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Boavista FC 0-2 Sporting CP: Vitória indiscutível segura distância no topo

A CRÓNICA: SPORTING VENCE CLARAMENTE UM QUASE INOFENSIVO BOAVISTA

O Sporting CP deslocou-se ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC. Os axadrezados não tinham para este jogo os dois centrais titulares na partida anterior, Chidozie e Devenish, enquanto os leões estavam privados de ter Pedro Gonçalves em campo, o médio que havia sido expulso na final da Taça da Liga.

Numa primeira parte sem grande intensidade e de sentido único, o Sporting chegou ao golo na primeira oportunidade clara que teve. Rami aliviou mal para Nuno Mendes, o defesa esquerdo cruzou e Nuno Santos, entre os centrais, foi mais rápido e encostou para inaugurar o marcador. Nuno Mendes que, cinco minutos depois, tentou alvejar a baliza de Léo Jardim, mas o esférico saiu ligeiramente ao lado do poste.

As oportunidades estavam guardadas para os últimos dez minutos do primeiro tempo. Do lado axadrezado, Elis foi sempre o homem em evidência, tendo quase chegado mais cedo que Adán após um mau atraso de Neto, mas o guardião verde e branco resolveu a situação. O ponta de lança hondurenho ainda viria a marcar, mas em posição irregular. Os homens de Rúben Amorim poderiam ter aumentado a vantagem em duas ocasiões: primeiro Jovane, no coração da área, atirou para um corte em cima da linha de Porozo e, aos 42′, João Mário, assistido por Sporar, tirou o defesa boavisteiro, mas, com a baliza escancarada, não conseguiu ultrapassar o guardião brasileiro das panteras.

Para a segunda parte, Jesualdo Ferreira trouxe duas caras novas, Nuno Santos e Benguché, e mudou também o sistema, passando o Boavista a jogar em 4-4-2 fechado, tentando assim ter mais aproximação da baliza leonina. A verdade é que o Sporting continuou a ter mais oportunidades no segundo tempo.

Aos 42′, após uma arrancada de Nuno Santos, Sporar, ao segundo poste, falhou de forma incrível o segundo golo leonino, já com a baliza escancarada. Aos 76′, Pedro Porro selou o jogo com um pontapé fantástico do “meio da rua”. O lateral colocou a bola no ângulo de Léo Jardim, que nada pôde fazer face ao remate potente do espanhol.

Com 2-0 no marcador, pouca coisa poderia deixar Rúben Amorim insatisfeito. Eis que, ao minuto 80, Palhinha viu o cartão amarelo após travar Nuno Santos e fica, assim, fora  do dérbi diante do Benfica na próxima jornada.

Rami ainda criou perigo de canto para o Boavista, mas Adán respondeu com uma defesa atenta ao cabeceamento do francês. O Sporting mantém assim a vantagem de quatro pontos sobre o FC Porto, num jogo onde a vitória foi clara e, em dúvida, estava apenas o resultado final no marcador.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Laterais do Sporting CP – Quer Nuno Mendes, quer Pedro Porro estiveram em grande plano na vitória leonina no Bessa. Se o primeiro manteve o destaque ao longo da partida, o segundo selou o jogo com um pontapé fantástico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ataque do Boavista FC – Apesar de ter melhorado no segundo tempo, o Boavista raramente criou perigo junto da baliza de Adán, tendo os avançados axadrezados sido ultrapassados pela defesa sportinguista.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista demonstrou-se praticamente inofensivo no ataque. As panteras tentaram criar perigo através de bolas paradas e lançamentos longos, de forma a Elis batalhar com a defesa leonina para que a segunda bola sobrasse para os colegas, mas os centrais leoninos não deram grande chance neste aspeto. Do ponto de vista defensivo, os axadrezados apresentaram-se num 5-3-2, de forma a controlar a largura do jogo sportinguista. Se posicionalmente os homens da casa mostraram poucas falhas, faltou maior agressividade e aproximação nos duelos individuais. Na segunda parte, Jesualdo Ferreira transformou a equipa para 4-4-2 fechado, tentando ter mais volume ofensivo, mas o jogo assente na tentativa de colocar longo nos pontas de lança e tentar ganhar a segunda bola não resultou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (5)
Cannon (6)
Jackson Porozo (6)
Rami (6)
Gomez (5)
Paulinho (5)
Javi García (5)
Mangas (6)
Sauer (5)
Elis (6)
Angel Gomes (5)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)
Benguché (5)
Nathan (5)
Hamache (5)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

O Sporting apresentou-se no seu habitual 3-4-3. No ataque leonino, quer Nuno Santos, quer Jovane baixavam para dar linhas de passe e alargar o jogo para os laterais, que apareciam projetados para colocar a bola na grande área adversária. A nível defensivo, com os três centrais, Matheus Nunes e João Mário a controlar a zona central, o Sporting não teve falhas coletivas no primeiro tempo, apenas pormenores individuais e de concentração que poderiam ter prejudicado a equipa de Rúben Amorim. Na segunda parte, mantiveram-se as triangulações nas linhas e a circulação em largura para separar a defesa do Boavista.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Pedro Porro (7)

Neto (5)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (6)

Nuno Mendes (7)

Matheus Nunes (6)

João Mário (5)

Nuno Santos (6)

Jovane Cabral (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (5)
Palhinha (5)
Tiago Tomás (5)
Tabata (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Bola na Rede: Hoje o Nuno Mendes foi muito interventivo no ataque leonino e o Pedro Porro marcou o golo que fechou o jogo. Gostaria de saber o que achou da exibição dos dois laterais e perguntar-lhe se são dois elementos imprescindíveis no seu modelo de jogo.

Rúben Amorim: São jogadores muito importantes. O Nuno esteve muito em jogo porque teve muito espaço, o lateral do Boavista batia muito com o Nuno Santos e ele tinha muito espaço. Ele voltou com confiança das lesões, às vezes tinha que sair dos jogos mas, depois, com o rendimento e ajuda dos colegas, com a capacidade física, a maturidade melhorou. O Porro a mesma coisa, a capacidade dele vem com os jogos. São imprescindíveis como todos os outros, são dois a ajudar ao grupo.

Boavista FC

Bola na Rede: Em primeiro, pedia-lhe uma análise ao jogo. Em segundo, acha que hoje o insucesso ofensivo da equipa passou pela falta de apoio, principalmente na primeira parte, a Elis?

Jesualdo Ferreira: Sabem o que aconteceu na semana passada em Tondela, o Boavista ficou sem centrais. Foi preciso encontrar miúdos de 18 e 19 anos para jogar contra o Sporting numa situação em que a confiança não é a maior. Sem tirar aos jogadores o espírito ofensivo permanente, o objetivo foi garantir estabilidade defensiva, era necessário. Não era justo para a equipa e para os jogadores, embora tivesse sido preparado, os expor de uma forma aberta neste jogo, ainda por cima com um Sporting pressionado pelos resultados dos rivais. A verdade é que o Sporting fez um golo por 10 cm. Não houve um critério uniforme, na minha opinião, do árbitro.  Nós fizemos, dentro do possível, um jogo honesto e sério. Ao intervalo, entraram dois jogos dentro do que vinha sendo o nosso modelo. Não me interessava defender uma derrota. Para acentuar a falta de sorte que temos tido, o Porro marcou aquele golo de bandeira. O Sporting foi fechando mais o meio, perdendo algum pendor ofensivo e fechando cá atrás, e isso para mim foi uma prova de respeito para o Boavista. Eu não estava mais para defender derrotas, não é com isso que ganhamos pontos. Era preciso, acima de tudo, não retirar do nosso trabalho a identidade ofensiva que queremos criar. Acho que os meus jogadores são merecedores de mais pontos, pelo que trabalham e pelo que mostram em campo. É isso que eles têm que nos vai levar para as vitórias, para os pontos e que nos vai levar para onde queremos.

SC Braga 1-0 Gil Vicente FC: Teve de ser Iuri a salvar o derby minhoto

A CRÓNICA: SE FOSSE UM CROSSBAR CHALLENGE, O JOGO TERIA MAIS HISTÓRIA

Em noite de fecho da 15ª jornada da Primeira Liga, o Estádio Municipal de Braga teve direito a ser palco do derby minhoto entre o SC Braga e o Gil Vicente FC. Uma noite de inspiração de Iuri Medeiros. Os guerreiros chegaram a este encontro depois do desaire na Taça da Liga e os gilistas queriam mostrar serviço para apresentar a sua candidatura como uma das melhores equipas do Minho.

A primeira parte do encontro correu de forma algo tranquila para quem o viu, mas bastante inquieta para quem estava em campo. Os primeiros 45 minutos demonstraram apenas duas ocasiões de golo para cada uma das equipas, porque o restante que se viu foi apenas um jogo bastante repartido no meio-campo.

Aos 32 minutos, Paulinho teve nos pés a grande oportunidade de inaugurar o marcador a favor do Braga. Depois do arbitro Manuel Oliveira apontar para a marca dos onze metros, o avançado português dos guerreiros rematou com pontaria… para o poste esquerdo da baliza de Denis. Na recarga, Galeno, também com bastante pontaria, acertou na trave. Se o objetivo do futebol fosse acertar na barra, o Braga estava a vencer o “crossbar challenge” por 2-0. No entanto, e como o futebol não é lá bem assim, o marcador continuou a ditar um empate a zero.

Quem também teve na cabeça a oportunidade de alterar o resultado foi o avançado do Gil Vicente que, aos 42 minutos, cabeceou de forma a que a bola beijasse a trave da baliza de Tiago Sá. Afinal, o “crossbar challenge” já estava 2-1. O marcador? Esse, claramente e depois de uma primeira metade destas, chegou ao intervalo da mesma forma que iniciou.

O início da segunda parte mostrou um SC Braga muito mais pressiona do que a equipa visitante. Em 20 minutos, o Gil Vicente chegou perto de Tiago Sá apenas uma vez, e sem demonstração de grande perigo.

Essa pressão atacante do Braga culminou em golo aos 73 minutos. Após a movimentação de Paulinho, que arrastou os defesas do Gil Vicente, foi Iuri Medeiros que entrou no “buraco da agulha” e rematou para o fundo da baliza de Denis.

Tiago Sá acabou por aparecer no jogo só aos 80 minutos, após Samuel Lino aparecer isolado à sua frente e rematar para defesa do guardião dos guerreiros. Apesar da ocasião de golo a favor dos gilistas e a defesa, o lance acabou invalidado por fora de jogo.

O Gil Vicente acabou por pressionar mais, a nível ofensivo, nos minutos finais do encontro. O Braga começou a limitar-se apenas a defender do ataque gilista e, igualmente, a vantagem no marcador. E foi o suficiente para que tudo terminasse com a vitória do Braga, por 1-0, em mais um derby do Minho. O Braga foi salvo pelo golo de Iuri Medeiros e, assim, os três pontos ficaram em casa.

 A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Iuri Medeiros ­– Dentro do pouco sumo que existia dentro do pacote, Iuri Medeiros foi o que se espremeu melhor. Num jogo onde ninguém se destacou pela positiva, foi Iuri a levar o ponto extra pelo golo marcado. É um grande jogador que o SC Braga tem nas suas fileiras e que, sendo bem aproveitado, pode dar frutos.

 

O FORA DE JOGO


Primeira parte do jogoAmbas as equipas entraram em campo algo desnorteadas. Os primeiros 45 minutos, apesar da grande penalidade e da ocasião de Abbas já nos minutos finais, não tiveram qualquer impacto no encontro. Foi uma primeira parte totalmente perdida, tanto para o SC Braga como para o Gil Vicente.

 ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Depois do desaire na final da Taça da Liga, Carlos Carvalhal enfrentou o jogo frente ao Gil Vicente com um 4-4-2, onde a linha da defesa foi composta com três centrais e Ricardo Esgaio na lateral direita. Isto pressupôs que Raul Silva, Rolando e Bruno Viana seguravam as transições defensivas, mas Esgaio permanecia como elo para com o meio-campo, porque esteve muito mais subido na sua posição.

Esse mesmo meio-campo foi composto por João Novais, André Castro, Iuri Medeiros e Lucas Piazon (que se estreou como titular). Na frente voltou Paulinho, a fazer parceira com Galeno, que, nas construções ofensivas, alinhava-se com o setor do meio-campo e os jogadores que compunham o mesmo.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Tiago Sá (6)

Raul Silva (5)

Bruno Viana (5)

Rolando (6)

Ricardo Esgaio (6)

João Novais (6)

Lucas Piazon (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (7)

Galeno (6)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Tormena (6)

Ricardo Horta (6)

Sequeira (5)

Fransérgio (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares voltou a utilizar um 4-4-2 tradicional para o jogo frente ao Braga. Denis voltou a segurar as redes e os defesas de serviço voltaram a ser Ruben Fernandes e Nogueira, com apoio dos laterais Joel e Rodrigo. O meio-campo foi ocupado por Claude Gonçalves e Leandrinho.

Os extremos de serviço foram Talocha (que esteve mais subido no terreno que o normal) e Baraye, que serviram Bouba e o Abbas, que é um avançado muito mais móvel que Samuel Lino, que é um jogador muito mais posicional.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Denis (5)

Joel (6)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo (6)

Ruben Fernandes (6)

Baraye (6)

Claude Gonçalves (5)

Leandrinho (5)

Talocha (6)

Bouba (5)

Abbas (5)

 SUBS UTILIZADOS

João Afonso (6)

Lourency (6)

Samuel Lino (6)

Lucas Mineiro (6)

Fujimoto (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Gil Vicente FC

BnR: Pergunto-lhe o porquê de optar por Abbas na frente de ataque no onze inicial, em detrimento de Samuel Lino, que depois acabou mesmo por ser substituído?

Ricardo Soares: Eu escolhi os melhores que tinha à disposição para o jogo. A partir daqui, temos de fazer uma gestão meticulosa do plantel. Temos a Taça daqui a poucos dias e temos de gerir os jogadores. Para uma equipa, como muitas outras da Liga, que tem o objetivo de garantir a manutenção, temos um plantel algo curto, mas bem preparado. Fiz quatro ou cinco alterações para este jogo, não foi apenas o Abbas. O Abbas veio na necessidade dar apoio frontal e ser flexível a atacar, com mais critério. Fê-lo com qualidade, mas não quero entrar em individualidades.

 

Académica OAF 1-1 Leixões SC: Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

A CRÓNICA: SEM RISOS NEM CHOROS, TUDO FICA COMO ESTÁ

A Segunda Liga gira em contramão e é caso para se dizer que se o campeonato são duas voltas, uma já foi. Tudo o que qualquer das equipas pudesse somar neste jogo era bom, ou melhor, tudo o que viesse à rede era peixe. A Académica OAF tinha uma oportunidade de aproveitar os deslizes de Estoril Praia SAD e CD Feirense. O Leixões, que viu ontem Rui Pedro e Jota Silva abandonarem o plantel, está em modo “soma e segue” desde que José Mota assumiu a equipa.

As equipa não se defrontavam há precisamente um ano. Na altura, no Estádio do Mar, 1-1 foi o resultado registado. Recordo-me perfeitamente de onde estava nessa altura, tal como muitos se devem lembrar. Não que um jogo entre estas duas equipas tenha marcado particularmente a vida de alguém, mas porque foi o dia em que Kobe Bryant subiu aos céus, porque na terra já não tinha competição à altura.

Para este jogo, a Briosa apresentou-se com menos 76kg, mais bitoque, menos bitoque. Refiro-me à massa total de Mohamed Bouldini, melhor marcador da Segunda Liga, que foi baixa de peso na equipa de Coimbra. Rafael Furtado entrou para o lugar de ponta de lança.

A primeira parte foi de desinspiração para Académica e Leixões. A equipa da casa apresentou um ligeiro ascendente, mas foi insuficiente para causar preocupações de maior aos visitantes. Por seu turno, os jogadores de Matosinhos arriscaram muito pouco, apostando nos lances de contra-ataque que foram constantemente anulados.

Quem ficou a ganhar na primeira fase da partida foi o departamento médico da Académica (parcial de 2-0). Fabiano e Rafael Furtado, ambos lesionados, viram-se obrigados a abandonar o terreno de jogo.

A melhoria do Leixões na segunda metade foi evidente. A expectativa continuou a ser nota dominante, mas os erros da Académica foram mais, o que potenciou as saídas rápidas dos nortenhos. Foi num lance desse tipo em que Encada desmarcou Joca e Mika, ao sair da baliza, cometeu falta. Nenê encarregou-se da conversão e fez o primeiro da partida.

A resposta da Académica tardou e só apareceu aos 80 minutos. Uma bola longa de Mika encontrou Dani na profundidade. O jovem avançado assistiu João Mário em zona frontal, que falhou o empate por pouco.

Os últimos 20 minutos valeram pelo resto do jogo. Chaby acrescentou muita qualidade com bola ao ataque dos estudantes e o resultado permanecia incerto. Já em período de compensação, muito espaço concedido e a Académica apanhou o Leixões desprotegido. Traquina conduziu pela direita e cruzou para João Mário empatar.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Foi algures num ponto intermédio que Académica e Leixões resolveram ficar. A Briosa continua no segundo lugar e não conseguiu aproximar-se do Estoril, nem afastar-se do Feirense, mas também estamos numa época de manter distâncias. A equipa de Matosinhos continua na décima posição.

 

A FIGURA 

A Leixões SC – Futebol, SAD chegou a acordo com Jefferson Encada. O guineense, de 22 anos, chega ao Mar proveniente do Vitória SC.

Encada já se encontra integrado no plantel e vai envergar a camisola número 17 🔴⚪

Bem-vindo, Encada 💪#ArmadaDoMar #BemvindoEncada pic.twitter.com/QSeHbRwA9N

— Leixões SC – Futebol, SAD (@leixoessad) August 31, 2020

Jefferson Encada – A entrada do “17” alvirrubro foi o ponto de viragem para a turma leixonense. Encada foi o elemento-chave para a materialização no terreno de jogo da abordagem mais vertiginosa da sua equipa e para o sucesso do futebol de transição colocado em campo pela turma nortenha a partir da sua entrada em jogo.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Teles – o lateral-esquerdo tornado central não falhou descaradamente em qualquer momento, mas esteve mal em quase todas as ações. Apresentou em campo um futebol “atrapalhado”, não deu à equipa os níveis de construção desejáveis e apresentou-se a um nível, quanto mais, q.b. defensivamente.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Briosa assumiu, por iniciativa própria e alheia, a posse de bola. Apesar das restrições pandémicas, a bola circulava livremente de pé em pé; no entanto, a lateral e a retaguarda eram as principais direções em que seguia. Sanca e Traquina, que davam total largura, não eram capazes de dar profundidade, nem de resolver criativamente.

Profundidade: durante muito tempo foi esta a palavra de ordem no concernente à estratégia ofensiva academista. Contudo, o carácter inócuo que assumia cada tentativa de encontrar Rafael Furtado ou Fabinho nas costas da defensiva leixonense levou a uma alteração de planos.

Os comandados de Rui Borges adotaram, então, uma postura e uma dimensão tática mais conservadoras. Os laterais colavam-se às linhas laterais alargando ao máximo o terreno “jogável”, relegando a tarefa de construção aos dois centrais, apoiados por Dias e Guima no corredor central.

A boa organização defensiva do Leixões SC impedia a progressão academista na larga maioria das vezes, resultando numa partida “amarrada”. As poucas subidas no terreno da Académica davam-se pelos corredores laterais e culminavam com bolas cruzadas para o coração da área matosinhense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (-)

Rafael Vieira (6)

Bruno Teles (5)

Mike (5)

Guima (7)

Ricardo Dias (7)

Fabinho (5)

Traquina (6)

Sanca (6)

Rafael Furtado (5)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (6)

Fábio Viana (6)

Mimito (5)

Filipe Chaby (7)

Dani (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A turma de Matosinhos apresentou-se especulativa, promovendo ativamente a posse de bola da Académica e remetendo os seus homens de campo à segurança de três linhas bem definidas – duas de quatro jogadores e uma de dois. As ordens dadas por José Mota durante a semana de trabalhos eram claras: bloco intermédio e pressão ligeira sobre o adversário em cujos pés se encontrasse o esférico.

Kiki funcionava como elemento ambíguo na ala esquerda da turma leixonense, no momento defensivo, ora compondo a segunda linha de quatro camisolas alvirrubras, ora pontualmente transformando a linha de quatro defensores numa linha de cinco homens.

Em ataque posicional, Kiki juntava-se a Nenê para formar uma dupla atacante cuja sede de bola raramente era suprida, muito pela incapacidade de construção dos visitantes. A missão ofensiva primordial do Leixões era procurar ligar a linha mais recuada e a linha mais avançada verticalmente pelo corredor central, partindo dos centrais a iniciativa de fazer chegar a bola aos apoios frontais proporcionados, regra geral, por Kiki e Nenê.

Quando não goradas essas tentativas, era imediata a busca pela lateralização, para que os alas partissem para o um para um ou para o cruzamento. A falta de inspiração dos alas não permitiu materializar o desenho estratégico tantas vezes quantas gostaria José Mota.

Na falta de melhor capacidade ofensiva posicional, a turma matosinhense começou a investir nas saídas rápidas, com ataques vertiginosos e fulminantes. Para a aplicação prática desta teoria, contribui, em grande medida, a boa leitura da equipa técnica do Leixões SC , que a meio do segundo tempo fez entrar Joca Samuel e Jefferson Encada.

Encada, no meio-campo, e Samuel, na frente de ataque, permitiram aos alvirrubros expor em campo as (novas) ideias nascidas no banco leixonense. Nota ainda para a adoção de um sistema de 5-4-1 em momento defensivo pelos leixonenses nos momentos finais, quando se encontrava em vantagem por 1-0 e pressionada pela Académica-OAF.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕS

Stefanovic (6)

Edu Machado (5)

Pedro Pinto (6)

Brendon (5)

Tiago André (6)

Avto (6)

Bruno Monteiro (5)

Rodrigo (5)

Cristophe Nduwarugira (7)

Nenê (6)

Kiki (6)

SUBS UTILIZADOS

Joca Samuel (6)

Jefferson Encada (7)

Sapara (5)

Lucas Lopes (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR:  A entrada de Chaby foi responsável pela melhoria da Académica?

Rui Borges: Foi um pouco isso que aconteceu. O Chaby entrou bem. Precisávamos de jogadores mais refinados a definir em espaços curtos. Não entrou mais cedo dado que só tinha mais uma paragem para mexer. Ele entrou bem porque era isso que o jogo pedia. Deu-nos qualidade nas tabelas curtas e nos apoios frontais. O Chaby consegue arranjar os espaços onde os outros não arranjam.

Leixões SC

BnR: Que mensagem transmitiu ao intervalo que justifique a melhoria da equipa?

Tiago Pinheiro:  A realidade do jogo é jogámos com uma Académica com aspirações à subida de divisão e, por isso, o empate é positivo. Na primeira parte, as equipas encaixaram-se taticamente, não que nós fossemos inferiores. Na segunda, explorámos os espaços que vimos que existiam e, numa jogada de transição, conseguimos chegar ao golo.

A prática do rebranding no futebol | É este o meu novo clube?

Em todos os ramos da atividade econômica, uma marca bem trabalhada é um aspeto fundamental para qualquer empresa, e no futebol o princípio não é diferente. Neste artigo procuramos olhar para a prática do rebranding concretamente no futebol.

Uma marca funciona como uma espécie de “atalho mental” para que certos aspetos, sejam associados a ela, podendo agregar valor a um produto através de três formas: possibilidade de cobrar preços mais avultados pelos seus produtos, aumentando a margem de lucro, possibilitando a venda em maior quantidade (criando ganhos em volume), ou uma junção de ambos. O branding é normalmente considerado a gestão dessa marca, procurando criar nos consumidores e no público em geral, perceções muito próprias e distintivas dessa da marca. Finalmente, o rebranding implica uma reestruturação, a mudança de aspetos anteriormente construídos pelo branding, envolvendo um reposicionamento da marca.

Quando falamos em empresas que atuam globalmente (como é o caso dos clubes das grandes ligas europeias) as suas marcas devem ser promovidas para diferentes públicos em vários locais do mundo. A verdade é que com o tempo, uma marca pode perder relevância e visibilidade para o consumidor, tornando-se atrativa para um público cada vez menor. E parece ser precisamente neste aspeto que alguns dos grandes clubes Europeus têm apostado.

Para mudar este panorama, ligas e clubes têm apostado no rebranding de suas identidades visuais, procurando assim aumentar a atratividade e procura das suas marcas, aumentando receitas através de ganhos com licenciamento de produtos, programas envolvendo os seus adeptos, aumento de público nos estádios e valorização dos direitos de transmissão do campeonato.

Por exemplo em França, desde 2018, clubes como o Lille OSM, Toulouse FC, Nîmes Olympique, EA Guingamp, FC Nantes, Stade Reims e FC Girondins Bordeaux mudaram os seus símbolos na busca de novos resultados.

Mas por todo o mundo existem muitos e bons exemplos de clubes que decidiram alterar o seu escudo e em alguns casos inclusivamente o nome, criando ou reformulando assim uma Marca: Atlético Paranaense, Atlético de Madrid, Chelsea FC, Manchester City FC, Juventus FC ou mais recentemente até a própria Liga Portuguesa de Futebol Profissional.


Um dos casos mais badalados dos últimos anos foi a equipa de Cristiano Ronaldo, que apostou num rebranding bastante ousado, principalmente quando comparado com as mudanças de símbolo operadas por grandes clubes como Chelsea FC, Manchester City FC e Atlético de Madrid. Criada pela agência Interbrand Milão, com base na abordagem “black and white and more” (procurando cimentar a marca não só no mundo do futebol, onde já conquistou o seu espaço, mas igualmente noutros setores de mercado), a mudança não podia ter sido mais simplista, abandonando o seu anterior e complexo escudo em detrimento de um novo símbolo onde apenas é visível a letra “J”. Uma mudança que parece ter criado uma marca minimalista, mas que é uma forte aposta para a sua globalização.


O FC Internazionale prepara-se igualmente para, em breve, mudar o nome e o símbolo. De acordo com as notícias que têm vindo a público nos últimos dias, o clube deixará em março de se chamar FC Internazionale para passar a Inter Milano. A ideia em fazer desaparecer a designação Internazionale é curiosamente para tornar o clube mais internacional, ao mesmo tempo procurando que o clube fique mais ligado à cidade, e mais próximo da forma como, na verdade, é conhecido e chamado internacionalmente.

Também o símbolo vai sofrer profundas alterações, destacando-se apenas as letras “I M”. Ainda que discretamente, a campanha de apresentação parece estar a ser preparada há vários meses e envolve a colaboração de designers mundialmente conhecidos, bem como de adeptos e históricos jogadores dos nerazzurri.

De uma perspetiva mais pessoal, é inequívoco que o futebol há muitos anos se tornou um negócio e cada vez menos tradição e paixão. De uma perspetiva empresarial e corporativista, estas mudanças fazem sentido porque é necessário inovar e criar mais conteúdos. De uma perspetiva mais emocional, mudanças no nome e no símbolo, ainda para mais de formas tão radicais, parece-me uma certa “traição” à história e valores dos clubes.

E vocês, de que lado ficam?

Top 5 jogadores que jogaram no AC Milan e no FC Internazionale Milano

As formações rossoneri e nerazzuri, além de partilharem a mesma cidade e o mesmo estádio, têm um vasto historial de jogadores que vestiram as duas camisolas. Estes dois colossos europeus, um pouco adormecidos, já venceram em conjunto dez Liga dos Campeões, sete delas conquistadas pelo AC Milan. No que toca por exemplo a Ligas Italianas, o número é também o mesmo, 18 vezes campeões quer um emblema quer o outro.

DÉRBI MILANÊS: OS DOIS PRIMEIROS CLASSIFICADOS DA LIGA E RIVAIS ETERNOS DEFRONTAM-SE NO JOGO GRANDE DOS QUARTOS DE FINAIS DA TAÇA! APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Na antevisão do embate destas duas equipas, recordamos neste artigo cinco jogadores que jogaram nos dois lados do campo. Numa vasta lista de craques, a ordem não tem qualquer razão. Tirando os atletas a seguir apresentados, que jogadores incluirias neste top?

As 4 mudanças mais empolgantes para 2021 na Fórmula 1

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A transição de 2019 para 2020, ao contrário do que 2020 se resumiu, foi muito calma, no que toca à grelha de pilotos e equipas na Fórmula 1. Apenas tivemos a saída de Nico Hulkenberg e a vinda de Esteban Ocon para a Renault, e a saída de Robert Kubica e a sua substituição por Nicholas Latifi na Williams.

Porém, se o ano anterior tem poucas mudanças, reza a lenda que o próximo ano tem que ser um ano cheio delas. E 2021 será assim.

Assim, como as trocas são muitas, decidimos fazer uma pequena compilação das quatro mudanças que irão tornar a Fórmula 1 um pouco mais atrativa, por muitos motivos.

Foto de Capa: Red Bull Racing

WRC, Monte Carlo | Rei Ogier VIII

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O Rali de Monte Carlo abriu caminho à competição do mundo de WRC. Na gelada, centenária, (sem espetadores) e tradicional prova de abertura, competem os melhores, em desafios completamente incríveis.

Falemos de Sébastien Ogier: obteve o sétimo título no ano passado, acabando 2020 da melhor forma ao vencer o Rali de Monza. Começou com o número 1 na porta, pretendia acabar assim, e assim acabou. O que pretende em Monte Carlo é sempre o mesmo: vencer.

O seu desejo de acabar no topo prende-se muito com o término da sua carreira. O piloto francês assumiu que esta temporada seria a sua última e, claramente, tal terá influência na sua prestação, sendo que o piloto continua ao mais alto nível e acabou por arrasar nesta edição de 2021. A vitória é-lhe entregue, e muito bem entregue.

Sébastien Ogier e Julien Ingrassia, (Toyota Yaris WRC), venceram a 89.ª edição do Rali de Monte Carlo. Na prova inicial do Mundial de 2021, (campeonato com 12 rondas), conquistaram a 8.ª vitória, um recorde na histórico da competição. O francês, que nos presenteia com as suas últimas prestações, venceu pela 50.ª vez nos 157 ralis no campeonato.

Ogier venceu nove das 14 especiais, incluindo a Power Stage com 14,31 km (que distribuiu pontos de bónus aos cinco mais rápidos). Aos 25 pontos da vitória, somou mais cinco pontos e terminou com um total de 30.

Na conferência de imprensa pós-evento, organizada pela FIA, Ogier refere a emoção da sua vitória: “Foram mencionados alguns números especiais, que vêm além dessa emoção excecional que tenho de ganhar este Rali de Monte-Carlo. Este é o rali que me deu o sonho de um dia ser piloto. (…) Colecionar oito troféus neste rali é algo que nunca tinha pensado e estou muito orgulhoso disso.”

A par da vitória do francês, foi também a primeira de Jari-Matti Latvala, o ex piloto do WRC, que substitui Tommi Makinen e ocupa atualmente o cargo de patrão da equipa da Toyota.

Na conferência de imprensa após a prova, Jari-Matti Latvala prestou as seguintes declarações: “Aproveitei o fim de semana e devo dizer que a forma da minha equipa, dos pilotos é impressionante. Fiquei realmente impressionado com todo o trabalho da equipa.”

Condições meteorológicas adversas são as melhores amigas dos… acidentes e percalços. Quem o sabe bem é Teemu Suninen, que terá apanhado, muito provavelmente, o susto da sua carreira. No primeiro dia de prova, o carro entrou em despiste, embateu numa barreira, capotou e saiu da estrada, parando numa ravina. Não foi bonito de se ver. Piloto e co-piloto ficaram ilesos deste acidente, já o mesmo não se pode dizer do Ford Fiesta. O carro precisava de uma manutenção, que foi impossível de prestar, de modo a continuar e, por isso, o finlandês saiu de prova, após uma prestação muito boa.

Thierry Neuville sentiu também na pele os efeitos da chuva e gelo e, num pequeno erro numa curva, perdeu o controlo do carro que ficou virado para o lado contrário. Não foi de todo grave para si nem para o carro, mas fê-lo perder tempo.

Ainda sobre percalços, o grande Ogier conseguiu perder um pneu pelo caminho. Tal dificultou imenso a sua prestação e, enquanto lidava com os problemas, Evans passou para o primeiro lugar.

Também Ott Tänak perdeu um pneu pelo caminho. Recorde-se que o piloto, na edição passada do Rali de Monte Carlo, teve um violento acidente, a alta velocidade, que o tirou do cenário.  Quase no mesmo troço do acidente em 2020, é obrigado a parar o carro e a pedir assistência.

Kalle Rovanperä liderava uma classificativa quando falhou na sua performance, tendo também um pequeno despiste que o fez perder tempo, caíndo para quarto lugar.

O pódio foi quase preenchido pela Toyota. Kalle Rovanperä não conseguiu fazer frente aos tempos do belga Thierry Neuville e, acabou em quarto lugar. Na realidade o piloto apostou numa condução mais defensiva em que garantisse a sua posição atual, já que seria impossível superar Neuville.

Ao nível da pontuação, Sébastien Ogier termina com 30 pontos, a 13 pontos de Thierry Neuville.

Fonte: WRC

Em relação aos construtores, a Toyota Gazoo Racing WRT, fica à frente com 52 pontos. Em segundo lugar, Hyundai Shell Mobis World Rally Team e em terceiro lugar, a M-Sport Ford World Rally Team. O quarto lugar é ocupado pela Hyundai 2C Competition.

O promotor do Mundial de Ralis confirmou duas estreias no calendário do campeonato em 2021: os Ralis do Ártico e da Bélgica. O próximo realizar-se-á de 26 a 28 de fevereiro.

Foto de capa: WRC

SC Farense 0-1 FC Porto: Uma vitória sofrida num dia de polémica

A CRÓNICA: FC PORTO COM POUCA FINALIZAÇÃO NUM JOGO CHEIO DE REMATES PARA GOLO

Num jogo a contar para a jornada 15, o FC Porto deslocou-se a casa do SC Farense para vencer pela margem mínima. Os primeiros 45’ começaram com a pressão do FC Porto, que resultou em golo ao 16’ por Taremi após uma iniciativa de Manafá pelo lado direito do ataque que cruza rasteiro para o interior da área e o Iraniano não perdoou.

Na resposta ao golo dos dragões, o Farense começou a dominar a partida, e após um cruzamento de Fábio Nunes, Tecatito corta a bola, jogada altamente contestada pelo conjunto algarvio que pedia penalti após a bola bater mão do mexicano.

Após 25 minutos da partida, a equipa do sul de Portugal, superou-se aos dragões colocando sempre pressão alta sobre a defesa portista. Os ataques dos visitados vinham, quase, exclusivamente do esquerdo do ataque Farense.

Após o golo a equipa portista “adormeceu” e os leões de faro ficaram por cima na partida durante grande parte da primeira parte, perto do intervalo, Taremi tem uma grande oportunidade de ampliar o resultado, mas, Gauld não desiste do lance e faz um grande corte, quando o número nove estava na cara de Defendi.

A segunda parte começa com um FC Porto por cima, com várias oportunidades de golo com Defendi a parar todas as bolas “com celo de golo”. A ocasião de golo, talvez mais flagrante, veio de um remate de Marega que Defendi defende para a frente, de baliza vazia Uribe remate forte e Bura faz um grande corte em cima da linha da baliza.

A partir dos 70 minutos, o Farense pegou nas rédeas da partida e procurou sempre o golo do empate. Perto dos 90’, a equipa do Sul esteve muito perto de marcar o tão desejado golo, contudo, os dragões tiveram a “estrelinha” que impediu a bola de entrar.

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

DefendiFoi fundamental para o SC Farense, destacou-se pela segurança que ofereceu, impedindo sempre o FC Porto de ampliar a vantagem, mantendo sempre a esperança à sua equipa de conseguir roubar pontos aos dragões.

O FORA DE JOGO

A segunda parte começa com um FC Porto por cima, com várias oportunidades de golo com Defendi a parar todas as bolas “com celo de golo”.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Pepe e Loum – Incompreensível, um conjunto que se preza pela união, o confronto entre os dois jogadores, roubou toda a atenção da vitória e a consequente segurança na segunda posição do campeonato.

ANÁLISE TÁTICA: SC FARENSE

A equipa de Sérgio Vieira alinhou num 4-4-2, dando segurança em todos os momentos do jogo, a entrada de Claúdio Falcão para o lado esquerdo deu dores de cabeça aos defesas portistas com facilidade de remate e velocidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Defendi (8)

Alex Pinto (6)

Bura (7)

Cássio (6)

Fábio Nunes (7)

Medi Queta (6)

Filipe Melo (6)

Amine (6)

Licá (6)

Stojilijkovic (6)

Gauld (7)

SUB UTILIZADOS

Cláudio Falcão (7)

Pedro H. (6)

Mansilla (6)

Hugo Seco (6)

Lucca (6)

ANÁLISE TÁTICA: FC PORTO

Com a equipa desfalcada devido à Covid-19, Sérgio Conceição alinhou com um 4-4-2, com Otávio de regresso o conjunto recuperou a sua identidade, Manafá também esteve em destaque procurando sempre espaço pelo lado direito, a passo de Taremi deu o golo da vitória após a expulsão no clássico.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Manafá (7)

Mbemba (6)

Pepe (7)

Zaidu (6)

Uribe (6)

Otávio (7)

Grujic (6)

Tecatito (8)

Taremi (7)

Marega (6)

SUBS UTILIZADOS

Felipe Anderson (6)

Carraça (6)

Diogo Leite (6)

João Mário (-)

Loum (-)

SL Benfica 1-1 CD Nacional: Alvinegros atrevidos arrancam pontos na Luz

A CRÓNICA: NOVO DESAIRE DEIXA ENCARNADOS A QUATRO PONTOS DA LIDERANÇA

Na Luz houve CD Nacional com a postura positiva de sempre e um SL Benfica notoriamente afetado com o momento negativo que a equipa vive. Aos oito ausentes juntaram-se Odysseas e Everton, também infetados, o que resultou num jogo muito disputado e com oportunidades para os dois lados. Mais uma exibição cinzenta na difícil época benfiquista.

O que não se adivinharia quando se assistiu ao primeiro quarto de hora: um SL Benfica mandão, de olhos postos na baliza e com um grande Chiquinho a surgir sobre o lado esquerdo. Os três primeiros remates da equipa foram dele. Marcou aos sete minutos, após grande iniciativa de João Ferreira (entretanto anulado pelo VAR) e insistiu na mesma ideia aos 14’, já quando não havia forma de contrariar a vontade encarnada. Pensou-se então estarmos na presença de motivos mais do que suficientes para acreditar que iria ser uma noite relaxada, resolvida cedo com serviços mínimos – a abordagem ousada do Nacional originava imenso espaço para ser aproveitado pelas transições rápidas. No entanto, não se confirmou.

Os madeirenses mantiveram a filosofia, não se amendrontaram e começaram a controlar as incidências à passagem da meia hora de jogo. Nuno Borges, que servia como pêndulo da estrutura e Thill, quase sempre nas costas de Cervi, eram figuras em destaque do conjunto e provocavam dores de cabeça aos benfiquistas, que quando tentavam sair em contra-ataque não contavam com a ajuda nem de Darwin nem de Seferovic, pouco acessíveis para segurar de costas e pouco disponíveis para procurar na profundidade o tempo e o espaço que não existia. Eram assim, em vão, as tentativas encarnadas de tentar ir para a frente e opor-se à pressão alta alvinegra.

Voltando para a segunda parte, esperava-se reação encarnada: cedo se percebeu que era esperança fútil, com o golo de Rochez aos 48’. Desatenção na defesa num pontapé de canto,  com a bola a sobrevoar toda a área até chegar ao segundo poste, onde aparece o ponta-de-lança hondurenho a corrigir a trajetória para o fundo das redes.

Ao critério largo de Rui Costa, que perdoou penalties nas duas áreas e deixou jogar, à inglesa, juntava-se a maior intensidade insular – e o Benfica ia afundando, sem força para contrariar o ascendente adversário. Jesus percebeu que Darwin não dava mais (zero remates em todo o jogo), meteu Gonçalo Ramos e o português demorou três minutos até justificar a entrada em campo, com uma excelente desmarcação e remate perigoso, defendido a custo por Daniel Guimarães.

Pedrinho substituiu Rafa, outro desinspirado, e Taarabt entrou para o lugar de Chiquinho: mas nada de substancial mudou na exibição encarnada, que tentou, timidamente, até final encontrar soluções para desatar a igualdade. Oportunidade clara já perto do fim, com Taarabt a assistir Seferovic perto da linha de golo – mas o suíço, como que a querer confirmar o mau dia que atravessava, embrulhou-se com o capitão Rui Correia – a última das 21 perdas de bola por parte do avançado.

O Benfica pode ficar agora a seis pontos da liderança, em caso de vitória leonina amanhã.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Chiquinho – Grande jogo do médio português, sempre disponível para assumir com bola o jogo da equipa e de criar perigo no último terço. Ainda que sem grande companhia, tentou sempre remar contra a maré e uma mão cheia de bons pormenores justificam nova vida para o médio dentro do plantel. Aproveitou bem a oportunidade.

FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Seferovic – Dia não. A enormidade de perdas de bola, a falta de vontade e infelicidade em muitos gestos técnicos e posicionais impediriam de, em condições normais, cumprir os 90 minutos. Só um menor fulgor em termos físicos justifica tamanha desinspiração.

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Voltando ao 4-4-2, Jorge Jesus devolveu Weigl ao meio e entregou a batuta a Pizzi, sempre com Chiquinho a ocupar zonas muito próximas – o que convidou Cervi a explorar a lateral esquerda sem atrapalhações. A dupla da frente não se encontrou com o resto da equipa.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (5)

João Ferreira (6)

Jardel (5)

Ferro (5)

Cervi (6)

Weigl (6)

Pizzi (6)

Rafa (4)

Chiquinho (7)

Seferovic (3)

Darwin (3)

SUPLENTES UTILIZADOS

Gonçalo Ramos (5)

Pedrinho (5)

Taarabt (5)

ANÁLISE TÁTICA CD NACIONAL

Luís Freire à sua imagem. Veio desinibido à Luz e transmitiu essa confiança aos jogadores. O CD Nacional exibiu-se no habitual 4-2-3-1, pressionou o SL Benfica durante largos períodos e explorou muito bem as costas dos inexperientes – por motivos diferentes – laterais encarnados, onde Thill, Koziello e Gorré tiveram sempre espaço para se recriarem com triangulações. Nuno Borges descia entre os centrais em construção, libertando Witi e Kalindi nas alas – nesses momentos, Francisco Ramos e Koziello assumiam o comando das operações na zona nevrálgica.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (6)

Kalindi (6)

Pedrão (6)

Rui Correia (7)

Witi (5)

Nuno Borges (6)

Francisco Ramos (5)

Koziello (4)

Gorre (5)

Thill (6)

Rochez (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Rúben Micael (5)

Camacho (5)

Lucas Kai (5)

João Victor (5)

FC Porto B 1-1 SL Benfica B: Batalha campal num clássico de emoção

A CRÓNICA: RELVADO AO NÍVEL DO CLÁSSICO: CAÓTICO

A jornada 17 ditou o grande clássico de equipas B. À entrada desta jornada, ambas as equipas apresentavam-se em momentos distintos, não obstante vinham ambas de confrontos diante adversários da cimeira da tabela. Era, no entanto, o Benfica B que vinha com maior moral. Depois de um empate (2-2) diante a prepotente Académica OAF, a «turma» de Veríssimo estava ávida de voltar a conquistar os 3 pontos, enquanto o FC Porto B pretendia largar os últimos lugares da tabela depois de uma derrota por 2-0 diante o Feirense. Nota para as ausências dos indiscutíveis Francisco Conceição do lado portista e Svillar do lado encarnado, ao passo que ambos os jogadores foram convocados para as respetivas equipas principais.

Os primeiros 20 minutos da partida ditaram um rumo caótico e algo confuso, com muitos duelos e alguma falta de discernimento no último terço, ao passo que as condições do relvado contribuiu exatamente para isso. Ainda assim, as ideias para o jogo levadas por ambos o treinadores ficaram bem explícitas, com o FC Porto B a insistir na profundidade de Gonçalo Borges/Namaso e o SL Benfica B a procurar explorar numa organização ofensiva paciente, o espaço entre linhas deixado descoberto pelos azuis e brancos. Ora, o jogo não estava para um grande espetáculo e somente através de transições rápidas e bolas paradas as equipas conseguiam fazer frente aos respetivos oponentes. A principal oportunidade acabou na cabeça de João Marcelo que atirou ao poste após cruzamento de Diogo Bessa.

À saída dos balneários, o sentido ataque de ambas as equipas incrementou, contudo a imprecisão na definição e no último passe persistiu. Apesar da promessa no príncipio, a toada foi a mesma e somente com bolas paradas parecia existir as maiores oportunidades flagrantes. Perto do minuto 70 foi Rodrigo Conceição após um canto, numa ação individual que quase introduziu pela primeira vez a bola na baliza encarnada. Novamente o FC Porto B por cima, foi através de nova bola parada que João Marcelo quase abriu o marcador com uma cabeçada contundente à barra. A sorte não parecia cair aos dragões e mais especificamente a João Marcelo, que depois de duas bolas à barra, fez o penalty que colocaria o SL Benfica B em vantagem. Ora deste lance surtiu ainda a expulsão do guarda-redes Ricardo Silva, que deixaria o FC Porto B reduzido a 10 elementos.

Apesar disso, e recheado de improbabilidade, o FC Porto B conseguiu mesmo chegar ao empate perto do apito final, depois de, adivinhe-se, uma bola parada, onde após vários ressaltos, a bola teleguiou-se para Mor N’Diaye. Estava feito o empate e a festa azul e branca soltou-se após uma série de azares no desenrolar da partida. Nem uma nem outra equipa desataram o nulo, ao passo que a equipa secundária azul e branca continua sem vencer desde novembro, sendo que do outro lado, os encarnados ainda não sentiram o «sabor» da derrota em 2021.

A FIGURA

Mor N’Diaye – Foi peça chave na segurança do meio campo azul e branco e conseguiu por várias vezes travar a transição rápida benfiquista. Para além disso, marcou o golo do empate já perto do final segurando um ponto precioso na campanha do FC Porto B na segunda liga.

O FORA DE JOGO

Condições do relvado – Um jogo que prometia ser um belo espetáculo acabou travado pelas próprias condições do relvado. Seja ataques promissores ou jogadas de simples ação, o relvado acabou por destruir e incrementar a queda dos atletas, de ambos os lados.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa comandada por Rui Barros alinhou num 4-3-3 clássico, deslocando Gómez para o lado esquerdo do campo e compactando um meio campo a três, travando o maior entrosamento de Paulo Bernardo entre a linha do meio campo e ataque. A premissa de ataque azul e branco passava pela exploração da capacidade atlética de Namaso e Gonçalo Borges, sendo ambos as principais dores de cabeça da linha defensiva encarnada. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

João Marcelo (6)

Gonçalo Brandão (6)

Diogo Bessa (6)

Rodrigo Conceição (7)

Mor N’Diaye (8)

Tiago Matos (5)

Johan Gómez (5)

Gonçalo Borges (5)

Rodrigo Valente (6)

Namaso (5)

SUBS UTILIZADOS

Boateng (7)

Igor Cássio (-)

Ivan Cardoso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

A equipa liderada por Nélson Veríssimo apresentou-se num 4-2-1-3, encostando Tiago Gouveia e Gerson Sousa às extremidades do campo, oferecendo espaço para o primoroso Paulo Bernardo atuar entre o avançado e os médios centro (Vukotic e Diogo Mendes), sendo este o principal foco para desequilibrar os azuis e brancos em jogo posicional ofensivo. Defensivamente a «turma» benfiquista juntava-se num meio campo a 4 e tentava travar o maior ímpeto portista que arrecadava de forma consecutiva as “segundas bolas”. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carlos Santos (6)

Pedro Ganchas (6)

Morato (6)

Tomás Araújo (5)

Fábio Baptista (4)

Illija Vukotic (6)

Diogo Mendes (6)

Gerson Sousa (6)

Tiago Gouveia (6)

Paulo Bernardo (7)

Henrique Araújo (4)

SUBS UTILIZADOS

Pereira (6)

Duk (6)

Zé Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO B

Bola na Rede: Mister, dado às adversidades que sentiu após o penalty e ao estar a jogar com menos um, considera que é um jogo moralizante?

Rui Barros: Tudo o que é ponto é bom. A classificativa não é a melhor, estávamos mesmo convencidos que íamos ganhar este jogo, esta equipa mentalizou-se disso, mas é um ponto, dá alguma moral, principalmente no último minuto. Pode ser que este golo dê-nos uma nova vida.

SL Benfica B

Bola na Rede: Mister, considera o resultado injusto e acha que as condicionantes do relvado prejudicou o espaço de ação dos seus criativos, tal como por exemplo Paulo Bernardo.

Nelson Veríssimo: A justiça do jogo está no resultado. É verdade que as condições do relvado não foram benéficas, não só para o Bernardo como para os restantes jogadores em campo e isso acabou por condicionar o jogo predileto do Benfica. Nós na segunda parte julgo que conseguimos equilibrar o jogo e a história do jogo resume-se a isso (ao equilíbrio).