O conjunto italiano já viveu melhores dias. A passar pelas ruelas dos campeonatos transalpinos, o USC Palermo liderou em 2019/2020 aquela que podemos considerar a quarta divisão de Itália – Série D. Sem um palmarés vistoso, os rosanero são, contudo, uma formação com uma tradição reconhecida nos amantes italianos da bola.
Se a nível coletivo o USC Palermo nunca conquistou algo vistoso, no plano individual a formação assume-se como uma rampa de lançamento de grandes nomes para a ribalta do futebol europeu. Sem lugar para todos no onze dado a seguir, que nomes alteravas, ou recordas algum que tenha espaço e não tenha sido mencionado?
O CD Tondela substituiu espanhóis no comando técnico dos beirões: saiu Natxo González e entrou Pako Ayestarán, na segunda época seguida com treinadores do país vizinho na Primeira Liga.
Com o sotaque castelhano a manter-se no campeonato, o Bola na Rede mostra-lhe os 10 treinadores espanhóis que mais se destacaram no futebol português.
O Hóquei em Patins vive uma bipolarização ibérica há muitos anos. Portugal e Espanha venceram 30 das 32 edições do Campeonato Europeu, desde que se separou do torneio Mundial.
No Mundial só a Argentina por quatro e a Itália por duas conseguiram ganhar para além das seleções dos países da Península Ibérica em 33 edições desde a separação de competições. Assim, mais de 80% dos torneios foram ganhos por Portugal e Espanha.
Já quanto à mais importante competição europeia de clubes, a Liga Europeia, o cenário não é muito diferente. Desde a época 1996/97, na qual a Taça dos Campeões Europeus se fundiu com a Taça das Taças para formar a Liga dos Campeões Europeus (antiga designação da Liga Europeia), apenas o Follonica de Itália em 2006 se intrometeu no domínio ibérico da competição mais importante de clubes na Europa.
— Federação de Patinagem de Portugal (@OficialFPP) July 14, 2019
Mesmo com o alargamento da fase de grupos do torneio de oito para 16 equipas em 2008/09, todos os finalistas foram clubes portugueses e espanhóis, com os nuestros hermanos a vencer oito das 11 edições.
Já na segunda competição europeia mais importante de Hóquei em Patins, a Taça World Skate Europe de 2019–20 (anteriormente denominada Taça CERS), apenas a Itália equilibra um pouco as contas. Os transalpinos contam com cinco equipas finalistas no atual formato de final four, que conta com 12 edições, uma das quais vencedora, o Hockey Bassano, em 2011/12.
O Hockey Bassano foi a última equipa sem ser ibérica a ganhar a Taça CERS Fonte: Hockey Bassano
Será esta bipolarização positiva para o desenvolvimento da modalidade? Por que razões os países europeus fora Portugal, Espanha e Itália não se intrometem nas principais competições de clubes e seleções? Falta de divulgação da modalidade por parte das federações aos mais jovens ou falta de investimento financeiro?
A separação atual do mundial numa divisão A e B não poderá agravar o desequilíbrio entre as seleções mais fracas e mais fortes por não se defrontarem entre si oficialmente?
Veremos como evolui o Hóquei em Patins a nível europeu e financeiro nos próximos anos, mas, a não ser que hajam alterações de fundo, o domínio ibérico deverá continuar…
Aproxima-se uma nova época e o mercado de transferências do Dragão está no seu auge. Nem só de contratações “novas” se faz o futebol, e o FC Porto de Sérgio Conceição tem mostrado que tem capacidade para rentabilizar jogadores que estiveram emprestados e que podem render muito no regresso.
Vou apresentar-vos um top de cinco jogadores que podem voltar ao Dragão e afirmar-se definitivamente de azul e branco. Não será nada fácil entrar no plantel do Campeão Nacional, mas as vantagens em termos financeiros também não devem ser postas de lado. Pese embora não tenham feito épocas excecionais, vamos ficar a conhecer esses cinco possíveis reforços.
O defesa-central, Zouhair Feddal, é o mais recente reforço do Sporting Clube de Portugal, para a época 2020/2021. O internacional marroquino chega a Alvalade proveniente do Real Betis Balompié, numa transferência avaliada em dois milhões de euros, rubricando um contrato válido por duas temporadas com mais duas de opção, com uma cláusula de rescisão de 45 M€.
O novo defesa leonino iniciou a sua formação no escalões jovens do AS Monaco, tendo passado por vários clubes secundários em Espanha. Ao nível sénior passou pelo seu país, ao serviço do FUS Rabat, tendo somado 29 jogos e um golo. Na temporada 2013/2014 regressou ao continente europeu, rumo ao futebol italiano, tendo vestido as camisolas do SSR Siena, USC Palermo e Parma FC.
Na época 2015/2016 voltou ao futebol espanhol, onde esteve nas últimas cinco temporadas, tendo representado o Deportivo Alavés, Levante UD e o Real Bétis Balompié. Nesta sua passagem pelo futebol espanhol, somou mais de 100 jogos no campeonato espanhol.
Feddal é assim um jogador com experiência de Liga italiana e espanhola, que chega ao Sporting CP para alinhar como defesa-central pela esquerda, no modelo de 3X4X3. O defesa-central canhoto é um jogador forte fisicamente, com boa qualidade de passe na primeira fase de construção, imponente nos duelos aéreos e com bom sentido de posicionamento. No que diz respeito à sua evolução, deverá melhorar nas bolas paradas ofensivas, explorando a capacidade no jogo aéreo e, ainda, a sua virilidade, sendo um atleta que recorre frequentemente às faltas, para parar os adversários.
🛬 De 🇲🇦, mais uma peça “central” para a defensiva Leonina!
Assim, Feddal poderá ser alternativa a Borja, tendo ainda a oposição de Ivanildo Fernandes e Gonçalo Inácio – dois jovens que irão realizar a pré-época com a equipa principal. Aos 30 anos, trata-se de um jogador experiente e que poderá acrescentar qualidade ao futebol leonino.
Zou Feddal poderá assim tornar-se um jogador influente no plantel leonino, conhecendo bem o modelo de 3X4X3. Que vista de leão ao peito com Esforço, Dedicação e Devoção, para ajudar a equipa a conquistar a Glória da vitória a cada jogo.
Podes consultar a primeira parte da entrevista AQUI
– Primeiros passos como treinador –
Bola na Rede [BnR]: Nessa mesma temporada de 2012/2013, primeiro ano como adjunto, ficaste logo treinador principal da equipa de sub-20?
Nuno Manarte [NM]: Sim nesse ano fiquei como treinador de sub-20, na altura a equipa sénior tinha seis jogadores que só treinavam na equipa sénior. Foi um ano de mudança, sem estrangeiros, o único estrangeiro que tínhamos era o Sergi, que era praticamente de Ovar. Havia muitos jogadores de sub-20, tínhamos um treino por semana em que subíamos alguns juniores (para sub-20), e jogávamos à quarta feira. A minha primeira experiência como treinador foi treinar os sub-20, basicamente uma equipa dos seniores, mas com alguma malta mais nova a treinar só a parte, não é com um treino e um jogo. O meu primeiro jogo em Fides, Gondomar, estava mais nervoso do que provavelmente a primeira vez em que joguei.
BnR: Nesse ano chegaste ainda a fase final Nacional de sub-20.
NM: Tínhamos uma boa equipa nesse ano, com muito mérito do Carlos Pinto, um plantel português e a equipa nesse ano atingiu um nível bastante superior ao esperado. A equipa era muito boa, tínhamos o Manú, o Júlio, o Pedro Costa, Pedro Soares, o Fião, jogadores que depois de uma forma ou outra já ajudavam na equipa sénior. Também haviam outras equipas interessantes como o Porto, o Benfica e conseguimos ir à fase final em Lisboa com o Porto, o Algés e o Benfica, o que já foi interessante para o primeiro ano.
BnR: Ficaste então a conciliar o trabalho de treinador das camadas jovens de Sub-20, seguiu-se os sub-16 B e depois ficaste ainda a treinar sub-18. Como foi conciliar o trabalho de treinar equipas jovens e ao mesmo tempo ser adjunto de uma equipa sénior?
NM: Não vejo grandes problemas, o que custou foi começar. Isto porque competi muitos anos. Vejo o basquetebol de uma forma muito profissional e competitiva. Para mim basquetebol é sinónimo de competir. Tinha claro que, como treinador de formação, o teu objetivo tem de ser outro. Não acho que o objetivo não seja competir, competir é importante. Mas há que ensinar porque é que é importante competir, ninguém ensina os jovens a perder. Acho que é importante ensinar aos jovens os valores de competir, os valores do basquetebol e os valores da vida, os valores de equipa, os valores individuais, quer pessoais quer em termos técnicos e tácticos, os valores de crescimento de cada um deles. Mas não podes pôr de parte o valor da competição, que é algo natural no ser humano. Tu desde miúdo que já competes porque queres ser o melhor, competes com o teu irmão. Agora, temos que pôr as coisas em patamares diferentes e essa foi a minha dificuldade, pois eu vinha de muitos anos a competir ao mais alto nível, em que ganhar era o mais importante. A treinar sub-20 podes pôr as coisas da mesma maneira, mas quando fui treinar sub-16 B esse foi o primeiro impacto. Aí treinei, talvez possa dizer miúdos em que alguns deles hoje jogam comigo, pela Ovarense, como é o caso do Francisco Oliveira. Tinham, portanto 14 ou 15 anos, e tive esse impacto de sub-16 B em que não competem, os jogos são fracos pois não há competições de sub-16 B e a ideia era mais que eles crescessem e evoluíssem para que no ano a seguir fosse um ano forte para eles. Tentar ter esta visão quase nada competitiva, isso é que foi desafiante. Íamos para os jogos jogar com o “campinho C”, é uma brincadeira claro, mas nos jogos o importante era eles jogarem todos e ter experiências em que construíssemos algo. O que numa primeira fase foi muito aborrecido para mim porque faltava-me a competição, ter impacto no jogo e não havia nada disso, era quase como se fossemos treinar.
BnR: E foi isso que mais custou?
NM: Custou-me no início, mesmo nos treinos mudar o chip lidar com a falta de competitividade. A verdade é que ao longo dos tempos me fui ajustando e, apesar de eu saber que era a forma correta de estar com essa equipa nesse ano, depois era uma revolução interna. Pensava “Se calhar não é isto que eu quero, eu quero é competição, quero poder trazer miúdos e colocá-los a jogar e a jogar para ganhar”, mas sabia que não era isso que era suposto fazer. Mas tinha momentos de revolta interior, que me faltava a competição e aquilo não me servia, queria algo mais. Mas depois também era pacifico, entrava no treino, identificava-me, mudava o chip e era a dificuldade de vir dos seniores para treinar sub-16 B, imagina a mudança.
BnR: Era uma mudança drástica.
NM: É praticamente o oposto, mas pronto lá me adaptei, pois era meramente ensinar o Basquetebol. A verdade é que nem toda a gente que joga basquetebol depois sabe ensinar e essa também foi a dificuldade para mim. Eu pedia um passe e corte e partia da ideia que toda a gente sabe o que é e depois ficava chateado com estas coisas e dizia “Então disse-te para tu cortares e tu não cortaste?” e era “Mas o que é cortar?”. Isso é que era ensinar o jogo. Era tu perderes tempo para que os jogadores aprendam aquilo que estás a dizer e aquilo que queres fazer. O que é diferente do que jogar, uma coisa que para mim é certo, nem para toda a gente é certo. Tu tens de ensinar tudo aquilo que vais fazer. Para mim é a grande dificuldade de seres treinador, ainda para mais ser treinador de formação. É muito, muito difícil, percebi que jogar ao mais alto nível não era o suficiente para treinar uma equipa de sub-16 B. Tinha de me formar, continuar a estudar, a ver coisas e a pedir informações. Na altura uma pessoa que me ensinou muito foi o João Candeias (treinador sub-14), sentei me muitas vezes com ele a perguntar o que ele fazia. E ele explicava-me todas as especificidades dos miúdos daquela idade. “Atenção que os gajos um dia vão te chegar super desconcentrados. Não te zangues com eles, às tantas é porque tiveram um mau dia na escola ou receberam uma nota má”, “Aquele rapaz é assim e assim”. Havia uma série de especificidades muito interessantes, mesmo o tipo de jogo, jogar por conceitos em vez de jogadas. Na altura aprendi muito com ele. Foi uma transição grande passar de sub-20 praticamente seniores para sub-16 onde tinha de ensinar o jogo. A verdade é que eles ao longo da época cresceram bastante e a malta dizia “Como é possível? Eles já estão com um nível!”, o que foi bom e gratificante.
BnR: Começares a treinar miúdos também deve ter sido algo impactante para eles porque de repente viram-se a treinar com um ícone de Basquetebol em Ovar. Sentias essa parte a influenciá-los como treinador?
NM: Sentia as duas fases. A fase inicial do encantamento de treinares com o teu ídolo, porque eu também já fui treinado por um dos meus ídolos, o Mário Leite em mini-basquete. Mas também existe a desilusão. Ao fim de dois ou três meses a treinar e eu também tive disso. Porque por ter esta visão tão competitiva lembro-me que no caminho também fiz asneiradas, tomei decisões ou tratei pessoas de uma forma que, se calhar, pode ser o calor do momento, mas sei que não o deveria ter feito. Mas é um processo e faz parte de todo esse processo de aprendizagem e sei que no caminho também desiludi pessoas. Também tive pessoas que me escreveram cartas a dizer que saíam por não lhes dar oportunidades porque eu também não podia dar oportunidades a todos. Quando falamos de juniores já não é mini-basquete e não podemos dar oportunidades a todos. Já é o último escalão competitivo e tens muitos dissabores no caminho. A verdade é que esses ficam mais que os outros, as tuas intenções são as melhores possíveis, provavelmente nem sempre as exprimi da melhor maneira. Também precisava de uma aprendizagem, que só se faz com erros. Também não tive problemas em pedir desculpa quando achei que errei, não vejo um treinador estando num pedestal acima das outras pessoas, mesmo treinando malta mais nova. A verdade é que achei que tinha esse impacto quando treinava malta mais nova e que me tinha visto a jogar, que é uma responsabilidade muito grande já que não podes desiludir essas pessoas que te vêm de uma forma especial. Mas depois tem outra vertente que é que tu não podes errar, tu és especial e tu não podes errar porque já jogaste 20 anos e não podes errar, o que é mentira. Estás num patamar diferente, são coisas diferente e num período de aprendizagem diferente. Isso foi marcante para mim, no meu percurso como treinador, viver todas essas experiências, umas boas outras menos boas, tentar aprender com isso.
BnR: Mais coisas boas ou más?
É óbvio que houve muito mais coisas positivas, mas marcam mais as menos boas, porque sentes que tiveste um impacto negativo na vida das pessoas mesmo quando não querias fazê-lo. O processo de chegares ao início da época e teres 24 jogadores a querer integrar a equipa e teres de dizer a cinco ou seis que eles não podem continuar, numa situação que é uma questão social, mas a verdade é que um treinador não pode treinar 24 jogadores. Havia 18 e desses 18 uns treinavam à segunda e outros à terça e depois a vida trata de que as coisas se resolvam de uma forma natural. Os que não correspondem às expectativas saem, os que se sentem incapazes acabam por sair, mas também há os casos pontuais em que as pessoas não compreendem. Sempre tive o cuidado de explicar as coisas às pessoas e como é que iria ser, a verdade é que as pessoas sempre tiveram oportunidades. Agora chega uma altura em que se afunila um pouco as decisões. Mas pronto, foi um período muito bonito em que aprendi muito e cresci muito também. Treinar formação é diferente de treinar seniores, e o Sona (adjunto de Seniores a certo ponto), disse-me uma vez “Eu achei que os problemas aqui com gente crescida nos seniores fossem completamente diferentes dos problemas que eu tive na formação, mas olha, são muito parecidos“. Se pensares bem somos todos humanos e os problemas acabam por ser os mesmos. Talvez quando és mais jovem exponencias um pouco mais, mas é egoísmo, a má postura ou a má educação sabes? Os egos existem quando tu tens 16 ou 25 anos, mas é exponencial, alguns problemas são mais ou menos toleradas, mas acabam por ser os mesmos. E não deixou de ser tudo de ser uma aprendizagem, seja lidar com os juniores ou com os seniores não deixa de ser lidar com pessoas e lidar com pessoas é das coisas mais complicadas e complexas da vida. São 15 pessoas com personalidades totalmente diferentes. Num ano conseguia corrigir imensas coisas para o ano a seguir e não voltar a cometer o mesmo erro no ano a seguir e essa é a capacidade que existe de crescimento.
RasenballSport Leipzig e Paris Saint-Germain são adversários pela primeira vez nas suas histórias e tinham com encontro marcado para a noite de hoje no Estádio da Luz, . A fasquia, como sabe, não podia estar mais elevada. Franceses e alemães discutiram o acesso à final da Liga dos Campeões um confronto que, por si só, explica a inegável qualidade dos dois emblemas. À partida, o Paris Saint-Germain já tinha igualado a sua melhor prestação de sempre na Liga milionária – também foram semifinalistas da prova em 1995. Por sua vez, os alemães nunca tinham passado dos oitavos-de-final da melhor prova de clubes do mundo e tinha à sua mercê uma inédita hipótese de chegar à final.
Foi Mbappé quem deu o pontapé de saída para uma noite promissora de futebol. Enquanto as equipas ainda se estudavam, o RB Leipzig foi autor do primeiro remate da partida logo aos 2 minutos de jogos. O PSG não perdeu pela demora. Volvia o sexto minuto quando Neymar recebeu um passe brilhante, de Kylian Mbappé, e estatelou a bola no poste da baliza defendida por Gulásci. Nem um minuto depois, aparece novamente Neymar a ganhar a bola ao guarda-redes hungáro e Mbappé até coloca a bola no fundo das redes. Para infelicidade dos franceses, o veterano juíz da partida, Bjorn Kuipers, assinala mão na bola do internacional brasileiro. A decisão foi acertada. Muito quente o início da partida.
Decorria o minuto 12 quando Neymar foi rasteirado pelo defesa austríaco, Laimer. Na sequência do livre lateral originado por esta falta, Di María cruza de régua e esquadro para a cabeça de Marquinhos que finaliza à matador. Estava desfeito o nulo e consumado o 1-0 do Paris.
Depois do golo parisiense o RB Leipzig tentou reagir. Quase conseguiram o golo do empate na mais bem ilustrada jogada ofensiva dos alemães em toda a 1.º parte. Dani Olmo cozinha um passe mágico a 40 metros de distância para a desmarcação de Laimer que encontra Poulsen. O avançado rematou ao lado mas ainda assustou os franceses. O Paris Saint-Germain voltou a testar o guarda-redes hungáro com um livre supersónico de Neymar a mais de 35 metros de distância que acaba a bater no poste. Foi a segunda bola do Neymar ao ferro na partida.
Aos 42 minutos um passe completamente disparatado de Gulásci conhece um infeliz desfecho para a equipa de Leipzig. Ander Herrera interceta a bola, Leandro Paredes lança Neymar que assiste Di María com um calcanhar aéreo. Estava finalmente feito o 2-0, resultado que o marcador ditava quando o holandês Bjorn Kuipers apitou para o descanso.
No início da segunda parte a bola saiu do Leipzig, que parecia subir ao relvado da Luz completamente diferente. O técnico dos alemães Julian Nagelsmann fez sair Olmo e Nkunku para dar a vez a Forsberg e Patrick Schick. O upgrade à criatividade dos die roten bullen era evidente.
Não obstante os primeiros 10 minutos dominantes do Leipzig no início do segundo tempo, há um lance caricato na área dos alemães onde Gulásci volta a deixar algo a desejar. Uma defesa muito incompleta do húngaro deixa uma jogada fácil de controlar muito viva, e Di María usufrui duma interceção feita por Ander Herrera ao defesa francês Mukiele. Enquanto Mukiele e os restantes jogadores do Leipzig reclamam falta do espanhol, Di María faz a segunda assistência da noite para Juan Bernat que assina o 3-0 de cabeça e sem qualquer tipo de contestação. O lance ainda foi revisto pelo VAR, que deu razão ao árbitro e, consequentemente, aos parisienses.
Depois deste golo o Leipzig, que até parecia ter ganho uma segunda vida, deixou-se bater animicamente. O jogo arrefeceu e o que restou jogar pouco mais serviu do que para um espécie de ensaio-geral do Paris Saint-Germain, que ficou a afinar a defesa e treinar o ataque para a final.
De destacar, na segunda parte e depois do golo, um contra-ataque francês aos 78 minutos, em que o defesa cedido pelo Manchester City, Angeliño, se viu sozinho a defender um 1 para 2 diante de Neymar e Mbappé. O francês e o brasileiro não se entenderam na perfeição e Neymar acaba por escorregar. Coletivamente, fica por marcar o 4-0 e, individualmente, Neymar não consegue marcar o golo que tanto procura.
No fim do jogo, fica para contar o 3-0 histórico para o Paris Saint-Germain que, liderado por Ángel Di María, chega pela primeira vez à final da Liga dos Campeões.
A FIGURA
C’EST FAIT MESSIEURS-DAMES 🤩
NOUS SOMMES EN FINALE !
NOUS SOMMES EN FINALE !
NOUS SOMMES EN FINALE DE @ChampionsLeague !
Ángel Di María – A nota 10 reflete a perfeição. São muitos os motivos que me fizeram desejar estar hoje Estádio da Luz. Entre eles está, sem dúvida, o forte desejo que tive de aplaudir a saída de Di María que hoje tornou a ser, num tapete que tão bem conhece, Di Magia.
Péter Gulácsi – O destaque pelos maus motivos é dado pela falta de concentração. Com culpas diretas no segundo golo, e algumas no terceiro, Gulásci nem é o culpado pela derrota. Hoje, fizesse chuva ou sol, o Paris SG iria sempre vencer os touros e chegar à final da Liga dos Campeões. O húngaro apenas sai mal na fotografia, diante dum adversário fortíssimo.
ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG
A turma de Julian Nagelsmann subiu ao relvado do Estádio do SL Benfica desenhando um 3-4-2-1 declaradamente defensivo. Os alemães nunca tiveram medo de impôr a sua estatura mais forte e praticaram, ao longo de toda a noite, um futebol muito físico e faltoso. No final da primeira parte, já tinham feito 15 faltas e acabaram a partida com 24. Nagelsmann mostrou que também é humano, porque errou ao deixar de fora Forsberg, um dos mais perigosos jogadores do Leipzig esta noite. O Paris SG foi superior e tinha essa obrigação. O Leipzig cai de pé e com muita honra. Pode regressar a casa orgulhoso da melhor temporada da história do clube.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gulásci (4)
Klostermann (5)
Upamecano (6)
Mukiele (5)
Laimer (4)
Kampl (5)
Sabitzer (6)
Angeliño (7)
Olmo (6)
Nkunku (6)
Poulsen (6)
SUBS UTILIZADOS
Forsberg (7)
Schick (5)
Halstenberg (5)
Adams (6)
Orban (-)
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
Thomas Tuchel volta a apresentar o corriqueiro 4-3-3 que tem deslumbrado milhões de adeptos em todo o mundo. Hoje já pôde contar com Mbappé a titular e alinhou com Di María ao invés de Sarabia. Ora, com Neymar, Mbappé e Di María, o Paris Saint-Germain conta, muito provavelmente, com o mais luxuoso tridente ofensivo do mundo. Isso ficou evidente no jogo de hoje. O PSG sai com qualidade a partir do meio e das alas. Aplicou uma pressão altíssima, que intimidou os alemães no momento de construção e destruiu grande parte do seu jogo. Praticou futebol a um toque, aparentando muita descontração. Simples, bom e bonito. A eficácia alemã na turma francesa, ao leme do grão-mestre Thomas Tuchel.
Foi já com consciência da vitória do Ajax sobre o Midtjylland (3-1) que os encarnados iniciaram a partida com o objectivo de vencerem os croatas e rumarem às meias-finais de uma competição que ainda não ganharam, apesar da presença nas finais de 2014 e 2017. Luís Castro tinha à sua disposição a equipa na máxima força, se exceptuarmos as ausências de Tomás e Nuno Tavares, consolidados estão na equipa principal.
A surpresa mais evidente foi a ausência de Ronaldo Camará na equipa inicial em detrimento de maior presença na área adversária – Henrique Araújo começou de inicio ao lado de Gonçalo Ramos, contrabalançando a abordagem croata, que deslocou a sua principal estrela, Gvardiol, central esquerdino bom de bola, para a lateral, incluindo o estreante Les na parelha com o capitão Sutalo.
E o Dínamo, para surpresa de todos, entrou melhor. Mais determinados no choque e na pressão, impuseram-se perante a passividade encarnada, impedindo os portugueses de construir de forma competente desde atrás. Esta avalanche tática culminou no golo de Karrica á passagem do minuto 16’, aproveitando um deslize de Tiago Araújo no corredor esquerdo.
Porém, os comandados de Luís Castro foram conseguindo inverter o rumo dos acontecimentos. Melhoraram os índices de concentração, Úmaro assumiu as despesas e levou a equipa para a frente. É dos seus pés que nasce o golo do empate após contra-ataque exemplar que termina na finalização fácil de Henrique Araújo.
A segunda parte foi completamente diferente, com o domínio encarnado desde o início e ainda mais evidente após as entradas de Henrique Jocú e Ronaldo Camará – a qualidade individual da dupla foi a estocada final num Dínamo que caiu fisicamente de forma acentuada com o avançar dos minutos.
As debilidades físicas de Gvardiol e Marin, estrelas da equipa, ajudaram ainda mais á construção da vitória encarnada que apareceu em seis minutos: aos 52’ e 58’, o Benfica explorou as alas à vez e daí saíram cruzamentos para a cabeça de Gonçalo Ramos, que não desperdiçou e fez o 1-2 e o 1-3 que se manteve tranquilamente até final. Já em período de compensação, o Dínamo viu-se reduzido a nove jogadores fruto das expulsões de Josipovic e Jankovic. O Benfica defrontará então o Ajax na próxima eliminatória, em jogo agendado para o dia 22 de Agosto.
A FIGURA
Fonte: SL Benfica
Gonçalo Ramos – Grande exibição do prodígio. Oferece-se ao jogo em todas as ocasiões, não se esconde do choque, luta e dentro da área não perdoa – parece a antítese do avançado português comum, e talvez assim se explique o sucesso recente e a sua ascensão meteórica no universo encarnado. Nota 10.
O FORA DE JOG
Fonte: SL Benfica
Paulo Bernardo – Nunca apareceu verdadeiramente na partida. Engolido por Duvnjak e Jankovic, teve dificuldades em lidar com o poderio físico croata e nunca conseguiu explanar o seu talento de forma consistente. Melhorou com a entrada de Ronaldo Camará, soltou-se numa altura em que o Dínamo já não tinha argumentos para procurar outro resultado e talvez seja por aí que a sua prestação não tenha sido totalmente negativa.
ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica
Em 4-4-2 no papel, cedo se viu que Dantas nunca foi pensado para cumprir o papel na ala – essa entregou-a a Tiago Araújo vindo de trás – ocupando sim terrenos mais centrais junto de Rafael Brito. Paulo Bernardo tinha liberdade para subir, mas perdeu-se na tentativa arrojada de Luís Castro. A equipa não lidou bem com a entrada atrevida dos croatas, com a pressão alta a condicionar a saída curta e a obrigar muitas vezes ao passe longo inconsequente. A equipa foi melhorando, entrou mais organizada ao intervalo e a entrada de Ronaldo Camará foi crucial para a superioridade no centro do terreno, na segunda metade. Úmaro, sempre aberto á direita, foi o farol ofensivo.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Kokubo (5)
João Ferreira (4)
Pedro Álvaro (6)
Morato (6)
Tiago Araújo (7)
Rafael Brito (6)
Dantas (7)
Paulo Bernardo (4)
Úmaro Embaló (7)
Gonçalo Ramos (8)
Henrique Araújo (6)
SUBS UTILIZADOS
Tomás Araújo (5)
Henrique Jocú (6)
Ronaldo Camará (8)
Samuel Pedro (-)
Duk (-)
ANÁLISE TÁTICA – GNK Dínamo Zagreb
No habitual 4-1-4-1 de Igor Jovicevic, que entretanto foi promovido aos A’s, o novo treinador Goce Sedloski manteve as rotinas principais que levaram a equipa a eliminar Manchester City e Bayern. Em processo defensivo a equipa alternava entre a linha média de cinco, com Julardzja a acompanhar Duvnjak e Jankovic no centro, libertando-se quando a bola alternava de central, juntando-se a Fotso na linha avançada, posição que mantinha em posse, procurando espaço entre-linhas. Gvardiol, a surgir hoje pela ala esquerda, associou-se bem a Marin e os dos dois vinha normalmente o maior perigo croata.
O mercado está aí e já começa a aquecer para os lados do Dragão. Cláudio Ramos e Carraça foram anunciados oficialmente esta semana como novos atletas do FC Porto, mas não vêm colmatar totalmente algumas lacunas no plantel dirigido por Sérgio Conceição. Com o rumor de que poderão haver saídas de peso como as de Alex Telles, Otávio e grande parte dos avançados portista, é importante que se faça um raio-x ao plantel e perceber onde é essencial colmatar algumas posições.
Posto isto, elaborámos uma lista de cinco posições onde haverá alguma urgência de reforços. Alguns já poderão estar a caminho e outros ainda poderão ainda nem ser rumores de capa de jornal, mas certamente que o FC Porto está neste momento à procura de atletas capazes de conquistar ainda mais títulos.
Com a longa paragem que a pandemia provocou no desporto mundial, os responsáveis da NBA repensaram na forma de atribuir os prémios individuais (que apenas são atribuídos no final da época) e optaram por apenas avaliar a perfomance dos atletas até à data 11 de Março (data do cancelamento da liga).
Dito isto, tudo o que acontece na “bolha” em Orlando, não entra para as contas. Aliás, para auferir maior entusiasmo e mais um aliciamento para os adeptos, a liga norte americana anunciou que iria haver prémios específicos apenas para o momento do pós-suspensão (Damian Lillard acabaria por ser anunciado como MVP da “bolha”).
Ora, com o recomeço da competição, a NBA anunciou os nomeados aos respetivos prémios individuais: MVP, defensor do ano, jogador com maior evolução, rookie do ano, treinador do ano e o sexto homem do ano.
Neste artigo iremos avaliar as escolhas para o prémio de jogador mais valioso (MVP) e tentar determinar o vencedor justo para o respetivo prémio.