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SC Braga 3-0 Rio Ave FC: Ricardo Horta e companhia desejam um Bom Natal

A CRÓNICA: HO! HO! HO! O SC BRAGA NO QUARTO LUGAR CONTINUOU

No Estádio Municipal de Braga, as contas da décima jornada foram encerradas no encontro travado entre o SC Braga, até então sexto classificado, e o Rio Ave FC, nono classificado. Os derradeiros cinco confrontos registaram uma divisão de forças entre as duas formações, com duas vitórias, dois desaires e um empate para cada lado.

A partida no Estádio Municipal de Braga começou com tudo: uma entrada tardia de Ricardo Horta valeu-lhe um cartão amarelo, decorridos apenas três minutos de partida; Por sua vez, Galeno não resistiu a um choque dividido com Francisco Geraldes, despedindo-se assim do relvado, acabando por ser substituído por Elmusrati.

O Rio Ave FC, de Mário Silva, entrou em jogo com o intuito de assegurar o seu nono lugar e possivelmente sonhar com um sétimo na tabela classificativa: durante a primeira metade, construiu inúmeras tentativas com bastante perigo – nomeadamente por intermédio de Carlos Mané – através de dois remates perto da grande área.

Infelizmente, para a equipa de Vila do Conde, a formação orientada por Carlos Carvalhal demonstrou-se mais eficaz: Elmusrati, a meio campo, descobriu André Castro na lateral esquerda, este cruzou para o pontapé certeiro de Ricardo Horta. 1-0! O placard alterava-se em cima do intervalo.

Com a superioridade no marcador, o SC Braga ainda tenta aumentar a sua vantagem nos minutos finais com um remate de Fransérgio, mas o mesmo não saiu enquadrado.

No início da segunda parte, o SC Braga entra como uma equipa mais definida e ciente do seu objetivo no quarto lugar – que, até ao momento, era ocupado pelo rival, Vitória SC. Após várias discordâncias entre o banco de Mário Silva e Tormena, a equipa da casa delineia mais um ataque: Iuri Medeiros surge na esquerda e faz um belíssimo cruzamento; à espera e desmarcado, estava Fransérgio para rematar de modo sublime na baliza do adversário.

No decorrer da segunda parte, a equipa de Mário Silva faz uma única tentativa merecedora do adjetivo perigo, para uma defesa gigante de Matheus, após o remate forte de Jambor na direção do guarda-redes brasileiro.
O SC Braga pareceu não gostar da ameaça do adversário e respondeu com a velocidade de Paulinho a recuperar uma bola perdida na área de Kieszek. A faltar um minuto para o apito final, estava feito o terceiro da equipa minhota.
3-0! O SC Braga regressou às vitórias no campeonato e retomou o quarto lugar com um triunfo rechonchudo!

 

A FIGURA

Ricardo Horta – Dos Gverreiros em campo, Ricardo Horta foi o mais destemido na frente de batalha. Apesar de não brindar os espectadores com uma exibição capaz de encher o olho – como acontece com alguma frequência – salienta-se o músculo, a maturidade aquando da decisão e o primeiro golo do encontro (exemplo de oportunismo puro).

 

O FORA DE JOGO

Gelson Dala – numa partida que bradava velocidade, contra-ataque e desinibição, o angolano nem chegou a cumprir um destes requisitos: apagado durante os cerca de 70 minutos nas quatro linhas (culpa das restrições defensivas impostas por Tormena e Buno Viana). O deserto continua a pairar no seu horizonte…

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A formação bracarense, diante dos vilacondenses, apresentou um esquema tático que reproduz um 4-4-2: Paulinho e Ricardo Horta eram os homens do terreno mais avançados, Castro e Fransérgio ocupavam-se do meio campo e das transições, quer defensivas, quer ofensivas e Iuri Medeiros e Galeno eram as setas apontadas à baliza à guarda de Kieszkek. David Carmo deu lugar a Vítor Tormena por expulsão defronte do Belenenses SAD.

Na segunda metade, a demanda pela profundidade (Ivo Pinto e Bruno Amaral a serem crucificados) causava estragos na defensiva vilacondense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (7)

Viana (7)

Tormena (7)

Sequeira (6)

Medeiros (7)

Castro (6)

Fransérgio (7)

R. Horta (8)

Galeno (3)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Elmusrati. A (7)

Rodrigo Gomes (-)

João Novais (-)

A. Ruiz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Mário Silva gizou um plano temerário frente aos guerreiros do Minho: Mané, Dala e Diego Lopes constituíam os soldados responsáveis pelo último terço do terreno; depositou esperanças na criatividade e nos rasgos de Francisco Geraldes e no músculo e pulmão, quer de Filipe Augusto, quer de Pelé. O 4-3-3 desenhado apostava todas as fichas no contra-ataque e na velocidade dos extremos.

A desconstrução e a construção de jogo não eram realizadas em bloco e, por isso, a turma liderada por Mário Silva assumia uma dificuldade acrescida em cessar o ímpeto e as investidas bracarenses.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Pinto (4)

Borekovic (5)

Santos (6)

Amaral (4)

Pele (6)

Filipe (5)

C. Mané (7)

F. Geraldes (5)

Diego (6)

Gelson D. (5)

SUBS UTILIZADOS

Jambor (6)

Gabrielzinho (5)

Ronan (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

BnR: Boa noite, mister. Antes de mais, parabéns pela vitória. A exibição perpetrada pela equipa condiz com o resultado final ou os astros é que se alinharam todos no mesmo sentido?

Carlos Carvalhal: Não, é um resultado muito exagerado daquilo que aconteceu em campo e na partida. Acho que é uma vitória justa, mas com um resultado exagerado!

RIO AVE FC

BnR: Boa noite, mister. Na primeira metade do encontro, o Rio Ave FC foi a equipa que criou mais perigo no último terço do terreno, apesar da não consumação. Sente que o golo marcado pelo SC Braga derivou da sua superioridade ou foi completamente contra a corrente do jogo?

Mário Silva: É assim sabemos que o Braga é uma equipa forte, organizada a nível defensivo e ofensivo. Na primeira parte como disse, e bem, o Rio Ave foi uma equipa superior, conseguimos oportunidades, mas não conseguimos concretizar. Acabamos por sofrer, mas se havia alguém que estava por cima, éramos nós. Mas o futebol é isto. É eficácia! E o SC Braga acabou por ganhar. Não conseguimos concretizar e as coisas ficaram mais difíceis a partir daí.

Quem será o vencedor da Taça da Liga mais estranha de sempre?

Num formato por eliminatórias “estranhas”, com os quatro primeiros classificados da Primeira Liga Portuguesa 2019/20 a digladiarem-se com adversários teoricamente mais fracos, esta a solução possível para que a Taça de Liga desta época se realizasse em tempos de pandemia, sem sobrecarregar os calendários já apertados de todas as equipas.

Depois de vencerem os seus respetivos jogos, Sporting CP, SL Benfica, FC Porto e SC Braga agendaram a sua presença para Leiria nos entre os dias 16 e 23 de janeiro de 2021, numa “final four” que promete ser emocionante, tal como já aconteceu em anos anteriores.

Como referi, apesar de terem vencido os seus oponentes, não tiveram vida fácil para conseguir o apuramento, especialmente o SL Benfica. De todos, foi o que apanhou o adversário mais complicado – o Vitória SC –, mas também o que jogou pior, dando continuidade a uns meses complicados sob o leme de Jesus. “Leões” e “arsenalistas” cumpriram, enquanto os “dragões” também tiveram algumas dificuldades para bater um excelente FC Paços de Ferreira de Pepa, vencendo apenas pela margem mínima.

Independente dos jogos que vamos poder ver nestes dias, que terão sempre qualidade, penso que neste momento as possibilidades de algum dos intervenientes levaram a taça para casa é precisamente igual, 25% para cada um deles. Se FC Porto e SL Benfica são os dois clubes com maior orçamento e que mais bem-sucedidos têm sido nos últimos anos nas provas nacionais, Sporting CP e SC Braga são para mim quem melhor “joga à bola”.

Pelo primeiro ano desde que está neste formato que a competição não se joga em Braga, ou seja, o clube treinado por Carlos Carvalhal perde aqui a hipotética vantagem caseira, para além de ainda se competir sem a força do público nas bancadas (previsivelmente), devido à Covid-19. Ainda assim, a qualidade com que se exibem e o plantel com muitas e boas soluções para todas as posições, augura coisas positivas para o futuro próximo.

O Sporting CP, não só por estar em primeiro na Primeira Liga Portuguesa, está neste momento a jogar o melhor futebol em Portugal – na minha opinião – logo seguido do SC Braga, pelo que vai atacar este troféu com unhas e dentes. Ruben Amorim é um treinador que sabe o que é vencer este “caneco”: assim o fez enquanto jogador, no SL Benfica, e como treinador, nos bracarenses. Terá plantel com soluções suficientes para fazer a um calendário cheio que terá pela frente no mês de janeiro? O primeiro mês de 2021 vai-nos dar bases para podermos começar a responder a esta questão com mais certezas.

O FC Porto, de Sérgio Conceição, vai tentar vencer pela primeira vez a Taça da Liga, depois de ter chegado à final por duas vezes nos últimos três anos. Após várias épocas a desvalorizar o troféu, agora parece que já lhe atribui importância, algo que deveria ter sido sempre dito com veemência: um clube como o FC Porto entra em todas as competições com a mesma vontade de vencer. Assim o exigem os seus adeptos, seja com as primeiras, segundas ou terceiras linhas.

Por sua vez, o SL Benfica é – tal como em todas as competições em Portugal com excepção da Supertaça Cândido de Oliveira – o clube que mais Taças da Liga tem no seu palmarés, com a grande maioria conquistadas pelo seu atual treinador, Jorge Jesus, durante a sua primeira passagem pelo clube da Luz.

O “mister” disse recentemente que a conversa da qualidade de jogo “é treta”, como aliás faz recorrentemente para desvalorizar as críticas que lhe são dirigidas. Explicou que o SL Benfica é a segunda equipa a jogar melhor em Portugal, porque está em segundo na Primeira Liga Portuguesa, só superada pelo Sporting CP. Se para ele o que os encarnados jogam actualmente é digno de um comentário destes, então as melhorias que espero ver a curto-médio prazo na qualidade de jogo da equipa – especialmente ao nível da transição defensiva, mas também da objetividade do ataque – não devem estar para breve e a equipa vai ter muitas dificuldades contra qualquer um dos adversários. Os adeptos ainda aguardam uma resposta positiva da equipa às ideias do seu novo técnico.

Nos sportinguistas, a tradição de Natal já não é o que era, mas…

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Chegando a esta época natalícia, os sportinguistas estavam habituados a ouvir a piada já muito gasta de que já não estava na luta por nada.

Este ano, no entanto, continuamos no primeiro lugar do campeonato, apesar de ter havido uma tentativa de voltar à tradicional brincadeira de Natal, logo após o empate em Famalicão.

A verdade é que, tirando os jogos da taça que têm sempre um cariz diferente, a equipa não se mostrou motivada em mostrar que a perda de dois pontos contra os famalicenses foi só culpa de terceiros. No jogo da semana passada, e apesar da tática defensiva do SC Farense, os jogadores pareciam lentos de processos, talvez até desmotivados. Pote não apareceu e parecia sem vontade, Nuno Mendes não fez um único cruzamento para a área (fraco rendimento talvez por estar diminuído fisicamente). No fundo, toda a equipa pareceu muito passiva. Terá sido apenas um mau dia?

Espero que os ares do Natal não nos façam efetivamente mal. Espero que, neste ano atípico, o Natal do Sporting CP não tenha só chegado mais tarde que em outras épocas.

Apesar de estarmos a jogar reconhecidamente bem e até um dos treinadores mais egocêntricos o reconhecer (sei que o argumento é o de sempre e serve apenas para justificar que é o justo vencedor quando/se for ele a ocupar o primeiro lugar), o Sporting CP continua a mostrar muitas dificuldades contra equipas muito fechadas e bem organizadas.

Mesmo longe dos estádios nacionais, os adeptos leoninos estão entusiasmados e depositam esperanças na equipa
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ainda assim continuamos a ser uma das equipas invencíveis, mas o título de invencibilidade pode não chegar. Porque hoje em dia, dois empates é pior que uma derrota. E, de empate (esteve para acontecer mais um) em empate, podemos ver os nossos rivais a passarem-nos na tabela classificativa. Já vimos que há muita gente a tentar empatar-nos. Nada que não estivéssemos à espera.

Já sei que este cepticismo vai abrir caminho a que venham dizer que estou a atacar o Sporting e que devia era apoiar, mas por estar a colocar estas questões não deixo de desejar que tudo corra bem, que ganhemos sempre mesmo sem jogar bem, ou que joguemos tanto que não demos margem para que a esperteza de outros não nos consiga fazer tropeçar. Quero o melhor para o meu Sporting CP e, por isso, gosto de tentar perceber o que pode estar menos bem. Só reconhecendo os nossos problemas poderemos ter capacidade para os resolver ou minimizar.

De qualquer forma, e deixando de parte todo este cepticismo natural de quem tem passado anos a sofrer com os mesmos erros e as mesmas consequências, percebi que temos um treinador que consegue passar a mensagem certa na hora certa, para jogadores e sportinguistas. É um excelente comunicador e, por vezes, tendo jogadores inteligentes e com qualidade, é mais importante do que ser o mestre da tática, não querendo eu com isto dizer que o Rúben Amorim não o seja. Dito isto, acredito que não será pelo treinador que iremos falhar.

Nuno Santos, Pote, Tabata e Pedro Porro vieram acrescentar valor à equipa. Alguns chegaram com maiores desconfianças dos adeptos, mas todos mostraram já que podem ajudar. Não sei se pela qualidade individual, ou tendo um treinador que consegue retirar o melhor de cada um. A verdade é que temos uma equipa competitiva, apesar de curta na minha perspectiva.

Para já estamos a conseguir enganar a tradição. Que nunca mais seja o que era, sportinguistas!

FC Porto | Os pontos fortes e fracos do conjunto azul e branco

Esta quarta-feira chega ao fim, quase 18 meses depois, a época 2019/2020. FC Porto e SL Benfica encontram-se na Supertaça Cândido Oliveira, pelas 20h45, no Estádio Municipal de Aveiro e lutam pelo último título da temporada passada.

De um lado, encontra-se a equipa de Sérgio Conceição pronta para fechar o atípico ano de 2020. Com campeonato e Taça de Portugal “no bolso”, os ‘Dragões’ chegam a esta partida depois de vencerem tranquilamente o Nacional por 2-0, resultado construído ainda antes do intervalo.

Já os ‘encarnados’ entram em campo depois de nove jogos consecutivos sem conhecer o sabor da derrota, dos quais apenas dois foram empates. Depois de perderem o título nacional e a final da Taça de Portugal para o Porto, a equipa de Jorge Jesus tem aqui a oportunidade de se vingar e salvar o “escasso” ano de 2020.

De facto, o meu sangue é vermelho, mas há que saber ver o desporto sem clubismos. Como tal, escolhi os dois principais pontos fortes e fracos dos ‘azuis e brancos’.

Hóquei em Patins | OC Barcelos e equipas da liguilha surpreendem

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Depois de um ano cancelado, o Hóquei em Patins regressou em 2020/21 em força em Portugal, com equipas como o OC Barcelos a surpreender. As competições nacionais decorrem com alguns adiantamentos pontuais de jogos, ao contrário das europeias suspensas até ao final do ano.

OC Barcelos – É o destaque mais positivo no decorrer das primeiras jornadas do campeonato. A equipa de Barcelos ocupa o segundo lugar da classificação, a um ponto do líder, Sporting, e é o melhor ataque da competição. Um plantel muito experiente, que sofreu poucos ajustes, com jogadores que já conhecem bem o clube, como Luís Querido, Joca Guimarães ou Reinaldo Ventura.

A vitória frente ao Benfica e o empate contra o FC Porto mostram que o OC Barcelos é uma equipa com atributos para ter em conta para o playoff de campeão. Basta que a equipa treinada por Rui Neto mantenha a regularidade.

Sporting CP – É o líder do campeonato e, por isso, a equipa mais regular nas jornadas disputadas do campeonato. Com uma frente de ataque poderosa com Toni Perez, Pedro Gil e Ferran Font, entre outros, é uma das melhores equipas, se calhar até a que mais recursos tem das que estão em competição.

Não é o melhor ataque do campeonato, mas sim, a melhor defesa. No entanto, o jogo da final da Taça 1947, levanta muitas questões quanto à capacidade da gestão do resultado (esteve quase sempre em vantagem, chegou a estar a vencer por dois golos de diferença e perdeu nos penalties), em jogos decisivos, e este ano, o campeonato decide-se no playoff…

SL Benfica – Os encarnados conquistaram a única competição finalizada em 2020, a Taça 1947, e foram a equipa que estava na liderança do campeonato em 2019/20, quando este foi dado como anulado. Contudo, os comandados de Alejandro Dominguez estão, com menos dois jogos realizados, em quinto lugar a dez pontos do Sporting.

A derrota surpreendente frente ao Riba D´ave e o empate contra a AD Sanjoanense, depois de os encarnados estarem a ganhar por 4-0, demostram a irregularidade da equipa candidata ao título. Até pelo que se viu na Taça 1947, o Benfica pode ser um dos maiores beneficiários da decisão do campeonato através do playoff.

FC Porto – Os dragões já não tiveram uma época nada famosa no ano passado. Na altura do fim precoce, o último campeão em título ainda em 2018/19 estava em quarto lugar, a sete pontos do Benfica.

Este ano ocupa a mesma posição, com menos um jogo, e a sete pontos. A pandemia já prejudicou as aspirações na nova Taça 1947, com a impossibilidade de participar, em virtude dos casos de Covid-19 surgidos no plantel, na altura. É uma equipa que, no ringue, parece que falta sempre alguma coisa, seja na defesa, seja no ataque, e falha nos jogos decisivos.

Não é de estranhar a saída já anunciada do treinador Cabestany, que parecia ter o seu ciclo no clube terminado na época. Fica a questão: o anúncio da saída do técnico numa fase tão precoce da época vai ser benéfico para a equipa para o resto da época.

HC Braga e HC Turquel – Fora os candidatos ao título têm sido as maiores desilusões no campeonato. Os bracarenses tiveram uma autêntica sangria no plantel e ressentiu-se disso. Já mudou de treinador com Tó Neves a assumir os comandos. Já a equipa de Alcobaça tem a experiência no plantel que não tinha em épocas anteriores. No entanto, os resultados têm deixado muito a desejar, com a equipa a estar abaixo da linha de água.

Equipas vindas da liguilha – Surpresas positivas vindas da liguilha de acesso à primeira divisão. O Familicense ocupa o nono lugar, com os mesmos pontos do Juventude de Viana, que está na última posição que dá acesso ao playoff de campeão. Já o SC Tomar está mesmo nos lugares de acesso à fase final, em sétimo lugar, com mais um jogo, e conseguiu roubar pontos a um dos candidatos ao título, o FC Porto.

Foto de capa: OC Barcelos

Phoenix Suns | O Sol está à vista

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Quem se lembra das aparições regulares dos Phoenix Suns de Steven Nash nos play-offs? Bem, a última aparição dos Suns nos play-offs foi em 2010. Depois dessa aparição, os Suns nunca mais voltaram à fase a eliminar da NBA – estiveram perto na última época, especialmente após o espetacular 8-0 na “bolha”. A equipa que tem como principais estrelas Devin Booker e Chris Paul, pode voltar a pisar esses palcos novamente.

A equipa surpreendeu vários apreciadores do desporto com o 10.º lugar, apenas não foram ao Play-In porque os Memphis Griezzlies têm o primeiro critério de desempate: o confronto direto – apenas uma vitória em quatro jogos para a equipa de Phoenix. Ora, na previsão de muitos para esta época, os Suns é umas das principais candidatas a agarrar um dos oitos lugares da Conferência Oeste que dá acesso aos play-offs. Atenção: o Play-In de 2020/21 vai contar com a presença do sétimo até ao décimo classificado, quatro equipas vão lutar por dois lugares.

Voltando ao assunto principal, os Phoenix Suns é uma das principais favoritas a chegar aos play-offs, muito devido às mudanças realizadas na offseason. Fizeram ótimas mudanças. Acho que o cinco inicial dos Suns será este: Chris Paul, Devin Booker, Deandre Ayton, Jae Crowder e Mikal Bridges (não está por ordem de posições).

Apesar de terem perdido bons jogadores (Ricky Rubio, Kelly Oubre, Frank Kaminsky, Aron Baynes, etc), os Suns reforçaram-se com jogadores como Jae Crowder e Chris Paul, este último não precisa de apresentações. Jae Crowder foi um dos jogadores que mais me surpreendeu na última época. O seu desempenho pelos Heat foi formidável e chegou às finais da NBA. Que grande época.

É preciso salientar um nome que ainda não dei a devida importância: Deandre Ayton. Outrora o número 1 da classe de 2018. Uma classe que tinha nomes como Luka Doncic e Trae Young. Ayton é uma das principais peças da equipa de Phoenix: costuma ter mais de 10 ressaltos e pontos por jogo e é um ótimo jogador para receber os picks-and-rolls do Chris Paul. Por ter sido o primeiro da classe de 2018 e também por não ter o mesmo hype de Doncic ou de Trae, Ayton é talvez o rookie mais subvalorizado da mesma classe. Pode ser o ano em que o Ayton dá finalmente o salto como jogador.

O nome cujo que não precisa de apresentações é um futuro Hall of Fame. Um craque que conduziu uma equipa que tinha muitas poucas possibilidade para chegar aos play-offs a um sexto lugar. CP3 foi para uma equipa que durante várias época foi uma espécie uma “One man team”. Quem era esse jogador? Devin Booker, o jovem jogador que já marcou 70 pontos no TD Garden.

Nas últimas épocas muitos adeptos tinham um pensamento semelhante: “quando é que o Devin Booker sairá dos Suns?”. Muitos ficaram surpreendidos quando Booker renovou o contrato com a equipa de Phoenix. Agora, no dia de hoje, 22 de dezembro de 2020, a umas horas de começar a nova época da NBA, a escolha foi a mais acertada. Pela primeira vez em vários anos, há uma forte possibilidade dos Suns estar perto dos play-offs e têm um bom treinador para tentar alcançar o principal objetivo: Monty Williams, o melhor treinador da “Bolha”.

Será que os jogadores dos Suns vão ouvir “Welcome to the playoffs” em 2021?

Foto de Capa: Phoenix Suns

LiAngelo Ball foi uma rajada de vento

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O mundo do basquetebol olhou com alguma estupefação a «entrada» de LiAngelo Ball no roaster dos Detroit Pistons. O irmão do meio na família Ball foi sempre “olhado de lado” como o menos talentoso, e o atleta com menos possibilidades de atingir a liga norte americana. A verdade é que depois da experiência interessante na Lituânia e da menos interessante na JBA (liga criada por seu pai Lavar Ball), LiAngelo tem estado muito longe dos holofotes, concentrando-se no seu corpo e nas suas habilidades motoras e técnicas.

Infelizmente, não pudemos averiguar essas melhorias dentro de campo, ao passo que Liangelo Ball não obteve um único segundo na pré temporada dos Detroit Pistons.

Enfim, LiAngelo entrou na NBA, fez notícia em todos os orgãos de comunicação norte americanos e nem passado três semanas foi «rejeitado» pelos Detroit Pistons.

Ainda assim, apesar disso, o facto de ter arrecadado um contrato na NBA (indepentemente dos contornos do mesmo contrato) sem competir profissionalmente há 2 anos, por si só, já é um bom sinal do nível e da melhoria substancial de Liangelo Ball.

Foto de capa: JBA

Saltos de Esqui | Halvor Egner Granerud chega à mão cheia

“O Circo” (Taça do Mundo de Saltos de Esqui) voltou, após uma semana de interregno, que se prendeu com a realização dos Campeonatos do Mundo de Sky Flying (voos de esqui), com os mesmos a serem arrecadados por Karl Geiger na vertente individual. Na prova por equipas o triunfo sorriu à seleção da Noruega, que assim revalidou o título em questão, sagrando-se tri- campeã na especialidade.

Debrucemo-nos mais a fundo nas etapas do passado fim de semana. Tudo começou dias antes, quando foi comunicado que o recém campeão do mundo, Karl Geiger, havia testado positivo à Covid19. Importa referir que este já não é caso virgem na “Champions” dos saltos de esqui, dado que já se havia registado um surto na formação A dos austríacos, o que fez com que o seu “exercito” ficasse  depauperado, para o primeiro tramo da Taça do Mundo . Isto já para não referir alguns casos isolados em formações como a da República Checa e da Itália.

O trampolim que os atletas teriam de “domar” seria o Gross- Titlis de Engelberg, na Suíça, um K140, com um k- Point localizado nos 125m. Esta linha de calculo ao ser atingida dá-lhes uma bonificação na ordem dos 60 pontos por cada metro acima da mesma. O record da estrutura  estava fixado nos 144m, pertencente ao  “Harry Potter suíço” Simon Ammann e ao nipónico Ryoyu Kobayashi. O primeiro atingiu a referida marca em 2016, já o japonês logrou voar esta distância dois anos depois. À partida para este duplo evento, o primeiro posto à geral era ocupado por Halvor Egner Granerud, o norueguês, mas seria ele capaz de fazer valer esta liderança?

Depois da qualificação, na sexta-feira, vencida por Yukiya Sato do Japão e que apurou cinquenta destemidos homens para a competição a realizar no dia seguinte onde se ficaria a conhecer o vencedor da ronda número sete.

Num evento marcado pelo  forte vento de cauda que soprava no sentido contrário ao do salto e que fazia com que os saltadores se precipitassem mais rapidamente para o solo originando uma menor distância obtida. Houve algumas surpresas ao cabo da ronda 1, onde vinte atletas ficariam pelo caminho, assistindo à derradeira ronda nos ecrãs gigantes instalados no recinto . Os competidores Yukiya Sato, Robert Johansson, “o bigode Viking”, terceiro classificado do campeonato ou até mesmo o norueguês Daniel-André Tande, não tiveram sorte com as condições e abriram vaga a outros contendores, falhando desta forma a qualificação para a ronda final.

Foram trinta os que avançaram para uma segunda ronda, em que o pelotão era encabeçado por Granerud, pelo polaco Kamil Stoch e um surpreendente, visto que este ano o seu percurso tem sido pautado por uma extrema regularidade, o esloveno Anze Lanisek.

Na ronda 2, apenas a destacar que as condições melhoraram um pouco, principalmente no que concerne ao vento que havia sofrido uma acalmia considerável, permitindo ver marcas mais condizentes com o real valor dos atletas.

De realçar que o austríaco Daniel Huber, foi capaz de recuperar de um lugar fora dos vinte primeiros, (22.º) subindo até ao 12.º posto. De resto e no que respeita aos lugares das medalhas, Granerud ficou com o ouro, o quarto da temporada, a prata foi para Stoch, com o bronze a cair nas vitrinas eslovenas, com o “culpado” a ser o jovem Anze Lanisek, de apenas 24 anos.

As condições para a etapa de domingo não divergiram muito das com que os saltadores se haviam deparado no dia anterior. O vento de cauda, incomodativo, esse marcava novamente presença, mesmo que soprando com menor intensidade.

Desta feita assistiu-se a uma ronda inicial com marcas mais distantes, em que com condições não tão voláteis e aleatórias, veio ao de cima toda a qualidade patenteada por estes super desportistas. Mesmo assim, nomes como Peter Prevc da Eslovénia, antigo vencedor da Taça do Mundo (2014 e 2016), bem como o campeão olímpico de K120, Andreas Wellinger, ficavam de fora do momento de todas as decisões.

Quem partia na “pole position” para atacar pela última vez antes da pausa natalícia um trampolim, era o polaco Piotr Zyla, conhecido entre os seus pares como o “homem da mosquinha”, segundado  por Yukiya Sato e Robert Johansson, ambos a corrigirem as fracas prestações da véspera.

Nota para Mackenzie Boyd-Clowes e Mattew Soukup ambos canadianos, sendo que se fez história, dado que já mais este país havia colocado dois competidores, entre os trinta melhores de uma prova pontuável para a Taça do Mundo de saltos de esqui. Ainda a merecer uma menção Artti Aigro, o estoniano, garantiu somente pela segunda ocasião na carreira, uma presença numa ronda final.

Sem ninguém a lograr o que Huber havia feito na jornada anterior, estava toda a emoção reservada para os saltos finais. Foi então que emergiu Halvor Egner Granerud, que chegou ao quinto triunfo esta época, no escalão máximo deste desporto. Alargando deste modo a vantagem no comando para Markus Eisenbichler, que se contentou com o 2º posto, com Zyla a vacilar ligeiramente, no entanto garantiria o bronze.

Findada que está a prova de Engelberg, vale a pena referir que o nórdico Granerud leva 600 pontos, contra os 463 do germânico Eisenbichler.

Depois da pausa natalícia, decorrerá a partir de dia 28 do presente mês e até dia seis de janeiro de 2021, o “Four Hills Tournament” ou em português “Torneio dos Quatro Trampolins”, com passagens por: Oberstdorf e Garmisch-partenKirchen na Alemanha e Innsbruck e Vischofshofen em solo austríaco.

O BNR contar-lhe-á tudo sobre o desenrolar da competição, que fará o adeus a este fatídico ano e que dará as boas-vindas ao seguinte, coroando o rei da competição em dia de Reis.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

CD Santa Clara 0-4 Vitória SC: Reencontro Doloroso

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A CRÓNICA: CONQUISTADORES VINGAM-SE APÓS DERROTA NA TAÇA

Depois duma curta paragem, a Primeira Liga voltou aos ecrãs dos adeptos esta segunda feira, no Estádio de S. Miguel. No entanto, o que pode parecer uma repetição de programação não o é. O CD Santa Clara e o Vitoria SC voltam a defrontar-se mas, desta vez, em busca dos três pontos na tabela classificativa.

Mal tinha começado a partida, um erro defensivo da equipa da casa faz com que Ricardo Quaresma tivesse mobilidade suficiente para passar a André André que apontou e marcou aos cinco minutos da partida inaugurando, assim, o marcador. O Santa Clara tentou responder por meio de Osama Rashid que bateu dois livres perigosos contra a baliza de Bruno varela.

Numa tentativa de explorar mais o jogo, Ricardo Quaresma, numa jogada individual, aos 26 minutos, ultrapassa Fábio Cardoso, chega direto à baliza e faz o 2-0 sem que Marco Pereira conseguisse reagir. Aos 29’ minutos, Estupian tenta a sua sorte e atira a redondilha diretamente para as redes do guardião açoriano fazendo o terceiro golo na partida.

Na segunda parte, a equipa da casa teve duas oportunidades para marcar através de um penálti, mas sem efeito. Osama Rashid falhou duplamente uma vez que o árbitro da partida repetiu o lance.

Mais uma vez, Ricardo Quaresma assistiu e Óscar Estupiñan bisou, assinalando, assim, o quarto golo na partida.

Após o quarto golo, o jogo acalmou e o Santa Clara continuou a ter mais bola, mas sem causar grande perigo para as redes do Vitória. Desta feita, o Vitória levou a melhor, arrecadou os três pontos e subiu quarto lugar, à condição.

 

A FIGURA

Ricardo Quaresma – Esteve presente em momentos fulcrais na partida e mostrou-se uma peça importante.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Lucas – Esteve apagado da partida, causando erros que foram prejudiciais à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos optou por um esquema tático idêntico no processo ofensivo. Em organização defensiva, a equipa reajustava-se para um 4-4-2 com Costinha a ajudar Shahryiar na pressão ao portador da bola. Os golos madrugadores sofridos e a grande penalidade falhada no início do segundo tempo acabaram por deitar por terra as expectativas da equipa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (2)

Rafael Ramos (3)

Mikel (2)

Fábio Cardoso (2)

João Lucas (1)

Osama Rashid (2)

Néné (2)

Costinha (2)

Carlos Jr. (2)

Shahriyar (2)

Ukra (2) 

SUBS UTILIZADOS

Diogo Salomão (2)

Jean Patric (2)

Lincoln (2)

Anderson Carvalho (2)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques optou por uma formação em 4-3-3. A equipa vimaranense procurou jogar em transições rápidas, aproveitando os espaços nas costas da defensiva adversária através de estupinan, endossado por Quaresma e Rochinha. O meio campo constituído por Pepelu, André Almeida e André André procurou ser pró-activo na recuperação da posse de bola, sendo bastante pragmático e objetivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (3)

Mumin (4)

Quaresma (6)

André A. (4)

Rochinha (5)

Sacko (4)

Pepelu (4)

Mensah (4)

Estupiñan (6)

Jorge Fernandes (3)

André Almeida (4) 

SUBS UTILIZADOS

Luís M. (3)

Edwards M. (-)

Janvier N. (-)

André Amaro (-)

Bruno Duarte (-)

 

BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR: Qual a análise que faz da partida?

Daniel Ramos: Estamos tristes mas, por outro lado, os jogadores não perderam a identidade dentro do campo. Não deixaram de tentar, não se esconderam. Cometemos erros que foram aproveitados pelo Vitória. A primeira parte tivemos falta de objetividade na procura do golo, já na segunda abrimos bem e podíamos ter reentrado no jogo com o penálti. O Vitória acabou por aproveitar o jogo e mostrar a sua eficácia. Agora temos de perceber o que fizemos de errado e continuar a trabalhar.

VITÓRIA SC

BnR: Qual foi o segredo da vitória?

João Henriques: Estávamos melhor nos últimos jogos, esta é a 3.ª vitoria consecutiva no campeonato e sem sofrer golos. Tínhamos de ser mais eficazes e pragmáticos. Os pontos iam nos alimentar. Tínhamos de ser eficazes como fomos íamos começar a vencer. Esta vitoria da-nos estabilidade.

Os nossos 3 grandes desejos para o Atletismo em 2021

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Poderíamos ter escolhido sete, poderíamos até ter ido aos dez, mas percebemos que há três desejos acima de todos os outros para 2021 e são esses que queremos que não falhem mesmo. Se chegarmos a Dezembro de 2021 com estes três desejos realizados, teremos toda a certeza que terá sido um bom ano para o desporto.

Foto de Capa: Comité Olímpico Internacional