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GD Fabril 0-2 FC Porto: Dragões seguem em frente na Taça de Portugal

A CRÓNICA: TONI MARTINEZ E TAREMI FAZEM AS CONTAS PARA O FC PORTO

Mais de 40 anos depois do seu último encontro, GD Fabril e FC Porto encontraram-se no Estádio Alfredo da Silva para disputar a 3ª Eliminatória da prova rainha do futebol português, a Taça de Portugal.

Duas equipas com mudanças: o Fabril viu cinco atletas testarem positivo para a COVID-19 e o Porto joga na terça-feira, em Marselha. Ainda assim, ambas procuraram a vitória. Uma tentava “fazer Taça” e a outra tentava impedir que tal acontecesse.

Tal como se esperava, o Porto dominou desde o apito inicial, controlando a posse de bola e empurrando o Fabril para perto da sua área. O avançado Mehdi Taremi podia ter aberto a contagem à passagem do segundo minuto, mas o cabeceamento saiu ao lado. Seguiram-se tentativas de Felipe Anderson, Taremi (novamente) e Toni Martinez, mas a defesa da casa ia conseguindo aguentar o nulo.

Com Ronivaldo Ferreira, Jairo e Nuno Longo no centro da defesa, o Fabril controlava a profundidade do ataque portista, mas também a largura, graças a boas exibições de Leonildo Soares e Daniel Oliveira nas laterais. O avançado Ivan Reis mostrava-se demasiado sozinho no ataque e, quando recebia a bola, tinha dificuldade em segurar e criar perigo.

Quando se esperava que o resultado ao intervalo fosse um empate a zero, Otávio cruzou a bola para o centro da área e Toni Martinez agradeceu, inaugurando o marcador com um grande remate de bicicleta. Um lance acrobático que fez o 1-0.

O início da segunda parte viu um GD Fabril mais pressionante, a tentar condicionar a saída de bola dos dragões. No entanto, as esperanças da equipa da casa caíram por terra quando Felipe Andersson colocou a bola em Mehdi Taremi, que fez o 2-0 à passagem do minuto 51, marcando pelo segundo jogo consecutivo (também marcara frente ao Portimonense, antes da paragem para as seleções).

Nos minutos que se seguiram, o jogo voltou à toada morna que tivera, com os campeões nacionais a controlarem o jogo sem grande dificuldade. Sérgio Conceição ainda lançou jogadores mais rotinados, caso de Jesús Corona, Sérgio Oliveira e Luís Diaz, mas o resultado não sofreu mais alterações.

O Porto avança assim para a próxima eliminatória, enquanto que o GD Fabril cai de pé nesta edição da Taça de Portugal Placard.

 

A FIGURA

Romário Baró – O médio portista foi um poço de força no meio campo e o único desse setor que jogou os 90 minutos. O jovem teve qualidade no passe, empurrou a equipa para a frente em transição e não teve medo de fazer a ocasional falta.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: GD Fabril

Ivan Reis – Sabendo das diferenças entre as duas equipas, o papel de avançado da equipa do Fabril seria sempre injusto. Ivan Reis não teve muitas oportunidades e passou grande parte do tempo a tentar pressionar a defesa portista, mas, quando teve bola, não foi capaz de decidir corretamente, acabando quase sempre por perder o esférico por tomar más decisões.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD FABRIL

Sem quatro dos seus habituais titulares, o técnico João Miguel Parreira foi obrigado a fazer três substituições relativamente ao onze que alinhara frente ao Belenenses SAD “B”.

Com uma linha de cinco defesas, o Fabril causou muitas dificuldades ao ataque portista, que não conseguia ultrapassar a última linha da equipa da casa. No entanto, um golo a fechar o primeiro tempo e outro a abrir a segunda parte deitaram por terra as aspirações de se “fazer Taça”. Bastaram duas ocasiões em que o meio campo azul-e-branco teve tempo e espaço para decidir para se criarem os desequilíbrios que resultaram nos golos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Marreiros (7)

Nuno Longo (7)

Ronivaldo Ferreira (6)

Leonildo Soares (7)

Jairo (7)

Daniel Oliveira (7)

Reginaldo Gonçalves (6)

Diogo Palma (7)

Nuno Sá (7)

Adjeil Neves (6)

Ivan Reis (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Edson Castro (6)

João Araújo (7)

Emerson Gomes (6)

Gonçalo Paulino (6)

João Carmo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Com os olhos postos no jogo de terça-feira frente ao Marselha, Sérgio Conceição apostou num onze diferente do habitual, com as inclusões de Diogo Costa, Carraça, Mamadou Loum, Felipe Andersson, Romário Baró e Toni Martinez.

O Porto atuou num 4-4-2 com um meio campo claramente vocacionado para o ataque. Romário Baró mostrou-se exemplar no meio campo portista e combinou bem com Felipe Andersson, que ainda saiu do jogo com um passe para golo. A dupla formada por Taremi e Martínez passou muito tempo tapada pelos cinco defesas do Fabril, mas, quando tiveram oportunidade, confirmaram a sua qualidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Wilson Manafá (7)

Malang Sarr (7)

Mamadou Loum (7)

Carraça (7)

Otávio (7)

Felipe Anderson (8)

Romário Baró (8)

Shoya Nakajima (7)

Mehdi Taremi (7)

Toni Martinez (8)

 

SUBS UTILIZADOS

Jesús Corona (6)

Luís Diaz (6)

Sérgio Oliveira (7)

Fábio Vieira (6)

Evanilson (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Futsal | Apesar da Pandemia, campeonato ao rubro!

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Não temos um campeonato nacional de futsal a decorrer ao ritmo normal, com a existência de muitos jogos em atraso. Por conseguinte, existe bastante discrepância nos jogos disputados e uma impossibilidade de ter a noção exata da real posição na tabela classificativa de todas as equipas. No entanto, já se começam a definir alguns padrões e alguns fortes candidatos ao play-off.

Existe muita luta pela manutenção e apuramento para a Taça da Liga, mas os dois primeiros lugares parecem reservados, como habitualmente, para Sporting CP e SL Benfica. Estes contam com vitórias nos nove encontros realizados até à data, com a particularidade de se encontrarem já na jornada 11, num derby escaldante, apesar da falta de público nas bancadas, mas com o fervor e a emoção habituais na quadra.

Logo na perseguição, vêm dois clubes habituados a estar entre os melhores, mas que, mesmo assim, estão em grande forma e a superar os seus registos habituais. Este é o caso do Elétrico FC e do Viseu 2001 – com destaque para a equipa viseense, que está a apresentar uma qualidade de jogo extraordinária e soberbamente orientada por Paulo Fernandes, assim como a equipa de Ponte de Sor com Kitó Ferreira.

Outro dos grandes candidatos a ocupar uma das vagas no play-off e na Taça da Liga é obviamente o SC Braga/AAUM. Com vários jogos em atraso e sem registar um arranque brilhante, os comandados de Paulo Tavares irão certamente recuperar e galgar posições de forma natural e mais condizentes com o valor e os pergaminhos históricos da formação bracarense.

O Modicus também me parece que, com maior ou menor dificuldade, irá estar entre as oito melhores classificadas, tanto no final da primeira volta, como no final da fase regular. E, seguindo a minha lógica pessoal, sobram mais dois lugares entre a elite, sendo os naturais candidatos a AD Fundão, que pode saltar para o terceiro ou quarto posto caso vença os encontros que tem em atraso no primeiro escalão.

Outro candidato são os Leões de Porto Salvo, um crónico candidato a ingressar nas partes mais cimeiras da classificação e que terá sido a equipa mais afetada pela interrupção da época 19/20, dada a qualidade exibicional apresentada antes do primeiro confinamento, em Março. No entanto, a Quinta dos Lombos, entretanto assolada por um surto que provocou o contágio de 11 jogadores e o isolamento da restante equipa, também tem esperanças de uma boa temporada.

 

As rápidas melhoras e espero que recuperem para uma fase final que promete muita emoção e disputa. Para já, os olhos estão postos no acesso à desejada Taça da Liga. O próprio Portimonense irá querer disputar essa vaga, parecendo as outras formações condenadas a lutar pela manutenção entre as melhores equipas de futsal em Portugal.

Mas, obviamente, nem sempre estas previsões correspondem à realidade e o melhor é esperar pela ação nas quatro linhas, esperando que a evolução da Pandemia seja mais favorável, para minimizar os efeitos no normal desenrolar da competição (casos do Sporting de Braga e Quinta dos Lombos) e permitir o regresso do público aos pavilhões, algo muito ansiado por todos.

Artigo revisto

Clube Oriental de Lisboa 0-3 FC Famalicão: Gil Dias descongelou a eliminatória

A CRÓNICA: NÃO HOUVE SUSTO, COMO DA OUTRA VEZ

Estávamos nós à beira Tejo plantados, tal como o Campo Engenheiro Carlos Salema, e a única coisa que realmente aconteceu de relevante durante todos os primeiros 45 minutos neste Clube Oriental de Lisboa e FC Famalicão foi o frio que se ia sentindo espinha a dentro. O relvado estava pior do que o ano de 2020 e os protagonistas iam sentindo dificuldade em mostrar as suas qualidades no tapete verde, em Marvila.

Aliás, até há uma coisa que podemos salientar: o facto de provavelmente ser Natal antecipado para algum miúdo que more perto do estádio. É que houve aquelas bolas que verdadeiramente foram “para as couves”. Fora isso, parecia que estávamos numa jornada do Campeonato de Portugal e, no intervalo, o placard (imaginário) marcava um justo zero a zero.

O jogo recomeçou e, finalmente, com motivos de destaque. No primeiro erro da partida para o Clube Oriental de Lisboa, foi João Caminata que, involuntariamente, fez assistência para Gil Dias mandar uma verdadeira bomba daquelas que mata uma Mosca. Pelo menos, nesta eliminatória, o FC Famalicão não sofria da ansiedade de estar em desvantagem na eliminatória com uma equipa do Campeonato de Portugal.

Os golos pareciam estar guardados para esta segunda parte. Depois de um canto de Gil Dias, novo golo para os famalicenses. O lance foi tão estranho que ficou a dúvida até na bancada de imprensa se tinha sido autogolo, ou se algum jogador do Famalicão tinha encostado. O certo é que havia já uma vantagem mais agradável.

Eu não disse que os golos eram para a segunda parte? Pois é. Houve mais um novo lance estranho na grande área do Oriental, e Diogo Queirós acabou por encostar para o terceiro na partida. Se o jogo parecia não estar ainda resolvido, então agora estava tudo pronto para se estender a passadeira “azul” ao Famalicão, que estava apto para seguir para a próxima eliminatória.

O frio que pautou toda a primeira parte foi descongelado por Gil Dias (faz sentido agora o título, não?). Com a desvantagem, o Clube Oriental de Lisboa ficou mais exposto e começou a trabalhar para os golos. É um resultado mais do que justo. Aliás, foi o melhor resultado que se conseguiu arranjar com o relvado assim. FC Famalicão está na próxima fase da Taça de Portugal e o Oriental foca-se agora no Campeonato de Portugal.

 

A FIGURA

Gil Dias – Sempre a participar em todas as ações do Famalicão, tanto a defender como a atacar. Desbloqueou a partida com uma verdadeira bomba para a baliza dos lisboetas e ainda esteve envolvido no segundo golo da partida. Mesmo num campo em que as condições não eram as melhores, conseguiu impor a sua qualidade técnica e também o seu posicionamento defensivo e ofensivo, algo que foi crucial durante todo o jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

O relvado – Foi mesmo o pior daquilo que vimos em jogo. Dizer que era um batatal não era de todo um erro. Já tinha sido referido por João Pedro Sousa, em conferência de imprensa, que seria um grande obstáculo para as duas equipas. Os mais tecnicistas estiveram apagados – ou era à bomba, ou à bola alta.

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUBE ORIENTAL DE LISBOA

A equipa de Marvila apostou num sistema tático muito móvel, rodando sempre entre um 4-4-3 e um 4-4-1-1. A aposta mais avançada foi Douglas que, normalmente, estava apoiado por Rafa Santos e por uma linha de quatro médios a criar uma solidez no meio campo muito boa. Já a nível ofensivo, o sistema adotado foi um 4-4-3, no qual a frente de ataque estava composta por Caminata, Varudo e Douglas. Além da tentativa de surpreender os famalicenses com o contra-ataque, houve momentos em que o Oriental conseguiu criar uma jogada com mais calma.

As substituições foram feitas na tentativa de refrescar e dar mais opções atancantes do que propriamente pensadas para conseguir reduzir a vantagem que o Oriental tinha no jogo. Contudo, as substituições entraram meio que desorientadas em campo. Um aspeto a referir (e não propriamente tático voluntário) foi que o “esquema tático” acabou, quando o Oriental sofreu o primeiro golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Mosca (6)

Bruno Simão (5)

Dudu (5)

Marinheiro (5)

Tomás Silva (5)

Ruizinho (5)

David Crespo (5)

Caminata (5)

Varudo (4)

Rafa Santos (7)

Douglas (6)

SUBS UTILIZADOS

Márcio Augusto (5)

Rafa Pinto (5)

Ruben Gouveia (5)

Camará (5)

Hélio Roque (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

A equipa de João Pedro Sousa apresentou-se num 4-4-3 com a aposta dos laterais Edwin Hernandez e Gil Dias muito subidos, fazendo sempre a troca com os extremos Velenzuela e Jhonata da Silva – e ganhando assim superioridade numérica em muitas das ações ofensivas. Uma particularidade interessante é o facto de Gustavo Assunção ter sido o jogador que mais trabalhou e construiu a partir de trás no meio de campo. A aposta foi sempre a velocidade dos jogadores famalicenses, porque o campo não permitia muito mais.

Na segunda parte, com todas as substituições, o FC Famalicão continuou com a mesma ideia de jogo e acabou por pouco ou nada alterar a estratégia que João Pedro Sousa implementou para este jogo contra o Oriental.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (5)

Edwin Hernandez (6)

Srdan Babic (6)

Diogo Queirós (7)

Gil Dias (8)

Gustavo Assunção (6)

Joaquin Pereyra (5)

Carlos Valenzuela (6)

Ivan Pajuelo (5)

Marcelo Trotta (4)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Jordão (6)

Guga (5)

Jorge Ferreira (5)

Daniel Cabrera (5)

Henrique Trevisan (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Clube Oriental de Lisboa

BnR: Havia uma estabilidade no meio campo, principalmente com a presença do Rafa Santos atrás do Douglas. Acredita que esta condicionante foi importante para que, durante toda a primeira parte, o Famalicão tivesse criado perigo?

Rui Gregório: Houve vários motivos para esse empate na primeira parte. Foi a entrada forte, com personalidade e olhar de frente o adversário. Este jogo teve uma estratégia e o próximo terá outra. Houve ali um momento em que dois jogadores nossos podiam ter feito uma falta e o lance parava logo. Mas, como isso não aconteceu, acabámos por sofrer o golo. No global, a equipa esteve competente e é um resultado que se aceita. Não vou aqui dizer se é justo ou injusto. É algo que se aceita. Ainda assim, estou satisfeito com os meus jogadores, porque estiveram organizados quanto baste, e o golo aconteceu num lance que atirou a equipa abaixo. Os outros dois golos foram de cantos. Nós estávamos avisados. Eles foram lá e, em dois cantos, fizeram dois golos. É assim o jogo.

FC Famalicão

BnR: Apesar do estado do campo, que já tinha referido na antevisão que seria um obstáculo para os dois clubes, o que disse aos jogadores sobre os locais do campo a ter cuidado? Avisou-os sobre terem de ter consciência do que podiam fazer para não perder o estilo de jogo que o FC Famalicão normalmente aplica?

João Pedro Sousa: Essencialmente, perceber que não podíamos entrar em situações de riscos, como habitualmente fazemos nos jogos da Liga. Por exemplo, atrairmos o adversário. Com as condições que o relvado tinha, não o poderíamos fazer. Sabíamos das condições e fomos mais pragmáticos durante todo o jogo. Tanto na zona de finalização, como também cá atrás, na defesa. Nunca poderíamos perder o nosso estilo de jogo, como bem disse. Foi uma boa vitória.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Os 5 de melhores encontros entre José Mourinho e Pep Guardiola

Pertencemos a uma geração do futebol que ficou inevitavelmente marcada pela rivalidade entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A eterna discussão sobre quem é o melhor dura já há mais de dez anos e, por vezes, há quem deixe escapar o privilégio que é vê-los jogar ao mesmo tempo. Mas existe outra rivalidade não menos curiosa: José Mourinho e Pep Guardiola

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Mas a rivalidade criada entre estes dois astros (agora menos acesa) não foi a única que tivemos oportunidade de acompanhar ao longo destes anos. A nível de treinadores, José Mourinho e Pep Guardiola também acabaram por se destacar, devido à sua inquestionável qualidade, e apimentaram jogos que por si só já tinham tudo para serem entusiasmantes. Também eles viveram uma relação com fases diferentes: já trocaram bocas e provocações e já quiseram a todo o custo mostrar que um é melhor do que o outro.

Hoje, mais maduros e experientes, parecem ter deixado essas desavenças de parte e, apesar do sentimento de querer vencer inerente a quem está neste desporto, parecem dar-se bem, com o devido respeito e admiração.

A história favorece o técnico espanhol, ainda que essa só sirva para preencher os livros. Em 23 jogos disputados entre os dois mestres, Guardiola venceu 11, Mourinho venceu apenas seis e outros seis ficaram empatados. Já se encontraram ao serviço de diferentes clubes, mas os duelos que mais deixaram saudades foram os disputados em Espanha, entre o FC Barcelona e o Real Madrid CF, numa altura na qual a rivalidade entre os dois clubes era maior do que nunca – também devido ao duelo dentro das quatro linhas entre Ronaldo e Messi.

Agora em Inglaterra, o Tottenham Hotspur FC de Mourinho e o Manchester City FC de Guardiola vão medir forças e ver quem leva a melhor num jogo que tem tudo para ser dos melhores da temporada. Neste momento, a equipa do português está bem e ocupa o segundo lugar do campeonato com 17 pontos. Já a turma do espanhol encontra-se no décimo posto com 12 pontos e menos uma partida realizada, num arranque muito irregular e pouco positivo.

Mas como é sempre bom lembrar o passado, principalmente o do futebol, que nos traz tantas memórias (boas e más), fazemos, hoje, uma lista dos cinco melhores jogos disputados entre José Mourinho e Pép Guardiola, aclamados os dois melhores treinadores de sempre do desporto rei.

 

Bruno Tabata | Recuperado e de olhos postos no SG Sacavenense

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Um mês depois de ter sido obrigado a parar devido a uma mialgia na coxa direita, Bruno Tabata já se encontra a treinar sem limitações com o restante plantel dos leõesÉ esperado que o jovem brasileiro de 23 anos seja opção para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, diante do SG Sacavenense, no próximo dia 23 de novembro. Nesta época de leão ao peito, Bruno Tabata somou apenas 19 minutos em campo diante da sua antiga equipa, o Portimonense, na vitória do Sporting por 2-0, na terceira jornada do Campeonato. 

Bruno Tabata foi o sétimo reforço do Sporting CP para a temporada 2020/2021Num negócio algo curioso, o extremo brasileiro custou aos cofres dos Leões apenas meio milhão, tendo Portimonense SC ficado com o direito a 90% de uma eventual futura venda do jogador. Blindado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões, o jovem atacante é (mais) um jogador com grande potencial para evoluir às ordens de Rúben Amorim, podendo perfeitamente ser inserido num leque de jogadores que reúne todas as condições necessárias para num futuro próximo darem o salto para um patamar superior.  

Formado no Atlético Mineiro, o novo camisola número sete dos leões chegou ao Portimonense SC com apenas 18 anos. Em quatro épocas ao serviço dos Alvinegros, o atacante brasileiro fez um total de 119 partidas e contribuiu com 25 assistências e oito golos. Apesar de o percurso ser marcado por algumas lesões que acabaram por atrasar algum do seu desenvolvimento, o internacional sub-23 brasileiro tornou-se um jogador indispensável no plantel, assumindo um papel determinante, não só na subida do Portimonense SC à Primeira Liga, como também na sua manutenção.

Estamos perante um jogador que já leva seis internacionalizações pelas seleções mais jovens do Brasil e que tem sido uma opção regular da seleção olímpica sub-23. Um dos pormenores que saltou à vista quando foi apresentado como jogador do Sporting foi a escolha do número sete. É importante relembrar que, desde que Luís Figo despiu, em 1995, a camisola número sete do Sporting CP,  mais ninguém fez “jus” a este número. Volvidos 25 anos e 13 jogadores, Bruno Tabata tem a seus pés a oportunidade de acabar com a “maldição” que paira sobre Alvalade.

Bruno Tabata é um jogador dotado tecnicamente, com assertividade no passe e que consegue facilmente criar desequilíbrios no último terço. No entanto, aparenta ter “pouco golo”. Na temporada passada, fez apenas um golo, em 31 jogos ao serviço do Portimonense, um indicador que pode deixar algumas dúvidas no que diz respeito ao seu impacto imediato na equipa de AlvaladeNo sistema tático do técnico do Sporting CP, o jovem atacante brasileiro irá muito provavelmente atuar sobre o corredor direito, que, juntamente com Pedro Porro, pode trazer à equipa mais verticalidade e profundidadesetor atacante dos leões é aquele que oferece mais opções a Rúben Amorim. Contudo, creio que Tabata estará a altura para disputar um lugar no tridente atacante leonino.  

Artigo revisto por Mariana Plácido

Podcast BnR T1/EP12: Os candidatos a tomba-gigantes na Taça de Portugal

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No décimo-segundo episódio do podcast, falamos da festa da Taça de Portugal! Nesta emissão, escolhemos os candidatos a tomba-gigantes nesta edição da prova.

Vem daí para este programa sobre a Taça de Portugal, com a moderação de Pedro Pinto Diniz e com os comentários de Afonso Santos, Jorge Faria de Sousa e Rui Pedro Cipriano.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Desportivo Fabril Barreiro x FC Porto: Novidades à vista no onze

Depois da paragem para as seleções, o futebol português está de volta com a festa da Taça de Portugal. O FC Porto vai até ao Barreiro para defrontar o Desportivo Fabril, um clube com muita história e que já sofreu muitas alterações ao longo dos anos.

Para os Dragões, será principalmente uma oportunidade para os mais jovens e para os menos utilizados. É possível que Nanu e Carraça façam as suas estreias no onze. Além disso, será também uma boa oportunidade para Loum e Romário se mostrarem no meio-campo. João Mário deve conseguir alguns minutos, e Evanilson e Toni Martinez poderão repartir frente de ataque.

A FESTA DA TAÇA CHEGA AO BARREIRO E HÁ MUITAS NOVIDADES À VISTA. SERÁ QUE TEREMOS TOMBA-GIGANTES NA TAÇA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O encontro tem um (mais do que óbvio) favorito, mas existem ainda alguns dados interessantes sobre o histórico entre os dois emblemas. Desta forma, apresento aqui 5 dados sobre o Desportivo Fabril x FC Porto.

Será o regresso do Incrível Hulk ao palco onde já brilhou?

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Uma das grandes noticias da semana é inevitavelmente o possível regresso de Hulk ao FC Porto. O rumor já tinha sido lançado no verão por alguma comunicação social portuguesa, dando eco a um possível interesse do internacional brasileiro em regressar ao dragão, após vir a público informar que no final do ano pretendia abandonar o futebol chinês. Porém, parece ter ficado em “stand-by” até ao dia de ontem, já que o jornal “Ojogo” fez manchete com Hulk. Desta forma, os dados parecem estar em cima da mesa e como é claro os adeptos portistas já sonham novamente com o “pontapé canhão” do atacante a perfurar as redes das balizas adversárias.

No entanto, não foi apenas a notícia que fez despoletar toda uma euforia no universo FC Porto, visto que o próprio Hulk fez questão de fazer um “post” nas suas redes sociais a lembrar os míticos “5-0” ao SL Benfica. Ainda não é conhecido, se há data de hoje, existe ou não proposta formal para que o “incrível” volte a brilhar em Portugal, mas os pormenores no negócio não devem fugir muito a isto. Ou seja, o ex-número 12 do FC Porto encontra-se em final do contrato com os chineses do Shangai GSFC, pelo que seria sempre uma transferência a “custo zero”, sendo que a ideia dos dirigentes portistas passaria sempre por oferecer o teto salarial, fixado nos 1,5 milhões de euros por ano, com uma duração de contrato válida para as próximas 2 ou 3 temporadas desportivas.

Claramente, a concretizar-se, será uma demonstração de carinho que o jogador terá pelo clube e pela cidade do Porto, uma vez que, atualmente, aufere valores que nunca na vida o FC Porto poderia atingir, mas há que salientar que os campeões nacionais não correm sozinhos pelo seu concurso, pois o SE Palmeiras, emblema em que Hulk já manifestou desejo de representar, e o CR Vasco da Gama também estão atentos à sua situação profissional.

 Desportivamente, a adição de Hulk ao plantel de Sérgio Conceição seria sempre bem vinda, porque o atacante brasileiro é daqueles jogadores que sozinhos podem mudar o rumo de uma partida, ou mesmo ganhar jogos sozinhos, quem não se lembra da temporada de 2011/2012 ao serviço do FC Porto, pelo que apesar da idade, 34 anos, ninguém se importará do seu regresso. Além disso, vem oferecer experiência, potência, magia e golo à manobra ofensiva dos azuis e brancos. Por conseguinte, também não poderemos deixar de observar de todo o marketing e projeção que o futebolista traria consigo para Portugal, sendo um “boost” também em termos de marca.

Em suma, seria uma transferência bomba para o clube presidido por Pinto da Costa, que certamente quererá satisfazer os desejos de Hulk e de todos os adeptos, e por sua vez uma peça essencial para a luta pelo campeonato e consequentemente a qualificação para a Liga dos Campeões. Por agora, resta esperar pelos próximos desenvolvimentos.

«Achámos que havia uns buracos para preencher no Vitória, mas não foram. A partir daí o Tiago decidiu» – Entrevista BnR com Fernando Aguiar

Fernando João Lobo Aguiar. Ou Robocop, uma alcunha dos tempos no Beira-Mar. Puxamos a cassete para trás e recordamos um lutador, que jogava por amor à camisola mas que, no início da carreira, se perdia nas saídas à noite. A vinda para o Norte e o início do namoro sossegaram Fernando Aguiar e relançaram a sua carreira, a qual Toni sentenciou o fim mas meses depois acabou a contratá-lo. No Benfica, recorda uma “casa a arder” quando chegou, a transformação do clube e a explicação que Luís Filipe Vieira nunca deu. Fazemos fast forward na história e aterramos esta época em Guimarães, onde Fernando Aguiar foi treinador adjunto de Tiago. A saída foi prematura, ao fim de apenas três jogos, e Fernando explica a situação por quem a viveu por dentro.

– Lutador, jogar por amor à camisola e as saídas na Madeira –

«Quem realmente me viu a jogar recorda o lutador. Dizem-me “Fazias falta neste meio-campo” e “Jogavas com amor à camisola”»

 

Bola na Rede: Estava a ver o teu Instagram, puseste há bocadinho uma fotografia com o João Pinto, num derby…

Fernando Aguiar: Ehehe, já lá vão alguns anos.

Bola na Rede: Lembras-te desse jogo?

Fernando Aguiar: Acho que esse foi em Alvalade.

Bola na Rede: Foi o do golo do Geovanni?

Fernando Aguiar: Foi. O Sporting dominou a primeira parte. Depois eu e o Geovanni entrámos perto dos 50 minutos e começámos a controlar o jogo. Eu tive uma oportunidade num canto, em que o Pedro Barbosa tira em cima da linha. O Geovanni também teve um remate perigoso antes de fazer o golo e depois fez aquele golo. Foi importante porque conseguimos ganhar.

Bola na Rede: Foi importante também porque se decidia o 2º lugar, que na altura dava acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Fernando Aguiar: Sim, o Benfica passou para o 2º lugar com essa vitória e conseguiu o acesso à pré-eliminatória da Champions.

Bola na Rede: O que é que as pessoas mais te recordam quando te encontram na rua?

Fernando Aguiar: Quem realmente me viu a jogar recorda o lutador. Ainda hoje em dia, quando as coisas não estão bem no Benfica, dizem-me “Fazias falta neste meio-campo” e “Jogavas com amor à camisola”. Esse tipo de coisas que sabe sempre bem.

Bola na Rede: Recebes muito carinho da parte dos adeptos do Benfica?

Fernando Aguiar: Sim, não me posso queixar. Claro que nem toda a gente gosta de nós, faz parte da vida, mas acho que uma coisa que mudou muito foi o pensamento dos benfiquistas em relação àquilo que era o Benfica antes de 2003. O Benfica estava a passar uma fase muito má e acho que a partir de 2003/2004 conseguiu criar uma estrutura e saber o que queria para o futuro. Passaram no clube jogadores como eu, como o Petit, no meio-campo, que faziam a diferença.

Bola na Rede: É uma das críticas que mais se faz hoje em dia ao clube, a falta de referências e de jogadores que coloquem a exigência lá em cima. Havia o Rúben Dias, mas acabou por sair.

Fernando Aguiar: Sim, eu acho que isso foi uma das coisas que em 2003/04 começou a transformar a equipa. Claro que há anos que não correm tão bem mas uma pessoa é lembrada pelos adeptos do Benfica, sobretudo quem pega e, como eles dizem, pelo amor à camisola.

Bola na Rede: Robocop foi uma alcunha que gostavas que não tivesse pegado?

Fernando Aguiar: Não, tranquilo. Nunca levei a mal. Acho que uma alcunha é sempre bom sinal para um jogador. Foi na altura do Beira Mar, um jornalista do Record começou a chamar-me isso e ficou.

Bola na Rede: Foste 13 vezes Internacional A pelo Canadá. Nunca houve hipótese de representares a seleção portuguesa?

Fernando Aguiar: Eu escolhi a seleção do Canadá na altura porque eu não fazia ideia que ia chegar ao topo do futebol português. A seleção canadiana apareceu quando eu ainda estava no Marítimo, estava a começar a carreira. Se calhar se voltasse atrás faria a mesma coisa, porque nasci em Portugal mas fui criado no Canadá e tenho uma paixão muito grande pelo país e pela cidade de Toronto. Se calhar conseguiria melhores coisas com a seleção portuguesa mas também ninguém tem a certeza se eu seria chamado.

Bola na Rede: Há um momento que define a tua vida no futebol?

Fernando Aguiar: Acho que a partir do momento em que vim para o Norte. Estava na Madeira e claro, há histórias. As coisas não correram tão bem na Madeira porque era uma ilha, uma pessoa não era convocada e saía muito à noite.

Bola na Rede: Para o Vespas?

Fernando Aguiar: Sim, sim. A partir do momento em que vim para o Norte, comecei a namorar e sosseguei. A partir daí consegui lançar a minha carreira e acho que o momento chave foi quando fui para o Beira-Mar. Eles desceram de divisão mas ganharam a Taça e logo a seguir subimos de divisão. Aí foi a viragem da minha carreira enquanto futebolista.

Campeonato de Portugal | Os 8 principais candidatos à subida à Segunda Liga

Eram quatro séries, passou a oito. Eram duas presenças por grupo na fase final, passou a uma. O formato do Campeonato de Portugal sofreu alterações e outras mais vão aparecer no final da presente edição.

Das 96 equipas (agora 94, contabilizando as desistências de CD Aves e CF Os Armacenenses), apenas oito terão hipótese de competir entre si na fase final da competição para decidir quem segue para o segundo escalão do futebol português.

Numa época em que o número de séries no Campeonato de Portugal subiu consideravelmente, apresentamos uma lista de oito equipas (uma por cada série) com capacidades para disputar a fase de subida à Segunda Liga Portuguesa. Serão os projetos mais recentes a vingar? Terá a História alguma preponderância nas decisões? A experiência dos intervenientes poderá fazer a diferença? O Campeonato de Portugal promete…

Nota: Os clubes estão organizados na lista de acordo com a Série em que estão inseridos, de Norte para Sul (da A para a H)