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Nem a tempestade parou Granerud | Saltos de Esqui, Willingen

A Taça do Mundo de Saltos de Esqui rumou, este fim de semana, até Willingen, na Alemanha. Com o objetivo de levar a cabo a primeira edição do “Willingen Six”, prova que pela primeira vez incluiria seis saltos válidos, uma vez que nas duas últimas épocas apenas tinham sido contabilizados cinco. O evento que inicialmente teria seis rondas acabou por não ser “Six”, nem tão pouco “Five”!

O palco para este mini-torneio, inserido na “Champions dos saltos”, foi o trampolim Muhlenkopfdchanze, uma estrutura de 147 metros, com o K-Point situado nos 130m e um record ex-aequo da autoria de dois “homens pássaro”: Janne Ahonen da Finlândia logrou atingir em 2005 a marca de 152m. Nove anos volvidos, igual distância voltou a ser “voada” neste trampolim, desta feita o seu autor foi o esloveno, Jurij Tepes.

À partida para mais um fim de semana, haviam três ausências a salientar e todas no seio da formação eslovena, falo dos manos Prevc: Peter (o mais velho) e Cene (o do meio) haviam testado positivo para a Covid 19. Já o mais novo, Domen, embora não tivesse estado infetado, viu-se forçado a cumprir um período de isolamento profilático.

A festa, na cidade de Willingen, localizada junto à fronteira com a República Checa, iniciou-se na sexta feira e logo com um motivo de regozijo para todos os fãs da modalidade. Isto porque foi batido, ainda durante a ronda de qualificação o record da estrutura germânica, diga-se que  por um nome improvável, o do polaco Klemens Muranka, que apesar dos 153m, fruto de melhores condições de vento que acabaram por lhe dar penalização, ficou com a quinta posição no final da ronda.

Esta foi vencida, saltando um metro a menos do que Muranka (distância anteriormente record do trampolim) pelo seu compatriota, Andrzej Stekala, que parecia continuar as boas prestações  rubricadas no decurso da presente temporada. O segundo posto da ronda de qualificação foi para o líder do campeonato, Halvor Egner Granerud da Noruega, sendo que a fechar o pódio esteve o vice-líder da presente época, o alemão Marcus Eisenbichler.

Refira-se que os “cazaques” regressavam à Taça do Mundo. Sim, os saltadores do Cazaquistão! Estes que apareciam esporadicamente, principalmente durante o torneio dos quatro trampolins, mas que este ano não haviam marcado presença nesse mítico certame, tendo sido esta a sua primeira aparição no campeonato deste ano. Claro está que sem sucesso!

Note-se que iríamos ter novo vencedor do torneio, visto que Stephan Leyhe, alemão que levantara o troféu na temporada anterior, continuava a recuperar de uma rotura de ligamentos, motivo pelo qual não pode defender as suas chances na competição.

Num dia em que as condições para se assistir a grandes distâncias pareciam as ideais, era Granerud quem ocupava o primeiro posto, findada que estava a ronda de saltos inicial. A marca que lhe ia valendo o comando eram 147,5 metros, o segundo ia sendo Daniel-André Tand, no entanto quem mais impressionava era o esloveno, Bor Pavlovcic, que a manter a toada faria aqui o melhor resultado de uma ainda curta trajetória entre os melhores.

Ainda dentro do Top 5, estavam o polaco Kamil Stoch em quarto e Ryoyu Kobayashi, para as cores nipónicas, ia assegurando a quinta melhor marca. O veterano “o Harry Potter suíço” Simone Ammann, marcava pela primeira vez na época, um lugar na ronda final. Já nomes como Stekala, fora dos vinte primeiros ou Robert Johanson apenas 17º iam desapontando.

Pior ainda fizeram Timi Zajc da Eslovénia, que regressado após problemas disciplinares não conseguiu acesso à derradeira ronda, tal como Johann  André Forfang que se vai mostrando altamente irregular, ora rubrica prestações de excelente nível ora intercala esses resultados com provas em que nem passa à segunda ronda. Já o estoniano, Artti Aigro, viu a sua marca não ser válida, uma vez que foi desqualificado por irregularidades nas medidas do fato.

Numa segunda ronda em que o vento se mostrou, como que a reconhecer o terreno, para os estragos que provocaria no normal desenrolar da competição do dia seguinte. Com isto, foi Granerud quem festejou pela sétima vez na carreira e coincidentemente na temporada.  A prata ficou para Tand, pela segunda prova consecutiva, já o bronze foi entregue a Kamil Stoch, que tentava desta forma minimizar ao máximo as perdas para o rival nórdico. Pavlovcic com a quarta posição garantia o melhor de sempre na Taça do Mundo, o polaco David Kubacki, que no fim de semana anterior se tinha exibido de forma particularmente desinspirada, voltava deste modo a conseguir um lugar honroso, na circunstância, o quinto.

O atleta suíço de 39 anos, Simon Ammann com o 12º registo, assegurou o melhor desempenho em duas temporadas e meia. Andrzej Stekala mostrava que é necessário repetir as indicações dadas nas qualificações, tendo o jovem polaco fechado o top vinte. De mencionar ainda a subida de nove postos do germânico Karl Geiger que trepou do 20º posto até ao 11º lugar, com uma marca de 138 metros, que a ser realizada na ronda inaugural, lhe daria legitimidade para sonhar com um dos metais. Continuando do lado da Mannschaft a destacar ainda que Marcus Eisenbichler, apenas oitavo, perdia terreno para Stoch, mas sobretudo via a distância aumentar face a Granerud.

No domingo cedo se compreendeu que não seria um dia nada fácil nem para a organização, nem tão pouco para os saltadores. A ronda de qualificação, adicionada, para completar os seis saltos pontuáveis para o torneio e depois de várias tentativas alterando de forma sucessiva o “portão”, acabou por ser cancelada, reduzindo a competição a apenas cinco saltos. No entanto, a força do vento manteve-se  e as condições foram-se deteriorando cada vez mais.

A primeira ronda ainda foi concluída levando 2h10m, tempo destinado normalmente para as duas rondas que compõem a competição. Com o vento a aumentar de intensidade, a soprar de forma cruzada e a noite a ser uma realidade, o evento que era para contabilizar seis saltos terminou reduzido a quatro, tendo prevalecido os resultados da primeira e única ronda disputada no dia de domingo.

Assim sendo, foi Granerud quem venceu, que apesar das péssimas condições atingiu 149 metros, fazendo a “dobradinha”. Em segundo, com uma marca inferior em 12 metros, ficou o polaco Piotr Zyla e, no bronze, assinando 143m, ficou Marcus Eisenbichler. Ainda merecedor de menção o quarto posto de Muranka que, após ter rubricado o recorde da estrutura na sexta, assinou no último dia de janeiro o melhor desempenho de toda a carreira na Taça do Mundo.

No polo oposto ficaram Stoch, apenas o 27.º colocado, Andrzej Stekala 20.º posicionado e Michael Hayboeck, nem se conseguiu imiscuir nos trinta lugares passíveis de pontuação.

Na geral do torneio Granerud foi o grande vencedor levando para casa os 15.000euros, Tand arrecadou o vice título e 10.000 euros de prémio, já Zyla viu 5.000 euros serem acrescentados à sua conta pessoal, adquirindo a terceira posição.

Agora na geral da Taça do Mundo e cumpridas que estão vinte provas, Granerud, fruto de mais um desempenho inolvidável, vê a sua vantagem disparar novamente somando agora 1206 pontos, Eisenbichler contabiliza 888 enquanto Kamil Stoch tem averbados 725.

A próxima etapa da Taça do Mundo está agendada de cinco a sete de fevereiro e decorrerá em Klingenthal , ainda em solo germânico, sendo que este fim de semana estava inicialmente destinado a ser realizado em Sapporo no Japão, mas em virtude do agravamento da pandemia, foi a cidade alemã quem ocupou a vaga deixada pelo trampolim nipónico. O BNR, como sempre trará o que de mais relevante lá se passar.

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Foto de capa: FIS Sky Jumping

Seis Nações ao som da velha rivalidade do Canal da Mancha

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O Rugby internacional está de regresso, desta feita, com o Torneio das Seis Nações. À semelhança do sucedido na temporada transata, França e Inglaterra são os favoritos no que diz respeito à conquista do título.

De um lado, a Inglaterra de Eddie Jones tem dominado o rugby europeu, ao conquistar três das últimas cinco edições, além da recente vitória na Autumn Nations Cup. Apesar de ter um plantel de luxo à sua disposição, o selecionador australiano teve de fazer diversas mexidas na convocatória devido a lesões contraídas por jogadores como Joe Launchbury, Sam Underhill, Kyle Sinclair e Mako Vunipola.

Não obstante, a seleção da rosa parte, na minha opinião, como favorita à conquista do Torneio das Seis Nações. Os ingleses não prescindirão, certamente, do seu jogo pressionante (principalmente ao pé), largo e dominante no pack avançado.

Do outro lado, a França, desde o período em que Fabien Galthié assumiu o comando técnico dos gauleses, tem sido uma surpresa, não só pelos resultados alcançados, mas também pela mudança de paradigma que o ex-treinador do Toulon está a operar no Rugby francês.

A verdade é que a liderança do antigo médio de formação se tem revelado frutífera, na medida em que conseguiu construir um plantel mais profundo (em número e em qualidade). Além do mais, o estilo de jogo mudou profundamente, sobretudo no que toca ao aspeto defensivo. A chegada de Shaun Edwards teve um papel primordial, visto que foi capaz de montar uma defesa dominante e veloz. Aliada a esta qualidade, está a versatilidade e a imprevisibilidade da linha de três quartos. Ainda assim, Galthié não poderá contar com duas peças fundamentais no seu quinze: Romain Ntamack e Virimi Vakatawa (a linha de três quartos perderá fisicalidade sem o centro franco fijiano) falharão o Torneio das Seis Nações devido a lesão.

Se a França está numa fase de crescimento, País de Gales e Irlanda fazem o percurso inverso. Depois de conquistarem um grand slam em 2019, os galeses têm perdido muito crédito no seio do rugby europeu, tendo resultados muito aquém do esperado, quer no Torneio das Seis Nações, quer na Autumn Nations Cup. Ainda para mais, a qualidade do jogo diminuiu radicalmente. Ao rigor técnico e tático de Warren Gatland sucedeu-se um modelo impercetível de Wayne Pivac, que tem conduzido o País de Gales a resultados desastrosos.

Já a Escócia será, a meu ver, a surpresa da competição. Gregor Townsend prescindiu de Sam Johnson para dar lugar a Cameron Redpath na posição de centro. O jogador do Bath, que preferiu jogar pela Escócia em vez de representar Inglaterra, tem feito uma grande temporada ao serviço do Bath, seja a primeiro ou a segundo centro, sendo que também pode ser uma solução para médio de abertura.

O pontapé de saída dar-se-á sábado, com um Itália – França seguido da Calcutta Cup entre Inglaterra e Escócia.

Foto de Capa: Six Nations Rugby

Olheiro BnR: Roman Yaremchuk, a nova fórmula ucraniana

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É certo que o Sporting CP procurou – e ainda procura – a todo o custo trazer um avançado para reforçar o seu plantel, numa altura em que o fecho do mercado está próximo – no próximo dia um de fevereiro às 23h59m. Roman Yaremchuk está na calha.

A imprensa nacional dá conta de que o Sporting CP fez um esforço por Paulinho – 12,5M mais Borja, mas o SC Braga pretende uma verba a rondar os 15M€, valor ao qual a SAD leonina não pretende chegar.

O avançado ucraniano ao serviço do KAA Gent, na Bélgica, tem estado em destaque e desperta o interesse de alguns clubes como é o caso da AS Roma, mas também do Galatasaray SK.

Roman Yaremchuk é um jogador que está habituado a jogar na companhia de outro avançado, num esquema semelhante ao de Rúben Amorim – 3x4x2x1 ofensivamente – onde apenas existe uma ligeira alteração na forma como se estrutura o ataque da equipa belga – 3x4x1x2. No entanto, e apesar de ter 1,91m, é um avançado móvel e capaz de jogar em qualquer posição no ataque. Gosta de deambular no ataque sendo capaz de pisar qualquer corredor do terreno no último terço.

É um pouco semelhante a Paulinho na forma como gosta de vir atrás, deixando a marcação dos centrais para procurar ligar o jogo com os médios, onde gosta de participar também na fase de criação, procurando explorar o espaço entre linhas, capaz de segurar a bola e de libertar espaços para os companheiros procurarem a profundidade.

Para além de demonstrar esta capacidade técnica, Roman Yaremchuk é um jogador inteligente a atacar os espaços nas costas da defesa, variando os seus padrões de movimento, mas procurando sempre aparecer na área. Demonstra facilidade em jogar com os dois pés e a sua altura também lhe garante uma enorme vantagem no jogo aéreo. Na presente época, em 19 jogos no campeonato, leva já dez golos, demonstrado uma enorme consistência e compostura em frente à baliza.

Com apenas 25 anos, conta com alguma experiência internacional ao serviço da seleção ucraniana, tendo ainda espaço para crescer e tornar-se (ainda) mais completo. Avaliado em 11 milhões, de acordo com o Transfermarkt, alguns rumores indicam que devido à pandemia e às dificuldades que muitos clubes sentem, o KAA Gent poderá estar disponível para negociar numa verba a rondar os 15 milhões.

 

WWE Royal Rumble | Vencedores do Passado e do Futuro

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O melhor evento do ano já terminou e creio que correspondeu às expectativas. Ambos os Royal Rumble Matches foram ótimos e o combate pelo título Universal foi sensacional. Já os combates que abriram o evento não deslumbraram.

Assim, analisemos melhor o Royal Rumble 2021.

Nota do evento: 7,5/10

Foto de capa: WWE

Os 5 maiores flops do Sporting CP da década | Sporting CP x SL Benfica

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Sporting CP e SL Benfica medem forças esta segunda-feira em Alvalade com muito em jogo: a rivalidade, o orgulho, mas principalmente o título de campeão. Para simplificar as contas, caso os “leões” vençam o jogo, o SL Benfica fica a nove pontos do primeiro lugar. Em resultado contrário, a distância entre ambos fica reduzida a uns meros três pontos.

DÉRBI DOS DÉRBIS EM ALVALADE! O SPORTING CP PARTE COM UMA BOA VANTAGEM PONTUAL MAS O SL BENFICA ESTÁ INVICTO FRENTE AO SPORTING CP NA PRIMEIRA LIGA HÁ NOVE JOGOS! QUEM VAI LEVAR A MELHOR? APOSTA JÁ COM A BET.PT! 

Mas porque não olhar para este jogo com menos seriedade e falar daquele tipo de jogadores que não marcam, não assistem e, no fundo, ninguém os quer ver em campo? Sim, estamos a falar dos flops. Aqueles jogadores que um clube compra a pensar que vão ser as próximas estrelas, mas acabam a fazer apenas os últimos 2 minutos de cada jogo.

Como antevisão a este grande dérbi lisboeta, o Bola na Rede decidiu evidenciar os 5 maiores flops que passaram pelo Sporting CP na última década.

O melhor 5 da semana | NBA

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O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 26 de Janeiro até dia 31.

Esta seleção será realizada todas as segundas feiras.

Foto de capa: Denver Nuggets

5 dados das visitas do Rio Ave FC ao Estádio do Dragão

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Em jornada de dérbi, o FC Porto também vai ter um teste importante frente ao Rio Ave FC, não só pelo adversário, mas pela pressão de beneficiar do resultado em Alvalade.

O Rio Ave FC vai ser então o adversário que, a partir das 19h vai colocar à prova uma equipa que no ano passado vacilou. Foi até o último jogo do FC Porto no campeonato com adeptos no estádio, algo que já não se vai ver neste jogo.

OS DRAGÕES TENTAM APROVEITAR O DÉRBI PARA GANHAREM PONTOS A UM DOS RIVAIS. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Em jeito de antevisão, o BnR elaborou cinco dados estatísticos sobre o encontro que se avizinha. Acompanhem-nos nos tópicos que se seguem!

Vitória SC 66-89 SL Benfica: Águias mostraram as garras para vencer

A CRÓNICA: UM BENFICA AGUERRIDO QUE JÁ NÃO SE VIA HÁ ALGUM TEMPO

O Pavilhão Unidade Vimaranense recebeu mais um jogo da 17.ª jornada do Campeonato Nacional de Basquetebol. Desta vez, foi o encontro entre o Vitória SC e o SL Benfica. Com a equipa de Guimarães a querer cimentar o seu lugar nos oito primeiros da tabela, esperava-se um jogo algo mais fervoroso por parte dos vimaranenses, apesar de não estarem, de todo, a atravessar o melhor momento na época.

Depois de o jogo começar com dez minutos de atraso, dado existirem problemas técnicos com o marcador e com o relógio, viu-se um primeiro período bastante equilibrado entre ambas as equipas. Os primeiros minutos do encontro foram a personificação do “ora agora vais tu, ora agora vou eu”, onde se uma equipa marcava ponto, no ataque seguinte, a outra equipa retribuía. No final desses primeiros dez minutos, o SL Benfica encontrava-se na frente do marcador por 25-21.

O segundo período acabou dominado pela eficácia no lançamento exterior dos encarnados. Conseguindo levar mesmo a distância no marcador até uma vantagem de 12 pontos, o SL Benfica acabou por descansar um pouco no encontro, o que fez o Vitória SC “abrir o olho”. Ao intervalo, o marcador apontava 48-41, a favor dos visitantes.

Com o iniciar do terceiro quarto, o Vitória SC continuou de olho bem aberto e com uma enorme vontade de anular a desvantagem sentida no resultado. Os vimaranenses conseguiram mesmo estar a um ponto das águias, mas o SL Benfica não cedeu e arrancou a partir desse momento. Quando a turma de Carlos Lisboa se viu em vantagem apenas por um ponto, ligou o turbo e não parou mais.

Os últimos dez minutos foram algo contraditórios ao restante jogo. Se, nos primeiros 30 minutos, vimos duas equipas aguerridas, com vontade de vencer e com uma elevada percentagem de eficácia, naqueles últimos dez, foi o oposto disso tudo. Quem saiu a ganhar dessa “falta de jogo”, e que acabou mesmo a vencer o encontro, foi o SL Benfica. Com uma masterclass de Betinho, os encarnados levaram a melhor sobre o Vitória SC e o encontro terminou com o marcador a anotar um 89-66.

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Betinho (SL Benfica) – Não poderia haver outra escolha neste encontro. Betinho foi uma figura incontornável durante todo o jogo, tanto nos aspetos ofensivos como defensivos. Trouxe uma outra dinâmica à equipa do SL Benfica, para além dos pontos e da sua eficácia de lançamento.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Jaron Hopkins (Vitória SC) – O jogador do Vitória não esteve nos seus melhores dias e a equipa acabou por ser influenciada por isso mesmo. Nos momentos em que Hopkins se viu forçado a trocar de posição, viu-se que a equipa vimaranense perdia segurança e fluidez no decorrer da partida. Esperava-se outro tipo de exibição.

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC foi ao jogo, certamente, na pior fase que enfrentam na época e queriam mostrar que estavam dispostos a dar uma reviravolta nos resultados.

A nível defensivo, a equipa de Carlos Fechas recorria à marcação individual, socorrendo-se da altura dos seus jogadores em comparação aos do SL Benfica – os vimaranenses, em muitos dos duelos vistos em campo, saiam por cima e aproveitavam essas mesmas diferenças para se sobressaírem na defesa.

As transições ofensivas do Vitória SC caracterizaram-se por ser bastante rápidas quando iniciadas, mas diminuindo ritmo à medida que chegavam perto do cesto, dando tempo para pensar na jogada a efetuar (o que facilitava o trabalho defensivo da equipa do SL Benfica). Berry era a solução da equipa da casa para pontuar no jogo interior, dada a sua constituição física desenvolvida.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Jaron Hopkins (5)

Alexander Peacok (6)

Alfred Parrish (6)

Coreontae Berry (7)

Tyler Seibring (6)

SUBS UTILIZADOS

João Ribeiro (6)

André Bessa (6)

Ricardo Monteiro (7)

Afonso Soares (-)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

Com a ausência de Eric Coleman, depois de ter testado positivo à COVID-19, e o regresso de Tomás Barroso às opções, Carlos Lisboa teve, praticamente, quase todos os seus melhores jogador ao dispor.

Num jogo onde os encarnados pareceram dar o tudo por tudo para conseguir alcançar uma vitória frente ao Vitória, as transições ofensivas culminaram em bastantes jogadas pelo interior da quadra, aproveitando o poderio físico dos jogadores das águias, mas o tiro exterior foi a arma secreta da primeira metade do encontro.

Já, a nível defensivo, o SL Benfica optou por uma defesa cerrada homem a homem e, quando necessário, a double team sob os homens do Vitória SC, de forma a dificultar ainda mais os ataques da equipa vimaranense.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Betinho (9)

Bryce Alford (8)

Tweety Carter (5)

Quincy Miller (7)

Cameron Jackson (6)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Lisboa (7)

Tomás Barroso (6)

Fábio Lima (5)

Hugo Silva (-)

Arnette Hallman (-)

Jaylen Key (6)

Guilherme Saiote (-)

Foto de Capa: Bola na Rede

Dinamarca 26-24 Suécia: Dinamarca é Bicampeã Mundial

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A CRÓNICA: DINAMARCA VENCE DERBY DE ØRESUND EQUILIBRADO

Após mais de duas semanas de competição chegamos ao fim do Mundial de Andebol
de 2021. Na final do Mundial do Egipto defrontam-se duas nações que estão ligadas pela Ponte de Øresund, Dinamarca e Suécia. A Dinamarca foi sempre uma das candidatas à vitória e foi demonstrando a sua qualidade ao longo da competição, enquanto a Suécia superou as expectativas iniciais ao chegar a esta final.

A Suécia começou da melhor maneira a partida, marcando o primeiro golo. Tal como esperado, o equilíbrio foi um fator determinante durante a primeira parte. Ambas as equipas só conseguiam distanciar-se por breves momentos, principalmente quando se encontravam em superioridade numérica. A meio do primeiro tempo a Dinamarca conseguiu uma vantagem de dois golos, que foi rapidamente recuperada pela Suécia, que, mesmo tendo mais dificuldades ofensivas, também teve a sua própria vantagem de dois golos nos últimos dez minutos da primeira parte, mas a Dinamarca conseguiu chegar ao empate a 13 golos pouco antes do intervalo.

Na segunda parte a tendência manteve-se durante a primeira metade desta, porque a 15 minutos do final da partida tudo mudou. Nesta altura, a Dinamarca fez duas alterações na sua organização que acabaram por ditar o destino do jogo: Jacob Holm entrou para a organização ofensiva, no papel de lateral esquerdo, e mudou a sua organização defensiva para 5×1. Estas mudanças facilitaram o encontro de soluções ofensivas e causaram imensas dificuldades à Suécia que ficou mais de cinco minutos sem marcar. Como é também habitual, surgiu, nesta fase decisiva, Niklas Landin, que fez quatro defesas fulcrais para esta conquista num curto espaço tempo, impedindo a Suécia de se aproximar no seu último esforço. A Dinamarca conseguiu, então, cumprir o seu objetivo e conquistar o Campeonato do Mundo, vencendo a Suécia por 26-24.

Dois anos depois, a Dinamarca conquistou pela segunda vez consecutiva o Campeonato do Mundo. Sempre foi uma das candidatas ao título e conseguiu durante toda a competição exibir-se ao nível requerido, mesmo com a ausência de Mikkel Hansen durante alguns jogos. Já a Suécia entrou nesta competição com poucas expetativas, mas surpreendeu o mundo do Andebol com a sua qualidade de jogo coletivo e conquistou um segundo lugar que deve encher a equipa de orgulho. Em 2023 o Mundial de Andebol estará de volta e esperemos que com a presença de Portugal e de público nas bancadas.

A FIGURA

Niklas Landin – Morte, impostos e Landin. Acredito que seja assim que se pensa na Dinamarca, sendo que o guardião dinamarquês, melhor jogador do Mundo em 2019, foi mais uma vez decisivo nesta enorme conquista, com intervenções brilhantes nos derradeiros momentos da partida.

O FORA DE JOGO

Andreas Palicka – Enquanto Landin brilhou, Palicka deixou um pouco a desejar. Não foi um péssimo jogo, mas apenas seis defesas numa final do Mundial não é suficiente para um jogador com a qualidade e com o impacto do guarda-redes sueco.

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

Foi uma Dinamarca que não apresentou grandes surpresas durante a maioria da partida, mas a mudança de sistema defensivo acabou por se mostrar decisivo. Num jogo tão equilibrado, as individualidades tornaram-se ainda mais importantes e nesse fator a Dinamarca é e foi superior à Suécia.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Niklas Landin (9)

Magnus Landin (8)

Mikkel Hansen (8)

Marten Olsen (6)

Mathias Gidsel (6)

Lass Svan (6)

Simon Hald (5)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Andres Zachariassen (5)

Magnus Jensen (9)

Kevin Moller (-)

Henrik Jensen (9)

Mensah Larsen (4)

Lasse Andersson (5)

Oris Nielsen (10)

Jacob Holm (8)

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

Mais uma grande performance da Suécia, que apenas perdeu o controlo da partida nos momentos finais. Baseando-se na sua enorme capacidade defensiva, a Suécia acabou por demonstrar mais dificuldades nos momentos ofensivos, o que acabou por ser um dos fatores diferenciadores, principalmente nos últimos minutos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Andreas Palicka (4)

Hampus Wanne (7)

Max Darj (4)

Daniel Pettersson (5)

Jonathan Carlsbogard (4)

Jim Gottfridsson (5)

Lukas Sandell (9)

 

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Mikael Aggefors (5)

Frederic Pettersson (8)

Felix Claar (8)

Lucas Pellas (9)

Albin Lagergen (6)

Valter Chrintz (8)

Mikkel Aggefors (8)

Foto de Capa: IHF

FC Porto B 0-1 Varzim SC: Luta de aflitos no Olival

A CRÓNICA: VARZIM SC VENCE E RESPIRA FUNDO NO INÍCIO DA SEGUNDA VOLTA

A jornada 18 ditou o princípio da segunda volta da Segunda Liga e o confronto direto entre os dois últimos classificados. Foi no campo do Olival que o FC Porto B recebeu os «poveiros», ao passo que as condições do Dr. Jorge Sampaio não auferiam garantias.

Do lado do FC Porto B, após um empate «à justa» diante o SL Benfica B, era fulcral somar pontos para sair da zona de despromoção, ao passo que a chamada de Cláudio Ramos à equipa secundária sublinhava esta urgência de pontos . Do lado do Varzim SC, sob o comando de José Esteves para esta partida, o objetivo passava por ultrapassar o FC Porto B na classificação e somar a segunda vitória em 2021.

O jogo alvorecia com a equipa da casa a assumir o controlo do jogo, com linhas bem subidas e com muitos homens em zona ofensiva, contudo a toada da temporada manteve-se. FC Porto B ataca muito, o FC Porto B sofre na primeira investida do adversário. Assim aconteceu e o Varzim SC inagurou o marcador. Ao minuto 19, um canto ao segundo poste surtiu numa sequência de remates da equipa forasteira, obrigando a duas defesas de nível elevado a Cláudio Ramos, que não obstante não segurou o 3º tento do central Luís Pedro.

A partir do golo, a equipa de José Esteves respirou com bola e os desiquilíbrios no ataque apareciam comodamente e em grande número, sendo que a organização defensiva portista denotava-se muito delicada e quebrável. Do lado azul e branco, a resposta ao golo visitante demonstrava-se insegura e inconsequente, na medida em que o rompimento das linhas “poveiras” acontecia principalmente sob a responsabilidade de Gonçalo Borges e Francisco Conceição. A dupla de médios Rodrigo Valente e Tiago Matos apresentou-se uma nulidade, quer na criação ofensiva, quer na transição defensiva.

As principais oportunidades pertenciam à «turma» forasteira, que no entanto não conseguiu incrementar a vantagem para os dois dígitos. Ao intervalo o Varzim SC vencia por 1-0.

A saída dos balneários trouxe um FC Porto B mais expedito, com muita chegada ao último terço, contudo nada mais que isso- com chegada- porque o momento da finalização era facilmente controlável pela defensiva forasteira que não teve problemas em oferecer a iniaciativa à equipa da casa.

Em suma, o jogo manteve o mesmo formato durante os restantes 45 minutos de jogo. A equipa da Póvoa de Varzim, dito isto, controlou com firmeza todas as operações sem bola e aproveitou-se da ineficácia de um FC Porto B que se manteve muito perdulário no momento da definição. Ora, por fim, com esta derrota, o FC Porto B cai para o último posto da tabela e o Varzim SC consegue “escalar” três pontos na luta pela manutenção nesta Segunda Liga.

 

A FIGURA

Luís Pedro – Marcou o único golo do jogo, foi decisivo nas bolas paradas defensivas e foi chave na organização defensiva dos poveiros. Fundamental nos dois lados do campo, Luís Pedro merece o realce depois de um duelo direto entre duas equipas que pretendem fugir da despromoção.

 

 

O FORA DE JOGO

Organização defensiva do FC Porto B – Apesar das falhas na definição perto da baliza adversária, os erros eram peremptórios em organização defensiva. Os jogadores, do meio campo para trás, tiveram desconexos e as falhas de comunicação foram a premissa para vários erros que se iam sucedendo. Cláudio Ramos foi o principal elemento na manutenção da margem mínima até final.

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A equipa comandada por Rui Barros alinhou-se num 4-1-4-1, com uma linha de quatro bem definida à frente de Mor N’diaye, deslocando Francisco Conceição e Borges para as linhas, não obstante ambos deslocando-se intermitentemente para o meio, oferecendo a largura aos laterais. A organização e transição defensiva voltou a ser um problema gritante na equipa portista, ao passo que a primeira fase de construção do adversário apenas sentiu dificuldades nos primeiros minutos, sendo que no desenrolar do jogo, os centrais faziam a ligação com o setor intermediário com grande facilidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (7)

João Marcelo (5)

Pedro Justiniano (4)

Rodrigo Conceição (6)

Diogo Bessa (6)

Mor N’diaye (6)

Tiago Matos (3)

Rodrigo Valente (6)

Francisco Conceição (6)

Gonçalo Borges (6)

Namaso (5)

SUBS UTILIZADOS

Johan Gómez (6)

Carlos Gabriel (-)

Igor Cássio (5)

Boateng (5)

 

ANÁLISE TÁTICA- VARZIM SC

A equipa orientada por José Esteves perfilou-se em 4-4-2, modificando-se várias vezes para um 4-5-1 em organização defensiva e 4-3-3 em organização ofensiva. Os movimentos dos laterais nos dois lados do terreno, a profundidade auferida pelos homens da frente e a segurança defensiva garantida pelos médios centro e defesas centrais seguraram a vitória e a ascensão ao penúltimo lugar na classificação.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo (8)

Cerveira (7)

Luís Pedro (8)

André Micael (6)

Tiago Almeida (6)

André Leão (6)

Rui Moreira (4)

Lessinho (6)

Ahmed (6)

Patrick (6)

Agdon (5)

SUBS UTILIZADOS

Tembeng (6)

Irobiso (6)

Ofosu (6)

Diarra (-)

Fatai (5)