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Francisco Geraldes | O leão que não vergou

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É com muita pena minha que escrevo que Francisco Geraldes já não veste a camisola do Sporting CP. Não propriamente pelo jogador que o clube perdeu, porque teve algumas oportunidades que não aproveitou, mas sim por aquilo que este representava: amor, fidelidade e respeito pela instituição que o viu crescer. Agora, continua a envergar as mesmas cores, mas (novamente) por terras nortenhas.

Chico Geraldes entrou no Sporting CP em 2003, tendo feito toda a sua formação em Alcochete. Considerado um médio criativo, dotado tecnicamente e muito inteligente, o atleta português era conotado como uma das promessas da sua geração, pois demonstrou estas capacidades nas camadas jovens.

Apesar disto, o jogador nunca se conseguiu afirmar pelo clube do coração. Durante o seu processo de crescimento e evolução – nos empréstimos ao Moreirense FC e Rio Ave FC -, Geraldes exibiu toda a sua qualidade. Nestes clubes, conseguiu agarrar a titularidade e mostrar o seu futebol, tendo feito grandes exibições. Teve também duas passagens mais infelizes pelo estrangeiro: falo de Eintracht Frankfurt e AEK de Atenas, onde nunca se afirmou.

Não nego que talvez tenha sido melhor libertar Francisco Geraldes e deixá-lo rumar a outras paragens. Trata-se de um atleta que não encaixava no perfil que Rúben Amorim desejava para a equipa, nem no projeto desportivo do Sporting CP, há já uns bons anos. O atleta já soma 25 anos e o prazo expirou. Como tal, acabou por sair envolvido no negócio de Nuno Santos. Porém, não deixo de ficar triste por ver uma figura tão acarinhada pelos sportinguistas deixar uma casa que lhe é tão especial e o palco que ele sempre sonhou pisar.

Geraldes
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Francisco Geraldes foi o leão que não vergou. O poeta que escreveu inúmeras quadras, mas não conseguiu declamá-las. Resta-me desejar-lhe toda a sorte do mundo, pessoal e profissionalmente.

Começou outro livro, dedica-lhe todo o teu tempo. Boa sorte, Chico.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Nova temporada a caminho

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Esta sexta-feira, realizou-se o sorteio do principal campeonato português de futsal, numa temporada que sucede a uma outra terminada de forma abrupta devido ao novo coronavírus, não atribuindo, assim, título de campeão na pretérita temporada. Graças a esse fator, o campeonato será alargado para 16 equipas em 20/21, faltando ainda apurar as duas que se juntam às 14 da última época.

Depois da turbulência que a pandemia trouxe às nossas vidas, é agora tempo de preparar uma nova época. O primeiro passo essencial foi dado com o sorteio do campeonato, que está previsto arrancar no início de Outubro. Já sentimos grande falta da bola a rolar na quadra, sobretudo agora, que seria altura de preparar a edição de 2020 do campeonato do mundo (entretanto adiada para 2021).

Embora ainda com grandes restrições e sem o sal do desporto – o público nas bancadas-, o novo campeonato até acaba por começar numa data dita normal, visto que a realização do Mundial na Lituânia em Setembro iria inevitavelmente adiar o início da competição para Outubro.

O Sporting pretende recuperar o estatuto de campeão nacional em 2020/21.
Fonte: SCP modalidades

Falando da calendarização propriamente dita, e tendo em conta que ainda não estão definidas todas as integrantes (o play-off que define as duas equipas que se irão juntar às restantes apenas se joga em Setembro), o começo está marcado para o fim-de-semana de 3 de Outubro, com o Benfica a receber o Modicus e o Sporting a ser visitado pelos Leões de Porto Salvo. O ponto alto do campeonato, com um jogo escaldante entre os eternos rivais lisboetas, está marcado para a jornada 11, em Dezembro, no pavilhão João Rocha.

Em Abril, na jornada 26, há novo duelo, mas no pavilhão da Luz. A fase regular termina em Maio, antes da realização dos já habituais play-offs, nos moldes semelhante aos anos anteriores. Como não houve campeão atribuído nesta última época, o alvo a abater continua a ser o campeão 2018/19, o SL Benfica, que interrompeu uma série de três campeonatos consecutivos da equipa de futsal do Sporting CP.

Esperemos que, nessa altura, já não continuemos assolados com esta pandemia, que tanto nos afeta e condiciona o desenrolar da vida normal.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Mariana Plácido

Matheus Uribe: O ator secundário do FC Porto

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Matheus Uribe foi uma das contratações do FC Porto no início da última temporada e custou cerca de 9,50 milhões de euros. O ex-jogador dos mexicanos do CF América foi considerado por muitos uma das revelações do campeonato e justificou, até ao momento, o montante investido.

A transferência, mesmo tendo sido cara, ainda para mais tendo em conta a temporal situação financeira, foi necessária para encontrar um substituto de Herrera, que tinha acabado de sair a custo zero para o Atlético de Madrid, e Uribe foi dado como solução. Embora não tenha tanta influência no momento ofensivo, Héctor também evoluiu nesse sentido e precisou de tempo para se afirmar nos dragões. É certo que Uribe é mais velho que o mexicano e conta igualmente com muitos jogos nas pernas, mas denotou-se rapidamente a sua adaptação ao futebol europeu.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Foi dos jogadores azuis e brancos que mais encantou ao longo desta temporada e encheu ligeiramente os olhos da nação portista com as exibições iniciais, fazendo com que, ao longo do tempo, a maior parte percebesse que se tratava de um jogador com outras características, não tão valorizadas nos dias de hoje.

Matheus é daqueles jogadores que também fazem falta ao futebol na atualidade, pois não dá muito nas vistas, mas está no sítio certo no momento preciso e impede inúmeros ataques aos adversários, servindo como um estanque do setor defensivo. Por outro lado, faz também a equipa jogar e demonstra critério no momento do passe.

Apesar de não ser tão deslumbrante como muitos da sua posição que vestiram a camisola azul e branca, é daqueles que ganha muitos pontos pela solidez oferecida ao clube, pela consistência demonstrada ao longo da época desportiva e pela garra depositada em cada lance.

Previsão dos prémios individuais da NBA: MIP #3

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Depois de realizarmos uma previsão para os potenciais vencedores de MVP e defensor do ano da NBA, respetivamente, iremos analisar aquele que poderá ganhar o prémio de MIP (jogador com maior evolução).

De relembrar que a atribuição do prémio é feita conforme o rendimento dos jogadores até ao momento da suspensão da liga (11 de março).

Foto de capa: NBA

Lewandowski é o virtual vencedor da Bola de Ouro 2019/2020

“Lewandowski merecia a bola de ouro”

Estas foram as palavras de Jerome Boateng, que não teve dúvidas em afirmar que Robert Lewandowski foi um dos principais afetados pelo cancelamento da entrega da Bola de Ouro em 2020. No fundo, o central alemão apenas verbalizou uma ideia que parece estar na cabeça de muitos adeptos.

Vamos por partes: a pandemia causada pelo Covid-19 cancelou o prémio da Bola de Ouro 2020, entregue pela France Football. Apesar de ainda existir o prémio “Best” da FIFA, que este ano não deverá fugir ao polaco, a verdade é que o prémio mais cobiçado do mundo do futebol não vai ser entregue pela primeira vez desde 1956. A revista francesa justificou a decisão referindo que não existem condições justas para a tradicional premiação acontecer. Imediatamente, a internet e as redes sociais reagiram de maneira negativa, instalando-se uma ideia de que alguns jogadores seriam bastante prejudicados, com especial enfoque no atacante Robert Lewandowski, do FC Bayern de Munique, apontado de forma quase unânime como o melhor jogador da temporada na Europa.

O jogador polaco, apesar de estar há vários anos ao mais alto nível e apresentar sempre números fantásticos, está claramente no auge da sua carreira. Não só por ser uma máquina goleadora, mas igualmente por trabalhar muito bem outros aspetos do jogo, como a abertura de espaços, assistências ou a leitura de jogo.

O presidente do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, juntou-se ao clube de fãs do jogador, referindo que o polaco vive o melhor ano da carreira e por isso merecia ser coroado com uma Bola de Ouro. O presidente alemão afirmou ainda que pondera solicitar à Fifa o reconsiderar do cancelamento do evento. Também Hansi Flick, treinador dos bávaros, e Lothar Matthaus, lenda do clube alemão, alinharam no mesmo discurso.

A extraordinária temporada de Robert Lewandowski ao serviço do Bayern Munique – apontou 55 golos em 47 jogos – permite-nos dissipar dúvidas e afirmar que o dianteiro polaco é, nesta altura, o melhor jogador do mundo. Se os números em “bruto” já impressionam (mais golos do que jogos), percebe-se a magnitude dos feitos alcançados quando verificamos que além de ter conquistado os três principais troféus da época a nível coletivo (campeonato, taça e Liga dos Campeões), do ponto de vista individual foi o melhor marcador de todas as competições em que participou. Além disso, este ano ficou a apenas uma assistência de terminar a Liga dos Campeões como o jogador com mais assistências.

Lewandowski, que é o quarto maior artilheiro da história da Liga dos Campeões, com um total de 68 golos, quebrou o domínio do português Cristiano Ronaldo e do argentino Lionel Messi, ​​que foram dividindo o título de melhor marcador da competição nas últimas 12 temporadas.


Desculpem a insistência, mas o melhor jogador do mundo chama-se Lewandowski, ponto final. Se as competições quase todas terminaram, se os jogos foram feitos até ao final, não existe motivo para não atribuição do prémio por parte da France Football. Será receio de terminar com o domínio “Cristiano Ronaldo – Messi”?

Sou grato de ter assistido ao futebol que nos foi oferecido por dois monstros como Cristiano e Messi, mas está na altura de abrir a janela de oportunidades e olhar com outros olhos para jogadores como Lewandowski, De Bruyne ou Sadio Mané (já para não falar nos sempre esquecidos defesas) que há vários anos reivindicam um lugar dourado nos pódios do futebol.

Este deveria ser o ano ideal para isso, afinal de contas estamos em 2020, o ano em que tudo acontece.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Kubacki domina e (não) ganha Grande Prémio de Verão

Domínio polaco completo nas duas provas do Grande Prémio de Verão de 2020, com os homens do leste europeu a ocupar todas as posições do podium em ambos os eventos, que decorreram em casa, em Wisla.

Dawid Kubacki, vencedor da Geral em 2017 e 2019, ou seja, o campeão em título, triunfou de maneira semelhante nos dois dias, sendo o melhor no primeiro salto e abordando a segunda ronda já com uma margem confortável em que um salto entre os melhores serviu para defender a sua posição.

Contudo, Kubacki não poderá juntar o título da Geral aos dois que já tem, uma vez que a FIS decidiu não o atribuir esta época por apenas se realizarem duas etapas.

Os restantes lugares do podium também foram repetidos, com Kamil Stoch e Piotr Zyla a serem duplamente, respetivamente, segundo e terceiro.

A juventude esteve presente a bom nível. Outro polaco, Tomasz Pilch, 19 anos, foi o que mais se destacou, com um quarto posto na primeira prova e um sétimo na segunda. Timi Zajc, 20 anos, brilhou no segundo dia com um quarto lugar depois de na primeira competição nem se ter apurado para a ronda final. David Haagen, 18 anos, e Sander Vossan Eriksen, 19 anos, também conseguiram um top 10 cada um.

Nota positiva também para o suíço Simon Ammann. O sorridente veterano ex-campeão olímpico e mundial não esteve em grande nível na segunda competição, mas já tinha feito o suficiente com um quinto na jornada anterior com dois bons saltos, um raro resultado tão alto para uma lenda do desporto, mas que já há alguns anos passou do seu pico de carreira.

Do lado das desilusões, é Peter Prevc que marca a competição. O esloveno foi incapaz de entrar nos primeiros lugares em ambas as competições e três dos seus quatro saltos foram bastante humildes, apenas o último esteve ao nível dos melhores.

No regresso das estrelas dos saltos de ski após a pandemia, a Polónia aproveitou para mostrar como se vai colocando ao nível das grandes nações e Kubacki reforçando o seu estatuto entre os melhores da modalidade. No entanto, com nomes como Kraft, Geiger, Kobayashi, Leyhe ou Forfang a não estarem presentes, não será produtivo tirar demasiadas conclusões desta prova para a Taça do Mundo da nova época.

Foto de Capa: FIS-SKI

Artigo revisto por Joana Mendes

Jorge Jesus | Coentrão como exemplo na roda das adaptações

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16 de Agosto, 2009. Estamos no primeiro fim-de-semana da Primeira Liga 2009/2010 e é a estreia oficial de Jorge Jesus ao comando das águias. O contexto ajuda, já que FC Porto e Sporting CP se tinham estreado com perda de pontos e, na Luz, o convidado é o CS Marítimo.

Estava tudo reunido para continuar a surfar na onda vermelha, criada por uma pré-temporada como há muito já não se via e com resultados empolgantes, como a vitória esclarecida no Torneio de Amesterdão.

Ninguém estaria à espera, portanto, que os insulares fossem os primeiros a inaugurar o marcador logo aos 23 minutos, num penálti exemplarmente marcado pelo brasileiro Alonso com recurso a paradinha anacrónica, daquelas que nos dias de hoje não contam e que, à altura, davam conversa. Rocambolesca a forma como Quim é enganado.

Os minutos foram passando e nada de remontada. A ansiedade crescia, as jogadas iam saíndo e o perigo era realidade assente nas imediações da área de Peçanha – mas o guarda-redes brasileiro estava em tarde inspirada e nem as bombas de Cardozo passavam.

Jesus, que tinha começado com David Luiz à esquerda, vê-se desesperado por soluções vindas do banco. Mete Weldon para ajudar nas últimas definições e tira Sidnei, que até aí fazia companhia a Luisão no eixo defensivo. Para arrumar a casa, e como o jogo permitia esse tipo de ousadia, mandou Coentrão recuar para a posição antes ocupada por David. Não se portou mal o português nesse papel, ajudou (e muito!) à criação de jogadas e foi ele o assistente para o golo do empate já perto do fim. Soube a pouco.

Avançamos no tempo. 26 de Outubro. Outra vez visita insular, desta feita os que equipavam de alvinegro. Vinha aí o Nacional da Madeira de Manuel Machado, némesis de Jorge Jesus – os dois mantinham relação díficil, numa deliciosa dicotomia entre o aprumado bom falante e o gingão despreocupado com adornos triviais desse tipo – e a oportunidade era perfeita para marcar posições na rivalidade e alimentar egos. T

Tracção à frente, pensou Jesus ao olhar para a tabela classificativa: o Benfica era primeiro e contava 24 golos marcados à sétima jornada. Shaffer, o titular até aí, estava lesionado e César Peixoto ressente-se de alguma coisa no aquecimento. Óptimo, deve ter pensado Jesus, quando se lembrou do jogo frente ao Marítimo e da possibilidade de jogar com Coentrão e Di Maria em simultâneo.

Aconteceu e correu tão bem (6-1), que o português irreverente das Caxinas passou a ser a principal opção para aquele lado. Se é verdade que em jogos de maior gabarito era protegido no banco de suplentes (Braga, Liverpool, Dragão), na época seguinte Fábio assumiu-se como a principal figura encarnada, conclui época de enorme sucesso e reclama voos maiores que chegam pela mão de José Mourinho, rumo a Madrid. Ficaram 30 milhões de euros nos cofres, o valor da claúsula de rescisão.

Fábio Coentrão é a adaptação mais bem sucedida de Jorge Jesus

Coentrão é o maior exemplo do vasto leque de adaptações de Jorge Jesus, que brilhou nesse aspecto ao comando dos encarnados com outros dois nomes – Matic e Enzo – e que tentou replicar com outros – Melgarejo ou André Almeida – sem resultado qualitativo semelhante, embora tenham ajudado o clube em diversos momentos. Sabendo de antemão da grande tendência do técnico em procurar em casa o que precisa, há possibilidades várias para a próxima temporada que não podem ser vistas como más ideias, ainda que os tempos sejam outros e as condições disponibilizadas por Luis Filipe Vieira sejam diferentes para melhor, pelo menos na folga financeira com que são abordados os mercados de transferências.

Em 2014-15, foi Jesus quem pegou em Pizzi para suprir a ausência de Enzo Pérez, embarcado para Valência em Janeiro. Pegou no até aí extremo português e deslocou-o para zonas centrais – esse campeonato é terminado com ele à frente de Fejsa e no apoio a Jonas, com resultados incríveis no que à nota artística diz respeito.

Hipotecar o futuro dos jovens portistas a pensar no presente financeiro?

Certamente que não trarei nenhuma novidade ao referir que o FC Porto atualmente atravessa um momento delicado no que às suas contas diz respeito. Menos novidade será ainda o facto de que as movimentações do clube no mercado se encontram condicionadas por essa mesma realidade.

Portanto, era com uma certa apreensão que os adeptos portistas olhavam para esta janela de transferências. Por um lado, sabiam da necessidade de reforçar algumas posições do terreno; por outro, temiam o agravar dessas mesmas lacunas, bem como o surgimento de algumas outras, consequência de algumas saídas que eram dadas como certas.

Bom, facto é que, até à data, pouco se tem vindo a efetivar em termos de transferências. Jogadores como Alex Telles, Corona, Díaz ou Soares, apesar das já muito noticiadas sondagens, permanecem ligados contratualmente aos dragões.

No entanto, os rumores não ficam por aqui. Outros nomes que têm sido associados a outros emblemas do futebol europeu são os de alguns dos jovens jogadores que recentemente pisaram o relvado do Dragão pela primeira vez. São exemplos disso mesmo Diogo Leite, Tomás Esteves ou Fábio Silva.

Estes últimos são, a meu ver, casos bem mais preocupantes do que os primeiros que mencionei. Nesta afirmação, baseio-me essencialmente em dois pontos: o desportivo e o financeiro.

Primeiramente, vamos olhar para dentro das quatro linhas. Dos 18 jogadores que Mário Silva levou para defrontar o Chelsea na final da Youth League do ano passado, oito somaram minutos na equipa principal do FC Porto na época que há pouco findou. Foram eles Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Leite, Fábio Vieira, Romário Baró, João Mário, Vítor Ferreira e Fábio Silva.

Pode até parecer muito, mas olhemos para minutos. No total, os oito jovens atletas acima mencionados somaram 4227 minutos, o que, em termos médios, resulta em cerca de 534 minutos por jovem em 2019/20. Traduzindo: cada jogador completou, em média, menos de seis jogos durante toda a época.

O que retiramos destes dados? O FC Porto tirou, até ao momento, muito pouco proveito, em termos desportivos, desta fornada recém-coroada campeã da Europa. Consequentemente, os seus valores de mercado ainda se encontram relativamente modestos, muito abaixo dos seus potenciais.

Logo, não obstante os milhões que poderiam entrar nos cofres azuis e brancos, fruto da venda de alguns destes diamantes, no longo prazo, a meu ver, esta opção revelar-se-ia desvantajosa. Os jogadores que, no presente, estão avaliados em 15/20 milhões poderão facilmente, depois de uma época em que sejam alvo de uma aposta séria, duplicar ou triplicar o valor dos seus passes.

Para além disso, tendo em conta a situação financeira pouco agradável pela qual o clube passa, será, mais do que nunca, necessário procurar soluções dentro de casa. E poderão ser nessas soluções que o clube encontrará um caminho para sair dos problemas financeiros acima referidos, até porque não será com a manutenção de “trintões” que o clube equilibrará as suas contas.

Por um lado, mais uma ou duas épocas no Dragão para um Fábio Vieira ou um Tomás Esteves poderá servir, para além do contributo desportivo, para valorizá-los ainda mais; tal não acontecerá com um Marega ou um Danilo, por exemplo. Montar o projeto para o médio/longo prazo à volta de jogadores já em fase descendente parece-me o pior dos caminhos a tomar, ainda para mais quando temos à disposição uma das melhores fornadas de talento dos últimos tempos do futebol português.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

As 5 contratações de que Koeman precisa

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Há vários anos que o FC Barcelona não passava uma época sem vencer qualquer título e o desnorte da direção na gestão do clube “culé” teve aqui o seu pico mais degradante. Desde que Messi se assumiu como um dos melhores jogadores de sempre, mal ou bem, ia disfarçando as exibições fracas e a fugir ao ADN que apaixonou adeptos por todo o mundo: o de Cruyff e o de Guardiola. Porém, em 2019/20, à semelhança do que está a acontecer com todo o mundo, também o FC Barcelona sucumbiu a um vírus… O vírus “Messi de Saída”. De forma mediática, já saíram Quique Setién, Eric Abidal… e agora, Lionel Messi – segundo se sabe – quer também sair. Este fim de era, chocante para muitos, faz com que o novo técnico dos catalães, Ronald Koeman, tenha um enorme desafio pela frente: reconstruir uma equipa em estado de ebulição e sem aquele que foi considerado o melhor jogador do mundo por seis vezes.

Apontam-se à saída nomes como Suárez, Braithwhite, Firpo, Umtiti, Alex Vidal, Rakitic, Nelson Semedo… Para além do já supramencionado colosso. Então, se é assim, vão ter de haver muitas contratações para colmatar as saídas. De referir ainda que já tem Pjanic, Pedri e o talento nacional de Francisco Trincão. Sugiro, então, cinco jogadores que considero assentarem “que nem uma luva” nos Blaugrana.

5 jogadores que passaram por Liverpool FC e Arsenal FC no século XXI

Está aí à porta o pontapé de saída da temporada 2020/21 no futebol inglês, com Liverpool FC e Arsenal FC prestes a disputarem a Supertaça Inglesa no mítico Wembley Stadium.

De um lado, o clube que se voltou a sagrar campeão três décadas depois desde a última vez. Do outro, a equipa que venceu o segundo troféu mais importante do país (a Taça Inglesa), ao derrotar o Chelsea FC por 2-1, há quase um mês.

Para recordar a última vez que os dois emblemas se defrontaram na final de um troféu, é preciso recuar, precisamente, até à Supertaça Inglesa de 2002, altura em que os gunners levaram a melhor sobre os reds. Nas duas ocasiões anteriores a contar para a mesma competição, tinha sido o Liverpool a levar o troféu para casa.

O emblema de Anfield entrou no século XXI como sendo o segundo clube com mais supertaças no seu palmarés, logo a seguir ao Manchester United FC. Contudo, a formação da capital foi reduzindo a diferença que tinha (que era de três taças) e, neste momento, Liverpool e Arsenal encontram-se “empatados” nesse registo, ambos com 15 troféus na competição. Por isso, este duelo irá desempatar e isolar um dos clubes como sendo o segundo neste ranking.

Contudo, a longa História (e rivalidade!) entre estes dois clubes não se faz só de títulos ou confrontos diretos, mas também de atletas que vestiram ambas as camisolas. Na antevisão ao duelo decisivo, apresentamos uma lista de cinco jogadores que passaram por Anfield e pelo Emirates no presente século.