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FC Penafiel 1-2 Académica OAF: “Briosa” diz presente na luta pela subida

A CRÓNICA: JOÃO MÁRIO GARANTE REGRESSO DA ACADÉMICA OAF AOS TRIUNFOS

O Estádio Municipal 25 de Abril serviu de palco para o primeiro desafio do dia a contar para o segundo escalão do futebol nacional. Frente a frente, FC Penafiel e Académica OAF, oitavo e terceiro classificados, respetivamente. Do lado caseiro, a turma de Pedro Ribeiro procurava somar mais três pontos, depois de vencer a UD Oliveirense durante a semana. Já a Académica, depois de duas derrotas consecutivas, necessitava de voltar aos triunfos para se manter viva na luta pela subida.

A equipa Penafidelense entrou melhor na partida, tomando o controlo da situação e aproximando-se da baliza de Mika, ainda que de maneira muito tímida. A formação forasteira, por outro lado, entrou algo nervosa. O passado recente de resultados negativos prometia causar insegurança e nervosismo, mas a resposta não poderia ter sido mais sólida e taticamente planeada.

O controlo da partida por parte do Penafiel esbarrou numa estável defensiva da “Briosa”, que, conjugando a evidenciada qualidade na organização no momento sem bola, soube explorar a velocidade de João Mário, tremendamente decisivo no curso do jogo, ao apontar os dois únicos golos da partida.

Os pupilos de Rui Borges revelaram uma maturidade e frieza impecáveis, não só na ação de impedir o Penafiel de usar de forma objetiva os terrenos avançados dados deliberadamente pela Briosa, mas sobretudo na maneira como exploraram a profundidade após a recuperação de bola, emancipada pela velocidade dos homens da frente e pela disposição da linha defensiva dos de Penafiel, muitas vezes avançada no terreno e demasiadas vezes apanhada desprevenida.

A vantagem dos “estudantes” surgiu exatamente através destes moldes. Numa correria alucinante, João Mário galgou metros atrás de metros para bater Emanuel Novo. Com a vantagem no marcador, a estratégia montada pelos visitantes passou a fazer ainda mais sentido, criando praticamente todas as chances de que dispôs a partir do seu próprio meio campo e da velocidade de Sanca e João Mário, servidos por Traquina, Dias ou Mimito.

E foi a partir daquilo que foi a primeira parte que começou a segunda. Ambas as equipas permaneceram no jogo com a mesma mentalidade, se bem que o segundo golo de João Mário – aos 53 minutos de jogo -, à boca da baliza e depois de um excelente cruzamento do capitão Traquina, forçou mexidas de parte a parte, e com isso o jogo sofreu diversas mutações.

A entrada de Ronaldo Tavares dinamizou o jogo penafidelense. Antes disso, foram diversas as ocasiões para a Académica acabar com o assunto em diversos lances de ataque rápido, mas devido à enorme ingenuidade dos elementos de ataque da “Briosa”, nenhuma situação criou real perigo.

Quem não marca, sofre. E assim aconteceu. Depois de várias aproximações com perigo, o Penafiel, em crescendo, chegou ao golo por Ronaldo Tavares, que assinou o seu primeiro tento de 2021 e teve um papel de destaque e irreverência caseira, depois de causar vários problemas à turma da região centro.

O apito final de Artur Soares Dias acabou com o “sofrimento” da Académica, que arrancou três pontos depois de uma exibição cautelosa e muito bem preparada. A “Briosa” soma agora 45 pontos, reforçando a terceira posição e fica agora à espera do desafio entre os dois da frente: Estoril e Feirense. A equipa de Pedro Ribeiro viu-se prejudicada por inúmeros momentos de desequilíbrio e só se pode queixar de si própria, falhando assim o assalto ao sétimo lugar da classificação – ainda com dois jogos em atraso.

 

A FIGURA

João Mário – Dois golos fundamentais. Não só pelo momento da equipa, mas também pela importância que teve no jogo em si. A batalhar contra uma linha de três, o atleta de 27 anos trouxe a vitória para a “Briosa” depois de um sprint diabólico, que culminou numa finalização descomplicada. No segundo golo, estava no sítio certo à hora certa e esta é a exata função de um bom avançado. Nota para a qualidade no ataque às costas da defensiva do Penafiel, bem como a segurar e a tocar curto para os colegas.

 

O FORA DE JOGO

Controlo da profundidade por parte do FC Penafiel – Como Pedro Ribeiro disse em conferência de imprensa, o Penafiel estava preparado para as incursões da Académica em ataque rápido. A verdade é que isso não evitou um turbilhão de problemas. Noutras fases do jogo, a equipa esteve por cima, mas quando a bola era esticada na frente por parte da “Briosa”, as limitações em termos de velocidade e posicionamento, quer na linha demasiado subida para três centrais não muito rápidos, quer na falta de compensações, poderia ter custado ainda mais caro. Num Universo perpendicular, onde o Penafiel tivesse sido mais competente neste aspeto, talvez o resultado fosse outro.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

Numa constante variação dependendo do momento ofensivo ou defensivo, a formação penafidelense apresentou-se num sistema que contemplava uma defesa a cinco. Como seria de esperar, outra das nuances táticas de relevo passaram pela pedra basilar da equipa: Bruno César. O brasileiro ex-Sporting CP, à imagem do que se vem sucedendo neste Penafiel de Pedro Ribeiro, ficou encarregue das principais despesas, responsabilidades e timings de ataque dos anfitriões. A par de Rui Pedro, mas a um nível bem mais vincado, mostrou-se interventivo na manobra ofensiva da sua equipa, principalmente com ações de grande qualidade no ato de explorar as costas dos “estudantes”, nomeadamente, com as incursões de Simão e Gustavo Henrique nas laterais – também Wagner e Robinho, momentaneamente.

Em desvantagem, a equipa continuou a pecar no momento de transição defensiva (origem do primeiro golo). Apoios mal colocados, descompensações, inúmeros desequilíbrios que aqui e ali foram ajustados por Pedro Ribeiro e por um Ronaldo Tavares endiabrado (autor do golo de honra), mas que podiam facilmente deixar o Penafiel fora da luta pelos pontos precocemente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Emanuel Novo (4)

Gustavo Henrique (4)

Ricardo Machado (4)

Paulo Henrique (4)

Simão (5)

João Amorim (4)

Capela (4)

Bruno César (6)

Wagner (4)

Robinho (4)

Rui Pedro (5)

SUBS UTILIZADOS

D.Caiado (4)

R.Tavares (6)

Junior Franco (4)

Prazeres (-)

Pedro Soares (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A “Briosa”, organizada em 4-3-3, totalizou cerca de 37% da posse de bola. A situação, pouco usual, teve muito a ver com a estratégia montada por Rui Borges, mas também pelo decurso de acontecimentos. A tal questão da profundidade, potenciada pela velocidade de João Mário e a rapidez de pensamento e execução de jogadores como Traquina ou Sanca, foi preponderante para a vantagem adquirida pela Académica e demasiado sedutora para encarar a partida de outra forma.

Destaque para uma formação que primou pela organização e estabilidade, não permitindo ao Penafiel ameaçar perigosamente as redes de Mika na maior parte do tempo de jogo. Um quarteto defensivo sólido, uma coordenação defensiva exímia até ao golo sofrido e ainda, de destacar, as manobras para explorar as costas do meio-campo composto por Bruno César e João Amorim: principalmente Traquina a aparecer em zonas interiores para protagonizar o último passe e criar situações de desequilíbrio.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Silvério (5)

Rafael Vieira (5)

Bruno Teles (5)

Ricardo Dias (6)

Mimito Biai (6)

Fabinho (5)

Leandro Sanca (6)

João Traquina (6)

João Mário (6)

SUBS UTILIZADOS

Mayembela (5)

Diogo Pereira (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Penafiel

BnR: Pergunto-lhe se o Penafiel estava preparado para encontrar uma Académica retraída e a explorar o ataque rápido. O que é que tentou fazer para tentar contrariar essa situação?

Pedro Ribeiro: Viu o jogo da primeira volta? Foi igual a este. Aos 20 segundos temos uma oportunidade de golo. O jogo estava equilibrado e num contra-ataque sofremos um golo. Estávamos preparados. Isto depois é um jogo de mérito e demérito. Se formos negativistas e agarrarmo-nos ao demérito de uma equipa, não nos podemos esquecer que do lado contrário está um treinador e um conjunto de jogadores, com uma determinada estratégia e com qualidade. A Académica está em terceiro e não é por acaso. É uma boa equipa e que tem feito um bom campeonato. O jogo foi aquilo que toda a gente viu, num pequeno pormenor, num lance em que devíamos ter sido mais agressivos de forma a parar aquela transição, não conseguimos e é muito penalizador depois para a equipa voltar, se bem que a equipa tentou de tudo e a bola entrou apenas uma vez.

 

Académica OAF

BnR: Bruno César, como é sabido, é um jogador preponderante na manobra ofensiva do Penafiel. Pergunto-lhe se se preparou de alguma forma para o condicionar e, se de facto pensou nisso, o que tentou fazer?

Rui Borges: Não, não olhámos no plano individual. Olhámos para o coletivo e depois num ou noutro pormenor naquilo que é a qualidade de cada um nas suas posições. Preparamos os duelos individuais, não nos preparamos para um jogador só, mas sabíamos que o Penafiel é uma equipa com muita qualidade, com muitas soluções e que joga bem e gosta de ter bola. Acima de tudo, a Académica preocupa-se com o que podemos ou não fazer nos jogos, mais do que identificar individualidades. É mais o coletivo e as dinâmicas coletivas.

Os 5 jogadores do Sporting CP que merecem uma chamada à Seleção

No Sporting CP, estar em primeiro lugar no campeonato, para além de normalmente implicar muita qualidade coletiva, também é sinónimo de boas performances individuais. Estas boas performances saltam à vista e, certamente, não passam despercebidas aos selecionadores, sobretudo em alturas onde importantes competições se avizinham.

Neste artigo, iremos analisar quais os jogadores do Sporting CP que têm estado em bom plano e já fazem por merecer uma chamada do selecionador do seu respetivo país. Como Coates e Feddal têm sido presenças habituais nas convocatórias das suas seleções, não serão incluídos.

Manchester City FC X Manchester United FC: Quando o dinheiro se dá de caras com a história

Liga Inglesa, Jornada 27: domingo, 16:30, 7 de março de 2021
ANTEVISÃO: CONSEGUIRÃO OS RED DEVILS QUEBRAR A SÉRIE INVICTA DE 21 VITÓRIAS DO MANCHESTER CITY FC?

Há muito que se diga deste jogo. A jornada 27 traz à nossa televisão uma batalha de gigantes: Manchester City FC X Manchester United FC – um clássico escaldante que pode definir de vez o futuro campeão da Liga Inglesa. Ambas as equipas provém de séries magníficas que tornam a tarde de domingo um pouco mais especial.

DÉRBI DA CIDADE DE MANCHESTER ENTRE OS DOIS RIVAIS ETERNOS! CONSEGUIRÁ BRUNO FERNANDES INTERROMPER O CICLO VITORIOSO DA EQUIPA DE CANCELO, BERNARDO E RÚBEN DIAS? APOSTA COM A BET.PT!

A formação de Pep Guardiola está numa forma deslumbrante, instigado pela sua cegueira vitoriosa. O empate e a derrota não entram no campo de visão dos Citizens há 21 jogos, garantindo uma vantagem folgada de 14 pontos face ao segundo lugar Manchester United FC. E agora, quem se segue na lista? Nada mais, nada menos do que os históricos Red Devils que, embora não registem esta época qualquer vitória diante dos “Big 6”, são invencíveis fora de casa (na Liga Inglesa) há mais de um ano. Não será propriamente um desafio fácil.

Há recordes e séries por todo o lado. Um deles sairá invicto e o outro diz adeus a esse momento “glorioso”. A pergunta é: qual deles? Quem prevalecerá nesta tarde histórica em Manchester?

  10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este domingo, realiza-se o 185º derby de Manchester.
  2. Na última jornada, o Manchester City FC ultrapassou o número de golos marcados do Manchester United FC, tornando-se a melhor defesa (17 golos) e melhor ataque (56 golos) da Liga Inglesa.
  3. O Manchester United FC regista dez jogos consecutivos sem perder.
  4. Desde a jornada 18 que os Citizens estão na frente do campeonato.
  5. Na época passada, o Manchester City FC e o Manchester United FC terminaram, respetivamente, em segundo e terceiro lugar na Liga Inglesa.
  6. Os dois melhores marcadores de ambas as equipas (no campeonato) são médios: Ilkay Gundogan (11 golos) e Bruno Fernandes (15 golos).
  7. Guardiola quebrou o record das 200 vitórias mais rápidas de sempre da Liga Inglesa, ao serviço do Manchester City FC (273 jogos).
  8. As três contratações mais caras da história do futebol inglês foram do Manchester United FC: Paul Pogba (105 milhões); Harry Maguire (87 milhões) e Romelu Lukaku (84,70 milhões).
  9. O primeiro jogo do século XXI entre as duas equipas terminou 1-1 em casa dos Skys Blues.
  10. Nos últimos cinco embates entre as duas equipas no Ethiad Stadium, o City apenas ganhou um jogo.

 

JOGADORES A TER EM CONTA


Ilkay Gundogan (Manchester City FC) – A sua evolução no Manchester City FC é brilhante. Após algumas épocas mais tímidas, o número “8” dos Citizens veio dar uma estabilidade e segurança muito importante ao meio campo da equipa. Está a realizar a melhor época da sua vida (13 golos e 3 assistências) numa das melhores fases de sempre do Manchester City FC e custa me a crer que seja coincidência. Veremos o que Gundogan reservará para o derby.

 


Bruno Fernandes (Manchester United FC) – Mais uma vez, temos o suspeito do costume à mesa. A verdade é que, para ele, as luzes da ribalta já se tornam um hábito em virtude das suas fantásticas exibições pelo Manchester United FC. Todavia, nem tudo é um mar de rosas. Diante dos “Big 6” no campeonato , o ex-leão apenas marcou um golo em sete jogos. Um Bruno Fernandes desinspirado contra os melhores de Inglaterra?

Poderá ser esta a sua oportunidade de provar o contrário, mesmo quando, para mim e muitos, já provou mais do que suficiente na sua passagem pelos Red Devils. Agarrem o comando, as pipocas e aproveitem o espetáculo.

XI´S PROVÁVEIS

Manchester City FC: Ederson Moraes, João Cancelo, Rúben Dias, John Stones, Kyle Walker, Ilkay Gundogan, Rodri, Kevin de Bruyne, Raheem Sterling, Gabriel Jesus e Riyad Mahrez.

Treinador: Pep Guardiola: “Eu sei como o United é difícil. Tenho a sensação de que são uma equipa melhor a cada temporada. Eles não perdem há mais de um ano. Eles conseguem sempre bons resultados aqui no Etihad Stadium, mas sabemos que temos a oportunidade de ampliar a nossa vantagem.”

Manchester United FC: Dean Henderson, Luke Shaw, Harry Maguire, Victor Lindelöf, Aaron Wan-Bissaka, Fred, Scott McTominay, Marcus Rashford, Bruno Fernandes, Mason Greenwood e Edison Cavani.

Treinador: Ole Gunnar Solskjaer: “Estamos a pensar apenas neste jogo, não no que pode acontecer a seguir. Temos de tentar melhorar o que fizemos na temporada passada, desafiando-nos a ganhar um título.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Manchester City FC 2-1 Manchester United FC

Boavista FC 3-0 FC Famalicão: Um verdadeiro xeque-mate

A CRÓNICA: ENTRADA FERVOROSA DO BOAVISTA FC SOBREPÔS-SE AO POUCO FC FAMALICÃO

Ainda nem tinha sido bem ouvido e assimilado o apito inicial da partida e o Boavista FC já tinha entrado com todo o lanço no encontro, com uma bola ao poste aos 30 segundos! Depois de uma jogada pelo interior, com a defesa do FC Famalicão bastante compacta em campo, Angel Gomes mostrou que a “pantera” estava com as garras bem afiadas.

O jogo acabou por dar tempo para dizer que este foi mais um encontro da 22ª jornada da Primeira Liga, onde o Estádio do Bessa foi o palco do duelo entre Boavista e Famalicão. Ambas as equipas estavam colocadas em posições algo fragilizadas na tabela, sendo que ocupavam os lugares onde nenhuma equipa quer estar: os últimos. Obviamente que se previa um jogo equilibrado dada a luta incessante na busca da manutenção na Primeira Liga, e a entrada das “panteras” em campo apenas o demonstrou.

E as garras da pantera estavam tão afiadas que Ricardo Mangas inaugurou o marcador aos 17 minutos. No seguimento de um canto no lado esquerdo do ataque boavisteiro, Mangas aproveitou o cabeceamento do colega de equipa para inserir a bola no fundo da baliza de Luiz Junior.

Mesmo com o Famalicão a conseguir aproximar-se da grande área de Léo Jardim, as grandes ocasiões de golo partiram do Boavista. Essa avalanche ofensiva boavisteira parecia não ter fim. Aos 27 minutos, a formação de Jesualdo Ferreira pediu a marcação de uma grande penalidade, mas o árbitro André Narciso mandou seguir o jogo.

Em jeito de resposta à capacidade atacante que o Boavista estava a demonstrar, os famalicenses tentaram mostrar que estavam vivos no jogo. Rúben Vinagre deu o grande exemplo disso, ao enviar a bola diretamente para a trave da baliza de Léo Jardim. Tínhamos jogo no Bessa.

A defesa do Famalicão esmorecia à medida que os minutos passavam. É de acreditar que aquele lance aos 30 segundos tenha assustado, como apanhou todos desprevenidos, mas não melhorava. O posicionamento dos defesas ficava muito aquém do solicitado sempre que o Boavista atacava e isso podia custar cada vez mais caro à turma de Silas. A “pantera” podia ter aumentado a vantagem aos 42 minutos devido a essa falta de concentração, mas Ellis acabou por falhar a bola e, consequentemente, o alvo.

Na segunda parte, foi o Famalicão a entrar melhor em jogo e Alexandre Guedes quase fazia o gosto ao pé, mas a bola voltou a beijar a trave. Se sito fosse o crossbar challenge, os famalicenses estavam na frente do marcador por duas bolas de vantagem. Mas é futebol, onde elas contam lá dentro.

Apesar dessa entrada fervorosa do Famalicão, a falta de critério no último terço estava a ser uma constante. Quem aproveitou? O Boavista, porque quem não marca sofre. Aos 65 minutos, Paulinho aumentou a vantagem para os axadrezados.

Para além da vantagem no marcador, tudo parecia correr de feição ao Boavista. Depois de uma falta sobre Nuno Santos, jogador dos axadrezados, Manuel Ugarte foi advertido com cartão vermelho direto, com o árbitro André Narciso a consultar o vídeo-árbitro, passando o Famalicão a jogar apenas com dez elementos a 15 minutos do final da partida.

Jesualdo Ferreira efetuou duas substituições ao minuto 90 que melhor resultado também não poderiam ter. Sebastian Perez, no primeiro contacto que teve com a bola, cabeceou para o terceiro golo dos axadrezados, que melhor jogo não poderiam ter tido. Um verdadeiro xeque-mate naquilo que foi a partida, porque foi desta forma que terminou.

 

A FIGURA

Entrada do Boavista FC no encontro – Ainda não se tinha assimilado bem o início do encontro e o Boavista FC já estava a tentar fazer mossa no marcador. Essa entrada previu tudo aquilo que se sucedeu. Com uma oportunidade flagrante aos 30 segundos, o restante jogo estava por conta dos axadrezados.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Setor defensivo do FC Famalicão – Desde o mau posicionamento nos momentos decisivos à falta de entrosamento, o setor defensivo do FC Famalicão praticamente não existiu dentro daquilo que devia frente ao Boavista FC.

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira manteve o 4-4-2 como esquema da equipa no relvado do Bessa. Com uma linha de quatro defesas, e Léo Jardim na baliza, Devenish e Chidozie Awaziem ocuparam a zona central da defesa, com Cannon e Ricardo Mangas nas laterais.

No setor do meio-campo, alinharam o capitão Javi Garcia e Nuno Santos no miolo. Gustavo Sauer e Paulinho atuaram como extremos, na ligação do meio-campo ao ataque, protagonizado por Elis e o jovem Angel Gomes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Ricardo Mangas (7)

Devenish (6)

Chidozie Awaziem (6)

Cannon (6)

Gustavo Sauer (6)

Nuno Santos (6)

Javi Garcia (5)

Paulinho (6)

Angel Gomes (6)

Ellis (6)

SUBS UTILIZADOS

Show (6)

Hamache (6)

Benguché (6)

Sebastian Perez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Silas escalou um onze inicial na base de um 4-4-2, com Riccieli a atuar como lateral, Diogo Queirós e Riccieli na zona central da defesa. A restante linha defensiva ficou completa após a inserção de Rúben Vinagre e Luiz Júnior na baliza, como habitual.

No setor do meio-campo, Gustavo Assunção e Pepê ocuparam a zona central, com o apoio de Manuel Ugarte e Gil Dias, que se encarregaram das laterais e de fazer a ligação entre setores para os homens mais avançados Alexandre Guedes e Heriberto Tavares.

Na construção de jogo, o Famalicão aproveitava toda a largura do terreno para poder prosseguir com o ataque, preferindo sempre a construção pelo exterior. Os alas atuavam totalmente encostados à linha, e o jogo passava sempre pelos pés de Rúben Vinagre, no lado esquerdo do ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (5)

Riccieli (5)

Diogo Queirós (4)

Babic (4)

Rúben Vinagre (5)

Pedro Rodrigues (5)

Lukovic (5)

Gil Dias (5)

Manuel Ugarte (3)

Alexandre Guedes (5)

Heriberto Tavares (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Figueiras (5)

Kraev (6)

Anderson Silva (6)

Calvin (5)

Fernando Valenzuela (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Boa noite, mister. Pergunto se este resultado e esta exibição poderão ser a espécie de um ponto de partida para o Boavista conseguir arrecadar a manutenção?

Jesualdo Ferreira: Sabem que sou um treinador otimista. De facto, estes jogadores precisavam de ser ajudados, chegou um momento em que a qualidade só não resolvia os jogos e precisavam de ser alterados outros comportamentos de natureza emocional e tática, acima de tudo. Era preciso melhorar. Tem vindo a acontecer. Nós andamos à procura e notou-se no jogo que andámos à procura de uma maneira de jogar mais adequada e eficiente. Vai servir de ponto de partida para se jogar melhor, porque jogar melhor é estar um passo mais próximo do sucesso.

FC Famalicão

Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Famalicão, Jorge Silas.

Gil Vicente FC 0-2 FC Porto: O galo tempera-se duas vezes

A CRÓNICA: UM GOLO MADRUGADOR, UM FC PORTO DOMINADOR E UM GALO SEM SABOR

O galo de Barcelos, numa tentativa de evadir-se daquele chavão que é utilizado no seio da sociedade portuguesa, quis entrar numa peleja com um dragão desde cedo incisivo e tranquilo no encontro.

Aos sete minutos, Matheus Uribe, após cruzamento atrasado de Otávio e alguns ressaltos fruto da indecisão do setor defensivo gilista, soprou a bola para as redes à guarda de Denis. 0-1!

A triangulação Nanu-Marega (20′) foi peixe com escama própria para nadar na lagoa inserida no seio da defesa do Gil Vicente FC. Faltou apenas materialização de tal investida… O maliano parecia ter filiado um comportamento epilético dada a constante voracidade e rapidez dos seus movimentos (27′): dançou em frente a Denis, colocou no seu companheiro da frente de ataque – Taremi – que, por sua vez, pôs a bola à disposição de Sérgio Oliveira… Resultado? Mais uma oportunidade desperdiçada!

Denis encerrava em si o peito que faltou ao Gil Vicente FC (40′): Otávio, naquela espécie de cruzamento que é caracterizada pela comparência de olhos, negou o golo a um cabeceamento de belo efeito de J. Corona; quando parecia ainda restabelecer os índices de respiração (43′), estira-se após Otávio desferir um remate colocado a passe de M.Marega.

Intervalo! Enchiam-se, de novo, as caixas torácicas para a segunda metade.

O FC Porto entrou na quadra com o mesmo volume na caixa torácica, enquanto que o Gil Vicente FC dilatou e encheu a sua.

E mais uma instalação no meio campo gilista, Sérgio Oliveira, do meio da rua, inspira fundo e desfere um remate com a preparação prévia (60′); Denis ainda raspa no esférico, mas não evita 0-2! O conforto bateu à porta à hora de jogo…

Ambas as equipas recuperaram o fôlego até ao término da partida, ainda que o FC Porto tenha aumentado a vantagem para 0-3, antes de o árbitro assinalar fora de jogo.

Depois de uma exibição segura, o FC Porto sai de Barcelos com os três pontos na algibeira e sobe provisoriamente ao segundo lugar do campeonato.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Manafá – No lote de escolhas para prémio de melhor em campo, também constava o nome de Sérgio Oliveira. Escolhi Manafá, essencialmente, pelo espírito de sacrífico que imprimiu na sua exibição, pela disponibilidade física que trouxe à partida, pelas locomoções quase sempre certeiras ao longo do flanco esquerdo portista e pela assertividade defensiva que um jogo desta linhagem exigia.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Setor ofensivo do Gi Vicente FC – Hoje, defronte do campeão nacional, os avançados de Barcelos não foram capazes de criar as dificuldades habituais no seio das defesas adversárias. Tal facto deveu-se a uma organização e um posicionamento defensivos a aflorar a perfeição por parte dos dragões, que souberam fixar o ritmo que queriam que os avançados possuíssem.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Na passada jornada, diante do CD Tondela (1-0), Ricardo Soares adotou característico de futebol total: um 4-3-3 com Claude Gonçalves a assumir uma postura mais defensiva enquanto que a Lucas Mineiro e Pedrinho cabia a batuta da partida e o controlo da posse de bola; S. Lino, Lourency e Fujimoto foi o tridente atacante utilizado de modo a que a profundidade fosse pedra de toque.

Hoje, defronte dos campeões nacionais, o técnico gilista desenhou um 5-3-2 (3-5-2 aquando dos movimentos ofensivos):Ricardo Fernandes cumpre castigo e dá lugar a Rodrigão; Pedro Marques, avançado emprestado pelo Sporting CP, surge sozinho na frente de ataque, embora se preveja o apoio e as triangulações com Lourency e Pedrinho.

Na primeira metade, o Gil Vicente FC não foi capaz de desarmar ou construir ciladas defensivas que pudessem importunar o carrossel ofensivo dos dragões; o meio campo perpassou a divisória escassas vezes e não inscrevia nos seus adversárias um tipo de pressão mais elevada sobre o portador da bola. A estratégia de Ricardo Soares passou pela entrega da posse de bola ao adversário e, aquando da recuperação do esférico, o desenho de contra-ataques capazes de gerar situações de perigo junto da área do FC Porto. Pendor ofensivo por registar, Marchesín foi um espetador assíduo da partida.

Face ao lugar que ocupa na tabela classificativa, esperava-se da turma gilista se comporta-se de forma distinta na segunda metade: mais agressividade, mais ímpeto ofensivo, ocupação frequente dos espaços entrelinhas concedidos aquando dos momentos de baixa pressão dos dragões. Fujimoto e S. Lino urgiam de mais tempo de jogo pelo facto de serem velozes, tecnicistas e hábeis nos movimentos interiores. Existiu uma predominância pelo estilo de jogo direto, preferencialmente do corredor direito para o centro do ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (5)

Paulinho (5)

Y. Nogueira (6)

Rodrigão (6)

H. Gomes (6)

Talocha (6)

Pedrinho (5)

Lucas Mineiro (6)

Claude Gonçalves (5)

Lourency (6)

P. Marques (5)

 

SUBS UTILIZADAS

Fujimoto (4)

S. Lino (4)

Joel (-)

J. Afonso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A meio de semana, no encontro que colocou frente a frente FC Porto e SC Braga em jogo a contar para a Taça de Portugal, Sérgio Conceição adotou um 4-5-1: Uribe e Grujic eram os homens responsáveis pelo começo da segunda fase de construção e, por isso, jogaram na frente do quarteto defensivo; Sarr ocupou o lugar que habitualmente pertence a Zaidu; M. Marega era suportado pela presença ofensiva de L. Díaz, J. Corona e Otávio.

Hoje, diante do Gil Vicente FC, o treinador dos dragões preferiu gizar um 4-4-2: Taremi e Marega eram os jogadores-alvo e as referências atacantes, Luiz Díaz voltou ao banco de suplentes e foi substituído por Sérgio Oliveira. Além disso, Diogo Leite ocupa a vaga deixada pela lesão de Mbemba e Nanu o lugar de Sarr.

O FC Porto teve uma entrada nas quatro linhas como há algum tempo não se observava: trocas de bola rápidas e ao primeiro toque, variações entre jogo direto e triangulações no meio-campo gilista, passes entrelinhas e incitação à criação em espaços mais interiores. O golo acabou por adentrar pela partida com naturalidade e a procura pelo segundo e pela vantagem mais confortável foi visível e notória. Os três blocos estavam compactos e exerciam pressão em zonas altas do terreno. Defensivamente, não existiu qualquer situação de perigo por parte do adversário, facto que permitiu realizar a gestão da partida desde muito cedo.

Pepe e J. Corona foram substituídos devido a queixas musculares, facto que motivou Conceição a colocar Sarr e Luiz Díaz nos seus lugares, respetivamente. A entrada do adversário na segunda parte prima pelo caráter recôndito. Contudo, o FC Porto voltou a a entrar mais forte e mais decidido, acabando por dilatar a vantagem. Após o segundo tento, o exercício da pressão em zonas mais adiantadas do terreno já não acontecia com tanta frequência bem como a circulação do esférico com a intensidade característica dos primeiros 45 minutos. Manafá foi o comandante ofensivo do corredor esquerdo portista. A gestão da partida nunca foi colocada em causa, facto que se deve ao modo como o FC Porto abordou a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

A. Marchesín (7)

W. Manafá (8)

D. Leite (6)

Pepe (7)

Nanu (7)

J. Corona (7)

S. Oliveira (8)

M. Uribe (7)

Otávio (7)

M. Marega (7)

M. Taremi (7)

 

SUBS UTILIZADAS

Luiz Díaz (7)

Sarr (6)

Evanilson (-)

Grujic (-)

F. Conceição (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Gil Vicente FC

BnR: Boa noite, mister. Fujimoto e S. Lino são jogadores velozes, fortes com bola e tecnicistas. Sente que, agora,, volvido o jogo, as substituições pecaram por tardias?

Ricardo Soares: Não posso prever isso com essa conclusão tão rápida e tão assertiva como está a dizer. Só sei que o FC Porto tem outros objetivos e que o facto de terem marcado cedo na partida deitou por terra as nossas aspirações. No futebol, o fator anímico conta imenso. O segundo golo também acaba por deitar por terra as aspirações que tínhamos na segunda parte. Quando digo “excelente”, quero dizer face ao que somos e temos e face ao que o adversário tem. Face às circunstâncias do jogo, penso que entramos bem na segunda parte, fomos em busca do resultado, quisemos pressionar mais à frente. E o segundo golo, como disse, acaba por deitar isso por terra.

 

FC Porto

BnR: Não foi possível fazer perguntas ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

 

 

FC Bayern München 4-2 BVB Dortmund: Chuva de golos em ‘show’ de Lewandowski

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A CRÓNICA: GOLEADA NO ALLIANZ ARENA PARA MANTER A LIDERANÇA

“Der Klassiker”, o maior clássico do futebol alemão. Foi com este grande duelo que a jornada 24 da liga alemã presenteou todos os adeptos de futebol. Um encontro importantíssimo para ambas as equipas nas contas da tabela classificativa, principalmente para o FC Bayern München que necessitava obrigatoriamente de um resultado positivo face à vitória do RB Leipzig, rival direto na luta pelo título.

Contudo, o arranque da partida foi de sonho para o BVB Dortmund, que se colocou em vantagem no marcador logo no segundo minuto de jogo, com o inevitável Haaland a bater o guardião Manuel Neuer. Contra todas as expetativas, o segundo do Dortmund chegou ainda dentro dos dez minutos iniciais, com Haaland a bisar e a deixar os bávaros em muito maus lençóis.

O Bayern tentou responder, criando várias oportunidades junto da baliza do Dortmund, oportunidades essas que se consumaram em golo, à passagem do minuto 27’, por intermédio de não outro que Robert Lewandowski. A pressão dos anfitriões era notória e a concretização de ainda mais golos parecia uma questão de tempo. À beira do intervalo houve mais um bis no encontro, com Lewandowski a restaurar a igualdade no marcador, através da marca de grande penalidade.

No regresso para o segundo tempo o Dortmund voltou a entrar melhor, à imagem dos primeiros 45 minutos, mas rapidamente a formação da casa voltou a mandar no encontro. Depois da saída de Haaland, o Dortmund mostrou dificuldades em chegar com perigo à baliza adversária, enquanto que o Bayern, bem melhor na partida, esteve sempre mais perto de marcar. E assim foi. Quando já se perspetivava um empate como resultado final, a formação de Munique matou o encontro nos últimos dois minutos. Primeiro por Goretzka e depois por Lewandowski, com o goleador polaco a chegar ao hat-trick.

Assim, com este triunfo, o Bayern mantém-se no topo da tabela classificativa com 55 pontos, enquanto que o Dortmund cai para a sexta posição, com 39 pontos, e começa a ver os lugares de qualificação para a Liga dos Campeões por um canudo.

 

A FIGURA


Robert Lewandowski – O internacional polaco voltou a mostrar o porquê de ser considerado o melhor jogador na atualidade, com uma exibição monstruosa em que voltou a ser decisivo, desta feita com um hat-trick.

 

O FORA DE JOGO


Mahmoud Dahoud – O médio alemão do BVB Dortmund foi, para mim, o elo mais fraco, mostrando-se pouco ao jogo. Acabou por ter pouca influência no processo de construção da sua equipa, cumprindo com dificuldade essa função.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Os comandados de Hansi-Flick apresentaram-se num dispositivo tático de 4-2-3-1. Apostando no seu típico futebol de ataque posicional e pressão alta, foram surpreendidos no começo da partida com dois golos sofridos, mas rapidamente assumiram as rédeas do encontro e implementaram o seu estilo de jogo. Jogando de forma apoiada e incisiva no ataque, os bávaros tiveram em Lewandowski o homem-alvo no ataque, que conseguiu criar muitas dores de cabeça à defensiva contrária sempre que conseguiu ter posse da bola.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (6)

Süle (7)

Boateng (7)

Alaba (7)

Davies (6)

Kimmich (7)

Goretzka (8)

Sané (7)

Müller (6)

Coman (7)

Lewandowski (9)

SUBS UTILIZADOS

Gnabry (6)

Martínez (6)

Hernández (-)

Choupo-Moting (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Organizados num sistema tático em 4-2-3-1, o BVB Dortmund não contou com o internacional português Raphael Guerreiro, que ficou de fora por lesão. Os die borussen apostaram claramente numa postura de contra-ataque e ataques rápidos, complementada com um bloco baixo e organizado, na tentativa de surpreender o adversário, dinâmica essa que resultou (e bem), principalmente nos minutos iniciais do primeiro tempo. Até à substituição de Haaland, o prolífico alavancado norueguês foi o homem em destaque na sua formação. No final, a qualidade dos homens do FC Bayern München acabou por fazer a diferença.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hitz (6)

Can (6)

Hummels (6)

Zagadou (6)

Meunier (6)

Dahoud (5)

Delaney (6)

Schulz (5)

Reus (6)

Hazard (7)

Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Brandt (6)

Tigges (6)

 Morey (6)

Bellingham (6)

Reinier (6)

O vírus que retirou campeões da incubadora

O ano de 2020 fez surgir entre nós um vírus que mudou tudo aquilo que conhecemos de forma radical.

A nossa vida pessoal e profissional levou uma volta de 120 graus, mas também o desporto sofreu um importante revés. No caso particular do futebol, além da forma como terminou bruscamente o futebol de formação, tivemos campeonatos suspensos, com a época 2020/2021 a iniciar-se com meses de atraso e sem pré-temporada.

A juntar a tudo isto, a ausência de adeptos nos estádios fez com que o fator casa perdesse preponderância, com algumas equipas a perderem a sua “mística” e força anímica exterior e em contrapartida outros clubes puderam jogar e “trabalhar” sem a pressão de outros tempos.

Depois de na época passada o Liverpool FC ter vencido, 30 anos depois, o campeonato Inglês, existe claramente um panorama diferente, quando olhamos para os atuais líderes dos principais campeonatos mundiais:

Portugal – Sporting Clube de Portugal

Espanha – Club Atlético de Madrid

Inglaterra – Manchester City FC

Itália – FC Inter Milano

Holanda – AFC Ajax

França – Lille Olympique Sporting Club Métropole

Alemanha – FC Bayern Munique

Escócia – Rangers Football Club

Grécia – Olympiacos FC

Turquia – Galatasaray SK/Besiktas


Analisando a lista de campeonatos descritos, cerca de metade encontra-se a ser liderada por equipas que não vencem a competição há vários anos. Em alguns casos, são até clubes que não têm conseguido lutar pelo título até à reta final. Verifica-se também, que mesmo nos campeonatos em que o líder é o “crónico campeão”, como por exemplo o FC Bayern Munique, a diferença em relação ao segundo classificado é de apenas dois pontos, o que faz antever uma disputa renhida até ao fim.

Se não existem já grandes dúvidas de que vão existir na época 2020/2021 alguns campeões surpreendentes (pelo menos naquilo que eram apostas no início da época), fica a dúvida de perceber se este ano atípico permitirá mudar o paradigma e o ciclo de equipa vitoriosas e respetivos campeonatos, ou se se trata apenas de um ano de exceção, que retomará já na próxima temporada aquele que tem sido o seu curso normal de vencedores.

Esta época com tudo o que gira à volta do vírus, deixou bem patente a importância e o impacto que uma forte massa associativa pode ter no rendimento das equipas, tanto de um ponto de vista positivo – com a galvanização dos atletas, quer de um ponto de vista negativo – já que há equipas que parecem trabalhar constantemente “sobre brasas”, o que dificulta a criação de uma estabilidade que se revela essencial para o sucesso desportivo.


Esperemos que tudo retome a normalidade o mais rapidamente possível, porque o futebol não é o mesmo sem adeptos, a falta de receitas asfixia os clubes financeiramente e porque se nota uma certa desmotivação até nos próprios atletas, habituados a grandes ambientes e que de repente se vêm confrontados com cenários dignos de jogos amigáveis de pré-época.

Venha rapidamente a época 2021/2022, esperemos que já sem máscaras e sem vírus, com muita cerveja e muitos festejos.

Portugal 16-19 Geórgia: Força dos avançados georgianos ditou lei em solo Lusitano

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A CRÓNICA: BOA PRIMEIRA PARTE NÃO FOI SUFICIENTE PARA VENCER A GEÓRGIA

Primeira parte bastante equilibrada, talvez até com mais pendor para Portugal. Por um lado, a Geórgia soube tirar partido da fisicalidade do seu jogo, chegando por duas vezes ao ensaio, por meio de Miriani Madebadze e Jaba Bregvadze. Duas jogadas algo semelhantes, com o poderio do pack georgiano no maul a fazer a diferença. Por outro lado, os lobos conseguiram ter mais bola e terreno.

Já no fim dos primeiros quarenta minutos, Rodrigo Marta fez o ensaio de Portugal, após uma excelente jogada da linha de três quartos. Os portugueses tinham vantagem de 13-10 ao intervalo, vantagem essa que poderia ter sido bem mais expressiva, face à boa atuação dos lobos.

Já nos segundos quarenta minutos, a Geórgia assumiu o controlo do jogo. A receita não mudou: a força dos avançados voltou a fazer a diferença. Dos três ensaios georgianos da segunda parte, apenas um não surgiu de um maul. Além do mais, o número de penalidades cometidas por Portugal foi aumentando, culminando com o cartão amarelo mostrado a Tomás Appleton.

Assim sendo, a Geórgia ia conseguindo colocar a defesa portuguesa sob forte pressão e ia conseguindo marcar ensaios, dois seles da autoria de Giorgi Melikidze e Shalva Mamukashvili. Ao cair do pano, Tornike Jalagonia selou o resultado em 16-29.

 

A FIGURA

Fonte: Sebastião Roxo/Bola Na Rede

Tornike Jalagonia – Impressionante a exibição deste número 8. Poderoso com a bola em seu poder e exímio na placagem, além do turnover e do ensaio marcado já no final do jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Roxo/Bola Na Rede

Defesa do maul e formação ordenada – O pack avançado luso mostrou muitas dificuldades em conter o adversário nestes capítulos do jogo. Dois aspetos a melhorar para vencer a Roménia, já no próximo fim de semana.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Boa primeira parte por parte dos lobos. Portugal foi mais eficiente na gestão da bola e conseguiu ter bastante território. Não obstante, Portugal desperdiçou uma clara oportunidade de ensaio e falhou na conversão de múltiplos pontapés aos postes. Além do mais, a capacidade de segurar a bola foi essencial para colocar a linha defensiva adversária sob pressão e conquistar diversas penalidades.

A segunda parte foi algo cinzenta, na medida em que o conjunto luso praticamente não teve bola e limitou-se a defender no seu meio campo. Os três quartos tiveram pouca posse e o domínio georgiano nos avançados foi-se acentuando.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

  1. Geoffrey Moise (5)
  2. Mike Tadjer (5)
  3. Diogo Hasse Ferreira (5)
  4. Rafael Simões (5)
  5. José Andrade (6)
  6. João Granate (5)
  7. José Madeira (6)
  8. Luigi Dias (5)
  9. Samuel Marques (7)
  10. Jerónimo Portela (5)
  11. Rodrigo Marta (7)
  12. Tomás Appleton (5)
  13. José Lima (5)
  14. Rafaelle Storti (6)
  15. Dany Antunes (6)

SUBS UTILIZADOS

16. David Costa (-)

17. Nuno Mascarenhas (-)

18. Thibault de Sousa (-)

19. Francisco Sousa (5)

20. Eric dos Santos (-)

21. Theo Entraigues (-)

22. Jorge Abecasis (-)

23. Nuno Sousa Guedes (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – GEÓRGIA

Numa primeira parte pouco conseguida, os georgianos foram altamente eficazes: nas duas oportunidades de que dispuseram, marcaram dois ensaios. Ainda assim, mostraram-se muito faltosos, sobretudo ao abordar o breakdown.

Nos segundos quarenta minutos, a situação reverteu-se. Muita bola e território foram sinónimo de domínio. Os georgianos apresentaram um jogo muito curto e extremamente físico que, apesar de eficaz, evidenciou algumas lacunas, sobretudo no aspeto mais técnico e na qualidade de circulação de bola (a linha de três quartos teve muito desaparecida, tirando uma saída de bola fantástica dos seus 22 metros, ainda no primeiro tempo). Ainda assim, o domínio dos seus avançados permitiu somar a primeira vitória nesta jornada inaugural do Rugby Championship.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

  1. Guram Gogichashvili (6)
  2. Jaba Bregvadze (7)
  3. Giorgi Melijidze (7)
  4. Lasha Jaiani (6)
  5. Nodar Cheishvili (6)
  6. Giorgi Tkhilaishvili (5)
  7. Beka Saghinadze (7)
  8. Tornike Jalagonia (8)
  9. Gela Aprasidze (6)
  10. Lasha Khamaladze (5)
  11. Alexander Todua (5)
  12. Merab Sharikadze (6)
  13. Giorgi Kveseladze (6)
  14. Miriani Madebadze (6)
  15.  Soso Matiashvili (6)

SUBS UTILIZADOS

  1. Shalva Mamaukashvili (7)
  2. Beka Gigashvili (6)
  3. Gia Kharaishvili (6)
  4. Davit Gigauri (-)
  5. Irakli Tskhadadze (-)
  6. Mikheil Alania (-)
  7. Mikheili Babunashvili (-)
  8. Demur Tapladze (-)

Foto de Capa: Sebastião Roxo/Bola Na Rede

Uma reflexão sobre o passado recente à boleia da ‘’Estrelinha’’ | Sporting CP

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Podemos ver a atual campanha do Sporting CP no campeonato de diversas formas: a equipa de Rúben Amorim está a realmente ser muito mais competente em comparação aos anos anteriores, está com um mindset diferente ou que está a ter a sorte (conhecida popularmente como ‘’estrelinha’’) que lhe faltou nos últimos 19 anos. Posto isto, nada no futebol é linear e, portanto, a turma leonina beneficia, evidentemente, de um pouco de cada um destes fatores.

Já aqui se falou das várias vezes em que o líder do campeonato resolveu jogos já perto do final do jogo ou até mesmo em período de descontos – e não foram uma ou duas vezes – pelo que, como se costuma dizer, ‘’a sorte protege audazes’’. E a equipa do Sporting CP é audaz, persistente, valente. O próprio treinador já admitiu que os Leões já tiveram equipas melhores e que praticavam um futebol bem mais atrativo, tendo como referências equipas na década de 90 que contavam com craques como Figo e Balakov, bem como a primeira época de Jorge Jesus em Alvalade, mas que os seus jogadores sabem muito bem contornar as suas limitações.

No entanto, torna-se redutor e de certa forma injusto justificar os números incríveis da turma verde e branca no campeonato com sorte e a tão falada ‘’estrelinha’’. Já são 22 jornadas sem perder, um recorde em toda a história centenária do Sporting CP. O contexto pandémico ajudou a relaxar a equipa e a evitar um ambiente mais pesado? A eliminação precoce na Liga Europa ‘’livrou’’ os Leões de uma maior sobrecarga de jogos? Sim, é incontornável que existiram situações benéficas num contexto muito particular, mas o mérito existe e é inquestionável.

Recuemos a temporadas transatas: a última época em que existiu a hipótese de título em Alvalade foi em 2017/18, e muito embora o Sporting CP tenha ficado ‘’arrumado’’ dessa possibilidade entre fevereiro e março, a realidade é que o plantel era muito superior ao atual, quiçá o mais completo que o clube possuiu desde a década de 90, para além de um treinador muito capaz que, como se sabe, acabou por não triunfar no clube. No fim dessa temporada, aconteceu o que aconteceu, mas tratava-se de uma equipa que era capaz de muito mais.

Na época 2015/16, a expectativa era grande, dado que o Sporting CP tinha ‘’roubado’’ o treinador bicampeão ao eterno rival, para além de ter reforçado a equipa com jogadores de qualidade inquestionável como Bryan Ruiz ou Teo Gutiérrez, para além de Coates em janeiro. Foram segurados também ativos importantes como Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário ou Slimani. Tinha tudo para correr bem, e mesmo que para muitos os Leões tenham sido a equipa a praticar o futebol mais atrativo daquele campeonato, a realidade é que não foi campeão e a razão é que faltou muita coisa: uma comunicação correta, humildade e provavelmente sorte em certos jogos. E claro, como é sabido, o futebol em Portugal é muito jogado fora das quatro linhas, mas é um campo no qual não vale a pena entrar neste momento.

Por fim, foquemo-nos no essencial: a comunicação nessa época foi péssima. Um trio formado por Bruno de Carvalho, Jorge Jesus e Octávio Machado nunca poderia ser saudável para o futebol. Declarações inflamadas, exageradas e que, de certa forma, acabaram por motivar o Benfica, que se lançou para o tricampeonato. Sou um feroz crítico de Frederico Varandas e sempre serei, mesmo que ganhe este campeonato e mais uns quantos, por tudo o resto, mas parece que estará a aprender com os erros do passado e a evitar criar polémicas, depois do próprio as ter criado nos últimos dois anos – assumo que já entendeu que é uma ‘’guerra’’ que não poderá ganhar e que assim nunca poderia ‘’unir’’ o clube, como havia prometido.

A prestação de Rúben Amorim ao serviço do comando técnico do Sporting CP está a surpreender tudo e todos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A história do Sporting CP é feita de glórias e grandes conquistas, mas também de tiros nos pés. Esperemos que esta possível conquista do campeonato, após longos 19 anos de jejum, seja precursora de um futuro mais risonho para o clube, baseado na racionalidade e inteligência, sem os erros históricos que ao longo de mais de cem anos foram cometidos, passando pelos anos de ouro dos Cinco Violinos, em que o Sporting CP não ganhou oito (!) campeonatos seguidos porque não ‘’quis’’, no final da década de 70 e início de 80, em que se verificou a ‘’emancipação nacional’’ do FC Porto, com uma má abordagem no combate a Pinto da Costa por parte do saudoso João Rocha, as últimas duas conquistas do campeonato em 2000 e 2002, em que o clube poderia ter apostado no futuro, beneficiando num suposto ‘’fim de ciclo’’ do FC Porto e na profunda crise do SL Benfica, a não vinda de Jorge Jesus em 2009, que acabou por fazer história no eterno rival e mais recentemente a era Bruno de Carvalho, marcada por diversos erros – tendo como o principal a contratação milionária de Jorge Jesus e a sua permanência.

Admito que esta renovação de Rúben Amorim me pareceu precoce, apesar do grande trabalho que tem realizado ao comando da equipa. O ‘’fantasma’’ Jorge Jesus ainda paira em Alvalade, mas esperemos que não se repita e que se trate de uma total rotura com o passado recente.

Madrid aguarda sentença Real: Club Atlético de Madrid vs Real Madrid CF

Liga Espanhola, Jornada 26: domingo, 15h15, 7 de março 2021

ANTEVISÃO: BILHETE PARA O TÍTULO NO METRO(POLITANO)

O embate deste domingo pode separar Madrid na luta pelo título. Com um jogo a menos, e mais cinco pontos que os rivais, o Club Atlético de Madrid entra com “a faca e o queijo na mão”, e quando assim é, dificilmente Simeone fica com as mãos abanar. O Real Madrid CF vem de cinco jogos sem perder, enquanto os “colchoneros” reencontraram o caminho para as vitórias no último fim-de-semana.

UM DÉRBI MUITO IMPORTANTE PARA AS AMBIÇÕES DAS DUAS EQUIPAS DE MADRID. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Apesar do melhor momento dos “merengues”, a inconsistência que a equipa de Zidane tem vindo apresentar no decorrer da temporada pode jogar a favor de Simeone. A jogar ainda com o facto de o empate servir melhor os “rojiblancos”, a defesa opaca que já é reconhecida aos “colchoneros” pode colocar em sentido um jogo mais atrevido dos “blancos”. Atrevimento esse que não pode ser muito dos “merengues”, já que há uma frente pouco penosa do outro lado, comandada por Suárez e João Félix. No entanto, e apesar de algumas baixas, convém dar muita atenção à experiência dos “veteranos” do Santiago Bernabéu.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos cinco jogos na Liga Espanhola, o Club Atlético de Madrid venceu dois, empatou dois e perdeu um.
  2. Nos últimos cinco jogos na Liga Espanhola, o Real Madrid CF venceu quatro e empatou um.
  3. Em 24 jornadas, a equipa de Diego Simeone marcou em 20 jogos.
  4. Em 25 jornadas, os comandados de Zinedine Zidane marcaram em 22 jogos.
  5. No campeonato, os “colchoneros” têm em média 1,95 golos marcados por jogo, e 0,66 sofridos.
  6. No campeonato, os merengues têm em média 1,72 golos marcados por jogo, e 0,80 sofridos.
  7. Em casa, para a Liga Espanhola, o Club Atlético de Madrid tem nove vitórias, dois empates e uma derrota.
  8. A jogar fora, para a Liga Espanhola, o Real Madrid CF tem oito vitórias, quatro empates e uma derrota.
  9. Nos últimos cinco jogos entre as duas equipas, houve em média 1,4 golos por jogo.
  10. Nos últimos cinco embates para a Liga Espanhola entre Club Atlético de Madrid e Real Madrid CF, na casa dos “colchoneros”, uma vitória para a turma de Simeone, dois empates e duas vitórias para a formação de Zidane.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Luis Suárez (Club Atlético de Madrid) – O melhor marcador dos “colchoneros” na Liga Espanhola, com 16 tentos, parece ter uma boa relação com os embates frente aos merengues. Sem marcar para o campeonato há quase um mês, o uruguaio pode ser arma secreta para sentenciar a tática de Zidane. Em 17 embates frente ao Real Madrid CF, Suárez leva 11 golos (não marcou nos últimos três).

Sergio Ramos (Real Madrid CF) – Os adeptos “colchoneros” devem ter pesadelos com o central. A inconsistência do Real Madrid CF muito se deve também a alguma ausência do jogador esta temporada. Em 45 embates com o Club Atlético de Madrid, Sergio Ramos leva 22 vitórias, 14 empates e nove derrotas. O internacional espanhol fez ainda seis golos em todos os clássicos de Madrid, e vai ser fulcral na manobra defensiva de Zidane. Em termos ofensivos… bem, já conhecemos a história.

 

XI’S PROVÁVEIS

Club Atlético de Madrid: Oblak, Hermoso, Savic, Felipe, Koke, Trippier, Llorente, Ñiguez, Ferreira-Carrasco, Félix e Suárez.

Treinador: Diego Simeone:

“Para vencer temos que ter força, equilíbrio… fazer um grande jogo”.

Real Madrid CF: Courtois, Mendy, Sergio Ramos, Varane, Vázquez, Casemiro, Modric, Kroos, Vinícius, Asensio e Isco.

Treinador: Zinédine Zidane:

“Precisamos começar bem e fazer uma boa partida durante 90 minutos, pois é um adversário muito bom.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Club Atlético de Madrid 1-0 Real Madrid CF