costa recentemente virou-se para o universo do futebol português e apelou que “Basta!”. Eu, depois deste caso e de muitos outros que se vão sucedendo, apelo solenemente a que não se manche mais a imagem do FC Porto e do futebol português. A essência está dentro das quatro linhas.

Diogo Gonçalves | O novo dono da lateral direita encarnada

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A vitória frente ao Boavista FC teve na exibição de Diogo Gonçalves a sua mais brilhante contribuição, num rendimento individual que se vem acentuando como uma das poucas boas novidades de uma temporada fracassada a toda a linha, e da qual há inúmeros aspetos a corrigir para 2021-22.

Por hoje, falar de Diogo é falar da melhor projeção de um lateral direito encarnado de categoria internacional depois de Nélson Semedo, intervenientes com características físicas semelhantes e que muito podem oferecer às suas equipas no capítulo ofensivo. No sábado, Seferovic bisou graças a duas contribuições do português de 24 anos, acumulando já quatro no total da sua época, três na Primeira Liga – Everton, Darwin ou Grimaldo, os que mais assistem nesta competição, levam seis quando já ultrapassaram os 1400 minutos de utilização, contrastando com os 525′ de Diogo.

Manteve-se a tendência no início desta temporada, apostando Jorge Jesus na mesma receita que Rui Jorge descobriu em 2018, na seleção nacional de sub-23. Fruto das múltiplas soluções de qualidade para a frente de ataque, houve necessidade de acomodar o extremo alentejano no onze, olhando-se para para a ala direita como zona ideal para aproveitar a sua verticalidade.

Na seleção, mais evidente no 4-4-2 losango, agora no SL Benfica a empurrar Rafa para zonas interiores onde pode ser verdadeiramente decisivo. Tanto num como noutro contexto teve exatamente o impacto esperado, ainda que na Luz tenha demorado a assumir-se dada a consistência defensiva do mais experiente Gilberto, que é mais seguro nas tarefas defensivas mas sem a mesma repercussão no último terço.

E mais estatísticas o comprovam: cruzamentos por 90 minutos (sete de Diogo contra três do brasileiro); percentagem de passes completos (88% contra 84%), onde se incluem os passes nos últimos trinta metros (25 por 90 minutos contra 20) e a criação de grandes oportunidades, onde o português leva cinco, mais uma do que o companheiro de posição que conta com mais cinco jogos disputados.

Diogo Gonçalves
Diogo Gonçalves parece ter ganho lugar no onze encarnado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Se olharmos aos laterais de referência da última década encarnada, o primeiro que nos surge com verdadeira preponderância numa das laterais dos encarnados é Maxi Pereira, farol quanto à qualidade na posição e meta quanto às estatísticas superlativas no contexto nacional.

Se tivermos em atenção apenas números, permitindo-o resvalar para a tremenda insensibilidade que é concentrar na estatística o rendimento de um jogador ou da própria equipa, desconsiderando até o legado que o uruguaio construiu na Luz, e usufruindo da relativa importância dos mesmos, surgem-nos dados merecedores de atenção:

2009-10:  37 jogos, 4 golos e 8 assistências em 2932 minutos

2010-11: 46 jogos, 1 golo e 6 assistências em 3934 minutos

2011-12: 43 jogos, 3 golos e 4 assistências em 3654 minutos

2012-13: 43 jogos, 3 golos e 6 assistências em 3439 minutos

2013-14: 42 jogos, 5 assistências em 3439 minutos

2014-15: 5 golos e 11 assistências em 3758 minutos, o melhor registo do uruguaio, e que encontra rival no Nélson Semedo de 2016-17 (os mesmos 2/12 em 4217’), ou no André Almeida (idem, em 4727’) e Grimaldo de 2018-19 (7 golos e 13 assistências em 4829’), ainda que seja notória a cronometragem muito mais alargada destes três.

Comparando o atual aproveitamento de Diogo Gonçalves, há motivos para ser otimista quanto ao seu futuro de águia ao peito, num trajeto que se iniciou em 2010 e o levou a triunfar em todos os escalões formativos, com as seleções jovens em paralelo – 71 internacionalizações dispersas por todos as etapas disponíveis: sub-15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21.

É nesta última que começa precisamente a aventura da sua adaptação a outros terrenos, com Rui Jorge a ser o responsável pela visão de o recuar uns metros para alavancar a sua importância no conjunto. Numa altura em que Diogo passava por momentos de menor fulgor no Nottingham Forest FC, primeiro empréstimo depois da estreia pela equipa A do SL Benfica, em 2017-18, e quando partilhava balneário com talentos de realce como André Horta, João Carvalho, Diogo Jota, Félix, Gedson, Rafael Leão ou Bruno Xadas, o selecionador encontrou um espaço inédito para ele – mas completamente de acordo com as suas características.

Esse processo de adaptação teve, então, interregno declarado fruto do desenvolvimento exponencial que João Pedro Sousa e o FC Famalicão lhe proporcionaram na sua posição de origem. Naquela que foi a época de afirmação em contexto de Primeira Liga, Diogo explodiu na consistência do seu jogo como um dos últimos homens – a única oportunidade para relembrar conceitos mais defensivos foi na quarta eliminatória da Taça de Portugal, numa vitória (1-0) frente à Académica.

Todos os outros 33 jogos fê-los, na grande maioria dos minutos, na extrema direita do 4-2-3-1 que fez furor com o futebol de estética memorável e resultados práticos de registo. A intromissão nos lugares cimeiros e as meias-finais da Taça são atestado da grande época famalicense e Diogo foi figura fundamental. Regressaria com todo o mérito à Luz.

Porém, com Everton, Pedrinho, Rafa ou Pizzi como concorrência direta, seria uma questão de tempo até recuar novamente no campo, aliando-se a apetência natural à reconhecida tendência de Jorge Jesus em transformar extremos em laterais de grande nível – exemplo mais latente será Fábio Coentrão, outras assinaláveis fixam-se em André Almeida ou Melgarejo, ainda que com sucesso relativo.

A pergunta que por agora se impõe será quanto ao nível de Diogo na próxima temporada, já mais rotinado com as ideias do técnico (se este cumprir contrato…) e das exigências específicas da posição e como a equipa se vai adaptar à sua desenvoltura no preenchimento da faixa. Por agora, agradece Seferovic e quem jogar nas suas proximidades, pois a certeza de serem bem servidos não é assunto de debate.

O leão está com saudades de Paulinho | Sporting CP

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Recentemente já falei sobre Paulinho e sobre a sua estreia de leão ao peito. Infelizmente, o avançado português e o sonante reforço de inverno acabou por sofrer uma lesão, no tendão da coxa esquerda, perdendo alguns jogos importantes numa fase crucial da época.

Como referi anteriormente no meu outro artigo, Paulinho é um avançado com uma capacidade de criação enorme e apesar de muitos apenas olharem para os números de golos que os avançados marcam, é redutor analisar apenas por esse prisma. O número 21 leonino está a fazer falta ao Sporting CP e os recentes jogos sem o português fizeram notar ainda mais a falta (que eu acredito que faz) na manobra ofensiva da equipa. É um avançado que garante mais bola, um avançado que garante maior presença nos espaços entrelinhas e que garante movimentos distintos de Tiago Tomás – sobretudo quando este atua sozinho na frente.

O seu altruísmo e capacidade de se associar com os colegas faz com que o Sporting CP perca neste momento esse elo de ligação de sectores e que não consiga potenciar Pote – muito mais na finalização do que na criação – nem João Mário, jogando por vezes longe de terrenos mais confortáveis, permitindo maiores tempos com bola mas também combinações entre eles que permitam novas dinâmicas ao jogo leonino em movimento ofensivo.

Paulinho poderá integrar o lote de convocados na receção ao Vitória SC
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar do Sporting CP acabar por conseguir vencer os seus jogos e por se manter intacto na liderança do campeonato, a lesão de Paulinho vem também demonstrar que apesar de ter sido um bom negócio não fez qualquer sentido fazer uma troca por troca com Sporar sem garantir que ficaria outro avançado no plantel. Com a lesão de Paulinho apenas existe TT que como já referi, que  é um jogador de muito trabalho, mas completamente diferente de Paulinho e, contra blocos baixos, quando existe a necessidade de alterar, é Coates quem tem de avançar para fazer a posição de avançado.

Como disse, e apesar do Sporting CP ir vencendo, nem sempre está tudo bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde. A verdade é que o facto de se ir vencendo poderá fazer com que se esqueça algumas lacunas e a meu ver é prejudicial o Sporting CP não contar com mais um avançado que possa ser solução nestes momentos e também contra blocos mais baixos e mais coesos como tem sido frequente quando defrontam a equipa leonina.

O Leão sente saudades de Paulinho e acredito que é necessário ver novas dinâmicas com bola e que, certamente com o regresso do avançado português e com as melhores peças em campo, a equipa de Rúben Amorim irá melhorar o seu nível exibicional na organização ofensiva, pois tem qualidade individual e sobretudo colectiva para fazer bem melhor.