O F.C. Porto regressou este fim de semana à competição depois da paragem para os compromissos das seleções com uma vitória por duas bolas a zero diante do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, num jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal Placard.
Uma vez que a maioria dos adversários são de escalões inferiores, avizinham-se jogos teoricamente mais acessíveis e Sérgio Conceição poderá aproveitar para dar minutos aos jogadores com menos oportunidades, sendo eles, curiosamente, a maioria das contratações do clube para a presente temporada.
Deixo aqui cinco jogadores, com muito pouca utilização, que poderão aproveitar esta competição para demonstrar a sua qualidade e somar mais minutos pelos azuis e brancos.
A CORRIDA: Um arranque canhão de Miguel Oliveira, um ritmo alucinante que impediu os rivais de alcançarem o falcão de Almada e “A Portuguesa” a ouvir-se no Autódromo Internacional do Algarve.
Esta crónica podia estar a ser escrita diretamente da bancada oeste do Autódromo Internacional do Algarve, mas a pandemia falou mais alto e todos assistimos ao grande prémio de Portugal através da televisão.
Depois da qualificação de sábado, as expectativas em torno do português Miguel Oliveira aumentaram ainda bem. Já sabíamos à priori que o piloto da KTM Tech 3 seria o que melhor conhecia o traçado de Portimão e que seria muito difícil para o restante pelotão.
Miguel Oliveira conquistava a pole position e os olhos estavam, inevitavelmente, postos em cima da sua moto… O sonho de alcançar a segunda vitória esta temporada estava ali ao virar da esquina, que é como quem diz, ao virar de 25 voltas.
O português puxou dos galões e teve um arranque canhão para se colocar na liderança da prova logo na curva um. E de lá não saiu mais até à bandeirada de xadrez. Oliveira demonstrou um ritmo alucinante durante toda a prova, não dando espaço a Franco Morbidelli ou a Jack Miller para irem à procura da vitória. O piloto da Petronas Yamaha SRT confessou, no final da corrida, que “era impossível alcançar o Miguel.”
A rodar sempre a 1.39 segundos, Oliveira cavou um fosso de mais de três segundos para os rivais diretos numa autêntica masterclass num circuito que tão bem conhece. No final, ouvimos o hino português, sentimos as lágrimas de Miguel Oliveira e fechámos a época de 2020 com a cereja em cima do bolo. Já o piloto português, ruma à KTM oficial e abre-nos a porta dos sonhos para 2021. De relembrar que com esta segunda vitória na classe rainha, o falcão de Almada termina no nono lugar do campeonato de motociclismo.
Se por um lado, Oliveira se tornou implacável, a emoção da corrida voltou a ficar guardada para as duas últimas voltas onde Jack Miller fez o que queria ter feito no grande prémio da Comunidade Valenciana e ultrapassou Franco Morbidelli para terminar a última prova do ano na segunda posição – que deu à Ducati o título de construtores em 2020.
Já o campeão do mundo, Joan Mir, acabou por abandonar a corrida ao fim de 16 voltas realizadas. Um autêntico pesadelo para o espanhol.
Além da vitória de Miguel Oliveira, o grande prémio de Portugal fica marcado por algumas despedidas: Cal Crutchlow abandona a LCR Honda para integrar a Yamaha como piloto de testes; Andrea Dovizioso entra num ano sabático e a lenda Valentino Rossi será piloto da Petronas Yamaha SRT em 2021.
Stefan Ristovski chegou a Alvalade na época de 2017/2018, por empréstimo do HNK Rijeka com opção de compra. A regularidade e a performance demonstrada acabaram por conquistar os responsáveis leoninos, que avançaram para a sua compra em definitivo. Somou na sua época de estreia 23 jogos de Leão ao peito, seguindo-se mais duas épocas onde conseguiu conquistar o seu espaço e contar com 33 e 26 jogos nas épocas de 2018/2019 e 2019/2020, respetivamente. Conseguiu resistir às chegadas de Bruno Gaspar, Rafael Camacho e Valentin Rosier.
Na presente temporada e com a chegada de Pedro Porro, Stefan Ristovski passou a deixar de contar para Rúben Amorim mesmo sem a chegada de uma possível alternativa para o internacional sub-21 espanhol. Stefan Ristovski não conta com qualquer minuto de leão ao peito, somando apenas jogos ao serviço da sua seleção.
Ristovski passou de titular e opção a não opção sob o comando técnico de Rúben Amorim Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Apesar de ter contrato até 2020, com a sua saída falhada no passado mercado de transferências, o lateral direito foi colocado ainda a treinar à parte do restante plantel principal: depois de um suposto mal-entendido entre o treinador e o jogador, Stefan Ristovskifoi acusado de comportamento pouco profissional, levando a um processo disciplinar por parte do clube. Com os jogos internacionais, o lateral direito acabou por acusar positivo para a COVID-19 e está em isolamento.
O facto do Sporting CP não se encontrar inserido nas competições europeias permite ao clube rodar menos os jogadores nas competições nacionais, dando em condições normais a titularidade a Pedro Porro, numa altura em que, durante os treinos e com as paragens para compromissos internacionais, o lateral Antunes foi testado na posição de ala direito.
Apesar do bom nível demonstrado na sua seleção, a saída continua a ser o cenário mais provável para Stefan Ristovski, sendo o fim da linha de leão ao peito.
Jorge Jesus é um treinador que atrai grandes amores e grandes ódios. Entre todas as suas qualidades e defeitos, uma das grandes virtudes que marcou as passagens de Jesus pelo SL Benfica e pelo Sporting CP foi a sua capacidade para potenciar e valorizar jogadores. Jorge Jesus possui uma metodologia de treino e de jogo que fez evoluir vários jogadores, que seriam posteriormente vendidos por muitos milhões de euros.
Por outro lado, talvez pelo facto de confiar demasiado nas suas capacidades, Jorge Jesus também sempre teve uma certa predilecção por jogadores de qualidade “discutível”, na esperança de os poder transformar em jogadores de referência.
Ao longo dos seus anos no Benfica, viu-se ele ir contratar alguns jogadores ao futebol brasileiro que não deram qualquer retorno, tanto desportivo como financeiro. Os casos mais flagrantes como os de Bruno Cortez, Luís Felipe (que não chegaria a fazer um jogo oficial) e actualmente de Gilberto deixaram os adeptos à beira de um ataque de nervos.
A insistência neste tipo de jogadores tem sido um handicap que tem gerado várias críticas que fazem de Jorge Jesus um treinador pouco consensual, apesar dos créditos firmados. A verdade é que este acredita tanto nas suas capacidades como se tivesse uma pedra filosofal.
Gilberto não tem conseguido agarrar um lugar nos encarnados Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Segundo a história, a pedra filosofal era um dos artefactos mais procurados pelos alquimistas na Idade Média, pois esta seria capaz de transformar metais baratos em ouro. Ora, Jorge Jesus acredita que, com os seus métodos, é capaz de transformar um “patinho feio” num jogador de referência.
A aposta em Gilberto surgiu em mais um desses “devaneios” de Jorge Jesus, ainda para mais numa posição onde a equipa encarnada está carenciada desde a venda de Nélson Semedo em 2017.
Jorge Jesus tem de entender que, por muito competente que possa ser, os seus métodos não resultam em todos os jogadores, porque não só alguns não possuem as capacidades necessárias, mas também porque a componente mental é essencial no desenvolvimento de um jogador, bem como na sua adaptação a uma nova realidade.
A CRÓNICA: NUM CONCELHO DE RISCO ELEVADO, O CD TONDELA QUASE SAIU CONFINADO
A duas horas do confinamento nacional, FC Felgueiras 1932 e CD Tondela defrontavam-se na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Até à data, os registos entre pelejas que cruzassem os dois emblemas pereciam em folhas brancas. A estreia avizinhava-se…
Nas últimas cinco partidas, os anfitriões registam três vitórias (diante de CD Aves, Mondinense e Valadares de Gaia) e dois desaires (Brito SC e São Martinho), enquanto que os forasteiros somam duas vitórias (CD Santa Clara e Portimonense SC), duas derrotas (ambas por 0-4, defronte de Sporting CP e SC Braga) e um empate (Gil Vicente FC).
No Estádio Machado Matos, a primeira oportunidade de golo pertenceu ao CD Tondela: após alguma confusão na área adversária, Enzo desfere um remate sem que a bola embatesse no solo, obrigando Júlio Neiva a manchar os calções.
A meteorologia podia fundir-se no jogo através de uma metáfora: o relvado era iluminado pelo sol, mas a temperatura era amena; à sombra, frio e algum desconforto. Era notória a vontade e o querer dos pupilos de Pako Ayestaran (o sol), embora as tentativas de inaugurar o marcador redundassem na nulidade de pragmatismo e objetividade (o frio). Até ao momento, a miscelânia de cruzamentos e longa distância era inútil.
O intervalo atracou no relvado. Para a segunda metade, permanecia a esperança da ebulição característica dos jogos de Taça…
A segunda parte encetou com uma dinâmica distinta: Serginho, à passagem do minuto 48, arremessa a baliza através de livre direto e Joel, com dificuldade, não se apodera da situação. Um erro que podia ter custos incomportáveis…
Nuninho aproveita a rápida marcação de um livre, a passe de Pedro Ribeiro, e alveja a baliza à guarda de Joel. O perigo trespassava o meio-campo do CD Tondela. Sinal mais para o FC Felgueiras 1932!
Tu cá, tu lá! Perda de bola de João Bruno, recuperação de Khacef e posterior desmarcação de Rafael Barbosa que encontra Strkalj: o croata desperdiça e faz o esférico rasar a barra. Na resposta, André Rodrigues conduz um contra-ataque, deixa a bola à guarda de Nuninho e este envia-a para fora. O ânimo parecia ter atracado em Felgueiras, de bagagem feita…
… E a controvérsia! Os primodivisionários, após cruzamento de Bebeto e cabeceamento de Rafael Barbosa, erijem queixas por mão na bola de João Pedro. O árbitro não atendeu aos protestos e impeliu ao seguimento da partida.
Minuto 94! O jogo arrastava-se para o fim, o prolongamento era a luz que teimava não se apagar até que… Hélder Pedro comete infração dentro da grande área: sem qualquer intenção, pontapeia João Pedro, aquando de um movimento rotativo. Na conversão, Strkalj não tremeu e colocou os forasteiros na próxima eliminatória. 0-1!
Apito final. O CD Tondela está nos 16-avos-de-final da Taça de Portugal!
Strkalj – Durante a partida, mesmo um pouco apagado, ainda conseguiu demonstrar o seu controlo de bola de costas para a defesa e a sua persistência. O avançado ainda se deu ao luxo de desperdiçar oportunidades oriundos de cruzamentos de Rafael Barbosa. A felicidade sorriu-lhe na conversão da grande penalidade.
O FORA DE JOGO
Fonte: FC Felgueiras 1932
Hélder Pedro – Um bom jogo do médio, recheado de consistência e espírito de sacríficio, foi amaldiçoado por um lance vil e fortuito. O sonho de conduzir o FC Felgueiras 1932 à próxima eliminatória desvaneceu ali.
ANÁLISE TÁTICA – FC FELGUEIRAS 1932
Nuno Andrade desenhou um 4-3-3 com Serginho no vértice ofensivo, apoiado por Nuninho e Pedro Ribeiro. João Bruno oferecia guarida e suporte e permitia a criação de Kiko Félix e Hélder Pedro.
Inicialmente, o modo como se comportou a equipa do FC Felgueiras 1932 aflorou ao irrepreensível no que ao processo defensivo disse respeito, suprimindo espaços e possíveis zonas de desmarcação. O perigo provinha, essencialmente, da resolução atrapalhada das bolas paradas sofridas.
A timidez atacante assombrou a primeira metade dos nortenhos. Mesmo assim, Serginho era o homem do leme, conduzindo e empurrando a equipa através de iniciativas individuais, que mesclavam força e velocidade. O relógio delineava a habitual rotação e o conforto, dentro das quatro linhas, manteve-se. O contra-ataque era a arma de Nuno Andrade, a par da construção defensiva em bloco da reação felina à perda de bola.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Júlio Neiva (6)
João Pedro (5)
Nuno Lima (6)
Luís Bastos (6)
João Bruno (6)
Hélder Pedro (5)
Serginho (7)
Pedro Ribeiro (6)
Kiko Félix (6)
Clayton (6)
Nuninho (6)
SUBS UTILIZADOS
André Rodrigues (6)
Mirandinha (-)
Théo (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
Pako Ayestaran apostou num 3-5-2, sistema tático composto por três centrais e com a implementação de dois alas responsáveis pelos respetivos corredores, na íntegra (Bebeto e Khacef). Murillo, Rafael Barbosa e Strkalj ocupavam a frente de ataque.
As combinações Khacef/Rafael Barbosa e Bebeto/Murillo foram uma constante durante os primeiros 25 minutos, embora nem sempre bem consumadas. A profundidade superiorizava-se aos movimentos interiores. O passe derradeiro não marcou presença na primeira metade da partida, bem como o beijo mais apetecível de todos: a bola e a rede.
Ao longo de toda a partida, o flanco esquerdo foi explorado de forma massiva e Khacef o protagonista das investidas ofensivas. As tentativas ofensivas transformavam-se em espasmos, dissipando-se ao longo da partida. Faltou insistência, fluidez e rapidez de execução. O meio-campo e o setor atacante acusavam o pouco entrosamento.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Joel (5)
Bebeto (6)
Jota (6)
Tavares (6)
Enzo (6)
Khacef (7)
Jaquité (5)
Jaume (6)
Murillo (5)
Strkalj (7)
R. Barbosa (6)
SUBS UTILIZADOS
Arcanjo (5)
João Pedro (5)
F. Ferreira (-)
Pedro Augusto (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Felgueiras 1932
BnR: Qual foi o momento de jogo em que mais acreditou ser possível levar de vencido o CD Tondela?
Nuno Andrade: Creio que nenhum treinador prepara uma partida e pensa em não vencer. Sabíamos da qualidade ofensiva do CD Tondela, que íamos passar mais tempo sem bola. A minha equipa te muita qualidade e sabíamos que, se os fatores se conjugassem, poderíamos vencer o jogo. A equipa é muito jovem e, como sabe, é malta que está a crescer. Como tal, nem sempre para eles é possível gerir os ritmos de jogo.
CD Tondela
BnR: Considera que a vitória foi justa, tendo em conta a exibição e as vicissitudes da partida?
Pako Ayestaran: Jogo muito equilibrado, As equipas esforçaram-se para vencer, nós fizemos um golo, eles não. Do ponto de vista da objetividade e eficácia, sim, creio que foi justa!
A CRÓNICA: ENCARNADOS SEGUEM EM FRENTE NA TAÇA APÓS NOITE SEM HISTÓRIA
Não foi um jogo difícil para uma equipa alternativa do SL Benfica, que entrou no Complexo Desportivo de Paredes como se apresentasse todos os titulares, mandão no jogo e procurando sem receio a baliza do USC Paredes.
Se do outro lado existia uma linha de cinco na retaguarda e o bloco baixo na procura de manter invioláveis as redes, Jorge Jesus ordenou várias vezes a procura da largura máxima e o jogo pelos flancos: e foi assim que surgiu o primeiro golo, com falta na esquerda a ser meritoriamente marcada por Franco Cervi, num cruzamento adocicado para a cabeça de Samaris.
Pelo meio não deu. Várias vezes. A dupla de atacantes titular não apresentou rotinas – obviamente – para criar associações que permitissem aproximar a equipa da área adversária.
Facundo Ferreyra e Gonçalo Ramos esforçaram-se, lutaram, o jovem português até procurou muitas vezes a solidão da ala direita, onde esperava por Gilberto e Pizzi, mas não deu ao jogo encarnado as características ideais. Chiquinho, como elemento de criação, andou muito disperso, entregou responsabilidades a Pizzi e foi apenas mais um.
Quanto ao Paredes, demasiado compenetrado na tarefa de sofrer poucos golos, não saiu praticamente do seu meio-campo e só por uma vez obrigou Helton Leite a ir ao relvado, em defesa para a fotografia e com pouco rigor prático.
Vindos do intervalo, a mesma toada. Benfica controlava a posse e circundava a área de Marco Sousa – mas o guarda-redes do Paredes nunca teve muito trabalho digno de nota, exceptuando a comunicação contínua com que brindou todos no recinto, alertando com todas as precauções os seus colegas para possíveis perigos vestidos de encarnado.
Mas não, nunca existiram que ameaçassem o 1-0, resultado que se manteve até final, não sem antes se assistir a cartada final de Eurico Mendes, técnico dos da casa: aos ’87, lança três para dentro – Ferraz, Caleb e Jorge Santos – desfazendo a defesa a cinco e colocando-os a jogar em 4-2-4 na procura da glória à base do “chuveirinho”.
Só que Jesus, em resposta caricata dada a diferença de qualidade individual, faz entrar Morato para pegar ele no sistema de três centrais, fazendo Tiago Araújo, um dos estreantes, fechar a ala esquerda.
E assim, encostado à sua grande área, o Benfica defendeu calmamente nos últimos instantes, dilacerando o sonho do Paredes numa tentativa kamikaze de ir a prolongamento, que não aconteceu. Justamente.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Ferro – Grande regresso do defesa português. Num jogo à sua medida, abusou do seu grande talento no passe curto e à distância, cortou com eficácia os poucos atrevimentos na sua zona de acção e sentiu-se confortável como primeira referência enquanto apoio mais recuado. Boas indicações que fazem reclamar por mais minutos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Gonçalo Ramos – Era um dos intervenientes de quem mais se esperava para o jogo de hoje. Aliás, era uma das principais atracções, observar como se comportava em contexto de equipa principal contra equipa acessível. Desiludiu, não só pela fraca capacidade de decisão no último terço, como nunca conseguiu soltar-se das amarras do “autocarro” nortenho – na única ocasião onde teve visão sobre toda a baliza, servido por Pizzi já dentro da área, precipitou-se e rematou muito ao lado. Melhores ocasiões virão.
ANÁLISE TÁTICA – USC PAREDES
O 5-4-1 tão em voga nos campos portugueses foi simulado pela equipa da casa em grande demonstração de eficácia defensiva – deixaram o Benfica ter o domínio, acomodaram-se lá atrás e manietaram Ferreyra e Gonçalo Ramos.
Bangoura e Emanuel Brito, nas faixas, ainda tentaram levar a equipa para a frente, mas a natural preocupação em não fazer fraca figura balancearam a equipa demasiado para trás, resultando em postura ultra-defensiva, mas que, no cômputo geral, não envergonhará nenhum adepto paredense. As poucas oportunidades criadas pelo Benfica são atestado à qualidade da estratégia.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Sousa (5)
Pedro Meneses (5)
Henrique (5)
Amadeu (5)
Emanuel Brito (6)
Marcão (5)
Tójó (5)
Bangoura (6)
Ismael (5)
Nuno Martins (4)
Madureira (4)
SUPLENTES UTILIZADOS
João Rafael (3)
Bela Tavares (3)
Caleb (-)
Ferraz (-)
Jorge Santos (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Nada de novo. Muito se falou, durante a pausa de selecções, numa possível mudança para o sistema de três centrais, mas em Paredes voltámos a assistir ao 4-4-2 habitual, com Chiquinho como dínamo de toda a equipa, funcionando na frente de Samaris. Pizzi e Cervi procuraram terrenos interiores, trocaram muitas vezes de lado e João Ferreira, responsável pela ala esquerda, fez o mesmo devido á predominância do seu pé direito.
A equipa afunilou muitas vezes, Ferreyra não tem essa capacidade de procurar a profundidade e Gonçalo Ramos não conseguiu ser a referência posicional do costume, encontrando-se muitas vezes fora de posição. Nos últimos minutos a ambição do Paredes foi estancada com a entrada de Morato, colocando-se junto a Jardel e Ferro e pedindo a Tiago Araújo para ocupar a faixa – e, apenas aí, se assistiu à tão prometida mudança de sistema.
A CRÓNICA: DIEGO SIMEONE ENSAIA LIÇÃO TÁTICA A RONALD KOEMAN
Estava criada muita expectativa para um sempre “quente” Club Atlético de Madrid – FC Barcelona, principalmente porque o Atlético iniciava a partida em sua casa como a melhor defesa do campeonato (apenas dois golos sofridos em sete jogos). Já o FC Barcelona precisava claramente de um abanão e de uma vitória moralizadora que permitisse à equipa sair de uma espécie de “zona cinzenta”, onde tem habitado desde o início da época.
Infelizmente, o jogo ficou também marcado por algumas ausências, com especial destaque para Luís Suarez e Lucas Torreira, ambos infetados pelo novo coronavírus.
Primeira parte muito equilibrada, com as equipas a anularem-se mutuamente e sem grandes oportunidades. No entanto, um erro de abordagem do guarda redes alemão Ter Stegen permitiu ao belga Ferreira Carrasco fazer o único golo da partida, já em tempo de compensação.
Na segunda parte, o jogo mudou a sua face e o Atlético de Madrid foi superior na maior parte do tempo, com períodos de futebol bastante agradável, surpreendendo até pela capacidade de posse de bola e de controlo de jogo que evidenciou no meio campo adversário durante largos minutos do segundo período.
Destaque negativo para a quantidades de jogadores do Barcelona que saíram ou acabaram o jogo lesionados. Gerard Pique abandonou a partida, aos 62 minutos, com uma lesão no joelho que parece ser grave e que pode, eventualmente, afastar o central por largos meses.
Vitória merecida da equipa da casa, com Diego Simeone a “matar o borrego” e a vencer o FC Barcelona em sua casa. A equipa da capital espanhola voltou a vencer o Barça em casa, 10 anos depois.
O Atlético esteve taticamente irrepreensível, anulou totalmente os Catalães e Diego Simeone superiorizou-se em todos os aspetos a Ronald Koeman.
O Club Atlético de Madrid está bem e recomenda-se e deixou o Culés a 9 pontos de distância.
A FIGURA
Felices 117 años @Atleti 🔴⚪️ Orgulloso de escribir una parte de su gran historia con todos vosotros! AUPA ATLETI! pic.twitter.com/52zB6oVkxq
Ferreira Carrasco – Começou mal o jogo, já que ficou incumbido nos primeiros minutos de condicionar Dembele, algo em que falhou redondamente. Apesar de ser já uma posição que está habituado a desempenhar na seleção belga, a verdade é que teve dificuldades a jogar como falso lateral esquerdo.
Entretanto, Simeone ajustou taticamente a equipa e deu mais liberdade ao belga que voltou para extremo. A partir desse momento, o jogador abriu o livro.
Além do golo decisivo e que valeu os três pontos, teve pormenores técnicos de enorme qualidade.
Messi – Na verdade, podia ter escolhido Coutinho ou Griezmann, dado que qualquer um dos avançados do FC Barcelona foi uma perfeita nulidade. Mas já sabemos que Messi é Messi e, obviamente, espera-se sempre mais do astro argentino.
Passou completamente ao lado do jogo. Não marcou golos, não assistiu e não criou sequer oportunidades de perigo, perante um Atlético que foi taticamente irrepreensível.
Messi continua a demonstrar pouca vontade de continuar a representar o emblema Blaugrana.
ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID
Os colchoneros iniciaram a partida com uma aposta arrojada de 3x5x2, com Hermoso a jogar no centro e com Savic, Gimenez e Carrasco a fazer o papel de falso lateral esquerdo. No entanto, o belga iniciou o jogo com imensas dificuldades para travar Dembele e Simeone rapidamente regressou ao seu clássico 4x4x2, a privilegiar a velocidade e transições, revelando também uma muito interessante capacidade para ter a bola e fazer o Barcelona correr atrás da posse da mesma.
Destaque no 11 inicial para a ausência de Suarez, com Correa e Félix a assumirem as posições dianteiras no terreno. O português esteve a bom nível, mas nota-se que as suas características saem mais favorecidas quando joga com um “9” puro ao seu lado.
Taticamente irrepreensíveis, defenderam de forma hercúlea, souberam ter posse de bola quando foi necessário e foram eficazes no ataque. A equipa da casa quis mais, correu mais, lutou mais, jogou mais…o que é que se pode pedir mais?
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Oblak (7)
Trippier (6)
Savic (6)
Gimenez (6)
Hermoso (6)
Saul Niguez (6)
Koke (7)
Llorente (7)
Ferreira Carrasco (7)
Angel Correia (6)
João Felix (7)
SUBS UTILIZADOS
Diego Costa (3)
Thomas Lemar (-)
Kondogbia (-)
Felipe (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
A equipa catalã jogou no seu habitual 4x2x3x1, com Sergino Dest, Coutinho e Trincão no banco de suplentes.
A equipa continua um pouco perdida em busca de um sistema e de rotinas ideais, num plantel marcado pela pouca intensidade e vontade. O treinador holandês tem muito trabalho pela frente.
Destaque para a forma como o Club Atlético de Madrid conseguiu anular quase todos os ataques do FC Barcelona, que, mesmo com Dembele, Messi e Griezmann na frente de ataque, foram incapazes de criar grandes oportunidades de golo.
É a ronda final do Mundial de MotoGP, o Grande Prémio de Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve. Apesar de não haver público nas bancadas, Miguel Oliveira tem enchido o coração dos portugueses de orgulho. O piloto da KTM Tech3 dominou nos treinos livres, conseguindo apurar-se diretamente para a Q2. Aí, mais uma vez, voou bem alto e na montanha russa que é o circuito algarvio conquistou a sua primeira pole position da carreira no MotoGP.
No final da qualificação, Miguel Oliveira era um piloto feliz, explicando que, apesar da pole, quer fechar o Grande Prémio com “chave de ouro”, ou seja, a vitória: «Sinto-me bem e estou a apreciar cada momento em pista. Estou contente com as voltas, mas, amanhã, quero terminar o objetivo e, para isso, temos de manter os pés bem assentes na terra. Experimentamos muitos pneus e várias afinações na moto. Esperamos ter feito um bom trabalho e quero terminar com “chave de ouro”», afirmou o português.
Com o conhecimento da pista, arrancar da primeira posição pode ajudar o português a conquistar a segunda vitória no MotoGP. E nós estaremos a torcer por ele com todas as nossas forças. Fiquem seguros e torçam pelo “Falcão” em casa!
Na primeira fila da grelha de partida, Oliveira tem a companhia de Franco Morbidelli e Jack Miller. O piloto da Petronas SRT está na luta pela segunda posição do campeonato e, sendo que Alex Rins e Maverick Viñales apenas partem da oitava e décima posição, o italiano tem grandes hipóteses de se sagrar vice-campeão mundial.
Quem impressionou até agora no Grande Prémio de Portugal foi Stefan Bradl. O piloto que substituiu Marc Márquez na Repsol Honda não tem tido a melhor das épocas, devido ao pouco ritmo competitivo. Mas, no AIA, Bradl qualificou-se com a Honda RC213V, na sexta posição.
O campeão mundial, Joan Mir, é que não teve tarefa fácil no Grande Prémio de Portugal. Depois de não se conseguir qualificar para a Q2, o espanhol da Suzuki não conseguiu fazer melhor do que o 20º lugar, ou seja, parte da última fila da grelha. Para Mir «foi um dia difícil porque tivemos problemas com a moto e não estava a sentir o mesmo que ontem. Descobrimos um problema, mas já foi tarde para o resolvermos. Aí já tinha perdido as minhas hipóteses na qualificação. Mas, no geral, sinto-me bem aqui. Estou confiante de que amanhã posso dar tudo, ter um bom ritmo e finalizar bem».
Tal como Mir, a qualificação não correu de feição ao retornado Mika Kallio. O piloto finlandês foi o escolhido para substituir Iker Lecuona na Tech3, após este ter testado positivo à COVID-19 antes do TL3 em Valência. Ao Bola na Rede, Kallio explicou a sua primeira vez no circuito português, dizendo que «é um circuito muito técnico e difícil de aprender. Pensava que ia melhorar hoje, mas não aconteceu. Tenho tido problemas em colocar temperatura nos pneus, principalmente no dianteiro».
Would it have been possible to do a better lap than @_moliveira88 ? 🤔
A época termina amanhã e parece que o Grande Prémio de Portugal está no bom caminho para ser regular no calendário do MotoGP. Da nossa parte, pode ficar já, mas, claro, faltam os acordos e estaremos cá à espera por notícias positivas.
A CRÓNICA: UMA BOA DOSE DE PRAGMATISMO NUM CITY SEM IDEIAS
Tottenham Hotspur FC vs Manchester City FC: Um “Mourinho x Guardiola” é sempre um confronto de estilos. O pragmatismo tático e o brilhantismo do futebol de posse entram em debate pelo melhor resultado possível e reúnem-se os ingredientes necessário para que o espetáculo corra bem.
Cada macaco no seu galho, mas Guardiola quis pôr alguns nos galhos dos outros. Veja-se a inclusão de João Cancelo no corredor central, a funcionar como um médio, como algo que não favorece o internacional português, muito menos os interesses da equipa. Se o objetivo era forçar a entrada pelo corredor central, o City deu-se mal. Ali, Cancelo não faz a diferença. Nem ele expressa a sua potência e fulgor ofensivo, nem a equipa garante soluções para desequilibrar nos três corredores do terreno. Quem viveu bem com isso foram os comandados de Mourinho, que, muito solidários, estancaram facilmente a maioria das ações ofensivas do Manchester City.
Sem grande tempo para avaliar questões táticas, Son fez o primeiro golo logo aos cinco minutos. Boa visão de jogo de Ndombélé a explorar as costas da defesa dos citizens e a desmarcar o sul-coreano que mantém o seu bom momento exibicional.
A linha defensiva dos visitantes andou a tentar apagar fogos quando já tudo tinha ardido e, por isso, esteve muitas vezes mal organizada, sendo apanhada desprevenida com frequência. A bola andava nos pés dos jogadores do City, mas o controlo do jogo era do Tottenham.
O VAR ainda teve que intervir na primeira parte, ajudando Mike Dean a anular os golos de Harry Kane e Laporte.
No segundo tempo, o cenário não se alterou. A defesa dos citizens continuou a tremer, sempre que era posta à prova com os rasgos dos jogadores da casa. Dessa maneira, nasceu o segundo golo dos spurs no jogo. Harry Kane aguentou uma bola longa no seu poder e desmarcou Lo Celso para aumentar a vantagem. O argentino tinha acabado de entrar para que a equipa pudesse gerir melhor os momentos em que tinha a bola e, na primeira vez que tocou no esférico, fez o gosto ao pé.
O 2-0 não mais foi alterado. Um ano depois de Mourinho assumir o comando técnico do Tottenham, a equipa parece sólida na crença da ideia de jogo do seu treinador e pronta para os grandes desafios que se aproximam e, quem sabe, conquistar a Premier League.
A FIGURA
HALF-TIME Spurs 1-0 Man City
Son Heung-min’s strike is the difference between the two sides at the end of an entertaining first-half#TOTMCIpic.twitter.com/CL38jZRQho
Son – Foi fundamental na estratégia de jogo da equipa. Esteve constantemente à espreita para rasgar a defesa do City com vários movimentos de rutura. Não desperdiçou as benesses concedidas, aproveitando para apontar o primeiro golo do jogo.
O FORA DE JOGO
Pre-match scheming! 🧐
Not long until we’re underway so give us your score predictions for this one…
Kevin De Bruyne – A vigia feita pelo duplo pivô do Tottenham ao jogador belga não o permitiu pautar o jogo e encontrar espaço para, através do passe, gerar perigo. Olhava muitas vezes para o campo e não o encontrava de tão escondido que estava. Talvez por aqui também se explique o insucesso da equipa. Vou perdoar João Cancelo a esta nomeação pelos condicionalismos que o treinador impôs ao seu jogo.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Com um meio-campo ao estilo do “não passa nada”, com Hojbjerg, Sissoko e Ndombélé, e com Aurier no lado direito da defesa em detrimento de Doherty (infetado com COVID-19), Mourinho montou o seu desenho tático num 4-2-3-1, de grande responsabilidade para os homens do miolo do terreno. A novidade foi Bergwijn, que apareceu a jogar pela direita do ataque, o que mostrava ao que o Tottenham vinha. Os spurs resguardaram-se no seu meio-campo e exploraram a velocidade dos dois extremos Son e Bergwijn para atacarem as costas da defesa do Manchester City. Realce para o papel de Sissoko e Hojbjerg como rigorosos seguranças De Bruyne.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hugo Lloris (6)
Serge Aurier (6)
Toby Alderweireld (6)
Eric Dier (6)
Sergio Reguilón (6)
Pierre-Emile Hojbjerg (7)
Moussa Sissoko (7)
Tanguy Ndombélé (6)
Son Heung-Min (7)
Steven Bergwijn (6)
Harry Kane (7)
SUBS UTILIZADOS
Giovani Lo Celso (7)
Lucas Moura (4)
Joe Rodon (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Guardiola optou por um 4-3-3, fazendo alinhar Bernardo Silva no centro do terreno ao lado de De Bruyne e com Rodri nas suas costas. Para isso, fez cair do onze inicial Gündogan, que é um construtor de jogo, e optou por um criador como é Bernardo, prevendo a organização que o Tottenham apresentou e dando à equipa ferramentas para a desmontar e ser influente no meio-campo ofensivo. Nas linhas, Ferrán Torres alinhou na direita e Mahrez na esquerda. Enquanto Mahrez jogou sempre a fletir para o corredor central, Ferrán Torres alinhou mesmo encostado à linha e foi João Cancelo que, sendo destro e jogando sobre a direita, apareceu em zonas centrais no momento ofensivo funcionando como um médio.
Chegados à 11.ª jornada do Andebol1, tivemos o primeiro grande clássico da temporada 2020/21. No Pavilhão João Rocha, encontram-se duas das três equipas que, à partida, para esta jornada, tinham o estatuto de não só invencíveis, mas também 100% vencedores. O FC Porto vem de uma derrota na EHF Champions League contra o poderoso Paris Saint-Germain FC. Já o Sporting CP apenas convocou 13 jogadores devido a várias ausências por lesão, sendo uma das principais o experiente central espanhol Carlos Ruesga.
Estas ausências não impediram a equipa da casa de entrar a vencer na partida. A boa entrada da equipa de Rui Silva manteve-se e, aos seis minutos, já Magnus Andersson pedia time-out, numa altura que a sua equipa perdia 5-3 e em que Frankis Carol tinha já três golos. Esta paragem de jogo foi uma tentativa do treinador alemão de melhor a organização defensiva da sua equipa, que estava com grandes dificuldades em parar a primeira linha do Sporting, nomeadamente Frankis Carol e Pedro Valdes.
Apesar dessa tentativa, os leões conseguiram manter o nível e chegaram a meio da primeira parte a vencer 8-6. No entanto, nessa fase da partida, a equipa de Rui Silva não aproveitou algumas oportunidades de finalização que teve aos seis metros e que poderiam ter sido decisivas de se afastar ainda mais do adversário.
Aos 22 minutos, a maior agressividade defensiva do FC Porto começou a causar problemas ao ataque verde e branco e então Rui Silva pediu paragem de jogo para tentar resolver este problema. O resultado era 11-10 e esta aproximação azul e branca a muito se devia à boa entrada em jogo do guarda-redes Nikola Mitrevski. Nos últimos cinco minutos, o FC Porto conseguiu ainda passar para a frente do marcador momentaneamente, mas o jogo saiu para o intervalo empatado a 14-14.
O FC Porto entrou na segunda parte com o seu característico 7×6, mas a entrada não foi a melhor, já que os dois primeiros ataques resultaram em turnovers. O Sporting também não fez melhor, já que não aproveitou essa oportunidade para se afastar no marcador, acabando os visitantes por construir um parcial de 1-3, o que levou Rui Silva a pedir time-out logo nos primeiros cinco minutos da segunda parte.
Defensivamente, a equipa verde e branca teve imensas dificuldades em controlar o 7×6 e a meio da segunda parte o resultado já era 18-25. Até ao final da partida, a equipa da casa ainda encurtou a distância no resultado, mas a vitória do FC Porto nunca esteve em causa. O resultado foi 27-33.
Neste momento, o FC Porto e o SL Benfica são as únicas equipas que ainda não perderam no campeonato. Na próxima jornada, há novo clássico, com um confronto entre ambas as equipas no reduto dos azuis e brancos. As várias ausências do Sporting levaram a que a equipa não conseguisse manter o bom nível com que entrou na partida. Ao FC Porto bastou aumentar um pouco o nível com o 7×6 e conseguiu construir uma vantagem confortável, mostrando assim que se encontra realmente noutro nível comparativamente ao resto da competição.
Nikola Mitrevski – Muitos dos problemas defensivos do FC Porto resolveram-se com a entrada em campo do guarda-redes macedónio. Uma exibição monumental. Mitrevski defendeu mais de metade dos remates dirigidos à sua baliza (14/27, 51% de eficácia).
Arnaud Bingo – Bingo nem um número conseguiu no cartão. Um dos mais experientes da equipa não marcou qualquer dos remates que fez durante a partida. Numa equipa com várias baixas, esperava-se que o ponta francês tivesse estado mais em jogo.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting CP conseguiu manter-se na partida enquanto as condições físicas e o FC Porto permitiram. A boa primeira parte esteve também relacionada com a pior prestação defensiva do FC Porto, mas, na segunda parte, quando estes aumentaram o nível, pouco ou nada os verdes e brancos conseguiram fazer. Rui Silva ainda tentou dificultar a circulação do 7×6 ao fazer uma marcação individual ao seu homónimo, central do FC Porto, mas rapidamente percebeu que os resultados práticos seriam poucos. O plantel não é tão profundo como noutros anos e com ausências por lesão a missão ainda fica mais difícil.
7 INICIAL E PONTUAÇÕES
Frankis Carol (6)
Manuel Gaspar (6)
Pedro Valdes (7)
Tiago Rocha (9)
Nuno Roque (5)
Darko Djukic (5)
Arnaud Bingo (4)
SUBS UTILIZADOS
Theo Clarac (4)
Aljosa Cudic (6)
Francisco Tavares (4)
Salvador Salvador (8)
Dimytro Doroshchuk (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Uma prestação defensiva uns furos abaixo do que é habitual, o que permitiu que o Sporting impedisse que o FC Porto assumisse o comando da partida desde o seu começo. Magnus Andersson ainda trocou Iturriza por Sliskovic na dupla central, mas as dificuldades permaneceram praticamente as mesmas.
Na segunda parte, a equipa já vinha mais coesa defensivamente, também apoiada pela excelente prestação de Nikola Mitrevski, e isso levou a uma vitória confortável. Foi, ainda, mais um jogo em que o adversário não conseguiu encontrar uma solução perante o 7×6 bem trabalhado.