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«Eu era mais forte e mais conhecido do que o Eto’o nos Camarões» – Entrevista BnR com Meyong

Albert Meyong Zé ou “Zezé”, como Jorge Jesus lhe gostava de chamar, veio cedo para Portugal. O Vitória FC, o Braga e o Belenenses foram os emblemas que o avançado representou no nosso país. Foi no Bonfim que o ex-jogador camaronês encontrou a sua verdadeira casa. Com a mesma velocidade com que os seus olhos são inundados por um brilho contagiante quando lembra os seus tempos de Vitória FC, a sua expressão é assaltada pela desilusão quando fala da intempérie que o clube sadino atravessa. À memória vieram-lhe os momentos de sucesso no Braga, o “Caso Meyong”, que o atrapalhou no Belenenses, e ainda as internacionalizações pela sua seleção, onde jogou ao lado de Samuel Eto’o. Todo esse tempo, golos e Meyong andaram de mãos dadas por todo o lado.

– Entranhado no destino com o nome de Meyong –

  «Nos Camarões vivemos o futebol de uma maneira diferente»

 

Bola na Rede: O que é que fazes atualmente?

Meyong: Agora, não faço grande coisa. Estou a aproveitar para estar com a família. Tenho uma menina que tem cinco meses. É a terceira. Nunca tive tempo de ficar com as duas primeiras, porque andava sempre para cima e para baixo e nunca estive presente. Estou a aproveitar não estar a fazer nada neste momento para estar com ela e vê-la crescer. De vez em quando, vou treinar com a malta do Comércio e Indústria, com os veteranos, para não ficar parado. Estou à espera para fazer o curso de treinador, mas nunca mais começa.

Bola na Rede: Recuando até ao início, contigo e com os teus 24 irmãos dava para fazer um jogo de futebol e ainda ficarem alguns no banco.

Meyong: Nós temos muita diferença de idade. Tenho irmãos com quem não cresci, porque eles já eram maiores de idade. O meu pai teve três mulheres, cada uma com idades diferentes. Irmãos da mesma idade éramos uns cinco ou seis.

Bola na Rede: O teu pai era professor e tu tinhas acesso à escola, o que não era para todos. Nasceres nesse ambiente estruturado ajudou-te a singrares no futebol?

Meyong: A escola é muito importante. É bom ir à escola e saber ler e escrever. Claro que o caminho que eu tinha traçado era terminar a escola e trabalhar. Era isso que o meu pai queria. Foi o que a maioria dos meus irmãos conseguiram. Desde pequeno, eu sempre quis jogar à bola. Tinha algum jeito e sempre foi o meu sonho. Quando tive a oportunidade de ser profissional, agarrei‑a.

Bola na Rede: Estudaste até que idade?

Meyong: Até aos 17 anos, até sair dos Camarões.

Bola na Rede: Nos Camarões não dava para seres profissional.

Meyong: O campeonato dos Camarões não é profissional, mas eu tinha algum jeito.

Bola na Rede: O que significa o futebol nos Camarões?

Meyong: O futebol nos Camarões é muito importante, é o desporto-rei. A maioria das crianças sonha em jogar futebol e ser profissional. A seleção nacional é muito importante para toda a população. Nos Camarões vivemos o futebol de uma maneira diferente. Não há condições, mas vê, por exemplo, a quantidade de pessoas que vai ao estádio ver jogos. Estamos a falar de estádios sem relva, sem nada. É uma sensação muito forte. Quando eu representava a seleção, o estádio estava sempre cheio. O pessoal nem tinha onde se sentar, mas entrava. O que é que leva essa gente a arriscar a vida deles? É a paixão.

Bola na Rede: Onde é que estavas quando a seleção dos Camarões chegou aos quartos de final no Mundial de 1990 em Itália?

Meyong: Estava nos Camarões. Era criança, mas vi o jogo.

Bola na Rede: Como é que cais em Itália aos 18 anos?

Meyong: Jogava com a seleção dos miúdos lá nos Camarões. Tinha um empresário, o Thomas N’Kono, que foi guarda-redes do Espanyol, e ele era treinador dos guarda-redes lá na seleção. Viu-me jogar e disse que me ia levar. Tinha acabado de perder o meu pai há um ano. As coisas não estavam muito bem na família. Quem trabalhava era o meu pai, ele é que pagava tudo, a escola e a comida, a minha mãe nunca trabalhou. Não era fácil. Expliquei à minha mãe que era uma coisa que eu queria e que dava para ganhar a vida. A minha mãe deixou-me ir. Tenho a certeza que, se estivesse o meu pai, eu não ia. Eu ainda era pequeno, saí com 17 anos e fui fazer 18 lá em Itália.

Bola na Rede: Não tiveste medo de ir em busca do desconhecido?

Meyong: Por acaso, tinha muito medo. Quando saía dos Camarões era quando ia fazer jogos com a seleção, mas nunca tinha saído de casa nem de longe da minha família. Tinha muito medo mesmo, mas a minha vontade de jogar futebol era muito maior. Quando estava lá [em Itália], passava muito mal. Não é fácil, é preciso ter muita vontade para conseguir.

Bola na Rede: Mas acabou por correr tudo bem.

Meyong: Sim. Aguentei e consegui o que eu queria. A partir daí começou tudo.

Os pontos fortes da turma azul e branca | FC Porto

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É já na próxima terça-feira que Sporting CP e FC Porto se voltam a enfrentar na presente época, desta vez a contar para a final four da Taça da Liga. O jogo está marcado para as 19h45 no Estádio Dr. Magalhães Pessoa em Leiria.

DEPOIS DO EMPATE PARA O CAMPEONATO, QUEM LEVA A MELHOR NESTE JOGO QUE DÁ ACESSO À FINAL DA TAÇA DA LIGA? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Naquele que foi um jogo de emoção, mas nem sempre bem jogado, as equipas empataram a duas bolas com golos de Nuno Santos e Luciano Vietto para o Sporting CP e de Matheus Uribe e Jesus Corona para o lado azul e branco.

A equipa de Rúben Amorim chega a este jogo numa altura complicada da época, onde vai mantendo o primeiro posto, mas perdendo algum brilho depois de ser eliminada da Taça de Portugal diante o CS Maritimo (2-0) e após empatar a uma bola diante o Rio Ave FC, jogo no qual até poderia ter aproveitado para aumentar a distância para os rivais directos.

Já o FC Porto chega na sua melhor fase da época, onde já vão em 17 jogos consecutivos sem conhecer o sabor da derrota e onde recentemente até conquistaram a Supertaça Cândido de Oliveira diante do SL Benfica (2-0). Seguiram em frente na Taça de Portugal ao eliminar o CD Nacional e empataram a uma bola, desta feita para o campeonato frente ao SL Benfica a uma bola.

Hoje olhamos para alguns dos pontos fortes do FC Porto e certamente os quais o Sporting CP terá de conseguir anular se quiser sair vitorioso nesta meia-final.

Pepe, símbolo de liderança e experiência nos dragões, é uma das armas utilizadas para as bolas paradas ofensivas
Fonte: Bola na Rede

Nas bolas paradas, arrisco-me a dizer que será das melhores equipas do mundo no que toca ao aspeto das bolas paradas e nestes jogos tão táticos e tão encaixados, é nos pequenos detalhes que por vezes as equipas fazem a diferença. O FC Porto é exímio neste tipo de lances, seja em cantos ou em livres, tendo vários batedores de excelência como é o caso de Sérgio Oliveira, mas também jogadores muito fortes no jogo aéreo. A isto junta-se o facto de o FC Porto ser uma equipa capaz de se ajustar e mudar as equipas que defronta, apresentando várias formas de surpreender o adversário na cobrança das bolas paradas. Será, sem dúvida, uma forte arma que o Sporting CP terá de conseguir anular.

A capacidade ofensiva da equipa portista é eximia no seu jogo sem bola e a impor-se depois onde é mais forte – na transição ofensiva. É uma equipa que se valoriza pela grande capacidade de trabalho e na forma inteligente como dá o jogo ao adversário para o atacar quando este está desequilibrado e a jogar mais largo, atacando assim os espaços e acelerando o seu jogo nesse momento. Desde a primeira fase de pressão que é uma equipa agressiva na tentativa de obrigar o adversário a jogar mal com a sua equipa aberta onde procura depois ganhar as segundas bolas. Uma equipa compacta, sempre intensa e com uma enorme mentalidade competitiva que procura estar sempre ligada ao jogo.

No que concerne às individualidade, o FC Porto é uma equipa que considero capaz para todos os momentos do jogo mesmo que, por vezes, demonstre alguma dificuldade na criação e que priorize mais a transição do que a organização ofensiva. Como todas as boas equipas, as suas estratégias funcionam melhor com as peças certas e o FC Porto é uma equipa cheia de excelentes individualidades onde cada peça é importante na manobra coletiva.

Com a velocidade e a profundidade sempre em mente, Luis Díaz é a principal fonte de irreverência portista
Fonte: Bola na Rede

Com um Sérgio Oliveira renascido e em excelente forma, com Matheus Uribe a ser uma peça importante no centro do terreno que permite aos dragões recuperar muitas bolas ainda em meio-campo ofensivo e que dá um enorme equilíbrio à sua equipa, sem esquecer a versatilidade e capacidade de decisão de Jesus Corona, a irreverência de Luís Diaz, o poder físico de Marega e a experiência e liderança de Pepe.

Gil Vicente FC 0-1 CS Marítimo: Um jogo que nem para aquecer as vistas deu

A CRÓNICA: OS TRÊS PONTOS ATRIBULADOS VOAM PARA A MADEIRA

Mais uma noite com um frio de rachar, mas com jogo no Estádio Cidade de Barcelos. O Gil Vicente FC recebeu o CS Marítimo, em jogo a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga. Ambas as equipas subiram ao palco de Barcelos com um histórico de resultados praticamente espelhado, contando com as vitórias que cada uma arrecadou no jogo anterior.

O Gil Vicente entrou no jogo a dominar nas transições ofensivas, mas com pouca sorte na finalização. Aos 12 minutos, após um pontapé livre, Claude teve, na recarga, a grande oportunidade de inaugurar o marcador não fosse… Ruben Fernandes a cortar a bola para a linha de fundo. O capitão da equipa gilista estava no local errado à hora errada.

Os minutos foram passando e o Marítimo foi crescendo na partida. À medida que se chegava cada vez mais perto do intervalo, os insulares ganhavam cada vez mais terreno. Mudou-se totalmente o rumo do jogo – passou-se de um Gil Vicente destemido para um Marítimo sem medo. Apesar do rumo invertido, o técnico maritimista, Milton Mendes, parecia não gostar do demonstrado em campo.

Quem mais trabalho teve ao longo da primeira parte, e previa-se o mesmo para o restante do encontro, foi o árbitro Artur Soares Dias. Mas o árbitro da AF Porto não teve mais trabalho que os jogadores por assinalar faltas, mas, sim, devido a jogadores caídos no relvado devido ao frio – afinal, eles também não são de ferro. Em termos de faltas foi um jogo atípico, onde existiram mais remates do que faltas, algo estranho no futebol português.

O início da segunda parte trouxe o mesmo Marítimo dos últimos minutos da primeira. Os insulares roubaram as ideias ofensivas do Gil Vicente e mostraram-se muito mais pressionantes nos minutos cimeiros da segunda metade. Pouco se viu dos gilistas, a não ser uma grande passividade nas transições ofensivas e alguma desconcentração na defesa, o que permitia uma grande aproximação do Marítimo à baliza de Denis.

A verdadeira grande oportunidade para o Marítimo, e possivelmente do encontro, apenas “deu à luz” aos 82 minutos. Alipour, sem oposição para além de Denis, rematou de forma a que a bola tirasse tinta ao poste esquerdo da baliza gilista.

E nada contra aquilo que o rumo do jogo demonstrava até ao momento, o Marítimo conseguiu mesmo colocar-se em vantagem no marcador. Aos 87 minutos, e depois de uma intensa pressão dos maritimistas ao longo do encontro, aconteceu o “previsto”. Lucas Áfrico rematou para o fundo da baliza de Denis e, se os ares de Barcelos já se sentiam gelados, depois deste golo congelaram totalmente.

Congelou tudo de forma a que o resultado se mantivesse assim até ao final. O Marítimo de Milton Mendes voa de volta para a Madeira com uma vitória por 1-0 e os três pontos no mala.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Lucas ÁfricoMenção para Lucas, não apenas pelo golo, mas pela exibição. O central maritimista foi uma muralha nas situações adversas ao Marítimo e o jogador mais influente da equipa. O golo acabou por ser o culminar daquilo que Lucas Áfrico mostrou em campo ao longo dos 90 minutos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Talocha A cabeça de Talocha no jogo esteve mais quente do que o ambiente que se sentia no estádio (apesar de não ser difícil). Muitas das decisões que tomou pareciam sem pensar em prol da equipa e, assim, se viu que, por vezes, o individualismo não funciona.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares voltou a utilizar um 4-4-2 tradicional para o jogo frente ao Marítimo. Denis voltou a segurar as redes e os defesas de serviço voltaram a ser Ruben Fernandes e Nogueira, com apoio dos laterais Joel e Talocha. O meio-campo foi ocupado por João Afonso e Lucas Mineiro.

Os extremos de serviço foram Lourency e Claude Gonçalves, elementos fundamentais na construção de jogo dos gilistas, que serviram Baraye e o goleador Samuel Lino.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (5)

Joel (6)

João Afonso (6)

Lourency (6)

Claude Gonçalves (6)

Baraye (5)

Lucas Mineiro (7)

Ruben Fernandes (6)

Samuel Lino (6)

Talocha (5)

Nogueira (5)

SUBS UTILIZADOS

Abbas (6)

Vítor Carvalho (-)

Bouba (-)

Leandrinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Milton Ribeiro optou por um esquema tático super similar ao de Ricardo Soares. O 4-4-2 que o Marítimo trouxe da Madeira foi composto por Amir na baliza e “os do costume” na linha defensiva – Zainadine e Lucas Áfrico ficaram encarregues da zona central e as laterais foram ocupadas por Cláudio Winck e Leo Andrade.

O setor do meio-campo ficou ao serviço de Jean Irmer e Bambock, com Rafik e Hermes nas alas. Os homens mais avançados no terreno da equipa maritimista foram Joel Tagueu e Milson, dada a impossibilidade de Rodrigo Pinho ir a jogo (infetado com COVID-19).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Cláudio Winck (6)

Lucas Áfrico (7)

Zainadine (5)

Jean Irmer (6)

Rafik Guitane (6)

Milson (6)

Bambock (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (6)

Joel Tagueu (6)

SUBS UTILIZADOS

Macedo (6)

Alipour (7)

Pelágio (6)

Correa (6)

Fábio China (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Gil Vicente FC, técnico Ricardo Soares.

CS Marítimo

BnR: Qual a sua análise deste jogo e qual foi a razão por detrás da entrada de Fábio China já perto do final do encontro?

Milton Mendes: A nossa equipa demonstrou uma maturidade muito grande. Não entrámos bem no jogo, a equipa estava algo ansiosa por enfrentar o Gil Vicente por ser uma equipa muito característica. Realmente perdemos o controlo do jogo em alguns momentos do jogo e posicionamos a equipa de forma diferente. Na segunda parte voltámos melhores e construímos algumas jogadas. O Gil Vicente, se chegou à nossa baliza, foi de bola parada. Mostrámos o que é ser uma equipa forte. A entrada do Fábio teve a ver com o desgaste das laterais e para estancar o jogo que o Gil Vicente tentou construir por aí

FC Internazionale Milano 2-0 Juventus FC: B(ar)ella forma do Inter ganhar mais Vida(l) na luta pelo título!

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A CRÓNICA: MAIS UM REVÉS PARA O CAMPEÃO ITALIANO

O FC Internazionale Milano, vice-campeão e segundo classificado da Liga Italiana, recebeu no Estádio Giuseppe Meazza, a equipa da Juventus FC, em jogo a contar para a decima oitava jornada da Liga Italiana, numa partida que se podia revelar absolutamente decisiva para as contas do título.

Uma vitória da equipa da casa poderia significar que a equipa de Cristiano Ronaldo ficasse a sete pontos de distância (com menos um jogo). A Juventus FC, que depois de um início de campeonato muito atribulado, tem vindo a melhorar e a subir na classificação, tinha aqui também um jogo importante para uma demonstração de força e de relançamento da sua candidatura para mais um título italiano.

O FC Internazionale entrou bem na partida, e numa boa jogada, aos treze minutos, permite a Barella assistir Arturo Vidal, com o Chileno de cabeça a inaugurar o marcador frente à ex equipa. Já a Juventus FC, teve serias dificuldades em entrar no jogo e por várias vezes esteve perto de sofrer o 2-0 ainda na primeira parte.

Na segunda parte, mais do mesmo. Mais posse de bola para os visitantes, mas a equipa de António Conte sempre mais perigosa e objetiva, o que resultou no 2-0 aos 52 minutos por Barella, que aparece como nome em destaque nos dois golos.

Até ao final do jogo o FC Internazionale continuou a controlar as operações e nem as substituições e mudanças táticas de Pirlo surtiram qualquer efeito.

Vitória justa da equipa de Milão que fica agora com uma margem mais confortável na luta pelo título. A Juventus FC termina o jogo com apenas um remate perigoso.

 

A FIGURA

Nicolo Barella – Que jogo do pequeno médio italiano! Além da assistência e do golo, lutou por todos os lances como se fossem o último da sua vida. Muita disponibilidade, muita raça e muita qualidade. Foi o motor da equipa do FC Internazionale e com toda a justiça destacado como MVP da partida.

 

O FORA DE JOGO

Aaron Ramsey – A sua titularidade surpreendeu, a sua exibição nem tanto. Deslocado da sua posição natural, teve muitas dificuldades em desequilibrar ou fechar defensivamente o flanco esquerdo. Acabou substituído aos 58 minutos sem deixar qualquer marca no jogo. Erro de casting de Pirlo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE

O vice-campeão apostou no seu habitual 3-5-2 com Lukaku e Lautaro Martinez na frente de ataque. Como quase sempre acontece, a equipa de Conte a apoiar muito do seu jogo na capacidade do avançado belga para receber, segurar a bola e depois servir Martinez ou os médios que entram na área para zonas de finalização.

O FC Internazionale além de ser uma equipa muito física, aposta muito na mobilidade e versatilidade dos seus cinco médios. Esteve sempre melhor no jogo taticamente, e mostrou, nesta fase da época, ser uma equipa bem mais oleada que o campeão em título.

Destaque para as exibições de Lukaku, Hakimi e do MVP Nicolo Barella.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

Skriniar (6)

Stefan de Vrij (6)

Bastoni (6)

Hakimi (7)

Barella (8)

Brozovic (6)

Arturo Vidal (7)

Ashley Young (6)

Romelu Lukaku (8)

Lautaro Martinez (6)

SUBS UTILIZADOS

Darmian (4)

Gagliardini (4)

Alexis Sanchez (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A equipa de Andrea Pirlo, que parece ter afastado em definitivo a utilização do sistema com três defesas, apostou numa linha defensiva de quatro, numa espécie de 4-4-2, com Cristiano Ronaldo no onze inicial. Além das muitas baixas (Alex Sandro, De Ligt ou Dybala), foi algo surpreendente a colocação no banco de suplentes de jogadores como Arthur, McKennie e Kulusevski, jogadores que se têm exibido a bom nível na presente época.

Exibição muito desinspirada, apesar das muitas baixas, mas Pirlo continua a ter muito trabalho pela frente e exige-se mais ao campeão das últimas nove edições da Liga italiana.

A equipa ainda se apresenta muito lenta, pouco intensa, tanto no ataque como na recuperação da bola. É uma equipa confusa e sem paixão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (7)

Danilo (5)

Bonucci (5)

Chiellini (5)

Frabotta (4)

Chiesa (5)

Bentancur (5)

Rabiot (5)

Ramsey (4)

Cristiano Ronaldo (6)

Alvaro Morata (5)

SUBS UTILIZADOS

Kulusevski (6)

Berbardeschi (5)

McKennie (5)

CD Santa Clara 1-2 FC Famalicão: Vitória que sabe a mel

A CRÓNICA: O REGRESSO DO FC FAMALICÃO ÀS VITÓRIAS EM SOLO AÇORIANO

Domingo nublado de confinamento e o Estádio de S. Miguel abriu portas para o duelo da 14ª Jornada, da Primeira Liga, entre o CD Santa Clara e o FC Famalicão. A equipa da casa vem duma semana difícil com dois jogos, um para o campeonato frente ao Boavista FC, que acabou num empate, outro resultou na passagem para os quartos de final da Taça de Portugal frente ao Moreirense FC. Por sua vez o Famalicão vem duma complicada derrota frente ao FC Porto. Neste momento a disputa pelos três pontos está quente.

A partida começou com as duas equipas bem organizadas e com o Famalicão a pressionar mais a equipa da casa. Aos cinco minutos, devido a uma saída de Vaná, o Santa Clara conseguiria chegar ao 1-0 mas em fora de jogo.

Após o primeiro quarto de hora, o ritmo de jogo baixa e obriga o Santa Clara a tentar criar mais linhas de passe entre si fixando-se a meio campo e sem muitas oportunidades para se vingar no jogo. O Famalicão ainda tenta chegar perto da baliza para alterar o marcador mas sem efeito. A primeira parte termina com o Santa Clara com maior posse bola e o resultado em aberto para a segunda parte.

O Famalicão entrou em força na segunda parte e manteve-se por cima durante alguns momentos. Ao ver o Famalicão aproximar-se da baliza de Marco Pereira, Fábio Cardoso tenta desviar a direção da bola e acaba por embater num dos jogadores o que dá origem a uma marcação de penálti. Johnata Robert apontou e marcou dando, assim, origem ao primeiro golo da partida.

Após esse primeiro golo, o jogo mostrou-se mais partido e sem muitas oportunidades de alterar o marcador. Numa tentativa de alterar essa realidade, Carlos Jr., tenta apontar a redondinha para a baliza de Vaná através dum pontapé de bicicleta mas sem sucesso. A oportunidade de Carlos Jr. viria mais tarde, aos 69 minutos, através dum cruzamento certeiro de Cryzan, que apontou e marcou fazendo assim o golo do empate.

Aos 84 minutos, o Famalicão volta a surpreender. Desta vez através de Lukovic que marca um livro direto digno de memória. O guardião da equipa açoriana ainda tenta alcançar a bola mas é impossível.

A agressividade desta segunda parte mantém-se no últimos momentos da partida , no entanto não foi suficiente para fazer a diferença. O Famalicão saí dos Açores com os três pontos e feliz com por regressar às vitórias.

 

A FIGURA

Figura Santa Clara x Famalicão
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Andrija Lukovic – Durante a partida conseguiu mostrar a sua qualidade e, a cereja no topo do polo seria o incrível golo, na segunda parte, que levou a que a sua equipa conquistasse a vantagem e os três pontos.

 

O FORA DE JOGO

FDJ Santa Clara x Famalicão
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marco Pereira – O Guardião das redes do Santa Clara esteve longe das exibições a que estamos acostumados. Deixou-se levar pela pressão o que refletiu-se nas defesas que realizou.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Mister Daniel Ramos preparou a sue equipa para jogar com o esquema tático 4-2-1-3. Este optou por uma linha defensiva composta por quatro jogadores com o regresso do castigado Fábio Cardoso ao onze. No meio campo, Nene e Anderson formaram um duplo pivot defensivo. Lincoln organizou o jogo ofensivo da equipa e tentou servir os homens da frente. Carlos e Ukra jogaram nas alas e Shahryiar foi o homem mais adiantado do Santa Clara.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (2)

Rafael Ramos (4)

Mikel Villanueva (5)

Fábio Cardoso (4)

Lincoln (4)

Carlos Jr. (5)

Lucas (3)

Ukra (4)

Nené (3)

Anderson Carvalho (3)

Shahriyar (4)

SUBS UTILIZADOS

Cryzan (4)

Diogo Salomão (3)

Costinha (3)

Osama Rashid (-)

João Afonso (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O FC Famalicão jogou com um tradicional 4-3-3 com Patrick William a jogar adaptado a lateral direito. Meio campo composto por Ugarte, jovem uruguaio que se estreou a titular e por Jaime com Lukovic a jogar no vértice do losango no meio campo. Na frente, atuaram 3 homens móveis. Gil Dias de um lado, Jhonata do outro e Anderson como o elemento mais móvel.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná Alves (4)

Babic (3)

Ugarte (4)

Jhonata Robert (5)

Iván Jaime (4)

Rúben Vinagre

Lukovic (5)

Queirós (4)

Gil Dias (4)

Anderson (3)

Patrick William (4)

SUBS UTILIZADOS

Alexandre Guedes (3)

Bozhidar Kraev (3)

Ivo Rodrigues (3)

Calvin (-)

Riccieli (-)

  

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: Acha o resultado justo?

Daniel Ramos: Controlamos o jogo, concedemos quase nada ao Famalicão sem ser bolas paradas. Num jogo com muitas faltas em que algumas não existiram, a equipa cumpriu e trabalhou muito. Erraram em alguns momentos mas conseguiram mostrar o seu trabalho.

Fomos muito penalizados pelo resultado. É uma sensação de impotência porque fizemos por merecer mais e sinto tristeza porque em casa estamos a ter dificuldades para vencer.

FC Famalicão

BnR: Qual a análise que faz a esta partida?

João Pedro Sousa: Era um Jogo importante. Queríamos regressar as vitorias e sair dum círculo negativo, este era um jogo difícil num campo difícil. Estas duas equipas praticam bom futebol, gostam de oferecer bons espetáculos mas hoje o relvado dificultou isso. Tentamos lutar e ser felizes porque os golos podiam surgir. Era importante vencer e foi isso que aconteceu.

Liverpool FC 0-0 Manchester United FC: Nulo entre reds, sorriem os devils

A CRÓNICA: CLÁSSICO MORNO E SEM GOLOS AGRADA A RED DEVILS, FOXES E CITIZENS

Os líderes da Liga inglesa visitavam o campeão em título com o topo da classificação a fervilhar. Pressionados pela vitória do Leicester City FC no dia anterior (2-0 vs Southampton FC), a vitória dos reds não só permitia nova subida na classificação, como a igualdade pontual com os de Manchester, no primeiro lugar.

Em Anfield encontravam-se o melhor ataque da prova e a pior defesa da primeira metade da tabela; esperavam-se golos. No entanto, a primeira parte mostrou que esse cenário estava para durar. Muita posse, muito critério na construção, mas pouca objetividade a visar as redes de Alisson e de Gea.

Aos três minutos, os de Liverpool queriam mostrar ao que vinham; depois de uma posse enérgica, com grande envolvimento dos homens da frente, Robertson cruzou muito chegado à baliza, mas de Gea controlou. O início prometedor ficou só por aí, pela promessa, já que só aos 17 e 34 minutos a equipa de Klopp voltou a rematar.

A melhor oportunidade dos reds saiu pelos pés de Firmino, pouco depois do primeiro quarto de hora. O remate saiu desenquadrado, mas o destaque vai para o trabalho entre linhas de Shaqiri e o passe milimétrico a solicitar Mané. O senegalês atraiu e aguentou a pressão dos dois centrais e serviu o brasileiro, que não deu o melhor seguimento à jogada.

O melhor que os red devils fizeram em toda a primeira parte foi um remate ao lado, na cobrança de um livre direto, pelo inevitável Bruno Fernandes. 45 minutos para esquecer dos líderes da liga inglesa, com pouca bola no chão e uma tentativa desmesurada pelo passe longo, nas costas dos centrais “infiltrados” do adversário.

Para a segunda parte previa-se que a equipa de Klopp fosse mais objetiva na hora de atacar a baliza, mas Solskjaer subiu o bloco de Manchester, passou a pressionar mais cedo, mais à frente e a condicionar bem mais a construção do adversário.

O ritmo e a qualidade da partida desceram e embora o “United” passasse a ter mais presença no jogo, não o conseguiu traduzir em assédio à baliza de Alisson até bem perto dos 80 minutos. Por sua vez, o Liverpool FC perdeu a autoridade dos primeiros 45 minutos e revelou pouco discernimento já dentro de área.

Aos 62 minutos, Firmino protagonizou o momento mágico da tarde ao tirar o adversário do caminho com uma finta vistosa e serviu Salah. No coração da área, o egípcio demorou muito a decidir e a oposição de Maguire impediu que o remate tivesse melhor destino.

A um quarto de hora do final, Rashford e Shaw combinaram na asa esquerda, o lateral cruzou atrasado e o desinspirado Bruno Fernandes rematou à figura, em condições para fazer muito melhor. A partir de então, o jogo partiu e os contra ataques de parte a parte sucederam-se, mas ainda com pouco acerto.

O melhor que os visitados conseguiram foi um remate forte de Thiago, de fora da área, para o vôo de de Gea. No entanto, a melhor oportunidade do jogo surgiu a sete minutos dos 90 e para o lado dos visitantes. No interior da área, Pogba recolheu uma bola perdida e rematou fortíssimo, mas parmitiu a grande intervenção do jogo. No canto consequente, valeu novamente Alisson a negar a vitória dos forasteiros.

Num jogo pouco brilhante e num ritmo invulgarmente baixo entre os reds, sorriram os de Manchester que além do ponto somado na casa do campeão em título, mantêm a distância para a turma de Klopp e seguem na liderança surpreendente da prova. Até ver.

 

A FIGURA

Alisson Becker – A exibição de Thiago roçou o assombroso, mas foi Alisson quem teve influência direta no resultado. O médio espanhol merecia totalmente a distinção pela omnipresença, segurança e qualidade de passe na construção. No entanto, os da casa bem podem agradecer à muralha brasileira o solitário ponto que resgataram deste duelo. Foi fulcral por duas vezes, aos 83 e 84 minutos, e voltou a mostrar-se essencial na forma de jogar dos reds, cortando a profundidade do ataque do adversário num par de vezes. Essencial, só não marca golos.

 

O FORA DE JOGO

reds
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bruno Fernandes – Não errou escandalosamente nem prejudicou a equipa, mas será sempre uma tarde negativa quando Bruno Fernandes não brilha. Há dias assim e até Bruno Fernandes tem direito aos dias “não”. Além de um remate à figura, que podia ter dado a vitória, venceu apenas dois duelos dos sete que disputou, recorreu em demasia ao passe longo – sem sucesso – e contabilizou 19 perdas de posse. Números negativos para alguém que sabe tão bem tratar o jogo e a bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Os reds parecem ultrapassar a ausência de centrais com alguma facilidade. Na verdade, na fase de construção até beneficiam de ter mais dois médios em campo.

No habitual 4-3-3, a escolha “central” recaiu sobre Henderson e Fabinho. O brasileiro até já desempenhou aquela função, mas uma vez ultrapassadas as dificuldades defensivas, Klopp ganha, em ataque, mais dois pensadores de jogo – ainda que Thiago recolha todos os holofotes.

Os homens do meio campo viveram em permuta constante, sobretudo na primeira parte. Sempre que os laterais se projetavam, Thiago descia para junto de Fabinho e Henderson e a construção era feita a três. Wijnaldum equilibrava e Shaqiri oferecia solução entre linhas.

O trio habitual da frente teve em Firmino o dente mais afiado. O brasileiro disparou várias vezes, sem o melhor sucesso, mas destacou-se mais nos apoios de costas para a baliza. Salah e Mané, por sua vez, revelaram-se nada brilhantes na linha e algo lentos e errados no momento da finalização.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (8)

Alexander-Arnold (7)

Jordan Henderson (7)

Fabinho (7)

Andrew Robertson (7)

Thiago Alcântara (8)

Georginio Wijnaldum (6)

Xherdan Shaqiri (6)

Mohamed Salah (6)

Sadio Mané (6)

Roberto Firmino (7)

SUBS UTILIZADOS

Curtis Jones (6)

Divock Origi (-)

James Milner (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

A turma de Ole Gunnar Solskjaer apresentou-se num 4-2-3-1, com Fred e McTominay na frente do quarteto defensivo. Juntos somaram 10 desarmes; melhor o escocês na ação defensiva, superior o brasilerio na saída para o ataque.

O trio do meio campo esteve bastante desligado – não só da defesa ou do ataque, mas do jogo. Pogba sobressaiu quando se aventurava nas costas Robertson; Henderson saía na dobra e perdia sempre o duelo. Martial teve na organização defensiva o seu melhor momento e uma completa confusão em ataque.

A exuberância de Bruno Fernandes não foi a mesma de outros jogos e o homem da frente pagou caro; Rashford não ligou com nenhum dos colegas, apostou sempre no lance individual e não somou qualquer remate em toda a partida.

Um jogo difícl de analisar no momento ofensivo, onde os reds se basearam no bloco baixo e contra ataque vertiginoso. E até podiam ter chegado à vitória dessa forma.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (7)

Luke Shaw (7)

Harry Maguire (7)

Victor Lindelof (6)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Scott McTominay (7)

Fred (7)

Bruno Fernandes (6)

Marcus Rashford (6)

Paul Pogba (7)

Anthony Martial (6)

SUBS UTILIZADOS

Edison Cavani (6)

Mason Greenwood (-)

CD Nacional 0-1 Moreirense FC: Cónegos vão à ilha roubar os três pontos

A CRÓNICA: CAPITÃO STEVEN OFERECEU A VITÓRIA PELA MARGEM MINIMA

A atravessar aquele que deverá ser o pior momento de forma na época 20/21, para ambas as equipas, o CD Nacional e o Moreirense FC subiram ao relvado do Estádio da Madeira para disputar a jornada 14 da Primeira Liga, com um jogo bem ‘quentinho’ em perspetiva contrapondo com o frio que se tem feito sentir nas zonas altas da Madeira por estes dias.

O jogo até começou algo ´morno´, com a lesão do avançado do Moreirense Derik logo aos cinco minutos que ocasionou uma paragem momentânea no jogo. Após isso, a formação de Moreira de Cónegos era quem criava mais situações de perigo, com Yan Matheus a marcar um livre direto para um defesa com estilo de Piscitelli.

Á meia-hora de jogo, só dava Moreirense. Foi a equipa mais agressiva, mais pressionante, que melhor futebol disputou a nível ofensivo, só faltava o golinho. Por outro lado, que os madeirenses eram uma equipa inanimada, com muitas falhas na construção e na desconstrução. Mais cedo falava, mais cedo o Nacional ´acordava´ para o jogo, cirando a sua primeira grande aparição junto da baliza de Pasinato aos 31´minutos com um remate, ligeiramente, ao lado da baliza do Moreirense.

Daí em diante, os ´alvinegros´ disponibilizaram-se com maior virtude para o jogo e as oportunidades apareceram com mais frequência, inclusivamente, no tempo de compensação da primeira parte, Kenji Gorré teve duas ocasiões flagrantes na cara do Pasinato, que este não aproveitou.

No início do segundo tempo, o equilíbrio entre as duas equipas foi mais evidente, e ambas ião tendo posse de bola, no entanto sem perturbar nenhum dos guardiões. O tempo ia passado e Luís Freire ficava mais impaciente, tanto que, enviou Francisco Ramos e Witi para o terreno de jogo, retirando Azouni e o lateral esquerdo João Vigário, aos 63´minutos.

Contudo, a primeira grande oportunidade da segunda parte só apareceu aos 74´ minutos e foi para a equipa ´alvinegra´, em que Riascos não respondeu da melhor maneira a um cruzamento de Witi, depois de um trabalho formidável pela esquerda, do mesmo. Como “quem não marca, sofre” o Moreirense foi à frente tentar a sua sorte e após falta de Rúben Micael num livre direto de Filipe Soares, Steven Vitória cabeceou para o fundo das redes de Riccardo Piscitelli.

Até final, o CD Nacional esteve sempre a correr atrás do prejuízo, forçando, ao máximo, o golo, que poderia ter aparecido no último lance do jogo, não fosse a bola ter ficado presa na barreira num livre direto, assinalado por Vitor Ferreira, batido por Rochez.

A FIGURA


Steven Vitória – Foi um autêntico centralão. Aos 34 anos de idade, continua a mostrar valor nesta equipa do Moreirense. Foram várias as situações em que foi chamado a intervir, e fê-lo da melhor maneira. Forte no desarme e forte no controlo à profundidade, aliando ainda, ao facto de ter sido o marcador do golo que deu a vitória à sua equipa.

O FORA DE JOGO


João Vigário – Até tem estando bem nos últimos jogos, mas hoje esteve muito abaixo do que aquilo que é capaz. Mal atacar e mal a defender. Não deu soluções à sua equipa no momento ofensivo, e no capítulo defensivo esteve muito mal a fechar a profundidade, não conseguido ter um bom relacionamento com Lucas Kal, central esquerdo. Foi um lateral muito macio e por isso, não acrescentou nada ao desenho tático de Luís Freire.

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente ao Moreirense FC, Luís Freire continuou a utilizar um sistema de 4-3-3 ofensivo no CD Nacional. Com o italiano Riccardo Piscitelli a substituir o lesionado Daniel Guimarães, habitual titular em jogos para o campeonato. Na defesa, Rúben Freitas à direita, Pedrão e Lucas Kal ao centro, e João Vigário à esquerda, formaram assim, o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente jogaram mais libertos, o madeirense e capitão Rúben Micael e o tunisino Azouni. Nas alas, destaque para o colombiano Brayan Riascos, que tem vindo a jogar mais deslocado para as pontas, assim como, Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez.

O CD Nacional foi uma equipa a jogar em passe curto, a tentar joga a toda a largura do campo, pelos pés de Nuno Borges que recuava para entre os centrais, a fim de sair a jogar. Defensivamente, os madeirenses na primeira parte foram uma equipa conservadora e algo passiva no ataque ao homem que possuía a bola, o que poderia ter trazido alguns dissabores.

Na segunda metade, depois do golo sofrido, Luís Freire optou por substituir o capitão Rúben Micael, pelo extremo João Victor, tornando assim, a equipa mais ofensiva, destacada para um 4-4-2 com os dois Bryans na frente de ataque, jogando preferencialmente pelas alas, de modo a cruzar para área.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Rúben Freitas (4)

Lucas Kal (4)

Pedrão (5)

João Vigário (3)

Nuno Borges (SC) (5.5)

Azouni (3)

Rúben Micael © (4)

Kenji Gorré (4)

Rochez (4)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Witi (5)

Francisco Ramos (4)

João Camacho (-)

João Victor (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Para a deslocação à ilha da Madeira, Vasco Seabra optou por aplicar um 4-3-3 ofensivo. O belga D´Alberto à direita, Ferraresi e o capitão Steven Vitória a centrais, e à esquerda Adbu Conté. O responsável por fechar entre linhas foi Fábio Pacheco, com Alex Soares e Filipe Soares à sua frente. Walterson e Yan Mathues jogaram nas alas e Derik como referência ataque, no entanto saiu do jogo logo aos 5´minutos por lesão, entrando para o seu lugar o brasileiro Rafael Martins.

A formação de Moreira de Cónegos optou por tentar dominar a posse de bola, tentado sair a jogar através, quer dos centrais, quer do seu médio defensivo Fábio Pacheco. Ao nível do posicionamento, os jogadores do Moreirense demonstraram uma grande flexibilidade, empenhando-se nas trocas de bola rápida, fosse ao centro, fosse nas alas. Ao nível defensivo, os ´cónegos´ estiveram muito bem no primeiro tempo ao jogar em pressão alta, sempre a tentar tapar as linhas de passe do adversário, com uma densidade defensiva algo alta, com o intuito de perturbar o jogo do Nacional.

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mateus Pasinato (5.5)

D´Alberto (4)

Ferraresi (5)

Steven Vitória © (6.5)

Abdu Conté (5)

Fábio Pacheco (SC) (6)

Filipe Soares (6)

Alex Soares (5)

Yan Matheus (5)

Derik (-)

Walterson (4)

SUBS UTILIZADO

Rafael Martins (5)

Matheus Silva (5)

Lucas Silva (-)

David Tavares (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

BnR: Mister, só no momento a seguir ao golo (do Moreirense) é que optou por utilizar dois pontas da lança, porque não o fez mais cedo?

Luís Freire: “Porque antes de sofrermos o golo nós estávamos por cima do jogo. Tínhamos acabado de produzir uma oportunidade clara de golo com o Riascos, e a nossa intenção era construir jogo com o Rúben (Micael). O (Chico) Ramos era também, um jogador com maior capacidade de chegada, tínhamos o Camacho acabado de entrar, portanto tínhamos Camacho, Ramos, Rochez, Riascos na frente. Tínhamos o Witi (também lançado na segunda parte) que foi quase um extremo. Refrescamos as alas. Tivemos ocasiões de golo e não marcamos. Não ia desequilibrar a equipa totalmente, fizemos isso quando foi mesmo para arriscar e nem por isso a equipa teve mais oportunidades de golo. Quando sofremos o golo, estávamos bem no jogo. O Moreirense ficaria satisfeito com um ponto e levou três, e nós estávamos insatisfeitos com um e acabamos a não levar nenhum. “

BnR: Mister a sua equipa no campeonato, contando já com este jogo, apenas tem 2 golos fora, a que se deve tanta falta de eficácia?

Vasco Seabra: “Nos começamos a 10 dias, mas aquilo que vimos no jogo de hoje, foi a nossa equipa a conseguir ter mais chegada no último terço, a ter muitas oportunidades, com a possibilidade de pudermos materializar e finalizar, portanto estou satisfeito com aquilo que nos produzimos em termos ofensivos no jogo fora. Esta vitória traz-nos mais calor. Ficamos muitos satisfeitos com aquilo que produzimos hoje num campo, extraordinariamente, difícil e sermos valorizadores daquilo que temos construído.”

Marega | O que se passa, Moussa?

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Apesar das sucessivas oportunidades que Sérgio Conceição tem dado ao maliano, Marega não tem andado bem dentro do campo e isso nota-se não só nas exibições, assim como nas estatísticas. O camisola 11 do FC Porto, que termina contrato a 30 de junho deste ano, leva apenas oito golos em 22 partidas em todas as competições, estando muito abaixo daquilo que foram as épocas anteriores ao serviço dos dragões, principalmente as primeiras duas. O que estará a afetar o desempenho de Moussa Marega?

É, até ao momento, o terceiro jogador do plantel com mais minutos (1627) de jogo e à frente dele estão apenas Sérgio Oliveira, que curiosamente já leva mais golos do que o próprio Marega e, em primeiro lugar, Jesús Corona. Contas feitas, o avançado leva, em média, 203 minutos para marcar um golo. A pergunta que se impõe é – até quando Sérgio Conceição terá argumentos para continuar a dar a titularidade a Marega?

Com alternativas no banco como Toni Martínez e Evanilson, ou jogando apenas com Mehdi Taremi num sistema de 4-3-3, qual a razão desta insistência em Marega? Percebe-se que, em certos momentos do jogo, a explosão e a velocidade de Moussa podem criar uma jogada de perigo em campo, mas até nisso o atacante portista parece estar desinspirado.

O último golo de Moussa Marega frente ao CD Nacional para o campeonato

Ontem no clássico frente ao SL Benfica, uma vez mais, Moussa Marega podia ter feito muito mais e já mostrou toda a gente que é capaz. Num dos lances com mais perigo, após passe de Luis Díaz, o maliano ficou muito mal na fotografia após ter uma má decisão e execução técnica. Será que Toni Martínez e Evanilson, que são muitas vezes chamados a cinco ou dez minutos do fim do jogo, poderiam ter resolvido de outra forma?

Deste lado, ainda não se perdeu a esperança em Marega. Até mesmo na sua renovação. Mas para tal acontecer, tem de haver vontade de estar de dragão ao peito e de “comer a relva” se for necessário. Esse é o ADN portista e Marega tem estado a perdê-lo. Sérgio Conceição continua a apostar nele e pode-se mesmo questionar – haverá jogadores com lugar cativo no onze inicial portista?

 

Académico Viseu FC 1-2 UD Oliveirense: Equipa de Raúl Oliveira distancia-se da zona de descida

A CRÓNICA: DUELO EQUILIBRADO, MAS A UD OLIVEIRENSE FOI MAIS EFICAZ 

Antes de começar um contratempo. O gelo no relvado do Estádio do Fontelo adiou em meia hora o início da partida. A UD Oliveirense começou por si e adiantou-se cedo no marcador. Numa jogada de insistência aos quatro minutos, Ono rematou rasteiro de fora de área para dentro da baliza de Ricardo Fernandes. O guarda-redes parece não ver a bola a ser disparada.

As equipas acabaram por se encaixar, com o Académico Viseu FC, por um lado, a mostrar-se previsível e lento no ataque, mas a conseguir controlar as transições rápidas da Oliveirense, por outro. Contudo, o Académico de Viseu haveria de marcar na sequência de um canto aos 22’. Mesquita cobrou do lado direito e Diogo Santos mais alto do que os defesas da Oliveirense cabeceou para o fundo da baliza.

As melhores oportunidades até ao fim da primeira parte foram da equipa da casa. Primeiro por Paná de cabeça a responder ao cruzamento de João Vasco, atirou perto do poste direito da baliza da Oliveirense e, depois Ayongo, num remate dentro da grande área, a obrigar Arthur uma defesa de recurso com os pés.

O Académico Viseu fez uma substituição para o início da segunda parte, com a entrada de Luisinho para o lugar de Joel. Contudo, o jogo manteve a toada de equilíbrio e longe das balizas.

Apenas depois da hora de jogo, houve emoção, com Ayongo a meter a bola na baliza, mas a não contar por ter posto a mão na bola, para afastar o defesa do seu caminho. Do outro lado Oliveira rematou de fora da área para perto do poste direito da baliza de Ricardo Fernandes.

Aos 77 minutos, novamente de canto o golo havia de chegar. Léo Bahia marcou do lado direito e, numa jogada confusa, com a bola a sofrer vários toques, chegou até Raniel, que rematou para o fundo da baliza do Académico.

Mais com o coração do que com a cabeça, a equipa da casa tentou chegar ao golo, mas sem criar qualquer perigo. O empate ajustava-se melhor, mas a Oliveirense acabou por ser mais eficaz e levar os três pontos.

 

A FIGURA

🎊🎁 Hoje está de parabéns o nosso lateral Léo Bahia.

Desejamos-te um dia feliz.

#parabéns #aniversário #udo…

Publicado por UD Oliveirense Futebol SAD em Quarta-feira, 4 de novembro de 2020

 

Léo Bahia – Acutilante no ataque, nos períodos de maior fulgor da equipa. Foi competente na defesa, não deixando muito espaço para a equipa do Académico atacar pelo seu lado. Marcou o canto que deu o golo da vitória da UD Oliveirense.

 

O FORA DE JOGO

#DIADEFESTA

🎉HOJE É DIA DE FESTA!

O nosso Ricardo Fernandes completa hoje 26 anos!
Deixa já a tua mensagem de aniversário!

#TerrasdeViriato #AVFC #Viriato

Publicado por Académico de Viseu Futebol Clube em Quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Ricardo Fernandes – O guarda-redes não teve muito trabalho durante a partida, mas sofreu dois golos em que parece que podia ter feito melhor. No primeiro fica a ideia que não consegue ver de onde parte a bola, mas sendo o remate de longe, o guardião nem sequer esboçou reação. No segundo golo, a bola andou a saltar dentro da área e o guarda-redes também não teve rapidez suficiente para antecipar o remate de Raniel. Na fase de desespero, Ricardo Fernandes chegou a sair da área com a bola e pressionado pelos jogadores da Oliveirense perdeu a bola para o adversário. Foi salvo pelo árbitro ao assinalar falta.

 

 ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Pedro Duarte apostou num 4-4-2 com Paná e Ayongo a fazerem a dupla na frente do ataque. Joel e João Vasco, em combinação com Mesquita e Jorge Miguel, tentavam criar os desequilíbrios pelas laterais, no ataque. O jovem Filipe Soares manteve a titularidade no centro da defesa, como no jogo da Taça de Portugal, mas desta vez, com João Pica.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (5)

Jorge Miguel (6)

Filipe Soares (6)

João Pica (6)

Mesquita (6)

Zimbabwe (5)

Diogo Santos (6)

Paná (6)

Joel (5)

João Vasco (7)

Ayongo (6)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (5)

Yuri Araújo (5)

 Fernando Ferreira (-)

Carter (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Raul Oliveira apostou num 5-4-1 com Bortoluzo, sozinho na frente. O apoio vinha principalmente de Jorge Teixeira e de Lima, do meio campo. Na defesa, Filipe Gonçalves juntava-se à dupla, Raniel e Steven Pereira, para formar a tripla de centrais para tentar controlar o ataque academista.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Arthur (6)

Leandro Silva (6)

 Steven Pereira (6)

Raniel (7)

Léo Bahia (7)

Filipe Gonçalves (6)

Oliveira (7)

Ono (7)

Miguel Lima (6)

Pedro Bortoluzo (6)

Jorge Teixeira (6)

SUBS UTILIZADOS

Thalis (6)

 Machado (6)

Dionathã (-)

Luiz (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

UD Oliveirense

BnR: Depois de uma entrada forte na partida e de marcarem cedo, a Oliveirense tentou explorar o contra-ataque, sem eficácia. O que falhou?

Raúl Oliveira: A equipa reagiu mal ao golo marcado e reatriu-se. Os jogadores sentiram que tinham de guardar o resultado. Não era a mensagem que nós queríamos. Obviamente que nós queríamos estar na frente para criarmos oportunidades, mas pela situação que nós estamos e pelos jogos que temos tido, os jogadores têm uma vontade de se reservar para segurar o resultado. Começámos por usar o ataque à profundidade, mas acabámos por perder essa capacidade, o que fez com que a equipa não fosse tão perigosa e ofensiva na primeira parte.

Académico de Viseu FC

BnR: Apesar do Académico estar por cima, no final da primeira parte, fez uma substituição ao intervalo. A saída de Joel para a entrada de Luisinho foi opção técnica ou por questões físicas?

Pedro Duarte: A minha ideia foi tentar dar maior frescura ao corredor, tentar dar maior velocidade e de refresca também a equipa, sem correr riscos de lesão porque se neste momento tivermos algum atleta com recidiva, as coisas ainda se complicam mais. Portanto, tivemos de fazer esta gestão toda do jogo e do jogador, daquilo que o jogo está a pedir e daquilo que o jogador está a dar. O Joel é um lateral direito que vai jogando fora da posição a extremo há quatro jogos por necesidade. Procurámos maior velocidade no corredor, mais rapidez. O Luisinho é forte no um para um. O Joel tem outras características.

 

 

O inesperado Luís Neto | Sporting CP

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O sistema de três centrais de Rúben Amorim, ao contrário das tradicionais defesas com quatro jogadores, utiliza três jogadores na posição de defesa central. Esta variável faz com que o defesa central seja uma das posições que exige mais profundidade no plantel: Coates, Feddal, Luís Neto, Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio são os centrais que o plantel tem. Contudo, na hierarquia dos titulares, encontra-se uma surpresa chamada Luís Neto.

Luís Neto chegou ao Sporting CP na época de 2019/2020 e vinha aclamado como um jogador que trazia experiência e qualidade para o eixo da defesa leonina. A verdade é que a concorrência era apertada e as características do central nunca vieram ao de cima. Aliás, acontecia o oposto. Muitos adeptos viam o internacional português como o elo mais fraco de uma equipa que também não ajudava devido à falta de qualidade evidente em várias posições. No entanto, Luís Neto, apesar das exibições menos boas, tinha um discurso muito assertivo para o exterior e demonstrava ser uma das vozes do balneário.

Este ano, com a saída de jogadores com vozes imponentes no balneário e com uma maior regularidade no onze inicial da equipa liderada por Rúben Amorim, Luís Neto tem ganho preponderância na dinâmica do onze e do plantel: ninguém o pode acusar de falta de compromisso com o clube ou de falta de garra, sendo que a falta de qualidade que possa ter em certos momentos do jogo tem sido muito bem encoberta.

Luís Neto agarrou a titularidade e tem mostrado, ao longo da presente época, garra, espírito de sacrifício e devoção
Fonte: Bola na Rede

Claro que uma equipa estável e a jogar bom futebol ajuda sempre qualquer futebolista a destacar-se, mas é importante saber elogiar quando o elogio é merecido. E Luís Neto tem merecido: não deslumbra, mas cumpre. Mesmo que muitos considerem que devíamos ter um titular com mais qualidade (eu sou um deles), poucos são os que não veem em Neto um jogador útil como quarto central que pode desenrascar a equipa num momento de aperto, seja por lesão ou opção tática do treinador.

No entanto, considero que o maior problema de Neto é mesmo sair a jogar e assumir a primeira fase de construção da equipa (neste aspeto Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio são superiores). A experiência compensa em parte o problema, mas mesmo assim, por vezes, vemos passes mais arriscados a queimar o colega que não podem ocorrer a este nível, principalmente quando se vai em primeiro lugar do campeonato… mas também, para um quarto central, Luís Neto é uma grande mais valia.

Tem sido verdadeiramente uma agradável surpresa, principalmente quando o comparamos com o mesmo jogador da época passada: podemos dizer que o Inesperado Luís Neto agarrou o lugar… pelo menos até Eduardo Quaresma atinar ou até o Sporting CP contratar um central com qualidade de titular. Até lá, temos de jogar com o que temos e a verdade é que o que temos não nos tem servido mal!