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Chelsea FC 2-1 Manchester City FC: Blues vencem, Reds festejam

A CRÓNICA: A VITÓRIA DO PRAGMATISMO

O Chelsea FC derrotou esta noite o Manchester City FC por 2-1, resultado que permite ao Liverpool FC assegurar a conquista da Premier League. Pulisic inaugurou o marcador na primeira parte, ao aproveitar as facilidades concedidas pela defensiva dos visitantes. Na segunda parte, De Bruyne empatou num grande golo de livre, mas Willian, de grande penalidade, deu a vitória aos Blues.

O Manchester City entrou bem no jogo e a dominar a posse de bola, chegando diversas vezes com perigo à área adversária. Contudo, estas investidas acabaram por se mostrar infrutíferas devido à ausência de uma referência na área. Os Citizens estiveram perto de marcar num cabeceamento de Fernandinho (18’), e, do outro lado, Christensen também esteve perto do golo (33’). Três minutos mais tarde, o Chelsea inaugurou o marcador por Pulisic, que aproveitou um desentendimento entre Mendy e Gundogan.

Na segunda parte, a equipa de Pep Guardiola entrou determinada em dar a volta aos acontecimentos e acabou por chegar ao empate por De Bruyne, na cobrança irrepreensível de um livre direto (55’). Os Citizens jogavam com a defesa alta e o Chelsea soube aproveitar o espaço nas costas para tentar chegar ao golo. O golo chegou mesmo aos 78’, pelos pés de Willian, na cobrança de uma grande penalidade a castigar mão de Fernandinho na área.

Com esta vitória, o Chelsea está a apenas um ponto do Leicester City FC (terceiro lugar), ao passo que o Manchester City se mantém no segundo lugar e vê o Liverpool assegurar o título quando ainda faltam sete jornadas para o final do campeonato.

A FIGURA

Pulisic – Chamado à titularidade, o norte-americano não desiludiu e foi um autêntico quebra-cabeças para a defesa adversária. Mostrou um enorme oportunismo no lance do primeiro golo, aproveitando a oferta de Mendy e Gundogan, e foi o elemento em maior destaque no ataque dos Blues.

O FORA DE JOGO

Defesa do Manchester City – É o calcanhar de aquiles da equipa de Pep Guardiola e uma das principais razões da época irregular dos Citizens. A defensiva do City facilitou no lance do primeiro golo e deixou sempre demasiado espaço nas costas, permitindo ao Chelsea explorá-lo através de rápidos contra-ataques.

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os Blues surgiram em 4-3-3, com Frank Lampard a apresentar duas novidades em relação ao último onze: Ross Barkley no lugar de Loftus-Cheek e Pulisic em detrimento de Kovacic. Os Blues acabaram por jogar mais em transição ofensiva, fruto da maior posse de bola do adversário. O tridente do meio-campo do Chelsea dispunha-se num triângulo invertido, com Kanté a funcionar como pivot defensivo e Mason Mount e Ross Barkley a jogarem mais abertos.

No momento defensivo, o Chelsea defendeu com as linhas muito juntas e com o bloco baixo, procurando contrariar o jogo interior do Manchester City e a fechar o espaço aos movimentos entre linhas, sobretudo dos três homens da frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (7)

Azpilicueta (7)

Rudiger (6)

Christensen (8)

Marcos Alonso (7)

Kante (8)

Mason Mount (7)

Ross Barkley (6)

Willian (9)

Pulisic (9)

Giroud (5)

SUBS UTILIZADOS

Tammy Abraham (6)

Kovacic (5)

Pedro (-)

Gilmour (-)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola escalou os Citizens num 4-3-3, cuja principal novidade foi a presença de Bernardo Silva como falso 9, face às ausências de Sergio Aguero (lesão) e Gabriel Jesus (suplente utilizado). O City controlou a posse da bola como é seu apanágio, praticando o habitual futebol de posse e tecnicista. Mendy mostrou-se bastante ativo no corredor esquerdo e subiu com frequência, aproveitando a mobilidade do trio da frente. Bernardo Silva, Sterling e Mahrez foram explorando o jogo interior, tentando confundir as marcações do Chelsea ao trocar frequentemente de posição e através das diagonais para o centro do terreno. Ainda assim, a equipa ressentiu-se pela falta de um avançado puro, mostrando dificuldades em furar o muro defensivo dos Blues.

O Manchester City jogou com a defesa alta e acabou por deixar muito espaço nas costas, que o Chelsea foi aproveitando com rápidos contra-ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Kyle Walker (7)

Laporte (6)

Fernandinho (5)

Mendy (5)

Gundogan (6)

Rodri (5)

De Bruyne (7)

Mahrez (6)

Bernardo Silva (6)

Sterling (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel Jesus (4)

David Silva (5)

Zinchenko (4)

Otamendi (3)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Liverpool FC Campeão! Um jejum de 30 anos quebrado em circunstâncias especiais

O Liverpool FC é campeão de Inglaterra, exatamente 30 anos depois do último título de campeão nacional. Este feito ganha contornos inéditos se considerarmos que este é o primeiro titulo do Liverpool, desde que a Liga Inglesa possui esta denominação, o que aconteceu em 1992.

A equipa da cidade dos Beatles já andava a tentar quebrar este jejum há vários anos e a verdade é que isso esteve bem perto de acontecer em 2013/2014 e 2018/2019. Em ambos os casos, o Liverpool FC revelou mais do que futebol para ser campeão, mas um Manchester City FC mais forte, e diga-se, algum azar à mistura, fizeram com o Liverpool perdesse o titulo para os citizens.

O Liverpool FC entrou muito motivado esta época depois de se ter sagrado campeão europeu e de ter perdido o titulo apenas por um ponto. A equipa de Jürgen Klopp foi completamente avassaladora desde o início, não dando qualquer abébia aos seus concorrentes diretos. Prova disso são as 28 vitórias conquistadas, com apenas dois empates e uma derrota.

A época nunca será perfeita para os reds porque não têm já possibilidades de revalidar o título de campeão europeu. O Liverpool FC, recorde-se, foi eliminado pelo Atlético Madrid nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Pode-se dizer que o Liverpool FC desta época revelou a regularidade que faltou no ano passado para ganhar a Liga Inglesa e fraquejou em aspetos que eram preponderantes no Liverpool da época passada, não levando a melhor em vários jogos decisivos a nível europeu.

Infelizmente para os jogadores do Liverpool e para Klopp, este título não poderá ser celebrado de acordo com o tamanho jejum que acabou de ser quebrado. As circunstâncias impostas pelo vírus Covid-19 assim o exigem. Fica certamente esse sabor agridoce de um feito histórico e há muito aguardado que não poderá ser celebrado como os livros de grandes celebrações indicam.

Por uma coisa os adeptos do Liverpool FC poderão suspirar de alívio, acabaram-se as piadas dos rivais acerca do longo jejum!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Fernando Pimenta: «Só em 2018 é que me comecei a sentir um atleta profissional»

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Com um palmarés de meter inveja a qualquer um, o BnR TV Modalidades contou com a presença do Fernando Pimenta, medalhado olímpico em 2012. O programa teve com boa disposição, no qual se falou sobre a já longa experiência e conquistas do canonista e também aquilo que é necessário mudar na modalidade.

Natural de Ponte de Lima, foi por a vila minhota que começou a experimentar a canoagem e nem o receio o tirou das águas. Fernando Pimenta recordou as dificuldades que encontrou, principalmente no Ensino Superior, e acredita que a acontecer uma mudança tem de ser através de incentivos governamentais. O atleta minhoto salientou o excelente trabalho da Federação Portuguesa de Canoagem, porém, acredita ainda haver falta de apoios privados à modalidade e falta de estruturas, visto que o Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Novo continua muito afetado.

A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012 foi, obviamente, recordada e o atleta do SL Benfica falou sobre o que sentiu no momento em que cruzou a linha de chegada. Ainda no tema das Olimpíadas, Fernando Pimenta falou sobre o final do K1 1000 metros e que se não fosse os fatores externos (folhas na pista) teria mais uma medalha olímpica no seu palmarés. Das histórias das duas olimpíadas em que esteve, relembrou o momento em que Usain Bolt estava pendurado numa janela na Vila Olímpica com as medalhas olímpicas.

O canonista reforçou a ideia de que a saída do Clube Náutico de Ponte de Lima foi «das decisões mais difíceis» que tomou. Contudo, as pessoas do clube perceberam a saída do atleta de Ponte de Lima para Lisboa e para o SL Benfica. Fernando Pimenta confessou que foi um passo importante na sua carreira e só quando se transferiu para os encarnados é que se sentiu «um atleta profissional».

Com 30 anos, Fernando Pimenta sente que ainda falta «muita coisa» para alcançar na sua carreira. O objetivo (e o sonho) de «mudar as cores» de algumas medalhas em competições como os Jogos Olímpicos ou Europeus mantém-se mais do que vivo.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Força da Tática: O Sevilha FC de Julen Lopetegui

Depois de passagens pelo FC Porto, Real Madrid CF e até pela própria Seleção de Espanha, que não espelharam a qualidade do treinador espanhol, eis que no Sevilha FC, Lopetegui apresenta, finalmente, a melhor versão de toda a sua carreira. Com um modelo de jogo com características diferentes daquilo que tinha sido visto em Portugal, o Sevilha é uma equipa mais objetiva, que assume menos riscos e tem uma preparação e reação à perda mais eficazes do que aquilo que nos lembramos do técnico espanhol.

Atualmente, no terceiro lugar da competitiva Liga Espanhola, apenas atrás dos colossos europeus, Real Madrid CF e FC Barcelona, e depois de um início de campeonato difícil, a equipa sevilhana embalou e apresenta agora aspetos no seu jogar interessantes e individualidades de qualidade que fazem prever um futuro risonho a curto médio prazo.

O Sevilha atua num 1-4-3-3, que altera de acordo com o momento do jogo e dinâmicas do adversário. Este sistema permite uma variabilidade e adaptabilidade dos jogadores ao longo da partida. Isto proporciona ao Sevilha ser uma equipa com uma imprevisibilidade, tal que dificulta, e muito, a vida ao adversário. Por exemplo, em organização defensiva, poderão assumir um 1-4-4-2 em bloco alto ou um 1-4-1-4-1 em bloco médio baixo. Já em organização ofensiva têm uma multiplicidade de opções, desde um 1-3-4-3 na primeira fase de construção até a um 1-2-1-4-3 em zonas de criação ou até de finalização.

Apesar de ser uma equipa com um futebol ofensivo e que pretende controlar o jogo, esse controlo já não se exprime obrigatoriamente em posse de bola. Aliás, a equipa, por vezes, sente dificuldades no ataque posicional em zonas adiantadas. A abordagem mais natural deste Sevilha reflete-se na objetividade e na criação de condições para que consiga alcançar essa objetividade no seu jogo.

Como foi referido, o Sevilha é uma equipa de menor risco e de um jogo mais direto do que estávamos habituados a ver com Lopetegui. Apesar disso, na primeira fase de construção, a equipa tem um comportamento paciente, tentando atrair o adversário para depois conseguir ganhar espaço nas suas costas. Dependendo da pressão do adversário, o Sevilha pode colocar os dois centrais isolados a construir com os três médios atrás da primeira linha de pressão adversária e os laterais abertos nos corredores, ou colocar os dois centrais e o médio defensivo a descer entre os mesmos ou, então, um dos médios a descer no espaço entre o central e lateral e a permitir que este último progrida pelo corredor.

Em fase de construção ofensiva, o Sevilha começa logo a tentar ganhar superioridade numérica em determinadas zonas do campo (nomeadamente junto às faixas laterais). É aqui que se começa a desenhar todo o jogo ofensivo dos comandados de Lopetegui. Quando o adversário realiza uma pressão intensa, o Sevilha tenta atraí-lo o mais possível e depois, ao ver que não consegue sair curto, tenta com passe longo combinar ou com a referência no jogo aéreo, o seu ponta de lança De Jong, ou então, apostar na velocidade dos extremos abertos nos corredores e prontos para realizar diagonais em profundidade.

Diego Carlos, central brasileiro disputado por equipas de top mundial, pela sua grande capacidade de passe a longas distâncias, destaca-se de todos os outros.

O meio-campo apresenta, salvo raras exceções, um padrão fixo com um sistema de 1+2 bastante claro. O homem mais atrasado é Fernando Reges (nome bem conhecido dos portugueses), à sua frente estão dois homens (normalmente, dois dos três nomes seguintes: Joan Jórdan, Banega ou Óliver Torres). Estes dois médios interiores têm um raio de ação e rotatividade posicional grande. Podem realizar trocas posicionais entre eles mesmos, com o médio defensivo e com os avançados (nomeadamente, dois extremos).

Além disso, pelas trocas posicionais com avançados, desenvolvem várias vezes movimentações de penetração da linha defensiva. Ao contrário do que se poderia perspetivar, os médios interiores estão na maioria das vezes próximos. Se um está de um lado, o outro também vai para esse lado para tentar criar superioridade numérica e libertar os extremos e laterais para desequilibrar no espaço. Banega continua a ser o principal destaque em zonas de criação pela qualidade na definição de cada ação.

Também Óliver Torres, hoje com um perfil mais rotativo e intenso, tem sido um dos grandes maestros do meio-campo da equipa. Jórdan é um médio mais vertical, menos rigoroso na definição, mas com um ataque ao espaço de qualidade e com uma capacidade e comprometimento defensivo maior do que os nomes anteriores.

O menor risco de jogo referido acima está em parte relacionado com a aposta no ataque pelos flancos. Seja numa primeira fase em que a equipa consiga ganhar superioridade numérica num flanco e consiga progredir, seja numa segunda fase em que o adversário é atraído de um lado e se explore o lado contrário, o Sevilha consegue atacar pelos flancos com habitual eficácia.

Com os laterais constantemente projetados a oferecer largura, com os extremos dentro ou fora e com os médios interiores, o Sevilha forma microestruturas que lhe permitem ganhar superioridade numérica e atacar de forma rápida. Os extremos, com principal destaque para Ocampos, têm um papel fundamental na dinâmica ofensiva da equipa, não só pela capacidade de desequilíbrio em espaços curtos, mas também, e principalmente, pelo ataque fortíssimo à profundidade.

Numa primeira fase de construção, os extremos são responsáveis por oferecer largura e profundidade à equipa. Quando a equipa consegue subir, estes passam para espaços interiores, oferecendo espaço aos laterais nos corredores.

Pelas características dos laterais, habitualmente Navas e Reguilón (ambos fortes tecnicamente, com uma propensão ofensiva natural, com um bom cruzamento e boa capacidade de um contra um), pelo desenvolvimento das tais estruturas ofensivas e também pela capacidade de desequilíbrio dos extremos, o Sevilha consegue ter uma fluidez natural e atacar de forma bastante direta através de cruzamentos para a área ou de diagonais no espaço interior ou profundo com ou sem bola dos extremos.

A rotatividade posicional com médios interiores e avançados a trocarem constantemente de posições, a criação de indefinição com lateral a dar largura e extremo por dentro, a procura constante da profundidade pelos extremos, a penetração dos médios interiores na linha defensiva adversária para receber nas suas costas, o apoio para combinação do avançado centro, o passe longo para o flanco oposto a explorar profundidade e largura de lateral ou extremo…, são algumas dinâmicas em zonas de criação que o Sevilha utiliza para desequilibrar o adversário.

Em zonas de finalização, o Sevilha coloca três a quatro homens prontos para colocar a bola no fundo das redes. O ponta de lança, o extremo do lado contrário, um dos médios à entrada da área e até mesmo o lateral do lado contrário aparecem por várias vezes na área. De Jong e Ocampos destacam-se dos restantes com seis e 11 golos, respetivamente, marcados na liga espanhola até ao momento.

Quando o Sevilha perde a bola, tem uma reação imediata com o intuito principal de recuperar a posse e, quando não tem oportunidade de o fazer, tenta retardar o contra-ataque do adversário e reorganizar-se defensivamente. Em ataque posicional, habitualmente colocam os dois centrais, o médio defensivo e os dois médios interiores prontos para reagir à perda. Pela compactação ofensiva da equipa, de imediato conseguem exercer uma pressão intensa de forma conjunta, com os jogadores mais perto da bola a pressionarem o portador da bola e os restantes a marcarem individualmente possíveis linhas de passe.

Visto que colocam os laterais quase sempre bastante projetados, médios e extremos têm um papel fundamental na pressão para retardar o contra-ataque e a exploração do espaço livre por parte do adversário. Os médios, por estarem sempre muito próximos, conseguem pressionar e, por várias vezes, forçar o erro à equipa adversária.

Além disso, é uma equipa que consegue perceber indicadores de pressão de forma inteligente, desde passes atrasados, bolas longas ou jogador a receber de costas. Reagem à perda de tal forma intensa, que chegam a desposicionar, em alguns momentos, os seus centrais, que poderão, por exemplo, sair na marcação individual a um dos avançados.

Aos 32 anos, Fernando Reges, senhor de uma cultura tática elevada, é uma peça fulcral neste momento do jogo pela simples razão de decidir quase sempre bem. Um verdadeiro ponto de equilíbrio dos comandados de Lopetegui! Também os dois centrais Koundé e Diego Carlos pela velocidade, controlo do espaço e eficácia nos duelos assumem papel de destaque.

Podem ver no vídeo seguinte todas estas dinâmicas do Sevilha em momentos de organização ofensiva e transição defensiva:

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 melhores Treinadores Portugueses da Atualidade

Os treinadores portugueses estão a ganhar cada vez mais relevância a nível internacional. São vastos aqueles que começam a chamar atenção aos tubarões europeus pelo que demonstram, tanto no nosso campeonato português como no estrangeiro, como tal, numa lista pessoal, passarei a enunciar aqueles que, tendo em conta a história e o desempenho atual, são os melhores lusos no seu trabalho, dentro e fora do país.

Top 5 melhores treinadores portugueses

Merci, Monsieur Jérémy Mathieu

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O craque Jérémy Mathieu contraiu no treino da passada terça-feira uma lesão grave no joelho esquerdo. A gravidade da lesão ditou o fim de carreira de um dos melhores defesas-centrais da história do Sporting Clube de Portugal, uma verdadeira lenda.

O defesa-central francês fez a sua formação no FC Sochaux, passando posteriormente pelo Toulouse FC. As boas exibições valeram-lhe uma transferência para os espanhóis do Valência CF, clube que representou durante cinco temporadas, tendo disputado 177 jogos e marcado sete golos. Na época 2014/2015 ruma ao FC Barcelona a troco de 20 M€. Nos blaugrana venceu uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Ligas Espanholas e três Taças do Rei. Passadas três temporadas no clube catalão, rumou ao Sporting CP para continuar a demonstrar a sua qualidade no futebol português.

O leão Mathieu chegou ao Sporting Clube de Portugal na temporada 2017/2018, tornando-se preponderante e um indiscutível titular. Ao longo de três temporadas, vestiu-se de leão ao peito em 106 jogos e apontou nove golos. Neste seu trajeto em Alvalade, Mathieu conquistou uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga.

Recordar a passagem de Mathieu pelo Sporting CP, leva-nos ao dia 25 de Maio de 2019, à final da Taça de Portugal diante o FC Porto. Os leões venceram 5-4 nas grandes penalidades, após um empate a dois golos no prolongamento. Nesta partida, monsieur Mathieu rubricou uma das melhores exibições de leão ao peito, sendo indiscutivelmente um dos melhores em campo. O internacional francês celebrava então, o seu terceiro título pelo Sporting, aos 35 anos.

O Sporting CP e o futebol português ficam mais pobres, o melhor defesa-central do campeonato retira-se aos 36 anos. Sendo que, além de ser um defesa-central muito veloz, forte nos duelos, com uma qualidade de passe muito acima da média e que fazia sprints de um lado ao outro do campo, era ainda exímio nas bolas paradas. No entanto, Jérémy Mathieu com toda a sua experiência, era fundamental no banlneário, sobretudo pela forma como integrava os jogadores formados na Academia Alcochete.

Mathieu encerra assim uma carreira de 20 anos, coroada com 13 títulos – uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Campeonato do Mundo de Clubes, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga, duas La Liga, três Taças do Rey, uma Supertaça de Espanha e uma Taça da Liga Francesa. Brilhou em França, Espanha e Portugal, sempre ao mais alto nível, sendo internacional francês por cinco ocasiões.

Espera-se que Mathieu tenha no futuro a merecida homenagem e despedida, no relvado de Alvalade, perante a família sportinguista.

Jérémy Mathieu será sempre recordado pelos Sportinguistas, como uma verdadeira lenda que vestiu a listada verde e branca. Ao longo de três épocas, foi sempre um exemplo, de profissionalismo, de garra, de qualidade e talento. Um leão que honrou o Sporting CP, com Esforço, Dedicação e Devoção, conduzindo à Glória da conquista de três troféus.

Merci, Monsieur Jérémy Mathieu.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 6 melhores contratações de Chelsea FC e Manchester City FC no século XXI

Os dois mais recentes campeões da Liga Inglesa, Chelsea FC e Manchester City FC, defrontam-se esta quinta-feira em Stamford Bridge, numa partida cujo resultado poderá ajudar o líder Liverpool FC a sagrar-se campeão e suceder aos dois “grandes” azuis de Inglaterra.

DUAS DAS MELHORES EQUIPAS DA PREMIER LEAGUE EM CONFRONTO EM LONDRES! QUEM VENCERÁ ESTE DUELO ÉPICO? APOSTA JÁ NA BET.PT

Como base das recentes conquistas dos dois emblemas que se defrontam estão, inevitavelmente, jogadores de classe mundial e que muitas alegrias ofereceram aos seus respetivos adeptos. Assim, depois de um demorado processo de seleção, dada a enorme qualidade dos plantéis que representaram cada clube, passaremos a apresentar as seis melhores contratações de “Blues” e “Citizens” no atual século.

Atalanta BC 3-2 SS Lazio: Reviravolta fantástica deixa Lazio longe da liderança

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A CRÓNICA: GOLOS? JÁ SE ESPERAVA…

O jogo mais aguardado na retoma do campeonato italiano não só opôs as duas equipas com a melhor série de resultados, como colocou frente a frente o melhor ataque e a melhor defesa da liga. Ganhou o poderoso ataque da Atalanta BC e com direito a reviravolta, deixando a SS Lazio mais distante da Juventus FC. Se o jogo em si defraudou as expetativas? Dificilmente.

Mesmo sem jogar há quase quatro meses, a Lazio entrou com tudo, ao ponto de traduzir duas transições mortíferas em… dois golos. Primeiro com um auto-golo de Marten de Roon após corte infeliz e, ainda na primeira dúzia de minutos, com um grande golo de Milinkovic-Savic de fora da área. Esperava-se, naturalmente, uma reação do conjunto da casa, habituado a marcar muitos golos. E, como tal, sucederam-se as oportunidades. Zapata falhava de um lado, Immobile do outro. Ainda assim, a primeira parte não terminaria sem antes Gosens finalizar uma bela jogada coletiva e reduzir a desvantagem.

No segundo tempo, perante uma Lazio mais recolhida, a Atalanta continuou a ir atrás do resultado e, depois de tanta insistência, o tento do empate chegaria através de um fantástico remate de Malinovskyi. A verdade é que quando uma equipa está talhada para marcar… está sempre mais perto do sucesso. E assim foi… A dez minutos do fim, a equipa orientada por Gasperini chegou mesmo à reviravolta por intermédio do central Palomino e ainda podia ter ampliado a vantagem na reta final. Este resultado deixa, assim, a Atalanta segura no quarto lugar (com possibilidade de lutar pelo pódio) e a Lazio, que não perdia desde janeiro, a quatro pontos da líder Juventus.

 

A FIGURA


Ruslan Malinovsky – Foi com alguma surpresa que apareceu no “onze” de Gasperini, mas tal qualidade não surpreende que tenha sido o melhor em campo. Jogou e fez jogar. Seguro nos duelos individuais, eficaz na condução, letal nas transições e perigoso a tentar a sua sorte junto da baliza adversária. Tudo isto levou a que o médio ucraniano assinasse o segundo golo da Atalanta (e que golo!) e tivesse ainda assistido para o tento da reviravolta.

 

O FORA DE JOGO


Duván Zapata – Há jogos assim… Uns mais felizes, outros mais ingratos. Zapata é, sem dúvida, uma das principais figuras desta Atalanta, mas esteve muito abaixo do esperado no duelo frente à segunda classificada. Bem marcado pela defensiva adversária, o colombiano não fez valer as suas capacidades, não causou mossa e falhou o pouco de que dispôs para marcar. Não foi de admirar a saída a meio da segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

Gasperini decidiu fazer duas alterações em relação ao “onze” utilizado três dias antes: Tolói no eixo central e a aposta no médio Malinovskyi (fase à ausência do castigado Pasalic). A jogar em 3-4-1-2, será legítimo dizer que a habitual pressão alta acabou por trair a formação de Bérgamo no período inicial do encontro: duas perdas de bola lá na frente, dois pecados na transição defensiva, dois golos sofridos. Fiel à sua identidade, a formação da casa assentou o jogo, continuou a pressionar forte, a colocar muitas peças na área contrária e as oportunidades foram surgindo… ao ponto de conseguir uma fantástica reviravolta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pierluigi Gollini (6)

José Luis Palomino (7)

Berat Djimsiti (7)

Rafael Tolói (6)

Robin Gosens (7)

Remo Freuler (7)

Marten de Roon (5)

Hans Hateboer (6)

Ruslan Malinovskyi (8)

Papu Gómez (7)

Duván Zapata (4)

SUBS UTILIZADOS

Timothy Castagne (6)

Luis Muriel (6)

Josip Ilicic (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO

Com Lucas Leiva lesionado, Simone Inzaghi optou por lançar Cataldi (habitual suplente), mantendo, assim, o sistema 3-1-4-2. O muito tempo sem jogar nem se parecia fazer sentir na forma de jogar da Lazio que, logo a abrir, revelou ter a mestria necessária para vacilar as redes adversárias por duas vezes. Contudo, a estratégia para a segunda parte foi diferente. Com mais cautelas defensivas, a equipa de Roma baixou no terreno, deixou de atacar com regularidade e acabou por desperdiçar a vantagem madrugadora conquistada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thomas Strakosha (6)

Stefan Radu (6)

Francesco Acerbi (6)

Patric (5)

Jony (5)

Luis Alberto (6)

Danilo Cataldi (7)

Sergej Milinkovic-Savic (7)

Manuel Lazzari (6)

Joaquín Correa (6)

Ciro Immobile (5)

SUBS UTILIZADOS

Felipe Caicedo (5)

Marco Parolo (6)

André Anderson (6)

Jordan Lukaku (5)

Bastos (5)

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Força da Tática: O cérebro azul e branco #2

Depois de analisar a liderança de Moncho López, as preferências do técnico espanhol perante o seu modelo de jogo e aquilo que ele pede na organização ofensiva da equipa azul e branca, iremos avançar para a segunda fase da análise. Aqui, iremos abordar as referências defensivas do treinador portista e a organização defensiva proporcionada pelo próprio.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

O FC Porto defende com grande intensidade no campo todo, iniciando a primeira fase da sua organização defensiva com grande pressão no portador da bola. Fruto das características físicas dos jogadores, a juntar à disciplina organizada e «agressiva» impulsionada por Moncho López, a equipa azul e branca tinha tudo para ser a equipa com melhor recorde defensivo da liga, ficando contudo bem atrás do esperado, terminando o campeonato com uma média de 75 pontos sofridos por jogo.

Todavia esta média menos bem conseguida, o FC Porto demonstrou fundamentos, e grande versatilidade no momento de defender, ao atacar as vulnerabilidades do adversário.

Ora, alternando entre uma defesa ao homem, para uma defesa à zona (por vezes), o técnico espanhol demonstrou estar à altura da responsabilidade, sendo que neste momento do jogo, o treinador azul e branco sempre apresentou ser dos melhores ao nível nacional.

Na defesa a campo todo, o clube azul e branco conseguiu perturbar as ações dos jogadores adversários, obrigando inúmeras vezes o oponente a lançamentos de difícil concretização. Não obstante, para realizar de forma efetiva este momento defensivo, o FC Porto tem que evoluir na conquista dos ressaltos defensivos, ao passo que com tantos postes de grande preponderância física, é imperativo que o FC Porto seja a principal equipa a dominar neste aspeto.

Em oposição, os azuis e brancos são apenas a quarta melhor equipa na conquista do ressalto defensivo atrás da UD Oliveirense, SL Benfica e Sporting CP. Na defesa à zona, o FC Porto costuma optar por uma defesa 3×2, não só para diminuir o desgaste físico e mental da equipa, como também para exibir um constrangimento abrupto ao adversário.

Aqui, o FC Porto com dois postes de referência perto do cesto e com 3 jogadores exteriores ativos a impedir o lançamento exterior obteve uma taxa de sucesso interessante, todavia seja uma defesa com as suas naturais deficiências, que podem ser aproveitadas pelo oponente.

A contribuir para a sua disciplina tática, Moncho contou com jogadores de elevado conhecimento estratégico e grande comprometimento perante o delineamento tático apresentado.

Desde logo, os jovens jogadores (com mais minutos na equipa) Voyto e Amarante apresentaram poucas falhas a este nível, demonstrando ter as bases e os fundamentos defensivos bem enraízados no seu jogo. Mentalmente, no geral, a equipa do FC Porto apresenta-se forte, com jogadores que atuam em alta intensidade e tendem a ser agressivos quer no jogador com bola, quer no jogador alvo sem bola (o jogador que poderá receber a bola com mais perigo). Entre os jogadores que se destacam nesta vertente do campo, destacamos o norte americano Preston Purifoy.

Olheiro BnR: Gonçalo Ramos

Natural de Olhão e nomeado para o Golden Boy 2020. Gonçalo Ramos destacou-se no clube da terra (Olhanense) e chegou ao SL Benfica na época de 2012/2013 com apenas 13 anos. O avançado percorreu todos os escalões de formação e já integrou, por duas vezes, as convocatórias de Bruno Lage para jogos da equipa sénior.

Percurso até à principal equipa do SL Benfica

Gonçalo é um jovem avançado português de 19 anos. Possante fisicamente (1,84m e 77kg), a nova máquina de golos do Seixal apresenta números incríveis nos escalões de formação: mais de 100 jogos e 51 golos marcados.

Uma característica singular de Gonçalo Ramos é que, devido à sua tenra idade, opta por jogar nos três escalões elegíveis (equipa B, sub-23 e juniores) durante a mesma época. Em 2019/2020, até à suspensão dos campeonatos de futebol devido à pandemia de covid-19, o jovem avançado contava com dois jogos e dois golos pela equipa de sub-23 e vinte jogos e quatro golos pela equipa B do Benfica. Além disto, também fez um jogo no campeonato nacional de juniores e seis na Youth League onde conta com seis jogos, quatro golos marcados e uma assistência.

O que pode trazer ao plantel das ‘Águias’

A equipa sénior do Benfica passa por grandes dificuldades e péssimas exibições. No momento defensivo, as lacunas são notórias ao nível da bola parada e da coesão entre os jogadores. A meio-campo, Weigl continua sem justificar o investimento de 20 milhões de euros e Gabriel mantém a má forma após lesão. No ataque, existe uma inconsistência relativamente ao titular da equipa: ora joga Vinícius, ora joga Seferovic, ora joga Dyego Sousa. De facto, nenhum dos três tem mostrado bons indícies exibicionais, exceto os 45 minutos de Vinícius frente ao CD Santa Clara, onde marcou dois golos e podia ter feito mais um ou dois.

Contudo, falta uma peça ao ataque ‘encarnado’: um avançado português, jovem e possante. É neste perfil que encaixa (na perfeição) Gonçalo Ramos. Com o contrato renovado em agosto do ano passado e com uma cláusula de rescisão fixada nos 80 milhões de euros, o algarvio é, sem dúvida, uma das grandes promessas do Seixal. Elogiado por Bruno Lage em diferentes momentos e apelidado por muitos como o ‘novo João Félix’, Gonçalo Ramos não acusa a pressão e já treina com a equipa principal do Benfica.

O jovem tem uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros
Fonte: SL Benfica

O internacional jovem por Portugal é um jogador polivalente que atua como segundo avançado, mas também como médio ofensivo. Ainda assim, é no setor mais ofensivo que se destaca dada a sua capacidade atlética, posicional e finalizadora.

Vice-campeão europeu de sub-19 no ano passado e melhor marcador do torneio, Gonçalo Ramos tem tudo para ter sucesso no Benfica. É, provavelmente, um dos jogadores que vai ‘subir de escalão’ e ser presença assídua na principal equipa dos ‘encarnados’, com ou sem Bruno Lage.

Artigo revisto por Diogo Teixeira