Início Site Página 11133

GP Europa: Dobradinha da Suzuki com Joan Mir a ser dono e senhor

0

A CORRIDA: A UM PASSO DE O MUNDIAL PASSAR DE ESPANHOL PARA ESPANHOL E DA HONDA PARA A SUZUKI

Viagem curta de Aragão até Valência, para que o circuito valenciano se tornasse representativo de todos os europeus e se corresse o GP da Europa. Antes mesmo da partida já se sabia de algumas condicionantes para a partida, visto que Maverick Viñales (Yamaha) partiria do pit lane e Brad Binder (KTM Factory) tinha destinado para sido uma long lap penalty.

Tirando o supramencionado, “lights out and away we go to rescaldo of BnR!”. A partida foi calma e sem grandes percalços nas primeiras curvas, não fossem Aleix Espargaró (Aprilia) e Fabio Quartararo (Petronas Yamaha STR) deixarem as suas motas e escaparem, ficando logo fora das contas para este GP da Europa. A verdade é que as Suzuki de Joan Mir e Alex Rins voltaram a encabeçar a corrida e de lá não mais saíram.

Pol Espargaró (KTM Factory) já nos habituou, esta temporada, a que «Pole» não passa só de uma miragem, pois na corrida a conversa é outra. As primeiras voltas mostraram as Suzuki a grande nível e na mesma curva (mas em voltas diferentes) o espanhol da KTM foi ultrapassado por Rins e por Mir. Dois erros valeram duas posições.

De realçar também o facto de que houve muitas quedas e/ou problemas de motor. Valentino Rossi (Yamaha Factory), Aleix Espargaró, Tito Rabat (Esponsorama Racing) não terminaram por problemas na moto. Já, Cal Crutchlow (LCR Honda), Francesco Bagnaia (Pramac Racing) e Alex Marquez (Honda Factory) tiveram quedas um pouco mais graves e da gravilha não saíram mais as suas motos.

A corrida teve sempre controlada pelos homens da Suzuki com Rins a liderar na maior parte do GP. Contudo, Joan Mir vinha com tudo para ser primeiro na corrida e alargar a sua vantagem para os homens atrás de si, que iam deslizando como se a pista fosse de gelo. Rins errou e Mir aproveitou. Até ao final, não houve alteração nas primeiras cinco posições.

Uma corrida calma e as pretensões da Suzuki de voltar a ter um campeão do mundo e de ser campeã de construtores, já que a última vez que ambos os cenários coincidiram foi em 2000 com Kenny Roberts Jr, são cada vez mais reais. Joan Mir foi um justo vencedor pela calma que teve ao longo de 27 voltas e foi esperto quando ultrapassou o seu colega de equipa. O piloto espanhol tornou-se no NONO piloto diferente a vencer nesta temporada atípica, mas emocionante! O pódio ficou fechado com Alex Rins e Pol Espargaró.

Miguel Oliveira (Red Bull Tech3) foi 5.º lugar numa corrida onde partiu de 7.º e esteve grande parte do GP em 4.º. Contudo, Takaaki Nakagami (LCR Honda) estava num “dia sim” e acabou por roubar a posição importante para o piloto português.

O mundial está a um pequeno passo para Joan Mir, visto que abriu uma vantagem de 37 pontos para Fabio Quartararo e para Alex Rins. Miguel Oliveira ocupa um sólido 10.º lugar com 90 pontos, apenas menos dois do que Jack Miller (Pramac Racing), e com ainda dois grandes prémios por se correr (um deles o português) podemos ainda vê-lo numa posição mais alta. Veremos!

SL Benfica x SC Braga | 4 dados estatísticos do jogo de cartaz da jornada

0

A sétima jornada da Primeira Liga portuguesa opõe SL Benfica e SC Braga, naquele que é o jogo de cartaz desta jornada.

Ambas as equipas obtiveram resultados “negativos” nos seus compromissos europeus realizados a meio da semana e procuram responder com uma vitória.

CONSEGUIRÁ O SC BRAGA REPETIR A VITÓRIA DA TEMPORADA PASSADA NO ESTÁDIO DA LUZ OU REGRESSARÁ O SL BENFICA ÀS VITÓRIAS PARA A LIGA?

A partida realiza-se no Estádio da Luz pelas 20 horas deste domingo, naquele que será o encontro que fecha as contas da jornada.

Antevisão FC Porto x Portimonense SC | 5 dados estatísticos do encontro

0

Mais uma jornada, mais uma oportunidade para voltar a sorrir. O FC Porto e o Portimonense SC reúnem-se este domingo à tarde para mais um assalto aos três pontos. E que valiosos três pontos… Ambas as equipas querem regressar às vitórias no campeonato, uma vez que perderam os últimos encontros. Contudo, se o futebol fosse apenas teoria, os algarvios não teriam tarefa fácil pela frente.

PORTISTAS E ALVINEGROS QUEREM OS TRÊS PONTOS, MAS SÓ UMA EQUIPA PODERÁ FICAR COM ELES. QUEM SERÁ? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Começando pela vitória convincente e motivadora do FC Porto durante a semana contra o Olympique de Marseille. O 3-0 no marcador, certamente, deu um boost de confiança aos dragões para repetirem novamente o feito no Estádio do Dragão neste domingo. As derrotas com o CS Marítimo e o FC Paços de Ferreira querem ser esquecidas pelos portistas e o Portimonense SC pode ser a vítima de uma revolta da turma de Sérgio Conceição.

Já os alvinegros vão ter de puxar dos galões e jogarem contra a estatística caso queiram pontuar no Estádio do Dragão. É que dos seis jogos já realizados neste campeonato, um deles foi uma vitória, outro um empate e quatro foram derrotas. Por coincidência ou não, a única vitória do conjunto treinado por Paulo Sérgio foi em casa do CS Marítimo, o que demonstra a imprevisibilidade e, simultaneamente, a beleza do futebol.

O FC Porto, em caso de vitória, pode ascender ao terceiro lugar, ainda que provisoriamente, estando dependente do resultado SL Benfica vs SC Braga, um jogo que pode mudar totalmente as contas do campeonato. Quanto ao Portimonense SC, neste momento, habita a 17ª posição e os três pontos podem retirá-los da zona de despromoção.

Quem levará a melhor? O futebol, nos dias de hoje, está em modo aleatório, mas olhar para a estatística pode influenciar a sua opinião. Posto isto, preparamos cinco dados estatísticos sobre o encontro da sexta jornada entre FC Porto e Portimonense SC.

Vitória SC 0-4 Sporting CP: Líder de golos no assalto ao Castelo

A CRÓNICA: UM VITÓRIA SC EM DIA “NÃO” ALIMENTA A LIDERANÇA DOS LEÕES

Podia ser apenas um jogo entre o líder do campeonato, Sporting CP, e o quinto classificado, Vitória SC, mas a realidade é que havia possibilidade da história se repetir no D. Afonso Henriques. Os leões entraram em campo a defender o seu lugar na tabela classificativa nesta 7.ª jornada, onde não se encontravam de forma isolada desde a época de 1994/95. 

O primeiro minuto quase deu o primeiro golo dos leões: o remate de João Mário de dentro da grande área deixou a baliza de Bruno Varela pouco segura, sendo salva pela trave.  

Nuno Santos abre o marcador e coloca os leões cada vez mais perto do objetivo de manter a equipa na liderança do campeonato português.  

A partida continua e é visível um Vitória SC a tentar equilibrar as contas, com diversos remates com bastante perigo à baliza de Adán, mas a bola permanece fora das redes do Sporting CP.  

E quem não marca, sofre! Pedro Gonçalves, na grande área, recebe por engano a bola do adversário (após o remate falhado de um colega de equipa) e a bola só tem um destino: a baliza de Bruno Varela.  

O intervalo chega com o Sporting CP na liderança, tanto no campeonato como no marcador.  

Aos 50’, André André tenta inaugurar o marcador da equipa do berço com um remate certeiro na baliza do adversário, mas Miguel Henriques impede a festa vitoriana. Apesar dos protestos, o árbitro não tem dúvida da posição irregular do jogador e assinala fora-dejogo (sem sequer recorrer ao VAR).  

O Vitória SC insiste, mas sem eficácia. Pedro Gonçalves segue isolado e bisa no D. Afonso Henriques. Os erros da equipa da casa são cada vez mais notáveis, face às inúmeras tentativas dos leões de continuar a elevar a superioridade no marcador.  

E os golos não acabam na cidade de Guimarães, Jovane Cabral entra e rodeado de defesas consegue fazer o 4-0 para os leões.  

O árbitro encerra o arrebatador marcador e o Sporting CP consegue manter, com a classe de quatro golos marcados, a liderança no campeonato português. A equipa de João Henriques até ao momento contava com menos golos sofridos no total em todas as partidas disputadas no campeonato do que os golos sofridos nesta partida e acaba por deixar escapar o quinto lugar na tabela classificativa.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro GonçalvesMais uma vez foi uma peça fundamental na equipa de Rúben Amorim. Novamente, conseguiu deixar a sua marca na partida, desta feita bisando na partida e brilhando enquanto elemento da dupla de avançados apresentada pela formação leonina.

 

O FORA DE JOGO

Meio-campo do Vitória SCÉ indiscutível o fracasso da partida na noite chuvosa de sábado no D. Afonso Henriques. A culpa não é única e exclusiva de ninguém, mas sim do conjunto. Sem possibilidade de discutir (sequer) o resultado do jogo, o meio-campo esteve muito aquém das expetativas e do poder leonino, tanto no marcador como em campo. De salientar que dois dos golos, foram vítimas deste fiasco na equipa de João Henriques.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC 

A equipa de João Henriques apresenta um 4-3-3 à semelhança do jogo passado. É de ressaltar a ausência de Maddox e Outtara no onze inicial, sendo substituídos por Edwards (que regressa ao onze inicial) e Sacko, que está recuperado da COVID-19. À semelhança das últimas partidas da equipa vitoriana, o conjunto continua a beneficiar com a entrada de Rochinha.  

 

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Varela (2) 

Suliman (4) 

Mumin (3) 

Edwards (5) 

Poha (4) 

Bruno Duarte (4) 

Quaresma (7) 

A.André (6) 

Mensah (6) 

Sacko (5) 

Mikel Agu (5) 

 

SUBS UTILIZADOS

Pepelu (5) 

Rochinha (7) 

Miguel Luís (5) 

André Almeida () 

Lyle Foster () 

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim opta por um 3-5-2, como é habitual no técnico português. O avançado português, Tiago Tomás é a única alteração no onze inicial do treinador, que opta por colocar Nuno Santos no meio-campo (ao lado de Nuno Mendes, Palhinha, João Mário e Porro) enquanto que Sporar e Pedro Gonçalves formam a dupla de avançados da equipa leonina.  

 

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Adán (6) 

Luís Neto (6) 

Coates (5) 

Feddal (6) 

Pedro Porro (8) 

Nuno Mendes (7) 

João Mário (8) 

João Palhinha (7) 

Nuno Santos (7) 

Pedro Gonçalves (10) 

Sporar (8) 

 

SUBS UTILIZADOS 

Matheus Nunes (6) 

Tiago Tomás (5) 

Jovane Cabral (7) 

Gonzalo Plata () 

Daniel Bragança () 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

VITÓRIA SC 

Bola na Rede: Boa noite. O Mister conta agora com duas vitórias, face a duas derrotas. Acha que os resultados têm refletido o trabalho que tem sido realizado ao longo destas semanas?

João Henriques: A análise aos outros jogos já foi feita nas outras partidas e não vou referir aos outros jogos. O Sporting CP foi evidentemente superior, mas os números são um exagero e é pesado perante aquilo que aconteceu em campo. Hoje vi o Vitória a fazer coisas interessantes, apesar dos golos e dos erros individuais. Houve jogo até ao 3-0, depois disso não importa, são más execuções de ambas as equipas e apenas uma tentativa de seguir em frente.  

Há situações de golo que são no mínimo caricatas. Como disse a equipa técnica já fez quatro jogos e queríamos os doze pontos, não conseguimos e é mau, principalmente na nossa casa, queríamos outro resultado aqui. Agora temos pela frente a eliminatória da Taça de Portugal, sem doze jogadores por causa das seleções, mas é um objetivo que temos e é seguir em frente após aquilo que aconteceu aqui hoje.

 

SPORTING CP

Bola na Rede: Boa noite. Esperava um resultado tão avolumado na partida, visto que o Vitória se debateu bem e criou oportunidades para abrir a contagem também? 

Rúben Amorim: Esperava ganhar, venho sempre para os jogos a esperar ganhar. Às vezes as circunstâncias são mais complicadas e 1-0 para parece muito e o 4-0 pode parece um bocado escasso. O que eu quero é ganhar os jogos e conseguir fazer uma boa exibição e que a minha equipa consiga ter esse destaque. Mas não esperava resultado nenhum, só esperava o que espero sempre que é ganhar.

FC Famalicão 2-1 CS Marítimo: Reviravolta valeu na Vila

A CRÓNICA: FAMALICÃO E O GOSTO EM SOFRER PARA VENCER

Num final de tarde nada caloroso no Estádio Municipal de Famalicão, previa-se um jogo que aquecesse e o início do encontro transpareceu isso mesmo. Frente ao CS Marítimo, foi o Famalicão que abriu a caixa das oportunidades de golo logo nos primeiros dois minutos, com dois remates que tiveram direito a defesa de Amir. E não ficou por aí, aos três minutos do encontro, após um grande passe de Ruben Lameiras, o Famalicão teve uma oportunidade flagrante para abrir o marcador, não fosse uma intervenção excecional da defesa maritimista.

Depois de uns primeiros minutos de um jogo de sentido único a pender para os famalicenses, foi o Marítimo, aos 12 minutos e à primeira oportunidade, que abriu o marcador. Depois de um pontapé livre, Joel Tagueu subiu ao segundo andar e cabeceou para o golo da equipa de Lito Vidigal. Pouco mais se pode dizer deste golo a não ser eficácia.

O jogo continuou, mas desta vez de forma mais equilibrada e um pouco que a pender de forma vertiginosa para o Famalicão. Na sequência de um canto, e depois de dois consecutivos, à semelhança de Joel Tagueu no golo do Marítimo, foi Babic que conseguiu concretizar para o Famalicão e, aos 28 minutos da primeira parte, o marcador ditava um empate a 1-1. E não ficou por aqui. Logo no minuto seguinte, o Famalicão deu mesmo a volta ao resultado, após um pontapé livre convertido por Fernando, onde a bola acabou por sofrer um desvio de Claudio Winck e entrou na bola de Amir.

O Famalicão continuou a pressionar e a mostrar a vontade em deixar os três pontos em casa e, a três minutos do final da primeira parte, Ruben Lameiras teve nos pés uma oportunidade notória para aumentar a vantagem dos famalicenses e, isolado frente a Amir, o guarda-redes maritimista acabou a adivinhar o lado para o qual a bola ia pender e impediu o golo.

Depois do recolher aos balneários no intervalo, o jogo recomeçou da mesma forma que a primeira parte demonstrou. A equipa de João Pedro Sousa continuou por cima do jogo, com as oportunidades mais flagrantes de golo. Ao intervalo, Lito Vidigal decidiu retirar do encontro os dois jogadores que já estavam condicionados por amarelos, Bambock e Correa, e fez entrar outros dois jogadores, René e Tamuzo, com vista em mudar o resultado, mas poucas diferenças existiram.

Os minutos passaram, a pressão e a vantagem do Famalicão mantiveram-se, apesar das alterações feitas em ambas as equipas, mas o resultado continuou o mesmo. No duelo das balizas, Vaná pouco trabalho teve ao longo do encontro, comparando com a exibição de Amir, do lado da equipa da Madeira.

Ao chegar ao final do encontro, a pressão aumentou para ambos os lados. Com o nervosismo à flor da pele, os erros começaram a tomar lugar na partida, mas o Famalicão acabou por levar a avante a vitória por 2-1 e conquistou os três pontos, em casa, frente ao Marítimo.

 

A FIGURA

Babic – Os defesas centrais do FC Famalicão estiveram em evidência no encontro. A primeira nota vai para a estreia e consistência de Diogo Queirós a titular na equipa famalicense, mas a nota maior vai para Babic. O central sérvio da equipa de João Pedro Sousa foi uma pedra basilar da equipa durante o jogo. Para além da estreia a marcar, foi um central super consistente e efetuou muitos dos cortes fulcrais no encontro.

 

O FORA DE JOGO

Estratégia defensiva do CS Marítimo A defesa do Marítimo, neste encontro, deixou a desejar. Falamos de uma defesa já experiente, mas que cometeu bastantes erros. Nas transições ofensivas do Famalicão, eram deixados grandes espaços abertos para a construção de jogo da equipa famalicense que, por muitas vezes, parecia descompensada. Inúmeras foram as vezes que, por exemplo, Joel Tagueu teve de ajudar os colegas da defesa, pois não conseguiram fazer qualquer tipo de corte ou travar qualquer jogada.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

João Pedro Sousa levou um 4-4-2 ao encontro frente ao Marítimo. A baliza defendida por Vaná Alves teve o apoio de uma linha de defesa composta por Edwin Herrera e Iván Jaime nas alas e Babic e Diogo Queirós no centro. O meio-campo foi assegurado por Gustavo Assunção e Joaquín Pereyra, com o apoio de Lameiras e Fernando. Os homens da frente foram Dyego Sousa e Gil Dias.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná Alves (6)

Edwin Herrera (6)

Babic (8)

Diogo Queirós (7)

Iván Jaime (7)

Ruben Lameiras (7)

Joaquín Pereyra (7)

Gustavo Assunção (6)

Fernando (7)

Gil Dias (6)

Dyego Sousa (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Jordão (6)

Jonatha Robert (6)

Trotta (6)

Lukovic (6)

Henrique Trevisan (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Lito Vidigal optou por um 4-4-2, à semelhança da equipa da casa. Zainadine, Lucas Áfrico, Cláudio Winck e Fábio China foram os defesas com que Abedzadeh contou para manter a baliza inviolável. Bambock, Jean Irmer seguraram o meio-campo, com Correa e Pelágio na ajuda, para servir Rodrigo Pinho e Joel Tagueu.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (5)

Cláudio Winck (5)

Zainadine (6)

Lucas Áfrico (6)

Fábio China (6)

Pedro Pelágio (5)

Bambock (5)

Jean Irmer (6)

Correa (5)

Rodrigo Pinho (6)

Joel Tagueu (7)

SUBS UTILIZADOS

René Santos (6)

Tamuzo (6)

Milson (6)

Cléber (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CS Marítimo

BnR: Fez entrar Cléber já muito perto do final do encontro. O que pretendia com esta alteração?

Lito Vidigal: Como já foi dito, tivemos por cima na segunda parte. Controlámos o jogo e o adversário. A entrada de Jean Cléber foi mais no sentido da qualidade do último passe e de concretização. Foi mais nesse sentido.

FC Famalicão

BnR: Foram fulcrais as exibições do estreante Diogo Queirós e de Babic para a construção do jogo e da vitória. Quão importantes e influentes foram os defesas centrais no encontro de hoje?

João Pedro Sousa: Não vou ser injusto ao elogiar só os defesas centrais. Ele estiveram bem porque toda a equipa esteve bem Estivemos bem posicionados, demos um ritmo diferente ao jogo e sabemos porquê. O jogo com fluidez, saiu melhor. Encontrámos os caminhos que queríamos e, de facto os centrais estiveram muito bem, mas, os colegas de equipa, a começar no Vaná a acabar do Dyego e nos colegas que entraram, estiveram todos muito bem.

 

Rescaldo com opinião de Andreia Araújo e João Filipe Brandão

Antevisão GP Europa | Pol na Pole, mas atenções viradas para a Yamaha

0

A ANTEVISÃO: “YAMAHAGATE”

Depois de ter feito a pole position no Grande Prémio da Estíria, Pol Espargaró volta a colocar a KTM RC16 no frente do pelotão do MotoGP. Desta feita no Grande Prémio da Europa, no circuito Ricardo Tormo em Valência, Espanha.


Antes de olharmos para a ação em pista, vamos ao escândalo do ano. 2020 é um ano atípico em todos os aspetos e no MotoGP isso não é diferente. No início do ano, no Grande Prémio de Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera, Marc Márquez caiu e ficou de fora do campeonato, ao agravar a lesão dessa queda ao tentar regressar para o Grande Prémio de Andaluzia.

O segundo golpe deste ano vem a duas rondas do final. A Yamaha no início do ano encontrou problemas com as válvulas dos motores da M1. Com isto, existiu uma redução de motores por temporada, para cinco. O construtor japonês, a começar a temporada com dois motores por piloto, foi logo obrigado a “dar” mais um a Maverick Vinales, depois do espanhol rebentar o seu no TL3.

Utilizando válvulas de um fabricante diferente, que apesar de terem o mesmo tamanho, design, peso e tratamento final, parece que a percentagem de titânio usada na construção é diferente daquele que foi mostrado à Dorna no início do ano, como referência de controlo.

Mas, ao que parece, foi esta diferença que fez com que Vinales e Valentino Rossi perdessem mais um motor, com a Yamaha a voltar para o fabricante original. Até aqui nada de mais, com a Yamaha a seguir os procedimentos, com a consultada do diretor técnico do MotoGP. A questão começa agora.

Um motor no MotoGP percorre cerca de 1000km. Com os primeiros motores da Yamaha a durarem uns míseros 250km, como é que os substitutos duraram quase dez vezes mais? Foi aqui que a FIM questionou a Yamaha e pediu que as válvulas fossem analisadas por uma terceira parte, o laboratório de metalurgia da Universidade de Padova, e aqui foi descoberta a diferença acima referida.

É difícil argumentar que a Yamaha não estava ciente de que poderia haver uma diferença, dado que a equipa a certa altura solicitou à Associação de Fabricantes de Desportos Motorizados (MSMA) autorização para substituir as válvulas, algo que teria sido concedido, apesar de oposição de algumas equipas, mas a equipa acabou por retirar esse pedido.

Por fim, o precedente desta situação não é o melhor. A Yamaha e as equipas foram penalizadas, mas os seus pilotos (Vinales, Fabio Quartararo lutam pelo campeonato) não. Não receberam penalização por terem vencido a corrida com peças no motor ilegais. Apenas receberam uma punição por não seguirem o protocolo e informarem os outros fabricantes sobre a troca. Sabendo que as regras do MotoGP por vezes são antiquadas, a Yamaha também escapou à violação dos regulamentos, ao utilizar um motor não-homologado.

Com o “YamahaGate” apresentado, vamos às contas em Valência até agora. Com uma pista a secar, Pol Esparagaró conquistou a sua segunda pole position da carreira no MotoGP, num circuito, onde em 2018, em condições adversas (nomeadamente chuva) o piloto espanhol conseguiu o primeiro pódio da KTM no MotoGP. Sem pressão, Espargaró explicou que entramos «sem nada a perder, pois não estamos a lutar por nada. É uma pena, mas é a realidade. Hoje foi difícil e as condições eram propícias a quedas».
Sem possibilidade de prever o tempo para amanhã, a chuva certamente pode ajudar Pol a conquistar a sua primeira vitória, depois de três pódios em 2020.


Na segunda posição temos Alex Rins, na Suzuki, algo que já esperava há mais tempo. A moto japonesa é umas das mais “redondas”, não tendo um forte assim tão especifico, mas sendo muito boa em quase tudo. Em 2020, só faltava mesmo aos pilotos melhorarem na qualificação e Alex Rins mostrou que o final da temporada trouxe isso. Tendo estado no pódio das duas últimas corridas, Alex Rins igualou a sua melhor qualificação, conquistada em 2018 também em Valência 2018, numa corrida que o viu terminar em segundo lugar.

A fechar a primeira linha da grelha de partida ficou Takaaki Nakagami. É a segunda vez que o piloto japonês parte da frente. Na semana passada caiu a liderar. Esperamos que tenha aprendido com o erro e que esteja “mais solto”. Pelo menos não está preocupado com a meteorologia e apesar de ninguém ter experimentado rodar no seco, Nakagami afirma que «estamos na direção correta, tanto no molhado, como no intermédio ou no seco. Estamos bem e estou muito contente com isso».

Miguel Oliveira e Brad Binder juntam-se a Pol nos dez primeiros, algo que acontece pela primeira vez numa qualificação do MotoGP para a KTM. O português vai sair da terceira linha da grelha, na oitava posição.


Nesta antevisão já falamos do que aconteceu à Yamaha fora de pista. Dentro dela, as coisas não melhoraram nem um pouco. Desde o Grande Prémio de França que já nos apercebemos que a M1 não se dá muito bem na chuva. Neste fim de semana, com as penalizações (excedeu a alocação de motores da temporada, colocando o sexto), Vinales sai do pitlane.

O espanhol já nem acredita na luta pelo campeonato, afirmando que «ontem estávamos a discutir se nos arriscaríamos a ir com o quinto motor, fazendo apenas algumas voltas nos treinos livres. Mas para mim é muito arriscado. Se fosses o primeiro, com 20 pontos, podias fazê-lo. A questão é que não temos a afinação ideal, a moto não está a funcionar e depois temos de enfrentar a corrida com um motor velho. É verdade que tenho de começar da boxe, mas não posso fazer nada. O título ficou muito mais difícil, mas tudo pode acontecer».

Já Fabio Quartararo ficou pela primeira vez fora dos dez primeiros, ficou-se pelo 11º lugar e reiterou no final do dia que «estamos perdidos no molhado. Tentámos entender o porquê de sermos tão lentos. As nossas primeiras três voltas são boas, mas depois os outros pilotos conseguem dar o salto até ao fim, e nós não conseguimos mais. Vimos isso na qualificação. Fiz a minha melhor volta na terceira tentativa, enquanto todos conseguiram melhorar depois. Não percebo, mas amanhã espero que haja bom tempo, para lutarmos pelo que queremos».

Foto De Capa: KTM Factory Racing

BVB Dortmund 2-3 FC Bayern München: “Yellow Wall” cede à eficácia do mais forte

A CRÓNICA: DER KLASSIKER RECHEADO DE GOLOS SORRI AOS BÁVAROS

O Signal Iduna Park recebeu o segundo clássico da época entre BVB Dortmund e FC Bayern München; segundo e terceiro classificados germânicos protagonizaram um duelo fervilhante na perseguição ao líder provisório RB Leipzig.

O bom momento das duas equipas teve influência nos primeiros minutos da partida, logo com Lewandowski a rematar à malha lateral aos 40 segundos e, na resposta, Haaland e depois Gio Reyna testaram Neuer em contra ataque.

O ritmo manteve-se elevado e aos 14 minutos Boateng insistiu para o interior da área e Goretzka cabeceou para a primeira grande defesa da tarde. A resposta dos da casa surgiu aos 21 minutos, quando Gio Reyna foi lançado no contra ataque e serviu Haaland na profundidade. Com Neuer fora dos postes, o remate do norueguês saiu com pouca força, ao lado.

Aos 25 minutos, Lewandowski abriu o marcador, mas o lance foi revisto e anulado por fora de jogo. Num momento de pressão alta dos borussen, o FC Bayern Munchen saiu longo para o ataque e com processos simples colocou Gnabry a cruzar para o polaco, sem oposição, mas ligeiramente adiantado.

O ritmo baixou à medida que o intervalo se aproximava, mas os da casa não se entregaram ao nulo e depois de pegar e conduzir o jogo a seu bel-prazer, chegaram à vantagem. Na esquerda, Sancho esperou a ajuda de Guerreiro, que subiu pela lateral e cruzou atrasado, para o coração da área, onde apareceu o capitão Reus a disparar de primeira, sem hipótese para Neuer.

A vantagem durou escassos minutos; bola ao centro, ataque bávaro e livre à entrada da área. Num lance estudado, Lewandowski, Gnabry e Muller prepararam o míssil de Alaba, que ainda desviou em Meunier e traiu Burki em cima do intervalo.

Os campeões alemães vinham para a segunda parte com um balão de oxigénio muito importante, mas foram os da casa a entrar melhor. Logo no terceiro minuto, Haaland podia ter servido dois colegas, mas preferiu o remate e errou por centímetros.

Na resposta, Lewandowski carimbou a reviravolta no marcador e desta vez contou mesmo. Na esquerda, Gnabry trabalhou o lance sozinho e serviu Hernández, que cruzou de primeira e milimetricamente para a cabeça do goleador polaco.

A partir de então o perigo foi quase todo pintado de amarelo e preto, com mais bola, mais chegadas à área e mais proximidade ao golo. Haaland rematou à malha lateral, Reyna e Reus à figura e Neuer foi resolvendo vários lances ao sair dos postes e reduzir a profundidade.

Os bávaros foram aguantando o ligeiro ascendente adversário e ameaçando aqui e ali, nomeadamente através de um remate ao poste de Coman e com Burki a afastar alguns cruzamentos chegados à baliza. No entanto, a eficácia dos visitantes voltou a provar-se essencial. Com poucos minutos em campo, Leroy Sané fletiu para o meio e rematou rasteiro para o psote mais distante, fazendo o segundo golo no campeonato.

A vantagem de dois golos, no entanto, durou pouco. Um par de minutos depois, Raphael Guerreiro tirou uma assistência da cartola, a segunda neste jogo. Com um passe picado e na medida certa serviu Haaland. Isolado, o jovem norueguês contornou Neuer e reduziu a desvantagem novamente para um golo.

O BVB Dortmund contiuou por cima e aos 87 minutos podia ter chegado ao empate; na esquerda, Guerreiro tentou a terceira assistência, mas o remate de Reus, sozinho no centro da área, saiu escandalosamente por cima. Aproveitando a investida adversária na procura do empate, o FC Bayern Munchen tentou ferir no contra ataque e antes do fim do jogo Lewandowski voltou a encontrar o caminho do golo, mas foi novamente invalidado.

Num jogo frenético, com constantes mudanças no marcador e dois golos invalidados, os campeões em título voltam à liderança da Liga alemã. Os borussen deram muita luta, ameaçaram a vitória dos de Munique, mas caem agora para o terceiro posto.

A FIGURA


Robert Lewandowski – “Avançado polaco”, “Lewandowski” e “golo” são sinónimos e sempre que forem usados na mesma frase estaremos a cair numa tremenda redundância. Por centímetros poderíamos estar aqui a falar de um hat trick frente à sua antiga equipa. Faltam adejtivos para qualificar o avançado de 32 anos, que já vai isolado na lista de melhores marcadores no campeonato germânico e não perde uma ponte de letalidade. No entanto, importa mencionar também a exibição brilhante de Raphael Guerreiro, com duas assistências.

O FORA DE JOGO


Thomas Delaney – O dinamarquês passou ao lado do jogo. Bastante discreto e na sombra de Witsel, foi substituído à passagem da hora de jogo para que a equipa se pudesse transformar e chegar ao empate. Num jogo com um ritmo de loucos, Delaney perdeu demasiadas vezes a posse de bola (9) e perdeu quase todos os duelos que disputou (5 de 8).

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

O BVB Dortmund apresentou-se bastante diferente do jogo da Liga dos Campeões; Hummels, Sancho e Reus substituíram Dahoud, Hazard e Brandt. O esquema habitual (4-2-3-1) viu Witsel e Delaney como duplo pivô na frente dos centrais. Numa clara procura de conter o poderio do adversário, o belga e o dinamarquês anularam-se mutuamente e obrigaram a uma mudança; o tampão defensivo não funcionou e o sacrificado foi Delaney, bastante apagado no jogo.

Reyna e Sancho nas alas, com total liberdade para procurar espaços interiores e permitir a subida dos laterais, funcionaram a meio gás; do lado esquerdo, Giovanni brilhou, apoiado por Guerreiro, mas Sancho esteve cinzento e Meunier não se aventurou em apoios ofensivos.

Na frente, Haaland deu trabalho de sobra a Boateng e só por algum desacerto e desinspiração não fez mais de um golo. As entradas de Bellingham e Hazard pecaram por tardias e pouco acrescentaram ao jogo dos da casa, mas o destaque vai para a entrada de Brandt. Desiquilibrador, decidido e com vontade e frescura para slaloms infinitos, o alemão agitou a partida na altura em que a equipa subiu no terreno na busca da igualdade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (7)

Thomas Meunier (6)

Manuel Akanji (6)

Mats Hummels (6)

Raphael Guerreiro (8)

Axel Witsel (6)

Thomas Delaney (6)

Jadon Sancho (6)

Marco Reus (7)

Giovanni Reyna (7)

Erling Braut Haaland (7)

SUBS UTILIZADOS

Jude Bellingham (6)

Julian Brandt (7)

Thorgen Hazard (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Pavard e Tolisso saíram do onze de Salzburgo e deram lugar a Bouna Sarr e Goretzka, respetivamente. Também num 4-2-3-1, embora numa variante diferente, Goretzka e Kimmich apareceram como os médios de ligação entre a defesa e os homens do ataque. Muller no apoio a Lewandowski esteve longe dos seus melhores dias, mas cumpriu.

Nas alas, Gnabry e Coman apresentaram um nível muito bom e destacaram-se na velocidade e constante procura de golo, evitando que esse trabalho fosse exclusivamente de Lewandowski. A saída permatura de Kimmich por lesão afetou os bávaros e Tolisso, que entrou para o seu lugar, demorou a entrar no jogo, não tendo conseguido compeltamente acompanhar o ritmo que a partida levava. Javi Martínez rendoeu Boateng na altura de maior assédio à área de Neuer, mas o destaque vai totalmente para Sané; o alemão beneficiou do adiantar da partida e, fresco, varreu a ala direita como um verdadeiro furacão. O golo, que se revelou essencial, foi fruto do seu trabalho individual, já dentro da área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Lucas Hernández (6)

David Alaba (7)

Jérôme Boateng (6)

Bouna Sarr (6)

Leon Goretzka (7)

Joshua Kimmich (5)

Serge Gnabry (7)

Thomas Muller (6)

Kingsley Coman (7)

Robert Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Corentin Tolisso (6)

Leroy Sané (7)

Javi Martínez (6)

Rui Costa | Um novo desafio para o maestro no SL Benfica

0

Luís Filipe Vieira foi reeleito presidente do SL Benfica com 62% dos votos, indo cumprir o seu mandato na frente dos destinos do clube. Uma das poucas novidades na sua lista para o seu sexto mandato enquanto presidente do Benfica foi a presença de Rui Costa como vice-presidente.

Este será mais um passo dado pelo antigo internacional português na sua caminhada para se preparar para ser aquele que Luís Filipe Vieira já intitulou de seu sucessor. E será a derradeira prova de fogo para avaliar se Rui Costa possui aptidões para se tornar presidente do Benfica no futuro.

Rui Costa sempre foi um homem de confiança de Luís Filipe Vieira, tendo-se tornado no Director Desportivo do Benfica assim que pendurou as botas em 2008. Nas memórias de muitos benfiquistas, ainda está presente o momento em que a antiga glória do clube foi buscar Pablo Aimar para herdar a “sua” camisola número 10, naquele que foi um dos seus primeiros actos de gestão do clube.

Passado alguns anos, seria promovido a Administrador da SAD do Benfica, posição que lhe fez ter menos influência na gestão do futebol do Benfica. Consequentemente, vimos um Rui Costa a ter menos poder nas contratações de jogadores e nas decisões do futebol do Benfica. Apesar disso, com a degradação da gestão desportiva do Benfica, Costa voltaria a ter um papel mais activo nas contratações, tendo sido um elemento importante na aquisição de jogadores como Julian Weigl, Luca Waldschmidt e Darwin Nuñez.

Luís Filipe Vieira já apontou Rui Costa como o seu sucessor
Fonte: SL Benfica

Apesar de Rui Costa ser um elemento bastante popular por parte do universo benfiquista, este tem vindo a dividir cada vez mais opiniões no seio dos adeptos. A perda de poder nas decisões do futebol foi bastante contestada por grande parte da massa adepta, mas, apesar disso, também tem sido um dos elementos da estrutura mais visados por alguns adeptos encarnados, face à má gestão desportiva verificada nos últimos anos.

A sua promoção a vice-presidente do Benfica é uma prova de confiança dada por Luís Filipe Vieira, mas é também um acréscimo de responsabilidade e uma prova de fogo para Rui Costa mostrar as suas competências.

Rui Costa é alguém que percebe e conhece os meandros do futebol, sendo que acho que nesse aspecto é claramente superior a Luís Filipe Vieira. Apesar das críticas, creio que Rui Costa também é, de momento, mais popular no seio dos adeptos do que o actual presidente do Benfica.

No entanto, no cargo de vice-presidente do Benfica, Costa deverá ter um papel mais activo na gestão do futebol, mas também deverá ter um papel mais activo noutras áreas em que não tem tanta experiência e será aí que Rui Costa terá o maior desafio e onde terá que mostrar que tem aptidões para vir a ser presidente do Benfica.

Já houve casos noutros clubes que foram ótimos dirigentes e péssimos presidentes. O caso de Joan Gaspart no Barcelona é, provavelmente, o maior exemplo nesse aspecto. Compete agora a Rui Costa mostrar as suas competências e aptidões de modo a preparar-se para vir a comandar os destinos do Sport Lisboa e Benfica no futuro.

FC Porto B 1-2 CD Mafra: Quem não marca, sofre

A CRÓNICA: FC PORTO B PERDOA, CAMARÁ NÃO

À entrada para a nona jornada da Segunda Liga, FC Porto B e CD Mafra atravessavam momentos distintos. A equipa B azul e branca vinha de uma derrota pesada diante o SC Covilhã por 4-0, enquanto do outro lado a equipa de Mafra, na cimeira da tabela, vinha de uma vitória confortável diante o Varzim SC, por 3-1. De destacar os casos de Covid-19 comunicados pela «turma» forasteira à última da hora, sendo que tal impossibilitou a presença de 6 jogadores previstos na convocatória. De resto, o CD Mafra apenas levou 5 jogadores suplentes para a partida.

O jogo começou com a equipa do Mafra a tomar conta da bola, associando-se de forma permanente e a pressionar de forma sufocante a primeira fase de construção da equipa azul e branca. Foi através das constantes movimentações dos avançados Moura e Camará e da variabilidade de recursos do criativo  Rodrigo Martins que a equipa forasteira conseguia criar mais perigo, obrigando Ricardo Silva a várias defesas de nível elevadíssimo.

Ora, depois das ameaças, Camará não foi perdulário e aproveitou o engenho de Rodrigo Martins que descobriu o próprio à entrada da área para executar o primeiro da partida. Justiça feita para um CD Mafra mais instigador e extrovertido na partida. Estava aberto o marcador ao minuto 24.

Após o golo, a história do jogo remodelou-se e os 20 minutos finais da primeira parte foram todos do FC Porto B. Instalado no meio campo do CD Mafra, o espaço na linha defensiva mafrense era constantemente desobstruído por Francisco Conceição, que estava inspirado, e em dias assim torna-se muito díficil travar o ímpeto do jovem português. Não foi Conceição a empatar o jogo, foi outro esquerdino: Carlos Gabriel, ao minuto 33, aproveitou a confusão na pequena área mafrense e colocou o jogo novamente na “estaca zero”.

O início da segunda parte, começou com chuva forte no Municipal Dr. Jorge Sampaio e Kelvin Boateng não aproveitou o “dilúvio” de ocasiões que obteve em frente à baliza. A impotência do jogador ganês não coincidiu com o oportunismo de Camará, que aproveitou a defesa incompleta de Ricardo Silva para garantir nova vantagem para o CD Mafra.

Com 1-2 no marcador, a equipa secundária portista permaneceu forte nas diversas vertentes do jogo, contudo a inconsequência do que criavam começava a sentir-se nos jogadores e a fraca capacidade de definir em frente à baliza ditou o rumo do jogo, que não se alterou até final.

A FIGURA

Abel Camará – Aproveitou as oportunidades ao seu dispôr, marcou dois golos, foi quem mais auferiu apoio aos médios criativos e essencialmente foi decisivo nos objetivos da equipa. Sem bola e na transição defensiva foi rigoroso e com bola, soube pausar o jogo e temporizar.

 

O FORA DE JOGO

Ineficácia do FC Porto B – O FC Porto B, todavia tenha conseguido permanentemente intrometer-se no último terço, não conseguiu restaurar a igualdade. No total, foram 24 remates à baliza, sendo que o desespero pelo golo começou a ressentir-se nos jogadores portistas e a transportar-se para dentro de campo. De longe, o principal realce negativo nesta partida.

 

ANÁLISE TÁTICA: FC PORTO B

A equipa liderada por Rui Barros alinhou no seu clássico 4-1-4-1, utilizando o polivalente Tiago Matos a lateral direito, depois do próprio ter sido testado a lateral esquerdo no último jogo diante o SC Covilhã. Sem grandes oportunidades em transição, foi no jogo posicional ofensivo que a equipa B azul e branca mais perigo criou, encontrando espaços essencialmente através do virtuosismo de Francisco Conceição. Ainda assim, nas bolas paradas e em transição o FC Porto B também conseguiu assustar por diversas vezes o guarda redes Godinho, que foi chamada várias vezes a intervir.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Tiago Matos  (6)

Pedro Justiniano (6)

Gonçalo Brandão (6)

Carlos Gabriel (8)

Mor N’diaye (7)

Johan Gómez (6)

Rodrigo Valente (5)

Francisco Conceição (7)

Danny Loader (5)

Kelvin Boateng (4)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Rodrigo Conceição (6)

Angel Torres (-)

 

ANÁLISE TÁTICA: CD MAFRA

A equipa comandada por Filipe Cândido atuou num 4-2-2-2, oferecendo liberdade a Rodrigo Martins e João Graça para decidirem no último terço. Ora, através das permutas posicionais dos avançados Camará e Moura numa constante procura da profundidade, o CD Mafra supreendeu e imperou no início do jogo, todavia se tenha tornado prevísivel com o decorrer da partida. Defensivamente a equipa forasteira organizou-se num 4-3-3, pressionando de forma intermitente a primeira fase de construção azul e branca.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Godinho (7)

Campos (6)

João Miguel (6)

Tomás Domingos (6)

Gui Ferreira (6)

Cuca (5)

João Graça (7)

Rodrigo Martins (7)

Kaká (6)

Moura (6)

Camará (9)

SUBS UTILIZADOS

Lee (5)

Andrézinho (6)

Wenderson (6)

Rodrigo Gui (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

BnR: Mister, o FC Porto B realizou 24 remates, conseguiu criar perigo em transição, jogo posicional e bolas paradas. O que faltou para sair daqui com pontos?

Rui Barros: O essencial do futebol é marcar golos. Penso que foi um grande jogo da nossa parte, mas é nestes momentos que se vê uma equipa. Senti-os frustrados e tristes. Não pelo mau jogo, mas por aquilo que não alcançaram. Mas há momentos assim, em que que por mais minutos que jogassemos, não iríamos fazer golo

CD Mafra

BnR: Mister, pedia-lhe uma opinião referente ao impacto que Abel Camará teve no jogo, não só pelos golos, mas também pelos apoios que fornecia aos médios e ao trabalho que executava sem bola a defender.

Filipe Cândido: Todos sabem que são importantes, cada um à sua maneira…o Abel Camará tem sido importante em todos os minutos que nós entendemos que ele deve disputar e tem tido uma entrega que nos deixa orgulhosos. Ele acaba por ter um impacto natural, porque fez na realidade os golos que nos deram a vitória, mas foi mais um que somando a todos os outros fizeram com que a equipa fosse mais forte que o adversário.

BnR: O quão fulcral considera estas próximas semanas de paragem para recuperar os jogadores do Covid-19?

Filipe Cândido: Confesso que tivemos alguma felicidade. Podemos agora naturalmente recuperar os jogadores que vão ter que ficar em casa. É de aproveitar esta paragem.

 

 

 

A Honda e a Fórmula 1: O poder dos sonhos

O circuito de Suzuka é conhecido por ser um dos mais icónicos da história da Fórmula 1. Desde os “esses” ao facto de ser o único circuito em forma de “8”, e ainda a fabulosa “130R” onde os carros modernos berram com tudo o que os seus pulmões têm para dar enquanto os pilotos não tiram o pé do acelerador. Outro ponto icónico deste circuito é o parque de diversões a ele encostado, onde vemos aquela roda gigante onde a vista para os grandes prémios deve ser fabulosa, e ainda uma montanha russa onde essa vista deve ser um pouco mais confusa.

A História da Honda na Fórmula 1 é um pouco como essa montanha russa. Piruetas, e chegar a pontos altíssimos, para descer a toda a velocidade, tendo esta a vantagem de não desaparecer durante a diversão, o que seria deveras perigoso. A vida da Honda pelo desporto mais rápido do mundo também viveu pontos altíssimos no final dos anos 80 e início dos 90, subiu e desceu durante os anos 2000, e mais recentemente, teve de bater no fundo do poço, para recuperar.

Esta relação já com múltiplos divórcios, começa nos anos 60, mais precisamente em 1964, quando entram pela primeira vez na Fórmula 1 com o RA271, apenas quatro anos depois de construírem o seu primeiro carro de fábrica e sendo a primeira equipa japonesa a aventurar-se naquele mundo, onde em vez de sangue, era óleo e gasolina que corria nas veias. Na altura, o objetivo da Honda era mostrar que não eram apenas bons a construir motas, mas que também se desenrascavam nas quatro rodas, e a verdade é que em 1965, venceram a primeira corrida, no Grande Prémio do México, com Richie Ginther.

Sendo uma das poucas equipas que construía chassis e motor (as outras eram a Ferrari e BRM), a Honda surpreendeu pelos fantásticos V12 que produziu, sendo que normalmente era motor a mais para carro a menos (digamos que as coisas mudaram um pouco 50 anos depois, mas já lá vamos).

Em 1967, a Honda une-se à Lola na criação do chassis, e na primeira corrida do RA300, John Surtees, o único homem a vencer um campeonato de Fórmula 1 e de Moto GP, vence em Monza, numa fantástica batalha com Jim Clark e Jack Brabham, tendo liderado apenas a última volta.

Em 1968, veríamos a primeira das várias saídas da Fórmula 1 da parte da Honda. Como é conhecimento geral, a morte espreitava a cada curva os pilotos daquele tempo, e infelizmente, Jo Schlesser foi uma das vítimas, em Rouen-Les-Essarts, o que a par da vontade de se focar nos carros de estrada para os Estados Unidos da América, motivou a equipa a uma “saída temporária”.

Esta durou até 1983, em que Honda regressa, mas desta vez sem carro, apenas com um motor, que colocou no chassis da Spirit. Sendo estes os anos 80, obviamente que este tinha um turbo, e a performance do mesmo, chamou a atenção da Williams, que os colocou no seu carro em 84. Apesar do horrendo chassis do Williams-Honda, Keke Rosberg conseguiu uma vitória no muito estranho Grande Prémio de Dallas.

Hmmm, Galp? Onde será?
Fonte: Honda Racing F1