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BnR TV: Ukra e Clemente em animada troca da histórias de balneário

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O espetáculo está garantido: temos Bola na Rede TV com dois convidados-especiais: Ukra e Paulo Clemente. Um programa recheado de histórias e muitos comentários engraçados. Só vendo! Fica também o nosso obrigado ao CD Santa Clara pela pela organização deste BnR TV!

Com Mário Cagica Oliveira, Marco Ferreira, Ukra e Paulo Clemente.

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O melhor 11 do FC Porto com nacionalidades diferentes

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Como não há nada melhor que desafios nesta quarentena, decidi elaborar o possível melhor onze do FC Porto com nacionalidades diferentes. Foi uma decisão bastante difícil, visto que tive de deixar de fora jogadores que, em condições normais, teriam um lugar cativo nesta equipa. Vamos então ficar a conhecer esses cidadãos do mundo, que se juntaram dentro das quatro linhas e formaram um 4-4-2.

Parma Calcio 1913| O renascimento de um histórico italiano

Da glória europeia à falência, renasceu um clube histórico em Itália. O Parma Calcio 1913 é um exemplo de como a má gestão financeira arruinou um clube, atirando-o para a quarta divisão italiana, e de como o emblema recuperou de forma soberba. Regressou aos palcos principais do campeonato italiano na época passada e terminou em 14.º lugar. Na presente temporada ocupa a confortável nona posição.

O Parma foi fundado em 1913, originalmente como Parma Associazione Calcio. Em 2004, altura em que se registou a primeira falência do clube, o nome foi alterado para Parma Football Club. Em 2015, após a segunda falência, obteve o nome de Parma Calcio 1913, que se mantém até aos dias de hoje.

Em 2015, os “Giallo Blu” atravessavam o pior momento da sua história. A prestação da equipa no campeonato estava a ser desastrosa e no campo financeiro o cenário repetia-se. O clube acabou por declarar falência e ser fundado novamente, descendo até à Serie D, que corresponde à quarta divisão do futebol italiano. De forma surpreendente, um clube histórico como o Parma teve a recuperação merecida. Até ao regresso ao topo do futebol italiano passaram-se três épocas e o mesmo número de subidas de divisão.

Esta não havia sido a primeira falência do clube. Em 2004, o Parma passou por um processo semelhante, mas não foi castigado com descida imediata de divisão. Todavia, os maus resultados na época 2007/2008 resultaram num 19.º posto na tabela classificativa, e consequente descida de divisão. No entanto, na época seguinte voltaria a estar no primeiro escalão do futebol transalpino.

Os anos de maior sucesso dos “Giallo Blu” deram-se na década de 1990 e início da década de 2000. Os anos dourados do Parma começaram em 1991/92, com a conquista da Taça de Itália. O clube voltaria a conquistar este troféu nas épocas 1998/99 e 2001/2002. Em Itália, apenas conquistou mais um título de relevo, a Supertaça em 1999/00. A nível europeu, venceu a Taça das Taças em 1992/93, ganhou a Supertaça da UEFA em 1993/94 e conquistou por duas ocasiões a Liga Europa (1994/95 e 1998/99). O Parma nunca conquistou o troféu de campeão de Itália, mas alcançou a segunda posição em 1996/97.

Nos anos 90, o Parma tinha um plantel com nomes que marcaram gerações. Na baliza é o caso de Cláudio Taffarel e Gianluigi Buffon, que se formou e estreou como profissional no clube. Outros jogadores também colocaram o seu nome na história do clube, como Gianfranco Zola, os irmãos Fabio e Paolo Cannavaro, “Pippo” Inzaghi, Stoichkov, Lilian Thuram, Hernán Crespo, Verón, Alberto Gilardino, entre outros.

Alessandro Lucarelli é uma das grandes figuras do clube e um dos nomes mais importantes do passado recente do Parma. Transferiu-se para o Parma em 2008/2009, quando o clube militava no segundo escalão. Apenas saiu do clube após garantir a subida à primeira divisão em 2018, aos 40 anos de idade, acabando a carreira nessa época. O antigo capitão dos “Giallo Blu” não representou o Parma no grande regresso ao topo do futebol italiano.

Pelo emblema italiano passaram alguns internacionais portugueses. Na melhor fase do clube, jogaram lá Fernando Couto, Sérgio Conceição e Paulo Sousa. Posteriormente, Danilo Pereira, o defesa Pedro Mendes e Silvestre Varela vestiram a camisola do Parma. Atualmente, Bruno Alves é o único jogador português no clube, transferindo-se o ano passado e sendo o atual capitão.

O mundo do futebol dá muitas voltas e o Parma é um exemplo disso mesmo. Mas, apesar de tudo o que se passou no clube, este emblema histórico foi capaz de “dar a volta” ao resultado e realizar uma reviravolta fantástica, de regresso ao primeiro escalão do futebol italiano.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

10 grandes jogadores que o SL Benfica quase contratou

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Todos os anos chegam jogadores de maior ou menor qualidade ao SL Benfica. No entanto, já pensaram na quantidade de grandes jogadores que estiveram perto de envergar o manto sagrado, mas que por alguma razão a sua transferência nunca se concretizou? É precisamente isso que vos trago hoje. A lista não está em nenhuma ordem específica.

Menções honrosas: Roberto Soldado, Tapsoba, Bruno Guimarães, Danilo, Álvaro Pereira, Lisandro Lopez, Maxi López, Totti, Alexandre Pato e Alexander Hleb.

Que jogos devo rever nesta quarentena? Brasil 0-1 França

O que esperar de uma partida em que podemos ver em simultâneo jogadores como Roberto Carlos, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Patrick Vieira, Zidane ou Henry? Isto em pleno Mundial, a competição mais prestigiante do imaginário futebolístico, sendo certo que seria difícil acontecer em qualquer outra competição. Tal aconteceu a 1 de julho de 2006 no Commerzbank Arena em Frankfurt a contar para os quartos de final do Mundial e, sobre o jogo, o melhor que me ocorre dizer é o seguinte: valha-nos Zidane. Ou pelo menos à França. Mas já lá vamos.

As seleções vencedoras das duas edições anteriores partiram para a Alemanha como crónicas candidatas ao título e foram integradas nos grupos F e G. Do lado dos brasileiros, estes ultrapassaram facilmente o seu grupo depois de três vitórias frente à Austrália, Croácia e Japão. Por seu lado, os franceses sentiram mais dificuldade para passar esta fase, tendo registado apenas um triunfo e dois empates, num grupo que contava com a Suíça, República da Coreia e Togo. O segundo lugar da França levou a Seleção a enfrentar a Espanha nos oitavos de final e os canarinhos defrontaram o Gana, onde ambos despacharam os seus oponentes e marcaram encontro na ronda seguinte, num dos desafios mais aguardados do ano.

Quanto ao jogo em si, e quem olhar para os dois onzes, pensa estar perante um fascínio futebolístico com tanta história presente entre as duas nações e com tantos craques ao dispor – respondendo concretamente à pergunta de partida. Contudo, a análise deste desafio remete-nos para uma realidade alternativa, podendo-se afirmar que a expectativa superou aquilo que de facto se viu. Principalmente do lado canarinho, a exibição ficou muito aquém daquilo que era exigível para um conjunto com tanta qualidade individual e que era a seleção campeã em título, convém relembrar.

Carlos Alberto Parreira escalou um onze com um trio de centrocampistas, juntando Juninho a Gilberto Silva e Zé Roberto, com Kaká e Ronaldinho mais adiantados e a atuarem soltos no apoio a Ronaldo.  A colocação de três médios, que não vinha sendo hábito, antevia um plano de maior contenção perante um opositor bem mais forte do que os que havia defrontado anteriormente. Do lado dos gauleses, Raymond Domenech apresentou o seu melhor onze, organizando a equipa no habitual 4-2-3-1 sem mexidas de relevo.

A seleção brasileira não vinha praticando um grande futebol neste Mundial e manteve esse desígnio neste confronto, no qual ficou retratada uma equipa sem ideias e bastante apática, que se despediu desta maneira da Alemanha. Em sentido contrário, esteve uma França que dominou as operações e justificou por completo a passagem à fase seguinte. A superioridade dos bleus foi evidente, destacando-se o bloco do meio campo composto por Vieira e Makélélé e sobretudo a magia de Zidane.

Esta foi por certo uma das melhores exibições individuais da carreira de Zizou que passeou toda a sua classe no relvado, mostrando a sua melhor versão, e deve servir de exemplo para qualquer adepto que procure momentos de inspiração no futebol. O melhor mesmo é acompanhar o desafio, pois vale sempre a pena recordar esta reunião de craques e deliciar-se com o perfume que o atual técnico dos merengues deixou, um dia, por aí espalhado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Brasil – Dida; Cafu (Cicinho, 76’), Lúcio, Juan, Roberto Carlos; Zé Roberto, Gilberto Silva, Juninho (Adriano, 63’); Kaká (Robinho, 79’), Ronaldinho, Ronaldo

França – Barthez; Sagnol, Thuram, Gallas, Abidal; Patrick Vieira, Makélélé, Zidane; Malouda (Wiltord, 81’), Ribéry (Govou, 76’), Tiherry Henry (Louis Saha, 85’)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Que jogos devo rever nesta quarentena? FC Basileia 2-1 Vitória SC

O mês de agosto de 2008 parecia bem encaminhado para entrar na história do Vitória SC. No dia 13, os vimaranenses conseguiram um empate a zero suado frente ao FC Basileia no Estádio D. Afonso Henriques, num jogo a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. 14 dias depois, teriam a oportunidade de fazer o jogo das suas vidas e levar a armada preta e branca a sentir o sabor (e os milhões) do torneio onde estão os melhores dos melhores.

A tarefa não se adivinhava fácil para a turma liderada por Manuel Cajuda. Apesar de precisarem “apenas” de um empate com golos para selarem a passagem à fase de grupos (teriam vantagem por golos fora de casa), os vitorianos sabiam que os suíços iriam entrar fortes para conseguir o primeiro golo e abanar a confiança dos portugueses, naturalmente beliscada por jogarem no território do inimigo.

E assim foi. O FC Basileia cumpriu o que lhe era esperado e aos 11 minutos já estava na frente do jogo e da ronda: Valentin Stocker emendou da melhor forma um remate falhado do colega Ivan Ergic, enviando a bola para o fundo da baliza vimaranense.  O plano elaborado por Cajuda e os seus assistentes para a partida parecia ir por água abaixo logo nos primeiros minutos de jogo, mas Fajardo entregou o comando da eliminatória para o Vitória SC apenas dois minutos depois do golo sofrido, ao converter da melhor forma uma grande penalidade conquistada por Marquinho.

À tranquilidade conseguida com o golo do médio português, seguiram-se uns minutos certamente pouco recomendáveis para os corações dos adeptos vitorianos, no final da primeira parte. Os suíços, desesperados por um golo que os colocasse de novo na frente, acercaram-se da baliza defendida por Nilson, obrigando a defesa vitoriana a manter-se em sentido para impedir o tento que estragava as contas para os portugueses.

Contudo, apesar da mestria dos jogadores vimaranenses em gerir a partida a seu favor, a sorte do jogo fugiu-lhes, mais uma vez, “por entre os dedos”. Depois de duas tentativas falhadas no regresso dos balneários que dariam o 1-2 e que enterrariam bem fundo as esperanças do FC Basileia de seguir em frente na eliminatória, o Vitória SC permitiu, novamente, que os suíços tivessem vantagem na partida. Num lance que envolveu (outra vez) Valentin Stocker, este assistiu Eren Derdiyok para o golo que gelou os cerca de dois mil adeptos portugueses no St. Jakob-Park.

O resultado no marcador não agradava de forma alguma ao Vitória SC, pelo que Manuel Cajuda decidiu colocar a “carne toda no assador”, esgotando todas as substituições ao tentar dar maiores caraterísticas ofensivas à equipa. O nervosismo dos jogadores vitorianos era notório à medida que o relógio andava, mas, com muito querer à mistura, conseguiram fazer jus à alcunha de Conquistadores.

Ainda que já completamente esgotados emocionalmente, os pupilos de Cajuda arranjaram forças para um lance que marcaria a sua história e a do Vitória SC. Aos 87 minutos, Luciano Amaral arranca pela esquerda e cruza da melhor forma para um cabeceamento perfeito de Roberto, sem hipótese para o guarda-redes Franco Costanzo. Os jogadores vitorianos e os seus fiéis adeptos festejaram efusivamente o golo que, provavelmente, traria a fase de grupos da Liga dos Campeões para Guimarães pela primeira vez na sua história, mas rapidamente a alegria deu lugar a um sentimento de impotência.

O árbitro auxiliar da partida invalidou o golo por alegado fora de jogo do número 18. As repetições do lance na televisão para quem estava a assistir em casa não deixaram dúvidas que a decisão fora errada – e nem sequer pareceu uma diferença de poucos centímetros a colocar Roberto em jogo -, prejudicando irremediavelmente o Vitória SC que se viu afastado da liga milionária.

O erro tremendo que decidiu a partida, motivou uma reação do então presidente da UEFA, Michel Platini, que disse estar “desolado” com a falha que ditou o afastamento da equipa portuguesa. Já o árbitro principal, ao cruzar-se com a comitiva vitoriana no aeroporto, acabou mesmo por lamentar o momento junto dos responsáveis da equipa. Segundo Emílio Macedo, o presidente do Vitória SC na altura, “o árbitro teve a dignidade de ir falar com Manuel Cajuda e pedir-lhe desculpa pelo seu erro”.

Após a eliminação, o Vitória SC acabou por seguir para a Taça UEFA, onde não foi além da primeira ronda. Contudo, uma eventual passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões teria significado, além do marco histórico, a entrada de vários milhões nos cofres vitorianos que, certamente, dariam uma folga ao orçamento da equipa. Por isso mesmo, esta partida ainda hoje causa um amargo de boca aos adeptos vimaranenses, muito provavelmente convictos que a tecnologia do vídeo-árbitro, que os salvaria nesse jogo, veio com cerca de dez anos de atraso.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 4 corridas a rever no GP Portugal de Fórmula 1

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De 1958 a 1960 e de 1984 a 1996, foi nesta época que o nosso país acolheu aquela que era a maior competição de motores do mundo, e ainda o continua a ser, a Fórmula 1.

Porém, desde então que Portugal espera ser um pouco mais atrativo a nível financeiro, para voltar a fazer parte de um calendário tão impactante como o da Fórmula 1, sendo importante referir que, tanto o Autódromo do Estoril como o de Portimão, tem em mãos a classificação mais alta da medida dos circuitos, o que os torna aptos para receberem um evento desta dimensão.

Enquanto isso não acontece, aguardamos e recordamos quatro dos melhores espetáculos jamais vistos nesta circunstância em Portugal que, para além de ter juntado milhares de espetadores, juntou também os melhores pilotos da História, muitas delas consideradas lendas da modalidade.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo redigido por Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros

Olheiro BnR: Oleg Reabciuk

Não é todos os dias que escrevo um artigo acerca de um jogador com tantas qualidades e com um nome tão complicado, a ponto de não fazer ideia como pronunciá-lo. Felizmente, já não tenho estas dificuldades para descrever o seu futebol: falo de Oleg Reabciuk, o lateral-esquerdo do FC Paços de Ferreira, jogador que considero dos mais promissores da Primeira Liga.

Não há muitos jogadores moldavos no nosso campeonato. A Moldávia, sendo um país distante diferente, podia constituir um entrave à adaptação de qualquer jogador ao nosso futebol. No entanto, Oleg vive em Portugal desde os quatro anos, já tendo passado por vários clubes, desde NS Rio Maior, Sporting CP, CF “Os Belenenses”, FC Porto, onde se formou jogador, e agora FC Paços de Ferreira.

A primeira vez que vi Oleg em acção foi num jogo amigável da pré-época 2018/2019, em que o Porto defrontava o Portimonense SC no Algarve. Ao intervalo, o Porto já perdia por 2-0 e eu pensava com os meus botões que os nortenhos precisavam de um valente abanão; essa sacudidela veio sob a forma de um jovem da equipa B dos dragões que entrou aos 63’ para mostrar o seu valor: esse jogador era Oleg.

Mostrou nessa meia-hora que teve para jogar, as qualidades que lhe reconheço ainda hoje: um pulmão gigante, excelentes incursões ofensivas, bom sentido posicional, uma técnica acima da média e acima de tudo, muita raça. Fartava-se de correr e esse esforço valeu um golo ao FC Porto aos 83’, com assistência do moldavo. Talvez a única coisa a apontar ao jovem lateral fosse alguma precipitação própria da estreia pela equipa principal.

No final desse jogo, pensei bem que Sérgio Conceição lhe viria a dar uma oportunidade na equipa A, mas, passado um ano de amadurecimento na equipa B, rumou ao FC Paços de Ferreira onde milita agora, sendo uma das boas surpresas dos castores.

O jovem defesa do clube da capital do móvel já leva 17 jogos na Liga, mais três na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga; tem sido um dos pilares da defesa do clube; a sua resistência, velocidade e técnica diferenciam-no dos restantes jogadores. A sua evolução tem sido notória, sendo agora um defesa menos ansioso e cada vez mais confiante, sempre com a concentração que se lhe é exigida. Será um dos melhores jogadores do plantel do FC Paços de Ferreira que, certamente, não se arrependerá de dar uma oportunidade ao jovem Oleg.

Muita tinta tem corrido acerca da renovação ou não de Alex Telles, o dono da lateral-esquerda dos dragões. Um jogador cheio de raça, com técnica, muito ofensivo e esforçado. Onde é que eu já ouvi isto? A iminente saída de Alex Telles fará os responsáveis portistas perceberem que cometeram um erro gigante ao deixar sair prata da casa. Um erro do tamanho da Torre dos Clérigos, diria eu.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Euro 96 | A competição que abriu as portas à Geração de Ouro

O Euro 96 foi o primeiro Europeu que contou com a participação de 16 equipas, o que abriu as portas a muitas selecções que possuíam equipas de qualidade, mas que não tinham tido muitas oportunidades de se mostrarem neste patamar.

Entre estas selecções, estava equipa das quinas desejosa por dar a conhecer a sua Geração de Ouro ao mais alto nível internacional. Depois dos títulos mundiais de juniores e do vice-campeonato europeu de sub-21 em 1994, chegaria então a oportunidade da Geração de Ouro se destacar internacionalmente a nível sénior.

A selecção nacional conseguiu a qualificação para o Europeu disputado em Inglaterra depois de na Fase de qualificação terem sido líderes do seu grupo à frente da República da Irlanda, Irlanda do Norte, Áustria, Letónia e Lichenstein. Para a competição, quis o destino que Portugal calhasse no grupo A, juntamente com a Dinamarca, Croácia e Turquia.

A Dinamarca era então a campeã europeia e mantinha boa parte da sua espinha dorsal, mais a referência Michael Laudrup, que não tinha estado presente na conquista de 1992; como tal, partia para Inglaterra com uma reputação a manter. A Croácia, apesar de se estrear nestas andanças, tinha uma equipas de respeito, que contava com alguns jogadores que foram campeões mundiais de juniores pela antiga Jugoslávia em 1987. Portanto, não se avizinhava fácil a tarefa para a equipa das quinas.

O seleccionador nacional António Oliveira escolheu os seguintes 22 jogadores para jogar no Europeu:

Guarda-redes: Vítor Baía, Alfredo e Rui Correia

Defesas: Secretário, Fernando Couto, Dimas, Hélder e Paulo Madeira

Médios: Paulinho Santos, Oceano, José Tavares, Vítor Paneira, Rui Costa, Pedro Barbosa, Porfírio, António Folha, Paulo Sousa e Luís Figo

Avançados: João Pinto, Sá Pinto, Jorge Cadete e Domingos Paciência

A equipa das quinas iria iniciar logo a competição a jogar contra a campeã europeia Dinamarca. Num jogo bastante equilibrado, a selecção nórdica adiantar-se-ia no marcador por intermédio de Brian Laudrup, mas já na segunda parte, a selecção nacional igualou o marcador após um cabeceamento de Sá Pinto. O empate a uma bola verificado no final seria um resultado positivo face à diferença de experiência entre ambas as equipas.

O segundo jogo seria contra a também estreante Turquia, que também contava com uma nova geração de talentos que contava com nomes como o guarda-redes Rustu e o ponta-de-lança Hakan Suker. Em mais um jogo equilibrado, Portugal conseguiria o golo decisivo já na segunda parte através de um remate fantástico de Fernando Couto. A vitória frente aos otomanos deixaria a equipa das quinas a um ponto do apuramento.

O último jogo da Fase de Grupos seria contra a já apurada Croácia, que depois de ter ganho os dois primeiros jogos, apresentou-se contra Portugal com uma equipa de segundas linhas. Luís Figo inaugurou o marcador logo a abrir e João Vieira Pinto fez o 2-0 ainda na primeira parte. A selecção dos Balcãs procurou inverter o rumo dos acontecimentos fazendo entrar Suker e Boban na segunda parte, mas a Domingos Paciência daria a machadada final após uma jogada de contra-ataque. Vitória por 3-0 e primeiro lugar do grupo garantido.

Seguir-se-ia a República Checa, que conseguiu o apuramento in-extremis, após um empate contra a Rússia conseguido a dois minutos do fim. Tal como Portugal, a selecção checa possuía uma geração de talentos que procurava afirmar-se no panorama internacional composta por nomes como Pavel Nedved, Karel Poborsky, Vladimir Smicer e Patrick Berger.

No jogo disputado em Birmingham, a equipa das quinas foi superior na primeira parte e podia estar em vantagem ao intervalo, mas na segunda parte, Karel Poborsky aproveitou o ressalto da bola em Oceano e Paulo Sousa e aplicou um chapéu de belo efeito a Vítor Baía. A equipa das quinas ainda procurou reagir, fazendo entrar Domingos Paciência e Jorge Cadete e ainda beneficiou de alguns minutos em vantagem numérica, mas não conseguiria colocar a bola no fundo das redes.

Seria o fim da caminhada em Inglaterra rumo ao sonho Europeu, mas seria o início de uma nova era no futebol português, que se deu a conhecer internacionalmente nesta competição e que viria a mostrar no futuro que veio para ficar.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O melhor 11 de Portugal que vi jogar

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Percorrem a minha memória algumas das mais brilhantes jogadas das últimas décadas do nosso futebol, sobretudo imagens da nossa selecção. Revejo o Euro 2004, o Euro 2000, o ‘nosso’ Euro, ou o Mundial onde fomos até às meias. Encontro, no nosso futebol, memórias maravilhosas, de momentos épicos, mesmo até de lágrimas derramadas para a mão de Abel Xavier ou para a nuca de um grego. Relembro grandes penalidades perdidas ou aquelas sem luvas. Encontro até verdadeiras guerras dignas de um ampo de batalha. Noites suecas, humilhações alemãs e um careca que só nos marca da marca dos onze metros.

Por fim, encontro nas botas de Éder a felicidade suprema de ter durante anos acompanhado alguns dos melhores jogadores do mundo. Assim sendo, aqui vos deixo o meu melhor onze de Portugal que vi jogar.