Este sábado, dia 7 de novembro, quando baterem as 17h30, o mundo estará em total delírio para assistir ao choque de titãs da Bundesliga: Borussia Dortmund x FC Bayern München, no Signal Iduna Park. É ligeiramente possível que tenha inserido algum exagero nesta declaração, mas, de facto, estão reunidos os ingredientes para se assistir a um grande jogo nesta sétima jornada da Liga Alemã.
Ora, um dos principais ingredientes são mesmo os jogadores. Espero que tenham apreciado esta estupenda transição. Imaginemos então que as duas equipas se juntavam e que formavam um super 11 inicial que destruiria o futebol mundial.
Neste Sábado, o Vitória SC recebe o Sporting CP, no Estádio D. Afonso Henriques, em jogo a contar para a sétima jornada do campeonato. Este será o 75.º duelo entre os dois emblemas para o campeonato, registando-se, até à data, 15 vitórias para os vimaranenses, 23 empates e 37 vitórias para os Leões.
Numa deslocação tradicionalmente complicada para o Sporting CP, a turma de Rúben Amorim procura consolidar a primeira posição na tabela classificativa e igualar o melhor arranque de campeonato do século: alcançar a marca dos 19 pontos ao fim de sete jornadas registado na época 2017/2018.
É inegável que o Vitória SC apresenta, na corrente época, um plantel manifestamente mais fraco em comparação com os das épocas anteriores. Exibições cinzentas, uma mudança de treinador à terceira jornada e a procura de um onze ideal têm ditado um arranque de campeonato menos positivo para a equipa da Cidade Berço, actual sexta classificada. É, portanto, uma equipa que, após uma vitória sofrida em Barcelos frente ao Gil Vicente FC, procura uma maior estabilidade no campeonato.
Em jeito de antevisão para este clássico do futebol nacional entre leões e vimaranenses, lanço um “onze”, disposto no 5-2-3 desdobrável em 3-4-3 característico de Rúben Amorim, tendo em consideração as recentes exibições individuais. Um “onze” com claro destaque verde e branco que, todavia, destaca um trio ofensivo muito sugestivo e que combina juventude com experiência.
O Belenenses SAD empatou a zeros com o Rio Ave FC, no Estádio do Jamor. O encontro acabou por mostrar a ineficácia e a boa postura defensiva de ambas as equipas.
Numa primeira parte sem qualquer golo, a equipa que criou mais perigo foi sempre o Rio Ave. O principal dado a destacar foi a grande defesa de Kritciuk, após uma finalização de Carlos Mané, isolado no corredor direito. O Belenenses SAD também teve algumas investidas, mas não chegou a criar um grande perigo.
A segunda parte significou um grande crescimento para o Belenenses SAD e um Rio Ave FC que tentou sufocar ao máximo nos instantes finais, com a entrada de Francisco Geraldes e Gelson Dala. Estes segundos quarenta e cinco minutos significaram mais oportunidades para as duas equipas, mas sempre desperdiçadas de forma inesperada.
Com este resultado, o Belenenses SAD fica em 12.º lugar da Primeira Liga, à condição, com mais um ponto do que o Boavista FC e o FC Famalicão. Já o Rio Ave fica também à condição no sétimo lugar.
Setor defensivo das equipas – Este deve ser um dos poucos rescaldos em que nem se sabe bem se a culpa do resultado é da “figura” ou do “fora de jogo”. O setor defensivo das duas equipas acabou por estar à altura, sobretudo o do Belenenses SAD, que tirou qualquer hipótese à linha mais ofensiva do Rio Ave FC.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Eficácia do ataque de ambas as equipas – Aqui está o outro possível culpado. A eficácia fez mesmo falta nesta noite gelada no Jamor. Uma prova desse desacerto nas balizas foi uma oportunidade desperdiçada por Gelson Dala perto do apito final, quando já todos gritavam golo.
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
A equipa de Petit apareceu com um 4-4-2 que se desdobrou muitas vezes no habitual 3-4-3. Quando a equipa apostava no primeiro esquema tático, tal como se viu no início do encontro, Cassierra tinha o apoio de Afonso Sousa na frente de ataque. Já no 3-4-3 que se formava de forma mais evidente quando o Rio Ave tinha bola, via-se dois alas mais abertos, sendo que Silvestre Varela ocupava o corredor direito, com o corredor esquerdo a ficar a cargo de Afonso Sousa. A zona intermediária ficava entregue a Afonso Taira, sendo que, à vez, cada um deles adiantava-se na pressão ao adversário. Relativamente à linha defensiva, a nota de destaque na alteração do sistema tático ia para Cafú Phete, que ocupava a lateral direita, quando o Belenenses SAD desdobrava em 4-4-2.
Na primeira parte, vimos uma equipa com dificuldades em ferir o Rio Ave FC. A aposta recaiu numa posse de bola rápida e em tentativas de transições com a busca em Silvestre Varela e um apoio central de Cassierra para incomodar a defesa vilacondense.
No segundo tempo, viu-se uma equipa muito mais solta e atrevida no momento ofensivo. Ainda conseguiram conquistar uma grande penalidade, mas o VAR converteu num livre direto que foi à barra de Kieszec. A equipa ia crescendo e começou a ferir verdadeiramente a baliza de Kieszek. Edi Semedo veio posteriormente trazer mais mobilidade ao ataque. No final, fica então a nota para um Belenenses SAD que não concretizou, mas travou bem as investidas do Rio Ave FC.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kritciuk (7)
Tiago Esgaio (7)
Tomás Ribeiro(7)
Cafú Phete (7)
Henrique Buss (7)
Rúben Lima(6)
Bruno Ramires (6)
Afonso Taira (6)
Silvestre Varela (5)
Afonso Sousa (7)
Cassierra (6)
SUBS UTILIZADOS
Edi Semedo (6)
Francisco Teixeira (-)
Robinho (-)
Cauê (-)
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
A equipa de Mário Silva apresentou-se num 4-3-3 com a novidade André Pereira na frente de ataque. O ponta de lança português acabou por se tornar o apoio na zona central ofensiva para a verticalidade ofensiva por Carlos Mané e Lucas Piazón. Pelé e Felipe Augusto apresentaram-se numa dupla de médios mais recuados, mas com a missão de desenvolver a construção de jogo dos vilacondenses, muitas vezes com passes mais a mudar o flanco de jogo. Diego Lopes apareceu como o médio mais ofensivo e apresentou uma grande mobilidade ao chegar a atuar na posição de ponta de lança com André Pereira a seguir para a ala direita.
Na primeira parte, viu-se um Rio Ave FC com uma construção dinâmica e com algumas boas oportunidades para chegar à vantagem. Sempre que teve uma oportunidade, a equipa de Mário Silva não perdeu a oportunidade de lançar o contra-ataque, beneficiando sobretudo da velocidade de Carlos Mané.
No segundo tempo, e com as posteriores entradas de Gelson Dala e Francisco Geraldes, os vilacondenses procuraram agitar o jogo. Geraldes deu logo uma magia que não tinha sido vista no Jamor esta noite. No final, fica então a nota para um Rio Ave FC que dececionou em termos ofensivos e não conseguiu trazer os três pontos de Oeiras.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (7)
Ivo Pinto (7)
Toni Borevkovic (7)
Aderllan Santos
Pedro Amaral
Filipe Augusto (7)
Pelé (7)
Diego Lopes (4)
Lucas Piazón (5)
Carlos Mané (6)
André Pereira (5)
SUBS UTILIZADOS
Gelson Dala (6)
Francisco Geraldes (7)
Bruno Moreira (-)
Tarantini (-)
Meshinho (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Belenenses SAD
BnR: Queria pedir-lhe uma análise a este empate frente ao Rio Ave FC. E como avalia a estreia a titular de Afonso Sousa?
Petit: Foi um empate, podíamos ter saído daqui com outro resultado, mas do outro lado estava uma equipa com qualidade e bem trabalhada pelo seu treinador. Uma primeira parte em que não houve muitas oportunidades. Nós tivemos uma oportunidade do Rúben [Lima] e eles têm dois lances com um contra-ataque do [Carlos] Mané e uma bola do [Afonso] Taira, que perde na área e eles têm dois remates. Foi um jogo bom em termos de intensidade e de duas equipas a querer e procurar. E uma segunda parte completamente diferente. Disse aos jogadores que, se mantivéssemos esta intensidade, as oportunidades iam surgir, e tivemos sete situações que podíamos ter feito.
O Afonso é um miúdo que tem trabalhado, está numa realidade completamente diferente, vinha de uma Segunda Liga. Hoje, acabou por fazer um bom jogo dentro de aquilo que foi pedido. É um jogador irreverente que traz outras coisas à equipa como os outros jovens.
Rio Ave FC
BnR: O que é que falhou para o Rio Ave não conseguir os três pontos?
Mário Silva: Acho que nos faltou eficácia. Em algumas situações que criámos, poderíamos ter tido outro desfecho, mas do outro lado também estava uma equipa competitiva, forte, agressiva, que eu sabia que nos ia dificultar a tarefa. Não estivemos confortáveis como gostávamos em termos de qualidade de jogo.
Pedro Gonçalves tem sido uma das mais agradáveis surpresas deste início de temporada ao serviço do Sporting CP. Depois de um início de época anormal devido à infecção que contraiu da covid-19, o jovem de 22 anos pegou de estaca no onze leonino e apresenta-se em excelente forma.
Pedro “Pote” Gonçalves é um jogador versátil. O internacional sub-21 pela seleção portuguesa tem atuado, maioritariamente, no lado esquerdo do ataque do Sporting CP, sendo que também já fez dupla com Matheus Nunes no meio-campo, na partida frente ao Portimonense SC.Com a chegada de Palhinha e João Mário ao setor meio campista, e ainda com Daniel Bragança e Matheus Nunes como alternativa, Rúben Amorim encaixou Pedro Gonçalves aos três da frente, com o intuito de dar criatividade e qualidade ao setor ofensivo.
Aliado à sua qualidade técnica e capacidade de decisão acima da média, Pedro Gonçalves demonstra ter pé quente para a finalização. O médio já igualou o número de golos que fez ao serviço do Famalicão na temporada transata, somando cinco tentos em cinco partidas na Liga Portuguesa.
Todos aqueles que estão atentos aos talentos que surgem no nosso campeonato quase que adivinhavam que não faltaria muito até Pedro Gonçalves dar o salto e ser contratado por um dos grandes.Felizmente para o Sporting, Pote chegou, está a convencer e até já há quem o compare a Bruno Fernandes, pelo impacto imediato que tem vindo a demonstrar no jogo da equipa leonina. Admito que não sou muito adepto destas comparações, porém, estarevela que a contratação do jovem foi uma grande mais valia para atingir os objetivos estabelecidos para uma temporada de sucesso.
A nível financeiro, espero que o Sporting consiga adquirir os restantes 50% do passe do jogador, de modo a receber a quantia na totalidade de uma possível futura venda do atleta. A nível desportivo, anseio continuar a ver Pedro Gonçalves brilhar com a verde e brancae a ser um dos jogadores a levar o clube de Alvalade para o patamar que merece.
No décimo episódio fazemos um novo TOP. Domingo é dia de jogo entre SL Benfica e SC Braga, mas hoje é dia de podcast BnR. Por coincidência (ou não) os temas coincidem e levamos até ti as 5 maiores estrelas de cada equipa na atualidade.
Vem daí para este programa com a moderação de João Filipe Brandão e com os comentários de Afonso Santos, Diogo Soares Loureiro, Pedro Pinto Diniz e Tiago Serrano.
Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.
Os Brooklyn Nets sabiam no verão que a temporada de 2019/2020 não era para competir por um título, mas sim para colocar toda a organização na mesma página para que pudessem avançar para a época de 2020/2021 saudáveis e prontos a competir pelo título de campeão da NBA.
Com Kevin Durant e Kyrie Irving saudáveis, os Nets vão ser capazes de fazer algo especial. Com KD, os Nets têm o jogador mais ofensivamente talentoso que a NBA já viu desde Michael Jordan. No caso de Irving, os Nets têm o melhor ball handler de sempre, um jogador que causa pesadelos à defesa adversária.
A suportar este duo fantástico, temos um conjunto de técnicos que foram contratados recentemente. Steve Nash vai ser o treinador desta equipa e, apesar de ser a primeira vez que está a treinar uma equipa, Nash foi um dos melhores bases de sempre graças ao seu QI de basquete espetacular. A suportar Nash temos Mike D’Antoni, o ex-técnico de Houston e o antigo treinador de Nash quando ele jogava nos Suns; o seu antigo colega de equipa Amar´e Stoudemire e Ime Udoka, o ex treinador assistente dos 76ers e uma das melhores mentes defensivas atualmente.
Com esta equipa fantástica, os Nets podem tentar trocar por uma terceira estrela para juntar a Irving e Durant e formar o próximo Big Three de forma a dominar a conferência Este. Desta forma, aqui estão três possíveis trocas que trariam uma terceira estrela para os Nets.
O futebol retomou, várias polémicas e uma pandemia depois, e a Liga Portuguesa vai já na sétima jornada. O que na época passada aconteceu no final de setembro, este ano terá lugar apenas na primeira semana de novembro.
O atraso é evidente e só agora se começam a perceber rotinas e processos das equipas; o que se manteve e o que se alterou. Neste artigo reuni, por posições, os jogadores em maior destaque neste arranque atribulado de campeonato.
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O primeiro lugar algo surpreendente dos leões tem correspondência neste artigo, com quatro representantes. O critério da escolha prende-se, exclusivamente, pelo arranque positivo e diferenciado dos atletas, não significando, contudo, que no fim da época fossem os mesmos intervenientes.
Acontece frequentemente olhar para jogadores e, pela sua forma de estar, ética, rigor tático, liderança ou capacidade de influência nos restantes companheiros, pensar que dariam bons treinadores. De facto, é o que acontece com alguns. A forma como leem e interpretam o jogo acaba por ser transportada de dentro para fora das quatro linhas e a sua inteligência não passa ao lado dos clubes que procuram alguém para os comandar.
Intelectualidade à parte, temos situações em que a mudança de posto se deu com sucesso. Noutros casos, nem tanto e talvez o melhor fosse estes treinadores deixarem o banco, calçarem as chuteiras e irem lá para dentro mostrar como é.
A evolução da pandemia em todo o Mundo continua a prejudicar o normal desenvolvimento do desporto e por conseguinte, a eventual presença de público em eventos desportivos como no futsal está para já posta de parte. No entanto, o agravamento da situação no continente europeu forçou o aumento do estado de alerta em muitos lados.
Isto fez com que alguns eventos fossem novamente cancelados, assim como o cancelamento dos eventos-piloto. Estes jogos eram vistos como uma experiência que visava perceber a viabilidade de incluir público nos eventos desportivos com todo o cumprimento das regras de distanciamento físico.
Contrariamente ao que algumas pessoas pensam, e aqui admito opiniões completamente contrárias à minha, sinto que as experiências devem ser feitas em jogos de futebol. Estes têm um ambiente mais favorável à não disseminação do novo Coronavírus, em comparação com outras modalidades de pavilhão tradicionais, como o futsal, voleibol ou basquetebol.
Para já, não é realista pensar em voltar aos recintos de jogo como espetador para assistir a um jogo antes de esta fase delicada da nossa vida não estiver completamente ultrapassada, ou pelo menos controlada com o aparecimento da tão ansiada vacina.
Com o adiamento do Mundial para 2021, a Argentina passa a ser campeã mundial de futsal durante mais um ano, com o título conquistado em 2016. Fonte: FIFA
O enfoque principal do meu artigo seria o adiamento dos sempre aguardados e entusiasmantes encontros ibéricos de futsal, na reedição da final do glorioso Euro 2018, entre Portugal e Espanha. Este jogo estava originalmente marcado para 4 e 5 de Novembro, mas que, devido a todo o agravamento da situação na Europa, e salvaguardando a saúde pública, acabou por ser adiado este duplo confronto para data a definir quando tal for oportuno.
Sendo fã desta modalidade e mantendo sempre uma réstia de esperança que o jogo pudesse decorrer nas datas originais, não deixo de ficar triste por ver um encontro deste calibre adiado por mais uns tempos. É preciso esperar por dias melhores no local de realização do encontro, precisamente a zona mais afetada em Espanha, na sua capital Madrid. Seria o primeiro encontro da nossa seleção no pós-pandemia e o primeiro jogo desde o apuramento para o Campeonato do Mundo, no longínquo mês de Fevereiro.
Mundial esse que também sofreu um adiamento para Setembro de 2021, pelas mesmas razões já citadas. A situação atual não está para brincadeiras e assim sendo cuidem-se, sigam as orientações da DGS mas tentem fazer a vossa vida normal, pelo menos naquilo que não envolva contacto físico e grandes ajuntamentos, para ver se passamos esta fase negativa o mais rápido possível.
Com o arranque do basquetebol português e, apesar de alguma turbulência com adiamento de jornadas ou apenas jogos pontuais, começa a especulação dos jogadores e equipas que mais vão impactar esta edição da Liga Portuguesa. Assim, chega este Top 5 de jogadores jovens com maior possibilidade de progressão a curto prazo na Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB).