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Os dossiers leoninos com futuro por definir | Sporting CP

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No próximo dia quatro de Fevereiro, irá encerrar o “Mercado de Inverno” e o Sporting CP tem ainda vários dossiers por fechar. Neste momento, são cinco atletas que não entram nas contas de Rúben Amorim e treinam com a equipa “B” leonina. Estes são atletas para os quais o clube se tem de empenhar para encontrar uma solução em relação ao seu futuro.

O guarda-redes, Renan Ribeiro, perdeu na última temporada a titularidade, para Luís Maximiano. Com a chegada de António Adán, deixou de entrar nas opções do treinador leonino, sem qualquer minuto de jogo na época 2020/2021. O guardião leonino tem contrato válido até 2023, com um valor de mercado a rondar um milhão. Com a camisola do Sporting CP, conquistou uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga.

Tiago Ilori é o defesa-central que não disputou nenhuma partida esta época. A transferência do central, proveniente do Reading, representou um investimento de cerca de dois milhões e meio. No entanto, Ilori não se conseguiu afirmar, no seu regresso a Alvalade, após passagens por Inglaterra, Espanha e França. O defesa-central tem um contrato válido até 2024, com um valor de mercado de um milhão.

Lumor realizou uma boa temporada em 2019/2020, ao serviço dos espanhóis do Mallorca, somando 24 jogos e um golo apontado. Porém, não entrou nas opções da equipa principal e não foi ainda utilizado. O internacional ganês tem mais um ano de contrato com o Sporting e um valor de mercado de um milhão e trezentos mil, sendo que o clube detém apenas 50% do seu passe.

Tiago Ilori é um dos cinco atletas riscados por Rúben Amorim no desenho de 2020/2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O internacional angolano, Bruno Gaspar, regressou ao Sporting CP após ter jogado em 2019/2020, nos gregos do Olympiacos, contabilizando 21 partidas. Esta época, não integrou o plantel da equipa principal leonina. Gaspar representou um investimento de quatro milhões e meio, proveniente da Fiorentina. No momento da sua transferência, rubricou um contrato válido até 2023, tendo neste momento um valor de mercado de apenas um milhão.

O quinto atleta é Stefan Ristovski, que foi um jogador influente nas últimas épocas dos leões. No entanto, no início da presente temporada, deixou de fazer parte do plantel principal. O internacional macedónio somou, nas anteriores três temporadas, 82 jogos de leão ao peito. Neste momento, é um atleta que tem mercado e poderá sair de Alvalade, tendo um valor de três milhões.

Estes atletas, com o futuro por definir, devem ser prioridade para o Sporting CP. É fundamental encontrar uma solução satisfatória para o clube e para cada um dos jogadores, para que possam jogar com regularidade. Um desfecho positivo neste mercado de inverno, pois encontrar um clube para os jogadores que são dados como transferíveis, permitirá ao Sporting CP realizar um encaixe financeiro e baixar a massa salarial.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Tottenham HFC x Liverpool FC | Clássico que pode decidir a Liga Inglesa

A Liga Inglesa está ao rubro, com as equipas no topo da tabela classificativa a lutarem jornada a jornada para assumir a primeira posição, lugar esse que pertence agora ao Manchester City FC, após a derrota sofrida pelo Manchester United FC, em Old Trafford, frente ao Sheffield United FC.

Na 20.ª jornada da competição, Tottenham Hotspur FC e Liverpool FC, duas formações que já foram líderes do campeonato e que ocupam agora o sexto e o quinto lugar respetivamente, entram em campo na luta por um lugar no pódio, depois de nos últimos encontros terem marcado passo na corrida pela liderança, principalmente o Liverpool FC, que não vence há cinco jornadas consecutivas.

OS SPURS DE JOSÉ MOURINHO TENTAM TRAVAR O LIVERPOOL FC DE JURGEN KLOPP. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Assim, neste ponto decisivo da Liga Inglesa, o Liverpool de Jürgen Klopp viaja ao norte de Londres na esperança de conquistar um bom resultado, de maneira a manter viva a fé na reconquista do maior troféu inglês. No entanto, a missão não se adivinha nada fácil, pois pela frente tem um Tottenham que é também um forte candidato ao título, comandados pela batuta de José Mourinho, à procura de fazer história pela formação londrina, que já não sabe o que é conquistar um troféu desde o longínquo ano de 2008.

Spurs vs Reds, Mourinho vs Klopp, quem sairá por cima?

Para além da expetativa gerada pelo confronto destas formações dentro das quatro linhas, tendo em conta a inegável qualidade de ambos os plantéis, a curiosidade para ver como José Mourinho e Jürgen Klopp conseguirão gerir as suas formações ao longo do encontro, bem como os seus ânimos, é também ela grande.

É sabido que os misters não são propriamente os melhores amigos do mundo, tendo já entrado em acesas trocas de palavras anteriormente, o que perspetiva um duelo intenso em todas as vertentes desta partida.

Posto isto, parece que todos os ingredientes estão preparados para assistirmos a um grande jogo da Liga Inglesa.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

5 dados a ter em conta para o SL Benfica x Belenenses SAD

O SL Benfica defronta a Belenenses SAD, num jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal. A equipa encarnada atravessa uma fase complicada, em que não aparecem e as exibições não convencem. O surto de Covid que assolou o plantel complicou ainda mais a vida a um já combalido SL Benfica.

AS ÁGUIAS SONHAM COM O JAMOR, MAS AINDA TÊM ALGUMAS ETAPAS PELO CAMINHO. SERÁ QUE OS ENCARNADOS VENCEM O BELENENSES SAD? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Do lado da Belenenses SAD, a época corre dentro das expectativas. No campeonato, a equipa de Petit está a meio da tabela, mas a poucos pontos da zona de despromoção. O caminho na taça tem sido bastante positivo, levando a Belenenses SAD a sonhar jogar a final no seu conhecido Jamor.

Será um belo jogo da Taça. Deixo-vos alguns pontos a ter em conta na antevisão a este jogo.

Os 4 momentos mais marcantes da MotoGP em 2020

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O ano de 2020 no MotoGP fica marcado por alguns momentos. A pandemia roubou-nos o público nos eventos, mas não roubou a emoção das motos mais velozes do mundo.

Em 2020, vibramos com as vitórias do Miguel Oliveira, o regresso do MotoGP a Portugal para se estrear no Autódromo Internacional do Algarve, o campeonato de Joan Mir. Mas o mundo não é só coisas boas. Aqui ficam quatro momentos que marcaram o MotoGP em 2020.

Foto de Capa: Team Suzuki Ecstar

Artigo redigido por Carolina Neto e David Pacheco

Wilson Manafá, a arma silenciosa dos Dragões

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Wilson Manafá chegou ao FC Porto em 2018, e, lentamente, tem ganho o lugar na equipa como um dos jogadores mais importantes. Não é um jogador perfeito, e tem algumas falhas visíveis a todos, mas cumpre exatamente aquilo que o treinador lhe pede, e tem ganho cada vez mais confiança para fazer a diferença em momentos importantes.

Fez a transferência para o Dragão depois de boas exibições no Algarve, ao serviço do Portimonense, mas o seu papel inicial seria sempre de suplente. Originalmente um extremo, foi adaptado para ala esquerdo em Portimão, e chegou ao FC Porto, pelo menos na ótica de quem está de fora, para ser suplente de Telles. A verdade é que, sendo destro, começou, inicialmente por questões de lesões na defesa, a ser opção como lateral-direito.

Não vou mentir, nesses primeiros meses não me convenceu. Ofensivamente não parecia ter muito mais para além da sua enorme velocidade, e defensivamente estava longe do nível exigido aos jogadores do FC Porto. Tecnicamente tinha (e ainda tem, de certa forma) dificuldades, e não parecia acrescentar muito ao jogo portista.

E creio que os responsáveis do FC Porto tinham a mesma opinião. No início da época seguinte (2019/2020), a posição de lateral-direito foi uma das que foi abordada no mercado de transferências, com a contratação de Renzo Saravia. Mas, como todos sabemos, o argentino não convenceu, de todo, Sérgio Conceição. Assim sendo, Manafá teve que assumir o lugar. E apesar de continuar a não impressionar de uma forma incontestável, começava a mostrar mais daquilo que tínhamos visto ao serviço do Portimonense.

E a verdade é que acabou a época com 45 jogos em todas as competições. Nesses registou oito assistências e ainda um golo. No final da temporada, era já titular indiscutível, tirando uma ou outra partida em que jogou o jovem Tomás Esteves, e uma peça fulcral do jogo de Sérgio Conceição. Dá profundidade, velocidade e uma capacidade física para fazer o flanco todo os 90 minutos que não muitos são capazes.

Wilson Manafá chegou ao FC Porto em 2018, e, lentamente, tem ganho o lugar na equipa como um dos jogadores mais importantes.
Manafá tem subido de rendimento nesta temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E diga-se, é possível ver uma evolução bastante significativa no seu jogo em geral. Já não compromete tanto defensivamente, apesar de continuar a não ser o seu forte, e tem agora uma capacidade muito maior de se associar com os colegas. Seja a promover o jogo interior na construção mais baixa, seja em tabelas rápidas com os avançados na frente para conseguir ganhar a linha de fundo e cruzar. Mesmo no cruzamento, o Manafá de hoje é muito mais inteligente, usando muito mais o cruzamento baixo e atrasado para os avançados e médios mais na entrada da área.

E com mais confiança do próprio jogador, cresce também a confiança dos dirigentes e equipa técnica nele. As contratações feitas nesta última janela de transferências foram claramente apenas para aumentar a profundidade do plantel, com Carraça e Nanú, e quando está bem fisicamente, Manafá é o titular, sem mais nem menos.

Com muito mérito próprio, e da equipa técnica também, Manafá tornou-se num lateral muito mais completo, muito mais consistente, e muito mais decisivo. O exemplo mais recente é o do seu trabalho no único golo da mais recente vitória frente ao SC Farense. Sempre a partir da linha lateral, possui uma capacidade muito acima da média de chegar ao sítio onde fazer o último passe, quer seja, como já referi, através de tabelas e desmarcações, como de jogadas individuais, como vimos no golo finalizado por Mehdi Taremi.

Sim, o vírus prejudica mas a Liga não ajuda

A nova realidade veio testar todos os níveis do futebol português. A pandemia provocada pelo vírus covid-19 veio dizimar qualquer forma de vida do futebol amador e pôs a nu a essência do futebol profissional.

Enquanto se discutem medidas e confinamentos, no momento em que é posto como possibilidade a transferência de doentes para países estrangeiros, o “Tugão” não surpreende e em momento algum se inibe de protagonizar uma boa polémica.

Depois de na semana passada termos assistido a um episódio infeliz na Segunda Liga, em que o SC Covilhã se apresenta em campo perante o GD Estoril Praia com apenas 13 jogadores na ficha de jogo, por conta de um surto de covid-19 no seu plantel. O mesmo tipo de problema começa a surgir um pouco por outros plantéis, onde não existe a possibilidade de adiar partidas.

O calendário começou a apertar em janeiro, com a realização da fase final da Taça da Liga, no seu novo formato, e coincidiu com o aumento de casos em vários clubes. Se esta prova já pairava sob um conjunto de mil e uma razões para não existir, este ano adquiriu mais uma.

Com a eliminação do CD Mafra e GD Estoril Praia, sobravam apenas equipas da Primeira Liga para a final four, em Leiria. FC Porto, SL Benfica, SC Braga e Sporting CP protagonizaram os duelos da meia final e somavam, juntos e desde o iníco, cerca de 50 casos.

Pelo meio da decisão do primeiro troféu referente a esta época, surgiram falsos positivos, comunicados descabidos, explicações furadas e dirigentes máximos expostos ao ridículo. Ou seja, mais um dia nas competições portuguesas.

Apesar das acusações de crime contra a saúde pública e de ser impedido de utilizar dois jogadores na meia final contra o FC Porto, mas depois permitidos na final contra o SC Braga, o Sporting CP conquistou a Taça da Liga e não se pode dizer que tenha beneficiado pela “situação covid”.

Se há ponto onde todos convergimos é que o vírus é democrático e afeta qualquer equipa e qualquer atleta. Com muitas ou poucas, os quatro clubes apresentaram-se na fase final com algumas baixas, mas na altura do apito inicial estavam 11 contra 11.

No entanto, o prejuízo poderá ser ainda maior. Se o custo de perder uma Taça da Liga é, para grande parte dos adeptos, um custo menor, o mesmo não se poderá dizer das provas que ainda faltam.


Os leões concentram-se agora única e exclusivamente no campeonato, prova que lideram desde a jornada seis. Por sua vez, para além da Taça de Portugal, águias e “Gverreiros” discutem ainda os dezasseis-avos da Liga Europa. Os dragões, também nos quartos de final da prova rainha, vão ainda medir forças com a Juventus FC nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

A próxima eliminatória da Taça de Portugal vai jogar-se no final de janeiro e a das competições europeias no final de fevereiro. O mesmo é dizer que no espaço de um mês, águias, arsenalistas e dragões vão jogar muito do respetivo futuro da época 2020/21.

Com campeonato pelo meio, a frequência de jogos vai manter-se alta e só a muito custo é que os números de casos positivos nos plantéis não vai subir.

Em março de 2020, por muito menos, atirou-se para o vazio e indecisão todas as provas nacionais. Agora, em janeiro de 2021, com recordes diários de casos e óbitos, não se permitem adiamentos ou interrupções de provas. Que não seja necessário o internamento de um atleta – ou pior – para que o assunto seja discutido.

Até lá as provas decorrem normalmente, ora com o plantel a 100 porcento, ora com chamadas repentinas da equipa “B”. Prevê-se um mês decisivo para todos os clubes, principalmente para aqueles que ainda estão na corrida por mais de uma prova.

Às autoridades competentes, mais do que explicar toda a confusão que envolveu a conclusão da Taça da Liga, com comunicados disparados todos os dias, exige-se uma maior proteção dos envolvidos.

É rara a conferência de antevisão ou de rescaldo em que o treinador A, B ou C não aponte as dificuldades de montar a estratégia para o jogo e saber, a horas do mesmo, que ficará impedido de utilizar alguns jogadores por conta do vírus covid-19.

É certo que as dificuldades são para todos e acabam por nivelar a competitividade. A questão é que a nivela por baixo. No limite, que se tenha em conta a representação portuguesa nas competições europeias. Seria do maior interesse que SC Braga, SL Benfica e FC Porto conseguissem discutir as suas eliminatórias na máxima força. Seria também do maior interesse além do vírus, a Liga também não prejudicasse (ainda) mais os clubes que já estão sobrecarregados por um calendário numa época atipica.

Os 5 melhores combates Royal Rumble de cada Era da WWE

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Para muitos fãs de wrestling (WWE), esta é a melhor altura do ano. Início da jornada para a Wrestlemania com um combate capaz de criar novas estrelas, regressos chocantes e, às vezes, grandes desilusões.

Mas foquemo-nos na alegria e, neste caso, no passado.

Iremos recordar os melhores combates Royal Rumble (na minha opinião) de várias eras definidoras da WWE: “Golden Era”, “Attitude Era”, Ruthless Agression Era”, “PG Era” e na “Women’s Evolution”.

Foto de Capa: WWE

Covid-19 no SL Benfica | Será desta uma nova aposta na formação?

O surto de Covid-19 que tem afligido a equipa masculina de futebol sénior do Sport Lisboa e Benfica tem provocado uma razia imensa nas escolhas de Jorge Jesus. O timoneiro dos encarnados já afirmou perentoriamente que “vai à luta” com os jogadores que tem – entende-se que se refere aos elementos remanescentes do plantel principal.

Jesus tem dado, então, a entender, que só tem uma quantidade reduzida de homens ao seu dispor. Não é verdade. Ou, pelo menos, não deveria ser essa a forma de ver as coisas. Se para aí estivesse virado – como deveria estar -, Jorge Jesus perceberia que tem muita qualidade futebolística e humana de que se socorrer na equipa B do clube.

João Ferreira tem tido minutos e Gonçalo Ramos e Tiago Araújo têm visto o seu nome várias vezes nos convocados. No entanto, a aposta – há muito por cumprir – na formação não deveria ficar por aqui e o atual surto de Covid-19 poderia e deveria ser o gatilho para uma efetiva aposta nos vários jovens que já demonstram capacidade e maturidade suficientes para serem escolhas de Jorge Jesus.

Paulo Bernardo tem “clamado” a cada exibição no SL Benfica B por uma oportunidade na equipa A
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Filipe Cruz, Rafa Rodrigues, Kalaica, Morato, Ronaldo Camará, Henrique Pereira e, à cabeça, Paulo Bernardo poderiam perfeitamente ser aposta neste momento em que o clube procura suprir as lacunas no plantel causadas pela pandemia. Em condições normais, talvez ainda não se justificasse uma aposta imediata em alguns destes jovens; todavia, as circunstâncias atuais não são, de todo, normais.

Como tal, começa a ser irrisória a falta de coragem para assumir na prática a tão teoricamente badalada “aposta na formação”. As raras subidas de jovens à equipa A têm redundado em pouco mais que nada. Tem-se travado o desenvolvimento de vários jovens, promovendo-as ao plantel principal e dando-lhes cinco minutos “aqui e ali”.

É urgente uma verdadeiramente materializada aposta na formação. Se não for agora, quando?

Tribuna VIP: “Festa” das Taças

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

A Taça é para todos a festa do povo. A alegria das gentes de todos os pontos de cada país que acreditam que a sua equipa do coração pode trilhar um bonito caminho. Na cabeça dos adeptos e dirigentes dos clubes mais humildes está sempre a possibilidade de enfrentar um dos ditos grandes. A festa da nossa Taça de Portugal é, infelizmente, cada vez menos festa. Nesta temporada estamos sem adeptos nas bancadas, mas vamos falar como se eles pudessem estar presentes. E olharemos para as diferenças brutais entre Portugal e Inglaterra no que toca a esta festa.

Com mais uma eliminatória da Taça de Portugal aí à porta e com o meu Estrela da Amadora já fora da competição, surgiu-me fazer um artigo sobre a competição a que todos chamam do povo mas que, a meu ver, é cada vez menos do povo. Cada vez menos dos clubes pequenos. Cada vez menos dos adeptos, que, mesmo afastados das bancadas devido à pandemia, são quem dá alma ao futebol e é por eles que esta indústria se movimenta. Se imaginarmos um mundo sem pandemia, ninguém concebe um estádio sem adeptos. Mas há quem conceba que, por exemplo, na Taça de Portugal, um clube mais humilde se veja forçado a mudar de casa para um jogo que poderia ser ainda mais histórico se fosse disputado no habitat natural de cada clube.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

As exigências para a realização de um jogo com um clube dito grande são cada vez maiores e, no meu entendimento, algo desfasadas do que é a realidade nacional. Já perceberam que sou contra o facto de uma equipa mudar de estádio só porque vai enfrentar o clube A, B ou C, e de esse clube, por estar noutro patamar, fazer com que sejam criadas exigências e regras que não fazem parte do dia a dia dos clubes de patamares inferiores. Mesmo com esforço e com apoios municipais ou de empresários, é uma missão extraordinariamente complicada proporcionar a alguns clubes a possibilidade de jogar no seu estádio perante os seus adeptos naquele que seria um dia de pura festa e alegria. Para uma equipa que é deslocada do seu habitat natural, um dia que seria inesquecível acaba por perder muita da magia e da alma de uma competição tão bonita como a da Taça.

Mas, para vos justificar tudo isto, vamos a exemplos concretos e vamos comparar a nossa Taça com a Taça de Inglaterra. Não só com exemplos concretos já da presente temporada mas também com a experiência de ter estado na organização do Estrela da Amadora-Benfica, que felizmente conseguimos que se realizasse no Estádio José Gomes.

16 de dezembro de 2020. Sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal. Quis a sorte que o Estrela da Amadora reencontrasse o Benfica. Muitos anos depois dois históricos voltam a jogar, e logo na prova rainha do futebol português. Quando saiu a bola do Estrela da Amadora e logo depois a bola do Benfica, tive um misto de sentimentos.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Primeiro pensei: “Espetacular! Que jogo que vai ser! Que oportunidade para os nossos jogadores, equipa técnica e estrutura!”. Mas depois outro pensamento ocorreu-me de imediato: “Temos muito trabalho pela frente. As exigências federativas são brutais para um jogo destes. Reerguemos um grande clube há cinco meses e agora não podemos permitir que este jogo não se realize no Estádio José Gomes”. Primeiro a alegria, depois o receio e a tensão. Que semanas loucas foram as da organização deste jogo! Que prazer enorme nos deu, mas muitas horas de sono nos tirou.

Reuniões e mais reuniões. Vistorias e mais vistorias. Obras, melhoramentos, alterações. Foi um autêntico turbilhão de acontecimentos.

Cumprimos com tudo e foi exemplar. Jogámos no Estádio José Gomes. Perdemos, mas fomos dignos derrotados. Jamais imaginaria enquanto Diretor Executivo ter de explicar às gentes da Amadora, que viram o clube desaparecer e agora renascer, que o jogo com o Benfica teria de ser noutro recinto desportivo. Para mim é impensável. Mas para outros clubes, infelizmente, não houve possibilidade de terem o prazer de receber os ditos grandes nos seus estádios. Por exemplo, Montijo e Sacavenense não puderam ter a oportunidade de receber SC Braga e Sporting, respetivamente, nos seus estádios.

Não há adeptos nas bancadas e isso minora os danos destes acontecimentos. Mas o problema é que se houvesse adeptos tudo seria igual. E temos de mudar isso.

E é aqui que entra Inglaterra.

Basta um exemplo para demonstrar as diferenças brutais. 10 de janeiro de 2021. Marine vs. Tottenham. O clube, poderoso e com aspirações nacionais e internacionais, orientado por José Mourinho jogou com o humilde Marine do 8.º escalão do futebol inglês.

Nunca, em momento algum, esteve em causa a realização do jogo no “The Arriva”, casa do emblema de Crosby. Bancos de suplentes improvisados, plataformas de TV improvisadas, balneários improvisados. O Tottenham equipou-se no bar do estádio! Todas estas condicionantes tornariam impossível que um jogo assim se realizasse na Taça de Portugal.

E isso não faz sentido. Não pode fazer sentido. A Taça é do povo, é dos clubes. É das diferenças de realidades e de patamares. Não é só das televisões, não é só dos interesses, não é só das condições de topo. Porque muitas vezes os jogadores e equipas de topo precisam de perceber que nem tudo são rosas. Precisam de encarar outras realidades e aceitá-las. Isso, sim, faz a festa!

Fonte: Lourenço Graça / Bola na Rede

Porque o Marine ou o Sacavenense ou o Montijo (há muitos mais casos) têm tanto o direito quanto os maiores clubes de jogar no seu estádio perante os seus adeptos.

Uma palavra para todos os clubes com condições mais humildes. Nunca desistam de tudo fazer para jogar no vosso habitat. Nunca virem a cara à luta. Vão até ao fim na defesa dos vossos interesses, dos vossos adeptos. Porque ninguém merece ficar privado de jogar no seu próprio estádio por mais humilde que seja. Inglaterra mostra-nos de ano para ano que é possível. Nós, portugueses, temos de o tornar possível também. Porque, se eles podem e conseguem, nós também!

Artigo de opinião de Marco Ferreira,
diretor-executivo do CF Estrela Amadora


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Cleveland Cavaliers | Será que a História vai mudar?

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Os Cleveland Cavaliers são uma equipa muito desvalorizada na NBA. Costumavam ser o bobo da festa. Noutros tempos, os Cavs só eram relevantes quando LeBron jogava lá. Não acreditam?

Ora, desde a época de estreia de LeBron James (2003/04), os Cavaliers não tiveram qualquer jogo nos playoffs sem LeBron na equipa. É de realçar que foram seis épocas sem um dos melhores jogadores de sempre. E apenas tiveram 38 vitórias nos 147 jogos realizados nas últimas duas épocas.

Para muitos, LeBron James nos Cavaliers era uma espécie de “One Man Team” – isto quando já não tinham o Kyrie Irving e quando o Kevin Love estava lesionado. A equipa de Cleveland nunca teve muita sorte sem LeBron. Aliás, a última ida aos playoffs sem LeBron foi em 1997/98.

Agora, os Cavaliers de 2020/21 tem algo de especial. Além de serem a equipa dos gigantes – Drummond, McGee, Allen, Love -, os Cavs também têm um jovem talentoso: Collin Sexton.

Muitos fãs só reconheceram o Sexton após os dois grandes jogos que fez contra a nova super-equipa, Brooklyn Nets. Porém, para os mais atentos ao jogo, a qualidade de Sexton nunca esteve em causa.

Sexton terminou a época 2020-21 com 20.8 pontos por jogo, 3 assistências por jogo e 3.1 ressaltos por jogo. Na época atual, no primeiro jogo contra os Nets, Collin terminou o jogo com o seu novo recorde pessoal: 42 pontos num jogo. E nesse jogo, marcou 20 pontos consecutivos no prolongamento. Que qualidade!

Além de Sexton e os gigantes, também há Osman, apesar de este jogador ser muito criticado, e Darius Garland. O último é mais novo, mas tem um maior potencial e qualidade do que Osman. O turco não tem tido dias fáceis em Cleveland…

Apesar de nunca ter tido a sorte de jogar lado-a-lado com LeBron, Sexton vai ser, talvez, a cara da equipa durante vários anos. Se não deixar os Cavs tal como o LeBron deixou na primeira saída…

Como já foi referido, os Cavs têm vários gigantes. Agora, será que são assim tão bons? A resposta é sim. Kevin Love e JaVale Mcgee já foram campeões. Drummond é um dos melhores rebounders da história da liga. Allen era o principal defesa dos Nets e a nova super-equipa já sente falta dele. Quer dizer, devem ter perdido essa vontade depois do poster do Allen ao Joe Harris.

Atualmente, em 19 jogos, os Cavs tem oito vitórias e nove derrotas. Se a liga terminasse com a atual classificação, os Cavaliers jogariam nos playoffs. Parece uma ideia deveras estranha, mas é possível. Depois da ida dos Cleveland Browns aos playoffs da NFL, a cidade merece mais uma alegria em 2021. Talvez à sétima será de vez.

Foto de Capa: Cleveland Cavaliers