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Arsenal FC 3-2 Vitória SC: Quase conquistavam Londres

O poderoso Arsenal FC frente a um Vitória SC, não muito habituado a estes palcos, defrontavam-se em Londres em pleno Emirates. À partida para este jogo, os ingleses comandavam o grupo com duas vitórias e os portugueses ainda não somavam qualquer ponto. Com um registo bastante favorável nas receções a equipas portuguesas, o Arsenal FC procurava manter o registo e, à partida, tinha um adversário bastante apetecível pela frente.

A verdade é que se viu um grande começo para a equipa portuguesa. Aos 3′ surge a primeira oportunidade do jogo com André Almeida a aproveitar um cruzamento da direita e a rodar sobre Holding para disparar fraco para defesa de Martinez. Estava dado o primeiro aviso e passados cinco minutos deu-se o primeiro golpe na partida. Foi um inglês a marcar, mas não foi para a equipa da casa. Uma boa transição do Vitória SC permitiu a Victor Garcia surgir na linha de fundo e cruzar rasteiro e atrasado para Edwards que, dentro da área, tira dois adversários do caminho e remata para o fundo da baliza.

Nos primeiros 10′ assistiu-se a um jogo repartido com o Vitória SC a conseguir ter bola e a criar mais perigo junto da área adversária, compensado por um golo. Aos 13′, o conjunto vimaranense aproveita um passe mal efetuado a meio campo para sair em transição e colocar mais uma vez em cheque a defesa gunner. Estavam melhores os portugueses.

A partir daqui, os ingleses tentaram controlar a partida e conseguiram chegar com maior perigo à área vitoriana, embora a exibição não fosse a mais desejada, com vários passes errados à mistura. Finalmente, aos 31′ obtiveram o seu tento a partir de Martinelli que, sem oposição, corresponde a um cruzamento da esquerda para cabecear para a baliza deserta, já que Miguel Silva ficou a meio do caminho.

Contudo, o Vitória SC mantinha o bom registo e atrevimento e pouco depois era premiado com o segundo golo através de Bruno Duarte, que aproveitava um remate ao poste de Davidson e na recarga colocava de novo os portugueses na frente. Perto do intervalo, sem surpresa nenhuma, quase fazia o terceiro. A primeira parte chegava ao fim com um jogo bastante interessante por parte dos vitorianos que estavam a conquistar Londres.

Os vitorianos realizaram uma grande partida, embora tenham saído derrotados
Fonte: Vitória SC

O segundo tempo começava por trazer duas mexidas nos gunners, sinal de que Unay Emery não estava satisfeito com o que via da sua equipa. Guendouzi e Dani Ceballos substituíam ao intervalo Maitland-Niles e Joe Willock respetivamente, com a intenção de trazer uma maior agressividade e capacidade de transporte.

Os primeiros sinais de destaque foram duas oportunidades para os ingleses e, pelo meio, mais duas para o lado contrário. O jogo tornou-se também mais faltoso e os vitorianos tentavam controlar o natural crescimento dos da casa, mantendo, contudo, a sua identidade. Identidade essa que lhes permitia, ainda assim, chegar à área forasteira com algum perigo. O jogo foi-se mantendo num ritmo médio-alto, mas notava-se uma maior pressão dos londrinos e uma maior capacidade de resposta, com as alterações ao intervalo a surtirem efeito.

Porém, a cartada mais decisiva do encontro registou-se a quinze minutos do fim, quando Pépé entrou para o lugar do desinspirado Lacazette e, cinco minutos depois através de um livre descaído da direita, estabelece uma vez mais a igualdade. Neste momento a confiança crescia para o lado dos gunners e adivinhavam-se minutos finais de sofrimento para os vitorianos.

Já perto do final, uma nova falta perto da área levava as mãos à cabeça dos cerca de 2500 adeptos vitorianos presentes em Inglaterra. E tinham razão, pois o suspeito do golo anterior voltou a faturar – novamente de livre – e colocava pela primeira vez o Arsenal FC em vantagem no marcador. Com a diferença que o jogo acabaria logo a seguir, sem haver possibilidade de resposta.

Pode-se dizer que este foi um resultado bastante penalizador para o Vitória SC, que fez por merecer um resultado melhor. A equipa fez um jogo bastante positivo, com uma grande alma e quase saía de Londres com um resultado histórico. Esteve perto e sai com uma imagem valorizada. As contas do grupo ficam assim mais complicadas para os portugueses que continuam sem somar pontos, ficando a faltar três jornadas para o fim da fase de grupos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Arsenal FC – Emiliano Martinez (GR), Héctor Bellerín, Rob Holding, Shkodran Mustafi, Kieran Tierney, Maitland-Niles (Guendouzi, int.), Lucas Torreira, Joe Willock (Dani Ceballos, int.), Emile Smith-Rowe, Alexandre Lacazette (Pépé, 75’) e Gabriel Martinelli

Vitória SC – Miguel Silva (GR), Victor Garcia, Frederico Venâncio, Edmond Tapsoba, Florent Hanin, Mikel Agu, Denis Poha, André Almeida (Pêpê, 64’), Davidson (Rochinha, 86’), Marcus Edwards (André Pereira, 70’) e Bruno Duarte

Portugal 4-0 Letónia: Entrada com o pé direito rumo à Lituânia

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Foi em Viseu, e logo com pé direito, que começou a caminhada para que as cores portuguesas estivessem representadas na Lituânia, sede do próximo Mundial 2020, e a Letónia foi o primeiro adversário do Grupo 8 na qualificação para o Campeonato do Mundo de Futsal. À partida, ambas as equipas sabiam que a República Checa já tinha vencido o primeiro jogo e, por isso, havia a vontade de acompanhar os checos na liderança do grupo.

Obviamente, os portugueses, atuais campeões europeus, tinham mais do que obrigação de ter uma entrada demolidora e assumir a condição de favoritos. Foi isso que se verificou logo no início do jogo e Ricardinho entrou com muita vontade de conseguir resolver logo o jogo. A Letónia, que deu os destinos do jogo aos portugueses, entrava muito na expetativa e muito recuada no terreno.

Ao minuto seis, abriu-se mesmo o marcador em Viseu e foi para Portugal. Pany Varela tentou entrar através do lado esquerdo, mas acabou por ser bloqueado o seu cruzamento, mas Pedro Cary estava atento. O ala português apanhou a bola e viu Cardinal sozinho do lado direito e só teve de dar a bola para o pivô. O número sete português rematou com força e sem hipóteses para Bondars.

Cardinal foi o primeiro a marcar um golo português nesta fase de qualificação para o Mundial
Fonte: FPF

Houve pouco tempo para respirar no lado letã, pois, dois minutos depois, houve novo golo para as cores portuguesas, que bem entrava no jogo. A jogada começou com uma recuperação a meio campo de Pedro Cary, que tabelou com Pany Varela para sair da confusão. Depois, Pany só teve de encontrar Pedro Cary para que este só tivesse de encostar a bola para o segundo golo na partida (2-0). De destacar a boa exibição inicial de Pedro Cary, que fez um golo e uma assistência.

Portugal estava muito bem no encontro, com boas trocas de bola e grande capacidade coletiva. Ainda assim, faltava uma melhor finalização e talvez uma ajuda dos postes, visto que algumas bolas foram ao poste e acabaram por não entrar. Os letões tinham muita dificuldade para criar oportunidades e até mesmo de construir jogo, o que é perfeitamente normal.

A faltar dois minutos para o fim do primeiro tempo, a Letónia apostou num cinco para quatro para ganhar mais posse de bola e controlo no jogo. Porém, não correu bem. Ainda a faltar 53 segundos para o término, Strazdiņš em zona frontal à baliza portuguesa, rematou com força e houve tempo para uma boa defesa de André Sousa. As duas equipas foram para o intervalo com uma vantagem de dois golos para Portugal.

Ao minuto sete, houve um revés para a seleção portuguesa. Tiago Brito levou o segundo amarelo e, consequentemente, cartão vermelho. O ala português perdeu a bola a meio campo, agarrou o jogador letão que ia isolado para a baliza e, por isso, o árbitro da partida esteve bem na sua decisão. Tiago Brito fica também impossibilitado de jogar a próxima jornada contra a Alemanha.

A Letónia estava assim dois minutos em vantagem numérica e tentava reduzir a desvantagem lusa, contudo, Portugal estava a defender muito bem e também André Sousa mantinha a qualidade defensiva. Assim, os letões não conseguiram marcar qualquer golo e, depois dos dois minutos, os lusos voltaram a ter quatro jogadores em campo.

Ao minuto 12, vimos Maradona em campo, ou pelo menos, a recriação de uma jogada semelhante a um golo do argentino. Também começa pela letra M, mas foi Márcio o autor desta bela jogada. O jogador do SC Braga, numa jogada individual, veio da esquerda para o meio e rematou cruzado para novo golo português. Desta vez, o poste foi amigo de Portugal e a bola acabou por entrar na baliza letã. Estava assim feito o 3-0. Bondars ainda se esticou todo, mas nem que tivesse asas lá conseguiria chegar.

A Letónia precisava de reduzir a vantagem e voltou a apostar no cinco para quatro, mas claramente se os letões tinham dificuldades sem guarda-redes avançado, imagine-se desta forma… Pior ainda. Foi pior porque a equipa letã acabou mesmo por sofrer novo golo português para sentenciar a partida.

A faltar 01.22 para o final do jogo, houve um primeiro corte de Ricardinho e a bola acabou por sobrar para Bruno Coelho. O ala português só teve de olhar para a baliza, que estava sem ninguém, e marcar o quarto da partida para Portugal. Foi um golo que deu ainda mais tranquilidade à equipa portuguesa e deu também o resultado final na partida. Com esta vitória, Portugal ganha três pontos e é líder do Grupo 8 juntamente com a República Checa, que também venceu o seu jogo.

CINCOS INICAIS:

Portugal – André Sousa (GR), Fábio Cecílio, João Matos, Ricardinho e Bruno Coelho

Letónia – Bondars (GR), Seņs, Babris, Halimons e Matjušenko

FC Porto 1-1 The Rangers FC: Tarde de regressos numa noite infeliz para os dragões

Catorze anos depois, o The Rangers FC regressou ao Estádio do Dragão para um jogo a contar para a terceira jornada da Liga Europa.

Na última vez que estas duas equipas se tinham defrontado na cidade invicta, o resultado tinha sido um empate a uma bola.

Os dragões estavam num bom momento de forma, após terem eliminado o SC Coimbrões em jogo a contar para a Taça de Portugal. Contudo a nível europeu procuravam fazer renascer a chama do dragão que se tinha apagado na banheira de Roterdão, o que empurrara a equipa azul e branca para o segundo lugar do grupo G.

Já os comandados pelo lendário Steven Gerrard vinham de um empate sempre comprometedor na Liga Escocesa, mas em termos europeus vinham de uma importante vitória frente ao BSC Young Boys, ocupando, contudo, o último lugar do grupo.

Nikola Dabanovic apitou para o início da partida e começou a rolar a bola no Estádio do Dragão.

Com os regressados Tecatito Corona e Luis Díaz ao onze titular, o FC Porto entrou por cima na partida procurando – muito através da posse de bola – chegar à baliza de McGregor, enquanto que o The Rangers FC tentava aproveitar ao máximo as transições e o contra-ataque.

Aos 28 minutos, a equipa azul e branca ganhou um livre direto, mas o especialista Alex Telles enviou a bola por cima das redes da equipa adversária.

O jogo estava difícil para os comandados por Sérgio Conceição, visto que a defesa dos Rangers estava bem alinhada e a posse de bola do FC Porto não parecia assustar os escoceses.

Aos 32 minutos, os dragões estiveram muito perto de inaugurar o marcador, após um cabeceamento de Zé Luís que bateu no poste.

Parecia que a defesa do Rangers estava pronta para tudo, mas Luis Díaz mostrou aos escoceses como um míssil pode estragar tudo. Grande golo do internacional colombiano que inaugurava o marcador no Estádio do Dragão ao minuto 36.

Luis Díaz foi um dos melhores jogadores em campo tendo marcado um grande golo
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A resposta dos comandados por Steven Gerrard não tardou muito com mais uma bola ao poste, desta vez por Morelos.

Aos 43 minutos, os The Gers restabeleceram a igualdade no marcador com um golo de Borna Barisic a aproveitar a desatenção da defesa portista.

Pouco depois, o árbitro apitou para o intervalo e todos os jogadores recolheram para o balneário com um empate na partida. Via-se assim um FC Porto a pecar pela falta de agressividade e um Rangers a aproveitar todos os segundos em que tinha bola.

No segundo tempo, pareceu-se ver um FC Porto a crescer em termos de agressividade, mas quem começou a brilhar foi Augustin Marchesín, logo aos 52 minutos, após cabeceamento de Barisic.

Com o passar dos minutos, o jogo foi ficando mais dividido com o Rangers, a crescer cada vez mais no encontro.

Um dos exemplos desse crescimento foi o livre direto que ganhou ao minuto 82, mas que não chegou para assustar o guardião portista.

Perto do fim do encontro, a equipa azul e branca esteve muito perto de marcar, mas valeu ao Rangers McGregor que manteve a baliza inviolável.

Foi desta forma que Nikola Dabanovic apitou para o fim do encontro.

O jogo ficou empatado a uma bola e o resultado acabou por afigurar-se como justo, sendo demais visível um FC Porto muitas vezes incapaz de fazer face às contrariedades que encontra no seu caminho.

Segue-se agora a receção ao líder do campeonato, o FC Famalicão, sendo que o Rangers vai receber o Motherwell FC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto – Marchesín; Corona, Pepe, Marcano e Alex Telles; Otávio (60’ Bruno Costa), Danilo, Matheus Uribe e Luis Díaz (63’ Shoya Nakajima); Zé Luis (76’ Tiquinho Soares) e Marega.

The Rangers FC – McGregor; Tavernier, Goldson, Helander e Barisic; Jack (83’ Scott Arfield), Davis, Kamara e Barker (83’ Sheyi Ojo); Kent (76’ Joe Aribo) e Morelos.

Sporting CP 1-0 Rosenborg BK: Bacalhau norueguês à moda de Bolasie

Custou, mas lá foi. O bacalhau cozinhado pelos leões foi sem sal, num jogo um pouco desenxabido, mas que valeu os três pontos à equipa portuguesa. O Sporting CP venceu então o Rosenborg BK por 1-0, graças a Yannick Bolasie que foi o “mestre da culinária” e ajudou a cozinhar o segundo triunfo na Liga Europa, o que permite aos “leões” isolarem-se no segundo lugar do grupo D e regressar aos triunfos, após a eliminação da Taça de Portugal.

Antes do apito inicial, cumpriu-se um minuto de silêncio em memória a Rui Jordão, antiga glória leonina que faleceu no passado dia 18 de outubro. O jogo não começou da maneira mais animada. O momento mais digno de destaque, diga-se, foi aos onze minutos num momento em que o estádio iluminou-se de luzes em honra à antiga glória leonina.

Passe para aqui, passe para acolá e a verdade é que o jogo não prometia muito até então. Só ao fim de 17 minutos é que surgiu um lance que levantou as bancadas. Bruno Fernandes marca um livre direto, mas a bola vai parar à trave da baliza do Rosenberg. Surgia assim o primeiro sinal de perigo por parte dos leões.

Ao fim de um minuto, Vietto surge a mergulhar na área adversária para o cruzamento depois de um excelente cruzamento de Acuña. André Hansen defende e nega o golo ao número 10 dos leões. A resposta dos noruegueses veio aos 23′, momento em que Akintola remata a bola na atmosfera. Renan, atento, defende sem grandes problemas.

O jogo continuava com um ritmo bastante lento e o espetáculo não estava a ser o melhor de facto. Quem estava a surpreender pela positiva era Vietto que, até ali, se tinha mostrado bastante interventivo na partida. Aos 29 minutos, o jogador surge pelo flanco esquerdo depois de um mau passe de Reginiussen. Valeu ao Ronsenborg o seu guarda-redes que defendeu o remate.

Três minutos depois, surge um lance de grande perigo em fortalezas leoninas. Sebastián Coastes faz um alívio, mas a bola acaba por ir parar às costas de Doumbia. A bola ainda passou resvés da linha de golo. Felizmente acabou por não ser nada, mas estava feita a ameaça.

A primeira parte acabava assim com um nulo de ambas as partes, num jogo que não teve, até aqui, muito para contar e no qual houve mais magia fora do relvado do que propriamente dentro. Esperava-se, francamente, uma melhor segunda parte!

A primeira parte acabou com um nulo de golos frente as duas equipas
Fonte: Rosenborg BK

O recomeço do jogo trouxe um Sporting com vontade de querer marcar, mas faltava alguma fluidez de jogo à equipa leonina para criar algum lance de perigo para o guarda-redes norueguês André Hansen. Um dos jogadores que esteve mais ativo no início da segunda parte foi Bolasie que ao minuto 58 trabalhou bem dentro da área adversária e disparou à figura de Hansen.

Apesar dos leões terem a iniciativa de jogo, o Rosenborg não deixou de ir em busca do golo e podia tê-lo alcançado aos 63′, quando um cruzamento de Akintola à procura dum desvio de um colega de equipa foi cortado providencialmente por Coates. Algo insatisfeito com o rendimento ofensivo da sua equipa, Silas trocou Luiz Phellype pelo jovem Pedro Mendes.

A mudança trouxe alguma vida aos verdes e brancos, que voltaram a aumentar a pressão sobre os noruegueses, o que acabou por trazer resultados práticos ao minuto 70: Bolasie responde bem a um cruzamento com uma cabeçada na bola que ainda desvia em Hovland antes de beijar as redes da baliza de Hansen, o que fez soltar a alegria nas bancadas de Alvalade.

O conjunto visitante não se foi abaixo com o golo sofrido e dispôs de duas soberanas ocasiões para empatar: na primeira (79′), Konradsen não acertou na bola após Coates falhar a interceção. Já na segunda (81′), o cabeceamento de Bjorn Johnsen passou perto do poste da baliza de Renan.

Os últimos minutos foram de sufoco para o Sporting que viu o Rosenborg a apostar tudo para salvar o primeiro ponto na Liga Europa, mas sem qualquer sucesso e o jogo acabou com o triunfo pela margem mínima. Mesmo sem fazer uma grande exibição, o certo é que os comandados de Silas chegam aos seis pontos no grupo D e estão agora a um ponto do líder PSV Eindhoven.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – Renan Ribeiro (GR), Valentin Rosier, Sebastián Coates, Jérémy Mathieu, Marcos Acuña, Bruno Fernandes, Idrissa Doumbia, Wendel (Eduardo, 88′), Luciano Vietto (Cristian Borja, 85′), Yannick Bolasie e Luiz Phellype (Pedro Mendes, 64′)

Rosenborg BK – André Hansen (GR), Vegar Hedenstad, Tore Reginiussen, Even Hovland, Birger Meling, Gjermund Asen (Pal André Helland, 81′), Marius Lundemo, Mike Jensen, Babajide Akintola (Anders Konradsen, 75′), Samuel Adegbenro (Bjorn Johnsen, 81′) e Alexander Soderlund

Besiktas JK 1-2 SC Braga: Sete pontos para um SC Braga com dimensão europeia

Viagem difícil do SC Braga ao terreno do Besiktas JK, onde os adeptos criam o ambiente muito adverso. Porém, face às classificações, os turcos estão mais pressionados a ganhar. Sá Pinto entra em campo com um 4-3-3: meio-campo reforçado e velocidade nas alas. Já o Besiktas apresenta-se num 4-3-2-1 e o onze é o… “possível”, nesta altura, visto que há muitos lesionados, a saber: Gonul, Douglas, Victor Ruiz e Burak Yilmaz.

O Besiktas JK entrou forte, a pressionar alto e a roubar a bola aos bracarenses em zonas perto da baliza dos mesmos. Aos quatro minutos, Tyler Boyd ia fazendo o primeiro, numa jogada de insistência, atirando ao poste da baliza de Matheus. Aos oito minutos, o outro conhecido dos portugueses, Rebocho, à entrada da área, chutou com selo de golo, mas a bola acabou desviada na cabeça de Bruno Viana. O SC Braga via jogar e as “águias negras” estavam perto do golo.

O jogo continuava na mesma toada, mas com SC Braga ligeiramente mais confortável em campo. Precisamente neste sentido, aos 21 minutos, teve a sua primeira grande oportunidade para marcar, dominando a bola num curto espaço mas a finalizar mal, com excessiva força, por cima.

O Besiktas JK, face ao facto de ainda não ter inaugurado o marcador, começava a evidenciar falta de calma, com um jogo pouco pensado e a tentar chegar à baliza dos minhotos com rapidez.

Como “depressa e bem não há quem”, aos 38 minutos, Paulinho recuperou numa zona onde não se pode perder a bola, num erro crasso de Ozyakup – que até aqui estava a ser um dos melhores dos turcos –, assiste Galeno que permite a defesa de Karius, incompleta, caindo o esférico para os pés de Ricardo Horta. Perante a baliza deserta, atira para 0-1.

Os homens da casa, até ao intervalo, aumentaram o ritmo (novamente), mas sem grandes consequências. No entanto, ao minuto 43, na sequência de um livre, Llajic fez um grande remate, que acabou no poste da baliza defendida por Matheus.

Foi uma grande noite para os bracarenses
Fonte: Besiktas JK

A segunda parte começou logo com duas grandes oportunidades para o SC Braga aumentar a vantagem, aos 48 e aos 52 minutos. Galeno chutou ao poste, dentro da área, e logo a seguir Novais, de meia-distância, proporcionou uma excelente defesa ao alemão que defende as redes turcas.

Até aos 70 minutos, nada de relevante se passou, com os minhotos a controlar o jogo, o que lhes interessava. Mas Avci foi astuto nas substituições, colocando homens de ataque e criativos, e neste preciso minuto, Umut, que tinha entrado há quatro minutos, finalizou de cabeça na área, sem hipótese para Matheus. Os jogadores do SC Braga pediram fora-de-jogo, sem razão.

Momento de descontrolo dos portugueses e o Besiktas JK aproveitou, conseguindo um penálti aos 72 minutos. Pablo faz falta clara e o que até aqui estava controlado, complica-se. No entanto, a maior ajuda do SC Braga durante este jogo, os postes, voltaram a aparecer. Llajic encarregue de bater, acerta em cheio no ferro, apesar de Matheus ter adivinhado o lado.

Com este pequeno ânimo dado pelo falhanço turco, Sá Pinto mexeu na equipa, colocando em campo Uche e Wilson Eduardo. Substituições que resultaram na perfeição. Aos 77 minutos, Wilson deu o primeiro aviso, falhando isolado na cara de Karius, mas dois minutos depois, acabou mesmo por marcar. Boa jogada de Galeno – o melhor em campo – pela ala, que descobriu o colega no coração da área, solto de marcação, rematando rasteiro e colocado. 1-2, com alguma sorte à mistura.

A partir daqui, foi aguentar até ao fim. Os turcos optaram por bombear bolas para a área, criando algum perigo, mas nada que não fosse controlável. O último passe do Besiktas JK falhava, invariavelmente.

Ponto final no desafio, com o SC Braga “europeu” a ser o melhor SC Braga da época 2019/20. No total, sete pontos conquistados e uma posição bastante vantajosa para que possam chegar à fase seguinte da LE.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Besiktas JK: Loris Karius, Enzo Roco, Vida, Pedro Rebocho, Caner Erkin, Mohamed Elneny, Necip Uysal (Umut, 67’), Adem Ljajić, Oguzhan Ozyakup (Kayra Yilmaz, 61’) Tyler Boyd (Segcin, 84’), Güven Yalcin.

SC Braga: Matheus, Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Ricardo Esgaio, Palhinha, Novais (Agbo Uche, 75’), André Horta (Wilson Eduardo, 77’), Galeno, Paulinho (Rui Fonte, 83’) e Ricardo Horta.

Solskjaer mostra como se travam os reis da Europa

Este domingo, em jogo a contar para nona jornada da Premier League, jogou-se o verdadeiro clássico de Inglaterra, o Manchester United FC contra o Liverpool FC em Old Trafford. Se na última década os Red Devils têm se superiorizado aos Reds, o cenário mudou de figura. O Liverpool FC de Klopp é o atual campeão da Europa e vice-campeão inglês, chegando a esta partida com oito vitórias em oito jornadas da Liga Inglesa. O Manchester United FC de Ole Gunnar Solskjaer, que vinha de exibições deprimentes e resultados penosos, contava com duas vitórias, três empates e três derrotas, nos primeiros oito jogos.

Com este contexto, rapidamente se percebe que o Liverpool FC, mesmo jogando na casa do rival, era muito favorito para esta partida. Pela frente tinha um Manchester United FC desfalcado, por exemplo, sem Nemanja Matic ou Paul Pogba, sem confiança e sem estabilidade, com Solskjaer em risco de ser afastado a qualquer momento.

Pois bem, apesar de todo este cenário, o treinador norueguês puxou de toda a sua experiência como jogador e treinador para travar um rival muito superior nos dias de hoje. Apesar da chuva de críticas (mesmo após o empate a 1 com os Reds), o técnico montou um sistema e um modelo, que expôs as fragilidades do adversário e anulou grande parte das virtudes da demolidora transição ofensiva do Liverpool FC.

A primeira parte teve um ritmo alucinante. Com bola cá, bola lá, o Liverpool FC, bem ao seu estilo, mas órfão de Salah lesionado, era quem tinha mais bola e quem pensava mais o jogo, chegando com critério ao último terço do campo. Já o Manchester United FC, com De Gea recuperado, apresentou-se num sistema com três centrais, com Rojo (que deu uma grande resposta aos críticos, com uma exibição a roçar a perfeição) à esquerda, Maguire no centro e Lindelof à direita. Nas laterais, Young projetado à esquerda, Bissaka à direita, com McTominay e Fred no miolo.

No ataque, os meninos Rashford e James. O “ás” de Solskjaer chamava-se Andreas Pereira. O brasileiro era o elemento equilibrador de toda a estratégia do nórdico para este jogo, expondo toda a sua inteligência tática, tendo de interpretar quando devia integrar o meio campo a três e quando devia assumir uma posição mais avançada, juntando-se a James e Rashford.

James tem sido dos melhores jogadores do arranque da Premier League
Fonte: Manchester United FC

Com bola, a equipa desdobrava-se num 3-4-3 e, sem bola, num 5-3-2. A estratégia estava tão afinada e preparada que a equipa parecia um leque, sobretudo na primeira parte. A atacar não havia grandes cerimónias. Alexander-Arnold concedia espaço nas costas e a bola entrava muito mais vezes por ali, do que pelo lado de Robertson, com jogadores como Young, Fred, McTominay, Maguire ou James a jogarem (quase sem ver) direto sempre na mesma zona, sendo que Rashford não parava um segundo e arrancava ainda antes do passe. A equipa revelou tais automatismos, como se já tivessem jogado contra aquele adversário naquele sistema e com aquela estratégia por umas dez vezes.

Por falar em passes sem ver, que dizer do golo dos Red Devils? James, um autêntico achado vindo do Championship e, para já, o melhor reforço do MUFC desta época, levanta a cabeça, vê Rashford a atacar o primeiro poste, dando a entender que se ia antecipar a van Dijk (que é quase imbatível a atacar a bola e a sua zona), e, quando baixa a cabeça, Rashford trava a marcha e ataca o segundo poste… James nem viu esse movimento, mas meteu uma bola incrível ao segundo poste, anulando o efeito van Dijk e a permitir o, na altura, 1-0. Este golo revela trabalho de casa e revela toda uma qualidade de execução e inteligência de James e Rashford, que merecem ser admiradas.

McTominay é cada vez mais importante nesta equipa
Fonte: Manchester United FC

O golo fez mal aos Red Devils. Na segunda parte, deixaram de ter tanta presença ofensiva, recuaram e acabaram por sofrer o empate, num lance em que Young não fecha como lateral esquerdo e o mágico Lallana não facilita.

Na minha opinião, o MUFC não merecia ter sofrido o golo do empate. Primeiro, porque não tem nem metade da capacidade dos Reds, segundo, pelo empenho tático e por todo o potencial que a equipa evidenciou perante o rei da Europa.

Ole Gunnar Solskjaer ganhou algum crédito com esta exibição e jogadores como James e McTominay provaram, uma vez mais, que são o grande futuro deste Manchester United FC. Duas máquinas sub23, que revelam uma qualidade individual e uma inteligência coletiva, que os poderão colocar na elite do futebol europeu e mundial nas suas respetivas posições.

Foto de Capa: Manchester United

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Existiram reforços esta época?

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Após goradas as expetativas para praticamente todas as competições, já há muito tempo se percebeu que a época foi extremamente mal planeada. Ao contrário da última época, em que o plantel foi elaborado por Sousa Cintra, a primeira grande experiência de Frederico Varandas para a preparação de uma época desportiva foi desastrosa.

Hoje decidi debruçar-me sobre os jogadores que ingressaram no Sporting CP. Com um plantel em baixo rendimento, comecei a questionar-me se, de facto, vieram reforços de peso para o clube no sentido de melhorar o plantel e catapultá-lo para voos mais altos.

No total de gastos em transferências definitivas, Frederico Varandas gastou um total de 20 milhões e meio de euros para reforçar o plantel. Para além disso, contratou ainda três jogadores por empréstimo, entre os quais Jesé, cuja cedência custa cerca de 2M aos cofres leoninos e o negócio contempla uma opção de compra. Quanto aos empréstimos de Bolasie e de Fernando não se conhece o valor da cedência, mas só a transferência do extremo do Everton FC é que pode tornar-se definitiva, uma vez que existe também uma opção de compra. Assim, para quem se queixa que não há dinheiro, fica a prova que afinal o dinheiro existe, pode é não estar a ser bem investido.

Luciano Vietto tem sido o jogador com mais destaque na equipa. De facto, apesar de não ter um rendimento constante, tem subido de forma e começa a demonstrar qualidade para representar o clube. Se vale sete milhões e meio? Não sei, mas o futuro poderá confirmar a resposta.

O argentino tem sido o reforço mais utilizado e o que mais se tem mostrado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Eduardo é uma incógnita. Ainda não deu para perceber sequer se tem qualidade, porque costuma passar despercebido nos jogos. Penso que já está na altura de mostrar mais e o dinheiro em si investido não tem tido retorno. Foram três milhões que, se calhar, teriam dado jeito para outros investimentos no mercado.

Já Luís Neto parece ter sido uma aposta acertada. O internacional português tem cumprido a sua missão e é uma aposta viável caso Coates ou Mathieu estejam indisponíveis.

Relativamente aos emprestados, apenas Bolasie tem mostrado, a espaços, competência para representar o clube. Não é dotado tecnicamente, mas é um jogador com potência, a fazer lembrar Marega. Jesé não demonstra nada de positivo. Fernando ainda não jogou nem foi convocado uma única vez, o que me faz questionar seriamente o motivo da sua contratação.

O pior, contudo, são as contratações de Rafael Camacho e Rosier. O primeiro não consegue sequer fazer a diferença na equipa de sub-23. O lateral francês tem sido uma autêntica nódoa quer a defender quer a atacar. Não sei se será uma questão de confiança, mas o certo é que em todos os jogos que fez cometeu erros e não ofereceu nada de bom para um plantel que, teoricamente, luta por todas as competições que disputa. Nestes dois jogadores, importa relembrar que foram gastos dez milhões de euros e ainda se ofereceu Mama Baldé ao Dijon.

Concluindo, as contratações de Frederico Varandas têm falhado redondamente. Para além dos jogadores deste ano, relembro que foi também na sua presidência que chegaram jogadores como Doumbia e Tiago Ilori. Não se diga que não há dinheiro porque efetivamente há. Se todos estes milhões tivessem sido bem investidos, o plantel do Sporting CP estaria neste momento a ombrear com os outros dois grandes. Estamos em Outubro e só resta praticamente a Liga Europa. É triste. Sobretudo para Frederico Varandas.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Florentino Luís: o regresso do polvo da Luz

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Após ter contraído uma lesão no menisco interno do joelho direito, há cerca de um mês, na partida contra o Sporting Clube de Braga, Florentino Luís está de volta às opções de Bruno Lage.

Numa altura em que as “águias” estão a tentar melhorar os níveis exibicionais, a recuperação de Florentino é uma excelente notícia para o técnico setubalense.

O regresso do médio defensivo português aumenta – e muito – a qualidade do leque de opções para aquela zona do terreno. De lembrar que neste último mês a posição foi ocupada por Ljubomir Fejsa, que não tem encantado os adeptos encarnados com as suas exibições menos conseguidas.

O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, um aspeto muito importante para o estilo de jogo que Bruno Lage quer implementar no Benfica.

O regresso de Florentino vem “tranquilizar” os adeptos encarnados
Fonte: SL Benfica

De facto, o futebol praticado pela equipa da Luz decaiu após a lesão do jovem luso. O “trinco” português é o pêndulo que mantém o equilíbrio do jogo dos encarnados. Com a perda desse pêndulo, as “águias” demonstraram dificuldades na transição defensiva.

Segue-se agora o período de adaptação e de reintegração. De resto, Florentino regressou à competição frente ao Cova da Piedade, entrando nos últimos 20 minutos do encontro. Apesar da paragem, o “polvo da Luz” mostrou ter os tentáculos em excelentes condições, e, nos minutos em que esteve em campo, conseguiu estancar por completo as (poucas) tentativas da equipa de Almada chegar ao golo.

Na passada quarta-feira, fez os 90 minutos na vitória do Benfica por 2-1 frente ao Olympique Lyonnais, tendo atuado no meio-campo juntamente com Gabriel, mas ainda longe dos seus melhores desempenhos.

Agora, resta apenas saber quem é que irá fazer parelha com o “trinco” no meio campo das “águias” daqui para a frente. Irá Bruno Lage manter a aposta em Adel Taarabt, que tem protagonizado um ótimo começo de época, ou optará por dar uma nova oportunidade a Gabriel, conferindo assim uma maior presença física e capacidade de recuperação de bola no centro do terreno?

No meio de muitas dúvidas, há uma coisa que parece ser inquestionável: a posição número 6 do Benfica tem dono, e o seu nome é Florentino Luís.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

CR Flamengo 5-0 Grêmio FBPA: Mão cheia Histórica coloca equipa de Jorge Jesus na final da Libertadores

Estádio cheio, ambiente incrível e duas equipas brasileiras com a ambição de chegar à final da Taça Libertadores. Ingredientes claramente apetecíveis para prender os amantes do futebol ao ecrã. Depois do empate a uma bola no jogo da primeira mão da meia-final, o Flamengo – orientado pelo português Jorge Jesus – fez História ao aplicar “chapa 5” na receção ao Grêmio.

Não se pode dizer que o duelo entre as equipas brasileiras tenha começado com um ritmo alucinante, até porque o período inicial da partida revelou muita indefinição de ambas as equipas.

À passagem do minuto 11’, Gabriel, de cabeça, ameaçou o primeiro do encontro. Meia dúzia de minutos depois, foi o Grêmio a responder por intermédio de Maicon, com um remate à figura de Diego Alves, naquela que seria a única oportunidade do conjunto visitante em toda a primeira parte.

A formação da casa começou a assentar o seu jogo e as ocasiões foram surgindo naturalmente. Num lance semelhante ao de Gabriel, também Bruno Henrique dispôs de uma oportunidade de ouro para desfazer o nulo. Pouco depois, De Arrascaeta e Gabriel obrigaram o guardião adversário a trabalhar entre os postes.

O lance que desbloqueou o encontro ficou guardado apenas para o minuto 43’. Na sequência de um contra-ataque letal, após uma recuperação de bola no meio campo, Gabriel rematou para defesa de Paulo Victor e na recarga apareceu Bruno Henrique para fazer explodir o Maracanã.

Bruno Henrique a festejar o 1-0 em cima do intervalo
Fonte: Copa Libertadores

Se é verdade que a primeira parte terminou de feição para o conjunto liderado por Jorge Jesus, também não deixa de ser verdade que era impossível o Flamengo ter pedido melhor início de segundo tempo.

Ainda nem um minuto tinha decorrido e já o Maracanã estava a festejar pela segunda vez. Na sequência de um pontapé de canto, Gabriel (à terceira foi de vez!) rematou de primeira dentro da área e dobrou a vantagem. Ele que viria a ampliar o resultado na conversão de uma grande penalidade logo a seguir, cometida por Geromel sobre Bruno Henrique.

Sentia-se que o Flamengo já estava com um pé e meio na final da Taça Libertadores, mas a turma da casa não baixou os braços e foi aumentando a vantagem, novamente através de bolas paradas. A dupla de centrais (Pablo Marí e Rodrigo Caio) mostrou aos adeptos que não estava ali só para defender e também quis mexer com os números do encontro. Primeiro, foi Pablo Marí a saltar mais alto na sequência de um canto e, quatro minutos depois, foi a vez de Rodrigo Caio assinar o 5-0 final, após um livre cobrado por Everton Ribeiro.

A festa nas bancadas era imensa (com cânticos dedicados a Jorge Jesus), algo que contrastava com a desilusão dos adeptos do Grêmio, que iam abandonando o estádio gradualmente. Ainda assim, até ao final do encontro, a formação liderada por Renato Gaúcho tentou chegar ao tento de honra, por intermédio de Everton.

O jogo encaminhava-se para o fim e o resultado não mais se alterou. Pela segunda vez na História, o Flamengo chega à final da Taça Libertadores (a primeira tinha acontecido em 1981) e perspetiva-se que este “Mengão” de Jorge Jesus vá continuar a dar que falar! A final da competição está marcada para dia 23 de Novembro e o adversário será o CA River Plate.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CR Flamengo: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís, Arão, Gerson (Diego, 87’), De Arrascaeta (Piris, 69’), Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Vitinho, 74’) e Gabriel.

Grêmio FBPA: Paulo Victor, Miranda, Geromel, Kannemann, Bruno Cortez, Michel, Matheus Henrique, Maicon (Tardelli, 65’), Alisson (Thaciano, 76’), Everton e André (Pepe, 58’).

Passarela de múmias

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O texto que se segue constitui uma espécie de resumo ébrio da presente temporada do Sporting Clube de Portugal. Suplico-vos, encarecidamente, para desligarem os telemóveis e cingirem energias à trama. Algumas passagens poderão conter palavras cruéis, ironia sintetizada e mesclada em metáforas, uma multiplicidade de insultos sem querer recorrer ao nível bacoco e uma desilusão preocupante, ou não, conforme a posição que cada fã do relato adote e, por essa razão, o leitor necessita de preparar o seu estômago para eventuais más disposições. Nunca foi objetivo do encenador ferir suscetibilidades e isso esclarece-se já no prólogo.

Renan Ribeiro, guarda-redes, não assimilou bem o significado da sua posição. “Dead Parrot” é um exemplo ilustrativo desta personagem futebolística: o vendedor tenta, a todo o custo, persuadir o cliente de que o papagaio está vivo. Frederico Varandas e todos os seus fiéis soldados tentam fazer o mesmo.

Deslocando-nos para a direita, encontramo-nos com Rosier e com Ristovski. A sagacidade conduz-me à coligação de centro direita, entre PSD e CDS-PP, que Assunção Cristas rompeu por caprichos e teimosias infundadas. Resta ao leitor estabelecer as conexões político-desportivas.

Curiosamente, o centralismo é cada vez menor. Mathieu assume o poder e concentra-o em si mesmo. Coates tem vindo a perder ímpeto face às desastrosas exibições. Neto e Ilori representam o interior frequentemente esquecido na capital.

A bússola orienta o trilho e aponta oeste. Acuña metaforiza-se na esperança vã do PCP e nos ideais sindicalistas: eleições após eleições, defendem o mesmo e inovam pouco ou nada. Os adeptos sabem com o que podem contar. Porém, para Borja, a mensagem orquestra-se num vocábulo, apesar de politicamente adversa: CHEGA.

Relativamente à posição seis de raiz, o designado trinco, adoraria ter algo a confidenciar, criticar ou elogiar, apesar de improvável, mas adoraria mais poder observar um ou dois jogadores que ocupassem o lugar. O bilionésimo erro de casting…

Do box-to-box à batuta. A referência é única para ambas: Idrissa Doumbia (momento em que o leitor ri de modo ensurdecedor). Pronto, é Eduardo (momento em que metade dos leitores se ri e a outra metade já considera a piada forçada). Ok, é Miguel Luís (momento em que o leitor transpõe a psique para o desejo de ter Daniel Bragança). Fora de brincadeiras, é Wendel (momento em que o leitor retoma o riso por no Brasil se conduzir sem carta). Agora algo completamente diferente, é Bruno Fernandes (momento em que o leitor se conflui comigo).

Bruno Fernandes continua a ser dos poucos sportinguistas a destacar-se
Fonte: Sporting CP

Resta o setor ofensivo. E é precisamente aqui que lanço alguns desafios: a criação de um SNS, furtando a ideia ao PAN, para jogadores que ingressam no Sporting com o desígnio de relançar as suas carreiras e nunca acabam por consegui-lo. Jesé e Luciano Vietto apoiavam a medida, certamente; um incentivo à aposta jovem no mercado de trabalho porque é neles que reside o futuro. Os ministros Jovane Cabral, Rafael Camacho e Gonzalo Plata votaram favoravelmente na proposta; Luiz Phellype e Bolasie, como patronato da área da indústria, clamam pela ausência destes cinco trabalhadores que usam e abusam do anarco-sindicalismo.

Não permitamos que o Sporting Clube de Portugal desapareça como as armas em Tancos!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira