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Estoril 2-3 Benfica: No final, tudo bem

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Após a perda de pontos de Sporting e Porto ontem à noite, exigia-se ao Benfica uma resposta forte para dilatar a distância pontual sobre os rivais. E assim aconteceu na Amoreira. Com uma entrada “à campeão” do Campeão Nacional, aos 8 minutos já o talento que José Mourinho Jorge Jesus descobriu tinha bisado. Primeiro, Talisca começou, Talisca continuou e Talisca finalizou uma excelente arrancada desde o meio-campo, ainda que a displicente defensiva do Estoril não esteja isenta de culpas em todo o lance. Como também não está no segundo golo, em que o “presente” de Diogo Amado foi aproveitado pelo oportuníssimo Gaitán – o melhor em campo – para servir D’Artagnan Talisca para o 0-2. Apesar da confortável e madrugadora vantagem, o Benfica continuou a carregar sobre o Estoril, que sentia muitas dificuldades em sair do seu meio-campo. Foram vários os lances criados para o 0-3, ora por Salvio, ora por Gaitán, ora por Lima. Com o velho ditado já conhecido do futebol de “quem não marca sofre”, a menor intensidade que a equipa de Jorge Jesus colocou no jogo a partir dos 25 minutos trouxe o Estoril de volta ao jogo. E o Estoril começou a assustar a defensiva encarnada, que ao longo de todo o jogo demonstrou estar ainda longe de afinada. Sem surpresa, o Estoril fez o 1-2 por Diogo Amado, o mesmo que oferecera o segundo golo ao Benfica.

Talisca já leva cinco golos no campeonato e começa a convencer os adeptos. Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Talisca já leva cinco golos no campeonato e começa a convencer os adeptos
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O intervalo acabou por fazer bem ao Benfica e não tão bem ao Estoril, apesar de ter alcançado o empate numa excelente combinação ofensiva finalizada por Kléber, que foi uma constante dor de cabeça para Jardel – péssimo jogo! – e Luisão. O resultado pouco interessava aos encarnados e Jesus resgatou Derley do banco para o lugar de Talisca, com exibição apagada, muito embora decisiva com os dois golos apontados. O Benfica demorava a voltar a pegar o controlo do jogo, situação que a justa expulsão de Cabrera resolveu. Jesus não esperou e retirou Samaris de campo, entregou a batuta de maestro a Gaitán e encostou Ola John à esquerda. Nova fórmula que nem tempo teve para ser testada, visto que o 2-3 chegou no minuto a seguir. Salvio – enorme jogo do argentino – isolou Derley, este contornou Kieszek e ofereceu a felicidade do golo a Lima.

A jogar com 10 e com o Benfica a poder gerir a vantagem no marcador, não mais o Estoril incomodou a defensiva encarnada. Um excelente final de tarde de futebol na Amoreira, com 8.000 nas bancadas, o Porto a 4 e o Sporting a 6. O que ainda é mais valioso se nos lembrarmos de que as equipas de Jorge Jesus, por norma, atingem o seu pico de forma na segunda metade do campeonato. Até lá, urge resolver as debilidades defensivas que temos vindo a apresentar e que podem custar caro num dia menos inspirado.

A Figura

Nico Gaitán – É surreal o lote de recursos do génio argentino. Na melhor fase da carreira, joga, faz jogar e delicia quem gosta de futebol.

O Fora-de-Jogo

Jardel – É na posição de defesa-central que existe a maior diferença de qualidade entre a época passada e esta. Sendo certo que nunca será metade de Garay, Jardel não tem estado bem. Erros atrás de erros na Amoreira fazem-me pensar em… Lisandro.

 

O Marselha enlouqueceu

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ligue 1

Já era de esperar que o regresso de El Louco fosse agitar o futebol. Nem dito, nem feito, Marcelo Bielsa voltou ao activo e o banco do Marselha foi o local escolhido. Depois de duas épocas a agitar o campeonato espanhol, ao serviço do Athletic de Bilbao, já se esperava uma mudança de rumo num Marselha que precisava mesmo de um “louco” para fazer esquecer a amargura da última época.

Com um projecto ambicioso no pensamento, Bielsa aceitou comandar as tropas do Marselha mas, logo de início, uma polémica em torno da política de reforços fez abanar o clube e inquietar os adeptos. Isto aconteceu quando em declarações aos meios de comunicação social chegou a informação de que os reforços pretendidos por Marcelo Bielsa para restruturar a equipa (Tello, Medel, Ocampos, Coke, Isla, Montoya, etc), nunca chegaram. Em vez de receber nomes da sua lista, chegaram ao Marselha jovens promessas do futebol mundial como Dória, defesa central brasileiro, ou Michy Batshuayi, promessa belga que chegou a ser associado ao Benfica. Como se ainda não bastasse não ter recebido os reforços pretendidos, o treinador argentino viu-se sem uma das estrelas da equipa, o experiente extremo Valbuena, que rumou ao Dínamo de Moscovo.

Apesar de não ter os reforços que queria, de ter perdido jogadores importantes e de se ver envolvido num projecto que não o originalmente concebido, Bielsa afirmou estar de pedra e cal no Marselha. E assim chegou o início da época, que não poderia ter começado de melhor forma: 16 pontos em 7 jogos permitiram ao Marselha entrar na 8.ª jornada com liderança isolada no campeonato.

Marcelo Bielsa é o grande responsável pelo bom arraque do Marselha na Ligue 1  Fonte: eurosport.fr
Marcelo Bielsa é o grande responsável pelo bom arraque do Marselha na Ligue 1
Fonte: eurosport.fr

Bielsa conseguiu potenciar cada jogador ao ponto de transformar Gignac no matador de serviço. Um ponta-lança que nunca conseguiu afirmar-se como goleador e que o treinador argentino transformou em “abono de família”. O ponta de lança francês de 28 anos parece estar a atravessar o seu melhor momento de forma e já é o melhor marcador da Ligue 1 com oito golos em sete jogos, contando com mais tentos do que muitos outros nomes sonantes e dos quais se esperava mais neste inicio de campeonato, como Cavani ou Ibrahimovic.

No final de contas, Bielsa voltou ao mundo do futebol para mais uma vez dar uma lição aos grandes clubes. No passado com o Athletic, actualmente com o Marselha. O experiente argentino continua a mostrar que não precisa de grandes orçamentos para meter uma equipa sua a ganhar. No meio disto tudo ninguém deve de estar mais feliz do que os adeptos do Marselha, que, com toda a certeza, vêem em Bielsa a possibilidade de o clube voltar ao topo do futebol francês e voltar a disputar a Liga dos Campeões ao mais alto nível.

Schalke 2-1 Borussia Dortmund: Bolas paradas decidem o derby do Rühr

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Ambiente infernal no derby do Rühr entre Schalke e Dortmund, com a vitória a sorrir aos homens da casa. O resultado de 2-1 não espelha o que se passou em campo, pois o conjunto de Klopp merecia, no mínimo, um empate, mas premeia a eficácia dos comandados de Keller e, acima de tudo, comprova que o emblema de Gelsenkirchen – que já tinha roubado pontos ao Bayern – é uma equipa talhada para os grandes jogos (o que se explica pela dificuldade em assumir o jogo contra adversários que jogam com o bloco mais recuado).

Com a vitória do Bayern em Colónia, o Dortmund está cada vez mais atrasado na luta pelo título. Os Schwarzgelben, que continuam sem poder contar com Reus e Mkhitaryan, entraram com uma atitude demasiado passiva e viram o Schalke adiantar-se no marcador na sequência de um canto – Aogo cruzou para o golo de Matip. Os forasteiros tentaram reagir, mas sem grande convicção. Em mais um lance de bola parada, uma jogada de insistência deu o 2-0 ao conjunto da casa: Choupo-Moting aproveitou um mau alívio de Ramos para fazer o golo, já depois de Weidenfeller ter feito uma grande defesa. Logo de seguida, o colombiano redimiu-se e assistiu Aubameyang, que recolocou o Dortmund no jogo. Até ao intervalo, o encontro foi dividido, embora sem grandes lances de perigo junto das balizas.

Na segunda parte, o Dortmund assumiu o controlo do jogo e partiu em busca do empate. Aubameyang, o elemento mais em foco no conjunto de Klopp, esteve muito activo no flanco esquerdo, mas, apesar de terem criado várias boas oportunidades (nenhuma delas flagrante), os scwarzgelben não mostraram pontaria afinada perante um Schalke exclusivamente preocupado em manter a vantagem. O lance mais perigoso da segunda parte acabou mesmo por pertencer à equipa de Jens Keller: já em tempo de compensação, Huntelaar, sempre inteligente nas movimentações, rematou para uma excelente defesa de Weidenfeller.

Sam e Bender são os protagonistas de uma imagem que ilustra bem a batalha do Rühr  Fonte: Getty Images / kicker.de
Sam e Bender – a luta pelo derby do Rühr
Fonte: Getty Images / kicker.de

Os 3 pontos ficaram em casa, e este triunfo confirma a recuperação do emblema de Gelsenkirchen, que alcançou a segunda vitória consecutiva. Para o Dortmund, que tem sofrido bastante com o facto de nunca ter o plantel na máxima força, é mais um desaire que dá força à ideia de que será impossível lutar pelo título com o Bayern.

 

A Figura

Dennis Aogo – Num encontro sem grandes destaques individuais, acabou por ser o lateral-esquerdo do Schalke o jogador mais decisivo em campo. Para além da profundidade que deu ao corredor, sobretudo na primeira parte, foi a sua qualidade de cruzamento que originou os dois golos da equipa da casa.

O Fora-de-Jogo

Ginter e Bender – Uma dupla que não funcionou e que, a menos que não haja alternativa, Klopp não deverá repetir. Os médios do Dortmund não tiveram capacidade de assumir a saída de bola em zonas recuadas (o que obrigou os centrais a jogarem directo com os avançados) e falharam igualmente na ligação com o sector ofensivo.

Liverpool 1-1 Everton: A virtude estava na braçadeira

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Igualdade em Anfield Road. As equipas foram-se anulando e continuam a marcar passo nesta edição da Premier League. O segredo estava escondido na braçadeira e foram mesmo os capitães a definir o resultado final. O Liverpool só foi equipa a espaços e continua dependente de rasgos individuais, enquanto o Everton se mostrou retraído e longe do nível da época passada.

Os reds entraram com muita intensidade no jogo e nos primeiros vinte minutos foram donos e senhores da bola. Ainda o relógio nem contava dois minutos e já o Liverpool tinha conquistado um livre perigoso à entrada da área. Lallana fugiu e Barry cometeu uma entrada dura sobre o jogador. Mais à frente, com Barry novamente envolvido, Sterling conseguiu fugir e rematou forte contra a mão do médio inglês. Penalty por assinalar e expulsão por marcar.

O Liverpool dominava e foi carregando sem piedade. Nesse período houve tempo para Tim Howard brilhar, com duas excelentes defesas. O Everton acabou por sofrer a primeira contrariedade com a saída de Mirallas por lesão. A primeira parte não traria mais novidades e as equipas foram a zeros para o balneário.

Na segunda parte, os toffees entram por cima mas sem criar grandes ocasiões de perigo. O momento-chave do jogo acabou por ser a substituição de Markovic por Coutinho. O sérvio continua longe do nível que apresentou no Benfica e mostrou-se trapalhão em várias ocasiões. O brasileiro trouxe mais clarividência e organização aos movimentos ofensivos.

O golo do Liverpol surgiu de uma iniciativa individual de Balotelli: o italiano ganhou uma falta à entrada da área e Gerrard marcou o livre de forma irrepreensível. Grande momento de futebol! Mais um protagonizado pelo eterno capitão. A partir daí só Sterling, que foi tentando arrumar a questão com alguns rasgos individuais, se destacou.

O Liverpool adiantou-se no marcador com um golo de Gerrard aos 65'  Fonte: Daily Mail
Festejo de Gerrard depois de um livre marcado de forma magnífica
Fonte: Daily Mail

Até ao fim só deu Everton. Com a entrada de Eto’o e a colocação de Lukaku mais ao centro (o jogador belga esteve demasiado tempo encostado à direita), os visitante foram-se aproximando da baliza de Mignolet. A bonança acabaria por chegar com um golo de antologia por parte de Jagielka. O capitão arriscou e, com um pontapé indefensável de fora de área, definiu o resultado final.

O derby de Merseyside teve todos os ingredientes que se pedem a um jogo destes. O resultado é penalizador para o Liverpool, que mostrou sempre mais futebol.

A Figura
Sterling – é sem dúvida o «jogador mais» desta equipa. Serpenteia entre os defesas e está sempre pronto a servir os colegas. A precisar de melhor acompanhamento.

O Fora-de-Jogo
Roberto Martinez – montou mal a equipa para este jogo. A colocação de Lukaku na direita fez com que faltasse sempre um homem na zona de finalização.

Especial Clássico: Sporting 1-1 FC Porto

Sporting e FC Porto defrontaram-se ontem à noite em Alvalade com a perspectiva de se aproximarem do líder Benfica, que joga hoje no Estoril. Os leões entraram muito melhor e chegaram cedo ao golo, por intermédio de Jonathan Silva, e podiam ter ampliado a vantagem numa primeira parte que controlaram. Mas não foram capazes e, no segundo tempo, as mexidas de Lopetegui contribuíram para o FC Porto equilibrar as contas. O auto-golo de Naby Sarr consumou a reacção portista e incomodou um Sporting que foi perdendo gás. Os dragões tiveram uma fase de maior fulgor, mas ambas as equipas podiam ter marcado o segundo golo. No final, deu empate. O Sporting é agora 5º e o FC Porto 2º, ambos à condição. João Sousa, pelo Sporting, e Filipe Coelho, pelo FC Porto, dão-nos a sua perspectiva do encontro.

O Sexto Violino

Sem centrais não haverá muitas vitórias…

Foi uma primeira parte de total domínio do Sporting, literalmente desde o primeiro minuto: ainda havia gente a entrar em Alvalade e já os adeptos leoninos celebravam o golo, por intermédio de um Jonathan Silva que promete ser uma dor de cabeça para o concorrente Jéfferson. Cabeceamento forte e colocado a concluir com êxito uma jogada que começou numa recuperação de bola de Nani a meio-campo (à luz das regras, devia ter havido penálti e expulsão de Danilo por mão na bola, o que deixaria o Porto a jogar com 10 durante 88 minutos).

A desorientação na retaguarda portista foi, aliás, também mérito do Sporting, que entrou mandão e a um ritmo elevado, mantendo-se assim durante os primeiros 20 minutos. Os extremos estavam endiabrados (Nani, com um requinte superior, começou a jogada do golo e foi nesta altura um perigo constante, mas Carrillo também trocou as voltas aos defesas adversários), os laterais apareciam várias vezes a ajudar, a equipa pressionava alto e não deixava o Porto sair a jogar.

No miolo, William parecia estar melhor do que em jogos anteriores mas ainda falhou alguns passes e Adrien não se exibia a um nível exuberante embora cumprisse. Mas era em João Mário que se notava a principal melhoria. Que diferença vê-lo a ele no lugar de André Martins! Tanto a sua qualidade de passe como a rapidez de decisão são superiores às do colega a quem parece ter roubado em definitivo a titularidade. Na frente, Slimani batalhava e criava perigo relativo. Ficou um amarelo por mostrar a Martins Indi num lance em que o argelino teve alguma sorte em não ver outra cor – da mesma forma que Quaresma podia ter sido expulso após pontapear Nani.

O Porto tentou equilibrar nos últimos minutos, mas o Sporting podia ter ido para o intervalo a vencer por 2 ou por 3: João Mário rematou fortíssimo para boa defesa de Fabiano e falhou, minutos depois, um cabeceamento à boca da baliza – isto para além de um tiro de Nani que por azar saiu à figura. O Porto revelava-se apático e quase não apareceu, fruto também de 45 minutos muito dinâmicos do Sporting.

Mas os erros e a inexperiência pagam-se caro. Ao não conseguirem ir para intervalo com mais do que a vantagem mínima, os leões sabiam que o Porto ainda estava completamente dentro do jogo. E os portistas dificilmente desperdiçam tantas ocasiões como aquelas que o Sporting havia esbanjado até então. É aqui que entra o principal motivo pelo qual a equipa de Alvalade não levou os 3 pontos: os centrais voltaram a apresentar-se a um nível inaceitável para um candidato ao título.

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Jonathan Silva não se intimidou e, na estreia em Alvalade, apontou o seu primeiro golo pela equipa principal do Sporting. Aposta ganha pelo treinador.
Fonte: zerozero.pt

Maurício esteve sofrível sobretudo ao dar muito espaço nas costas e permitir a entrada de bolas longas, mas Sarr fez isso e muito mais: abordou mal uns lances, posicionou-se mal noutros e deixou passar bolas pelo ar, não fazendo jus àquele que seria o seu ponto mais forte. A sua qualidade de passe e as suas tentativas de sair a jogar foram quase sempre risíveis. E nem precisava de ter marcado o auto-golo para ter sido o pior em campo.

Não gosto de apontar o dedo a jogadores nem de particularizar as questões, até porque se trata aqui de um jovem acabado de chegar a Portugal, mas não seria melhor deixar Naby Sarr evoluir durante uns tempos na equipa B até ele se adaptar ao nosso futebol? Para passar de atleta do Lyon B para titular de um grande clube europeu tem de se ser um jogador acima da média. E, até agora, o registo de Sarr não podia andar mais longe desse estatuto.

Depois do auto-golo, o jogo entrou num ritmo mortiço. O Porto conseguiu cedo aquilo que queria, não só devido ao erro de Sarr mas também por causa de um William pouco incisivo tanto no passe como na manobra defensiva e de um Adrien que pareceu não regressar dos balneários. Em suma, o mesmo meio-campo que tinha enchido o terreno na primeira parte estava agora a ver jogar. Isto a juntar a um Nani que também caiu muito e a um Carrillo cheio de garra mas que rebentou cedo, substituído por um Capel que ficou a centímetros de um golo do outro mundo (míssil sem preparação que embateu na barra).

Aos 73 minutos houve uma carga de Alex Sandro sobre Slimani passível de grande penalidade na área do Porto, mas Olegário Benquerença entendeu não marcar. O Sporting só pareceu perder os medos nos últimos 10 minutos, embora o ataque verde-e-branco tenha esmorecido com a saída do argelino. Apesar de o Porto ter tido uma grande oportunidade no início da segunda parte e duas no fim, o Sporting merecia algo mais da partida. Não o conseguiu devido à ineficácia, à inexperiência, à infelicidade e a dois centrais que têm tirado mais pontos à equipa do que aqueles que têm dado. E nada indica que as coisas melhorem caso Marco Silva continue a insistir nesta dupla…

patricio e defesas
Rui Patrício esteve em destaque pelo Sporting, mas mais uma vez Maurício e Sarr não lhe deram a cobertura adequada…
Fonte: zerozero.pt

Cédric (6) – Foi subindo de nível. Viu cedo o amarelo e deixou Tello escapar no primeiro lance da segunda parte mas, fora isso, não esteve mal. E é preciso lembrar que “levou” com o endiabrado Brahimi. No primeiro tempo apareceu algumas vezes a apoiar o ataque. Foi o melhor do quarteto defensivo

Maurício (5) – Exibição insuficiente. Apesar de ter feito alguns cortes importantes, deu muito espaço a Jackson e mostrou intranquilidade. É verdade que jogar com Rojo ao lado dava outra segurança mas, na ausência do argentino, Maurício tem de ser uma firme voz de comando. E isso continua a não acontecer

Jonathan Silva (6) – Não só não acusou a pressão, como apareceu bem a fazer o golo. No melhor período do Sporting ajudou bem os extremos, embora na segunda parte tenha tido algumas dificuldades a defender

William Carvalho (5) – Onde anda o William da época passada? A classe está lá, mas isso não chega para ganhar jogos. Muitas vezes recupera bem a bola mas depois entrega-a mal. Hoje, uma perda de bola sua na segunda parte podia ter valido novo golo ao adversário. Dado o desnorte dos centrais, seria de esperar que William ajudasse mais a fechar e fosse mais rápido a recuperar. Tem de melhorar rápido.

Adrien Silva (4) – Não aguenta mais de 45/50 minutos – muito pouco para um jogo de hora e meia. Raramente fez a diferença, tanto a atacar como a defender. Bem substituído pelo treinador, numa alteração que pecou por tardia.

João Mário (7) – O melhor do meio-campo. Capacidade de decisão, critério no passe e maturidade a abordar o jogo. Não teve uma exibição de encher o olho mas também não se intimidou. Continua a consolidar a sua presença no onze; a diferença em relação a André Martins é abissal. Ainda assim, falhou um golo que não podia falhar.

Carrillo (7) – Muito bom enquanto durou. Foi rápido e imprevisível e até ajudou na defesa. O problema de Carrillo não é a qualidade, mas sim a consistência. Neste início de época tem aparecido a um bom nível de forma regular. O próximo passo é aguentar os 90 minutos.

Nani (6) – Na primeira parte fez a diferença, na segunda escondeu-se e não foi a chave de que o Sporting precisava. Mas o que é preocupante é a equipa também não reagir quando Nani desaparece…

Slimani (6) – Percebe-se a aposta nele contra uma defesa e um meio-campo muito físicos. O argelino bateu-se bem, embora não tenha tido um lance de golo. Nem por sombras tem a qualidade de Jackson ou o virtuosismo de Montero, mas lutou bastante e era isso que se lhe pedia. Saiu e o ataque do Sporting morreu.

Capel (5) – Inconsequente, num jogo que podia ter sido de glória pessoal caso o grande remate que enviou à barra tivesse ido apenas uns centímetros mais abaixo. Tentou agitar o jogo mas esteve sempre muito sozinho.

Montero (-) – A sua entrada fazia sentido, mas talvez para jogar ao lado de Slimani. Foi presa fácil e também não teve minutos suficientes para fazer o que quer que fosse.

Carlos Mané (-) – Fez Nani derivar para o meio, mas talvez tivesse rendido mais caso tivesse sido ele a ocupar essa posição. Seja como for, esteve pouco tempo em campo.

 

A Figura

Rui Patrício (8) – Enorme jogo do capitão! Pode parecer injusto escolher o guarda-redes como figura de um jogo em que o Sporting até foi melhor, mas a verdade é que Patrício salvou a equipa quando esta mais precisou dele. A defesa que fez quando Jackson lhe apareceu isolado vale um golo, e o mesmo se pode dizer do remate em jeito de Herrera. Não merecia ter à frente dois centrais tão aflitivos, porque quase todos os lances de perigo do Porto nasceram de erros da defesa ou do meio-campo leoninos. Carrillo foi outro dos destaques e merece menção honrosa.

O Fora-de-Jogo

Naby Sarr (3) – Já são demasiados pontos perdidos à custa dos centrais. Ou um jogador é craque e justifica a entrada no onze do dia para a noite, ou tem de evoluir na equipa B antes de se assumir como titular. Ainda para mais um jovem contratado para um eixo defensivo que, no ano passado, era o ponto forte da equipa. O auto-golo é um lance de azar, mas nem era preciso isso para Sarr ser de novo o destaque pela negativa. Percebo que Marco Silva não queira queimar um jovem recém-chegado. No entanto, neste momento, a maior hipótese de isso acontecer é continuar a incluí-lo no onze.

João Vasconcelos e Sousa

 

dosaliadosaodragao

 

Uma equipa, duas caras

Preparar um jogo durante toda uma semana, elaborar uma estratégia e fazer com que os jogadores a assimilem é função de Lopetegui. Porém, em Alvalade, toda esta ruiu que nem um castelo de cartas, que nem um passe mal medido de Rúben Neves, que nem uma mancha com mau timing por parte de Fabiano, que nem um golo do improvável Jonathan Silva. Sim, foi logo ao 2º minuto de jogo. Feliz e oportuno, o Sporting apropriou-se da vantagem no marcador para tomar conta da partida, liderar o meio-campo e aplicar os grandes argumentos que tem ao nível do 1×1 nos corredores laterais.

O FC Porto, por sua vez, já sem plano e também sem estratégia, não tinha ideia de como sair da encruzilhada. Foi uma primeira parte penosa do Dragão – amorfo e apático, vazio e imóvel. O meio-campo formado por Casemiro, Rúben Neves e Herrera passou 45’ a ver jogar: sem se conseguir impor, com unidades estáticas e sem ideias, apenas procurando lateralizar jogo e corporizando a ideia já visível de que Lopetegui dá primazia à exploração dos corredores laterais, ao invés da penetração pelo centro do terreno. Neste ponto, aliás, Alvalade foi a prova provada de que Casemiro e Rúben são gémeos na sua forma de jogar: ambos têm excelente capacidade de passe, é certo (embora pouco aproveitada ao nível do passe vertical), mas raramente se conseguem soltar para uma 2ª linha de meio-campo, dando outra profundidade e, sobretudo, criatividade em termos ofensivos.

Mas houve e há outros problemas. Querer carrilar o jogo preferencialmente pelas alas não é, per si, um problema. A questão é que, em Alvalade, Quaresma voltou à titularidade e às exibições sombrias, não logrando nunca desequilibrar e, pior do que isso, perdendo bolas de forma infantil. E há mais: sobretudo na primeira parte, Danilo e Alex Sandro pouco se mostraram em termos ofensivos, ficando, surpreendentemente, no primeiro momento de construção ofensiva, na linha dos defesas centrais, diminuindo ainda mais as hipóteses de um jogo fluido por parte do FC Porto. Por tudo e por isso, o Dragão que esteve na primeira parte em Alvalade foi uma equipa que raramente se soltou (houve sempre Brahimi ou Jackson nos períodos menos maus nesta fase), que pretendia uma construção pausada mas, incoerentemente, sem conseguir oferecer soluções de passe ao portador da bola. Uma equipa sem plano e com pouco mais do que dois remates relativamente perigosos – Rúben Neves e Jackson.

herrera
Herrera voltou a ser protagonista do melhor e do pior.
Fonte: www.maisfutebol.iol.pt

Ao intervalo, Lopetegui fez o óbvio e a equipa melhorou substancialmente. Retirar Rúben Neves e Quaresma para lançar Óliver e Tello fez o FC Porto comparecer ao jogo. Se os primeiros 45’ haviam sido dominados quase integralmente pelo Sporting, o Dragão da segunda parte (do inicio, sobretudo) tomou conta da partida: Óliver e Herrera, cada um no seu estilo, agarraram o meio-campo e viraram o jogo para o lado do FC Porto; Danilo e Alex Sandro tornaram-se mais interventivos ofensivamente; Tello veio dar velocidade e explosão numa das alas; e tudo isto fez com que a equipa se aproximasse de Jackson. Ao mexer nas peças, o treinador espanhol deu um sinal claro do que pretendia e a equipa soube corresponder, imprimindo outra dinâmica no jogo – a equipa passou a virar o centro de jogo de forma mais rápida e assertiva, sempre com a preocupação da largura, mas tendo, agora mais, a potencialidade de penetrar pelo centro e, por isso, dispondo de outras soluções para explorar os pontos fracos da organização defensiva leonina.

Os primeiros 10 minutos da segunda parte foram decisivos para perceber, finalmente, que o FC Porto queria vencer o jogo. Tello, mesmo não tendo sempre o melhor poder de decisão, deu “água pela barba” aos laterais, e foi numa das suas incursões pela direita (após um bonito início de jogada) que endossou a Danilo para este cruzar para o auto-golo de Sarr (56’). De seguida o infortúnio bateu à porta: na disputa de um lance, Casemiro lesionou-se e teve de ceder o lugar a um adaptado Diego Reyes; mais do que isso, esta paragem no jogo serviu para o Sporting se tentar reencontrar e atenuou las ganas da equipa portista. De todo em todo, à excepção de um enormíssimo remate de Capel à barra, foi sempre o FC Porto a dispor das melhores oportunidades de golo: Jackson isolado para defesa de Patricio; jogada de classe de Herrera para enorme defesa do #1 do Sporting; e, finalmente, no canto do cisne, jogada iminente de golo, com Tello a optar pela conclusão individual e a rematar ao lado do poste.

Clássico é clássico e a arbitragem é assunto ao qual não se pode fugir. Slimani colocou as mãos e empurrou Martins Indi mas o juiz preferiu a resolução mais salomónica – apesar da ‘loucura’ do argelino, a decisão aceita-se. Mais complicado será, porém, justificar o lance em que, dentro da área, Maurício corta com a mão um remate de Jackson que se encaminha para a baliza, aos 89’ …

Tudo somado, não tendo sido um grande jogo, foi uma partida com belos momentos de futebol. Com outra clarividência e poder de decisão (no último lance, Tello tem Brahimi no centro completamente isolado e na “cara” do golo), o FC Porto poderia ter vencido a partida. Ainda assim, em função da bela primeira parte do Sporting, o resultado ajusta-se perfeitamente.

FBL - POR - LIGA - SPORTING - PORTO
Oliver revolucionou o futebol portista
Fonte: zerozero.pt

Fabiano (6) – Acaba por ter culpas no lance do golo, na medida em que se sai à bola a destempo. Depois disso, esteve sempre seguro, tranquilo e no caminho do esférico, nunca tremendo (nem mesmo quando teve de jogar com os pés).

Danilo (6) – Jogo em crescendo. Entrou mal, teve dificuldades no 1×1 defensivo (Nani e Carrillo foram diabólicos na primeira parte) mas com o decorrer do jogo foi-se mostrando e incorporando com qualidade no processo ofensivo – esteve na origem do golo portista.

Martins Indi (6) – Um esquerdino a jogar do lado direito do eixo defensivo deve ser praticamente inédito. Não obstante, o holandês demonstrou uma grande personalidade, sendo incisivo sobre Slimani e ganhando muitos lances aéreos ao argelino.

Marcano (8) – Grande exibição do espanhol! Sempre bem posicionado e atento, soube dobrar os companheiros e foi enérgico nas bolas divididas, ganhando-as quase sempre. Além disso, é um central com visão de jogo e qualidade passe, provando as boas indicações que tinha deixado no encontro diante do Boavista.

Alex Sandro (4) – Exibição apagada e complicativa do lateral esquerdo brasileiro. Precipitações, passes incompreensíveis, posicionamento deficitário foram alguns dos erros do #26 portista que, ainda assim, melhorou na 2ª parte.

Casemiro (5) – Performance regular do brasileiro. Na 1ª parte teve de ser bombeiro muitas vezes, acorrendo a diversas incidências – não esteve mal nesse papel mas com bola pouco ou nada acrescentou ao jogo portista. Saiu lesionado aos 60’.

Rúben Neves (4) – Fazer copy-paste da avaliação a Casemiro seria fácil demais … O que é certo é que a sua exibição foi semelhante à do brasileiro, pouco acrescentando ao FC Porto em termos ofensivos. Foi dele o passe errado que deu origem ao golo leonino, num lance em que foi evidente a preocupação de lateralizar o jogo. Por vezes, uma preocupação excessiva. Saiu ao intervalo.

Herrera (7) – Exibição com altos e baixos (mais uma!). Não começou bem mas foi-se soltando com o decorrer do jogo e na segunda parte, em algumas fases, foi o motor da equipa. Tem qualidade técnica, dá profundidade e sabe romper. Porém, continua a ter dificuldades em alguns momentos do jogo, designadamente ao nível do passe e da colocação do corpo. Não fosse Patrício e teria assinado um golo monstruoso.

Brahimi (7) – Na primeira parte só ele e Jackson deram um ar de sua graça. Partindo do flanco esquerdo, tentou levar a equipa para a frente, no seu jeito irrequieto, trazendo muitas dificuldades a Cédric. Porém, esteve sempre desacompanhado. Deu a sensação de que se desgastou demasiado nessa fase, pagando o esforço na segunda parte. De todo em todo, a magia esteve sempre lá.

Jackson (7) – Que qualidade! A forma como, mais uma vez, demonstrou saber segurar a bola e fazer jogar a equipa é deliciosa. Essa capacidade foi ainda mais importante no primeiro tempo quando o Dragão estava demasiado atónito – nessa fase Jackson tentou mas foi inconsequente. Esteve mais em jogo nos segundos 45’ mas sobra a (enorme) frustração de ter falhado um golo cantado.

Tello (7) – Rendeu Quaresma ao intervalo e trouxe muito daquilo que faltava ao FC Porto no último terço do campo – explosão, velocidade e verticalidade. Causou muitos calafrios à defesa sportinguista mas precisa de ser mais inteligente em alguns momentos – foi-o no lance do golo, já não o foi na última jogada da partida onde poderia ter oferecido o golo a Brahimi.

Reyes (6) – Substituiu Casemiro ao minuto 60. Se se pensou que o meio-campo azul e branco estremeceria, puro engano! Habitando a posição do #6 portista, o mexicano entrou muito bem na partida, ocupando muitíssimo bem os espaços e sendo ainda uma bela surpresa ao nível da circulação de bola, demonstrando capacidade de bascular o jogo de forma lesta.

 

A Figura

Óliver (8) – Entrado ao intervalo, revolucionou o jogo da equipa! Assumiu as rédeas do Dragão, surgindo pelo centro do terreno, atrás e à frente, à frente e atrás, oferecendo soluções de passe e mobilidade. Com ele a equipa tornou-se mais dinâmica e rápida, fruto da sua inteligência e capacidade de passe. Para além disso, sabe quando e como pressionar o adversário. Se tivesse jogado desde o inicio …

O Fora-de-Jogo

Quaresma (3) – Exibição risível. Regressar a Alvalade no dia do seu aniversário e depois da estrondosa exibição que lá rubricou a época passada era o quadro ideal – porém, em português corrente, o “Cigano” borrou toda esta pintura. Um remate muito longe do alvo e um cruzamento bem medido para Jackson foi o máximo que conseguiu, depois de um rol de bolas perdidas e de más decisões (e de uma entrada despropositada sobre Nani). Saiu ao intervalo.

Filipe Coelho

Aragón para sentenciar o Mundial

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A elite da categoria rainha do mundial de motociclismo está de regresso ao asfalto. E desta vez em Aragón, o terceiro Grande Prémio por terras espanholas.

A corrida deste domingo poderá ser um ponto-chave para Marc Marquez. O piloto espanhol da Honda está isolado na liderança do campeonato e uma vitória neste circuito pode ajudar, e muito, a uma segunda vitória no Mundial.

O «miúdo» Marc tem dominado por completo o Mundial de MotoGP 2014, sem grande oposição, quer por parte do seu companheiro de equipa, Dani Pedrosa, quer pelos pilotos da Movistar Yamaha. Aliás, o único erro cometido pelo espanhol foi em Misano, quando lutava com Valentino Rossi pela vitória. Ainda assim, conseguiu pontuar mesmo depois de uma forte queda. E a verdade é que os campeonatos se ganham assim: pontuando em todas as corridas.

Os opositores directos, na tabela classificativa, são o italiano Valentino Rossi e o espanhol Dani Pedrosa. Também não podemos esquecer Jorge Lorenzo, que procura a sua primeira vitória nesta temporada de 2014, depois de já ter registado quatro segundos lugares consecutivos.

O conhecido Il Dottore está motivado, depois da vitória em Misano, diante do seu público. Essa conquista levou-o ao segundo lugar da tabela classificativa. O italiano está determinado em fazer uma boa corrida para esquecer as últimas temporadas ao serviço da Ducati, onde não conseguiu conquistar qualquer título e onde teve bastantes dificuldades em competir com os seus rivais. Mas a sua M1, a sua amada máquina, levou-o, de novo, rumo à glória. Como que a provar que os campeões natos não morrem. E o veterano mostrou isso na última corrida, em Misano.

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Valentino Rossi, Marc Marquez, Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo competem em Aragón por uma vitória que lhes permita sonhar com o título de campeão. Quem levará a melhor?
Fonte: sportrider.com

Já Dani Pedrosa, companheiro de equipa de Marc Marquez, ocupa o terceiro lugar com menos um ponto do que Il Dottore e ainda procura atingir os resultados de outros tempos. Não terá a tarefa facilitada pelo italiano, pois este quer conquistar o segundo lugar do campeonato.

Jorge Lorenzo ainda procura conseguir alcançar a sua primeira vitória no campeonato de 2014. O espanhol tem proporcionado grandes disputas pela vitória com Marc Marquez, mas acaba sempre derrotado pelo piloto na Honda, que não tem facilitado na hora de sentenciar a corrida, aproveitando os pontos mais fracos dos seus adversários, sejam eles a nível mecânico, ou a nível de pilotagem em pontos-chave de cada circuito. Marc tem sido um «osso duro de roer» e a sua actual classificação é a prova disso mesmo.

À semelhança do Grande Prémio de San Marino, também em Aragón se espera um número elevado de espectadores, mas desta vez espanhóis, para apoiarem os seus pilotos. O que poderá ser um importante factor na hora da decisão.

Os pilotos espanhóis esperam alegrar o seu público com uma corrida cheia de lutas e de adrenalina, porque essa é a verdadeira essência da classe rainha do Mundial de motociclismo.

Será que Marc Marquez vai conseguir dar um importante passo rumo à conquista do título mundial? Ou será que os seus opositores não lhe vão facilitar a tarefa? Os dados estão lançados e só nos resta esperar pela bandeirada de xadrez, no próximo domingo, pouco tempo depois das 14h00.

Lopetegui e a rotatividade

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As rotatividade imposta por Lopetegui é um assunto que está na ordem do dia! Os adeptos mais atentos discutem em torno desta temática e, muitas vezes, se tem interrogado sobre se este será o caminho a seguir, face aos “altos e baixos” que o FC Porto tem enfrentado. Quer no futebol, quer na maioria das outras modalidades desportivas, a rotatividade sempre foi um assunto muito polémico. Com um plantel constituído por mais de duas dezemas de jogadores, o treinador tem muitas vezes dificuldade em pôr em prática a rotatividade. Se é facto que para muitas equipas de futebol não existem alternativas que permitam manter o onze inicial com a mesma força, por outro lado há equipas com jogadores excepcionais.

No FC Porto assistiu-se a essa “viragem da moeda”, substituindo o plantel descompensado da época passada por um conjunto de jogadores com qualidade técnica e táctica que há muito tempo não se via. A maioria dos jogadores não está habituada ao lugar de suplente e, com um leque tão grande de alternativas, não espanta que Lopetegui tenha usado e abusado da rotatividade. Todavia, se a alternância de jogadores é importante para manter o plantel fresco ao longo da temporada, a base de uma equipa é ainda mais fulcral para garantir a sua estabilidade. Neste aspecto, Lopetegui tem tido dificuldades.

Olhemos aos primeiros cinco encontros do campeonato: à 2ª jornada, Lopetegui mudou cinco jogadores comparativamente com o onze utilizado na primeira (com a entrada de Ricardo, Evandro, Adrián, Casemiro e Tello). À 3ª jornada, o onze voltou a sofrer cinco alterações (desta vez com a entrada de Angel, Brahimi, Quaresma, Ólivier e Danilo). Já na jornada seguinte, o número de alterações foi inferior: apenas alterou três jogadores (Ruben Neves, Quintero e Herrera) comparativamente com a terceira jornada. Na última jornada, Lopetegui efetuou quatro alterações (Andrés Fernandez, Marcano, Evandro e Tello). Deste conjunto de jogadores, apenas Maicon, o patrão da defesa, Brahimi, que é cada vez mais a estrela atual do clube e Jackson, capitão e melhor marcador, mantiverem o seu lugar no onze inicial.

Jackson tem assumido a braçadeira e a titularidade  Fonte: fcporto.pt
Jackson tem assumido a braçadeira de capitão e a titularidade absoluta
Fonte: fcporto.pt

Sem dúvida que este Porto versão 2014/2015 tem alternativas para todas as posições; porém a questão que se coloca é se a constante alternância de jogadores permitirá ao clube construir uma base em que estes estejam completamente entrosados! Esta lacuna é cada vez mais notória, dado que os resultados do clube têm oscilado entre os melhores possíveis, como se verificou no jogo contra BATE Borisov para a Liga Milionária, e os menos expectáveis, como contra o Vitória de Guimarães e o Boavista.

A verdade é que, independentemente do onze inicial, Lopetegui tem apostado no mesmo sistema táctico, existindo, deste modo, uma necessidade adaptativa dos jogadores, uma vez que vão ocupando diferentes posições no campo. Se o jogo pede maior contenção, jogam Casemiro e Ruben Neves (a 8 e 6). Por outro lado, se é necessário uma maior profundidade ofensiva, atua apenas um destes jogadores na posição 6 e entra Herrera no onze Herrera. Ademais, se o Porto quer assumir o jogo, Brahimi joga na posição 10 e são colocados dois extremos abertos (Adrian, Tello, Quaresma). Ao invés, se o jogo pede maior contenção e cautela, Brahimi passa atuar numa das alas como falso extremo. Estes são apenas alguns exemplos da versatilidade de vários atletas do plantel (outros seriam Ólivier ou Quintero).

Sumariando, é inegável que o Porto possui muitas alternativas, mas, ainda que não se possa considerar um onze como definitivo, é necessário a criação de um onze-base e adaptar a rotatividade. Garantir a consistência da equipa é uma urgência, sendo este facto ainda mais preocupante, quando o Porto tem um dos melhores planteis dos últimos anos! Resta-nos esperar que Lopetegui mude a sua opinião e que o onze principal seja em breve apresentado aos adeptos!

FSV Mainz 05: Um Início Prometedor

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Os inícios de época trazem sempre surpresas agradáveis e, este ano, a Bundesliga não é excepção. O Mainz é uma das equipas que vai beijando o topo da tabela com um futebol positivo, sendo acompanhada de perto por outra novidade, o recém-chegado Paderborn. O início tremido dos denominados grandes é a principal razão para o estranho desenho classificativo.

A equipa alemã nem é nova nestas andanças, já que em 2010/2011 igualou o melhor arranque da história, conseguindo umas assinaláveis sete rondas seguidas a vencer. Esse ano foi pródigo em acontecimentos memoráveis, já que o clube conquistou a melhor classificação de sempre, obtendo o 5.º lugar. Nessa equipa despontavam dois valores emergentes, André Schürrle e Lewis Holtby. O primeiro acabou por corresponder às expectativas e vai brilhando por Terras de Sua Majestade mesmo não sendo titular; o segundo tenta provar o seu real valor e está emprestado ao Hamburgo pelo Tottenham.

Agora as estrelas são outras e a principal vem da Terra do Sol Nascente: Shinji Okazaki. O avançado está a destacar-se e é de momento o melhor marcador do campeonato alemão, tendo marcado cinco golos em igual número de jogos. O japonês não é um novato mas parece que a maturidade que atingiu o tem ajudado a consolidar as suas qualidades e a aguçar-lhe o instinto matador.

Okazaki é o principal destaque do Mainz neste início de época  Fonte: mainz05.de
Okazaki é o principal destaque do Mainz neste início de época
Fonte: mainz05.de

O jogador tem estado bem acompanhado e no meio-campo vai florescendo uma jovem promessa: Johannes Geis. O jovem alemão tem características interessantíssimas, aliando índices altos de recuperação de bola com uma visão de jogo acima da média – cinco assistências na época transacta -, que fazem dele um protótipo perfeito do médio-defensivo moderno. A este juntam-se a capacidade física de Gonzalo Jara e de Junior Diaz, jogadores que estiveram muito activos nas fantásticas campanhas das suas selecções no Mundial do Brasil, e a juventude e a irreverência de extremos como Jonas Hofmann, aposta de Jürgen Klopp no Borussia Dortmund, e Jairo Samperio, internacional sub-21 espanhol que chegou do Sevilha.

Durante este defeso, o Mainz até foi bastante falado por terras lusitanas, devido ao interesse assolapado do Benfica pelo guardião Loris Karius, um dos pilares defensivos da equipa. E não ficaram por aí as ligações entre Portugal e Alemanha: Filip Djuricic, craque sérvio, foi emprestado pelos encarnados e espera-se que volte à forma que levou vários grandes europeus a cobiçá-lo. No entanto, tem sido frequente vê-lo a saltar do banco e não parece que vá ter tarefa fácil na luta pela titularidade.

A equipa de Kasper Hjulmand, inexperiente treinador dinamarquês e estreante na Bundesliga, tem vindo a fazer um trabalho interessante e os resultados, para já, são positivos. O tempo ditará o destino do clube e veremos se temos surpresa ou mais um mero acaso.

D’Artagnan, o vencedor

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Gosto de vencedores. Há qualquer coisa nos vencedores que, de facto, me fascina. Suponho que seja aquela sensação de grandeza, de triunfo e glória. Sim, sem dúvida que é isso.

Mas ganhar também faz mal. Há vencedores a quem o êxito deturpa a visão, baralha o intelecto e, pior, enche em demasia o ego, como um rio que transborda água.

Num nível de vencedores distinto, para o qual ainda não consegui encontrar classificação, há José Mourinho. O grande vencedor. O mítico. O único. O Special One.

O ‘Zé”, mais do que ninguém, gosta (um eufemismo, claro) de ganhar. Se o ego de Mourinho fosse um rio, o Nilo não seria suficiente para tanta água. Mas, pelo menos (e como justificativa), tem razões para isso. Foram tantas as vitórias que seria preciso um texto à parte para as enumerar.

Depois, ainda longe desse nível de vencedores para o qual não encontro classificação, mas ainda assim já com todos os defeitos e virtudes (principalmente humanas), há Jorge Jesus.

Ora, o meu querido JJ, sendo um excelente treinador, não tem, infelizmente, uma elevada capacidade de articulação no seu discurso, e é, muitas vezes, alvo de chacota por dar vários pontapés na gramática. Certamente que se o leitor for afeto ao Benfica não verá nisto uma descomunal falha técnica que incapacite JJ de alcançar o sucesso.

Por falar novamente em sucesso, Jorge Jesus tem, um pouco à imagem de Mourinho, um “ego especial”. E tal como o treinador do Chelsea, Jorge Jesus não sente um grande apelo pelo partilhar da glória, exceto, claro está, com os seus jogadores.

A relação entre Jorge Jesus e José Mourinho já teve melhores dias Fonte: Reuters
A relação entre Jorge Jesus e José Mourinho já teve melhores dias
Fonte: Reuters

A história de sucesso do D’Artagnan aka Talisca conta-se em quatro atos. No primeiro, Mourinho elogia a qualidade de Talisca e afirma que o jogador brasileiro era seguido por vários clubes ingleses. No segundo ato, Jorge Jesus ridiculariza e põe em questão as afirmações de Mourinho (sobre o scouting dos clubes ingleses), reclamando para si todo o crédito da descoberta do ex-jogador do Bahia. No penúltimo ato, Mourinho ataca furtivamente Jorge Jesus, utilizando a ironia fácil, realçando as lacunas gramaticais do treinador do Benfica e, como se não bastasse, distinguindo a perfeição do seu português – ah, Zé, como te enganas, como te enganas! No último, e menos excitante ato, Jorge Jesus mete água na fervura (talvez pressionado pela direção do Benfica) e destaca a boa relação que sempre teve com o “treinador especial”.

Sobre Jorge Jesus, surpreende-me apenas (com mesmo muita estupefação) que pense que nenhum clube inglês tenha, no seu departamento de scouting, uma avaliação sobre o Talisca. Querer gabar-se de o ter contratado, de o ter lançado e de (quem sabe) fazer dele jogador é legítimo. Achar que nenhum clube inglês conhecia Talisca é estupidamente incrível.

Sobre Mourinho, desenfeitiça-me a facilidade com que desce de nível (aquele nível que eu não consigo classificar) e perde toda a classe. Como é óbvio, Mourinho mantém-se fiel a si mesmo: gosta tanto de ganhar como de fazer inimigos (e não, não falo de clubes). Por último, e não menos importante, sugiro que (re)vejam a última entrevista de José Mourinho à TVI, que, garanto-vos, não está isenta de erros gramaticais. Certamente não tão dramáticos como “bode respiratório” ou “assunto do forno interno”, mas que lá estão, estão.

Não se atira pedras assim, Zé, diria, certamente, Dumas.

Nunca irei descurar a importância da gramática, seja no futebol, na literatura ou na medicina, mas, aos dois, deixo um humilde conselho: limitem-se a vencer.

Os Estrangeiros do Brasileirão

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Apesar de distante da Europa, o Campeonato Brasileiro tem conseguido atrair uma boa percentagem de jogadores estrangeiros, ainda mais com a crise econômica dos países vizinhos. Entre os melhores jogadores em atuação no Brasil, os ditos ‘gringos’ ocupam boa parte desse seleto grupo. Curiosamente, as posições nas quais os forasteiros aqui no Brasil se destacam sofrem de uma safra insuficiente a nível nacional, como pode ser notado na própria seleção canarinha, avaliando os diversos jogadores testados na função de armação e comando do ataque.

Com a decadência técnica e de produção de jogadores, os clubes tupiniquins vão cada vez mais aderindo ao mercado estrangeiro, principalmente latino. Em sua maioria, os jogadores importados são armadores e atacantes, provenientes da Argentina, Uruguai, Colômbia e outros. Apesar desse mercado forte entre Brasil e América do Sul, normalmente os estrangeiros de maior destaque chegam da Europa, mas normalmente passam por outras experiências antes de se consolidarem.

Exemplo disso está no Sport Club Internacional, que trouxe Andrés D’Alessandro do Zaragoza e, mais recentemente, Charles Aranguiz da Udinese. D’Alessandro, que na Argentina foi mais um ‘novo Maradona’, encontrou seu auge no Brasil, mais precisamente em Porto Alegre. Contratado em 2008, até hoje permanece como um dos principais ‘camisas dez’ do futebol brasileiro. D’Alessandro é um armador clássico, com passe refinado, drible apurado e muita entrega, apesar de algumas decaídas ao longo de uma temporada tão longa.

D'Alessandro e Aranguiz são peças-chave no Internacional  Fonte: UOL
D’Alessandro e Aranguiz são peças-chave no Internacional
Fonte: UOL

Esse ano recebeu uma agradável parceria: Charles Aranguiz. O meia chileno é um excelente exemplo do futebol moderno, atuando de área a área, ocupando diversas funções e com bom refino técnico, como mostram as assistências precisas e a boa presença ofensiva. O próprio Aranguiz disse ao site da FIFA que não sabe definir sua função, que não tem capacidade de se posicionar, sendo assim um jogador onipresente e impactante no sistema de jogo do Internacional.

Seguimos no Rio Grande do Sul, onde o maior destaque do Grêmio FBPA é o atacante argentino Hernán Barcos. Ingressou no futebol brasuca atráves do Palmeiras, vindo da LDU Quito. Negociado a preço de ouro pelo Grêmio, Barcos já faz parte da história do tricolor gaúcho, sendo o maior artilheiro estrangeiro do clube. É um atacante com excelente poder de conclusão, habilidoso no drible curto, com excelente domínio e qualidade de passe, qualidades que compensam sua falta de força e lentidão. Recebia fortes críticas por não ficar na área; porém, isso mudou com a chegada de Luiz Felipe Scolari. Barcos só realiza tarefas fora de seu habitat esporadicamente, e sua participação atualmente se remete muito mais para finalizar e criar jogadas próximos do gol adversário. Tem sido decisivo na magra e econômica campanha gremista, com marcas que lhe garantem a vice-artilharia do Brasileirão, com 10 gols.

Hernán Barcos é capitão do Grêmio e ídolo da torcida  Fonte: Lancenet
Hernán Barcos é capitão do Grêmio e ídolo da torcida do time de Porto Alegre
Fonte: Lancenet

Subindo o Brasil, no pragmático e medroso Corinthians, Paolo Guerrero é um dos grandes responsáveis pelo alvinegro paulista ainda estar na zona de classificação para a Libertadores, mesmo que a equipe venha tendo um desempenho questionável. O peruano foi contratado pelo Corinthians após doze anos na Alemanha para alterar a formatação do time, que logo viria a disputar o Mundial, sendo Guerrero o autor do gol do título. Paolo Guerrero é um atacante com várias qualidades, com bom poder de finalização, móbil, forte e de muita entrega. Originalmente, é centro-avante, mas vem fazendo um importante papel pelo lado esquerdo do ataque, produzindo várias jogadas para o time e para si mesmo, usando suas boas referências físicas. Sem seu atacante principal, que é um selecionável da seleção peruana, o Corinthians tende a cair e perder fôlego em suas metas no Campeonato Brasileiro.

Terminando a lista dos estrangeiros de mais destaque, Darío Conca. Em sua primeira passagem pelo Fluminense teve muito sucesso e foi negociado com o Guangzhou Evergrande, do futebol chinês. De volta, Conca mantém intactas suas principais características, que o notabilizam como um dos principais armadores do futebol brasileiro. Outro argentino, outro ‘camisa dez’ clássico, mas com um perfil diferente. Tem entrega, mas também muita disciplina. Nunca tem contusões e está sempre disponível – a prova disso é que jogou todos os jogos na campanha do título brasileiro em 2010. Conca tem um grande refino técnico, tem habilidade para encarar marcadores fortes e uma grande visão para descobrir espaços nas defesas adversárias. Muito se discute sobre a formação do Fluminense, sobre a utilidade de Fred e suas tarefas, sobre se deve jogar com volantes de marcação ou não, mas Conca não se discute – é sempre certa sua presença.

Dario Conca regressou ao Fluminense depois de uma lucrativa passagem pela China  Fonte: statspes.blogspot.com
Darío Conca regressou ao Fluminense depois de uma lucrativa passagem pela China
Fonte: statspes.blogspot.com

É importante mencionar outros estrangeiros que acrescentam qualidade ao Brasileirão. Um deles é Marcelo Moreno, do líder Cruzeiro, que vive uma grande fase. É o artilheiro do Campeonato e tem um encaixe perfeito ao estilo do clube celeste, que explora muito bolas aéreas. De resto, não dá para não destacar o Velez Sarsfield, grande fornecedor de bons jogadores para o Campeonato Brasileiro, como Héctor Canteros, meio-campista que chegou ao Flamengo com status de salvador e que é um dos pilares do conjunto que esteve na última colocação e que hoje ocupa a metade da tabela. Aliando sua intensidade na marcação ao seu passe refinado e visão de jogo, Canteros tem sido fundamental para o Fla. Apesar de estar na zona de rebaixamento, também o Palmeiras recebeu uma boa herança da equipa de Ricardo Gareca – Augustín Allione, de apenas 19 anos, é um articulador versátil e moderno. Na Série B, destaque para Martín Silva, goleiro vice-campeão da América em 2013 com o Olímpia, que vem sendo uma das poucas referências do Vasco da Gama, gigante brasileiro em decadência.

Reiterando, o Brasil não produz mais jogadores como antigamente, o que aumenta o volume de atletas estrangeiros. Mas a presença de estrangeiros não é algo novo: o mercado sul-americano sempre teve espaço e, com a diferença do poder de aquisição dos clubes brasileiros em relação aos demais latinos, o Brasil é um mercado cada vez mais atrativo e dominante na America do Sul.