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Waldschmidt, a falta que fizeste

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Luca Waldschmidt chegou esta época ao SL Benfica e tem-se destacado como um dos melhores e mais importantes jogadores da temporada. O “namoro” do clube encarnado com o internacional alemão já é antigo. Já na época passada, tanto no verão como em janeiro, Waldschmidt esteve perto de chegar a Portugal, mas a transferência acabou por não se concretizar (por diversas razões).

No início da época passada, com a saída de João Félix, o lugar de segundo avançado ficou vago. Raul de Tomás chegou para aquela posição, mas foi um dos maiores erros de casting cujo me lembro de ver no clube encarnado. Para jogar da mesma forma que na época do título de Bruno Lage, RDT nunca poderia desempenhar aquelas funções.

Chiquinho acabou por assumir o lugar, mas o Português era sempre mais um terceiro médio do que propriamente um segundo avançado. As dificuldades que sentia em frente à baliza não contribuíram para o seu sucesso no lugar.

É verdade que Bruno Lage não soube (nem sequer tentou) adaptar a sua forma de jogar aos jogadores que tinha à sua disposição, mas a direção falhou redondamente ao não conseguir trazer um jogador capaz de replicar as funções desempenhadas por João Félix.

Obviamente, seria sempre difícil substituir João Félix com um jogador qualitativamente à altura, mas nem sequer chegou um jogador com o mesmo perfil futebolístico. Todavia, este jogador estava três países aqui ao lado. Na Bundesliga, ao serviço do SC Freiburg, Gian-Luca Waldschmidt ia brilhando.

Nome italiano, frieza alemã, número 10 nas costas, qualidade ao receber a bola entre linhas, muito bom a ligar setores, forte no momento da finalização e elevada qualidade técnica… Onde é que estava a dúvida?

A transferência de Waldschmidt não se concretizou devido aos valores pedidos pelo SC Freiburg e também devido a uma lesão que o jogador sofreu durante a temporada passada. Todavia, se pensarmos bem o argumento dos valores faz pouco sentido.

Weigl, apesar de ser um jogador com uma qualidade superlativa, acabou por chegar em janeiro, por 20 milhões de euros, para uma posição muito menos necessitada. Pedrinho foi fechado em janeiro por 20 milhões (mais tarde reduzidos para 18 milhões). Bruno Guimarães esteve muito perto de chegar ao SL Benfica por um valor superior a 20 milhões. Raul de Tomás custou 20 milhões de euros.

O avançado alemão tinha sido o jogador perfeito para a equipa de Bruno Lage e, com o rendimento desta época, teria sido decisivo nas potenciais conquistas do clube encarnado.

Este ano assistimos ao maior investimento de sempre numa janela de transferências, ainda antes de ter sido realizado o encaixe financeiro com Ruben Dias. Porquê? Há eleições daqui a uns meros dias. Pena que não tenha havido eleições perto da preparação da época passada… Ou eleições todos os anos…

Primeira Liga | As 5 melhores exibições da 5.ª jornada

Após a primeira ronda “a valer” das competições europeias, a Primeira Liga regressou, trazendo consigo a quinta jornada da prova. Dérbis, dentre os quais o escaldante confronto minhoto, vitórias suadas dos principais candidatos ao título, pontos conquistados e perdidos ao cair do pano. Mais uma ronda recheada de história.

Com isso em mente, decidimos elencar as cinco melhores exibições da jornada número cinco da Primeira Liga.

Sporting CP | A guerra interna entre Varandistas e Brunistas

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Não é de hoje. O Sporting CP sempre foi um clube de grupos, grupinhos e grupetas em que cada um tenta ocupar o lugar do outro. Alvalade sempre teve os seus corredores cheios de intrigas e tentativas de golpes de estado.

Aconteceu com a queda da anterior direcção e, muito provavelmente, também acontecerá com a que se encontra em funções. Basta que o caminho seguido não vá de encontro aos interesses de quem realmente manda, que são sempre os mesmos. E mais não digo (pelo menos quanto a essa temática).

A guerra agora está entre adeptos e sócios apoiantes da actual direcção (denominados Varandistas), e os que estão contra o caminho que o clube está a tomar (denominados Brunistas). Esta é mais uma espécie de guerra sem pólvora, que pouco mais serve do que para entreter os rivais e desviar atenções dos reais problemas do clube.

Porque enquanto os sócios e adeptos se mantém nas redes sociais a discutir o sexo dos anjos, quem manda (não estou a falar da direcção de Varandas) tem toda a liberdade de dirigir o clube, segundo os seus próprios interesses (que não é o mesmo que os do sócio comum) e os dos seus “amigos”.

A verdade é que este bate boca não faz qualquer sentido e não ajuda em nada a melhorar o futuro do clube. Ver um “Varandista” acusar um “Brunista” que só vem fazer publicações nas redes sociais com as derrotas do clube, quando os próprios só o fazem com as vitórias é no mínimo intelectualmente desonesto, assim como o inverso também o é.

Bruno de Carvalho, mesmo não estando incutido no projeto Sporting CP, continua a criar divisão e controvérsia na massa adepta leonina
Fonte: Sporting CP

Sportinguistas contra sportinguistas nunca será uma boa solução para o clube, assim como a perseguição que a actual direcção está a fazer às claques (que até ver também são sportinguistas – e em último caso não se estarão a servir mais do clube do que os dirigentes que por lá têm passado). O que quer dizer que esta divisão está também a ser promovida por quem dirige actualmente o clube. E mesmo a divisão “Varandistas”/”Brunistas” é alimentada pela direcção, quando assumem que tudo o que teve origem na anterior administração é mau.

O presidente do Sporting CP deveria assumir as coisas boas que herdou, em vez de andar constantemente a lamentar a que pesa. Devia ter deixado apenas quem pertenceu à anterior direcção, ao ser destituída, ficasse apenas como a “anterior direcção” em vez de os tornar “os exorcizados”. Ao continuar a alimentar isto, alimenta esta guerra sem sentido.

Se o comandante não tiver a clareza de espirito para o fazer, pelo menos as tropas que percebam estar a seguir uma estratégia destrutiva. Que estes entendam que, numa guerra, quem “morre” é quem anda na frente de batalha e nunca as altas patentes. E assim como qualquer país que vive em guerra, o clube nunca sai reforçado, apenas um pouco mais destruído.

Os tais exércitos, do nojo ou não, que andam nas redes sociais têm também de entender que, criticar só porque sim, só porque é algo feito pela pessoa que não apoiam, por vezes, muitas vezes, torna-se apenas ridículo, e perdem toda a credibilidade para depois poderem criticar situações realmente importante e relevantes.

O Sporting CP vive em constante guerra civil e, por isso, nunca conseguirá voltar a ser forte. Tréguas é o que se exige e o exemplo terá de vir sempre de cima. Porque se assim não for, nenhuma das facções vai dar o braço a torcer e não sairemos desta “pescadinha de rabo na boca”. E quem perde é o Sporting CP. Sempre!

Análise à Seleção Nacional de Futebol Feminino (2011-2020)

Finalizada a jornada dupla de qualificação para o Europeu feminino de 2021 (adiado para 2022, devido à pandemia de Covid-19), fazemos um balanço do percurso da Seleção feminina de futebol nos últimos 10 anos.

Posição média anual de Portugal no Ranking FIFA de futebol feminino (com atualizações a cada trimestre, esta média resulta da combinação das quatro posições ao longo do ano)
Fonte: FIFA

Voltemos ao início da década, mas recuemos ainda um pouco mais – no final de 2003, ano em que a FIFA apresentou, pela primeira vez, o ranking oficial de seleções de futebol feminino, Portugal ocupava o 34.º lugar, numa lista liderada pela poderosa Alemanha. Percorrendo os anos, até 2012, os resultados de Portugal seguiram uma tendência negativa, chegando a ocupar, em 2007, o 47.º lugar, a posição mais baixa de sempre do futebol feminino português.

Entre 2007 e 2012, com Mónica Jorge à frente dos destinos da Seleção, Portugal viveu um período de ascensão até 2010, altura em que viria, novamente, a cair no ranking devido aos maus resultados. É apenas em 2012 que se dá o ponto de viragem no panorama do futebol feminino – Mónica Jorge assume o cargo de Diretora para o Futebol Feminino da FPF (cargo que não existira até então), e António Violante entra para a posição de Selecionador Nacional, dando início a um período muito positivo da Seleção. A aposta da Federação Portuguesa de Futebol (com o recém-eleito presidente Fernando Gomes) na vertente feminina era agora mais evidente do que nunca, colocando uma mulher na Direção do organismo, e responsável por uma pasta que, até então, não tinha sido sequer considerada.

Apesar de um bom rendimento das jogadoras comandadas por António Violante, é a entrada de Francisco Neto, em 2014, que mais impacto tem na Seleção feminina. Com apenas 32 anos, o técnico, que já tinha sido treinador de guarda-redes da equipa, regressa para assumir o lugar de Selecionador Nacional e, desde início, galvaniza as jogadoras e aponta como objetivo, a médio-prazo, ombrear com as melhores seleções do mundo.

Apesar de ainda estarmos relativamente longe das melhores, pelo menos a nível de números e resultados, a verdade é que a Seleção feminina tem feito um percurso feliz, de clara ascensão.

Ao nível das convocatórias, é possível verificar uma grande mudança. Em 2011, por exemplo, era hábito serem convocadas jogadoras que não jogavam sequer futebol, mas futsal – caso de Sofia Vieira, internacional por 34 vezes, ao serviço da seleção de futebol feminino. Talvez pelo nível de competitividade mais elevado no futsal, onde existiam mais equipas e as condições eram melhores, muitas jogadoras preferiam a modalidade de pavilhão aos campos relvados. Porém, a realidade em 2020 não poderia ser mais diferente. Para além de todas as jogadoras presentes nas convocatórias da Seleção serem agora todas profissionais, ao contrário do que se verificava há 10 anos, é também quase impensável ver jogadoras de futsal no lote. O salto de qualidade das jogadoras portuguesas assim o ditou – exceção feita a Mélissa Antunes, que, desde 2011, se desdobrou entre as seleções femininas de futebol e futsal, chegando a estar presente em grandes competições de ambas as modalidades.

Logicamente, a evolução do futebol feminino em Portugal reflete-se na crescente qualidade de jogo da Seleção portuguesa. O aparecimento dos clubes profissionais, para além de trazer mais e melhores condições às jogadoras para se desenvolverem, veio também impulsionar a aposta dos restantes clubes – ninguém quer fica para trás – e são cada vez mais as jogadoras que têm um maior apoio para a prática da modalidade.

Facto é que a equipas das quinas tem melhorado a olhos vistos e os resultados são o espelho disso.  Em 2016, o ano de arranque das primeiras equipas profissionais de futebol feminino em Portugal, Andreia Norton iniciava também um período de ouro na Seleção – um golo no play-off de qualificação, no prolongamento frente à Roménia, garantiu o empate e valeu o passaporte para uma inédita fase final de um Europeu.

Para além do feito histórico de participar na fase de grupos do Europeu 2017, na Holanda, Portugal conseguiu ainda garantir uma vitória (2-1 sobre a Escócia) e esteve muito perto de se qualificar para a fase seguinte, com uma boa exibição frente a Inglaterra, uma das favoritas à vitória final. Na estreia em campeonatos europeus, e com o pior ranking entre as seleções participantes, Portugal deixou a imagem de uma equipa muito bem organizada e competente, sobretudo a nível defensivo.

Entre as jogadoras convocadas para o Europeu, o destaque vai para o núcleo duro que há muito acompanha este processo de crescimento: Patrícia Morais, Carole Costa, Sílvia Rebelo, Ana Borges, Dolores Silva e a capitã Cláudia Neto. Este é, atualmente, o lote de jogadoras mais experientes e internacionais por Portugal, e é à volta delas que a Seleção tem construído o seu onze inicial. Com exceção de Patrícia Morais, que se estreou pela Seleção em 2011, todas as outras levam já mais de dez anos a vestir a camisola das quinas.

Com os olhos no futuro, e até no sentido de promover, a médio-prazo, a renovação da Seleção, Francisco Neto tem estreado várias jovens jogadoras nas convocatórias regulares da Seleção. Andreia Faria, Andreia Jacinto e a ainda juvenil Alícia Correia são as mais recentes apostas, mas em dezembro de 2019, o selecionador nacional promoveu uma convocatória de 22 jogadoras com idades sub-23, na qual apenas duas eram internacionais pela seleção principal. A qualidade demonstrada pelas jogadoras levou mesmo Francisco Neto a afirmar que “o futuro do futebol feminino português será brilhante”.

Para já, é de assinalar a profundidade do plantel e qualidade das jogadoras à disposição da Seleção. Com Jéssica Silva, a maior cara do futebol feminino português, ainda a recuperar de lesão, também Inês Pereira, Ana Capeta, Telma Encarnação, Andreia Norton, Maria Negrão (recentemente chamada à Seleção, com apenas 16 anos) e muitas outras permitem ter confiança o futuro.

Em novembro, a Seleção retoma os trabalhos de preparação. O nível está mais elevado e a responsabilidade também é maior. O caminho para o Europeu 2021 é duro, mas a esperança de que Portugal pode marcar presença na fase final é grande.

 

O conflito de gerações na Fórmula 1

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Já existiam corridas de carros antes de 1950, mas foi apenas nesse ano que se criou a chamada Fórmula 1. Em 2020, a Fórmula 1 faz 70 anos, e, no decorrer desses 70 anos, já vimos campeões e felicidade, recordes feitos e quebrados, mortes e infortúnios.

Como o título bem indica, falar-se-á de algo que se poderia chamar de «conflito de gerações», ou de uma mudança de paradigma desta. E porquê?

Porque 2020 é também o ano em que se faz novamente História na modalidade. Lewis Hamilton acaba de se tornar no piloto com mais vitórias na História destes 70 anos, a ultrapassar a marca que não se pensaria que alguém o iria fazer, a marca de Michael Schumacher.

OS RECORDES SÃO PARA SE BATER

No GP de Eifel, Lewis Hamilton fez o trabalho de igualar este recorde de maior número de vitórias, conseguindo as 91 feitas por Michael Schumacher. Já no GP de Portugal, o piloto britânico acaba com o sofrimento e põe-se na linha da frente, aclamando, assim, as 92 vitórias (que, certamente, serão mais).

Como dito anteriormente, este é um passo muito grande para a marca mundial da modalidade. Não são todos os anos que se batem recordes, e, por isso, é crucial pensarmos nisso quando acontece.

Para que conste, este poderá não ser o único recorde que Lewis Hamilton poderá bater. O piloto britânico tem, neste momento, seis campeonatos do mundo. Se ganhar o próximo (o atual) irá, novamente, igualar Michael Schumacher, com os sete campeonatos.

Nesta perspetiva, é a partir daqui que começamos a rebobinar e, inevitavelmente deparamo-nos a fazer comparações às gerações anteriores que, por sinal, acabam por não se justificar.

GERAÇÕES NÃO PODEM SER COMPARADAS

Quando começamos então a pensar nestes recordes, as comparações acabam por chegar. Citações como «Penso que o Hamilton tem a vida mais facilitada do que os outros pilotos tinham há 30 anos» é um dos exemplos dessas comparações.

Gerações não podem, nem devem ser comparadas. A verdade é que, em 70 anos, a Fórmula 1 e o desporto motorizado em geral cresceram imenso. Não só em termos de competição, pilotos, equipas, regras, mas muito do que obrigou a Fórmula 1 a crescer foi a segurança.

Tornar o nosso desporto favorito num desporto mais seguro foi um dos leques mais importantes dos últimos anos. E, para isso, a tecnologia que foi desenvolvida nos carros e nas pistas foi importantíssimo para que se reduzisse o número de calamidades que foram existindo durante toda a sua existência.

E, assim sendo, como uma espécie de consequência, a tecnologia ajudou também a que os carros fossem melhores a nível de performance nas corridas. Mas isso, nem é preciso lembrar, pois, quando vemos um recorde de pista a ser quebrado, conseguimos notoriamente perceber esse tipo de melhoria.

Por estes argumentos e por outros que, novamente repito, as gerações não podem ser comparadas. Sem falar no facto de que, há 30/40 anos, por exemplo, não havia a oportunidade nem as condições necessárias à realização de tantas corridas por temporada.

Já a altura em que Michael Schumacher corria era fantástica. No início dos anos 90, com a morte de Ayrton Senna, muitas mudanças se fizeram para que tal fatalidade não voltasse a acontecer. E por muitos anos, não voltou. E o piloto alemão conseguiu quebrar um recorde de 51 vitórias de Alain Prost, para 91 vitórias. Note-se, uma diferença tremenda de 40 vitórias a mais.

Vivemos na era da tecnologia, que está a ser assolada pela hegemonia da Mercedes, mas não é apenas isso. É também saber valorizar o trabalho de um piloto, pois estes, por muito que a segurança tenha melhorado imenso nos últimos tempos, eles arriscam a vida no que fazem, e, sem dúvida, Lewis Hamilton tem mérito próprio nestes recordes que quebra e que irá quebrar.

Por fim, acabo com o que Michael Schumacher disse quando conquistou os seus recordes «não pensei em estatísticas quando corria. São apenas uma boa consequência daquilo que faço, e sentia-me um pouco culpado quando os quebrava [recordes], mas para mim não era quebrar. Era deixar a minha própria marca».

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Dez anos de tanto e de (ainda) tão pouco!

A frase feita diz-nos que dez anos não são dez dias, mas a verdade é que esta década passou a uma velocidade comparável à de um F1 em Portimão.

As estórias da nossa história são muitas; as páginas já dão para escrever revistas e, quem sabe, livros e ainda assim continuamos com a mesma força de antigamente. Queremos ainda ser uns jovens, sentados num estúdio de rádio, a lutar por um sonho comum e com um enorme desejo de contribuir para um jornalismo de qualidade.

As responsabilidades aumentam a cada dia e hoje cabe-nos a nós, direção, arranjar forma de passar este sonho a quem o quer partilhar connosco. No nosso peito há inspiração, vontade e crer para que o Jornalismo desportivo no nosso país seja mais bonito, mais puro e mais saudável.

Tivemos a sorte de, ao longo de dez anos, nos conseguirmos rodear de professores, mentores, colaboradores e convidados que sempre contribuíram para um crescimento sustentável do nosso projeto. Mais sorte tivemos ainda em que os valores que nos guiam são partilhados por muitos dos que nos lêem diariamente e nos dão força para continuar.

A frase feita diz-nos que dez anos não são dez dias, mas a verdade é que esta década passou a uma velocidade comparável à de um F1 em Portimão.São as críticas diárias que nos fazem crescer e repensar os trilhos que queremos fazer. São os vossos comentários, partilhas e visualizações que nos dão alento para em todos os momentos querermos fazer mais e melhor. E serão vocês que queremos ter do nosso lado para os próximos dez anos.

Neste início de nova década, queremos ainda crescer mais, ter mais responsabilidades, maiores desafios e mais momentos em que possamos partilhar com todos o amor que nos une: O amor pelo Desporto.

Muito obrigado por tudo, por estarem sempre ao nosso lado e por nos fazerem crescer.

Ao que há de vir e, acima de tudo, ao que falta fazer!

Parabéns pelos dez anos, BnR!

FC Porto 2-0 Olympiacos FC: Três pontos marcados por meninos do Olival

A CRÓNICA: FÁBIO VIEIRA E SÉRGIO OLIVEIRA, DOIS JOGADORES FORMADOS NO FC PORTO, MARCARAM OS GOLOS QUE DERAM TRÊS PONTOS

Quase 21 anos se passaram desde o último encontro entre portistas e gregos e o sorteio ditaria que estes voltariam a reunir-se à segunda jornada da Liga dos Campeões. Dos seis jogos na história entre FC Porto e Olympiacos FC, os dragões ganharam apenas dois, empataram um e perderam por três vezes. Recorde-se que os gregos chegavam ao Dragão com três pontos fruto de uma vitória frente ao Marselha, na primeira jornada.

Mas o que lá vai lá vai e o FC Porto queria levar a melhor frente à turma de Pedro Martins para se manter na luta pelos lugares cimeiros do grupo C da competição. Um jogo que prometia ser marcado não apenas pelo rolar da bola no relvado, mas também pelas bancadas. Muitos meses e jogos depois, os adeptos portistas regressaram e fizeram-se ouvir nas bancadas. Mas não foram os únicos a regressar à casa portista.

Otávio e Marega regressaram ao Estádio do Dragão e alinharam desde início com a camisola azul e branca, mas desta vez Sérgio Conceição optou por um sistema tático de 4-2-3-1, diferenciando-se das duas últimas partidas com o Manchester City FC e Gil Vicente FC. O Olympiacos FC estreia-se no Dragão também em 4-2-3-1, repetindo o mesmo onze da jornada passada frente ao Olympique Marseille. Destaque para os portugueses José Sá e Rúben Semedo que figuraram no onze inicial dos gregos.

O jogo não podia ter melhor arranque para a equipa da casa. Após uma saída de bola pelo eixo defensivo grego, o médio defensivo Bouchalakis recuou para rececionar o passe, mas saiu muito ao lado do que queria fazer. Sérgio Oliveira aproveitou, enviou uma bola rasteira para o centro da área que se desvia em Cissé e sobra para Fábio Vieira. O menino de Santa Maria da Feira só teve de rematar com força e estava feito o 1-0 no Estádio do Dragão, que já não sentia o êxtase dos adeptos há mais de meio ano.

Bem perto do minuto 30, mais um momento perigoso para os portistas. Após uma excelente recuperação de bola de Manafá, Sérgio Oliveira arranca com a bola desde o meio campo com o Olympiacos FC ainda em contrapé e faz um passe entre linhas delicioso para Marega, mas o maliano não conseguiu bater o ex-portista José Sá. Minutos depois, o número onze portista desperdiça de novo uma oportunidade para fazer o 2-0. Marega foi demasiado altruísta e tocou ao lado, mas o defesa adversário disse presente e afastou o perigo.

Esperava-se uma resposta dos gregos, estes que se assumiram como candidatos à passagem da próxima fase da Liga dos Campeões, mas foram poucas as vezes em que quiseram chatear Marchesín. Apenas Youssef El Arabi e Valbuena assustaram a baliza defendida pelo guardião argentino, ainda que no lance protagonizado pelo francês do Olympiacos FC, Mbemba tenha sido essencial ao tirar a bola da direção da baliza. Primeira parte terminada com o FC Porto por cima do resultado, mas faltava assumir completamente o controlo do jogo.

 O Olympiacos FC voltou para a segunda metade bem mais atrevido do que na primeira parte. Randjelovic, de primeira, mandou uma autêntica bomba para as mãos de Agustín Marchesín. Um grande momento de futebol, quer do avançado sérvio, quer do guarda-redes argentino. O Olympiacos FC começava a assumir o papel do jogo e a procurar o empate, aproveitando a constante desatenção do FC Porto.

O FC Porto via a sua superioridade em campo a ser roubada e deixava o nervosismo subir à flor da pele. O Olympiacos FC, até bem perto do minuto 70, era detentor de grande parte da posse de bola desde o início da segunda parte, contudo também não conseguia converter em oportunidades. Entretanto os dragões conseguiram restabelecer a ordem em campo e estancar o poderio ofensivo dos gregos, mantendo a bola e criando algumas situações de perigo através de Moussa Marega e Matheus Uribe.

E a cinco minutos do fim da partida eis que chega o tão desejado golo que mataria o jogo. Nakajima faz um passe em desmarcação para Marega que do lado direito da grande área faz um cruzamento pelo ar Sérgio Oliveira, de cabeça, empurrar a bola para dento da baliza. Um golo que coloca o FC Porto novamente a respirar e faz, logicamente, o Olympiacos FC reagir na partida. Hassan, recebe a bola dentro da área e tinha apenas Marche pela frente, mas o número um portista tornou-se num verdadeiro muro.

Após quatro minutos de compensação o árbitro Daniel Siebert apita para o fim do jogo e estava consumada a vitória portista, conquistando assim os primeiros três pontos na Liga dos Campeões.

A FIGURA

Dos seis jogos na história entre FC Porto e Olympiacos FC, os dragões ganharam apenas dois, empataram um e perderam por três vezes.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Oliveira – Muita qualidade no passe durante o jogo, criando inclusive uma oportunidade clara de golo para Moussa Marega. Havia de marcar já bem perto do fim, tendo sido Marega a retribuir-lhe o lance que desperdiçou. Exibiu-se a um grande nível na partida e foi preponderante para a vitória e os respetivos três pontos do FC Porto frente aos gregos do Olympiacos FC.

 

O FORA DE JOGO

Youssef El Arabi – Na teoria, o ponta de lança marroquino seria o jogador mais perigoso do Olympiacos FC para esta partida. Durante o encontro teve uma ou outro lance em que podia ter feito bem melhor, mas não conseguiu. Pepe e Mbemba conseguiram anulá-lo da melhor forma.

 

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

O FC Porto voltou ao sistema de quatro centrais com dois médios recuados e três centrocampistas mais ofensivos no terreno. Os dragões não poderiam escolher uma estratégia tão defensiva como frente ao Manchester City e nem tão ofensiva como no jogo passado contra o Gil Vicente FC e, por isso, Sérgio Conceição jogou de igual para igual no sistema tático frente ao Olympiacos, sem os três defesas centrais que haviam surpreendido. Na defesa, Marche, como habitual, ocupou o lugar entre os postes, Mbemba e Pepe foram os centrais e Zaidu e Wilson Manafá posicionaram-se como laterais. No meio campo Sérgio Oliveira, dos médios mais recuados, era o mais móvel enquanto que Matheus Uribe pretendia controlar o ritmo do jogo e estancar o ataque adversário. Corona e Otávio foram os médios ofensivos nas extremidades e Fábio Vieira esteve ao centro. Marega foi o avançado escolhido para as investidas ofensivas do FC Porto.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (8)

Wilson Manafá (7)

Pepe (7)

Chancel Mbemba (8)

Zaidu (7)

Matheus Uribe (8)

Sérgio Oliveira (9)

Otávio (6)

Fábio Vieira (8)

Jesús Corona (6)

Moussa Marega (7)

SUBS UTILIZADOS

Shoya Nakajima (7)

Evanilson (6)

Marko Grujic (7)

Romário Baró (-)

 

ANÁLISE TÁTICA OLYMPIACOS FC

O Olympiacos FC não quis surpreender e veio a jogo com o mesmo onze da jornada passada da Liga dos Campeões. No Dragão entraram os onzes homens mais fortes do emblema grego, começando na baliza por José Sá. Na defesa a quatro perfilaram Rafinha e Holebas nas laterais e Semedo e Cissé no centro. Yann M’Villa e Bouchalakis foram os médios defensivos de serviço e numa linha de três médios ofensivos estavam Randjelovic, Valbuena e Masouras. El Arabi foi o ponta de lança de serviço para o encontro no Estádio do Dragão. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Sá (7)

Rafinha (6)

Rúben Semedo (7)

Pape Abou Cissé (6)

José Holebas (6)

Yann M’Villa (6)

Andreas Bouchalakis (5)

Lazar Randjelovic (6)

Mathei Valbuena (6)

Giorgos Masouras (6)

Youssef El Arabi (5)

SUBS UTILIZADOS

Kostas Fortounis (7)

Bruma (6)

Rúben Vinagre (6)

Pepê (6)

Hassan (6)

Eleições SL Benfica | As 3 listas que vão a votos

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As eleições do SL Benfica são já amanhã. E, como tal, a poucas horas de ser anunciado o Presidente encarnado para os próximos quatro anos, o Bola na Rede faz um breve resumo das três listas que irão a votos esta quarta feira, 28 de outubro.

As 3 melhores duplas de centrais a atuar em Portugal no século XXI

Durante as duas primeiras décadas do século XXI, o futebol português teve a sorte e o privilégio de contar com jogadores de enorme qualidade. Da baliza à frente de ataque, todas as posições viram brilhar nos palcos nacionais atletas de elite. Hoje falamos dos centrais.

No artigo de hoje, focamo-nos nas três melhores duplas de defesas centrais a atuar no nosso país durante o presente século. Todas elas parte de um “grande”, foram muito importantes no sucesso dos seus clubes, mostrando que a defesa ganha títulos.

Sporting CP x Gil Vicente FC | As estatatísticas e o confronto direto

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Após a vitória nos Açores, o Sporting CP vai receber o Gil Vicente FC, para cumprir o jogo referente à primeira jornada da Primeira Liga Portuguesa.

O Sporting CP, em caso de vitória, ascenderá ao segundo lugar na tabela classificativa. Rúben Amorim terá duas baixas para este encontro: Bruno Tabata, devido a lesão, e João Mário, porque não tinha sido inscrito à data do arranque do campeonato. Assim, o treinador leonino, deverá apresentar um onze semelhante àquele que venceu o Santa Clara, por 1-2, nos Açores, no seu esquema de 3X4X3.

NO REGRESSO A ALVALADE, OS LEÕES QUEREM MAIS UMA VITÓRIA PARA SE APROXIMAREM DO TOPO DA LIGA. VITÓRIA FÁCIL OU UM “GRANDE GALO”?

A equipa de Barcelos, liderada por Rui Almeida, tem o plantel praticamente na sua máxima força. Nesse sentido, deverá escolher o seu “onze” habitual, na sua estrutura de 4X3X3. O Gil Vicente ocupa o 12º lugar da tabela classificativa, somando cinco pontos.

Nesta antevisão, trago-vos o momento do Sporting CP e de Gil Vicente FC, e ainda, o confronto direto entre os dois emblemas. A estatísticas valem o que valem, mas a história tem o seu peso. O que irá acontecer na próxima quarta-feira em Alvalade?