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Os 10 melhores marcadores de sempre da Liga Inglesa

A Liga Inglesa é, apesar da maior competitividade nas restantes ligas europeias, a melhor de todo o mundo. É por lá que passa a maior parte dos grandes jogadores que conhecemos e que mais saudades deixam no mundo do futebol. É algo difícil de explicar e até entender, mas em terras de Sua Majestade a cultura e a forma como se vive o desporto rei é diferente, fazendo dele o mais apelativo de toda a Europa.

O sonho de qualquer profissional de futebol passa por representar uma equipa deste belíssimo campeonato, seja ela qual for. Há, obviamente, umas maior do que outras, mas todas elas são dignas e exigem um nível de qualidade muito superior ao que é exigido em outras ligas mundiais.

Atualmente temos uma ideia bem definida de quem são as grandes equipas deste campeonato, mas importa não esquecer que nem sempre foi assim. Como sabemos, a beleza da Liga Inglesa advém também da sua grande competitividade, que acontece devido à qualidade presente em todas as equipas. Várias levantaram já o tão ambicionado troféu e contaram também com a presença de jogadores que vão ficar para sempre marcados na história da competição.

Fazemos então uma lista dos 10 melhores marcadores de sempre da Liga Inglesa, que rapidamente o vai remeter a bons velhos tempos, em que o poder estava mais dividido.

 

«Jorge Mendes perguntou-me onde queria jogar. Dois dias depois assinei pelo Benfica» – Entrevista BnR com Fábio Faria

“É para falar sobre o quê?”, perguntou. “Futebol de A a Z”, respondemos. Não mentimos, ainda que nos tenha faltado uma ou outra letra. André Pinto, Benfica, Capdevila, David Luiz, Emerson, Fábio Coentrão, Gaitán, Hulk, Jesus, Luisão, Mendes, Nuno Gomes, Peter Canyon, Quarto do Aimar, Rio Ave, Sampdoria, Tarantini, Vítor Pereira, Zé Gomes. Em exclusivo para o Bola na Rede, eis Fábio Faria.

– Filho de peixe sabe nadar –

“Coentrão dizia que eu ia ser um craque”

Bola na Rede [BnR]: Natural de Vila do Conde, passaste a tua infância nas Caxinas. Se tivesses feito o 7-1 de livre direto naquele Padroense x Rio Ave, qual era a probabilidade de nunca mais por lá apareceres?

Fábio Faria [FF]: [risos] Era um jogo de tudo ou nada para o Rio Ave, porque para subirem de divisão tinham de nos ganhar por uma diferença de sete golos, uma vez que estavam em igualdade pontual com o então segundo classificado, mas com uma diferença de seis golos negativos. Recordo-me de que os seus adversários diretos acabaram o respetivo jogo cinco minutos mais cedo e o Rio Ave precisava de mais um golo para ficar em primeiro; conseguiram-no, mas no último minuto houve um livre a nosso favor e era eu o encarregado de marcá-lo. Quando vou para bater a bola, o Fábio [Coentrão] – que já tinha aquele feitio que todos conhecem, aquela raça, aquela vontade de ganhar sempre – chegou ao pé de mim e ameaçou-me, mas é algo normal no futebol, onde fazemos tudo para poder ajudar o nosso clube. Por acaso a bola foi ao lado, mas se entrasse ia ser complicado para mim, ainda por cima sendo eu da terra. Curiosamente, no ano seguinte, sou dispensado pelo FC Porto e vou para o Rio Ave.

BnR: Onde voltas a encontrá-lo, desta feita como colega.

FF: Exatamente. Se hoje já não somos colegas no futebol, somo-lo no pádel: todos os dias me liga para irmos jogar e mantemos uma amizade desde esses tempos. Já agora, conto-te o início da nossa relação.

BnR: O palco é teu.

FF: O Fábio já me conhecia dos dois jogos contra o Padroense, em que as coisas me tinham corrido bem. Quando os diretores do Rio Ave souberam que fui dispensado, ligaram-me para ir fazer captações e fiquei logo; como vinha do FC Porto, era normal. No meu primeiro ano de juvenil no clube, o campeonato correu-me tão bem que subi diretamente para os juniores, onde o reencontrei – apesar de já treinar com os seniores, vinha jogar por nós – e comecei a destacar-me: era sempre o segundo melhor jogador da equipa, só atrás dele; limpava tudo lá atrás e foi nessa altura que ele começou a ficar com uma boa impressão minha. No final da época, assinei contrato profissional com o Rio Ave, comecei a treinar na equipa principal e lembro-me de, logo a seguir, ir escolher o número para a camisola: o 23 de Michael Jordan, o meu ídolo. A partir daí andava sempre com o Fábio e lembro-me de ele dizer aos colegas que eu ia ser um craque e que se fosse bem trabalhado podia ser um grande central. Sempre me deu muita moral e temos uma relação forte até hoje.

BnR: Oriundo de um núcleo piscatório, filho de peixe tem de saber nadar. Qual a influência do teu pai, Chico Faria, no caminho que escolheste?

FF: Nenhuma. Toda a gente dizia que ele era um craque, mas que não queria nada com aquilo: que era um preguiçoso, nunca treinava e só queria jogar. O meu pai, apesar de ter feito o seu percurso quase todo na Primeira Liga e ter ganho uma Taça de Portugal, acabou a carreira de uma forma que não gostou: com salários em atraso. Como ficou magoado com o futebol, fez tudo para que eu não passasse pelo mesmo: meteu-me a jogar basquetebol aos cinco anos – e joguei até aos 12 -, mas quis o destino que a minha vida passasse pelo futebol. Ele só começou a olhar verdadeiramente para a minha carreira quando assinei contrato profissional com o Rio Ave; até então não me dava moral e dizia-me “Não jogas nada. Dedica-te mas é aos estudos”. A partir dessa altura começou a dar-me conselhos e a ser mais presente, apesar de sempre ter ido ver os jogos todos. Desde então foi sempre o meu braço direito.

Facebook Fábio Faria

BnR: O teu pai que, como tu, é um fervoroso adepto do Benfica. É verdade que choraste quando ele foi a Vigo?

FF: É verdade. Eu era doente pelo Benfica desde pequenino e era para ter ido com ele, mas à última da hora não conseguiu arranjar bilhete para mim e foi com amigos. Recordo-me de ver o jogo em casa e o Benfica perder 7-0; chorei tanto (…) porque sabia que no dia a seguir, na escola, ia ser gozado.

BnR: Tens 1,90m e aos olhos dele continuas a ser o “baixinho”.

FF: Sim, é uma alcunha pela qual ele sempre me chamou e, curiosamente, um dos meus melhores amigos, o André Pinto, também me trata por esse nome, apesar de só ter mais um ou dois centímetros; a ele o meu pai chama-o “fraquinho”, porque nós fizemos a formação juntos no FC Porto e andávamos sempre um com o outro. É uma forma carinhosa de me tratarem. Outro gesto terno era uma forma muito especial de me chamar através de um assobio: quando eu jogava, e ele via que as coisas não estavam a correr bem, bastava-lhe dar aquele assobio, que eu olhava para ele, concentrava-me e as coisas começavam a correr melhor. Os meus pais foram sempre pessoas importantes: a minha mãe mais galinha, o meu pai mais distante, mas sempre presentes.

Fonte: Facebook Fábio Faria

BnR: Menos amor havia nos treinos do FC Porto se alguém levasse calções vermelhos.

FF: Isso foi quando fui às captações! O meu pai tinha uma escolinha de futebol e o equipamento eram as cores de Vila do Conde: camisola amarela e calções vermelhos. Como joguei basquetebol durante sete anos, só tinha calções dessa modalidade, então levei os vermelhos da escolinha do meu pai e uma camisola branca para não ir todo de vermelho; só que estas eram as cores do Benfica! Mas não fui numa de provocar, nem de chamar a atenção. Quando ia a entrar para o campo, um diretor chamou-me logo “Ó, onde é que vais com esses calções?”. “São os únicos calções que tenho”, disse-lhe. “Não, não, não! Vai ali falar com o roupeiro; se não tiver outros calções não podes treinar”. Foi aí que percebi que a mística do FC Porto é transmitida logo desde pequenino. Lembro-me que, mais tarde, o meu pai ofereceu-me no Natal umas Predator todas vermelhas, iguais às do Simão Sabrosa, e quando volto aos treinos, cheio de estilo com umas botas novas, não me deixaram treinar e tive de pintá-las de preto.

BnR: O roupeiro foi teu amigo.

FF: Arranjou-me uns calções azuis e lá fui treinar, muito envergonhado porque nunca tinha jogado futebol e só sabia o básico. Era muito maior em relação aos outros – eu e o André Pinto – e essa semana correu-me lindamente, porque apesar de taticamente andar perdido em campo, tinha qualidade técnica. O treinador achou que podia evoluir, gostou da minha altura e decidiram assinar comigo.

BnR: Qual é o processo de alguém que começa a formação a extremo-esquerdo e se afirma como defesa?

FF: Foi muito difícil. Comecei a extremo-esquerdo, fui baixando para “10”, depois meio-campo, mas nunca fui defesa. No meu primeiro ano de Padroense – o FC Porto utilizava este clube para ter duas equipas a competir na Nacional e para estarmos mais preparados quando voltássemos – o lateral-esquerdo foi chamado à equipa principal do FC Porto e o treinador meteu-me nessa posição; como era esquerdino… fiz uma época muito boa, fui o melhor marcador da equipa. Apesar disto, fui dispensado e vou para o Rio Ave para jogar a ponta-de-lança. Passados dois ou três dias, vamos fazer um jogo de treino e o treinador foi falar comigo e disse-me que ia jogar a central. Fiquei com uma azia… então todo cego, todo maluco, fiz tudo para que as coisas corressem mal, sabes? Mas tudo me saía bem: queria dar cuecas dentro da área e saíam-me bem, tudo me saiu bem. No final do jogo o treinador disse-me “Fábio, não gostei daquelas coisas que andaste a fazer, mas acho que se fores bem trabalhadinho podes ganhar muito dinheiro naquela posição”. E eu “Mister, desculpa lá, mas a central não quero jogar. Se não jogar a ponta-de-lança, não jogo em mais lado nenhum” e ele ficou doente comigo. Cheguei a casa e disse “Mãe, não quero jogar mais futebol” e estive uma semana sem treinar. Até que o treinador ligou à minha mãe, fomos a uma reunião no Rio Ave e a minha mãe gostou da forma como o treinador explicou a sua opção e fez-me um ultimato “Fábio, ou jogas a defesa-central ou não jogas mais futebol e é só escola”. Entretanto, as coisas começaram a correr bem, fui chamado à Seleção Nacional passados apenas dois meses, comecei e treinar com os juniores e foi tudo muito rápido. Quando assino contrato profissional com o Rio Ave, aparece uma proposta do FC Porto para voltar – achavam que tinham cometido um erro, não sabiam que ia evoluir tão rápido -, mas não aceitei, preferi ficar em Vila do Conde e o resto é história.

BnR: Nas camadas jovens cruzas-te com o já falado André Pinto, mas também com Candeias, Ukra ou Wilson Eduardo. Tens alguma história com algum destes que possas partilhar?

FF: Nós dávamo-nos muito bem, fazíamos muitas asneiras, mas histórias (…) lembro-me de que, quando estava no segundo ano de iniciados no FC Porto, o nosso treinador era o Vítor Pereira.

BnR: Como foi ser orientado pelo mister Vítor Pereira?

FF: Adorei! Tinha uma personalidade muito vincada e era um treinador muito exigente, que inclusive me mandou a mim e ao André Pinto para a equipa B, porque achava que nós éramos altos, mas não tínhamos estilo nenhum de jogadores – até foi um bocado mau, porque o André tinha rejeitado uma proposta para ir para o Sporting -, mas passado uma semana chamou-nos de volta e fizemos o campeonato inteiro a titulares. Guardo muito boas memórias do mister. Queres saber uma curiosidade?

BnR: Chuta.

FF: O ídolo do Vítor Pereira era o meu pai. Como o mister é de Espinho e o meu pai jogou lá durante dois anos, ele dizia-me muitas vezes “O teu pai é o meu ídolo! Adorava vê-lo jogar!”. Começámos a ter uma amizade, porque ele tinha uma relação muito boa com os jogadores. Tinha quase a certeza de que ele ia conseguir singrar no futebol.

10 jogadores em destaque no dérbi entre SC Braga e Vitória SC

SC Braga e Vitória SC defrontam-se no sempre escaldante dérbi minhoto, ainda que desta vez sem público na bancada. Depois da retoma, nenhuma das equipas venceu, o que torna ainda mais importante o jogo desta quinta-feira.

O DÉRBI DO MINHO PODE AJUDAR A DEFINIR QUEM PROLONGA A CRISE. DUAS EQUIPAS QUE AINDA NÃO GANHARAM DESTA A RETOMA VOLTAM A MEDIR FORÇAS. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

De um lado, a equipa orientada por Ivo Vieira, que vinha de uma série de três vitórias até à interrupção do campeonato, perdendo fulgor fruto dos três empates sucessivos e que deixaram os vimaranenses mais longe dos lugares europeus. Do outro lado, um já pressionado Custódio Castro, que viu fugir-lhe o terceiro lugar para o Sporting CP, depois de duas derrotas e um empate. Só a vitória interessa às duas equipas, num jogo que promete emoções fortes. Em jeito de antevisão, faço o lançamento do jogo olhando para os jogadores “mais” de cada equipa.

Top 5 jogadores que passaram por Portugal e nunca jogaram nos grandes

Ao longo dos anos têm sido vários os jogadores que passaram pelo campeonato português e que brilharam por cá ou por outros relvados sem, no entanto, terem passados pelos três grandes.

No Bola na Rede, compilamos o Top 5 de jogadores que jogarem em clubes da Primeira Liga e nunca passaram pelos “grandes”, mas outros jogadores poderiam também ser incluídos neste Top, pelo que os apontamos como Menções Honrosas: Nuno Frechaut, o português que se destacou em clubes como Boavista FC , Vitória FC e SC Braga; N’dinga, lenda do Vitória SC e Ismaily, o brasileiro lateral esquerdo que se notabilizou no SC Braga, entre outros.

O melhor 11 combinado de Atalanta BC e SS Lazio

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Mais do que um jogo grande, adivinha-se um grande jogo na 27.ª jornada da Serie A italiana. A segunda classificada, SS Lázio, desloca-se até ao terreno da equipa que ocupa a quarta posição da tabela classificativa, a sensacional Atalanta BC.

Por um lado, temos a formação romana com 62 pontos, a jogar a perseguição à líder Juventus que tem 66, mas mais um jogo que os adversários diretos. Em caso de vitória, a Lazio fica apenas a um ponto da vecchia signora. Em contraponto, é rara a ocasião em que a Atalanta entra em campo sem contar com o estatuto de favorita a vencer o jogo – e amanhã não deve ser exceção.

OS DOIS MELHORES ATAQUES DA SÉRIE A EM CONFRONTO. NO TOTAL, 134 GOLOS FORAM MARCADOS PELAS DUAS EQUIPAS NESTA COMPETIÇÃO. HÁ, POR ISSO, GARANTIA DE FUTEBOL ESPETÁCULO. EM QUEM APOSTAS COM A BET.PT?

Espera-se, à partida, um festival de futebol ofensivo (caso raro em Itália), visto que se enfrentam os dois melhores ataques do campeonato: a Lazio tem 60 golos marcados, contra uns extraordinários 74 golos já apontados pelos nerazurri da Atalanta. Não admira, portanto, que o jogo da primeira volta entre estas duas equipas, jogado a 19 de outubro, tenha tido um emocionante desfecho: acabou 3-3.

Em jeito de antevisão, o Bola na Rede vai sugerir aquele que seria o XI perfeito, montando um 3-5-2 com os melhores jogadores de cada um dos adversários.

3 jogadores que mereciam um Jamor com adeptos

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As boas línguas – e as más também – prodigalizaram a missiva de o CF Os Belenenses elencar o lote dos clubes, não só mais cotados como mais experientes, que povoam o futebol português, exibindo as suas pérolas pelos relvados de norte a sul. Matateu – talvez – seja a forma mais cândida e o cume de tal afirmação: referência autêntica do ataque azul e branco, sinónimo assertivo de golo e ícone do futebol nacional da década de 50. Contudo, o remar da embarcação portadora da Cruz de Cristo afrouxou, a pouco e pouco, a velocidade e o ritmo em direção à ribalta. E dividiu-se em metades assimétricas e incapazes de se lançarem ao mar sob a ação dos mesmos ventos.

O Belenenses SAD manteve o seu posto na liga principal, enquanto que o CF Os Belenenses perfurou o epicentro terrestre e atracou nas distritais. O logótipo sofreu alterações, a parte da massa adepta mais significativa sumiu e – na opinião de alguns – a essência escoou Tejo abaixo. O aparato é recente, mas, investido de uma autoridade (à qual não conheço poder executivo), considero-me capaz de reparar decisões e opinar sobre aptidão para as contratações efetuadas. O plantel não faz sonhar nem alimenta as quimeras dos adeptos, o futebol é trôpego e não se diferencia em posse, velocidade ou veia goleadora e, neste momento, o pé entra em estado de dormência em embates diante dos grandes do nosso futebol.

Ainda assim, destaco a presença de três jogadores que – no meu entender – constituem peças-chave na procura de algo mais que não se cinja à metade superior da tabela classificativa.

Minnesota Vikings: Maldição, ou falta de sorte?

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A cidade gelada de Minneapolis, no norte dos Estados Unidos da América, é a casa de um franchise que veste de roxo e dourado – por vezes de roxo e branco. Em 60 anos de participações na NFL, os Vikings nunca ofereceram aos fervorosos adeptos um título do Super Bowl. Há quem fale em falta de sorte, mas por vezes há a ideia de que se trata de uma maldição.

Apesar da fome de troféus, o apoio à equipa não falta. Antes dos jogos em casa, e devido à grande comunidade escandinava nas cidades gémeas de Minneapolis e Saint Paul, o famoso “Skol” é cantado e repetido várias vezes. Ao ritmo de um tambor instalado no US Bank Stadium, os presentes ecoam o cântico a plenos pulmões.

Contudo, ao longo das décadas, os seguidores da formação da National Football League começaram a ser o alvo de muitas das normais picardias dos rivais. Na NFC North, a divisão onde se inserem os Vikings, todas as equipas, menos os Detroit Lions, já venceram um ou mais títulos.

A formação que representa o estado do Minnesota marcou presença em quatro Super Bowls, todas elas nos anos 70, onde acabaram por não conseguir vencer. A turma da cidade dos mil lagos não voltou às grandes decisões até aos dias de hoje. Porém, estiveram perto de o conseguir por algumas vezes, quase todas de uma forma que desilude os adeptos.

Mais recentemente, em 2018, os pupilos de Mike Zimmer eliminaram os New Orleans Saints de uma forma categórica, no último segundo. No entanto, no último passo antes de uma oportunidade única de jogar o Super Bowl na sua casa, os Vikings perderam com estrondo na casa dos Philadelphia Eagles, que acabaram por se tornar os campeões nesse ano.

Para as próximas temporadas, não se espera muito dos roxos e dourados. Depois de diversas trocas e saídas da espinha dorsal da equipa, o mais provável é que o franchise volte a construir um plantel com base nos Drafts dos próximos anos, com a esperança de voltar aos grandes palcos em breve.

Longe vão os tempos de Cris Carter e Randy Moss, mas a hora é de pensar no futuro. Não sabemos se a NFL vai voltar em Setembro, e muito menos se os adeptos se podem deslocar aos recintos desportivos americanos. A ser verdade, é de senso comum que a massa adepta vai fazer muita falta aos jogadores que estão habituados ao estádio cheio.

Apesar da história atribulada, chega-se rapidamente à conclusão que os Vikings conseguiram bons registos na mais de meia década de presença na liga de futebol americano. O título pode não estar no museu da equipa, mas até lá, os adeptos ficam com o maior prémio de serem uma das equipas mais carismáticas da NFL.

Foto de Capa: Minnesota Vikings

Artigo revisto por Diogo Teixeira

SL Benfica 3-4 CD Santa Clara: É preciso dizer mais?

Do afundar benfiquista já muito se disse e a equipa faz questão de mostrá-lo a cada jornada que passa. Olha-se pois, à distância de uma semana, para a vitória em Vila do Conde como acidente de percurso, como a excepção à regra derrotista de uma equipa em queda livre e sem sinais de retoma em qualquer aspecto. Com a hecatombe desta tarde, o recorde de pior série em casa do século foi alcançado – desde 1931 que o SL Benfica não estava cinco jogos sem vencer como visitado. É preciso recuar até 4 de Fevereiro para se assistir à conquista dos últimos três pontos, frente ao Famalicão (3-2).

Não foi um jogo fácil. Atípico. Muito à custa de um conjunto açoriano muito bem preparado por João Henriques e que merece todo o reconhecimento pela exibição na Luz e pela monumentalidade da sua conquista: o CD Santa Clara foi atrevido, manietou o já cadavérico adversário, encarando-o olhos nos olhos. Fez-se predador oportunista, aproveitando as fragilidades que desde cedo sentiu. Cheirou-lhe a sangue e só descansou aos 94 minutos, quando finalmente deu a estocada final.

A primeira parte foi-nos apresentada como já é habitual: encaixe das peças no tabuleiro de jogo, Benfica a querer impor-se, mas sem reais capacidades para discernir convenientemente os caminhos para o golo. Com os encarnados inofensivos, salvo duas excepções, os insulares não tiveram pejo em cavalgar rumo à outra baliza na procura da felicidade, obrigando Vlachodimos a atenção redobrada – algo que já se tornou também rotina, naturalmente.

Se Rashid brilhava ao mesmo ritmo que Gabriel se ia afundando na mediocridade, Thiago Santana baralhava as contas à jovem dupla de centrais encarnada. E se estas diferenças entregavam confiança aos insulares, o perpétuo eclipse de Rafa e Pizzi não obrigava a muitos cuidados no balanceamento para zonas de ataque. Ainda para mais com a presença de Fábio Cardoso, a puxar do brio profissional e a assinar exibição categórica frente ao clube formador, limpando todas as investidas encarnadas rumo à baliza de Marco Rocha que se tornavam, uma e outra vez, infrutíferas. Só Seferovic ameaçou seriamente a manutenção do nulo, mas falta jeito a tanta vontade…

O 0-1, já na antecâmara do intervalo, nasce do erro de um dos elementos mais prostrados e que continua sem convencer – Nuno Tavares foi lançado, à obrigação da lesão do titular, na pior fase da época e tem sido visível a consternação com que actua no flanco esquerdo, longe da qualidade que lhe é reconhecida. Foram erros, foram falhas constantes de concentração e a sensação de se sentir pouco confortável em campo.

A segunda metade de loucos só ajuda ao entendimento de que o Benfica é uma equipa desfigurada, sem a liderança necessária em alturas de nervos – Pizzi, que Lage apontou durante a semana como exemplo máximo para os colegas dentro de campo, é incapaz de puxar dos galões e assumir-se como referência nas operações, preferindo… esconder-se – tornando-se, assim, num conjunto gerido por impulsos. Há correrias maníacas, há golos de rajada e, logo de seguida, a incapacidade mórbida de gerir a posse de bola, resultando em fases de futebol surreal onde o caos reina, dono e senhor.

Se o 1-1 aos 50’ empolgava as camisolas vermelhas, o 1-2 logo de seguida foi balde de água fria e demonstrativa de uma das maiores fraquezas deste Benfica: a bola parada defensiva. Não são visíveis quaisquer melhorias neste capítulo, diga-se.

Como já dissemos, de rajada vieram dois golos de Vinicius – entrado na segunda metade juntamente com Zivkovic – para tentar dar conforto à pilha de nervos que regia o conjunto de Bruno Lage. O sérvio, com apenas 59 minutos completados em 2019-20, bem tentou empregar as suas boas características no fio de jogo da equipa, tentando combinar várias vezes com Rafa e André Almeida pelo corredor direito. A falta de ritmo impediu contribuição válida e a equipa continuava nervosa, insegura, receosa da sua própria doença: Weigl e Taarabt, já no lugar que tinha sido de Gabriel, bem tentavam estabilizar a máquina. Mas foi em vão…

E nesta tremeliqueira se ficou até ao penalty cometido por Rúben Dias, em bola na mão numa embrulhada na área encarnada e que obrigou João Pinheiro a consultar o VAR. Uns minutinhos de espera e voilá, braço estendido para a marca de cal. Cryzan finalizou com sucesso e 3-3.

Ora, a uma equipa que foi incapaz de se superiorizar a nove elementos do Rio Ave, seria sempre ingénuo pedir que o fizesse a onze elementos do Santa Clara. Apesar da ânsia em alcançar o quarto golo, não existiam quaisquer associações positivas na chegada à área, num futebol desconectado e à mercê do batalhão organizado que defendia calmamente o cerco defeituoso. Já quando a esperança era sentimento longíquo e a bola andava perdida em disputas junto da linha lateral, há carambola no miolo e as lanças partem de forma confiante rumo à baliza de Vlachodimos. Vítimas de  processos simples, mas eficazes, os atarantados escudeiros do grego foram ficando pelo caminho e Zé Manuel, em boa definição, matou uma águia já depenada. O Açor voou mais alto.

A FIGURA

Fonte: CD Santa Clara

Osama Rashid – Não marcou, mas não precisa de o fazer para ser a peça mais cintilante do seu conjunto. Arquitecto, faz todas as contas necessárias ao funcionamento da máquina que se envolve sobre si, elevando o nível de quem a seu lado joga. Corrige erros, ajeita posicionamentos e faz sobressair a qualidade colectiva. Craque.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Gabriel – Continua irreconhecível. Longe dos índices físicos de outros tempos, não colabora no sucesso da equipa e a lentidão que lhe é característica faz atrasar a circulação de forma exaustiva. A saída ao intervalo foi um claro atestado à qualidade da sua exibição.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O 4-4-2 habitual mumificou-se à custa das dinâmicas emprestadas por Adel Taarabt a principiar em zonas tão adiantadas – o marroquino prefere encarar o jogo de frente, descendo involuntariamente no terreno e a equipa é obrigada a procurar depois soluções em 4-3-3, à falta de alguém na zona circundante ao ponta-de-lança. Quando ao intervalo Lage faz entrar Zivkovic, é Rafa quem explora esses terrenos: a equipa melhorou em certos momentos, mas a desfaçatez com que são ignoradas rotinas passadas não pode ser apenas resultado da ausência de Félix ou Jonas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (8)

André Almeida (3)

Rúben Dias (3)

Ferro (3)

Nuno Tavares (2)

Weigl (5)

Gabriel (1)

Taarabt (5)

Pizzi (2)

Rafa (2)

Seferovic (2)

SUPLENTES UTILIZADOS

Zivkovic (3)

Vinícius (8)

Dyego Souza (-)

Cervi (-)

ANÁLISE TÁTICA –  CD SANTA CLARA

João Henriques preparou-se convenientemente. O seu losango predilecto em 4-4-2 tanto se estende em formato clássico, em linha, como se transfigura para 4-3-3 e até para defesa a 3, fechando espaços na zona central e libertando os laterais. A equipa é flexível e adapta-se a todos os momentos e dificuldades que a confrontam, numa incrível dança sincronizada muito bem interpretada por todas as peças. Não é descabido falar-se, cedida seja a liberdade do calão, em “banho tático”.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Rocha (6)

Rafael Ramos (7)

Fábio Cardoso (9)

João Afonso (8)

Sanusi (8)

Francisco Ramos (7)

Rashid (9)

Anderson (8)

Costinha (7)

Thiago (9)

Carlos Carvalho (8)

SUPLENTES UTILIZADOS

Crysan (7)

Néné (5)

Mamadu Candé (5)

Salomão (4)

Zé Manuel (7)

FC Porto 4-0 Boavista FC: Inspiração São Joanina traz topo isolado da classificação

A CRÓNICA: DÉRBI GANHO AO INTERVALO

Dérbi da Invicta na noite mais especial do ano na cidade do Porto. Um São João diferente vivido no Estádio do Dragão com três equipas da cidade – a do FC Porto, a do Boavista FC e a de arbitragem, liderada por Artur Soares Dias. Mais especial se tornou ainda antes do apito inicial, dado o eco que chegou do Estádio da Luz, onde o SL Benfica havia acabado de sair derrotado frente ao CD Santa Clara.

Os primeiros 45 minutos não contaram grande história. Apesar de balançado ofensivamente, o FC Porto não conseguiu intrometer-se na muralha axadrezada que, bem organizada e com linhas bem consistentes e articuladas, tirou a criatividade ao miolo azul e branco. Os dragões mostraram pouca intensidade na circulação de bola, o que permitiu ao conjunto forasteiro enquadrar-se mais facilmente no lado da bola, colocando sempre mais homens em redor do esférico.

Ao intervalo entrou Manafá, Uribe e um novo FC Porto. Maior dinamismo e mais objetividade trouxeram o primeiro golo do jogo, apontado por Marega aos 52 minutos. Uribe combinou com Corona que, entre linhas, assistiu Marega para o golo da vantagem portista.

Sérgio Conceição mexeu com os peões azuis e brancos e bastou meia parte para fazer o checkmate. Marega ganhou duas grandes penalidades, que Alex Telles, aos 60′, e Sérgio Oliveira, aos 70′, converteram e deram a liderança isolada ao FC Porto.

Até ao final do encontro, houve oportunidade para dois jovens “Fábios” arrecadarem minutos no Dragão, Silva e Vieira, e este último assistir, de forma exímia, Marega para o quarto da noite.

O FC Porto isolou-se, desta forma, no topo da classificação e ganhou três pontos de vantagem sobre o SL Benfica.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Moussa Marega – O maliano entrou de rompante na segunda parte, mais no centro, junto a Soares, e teve um papel ativo nos quatro golos dos azuis e brancos. Depois de ter finalizado o primeiro golo, ganhou duas grandes penalidades que deram o segundo e terceiro golos, e ainda, muito bem assistido pelo jovem Fábio Vieira, colocou a bola no fundo das redes de Hélton Leite pela quarta vez.

O FORA DE JOGO

Fonte: Boavista FC

Gustavo Dulanto – O defesa do Boavista FC teve intervenção direta no resultado do dérbi da Invicta ao cometer duas grandes penalidades sobre Marega. Noite para esquecer do peruano que, no primeiro lance, entrou de carrinho sobre o maliano e, numa segunda vez, desviou a bola com a mão depois de um cruzamento de Marega.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Os axadrezados mostraram, desde o primeiro minuto, que a sua principal missão passava por se remeterem à defesa, ideia que cumpriram à risca nos primeiros 45 minutos de jogo. Organizado em 5-4-1, com Yusupha como homem isolado na frente, o Boavista FC apresentou uma defesa coesa, a procurar sair rápido, de forma a surpreender o conjunto da casa. Destaque para o avançado, já referido, que deu trabalho aos centrais azuis e brancos e criou mesmo relativo perigo junto à baliza de Marchesín.

Na segunda parte, o conjunto axadrezado sofreu com as modificações efetuadas por Sérgio Conceição e viu-se cedo em desvantagem, o que acabou por deitar por terra a sua organização defensiva. Com a equipa mais pressionada e com maior tendência para sair para o ataque, houve maior facilidade para o FC Porto entrar na muralha boavisteira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hélton Leite (5)
Marlon (5)
Ricardo Costa (6)
Dulanto (4)
Fabiano (5)
Carraça (6)
Sauer (6)
Idris (5)
Paulinho (5)
Njie (6)
Bueno (5)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (5)
Fernando Cardozo (5)
Heriberto (5)
Ackah (-)
Mateus (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição voltou a mexer na tática da equipa em relação ao último encontro – recorde-se, um empate a zeros na Vila das Aves – e colocou Marega sobre a direita, com Corona mais livre sobre o meio. Os médios, Otávio e Sérgio Oliveira, alternaram na procura da bola entre os centrais, enquanto Tomás Esteves e Alex Telles abriram bem junto à linha lateral e subiram no terreno, declarando a sua intenção ofensiva. Destaque negativo para Luís Diaz, que esteve a leste do jogo na primeira parte e saiu mesmo ao intervalo, juntamente com Tomás Esteves.

A segunda parte trouxe a jogo Manafá, Uribe e uma nova dinâmica no ataque portista, que cedo resultou num golo. Com Marega mais no centro, junto a Soares, e Corona entre linhas atrás da dupla de ataque, com Otávio a descair para a direita e Uribe e Sérgio Oliveira a segurar o meio-campo, o FC Porto mostrou-se mais equilibrado e incisivo.

Sérgio Conceição ganhou mesmo o jogo ao intervalo, pois, com as alterações efetuadas no balneário, e o consequente golo marcado cedo no segundo tempo, pressionou o Boavista, que acabou por ter de se desequilibrar à procura de um golo e acabou por se tornar mais débil.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Tomás Esteves (6)

Pepe (6)

Mbemba (6)

Alex Telles (7)

Sérgio Oliveira (7)

Otávio (7)

Luís Diaz (4)

Corona (7)

Tiquinho Soares (6)

Marega (9)

SUBS UTILIZADOS

Manafá (7)
Uribe (7)
Fábio Silva (6)
Fábio Vieira (7)
Danilo Pereira (6)

Edinho: «Já tive a hipótese do SL Benfica e do Sporting CP»

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Com muita experiência no Portugal e no estrangeiro, Edinho parou um pouco da sua carreira para ser presença no Bola na Rede TV. O avançado português falou sobre o caso da descida do CD Cova da Piedade e sobre as aventuras na Grécia. Para o futuro, Edinho tem a sua meta traçada, porém, até agora, só há contatos com clubes e nada concreto para a próxima época.

Devido à pandemia de COVID-19 e ao cancelamento da Segunda Liga, a FPF tomou a decisão de descer o clube de Almada para o Campeonato Portugal e Edinho guarda ainda “um sentimento de extrema revolta“. «Não gera dinheiro, não é importante? Então vamos acabar com a Segunda Liga. Somos todos profissionais e não deve haver distinção entre os da Primeira Liga e os da Segunda Liga», desabafou. O avançado português acredita ainda que a FPF devia ter ouvido os jogadores da Segunda Liga, pois, nunca chegou a acontecer.

Com experiências na Espanha e na Turquia, o avançado português não esquece os tempos na Grécia. Edinho relembrou alguns episódios quando partilhava o balneário o brasileiro Rivaldo, colega de equipa no AEK Atenas. Contudo, o momento que mais marcou o jogador foi a espera dos adeptos do PAOK FC após uma derrota FC Aris Salónica. Ainda assim, lembra o momento foi importante para encarar aquilo que foi a sua carreira.

Edinho revelou ainda já ter estado perto do SL Benfica e do Sporting CP, porém, os contatos não se concretizaram e, em ambas as formações, as saídas dos treinadores (José António Camacho e Ricardo Sá Pinto) levaram a que Edinho a não envergasse nenhuma das camisolas dos “grandes” de Lisboa.

Quanto ao futuro, o jogador só pensa em terminar com 40 anos por causa de uma aposta que fez com o pai, Arnaldo Silva, que também terminou nessa mesma idade. Todavia, gostaria de ficar em Portugal por conhecer melhor a Liga e também para ficar perto da família.