Início Site Página 11191

FC Porto | Sem perdão: Nakajima na porta de saída

0

O FC Porto regressou esta semana ao trabalho, com vista a preparação da próxima temporada. Como é habitual, o plantel apresentou-se no Olival para proceder ao arranque das sessões de treino, mas, Nakajima, ao contrário do que se esperava, não integrou o grupo de trabalho, aumentando assim as especulações de uma eventual saída a título definitivo ou até mesmo o empréstimo.

Até ao momento, o clube não proferiu qualquer justificação para o sucedido, mas aquilo que se especula é que o japonês não faça parte das contas de Sérgio Conceição, por todos os problemas existentes ao longo da última temporada, sobretudo na reta final do campeonato, quando o jogador se recusou a comparecer aos treinos de grupo devido à situação da Covid-19. Uma situação que não foi do agrado do treinador Sérgio Conceição que mostrou a sua insatisfação com o comportamento do atleta encaminhando a situação para a SAD do clube.

No final da temporada, quando os portistas se sagraram campeões, o nome do japonês não integrava a lista num vídeo alusivo à conquista publicado pelo clube. Para além disso, e ao contrário do que acontece com atuais jogadores e até ex-jogadores do plantel, o clube também não endereçou uma mensagem de parabéns no dia do aniversário do atleta, o que aumentou os rumores de mau entendimento entre as partes. Nakajima chegou à cidade do Porto, vindo do Japão, com vontade de voltar a treinar, mas tal não aconteceu e as explicações não foram dadas. Nem pelo treinador, nem pela SAD do clube.

A possibilidade de empréstimo ganha assim maior força, como sendo a solução mais viável no momento. Uma temporada longe do clube pode acalmar os ânimos, sarar alguns desentendimentos e permitir ao jogador ganhar ritmo de jogo, coisa que dificilmente ganharia no plantel portista.

O japonês de 26 anos chegou no último ano ao clube, e custou cerca de 12 milhões de euros por 50% do passe do jogador. O contrato termina apenas em 2024, mas se as situações não forem esclarecidas o futuro de Nakajima dificilmente passará pelo FC Porto.

Gonçalo Ramos | Que planos para o jovem goleador do SL Benfica?

Gonçalo Ramos: nome em voga, nome de goleador cada vez mais prolífico, nome de jogador cada vez mais completo. O jovem formando do SL Benfica tem vindo a inserir, por direito próprio, o seu nome na discussão do plantel com que as águias vão atacar a próxima temporada.

Numa fase em que é cada vez mais patente que haverá pouco espaço nas opções de Jorge Jesus para jovens da formação (exceção feita a Rúben Dias e, eventualmente, Ferro e Florentino), o olhanense de 19 anos vê a sua inclusão no grupo de trabalho dificultada. Dificuldade acrescida pelo facto de ainda não estar integrado nos trabalhos de pré-época, no qual se podia mostrar ao novo técnico dos encarnados.

Contudo, Ramos tem demonstrado, além da sua enorme qualidade, vontade e paixão para representar o SL Benfica em qualquer escalão. Como tal, não teve problema algum em “descer” aos Juniores para ajudar na tentativa de conquistar a UEFA Youth League, mesmo após se ter estreada de forma brilhante pela equipa principal, bisando em sete minutos.

Na prova europeia de sub-19, Gonçalo Ramos apontou oito golos, os mesmos do italiano Piccoli, da Atalanta, e ainda somou três assistências. As estatísticas e as exibições superlativas levaram a UEFA a atribuir-lhe o prémio de Melhor Jogador da Competição. Com isto, o polivalente futebolista somou, por certo, muitos pontos junto de JJ e da estrutura encarnada, já familiarizada com a sua qualidade.

Gonçalo Ramos evidenciou-se na Youth League 19/20, tendo sido nomeado “Melhor Jogador” da competição
Fonte: UEFA

A sua polivalência pode ser o seu maior trunfo na cartada que o olhanense jogará por um lugar ao sol na quadra encarnada que, consta, ainda será bastante reforçada. Não será fácil, ainda assim, mas as inúmeras funções que Ramos desempenha com qualidade e maturidade dão-lhe alguma vantagem em relação a outros projetos do Seixal que poderão vir a ser aposta, como Tiago Dantas, Paulo Bernardo ou Tiago Araújo.

Gonçalo começou a ser moldado como médio-centro, com especial enfoque nas funções de um “8” relativamente moderno – mais chegada à área sem bola e menos transporte a mesma até lá, mais técnica e menos robustez física e capacidade de choque. A facilidade e eficiência que demonstrava nas aproximações à área e a eficácia com que finalizava foram certamente duas das premissas que levaram os técnicos dos escalões de formação, de forma concertada, a fazer avançar Ramos no terreno.

De “8” passou a “10”, de “10” passou a “9,5”, de “9,5” passou a “9”. Cumpre em qualquer das posições ainda, mas é cada vez mais indiscutível que Gonçalo Ramos pode ser o futuro avançado de classe mundial do Sport Lisboa e Benfica. Importa, assim, gerir bem as expetativas e a progressão do “matador” de 19 anos apenas. O primeiro passo é decidir o papel de Ramos na época 20/21.

A venda, naturalmente, está fora do leque de opções. A titularidade na equipa principal é de difícil alcance. Resta o empréstimo ou a inclusão no plantel como uma das opções secundárias para a frente de ataque – alinhando na equipa B regularmente. Tendo em conta a forma como o jovem tem agarrado as oportunidades e a polivalência que ninguém no plantel garante como ele, a segunda é a melhor hipótese.

Assim, Gonçalo Ramos deve – ou devia – ser já esta época integrado nos trabalhos da equipa principal, descendo à equipa B apenas para jogar, caso as oportunidades para ter minutos na principal equipa escasseiem. Será, acredito, a melhor forma de fazer progredir o atleta e de garantir um reforço a custo zero que pode dar à equipa o que poucos podem: finalização, mobilidade, alcance de terreno pisado, ligação entre os dois últimos terços do campo, trabalho incansável e vontade de honrar o nome Sport Lisboa e Benfica. Não é para todos.

Os 5 melhores da década 2010-2020 da LPB

A Federação Portuguesa de Basquetebol pediu a 44 personalidades do basquetebol português para elegerem o cinco inicial da Equipa da Década 2010-20 da LPB, bem como os Jogadores da Década.

Treinadores que fazem parte das seleções nacionais, jornalistas especializados em basquetebol e comentadores da FPBtv escolheram aqueles que marcaram a última década no basquetebol português. O único critério definido foi o de incluir apenas atletas que participaram em, no mínimo, 50 jogos da fase regular da Liga Placard entre as épocas 2010/11 e 2019/20.

De um total de 155 atletas profissionais da LPB que cumpriam esse requisito, estes foram os cinco escolhidos.

Foto de capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

As 5 jogadoras que podem decidir a Final da Women’s Champions League

As competições europeias da época 2019/20 estão perto de terminar e o último jogo europeu desta época é obviamente a final da Women’s Champions League. De um lado, as campeãs alemãs, VfL Wolfsburg, vão em busca do triplete, depois de já terem conquistado tudo no seu país. Contudo, do outro lado, estão as tetracampeãs em título, Olympique Lyonnais, que procuram voltar a vencer tudo de novo a nível interno (tarefa já concluída com sucesso) e internacionalmente.

Tanto alemãs como francesas chegam a esta final 100% vitoriosas e, por isso, teremos de olhar para o registo histórico entre ambas as formações para ver onde haverá desequilíbrio. Wolfsburg e Lyon já se defrontaram por três vezes na final, e o confronto é favorável à equipa francesa – duas vitórias. Se olharmos para os jogos todos a nível europeu, o Lyon tem quatro vitórias sob as alemãs e apenas duas para a formação do Wolfsburg – houve ainda um empate a registar. Resta saber se haverá continuação do legado ou se teremos um empate em termos de vitórias na final.

O palco da quarta final da Women’s Champions League entre VfL Wolfsburg e Olympique Lyonnais será o Anoeta (estádio do Real Sociedad), e o seu relvado contará com muitas estrelas, mas também com muitas ausências… As mais notórias são do lado das francesas, que não vão contar com Ada Hegerberg – a melhor jogadora do mundo que recupera de uma lesão –, com a internacional portuguesa Jéssica Silva e ainda com Nikita Parris, internacional inglesa que foi expulsa na partida frente ao Paris Saint-Germain FC.

A nível ofensivo, o Lyon está débil. Contudo, não deixa de haver qualidade no lado francês, que pode decidir um jogo ou não serão as atuais tetracampeãs em título. As opções no imediato para a frente de ataque parecem ser Eugénie Le Sommer ou Shanice van de Sanden. Quem não fica também atrás em termos de qualidade individual e coletiva são as alemãs do Wolfsburg. Por isso, vamos, sem mais demoras, ver as cinco jogadoras que podem fazer a diferença na final de domingo.

Outras jogadoras a ter em conta: Friederike Abt e Ewa Pajor (VfL Wolfsburg); Sarah Bouhaddi e Lucy Bronze (Olympique Lyonnais)

ATP Cincinnati 2020: Novak Djokovic continua imparável em 2020

0

Terminou a primeira grande prova de ténis pós-confinamento, que não contou com presença de público. Como era de prever, foi uma prova recheada de surpresas devido à paragem de competições oficiais desde março. Inicialmente, a prova iria terminar na sexta-feira. Porém, numa mensagem de apoio na luta contra o racismo e a desigualdade racial, não houve jogos na quinta-feira. Os dois grandes destaques da prova que antecede o US Open foram os dois finalistas do torneio: Milos Raonic e Novak Djokovic.

Foto de capa: Western & Southern Open

Os 5 maiores dérbis do mundo

Uma cidade unida, porque está dividida. Rivalidade eterna. Motivações políticas, religiosas, históricas ou apenas geográficas. Famílias que se dividem e amigos que se antagonizam. São os jogos mais aguardados do ano, independentemente da classificação dos clubes na tabela. Dérbis são dérbis e vice-versa.

Em dia de jogo, a cidade transfigura-se para um cenário de guerra. As cores com que nos vestimos identificam a nossa causa e a paixão que nos move. As autoridades reforçam a segurança e o trânsito fica condicionado. Nos casos extremos, os adeptos do clube visitante nem têm autorização para assistir ao jogo no estádio.

Neste artigo, elegemos os cinco maiores dérbis do mundo. Dérbis, não clássicos. Estamos a falar de jogos que fazem uma cidade parar, porque se defrontam os maiores clubes que lá coabitam. Um dérbi é muito mais do que um jogo, e este Top 5 faz disso prova.

Arsenal FC 1-1 Liverpool FC (5-4 GP): Gunners vencem primeiro troféu da temporada

A CRÓNICA: VITÓRIA DO ARSENAL NOS PENÁLTIS, APÓS SUPERIORIDADE DO LIVERPOOL

O estádio de Wembley recebeu, como já é hábito, a Supertaça inglesa, que abre a época desportiva em Terras de Sua Majestade. Este troféu opôs o vencedor da Taça de Inglaterra, o Arsenal FC, ao atual campeão, o Liverpool FC. Os gunners acabaram por se sagrar vencedores, após a decisão através de penáltis.

O Liverpool apresentou-se, desde o início da partida, como uma equipa ofensiva, com as linhas bastante subidas e pressionantes, tentando “encostar” o Arsenal ao seu meio campo defensivo. A formação londrina correspondeu de forma positiva à pressão constante dos “Reds”, sentindo-se confortável com posse de bola.

Os “Gunners” apostaram maioritariamente no contra-ataque, e cada aproximação à área contrária era sinal de perigo. Desta forma, ao minuto 12’, após um venenoso ataque rápido, bem ao estilo dos “Gunners”, Aubameyang disferiu um remate direcionado ao posto mais distante. Alison bateu e inaugurou o marcador. O Liverpool procurou ostensivamente o golo, mas, no primeiro tempo, não foi capaz de criar um verdadeiro lance de perigo, exceto um lance anulado aos 7’ minutos, após van Dijk colocar a bola no fundo das redes adversárias.

No segundo tempo, o Liverpool foi em busca do empate, provocando uma avalanche ofensiva e instalando-se no meio campo do Arsenal. Ao minuto 73’, num momento de completa superioridade dos “Reds” na partida, Minamino aproveitou uma série de ressaltos e repôs a igualdade na partida.

Ao fim do tempo regulamentar, o resultado estava fixado em 1-1, levando a decisão para grandes penalidades. O Arsenal foi mais eficaz a partir da marca dos onze metros, concretizando todos os penáltis, ao contrário do Liverpool, que desperdiçou um dos pontapés por intermédio de Brewster.

A FIGURA


Pierre-Emerick Aubameyang– O avançado gabonês é uma das maiores figuras do Arsenal e, nesta partida, voltou a provar o seu valor. Realizou uma atuação esforçada e de qualidade, sendo a figura do encontro. Apontou o primeiro golo da partida, colocando o Arsenal na frente do marcador, e concretizou a grande penalidade decisiva que garantiu o título ao Arsenal.

O FORA DE JOGO


Frente de ataque do Liverpool- O número de ataques por parte dos “Reds” merecia um melhor desfecho. A segunda parte do encontro ficou marcada por uma forte presença de jogadores do Liverpool na grande área adversária. No entanto, estes apenas conseguiram colocar a bola no fundo das redes uma única vez. Comparativamente à habitual eficácia da frente de ataque formada por Mané, Salah e Firmino, esperava-se um maior acerto em frente à baliza do Arsenal.

ANÁLISE TÁTICA- ARSENAL FC

A equipa londrina dirigida por Mikel Arteta alinhou num esquema tática de 3-4-3, investindo principalmente no contra-ataque. O papel dos laterais Maitland-Niles e Bellerín foi determinante na recuperação da posição defensiva, e, ofensivamente, procuravam regularmente espaços interiores, fortalecendo o miolo do terreno, apoiando os centro campistas. No processo de construção de jogo a partir da sua própria área, os médios centro cumpriram um papel fulcral, baixando no terreno de jogo, dando mais opções de passe aos defesas centrais, que abriam para as alas, e permitindo aos laterais conquistar profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Emiliano Martínez (7)

Héctor Bellerín (7)

Rob Holding (6)

David Luiz (6)

Kieran Tierney (7)

Ainsley Maitland-Niles (6)

Mohamed Elneny (5)

Granit Xhaka (6)

Bukayo Saka (6)

Eddie Nketiah (5)

Pierre-Emerick Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Cédric Soares (6)

Reiss Nelson (6)

Joe Willock (6)

Sead Kolasinac (5)

ANÁLISE TÁTICA-LIVERPOOL FC

A equipa de Jurgen Klopp alinhou no habitual 4-3-3, com a equipa em bloco bastante subida no terreno de jogo, quer a atacar ou a defender, com pressão alta logo a partir das saídas de bola do Arsenal. Devido ao pendor ofensivo dos laterais dos “Reds”, Milner funcionava com médio de cobertura e Fabinho atuava à frente da defesa como “trinco”, o que fazian de Wijnaldum o médio com mais liberdade e criatividade.

Com a entrada de Keita, Fabinho recuou para defesa central, enquanto o médio guineense atuava como médio mais recuado. O Liverpool passou a atuar num sistema tático próximo de um 4-2-4, tendo Minamino e Mané (posteriormente Curtis Jones) a descaírem para as alas, e tendo Salah e Firmino (e Mané após a saída do avançado brasileiro) no corredor central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Neco Williams (4)

Joe Gomez (7)

Virgil van Dijk (7)

Andrew Robertson (6)

Fabinho (5)

James Milner (6)

Georginio Wijnaldum (5)

Mohamed Salah (6)

Roberto Firmino (5)

Sadio Mané (5)

SUBS UTILIZADOS

Naby Keita (5)

Takumi Minamino (7)

Curtis Jones (6)

Rhian Brewster (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Quaresma: Porque não há duas sem três

0

Parece que já não há verão sem que Ricardo Quaresma seja apontado ao FC Porto. Sempre que saem notícias que o jogador possa sair do seu atual clube, um dos emblemas logo conectados ao seu futuro é o azul e branco, ou seja, não haver um mercado em que Quaresma não esteja ligado ao dragões é como fazer um aniversário sem bolo.

Dito isto, alguma imprensa desportiva portuguesa tem noticiado a possibilidade do eventual regresso do “Harry Potter” ao “seu” clube, uma vez que o extremo já afirmou diversas vezes ser adepto do atual campeão nacional.

O campeão da Europa por Portugal em 2016 terminou, no último mês de Junho, o vínculo com o Kasimpasa SK, e, até agora, ainda não se encontra com o seu futuro profissional definido. Ainda há poucos dias, Quaresma foi noticiado como estando na rota do outro grande clube da cidade – o Boavista FC-, o que seria uma autêntica “bomba de mercado”. No entanto, isto foi prontamente negada pelo próprio, numa publicação de bom humor nas suas redes sociais.

Por outro lado, o atleta também já viu o seu nome ser alvo de interesse por partes de clubes brasileiros, mas sem que nenhum tentasse um contacto mais formal. Por isso, tudo aponta para uma terceira passagem pelo Dragão por parte do futebolista. De recordar que a sua primeira fase no FC Porto aconteceu entre 2004 e 2008, tendo depois voltado a vestir a camisola azul e branca no período de 2014 até 2015.

A sua ligação especial com o FC Porto é deveras conhecida e assumida pela estrutura, pelo jogador e pela massa associativa, o que significa que não deve ser muito difícil alcançar “fumo branco” entre as partes envolvidas nas negociações. Aqui, a especial atenção recai sobre Sérgio Conceição, uma vez que cabe ao técnico portista dar o aval para o sucesso das mesmas e oficializar a consumação de um acordo.

A concretizar-se, será mais um negócio que fugirá à política de contratações do FC Porto, pelo menos da fase em que o clube tinha o domínio claro do futebol português na senda de tentar contratar jovens promessas, para que depois consiga retirar rendimento desportivo e financeiro. Neste caso concreto, já se sabe que Ricardo Quaresma já vai a caminho dos seus 37 anos. Faz anos em Setembro, pelo que o retorno financeiro será sempre uma utopia.

Pela vertente desportiva, não há dúvidas da sua capacidade técnica e da sua habilidade, que é um fator que tem faltado ao jogo do FC Porto. Mas a maior dúvida recairá na sua capacidade física, algo tão apreciado por Sérgio Conceição. Por mais que um atleta se cuide, a idade não perdoa ninguém, e é natural que Quaresma já não apresente as mesmas valências de alguns anos atrás.

Desta forma, a sua aquisição será sempre um risco e parecerá ter muito mais um elo emotivo do que racional, pois será um reforço na senda de “Pepe”, que trará liderança, carisma e peso no balneário. Contudo, a sua preponderância já não será a mesma de a de algumas épocas atrás.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP da Bélgica: Che disgrazia, Ferrari!

A ANTEVISÃO: PIM, PAM, PUM, O TRIO DA FRENTE É APENAS UM

Já cá estamos no Grande Prémio da Bélgica, possivelmente o melhor circuito do calendário, cheio de mil e uma histórias de conduções heróicas, perante a meteorologia quase esquizofrénica da floresta das Ardenas.

Começamos com o óbvio e para evitar repetição: O Mercedes de Lewis Hamilton, após uma volta fenomenal que parecia realizada sobre carris, conseguiu a pole position, seguido do colega de equipa Valtteri Bottas (a meio segundo de distância), com Max Verstappen (Red Bull) perto do segundo lugar, a apenas um centésimo de segundo de Bottas.

Um trio frontal expectável, porque são os únicos com um ritmo capaz de vencer uma corrida. Não me vou alongar mais, porque sinto que já escrevi isto durante outras antevisões e rescaldos durante esta temporada.

Finalmente, uma pequena surpresa (a não ser que sejam daqueles que, como eu, prestaram atenção aos Speed Traps nas anteriores corridas). A Renault tem um motor bem jeitoso, com um bom nível de potência, e um carro com uma aerodinâmica bastante esguia para cortar o vento. Graças a isso, colocou os dois pilotos na Q3, com Daniel Ricciardo num excelente quarto lugar ao lado de Verstappen, pelos bons velhos tempos.

O francês Esteban Ocon não acompanhou o ritmo de Ricciardo, ficando, ainda assim, com um bom sexto lugar na grelha. Os Renault mostraram um excelente ritmo durante todas as sessões de treino, e os resultados na qualificação demonstram isso. Pequena curiosidade: apesar de já vencer em Spa na corrida de 2014, esta é a melhor qualificação de sempre de Daniel Ricciardo na pista belga.

Alexander Albon (Red Bull) aparenta estar um pouco mais à vontade no seu monolugar, começando de sexto na grelha – ainda assim a meio segundo de Max Verstappen – para observar se o ritmo de corrida trará algo mais, agora que não tem tanta gente para ultrapassar.

Os McLaren continuam a mostrar ser o carro mais equilibrado do pelotão, conseguindo resultados semelhantes em quase todo o tipo de circuito. O espanhol Carlos Sainz, após um início de temporada tremido, começa a mostrar o porquê de ter sido chamado para a Ferrari, colocando-se em sétimo lugar, com Lando Norris a desapontar um pouco, não passando de 10º.

Uma pequena surpresa foi o ritmo da Racing Point (ou falta dele). Não que tenha sido mau, longe disso, mas esperava-se que lutassem com Max Verstappen pelo terceiro lugar da grelha, e durante os treinos e na qualificação não se aproximaram sequer. Começa Sergio Perez em oitavo e Lance Stroll em nono, após estranhamente realizarem apenas uma rodagem na Qualificação 3.

Os Alpha Tauri portaram-se bastante bem. A certo ponto, parecia até que Pierre Gasly entraria no clube VIP do Top 10. Mas, mesmo no final da Q2, não só foi deixado de fora, como ainda foi ultrapassado pelo colega de equipa, Daniil Kvyat.

Se os Alpha Tauri até se portaram bem, este fim-de-semana está a ser humilhante para outra equipa italiana, a maior delas todas, a Ferrari. Nós já sabíamos que este carro não era bom, depois do acordo secreto com a FIA e o fenomenal motor do ano passado ser colocado no lixo por não estar em conformidade. Sabíamos que o motor era o pior da grelha e que uma pista de alta velocidade como Spa seria complicada para a Scuderia, mas é deveras surpreendente verificar a posição dos Ferrari em 13º e 14º, depois da atrocidade que foi os treinos livres.

Muito raramente se vê uma queda abrupta a este ponto de uma equipa com os recursos da Ferrari. Na pior das hipóteses, há estagnação, mas não um declínio destes.  A probabilidade de pontos é muito baixa, e acredito que Sebastian Vettel e Charles Leclerc passem a noite a realizar a dança da chuva para ver se amanhã não é só a competitividade a contar.

Olhando para o final da grelha, vemos os suspeitos do costume, sendo o único positivo George Russel (Williams), que, mais uma vez, saiu da Q1. As equipas clientes da Ferrari e o Williams da Latifi preenchem os últimos lugares, com os que tem coração italiano a não terem mais para dar do que aquilo.

Fala-se em chuva para amanhã, na zona do circuito. Por favor, que aconteça!, para não ser o mesmo trio a estar novamente no topo do pódio. Caso contrário, temos a batalha do pelotão, que é sempre muito interessante, porque, lá na frente, a probabilidade de Lewis Hamilton mostrar como se cria distanciamento social automóvel é forte.

Foto de capa: Scuderia Ferrari

De Paula na rota encarnada

0

O Sport Lisboa e Benfica de Jorge Jesus continua forte no ataque ao mercado de transferências. Após as chegadas de Gilberto, Everton Cebolinha, Luka Waldschmidt, Pedrinho, Jan Vertonghen e Helton Leite, as transferências no clube da Luz não parecem terminar por aqui.

Até ao momento, em contratações, o Benfica já gastou cerca de 70 milhões de euros, sem contar com Vertonghen que assinou a custo zero. Bem, parece que o investimento de Luís Filipe Viera não ficará por aqui e que mais jogadores chegarão a Lisboa nos próximos tempos.

Um dos nomes mais falados recentemente é o de Patrick De Paula, médio defensivo brasileiro de apenas 20 anos. Os valores da transferência rondarão, supostamente, os 18 milhões de euros por 80 porcento do passe do jovem médio.

De Paula tem sido apontado como uma das melhores jovens promessas do Brasil, falando-se até que estará para breve uma chamada à convocatória de Tite para representar os canarinhos. No Palmeiras, Patrick de Paula é um dos destaques, levando até dois golos em 16 jogos nesta temporada.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por SE Palmeiras (de 😷) (@palmeiras) a

De Paula tem sido um dos destaques desta temporada do Palmeiras, catapultando o seu nome para a órbita de grandes clubes do futebol europeu

No plantel do Sport Lisboa e Benfica, encontraria a concorrência direta Julian Weigl e, em zonas mais avançadas, Taarabt, Gabriel e até Pizzi. Assim sendo, e a confirmar-se a transferência de De Paula para a Luz, deverão existir saídas no miolo do SL Benfica, e Jorge Jesus poderá até apostar em jogar com dois médios defensivos, fazendo uma parceria Weigl/De Paula.

A sua versatilidade na zona do meio-campo faz de Patrick De Paula um alvo apetecível para o Benfica de Jorge Jesus. Pode atuar como médio defensivo, mas também pode ser um médio “box-to-box“, capaz de jogar em espaços curtos e transportar a bola para zonas mais avançadas no terreno.

De Paula é capaz de se movimentar por todo o campo, tendo a capacidade não só de criar oportunidades de golo, bem como de as finalizar. As bolas paradas são uma das especialidades do médio brasileiro, que tem muito sentido de baliza e faro de golo. Na temporada transata, apontou dez golos em 50 jogos pela equipa de São Paulo.

A sua tenra idade fazem dele um dos jovens jogadores mais apetecíveis do Brasileirão.

Em declarações à Antena 1, De Paula garantiu “estar tranquilo” e que é preciso esperar para ver o rumo que as negociações tomam. As negociações foram também confirmadas por Anderson Barros, diretor para o futebol do Palmeiras, e terão como intermediário Giuliano Bertolucci, que é o empresário do jogador e que tem boas relações com os encarnados, uma vez que é até o agente de Everton Cebolinha.

Assim, Patrick De Paula seria uma boa adição ao plantel do Sport Lisboa e Benfica, embora o setor do meio campo esteja bastante “povoado”. A verdade é que De Paula parece ter um futuro bastante promissor e Jorge Jesus poderá ser o treinador que o jovem necessita para desenvolver o seu jogo.

Artigo revisto por Mariana Plácido