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FC Porto | Nakajima e mais 10 tem sido a realidade dos últimos jogos

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Saradas as divergências, o treinador Sérgio Conceição e Nakajima estão de pazes feitas. Agradecem os portistas que podem voltar a ver a técnica do japonês, que tem todas as condições para ajudar a equipa e tornar-se numa das figuras deste FC Porto.

Começou no banco no início da temporada, como já era minimamente expectável, mas nos últimos cinco jogos tem sido opção: uma vez a titular e quatro vezes no decorrer do jogo.
Estreou-se num teste de fogo, diante do Manchester City FC, a contar para a primeira jornada da Liga dos Campeões. Quando entrou a equipa já estava a perder e isso deixou-o num papel injusto, mas nem assim entrou adormecido, pelo contrário. Teve a capacidade de mexer no jogo, mesmo que isso não tenha evitado a derrota.

E é, aliás, dessa forma que se tem mostrado: com uma grande vontade de fazer a diferença. Quando a bola chega aos pés do japonês, a magia acontece. Muito rápido a fugir aos adversários e com uma grande técnica capaz de desequilibrar qualquer jogo.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Voltando aos jogos em que foi opção, e logo depois da derrota em Inglaterra, Nakajima foi titular no jogo do campeonato, na 5ª jornada, diante do Gil Vicente FC. Jogou durante 74 minutos, e apesar de ter tido alguns momentos de desatenção, foi dos pés dele que saiu a assistência para o golo da vitória. A técnica e a qualidade ficaram evidenciadas num passe milimétrico para Evanilson.

Seguiu-se o Olympiacos FC e o Marselha (a contar para a Liga dos Campeões) e o FC Paços de Ferreira (campeonato). Nesses três jogos, o japonês de 26 anos entrou novamente no decorrer dos jogos. E, tirando a equipa pacense, entrou sempre com a equipa a vencer. O contributo mais necessário foi mesmo para o jogo do campeonato e, aí, até teve oportunidades, mas não as conseguiu concretizar.

Nakajima é um jogador de baixa estatura, mas tem uma qualidade inegável. Precisa de mais minutos, de mais tempo de jogo, para voltar ao ritmo que tanto o caracteriza. O facto de já ser opção no FC Porto deixa no ar a possibilidade de ganhar ainda mais espaço para progredir.
O que é certo é que Nakajima é fundamental, e com ele a equipa tem muita qualidade.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Sporting Clube de Portugal | O leão que me faz sonhar

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Sporting Clube de Portugal, que saudades! 

Passou algum tempo desde a última vez que me senti da forma positiva como me sinto hoje. Aquele sentimento de quem acorda no dia seguinte após uma vitória do clube que ama, é inexplicável. Melhor ainda é saber que no “próximo” fim de semana a probabilidade de acordar novamente assim é enorme. 

Atualmente, o plantel leonino atravessa um momento de excelência, com melhor ataque, melhor defesa e liderança consumada. A última vez que o Sporting Clube de Portugal venceu os quatro primeiros jogos fora de casa remonta à época de 1996/1997. São já 19 pontos em 21 possíveis. 

A fé de qualquer sportinguista é sempre grande, mas se me dissessem que chegada a sétima jornada, o Sporting CP estaria isolado no primeiro lugar, provavelmente não acreditaria. O técnico Rúben Amorim tem demonstrado ter mãos para este barco, com escolhas bastante acertadas e isso tem-me deixado bastante satisfeito. 

Não podemos esquecer que passou apenas um mês depois da eliminação da Liga Europa, contra o LASK Linz e que a equipa é praticamente a mesma. A euforia deixa-nos mais felizes, mas há que ter consciência que a época é longa, há muito jogos pela frente, muitos VAR’s, jogos menos conseguidos, e manter o pés assentes na terra será fundamental para todas as partes envolvidas, jogadores e adeptos. 

Considero que existem dois fatores fundamentais, que contribuíram muito para o atual momento do Sporting CP: a entrada de João Palhinha na equipa e o discurso realista de Rúben Amorim, que faz controlar a euforia do grupo. Além disso, gostaria de realçar o bom futebol que a equipa pratica, com momentos melhores e outros menos bons, o que é totalmente normal.  

Considero que existe um Sporting CP com João Palhinha e outro sem. O facto de o médio português ter ficado no plantel foi a melhor decisão que esta Direção podia ter tomado. Paralelamente, a entrada de João Mário foi claramente uma adição de qualidade nesta equipa e fulcral. 

Relativamente aos reforços, devo dizer que surpreenderam-me bastante, não estava nada à espera que acrescentassem tanta qualidade como até agora e assumo que me possa ter enganado. Desde ao incansável Porro, à qualidade de Pedro Gonçalves, irreverência de Nuno Santos, sacrifício de Feddal ou segurança de Adán, à qualidade que alguns jovens, como Nuno Mendes, acrescentam é impressionante. 

As saudades de voltar a acreditar desta forma no Sporting CP eram imensas, apesar de estar consciente das dificuldades e do que ainda está para vir, é inevitável não sonhar tendo em conta o momento que a equipa atravessa. 

O bom início de campeonato traz, aos adeptos leoninos, índices de esperança e euforia superiores aos das últimas épocas
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Existe muito boa gente ligada a este clube, sócios, adeptos, simpatizantes, que não sabem o que é ver o Sporting CP campeão. Outros sabem, mas já lá vai tempo. No entanto, corridos 18 anos, ainda dizemos “presente”. Costuma-se dizer que ser do Sporting Clube de Portugal é ser diferente, concordo plenamente. Na minha opinião, qualquer sportinguista tem o direito a sonhar tendo em conta o amor incansável que sempre tem demonstrado ao clube.  

Para finalizar, não podia deixar passar esta mensagem no meu último artigo para o Bola na Rede. A mensagem de esperança, paciência e muito amor para com o nosso clube. Como em tudo na vida, juntos somos mais fortes e o Sporting Clube de Portugal precisa de nós. As dificuldades estarão presentes, a exigência é a palavra de ordem em Alvalade e os adeptos só já olham para o regresso ao estádio. Nós cá estaremos, mais uma vez! 

Quero agradecer ao Bola na Rede pela oportunidade de fazer parte deste projeto. Este é um espaço de referência do desporto nacional e internacional. Aqui, todos os colaboradores têm a oportunidade de escrever com total liberdade, expressando a sua opinião, sem qualquer tipo de restrições. Quem torna os projetos especiais são as pessoas envolvidas nos mesmos, e por isso, não poderia deixar passar sem registar uma mensagem especial aos meus colegas da secção Sporting Clube de Portugal. Tornaram esta jornada verdadeiramente especial. Estarei sempre ligado a este projeto, com o objetivo de um dia voltar. Obrigado, Bola na Rede!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

George Russell: O líder da nova geração na Fórmula 1

O título pode parecer paradoxal. Afinal, é verdade que George Russell ainda não chegou aos pontos enquanto piloto de Fórmula 1. Porém, existem dados e diversas provas que fazem do britânico a maior aposta para se tornar a cara da competição a médio/longo prazo.

O domínio começou desde tenra idade, nas categorias inferiores do karting. Aos 11 anos, George já tinha conquistado um campeonato nacional de Cadetes e foi sendo promovido de escalão em escalão. O talento fez com que a evolução surgisse naturalmente e até venceu diversas competições contra nomes como Max Verstappen e Esteban Ocon.

Em 2014, o inglês subiu ao escalão de Fórmula 4 e desde logo se sagrou campeão. No entanto, foi na Fórmula 3 que George Russell sentiu que poderia ter o futuro em risco. Sem patrocínios e com as poucas possibilidades dos pais, o jovem continuou com muito esforço, mas depressa encontrou solução para os problemas.

A recém-criada academia da Mercedes-AMG aproveitou a situação e confiou no piloto. Depressa a aposta foi considerada um tiro certeiro da equipa alemã, que pelo meio “emprestou” o jovem à Force India para correr em treinos livres. Depois de brilhar nas primeiras voltas com um carro da F1, era certo que mais tarde ou mais cedo esse seria o seu lugar.

No meio do caminho até ao sonho de chegar à categoria principal estava uma época na Fórmula 2. Além de ser anunciado como piloto reserva da Mercedes, George também competia pela ART, onde dominou e quebrou diversos recordes da categoria de F2. Apesar da feroz competitividade, o britânico sagrou-se campeão.

Os 287 pontos conquistados bateram o anterior máximo de Charles LeClerc. No último Grande Prémio, em Abu Dhabi, o britânico também empatou o feito do monegasco no número de grandes prémios vencidos (sete). A qualidade foi demonstrada, mas faltava um lugar no carro dos sonhos.

Foto de capa: Williams Racing

SL Benfica | 3 problemas graves que urgem correção

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Após um mercado de transferências movimentado, com os encarnados a gastar uma quantia a rondar os 96,5 milhões de euros, e de grandes promessas feitas por Jorge Jesus, o que é certo é que o início de época do SL Benfica tem ficado um pouco aquém das expectativas.

O desaire frente ao PAOK resultou na perda dos 40 milhões de euros da fase de grupos da Champions e na venda de um dos jogadores mais queridos do universo benfiquista, Rúben Dias, para os ingleses do Manchester City FC, de modo a equilibrar os cofres da Luz.

Seguiram-se jogos de qualidade, com a equipa de Jorge Jesus a demonstrar um bom nível exibicional, até que chegou a partida do Bessa frente ao Boavista FC. As falhas defensivas, que até então iam sendo camufladas pelo poder ofensivo encarnado, foram expostas, tendo os lisboetas acabado por ser derrotados (e humilhados) por três bolas a zero.

A equipa de Jorge Jesus tem demonstrado lacunas graves que, para um clube com as ambições do Benfica, podem ser fatais. Como tal, esta semana apresentamos três problemas graves que necessitam de ser urgentemente reparados por Jorge Jesus.

Os 5 melhores guarda-redes estrangeiros em Portugal

Pela primeira divisão, em Portugal, têm passado, pelas balizas, nomes incontornáveis do futebol Mundial. O destino é quase sempre os “três grandes”, apesar de por vezes terem uma estadia mais curta por outro emblema. Uma coisa parece ser semelhante em todas as passagens destes guarda-redes, ou chegam numa idade muito jovem e fazem do solo luso uma rampa de lançamento, ou aterram em idade mais avançada. Há exceções, e veremos já.

Além destes nomes apresentados a seguir, podemos notar a falta de outros, como Benaglio, Ederson, Júlio César, William, entre outros. Num top de cinco melhores guarda-redes estrangeiros em Portugal, a discussão pode ser tentadora, portanto, quem substituías?

SL Benfica 2-3 SC Braga: Ai, Jesus, esta defesa…

A CRÓNICA: UM BRAGA MATREIRO CONSEGUIU LEVAR A MELHOR

Numa noite fria no Estádio da Luz só mesmo os jogadores para aquecer este duelo entre SL Benfica e SC Braga da Primeira Liga. Um jogo intenso entre ambos os conjuntos, em que as águias dominaram durante toda a primeira parte. Até aos primeiros 20 minutos, os bracarenses não conseguiam respirar, tal era o domínio e sufoco do adversário. Ainda assim, desengane-se quem acha que o claro controlo do jogo por parte das águias se traduziu em muitos lances de perigo iminente. Até bem pelo contrário: durante o primeiro tempo, só aos 10 minutos há sinal vermelho para a baliza de Matheus. Um pontapé de bicicleta de Vertonghen testa a atenção do guardião bracarense, que defende o lance.

O Braga esteve durante toda a primeira parte no seu meio-campo defensivo. A equipa de Carlos Carvalhal dava a iniciativa de jogo ao Benfica, mas fechava muito os espaços de forma a não permitir o conjunto de Jorge Jesus de avançar no terreno. E por isso mesmo é que o domínio das águias não se traduziu em oportunidades de golo. E, por falar nisso, quem diria? Pois é, contra todas as probabilidades e contra a corrente do jogo, o SC Braga marca o primeiro da noite. Aos 38 minutos, marca um homem que até já foi carrasco do Benfica. Iuri Medeiros fez o que quis à entrada da área e numa grande jogada individual marca o 0-1 para a sua equipa. Mais um sinal evidente das debilidades defensivas do conjunto de Jorge Jesus.

Na segunda parte, o SC Braga entrou mais atrevido e com uma postura antagónica em relação a tudo o que fez no primeiro tempo. E se a equipa de Carlos Carvalhal marcou quando menos se esperava e quando estava a fazer pouco para concretizar, na segunda parte, os primeiros cinco minutos foram suficientes para dobrar a vantagem minhota. Aos 50 minutos, Francisco Moura aproveita um excelente passe de Al Musrati e faz o 0-2. Mas o menino fez o gosto ao pé e passados 13 minutos, Francisco Mouta volta a reforçar aquilo que parecia ser uma noite de sonho para os Gverreiros do Minho. Na sequência de uma infantilidade entre Vlachodimos e Otamendi, o número 74 dos bracarenses ganha de cabeça, marca um dos golos mais caricatos desta temporada e o terceiro da noite para a equipa do SC Braga.

A resposta do Benfica sai do banco com Seferovic a marcar aos 68 minutos, depois de um lance genial de Rafa sob o corredor direito. Dois minutos depois, o avançado do Benfica volta a assustar o Braga: Seferovic mergulha e obriga Matheus a uma grande defesa. E poucos minutos depois, Vlachodimos decide brilhar também do outro lado do campo. Aos 76′, depois de uma grande jogada que começa em Paulinho, Galeno tenta fazer um remate em arco sob Vlachodimos, mas o guardião defende com a ponta dos dedos e evita o quarto da noite.

Os restantes minutos foram igualmente intensos. O Benfica procurava o segundo golo para catapultar a equipa, pelo menos animicamente, para dar a volta à partida. Já o Braga, continuou com a sua postura de contenção, principalmente numa altura em que o conjunto de Jorge Jesus carregava cada vez mais. Aos 86′, Seferovic faz o segundo para as águias e reacende a chama da sua equipa. Mas o resultado acabou por não se alterar até ao final. O SC Braga foi cauteloso e conseguiu aproveitar, a tempo certo, as debilidades defensivas do Benfica.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Siva / Bola na Rede

Francisco Moura – Foi um jogo de sonho para este jovem de 21 anos. Marcou dois dos três golos da sua equipa e, das duas vezes, teve a frieza necessária para decidir bem. Algo que nem sempre é fácil para jogares jovens e com pouca experiência. Sai aos 72 minutos, mas enquanto esteve dentro de campo conseguiu fazer a diferença esta noite para o Braga.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton Cebolinha – Esteve muito apagado e adormecido esta noite aqui na Luz. Podia também ter elegido a prestação da linha mais recuada das águias, onde os lances dos três golos do Braga evidenciam debilidades que fizeram a diferença esta noite. Mas, para isso, já bastava o título deste artigo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica apresentou-se aqui esta noite no Estádio da Luz disposto a pagar as despesas. Assumiu o jogo e o controlo da partida num 4-1-3-2. Apesar disso, as águias não conseguiram penetrar muitas vezes o bloco defensivo dos bracarenses que se mostrou intransponível. O Benfica estava mesmo a ter muitas dificuldades em ultrapassar a muralha defensiva do adversário e mostrou ainda bastantes dificuldades nas alas.

Nota ainda para os lances de golo do Braga que evidenciaram, mais uma vez, as debilidades defensivas da equipa de Jorge Jesus. Estes lances protagonizados por Iuri Medeiros e Francisco Moura dão-nos a ideia de que qualquer jogador rápido consegue desposicionar com relativa facilidade o setor mais recuado do Benfica.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas (5)

Gilberto (5)

Vertonghen (6)

Everton (3)

Darwin (5)

Waldschmidt (5)

Pizzi (4)

Samaris (4)

Rafa (6)

Otamendi (5)

Nuno Tavares (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (4)

Seferovic (7)

Taarabt (5)

Grimaldo (7)

Diogo Gonçalves (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga decidiu recolher, a privilegiar mais o contra-ataque e a investir essencialmente em Galeno para o fazer durante os primeiro 45 minutos. Toda a equipa esteve muito recuada no seu meio-campo defensivo, muito compacta e a fechar espaços ao adversário num 5-3-2. Galeno e Iuri juntaram-se também ao meio-campo defensivo bracarense durante a primeira parte.

A equipa de Carlos Carvalhal conseguiu criar mais na segunda parte, mas sempre de forma contida e a evitar ao máximo erros que deixassem o conjunto bracarense descompensado. A atacar num 4-5-1 conseguiu criar mais a níveis ofensivos durante esta segunda parte que ainda conseguiu superar as expetativas da primeira. Depois dos golos do Benfica, recolheu novamente numa postura de gerir o resultado. Algo que conseguiu fazer de forma eficaz, o que lhe valeu os três pontos.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Tormena (5)

Sequeira (5)

Al Musrati (7)

Paulinho (6)

Bruno Viana (5)

Medeiros (7)

Ricardo Esgaio (6)

 Francisco Moura (8)

Castro (6)

Galeno (7)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (5)

Raúl Silva (-)

Rodrigo Gomes (-)

 

 

FC Porto 3-1 Portimonense SC: Vitória conduzida pelo capitão

A CRÓNICA: VALEU MESMO A SEGUNDA PARTE

Sem Sérgio Conceição no banco, o FC Porto venceu o Portimonense SC no Estádio do Dragão por três a um. A equipa algarvia mostrou logo ao que vinha e gelou as bancadas vazias do Dragão ao minuto 14. Beto estreou-se a marcar e comprovou as debilidades defensivas da equipa portista. Era visível uma passividade da equipa da casa que desagradava muito à equipa técnica de Sérgio Conceição.

Por isso mesmo, Taremi entrou logo ao minuto 31, dando lugar à saída de Matheus Uribe. O FC Porto conseguiu empatar ao minuto 48. Sérgio Oliveira bateu um canto de forma exímia e Mbemba cabeceou da melhor forma para bater Samuel Portugal. Foi com esta igualdade a uma bola que as equipas regressaram aos balneários.

A segunda parte começou logo com a reviravolta no marcador. Mehdi Taremi fez a sua estreia a marcar de dragão ao peito e respondeu de forma assertiva a um cruzamento de Sérgio Oliveira. Mais uma assistência do capitão portista e mais um golo de cabeça esta tarde no Dragão.

O golo do xeque-mate não foi de cabeça, mas provou que o FC Porto se dá muito bem quando as equipas adversárias abrem espaço no setor defensivo. Sérgio Oliveira marcou o terceiro e fechou a contagem no Estádio do Dragão.

Com este resultado, o FC Porto sobe, à condição, ao terceiro lugar do campeonato. Já o Portimonense SC desce para o último lugar da tabela classificativa.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – Que jogo fez o capitão do FC Porto! Nunca baixou a qualidade nas diferentes mudanças operadas no meio-campo ao longo do jogo e esteve nos três golos portistas. Assistiu Mbemba no canto que empatou o jogo, assistiu Taremi para a remontada e marcou o terceiro que já era merecido por tudo aquilo que fez dentro das quatro linhas.

O FORA DE JOGO

 Primeira parte do FC Porto – Uma primeira parte para esquecer da equipa azul e branca. Como tem sido habitual nos últimos jogos do campeonato, a passividade e os erros defensivos foram a imagem de marca desta equipa. A sorte foi o golo marcado ao cair do intervalo e as mudanças que se começaram a ver na equipa depois do intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa portista apresentou-se num esquema base de 4-4-2 com Marega e Luis Díaz na frente de ataque. Otávio e Corona ocuparam as duas alas aproveitando a profundidade oferecida por Zaidu e Manafá, sendo que Sérgio Oliveira e Uribe formavam um duplo pivot. Este foi o esquema base com que o FC Porto começou o encontro.

No entanto, ao longo da primeira parte foram visíveis constantes mudanças de sistemas e posicionamentos de jogadores, até para baralhar a defesa resistente do Portimonense SC. Muitas vezes foi visível a subida de Otávio em movimentos interiores para se aproximar de Marega, ou a descida mais junto da zona intermediária para iniciar a construção de jogo. Matheus Uribe e Sérgio Oliveira também abandonaram muitas vezes o duplo pivot sendo que Luis Díaz acabou por abandonar definitivamente a zona central após a entrada de Taremi. O avançado Iraniano trouxe de volta um 4-4-2 puro, que sempre foi o ADN deste FC Porto de Sérgio Conceição.

A passividade e os erros portistas defensivos e na construção tinham de ser corrigidos. O FC Porto reagiu e causou maiores dificuldades até por ter dois homens na frente de ataque. Mbemba empatou tudo na sequência de um canto, mas não tira a mancha que foi esta primeira parte no Dragão.

Na segunda parte viu-se o efeito de um elemento com Taremi na equipa portista e rapidamente deu-se a remontada no marcador. As boas dinâmicas surgiram e depois do golo do iraniano, Grujic entrou para cimentar o 4-4-2 na companhia a Sérgio Conceição. O objetivo era trancar as ambições dos algarvios sem descurar a circulação de bola oferecida pelo internacional sérvio. Os espaços apareceram e o terceiro golo apareceu com relativa facilidade.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)

Manafá (5)

Mbemba (6)

Sarr (5)

Zaidu (5)

Sérgio Oliveira (9)

Matheus Uribe (4)

Otávio (7)

Tecatito Corona (7)

Luis Díaz (5)

Marega (6)

SUBS UTILIZADOS

Taremi (8)

Grujic (6)

Nakajima (-)

João Mário (-)

Romário Baró (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

A equipa de Paulo Sérgio apresentou-se com uma linha de cinco defesas que se evidenciava quando o FC Porto tinha bola. Dener e Lucas Fernandes ficavam encarregues de trancar o meio-campo com Anderson Oliveira e Aylton Boa Morte no apoio para uma zona intermediária mais junto às linhas laterais.

Quando o FC Porto estava numa posição mais ofensiva, Beto era um elemento sozinho na frente de ataque da equipa algarvia. Já no momento ofensivo, Aylton e Anderson eram os dois apoios ao avançado português. A agressividade e sobretudo a inteligência na procura de erros do FC Porto foi a imagem deste Portimonense SC na primeira parte. Beto inaugurou assim o marcador, mas a equipa deixou-se empatar bem perto do intervalo.

A entrada na segunda parte não podia ser pior e o golo de Taremi desmanchou as ideias de Paulo Sérgio. A equipa teve de arriscar e abrir mais espaços no setor defensivo. Assim deu-se o terceiro golo e a machadada final do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (7)

Moufi (7)

Murício Antônio (6)

Lucas Possignolo (6)

Willyan Rocha (6)

 Koki Anzai (6)

 Dener (7)

 Lucas Fernandes (6)

 Anderson Oliveira (6)

 Aylton Boa Morte (6)

 Beto (8)

SUBS UTILIZADOS

Fernando Medeiros (7)

Fali Candé (-)

Welington Júnior (-)

Júlio César (-)

Andraz Sporar | De descartado a titular no Sporting CP

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O Sporting CP está em primeiro lugar. As exibições da equipa têm surpreendido pela positiva e estão associadas às mudanças que Rúben Amorim fez na equipa de modo a que a mesma tenha mais controlo do jogo. Quando falo destas mudanças, refiro-me, pois, à entrada de João Mário para o miolo e à de Andraz Sporar para a frente de ataque. Não querendo entrar na discussão sobre quem é que ofereceu mais à equipa do Sporting CP, hoje gostaria de falar um pouco sobre aquilo que Andraz Sporar oferece à equipa liderada por Rúben Amorim. 

É importante perceber que há pouco tempo, Andraz Sporar não contava para o treinador dos leões, tanto que Jovane Cabral era “sacrificado” para jogar na posição do avançado esloveno e, neste momento, é uma das mais importantes peças no jogo ofensivo do Sporting CP. Uma grande reviravolta nas contas de Rúben Amorim que só veio acrescentar qualidade de jogo à equipa. Mas o que é que Andraz Sporar oferece enquanto avançado? 

A resposta é simples: muito mais do que golos. Apesar de achar que os golos vão aparecer quando a confiança aumentar, o estilo de Andraz Sporar não é igual ao de Bas Dost, por exemplo. Enquanto que o goleador holandês limitava o seu raio de ação à área, o esloveno é um avançado mais completo que joga para a equipa. No último jogo contra o Vitória, Andraz Sporar foi muito importante nos dois primeiros golos na medida em que foi ele que apareceu para receber a bola e lançar o colega na desmarcação. Andraz Sporar oferece isto e muito mais à equipa.

Andraz Sporar, inicialmente relegado e sem ser aposta de Rúben Amorim, é hoje uma das peças fundamentais do movimento ofensivo
Carlos Silva / Bola na Rede

Pode oferecer profundidade já que é muito inteligente nas desmarcações, pode ser uma referência de área e pode ajudar na criação de oportunidades através da criação de espaços e das linhas de passe que descobre. É esta versatilidade que me faz acreditar que Andraz Sporar pode vir a ser um dos jogadores mais importantes do Sporting CP esta época. É importante destacar que, desde que entrou para o onze titular, os leões ganharam dois jogos que costumam ser difíceis por quatro bolas a zero sendo que, neste último contra o Vitória SC, foram marcados mais golos à equipa da casa em 90 minutos do que no resto do campeonato. O Sporting CP passou a ser, também, o melhor ataque da competição. Por outro lado, a colocação de Andraz Sporar na sua posição pode liberar Jovane para terrenos que são mais favoráveis ao seu estilo de jogo, no caso, a posição de extremo.

Posto isto, considero que Andraz Sporar tem de continuar a jogar e deve treinar mais a finalização de modo a tornar-se mais matador do que o que é neste momento mas, de resto, penso que é o avançado ideal para jogar naquela posição (dentro do que temos no plantel). Até a pressão e a presença física do avançado são importantes no estilo de jogo de Rúben Amorim e, assim, considero que fica só a faltar uma solução para o caso deste se lesionar ou de não poder jogar por qualquer outro motivo. A problemática do avançado foi resolvida através do aproveitamento dos recursos que tínhamos dentro do plantel tal como muitos outros problemas foram resolvidos da mesma forma. Mérito para Rúben Amorim que está a conseguir fazer um ano zero com muita qualidade e com resultados derivados da mesma. Só pedimos que continuem assim! 

Manchester City FC 1-1 Liverpool FC: Um ponto para cada uma das equipas que se deram por satisfeitas

A CRÓNICA: GANHAR É BOM, MAS NÃO PERDER É MELHOR

Um dos grandes clássicos de Inglaterra, há muito que era esperado pelos adeptos espalhados por todo o mundo. Em Manchester, e apesar do calendário apertado e dos jogos de três em três dias, esperava-se um jogo intenso que, como de costume, enche as medidas a todos os que a ele assistem. Assim não foi, e quem teve a oportunidade de ver a partida sentiu falta dessa intensidade que carateriza os jogos da Primeira Liga Inglesa.

A bola começou a rolar e tudo se encaixava nos parâmetros previstos. A equipa da casa a assumir-se com bola, jogando muito na certeza das suas ações e do outro lado os campeões que têm no contra-ataque e nas saídas rápidas as suas maiores valências. O jogo estava “insonso” quando aos 13 minutos Walker derrubou Mané na área e concedeu assim um penálti que Salah não desperdiçou, colocando a sua equipa na frente do marcador.

A partir daí, o Liverpool FC que até então estava mais perigoso começou a recuar no terreno e a equipa de Manchester aproveitou através de Gabriel Jesus que aos 31 minutos, depois de uma bela receção colocou a bola no fundo das redes e restabeleceu o empate que era considerado justo. A turma de Pép Guardiola superiorizou-se nos últimos 15 minutos da primeira metade e aos 42 minutos dispôs também de uma grande penalidade que Kevin De Bruyne desperdiçou, no sentido mais literal da palavra. A bola nem sequer foi à baliza e o empate impunha-se no fim dos primeiros 45 minutos.

A segunda parte acabou por se revelar bastante diferente. Apesar dos ataques de parte a parte, raras foram as oportunidades de golo claras. Na retina fica um lance da equipa caseira protagonizado pelo inconformado João Cancelo que assistiu Gabriel Jesus que, frente ao seu compatriota Alisson, tremeu e cabeceou para fora.

O cansaço proveniente dos jogos a meio da semana começou a ser notório e a partir daí pouca coisa interessante aconteceu. Um ponto para cada equipa num jogo em que ambos os plantéis pareceram sair satisfeitos com o resultado final.

 

A FIGURA


 João Cancelo – O português não jogou na sua posição de raiz mas nem por isso deixou de fazer uma prestação de destaque. Foi, ao longo dos 90 minutos, o mais inconformado do lado do Manchester City FC e foi por ele que várias vezes a equipa criou perigo, com destaque para a assistência para Gabriel Jesus aos 55 minutos. Para além da evidente qualidade técnica, Cancelo esteve ao mais alto nível durante todo o jogo mostrando uma enorme capacidade física.

 

O FORA DE JOGO


 Produção ofensiva de ambas as equipas – Apesar da grande expetativa criada à volta deste jogo, não foi um daqueles que vai ficar para sempre marcado na memória dos adeptos. As equipas acabaram por se encaixar muito uma na outra e poucos foram os momentos ofensivos dignos de registo, algo que está bem evidente nas estatísticas. Um total de cinco remates às duas balizas nos 90 minutos disputados.

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

 A turma de Pép Guardiola iniciou a partida num 4-2-3-1 que poucas novidades tinha em relação ao onze utilizado em várias partidas desta época. Na linha mais recuada tudo dentro do normal, apenas a utilização de Cancelo pela esquerda que podia surpreender os mais distraídos. À frente da defesa apareceram Rodri e Gundogan que assim libertaram Kevin De Bruyne para uma zona mais ofensiva, no apoio a Gabriel Jesus. Nas linhas Férran Torres e Sterling, opções muito frequentes por parte do treinador espanhol.

Apesar do adversário, a identidade da equipa pouco ou nada mudou. Assumir a posse de bola desde o princípio do jogo e com enorme mobilidade essencialmente dos quatro homens mais avançados tentar abrir a defesa contrária criando assim várias oportunidades de golo. Isso não aconteceu assim tantas vezes, mas quando conseguiram fizeram o golo que na altura deu o empate. Também os cruzamentos de zonas mais recuadas são comuns nesta equipa e foi daí que quase surgiu o bis do brasileiro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Ederson (7)

Kyle Walker (6)

Rúben Dias (6)

Laporte (6)

João Cancelo (8)

Rodri (7)

Gundogan (6)

De Bruyne (6)

Férran Torres (5)

Gabriel Jesus (7)

Sterling (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Bernardo Silva (6)

 

 ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

 Jurgen Klopp acabou por apresentar um plano tático algo surpreendente com base nos factos recentes que dão pelo nome de Diogo Jota. É bem conhecida a dinâmica de Mané Salah e Firmino, mas depois das belas exibições nas últimas partidas o português tinha de entrar no 11 e foi isso que o técnico alemão fez. Dispôs a equipa num 4-4-2 com a linha recuada composta pelos quatro jogadores habituais desde a lesão do líder Van Dijk: Matip e Gómez no centro da defesa e Alexander-Arnold e Robertson nas linhas, sempre muito capazes também no momento ofensivo. No meio campo Henderson e Wijnaldum com Mané e Jota nas alas. À frente Firmino e Salah que de dois passavam a quatro quando os médios-ala rapidamente de desdobravam e apareciam no apoio aos avançados. A estratégia passaria essencialmente por deixar o adversário trocar a bola até aos médios e a partir daí abafar com uma pressão forte que possibilitasse a saída em contra-golpe como estão habituados a fazer. A equipa de Manchester esteve bastante assertiva e não o permitiu muitas vezes, daí o sucesso ofensivo do Liverpool FC não ter sido tão acentuado como é costume.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Alisson (7)

Alexander-Arnold (6)

Matip (6)

Joe Gomez (7)

Robertson (6)

Henderson (6)

Wijnaldum(6)

Diogo Jota (5)

Salah (6)

Firmino (5)

Mané (7)

 SUBS UTILIZADOS

 Shaqiri (5)

Milner (6)

 

 

ATP Masters 1000 Paris: Medvedev arrecada o seu primeiro título em 2020

Naquele que foi o último torneio Masters 1000 da temporada, Rafael Nadal partiu para a competição como o maior candidato à vitória final. Carente de alguns dos principais nomes da modalidade – Novak Djokovic optou por competir em Viena na semana anterior para cimentar a sua liderança no Ranking e Dominic Thiem desistiu por lesão -, a prova de Paris-Bercy não teve a espetacularidade de outras edições, até pela ausência de público, mas voltou a confirmar que a nova geração de tenistas é cada vez mais uma certeza.

UM MASTERS 1000 SEM PORTUGUESES NO QUADRO PRINCIPAL

João Sousa, o número um nacional e presença assídua ao longo das últimas épocas nos torneios desta categoria, classificou esta época “como a mais difícil da sua carreira” e os resultados deixam isso bem patente. Fustigado também por lesões, o vimaranense desistiu do torneio de Paris e deu por terminada a época devido a uma lesão no braço.

A representação portuguesa na prova ficou assim reduzida a Pedro Sousa, o número dois português, que fez a sua estreia a este nível através do qualifying. Infelizmente para as pretensões nacionais, Sousa acabou derrotado pelo italiano Stefano Travaglia na primeira ronda da qualificação em três sets, depois de ter estado a líder por 5-2 na terceira partida e disposto de dois match points para selar a vitória.

Resultado: Stefano Travaglia 2-1 Pedro Sousa (6-3 / 4-6 / 7-6(3))

SCHWARTZMAN CONFIRMA PRESENÇA NAS ATP FINALS

À partida para Paris havia apenas um lugar por atribuir na qualificação para as ATP Finals, o torneio de final de época que reúne os oito melhores tenistas da temporada. Com as derrotas precoces de Berettini e Kachanov, o caminho ficou aberto para Schwartzman assegurar a presença inédita no último torneio ATP da temporada.

Para depender apenas de si, o pequeno argentino tinha de chegar às meias-finais em Paris, algo que não aconteceu ao acabar derrotado de forma contundente (6-3 / 6-1) por Medvedev nos quartos-de-final. Ainda assim, o apuramento para as finais do ATP World Tour não fugiu a Schwartzman, uma vez que a derrota de Pablo Carreño Busta diante Nadal na mesma fase da prova selou as contas da corrida para Londres.

O argentino junta-se assim a Djokovic, Nadal, Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Zverev e Rublev na lista de nomes confirmados para as ATP Finals.

MASTERS DE PARIS CONTINUA A SER UMA FALHA NO PALMARÉS DE NADAL

Embora fosse, devido às ausências de Djokovic e Thiem, o principal favorito à vitória no torneio, ainda não foi desta que Rafael Nadal conseguiu conquistar pela primeira vez o Masters 1000 de Paris.

Para isso muito contribuiu a falta de ritmo que acusou face aos seus adversários desde as rondas iniciais. Naquele que foi o seu regresso à competição depois da vitória em Roland Garros no início de outubro, essa falta de rodagem ficou patente nas vitórias contra Feliciano Lopéz e Carreño Busta, encontros em que cedeu a primeira partida.

Quando o nível de exigência subiu na meia-final contra Zverev, Nadal mostrou-se longe do seu melhor e cedeu em duas partidas (6-4 / 7-5) para o alemão, que vinha de 11 vitórias consecutivas com dois torneios ganhos na cidade de Colónia, na Alemanha.