Em tempos de pandemia e ausência do mundial de motociclismo, a plataforma da MotoGP disponibilizou vários conteúdos para que os adeptos das duas rodas matem as saudades dos motores, enquanto a temporada 2020 não começa.
Vi cada uma prova como se as estivesse a ver em tempo real: a mesma emoção, a mesma adrenalina e a certeza de que este é um dos melhores desportos do mundo.
Estas são, para mim, as quatro melhores corridas do mundial nos últimos dez anos. (Re)Vejam-nas e deixem-se apaixonar por este desporto, tão ou mais emocionante que o futebol.
Quinta-feira, dia 2 de maio de 2013. O SL Benfica recebia no Estádio da Luz o Fenerbahçe SK na segunda mão das meias finais da Liga Europa.
Na primeira mão, na Turquia, os encarnados foram derrotados por 1-0. Em Istambul, a equipa turca foi superior, dominou grande parte do jogo e poderia mesmo ter trazido uma vantagem maior para a segunda mão.
Depois do inferno turco vivido no Estádio Sukru Saracoglu, o ambiente no segundo jogo seria igualmente espetacular. Apesar da vantagem, o Fenerbahçe SK tinha à sua espera um Estádio da Luz completamente cheio. Os adeptos encarnados tinham esperança de ver o SL Benfica alcançar a nona final europeia e a primeira em 23 anos.
20:05h. O árbitro francês Stéphane Lannoy apita para o início do jogo. O SL Benfica entra muito forte na partida e rapidamente fica visível a intenção dos encarnados em assumir o jogo.
Logo aos oito minutos de jogo, um desequilíbrio no lado direito dos encarnados deixa Lima com espaço na ala. O brasileiro cruza para Nico Gaitán, que, já dentro da área, finaliza de trivela e bate o guardião turco Volkan Demirel. Foi a loucura no estádio, os encarnados empatavam a eliminatória e estavam claramente por cima do jogo.
O resultado na primeira mão não foi o melhor para a equipa encarnada Fonte: UEFA
Nos minutos que se seguiram, a equipa das águias esteve por diversas vezes perto do segundo golo. Contudo, aos 22 minutos, Garay jogou a bola com a mão no interior da sua área. Penalty para a equipa turca.
O habitual batedor de castigos máximos do Fenerbahçe SK, Christian Baroni (que tinha, inclusive, falhado um na primeira mão), deu a oportunidade a Dirk Kuyt para bater.
O veterano holandês não tremeu e enganou Artur Moraes. Bola para um lado, guarda-redes para o outro. 1-1, o Fenerbahçe estava agora em vantagem na eliminatória.
O golo de Kuyt gelou o Estádio da Luz. A esperança diminuía agora, visto que os encarnados necessitavam de marcar dois golos e não sofrer nenhum para assumirem a liderança da eliminatória.
A equipa orientada por Jorge Jesus reagiu bem ao golo dos turcos, tendo mantido ou até mesmo elevado o nível exibicional.
Logo aos 35 minutos, Salvio é derrubado perto do meio campo. Os encarnados aproveitam a desatenção turca e cobram o livre de forma rápida. O esférico chega a Cardozo, que tira da frente um defesa do Fenerbahçe SK e remata rasteiro para dentro da baliza. 2-1. O paraguaio, no meio de uma explosão de esperança no estádio, apressa-se a recolher a bola do fundo da baliza dos turcos e coloca-a no meio campo.
Pouco tempo depois, chegou o intervalo. O resultado manteve-se: 2-1, os encarnados precisavam de mais um golo para passar na eliminatória.
No início da segunda parte, a toada foi a mesma. O Benfica mantinha-se por cima do encontro, mas, ocasionalmente, o Fenerbahçe assustava através de perigosos contra-ataques.
Contudo, o golo encarnado teimava em não aparecer. Com a passagem de cada minuto, acentuava-se o ambiente de nervosismo que se fazia viver no estádio. Apesar de tudo, acredito que não existia um único benfiquista nas bancadas que não acreditasse a 100% na passagem da sua equipa à final.
Empurrados pelas fervorosas bancadas, os encarnados continuavam à procura do “golo da glória”.
Aos 66 minutos, Salvio enviou um lançamento de linha lateral para dentro da área. Um ressalto ao primeiro poste levou a bola a Luisão que, no interior da área, desviou como pôde e fez chegar o esférico a Cardozo. O “Takuara” rematou com força deixando o guardião da equipa de Istambul sem qualquer hipótese.
O gigante paraguaio desatou a correr de braços abertos e deslizou de forma graciosa no relvado, em frente de milhares de benfiquistas frenéticos. Do outro lado do campo, Artur colocava as mãos à cabeça e parecia não estar em si.
Óscar Cardozo foi o homem da noite Fonte: SL Benfica
A felicidade tinha que ser ainda, temporariamente, adiada: faltavam cerca de 30 minutos para o final do jogo, tudo poderia acontecer. Naturalmente, o Fenerbahçe SK assumiu a iniciativa no jogo, mas o resultado manteve-se até aos instantes finais.
Já para lá dos 90’, Kuyt aparece sozinho do lado direito do ataque turco e cruza para o interior da área encarnada. Moussa Sow eleva-se e cabeceia. A bola pareceu parar no ar. Os milhares de adeptos no estádio e os milhões em casa contiveram a respiração por um segundo.
A bola foi parar às luvas de Arthur Moraes. A nação benfiquista respirou de alívio. Apesar de terem existido mais cruzamentos para a área, esta foi a última oportunidade do Fenerbahçe.
Depois de uns agoniantes minutos de espera, o árbitro apitava para o final da partida. 23 anos depois, o Benfica estava numa final europeia. Nas bancadas, os sorrisos misturavam-se com as lágrimas de alegria. Os abraços dos adeptos confundiam-se com as celebrações dentro de campo.
A erupção do estádio, quando o árbitro apitou, ficará, para sempre, na memória de todos os benfiquistas.
Mesmo que as semanas que precederam este jogo tenham ficado marcadas, negativamente, na história do SL Benfica, vale sempre a pena rever este jogo. Seja pelo que foi a partida em si, seja pelo ambiente vivido no estádio, seja simplesmente para revermos a incrível equipa que os encarnados tinham e o futebol de grande nível que praticavam.
Mario Götze é um médio com características ofensivas de grande classe e elegância, que já atuou em todas as posições de ataque, sempre com a competência necessária.
Tecnicamente bastante evoluído, com uma grande visão de jogo e uma excelente qualidade de passe, Gotze foi adaptando o seu estilo de jogo, forçado devido à sua grande suscetibilidade a lesões. No seu auge entre 2010 e 2015, o seu drible veloz, sempre com a bola colada aos seus pés, era uma das suas imagens de marca, atormentando as defesas adversárias.
Em 2011 venceu o prémio de Golden Boy, sendo considerado o melhor jogador com menos de 21 anos a atuar na Europa. Gotze ficou à frente de Thiago Alcântara, que posteriormente foi seu companheiro de equipa no FC Bayern Munique, e de Eden Hazard.
Formado no Borussia Dortmund, desde cedo foi considerado umas das pérolas do clube. Estreou-se pela mão de Jurgen Klopp no Borussia, aos 17 anos. Após quatro épocas como sénior, três delas de alta qualidade, saiu para o FC Bayern Munique por cerca de 37 milhões de euros.
Gotze foi uma das peças chave no esquema tático de Guardiola nas duas primeiras épocas, tendo realizado 30 golos e 20 assistências em 93 jogos disputados. Na sua terceira e última época no clube da Baviera, o médio alemão começou a ser muito afetado por lesões, perdendo tempo de jogo. Na época 2016/2017, voltou ao Borussia Dortmund, com o negócio a rondar os 22 milhões de euros, mas as lesões não o abandonaram.
Pouco depois do início de 2017, foi detetado um distúrbio metabólico, que estaria na origem das suas lesões, e que era a causa das inconsistentes prestações em campo. Iniciou logo tratamento e regressou na época 2017/18. Gotze foi perdendo espaço no plantel, e, quanto ao seu futuro, ainda não há certezas. O jogador alemão está vinculado ao Borussia Dortmund até ao final da presente época. Aos 27 anos de idade, já é praticamente impossível atingir o nível que se projetava. Mesmo assim, conta com um palmarés riquíssimo.
Fonte: BVB Dortmund
Ao serviço do Borussia Dortmund foi bicampeão alemão (2010/11 e 2011/12), sendo essencial neste regresso do Dortmund aos títulos. Venceu a Taça da Alemanha na época 2011/12 e em 2016/17, quando regressou ao seu clube de formação. Na época decorrente já conquistou a única supertaça alemã que consta no seu currículo. Na época em 2012/13, a última da sua primeira passagem pela equipa de Dortmund, fez 16 golos e 20 assistências em 44 partidas oficiais, tendo desempenhado um papel vital na caminhada do seu clube até à final do Liga dos Campões, que perdeu para o FC Bayern Munique.
No FC Bayern Munique foi aposta de Guardiola, e representou os “Bávaros” durante três temporadas. Alcançou por três vezes consecutivas o título do Campeonato Alemão (2013/14, 2014/15 e 2015/16) e venceu por mais duas ocasiões a Taça da Alemanha (2013/14 e 2015/16). Ao nível de competições internacionais, na sua época de estreia pela equipa da Baviera, ganhou a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes.
Ao serviço da seleção alemã, venceu o Campeonato de Europa de sub-17, na qual foi considerado o melhor jogador da competição. Em 2014, foi campeão do Mundo, fazendo o golo decisivo da “Mannschaft” na final, frente à seleção da Argentina. Nesse jogo, ficou célebre a frase que o selecionador alemão, Joachim Low, dirigiu a Gotze antes do jogador entrar em campo: “Vais entrar e vais provar que és melhor que o Messi.”.
Mario Gotze é um jogador que serve de exemplo. No futebol, não é suficiente apenas ter técnica. Existe um conjunto de fatores que condicionam a carreira de um futebolista. Era visto como uma das maiores promessas do futebol alemão e mundial, daqueles que marcam gerações, mas nunca atingiu o nível exibicional esperado. Para a história, fica um jogador com vários e importantes títulos, e que ainda poderá vir a ampliar a sua sala de troféus. Ficará sempre na história do futebol Mundial pelo célebre golo marcado à Argentina aos 113’ minutos no final do Mundial de 2014, no mítico estádio Maracanã.
Nasceu em Londres, em 1978, mas foi em Manchester, cidade “rival”, que ganhou a admiração e o respeito dos adeptos do futebol. Rio Gavin Ferdinand, defesa-central, comandou a formação do Manchester United durante largas épocas, tendo passado 12 anos no clube e sempre com um papel fulcral no onze de Sir Alex Ferguson, de quem era uma extensão em campo.
Como muitos outros grandes nomes do futebol londrino e inglês, Ferdinand fez a principal parte da sua formação no West Ham United, clube no qual se estreou como sénior e onde assumiu a titularidade a partir da época 1997/98, com apenas 18 anos, após um empréstimo de meia época ao Bournemouth (militava no terceiro escalão na altura em que Rio pertenceu ao plantel).
As exibições de alto nível que protagonizou ao serviço do clube da capital inglesa, levaram o Leeds United a avançar para a sua contratação em janeiro de 2001, tendo desembolsado 26 milhões de euros (na altura, o valor mais elevado envolvido numa transferência em Inglaterra) com o objetivo de reforçar o setor defensivo de uma equipa que viria a alcançar as meias-finais da Liga dos Campeões desse ano.
O impacto imediato de Rio Ferdinand no Leeds, tornando-se capitão de equipa logo no segundo ano em que esteve no clube, levou o Manchester United a quebrar o então valor recorde para a transferência de um defesa-central, pagando 46 milhões de euros pelo passe do ainda jovem britânico.
A chegada de Nemanja Vidic aos “Red Devils” ofereceu a Rio Ferdinand um parceiro de luxo Fonte: Premier League
Em Manchester, perante a orientação do extraordinário Sir Alex Ferguson e aproveitando a partilha de balneário com figuras como os irmãos Neville ou o seu eterno companheiro, Nemanja Vidic, Ferdinand assumiu a dimensão pela qual hoje é reconhecido. Em 12 anos, disputou 455 jogos e conquistou um total de 17 títulos: venceu a Premier League por seis vezes, a Taça de Inglaterra por uma, a Taça da Liga Inglesa por três, a Supertaça de Inglaterra em cinco ocasiões, conquistou uma Liga dos Campeões e ainda um Mundial de Clubes.
Após tanto sucesso em tantos anos seguidos a servir o mesmo emblema, o central inglês decidiu jogar a sua última temporada como profissional (a de 2014/15) ao serviço do Queens Park Rangers, regressando assim a Londres. No entanto, os vários problemas físicos que o afetaram impediram-no de jogar com a regularidade que pretendia, o que pode até ter antecipado os seus planos de reforma.
O percurso de Rio Ferdinand estendeu-se também ao nível internacional, onde contabilizou um total de 81 internacionalizações, mas apenas disputou uma fase final de uma grande competição, em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha. Os motivos que o levaram a falhar as duas outras em que podia ter participado (2004 e 2010, visto que a Inglaterra não se qualificou para o Europeu de 2008) foram distintos, mas o mais famoso é o relativo ao Campeonato da Europa, disputado em Portugal, uma vez que não foi convocado por estar suspenso pela federação inglesa, depois de ter falhado um controlo anti-doping.
Apesar deste percalço, Rio Ferdinand é dono de uma das carreiras mais tituladas e brilhantes do futebol inglês. Em Manchester será para sempre um ídolo, sobretudo devido à sua garra, capacidade de liderança e dedicação constante ao clube, mas até os adversários apreciam e admitem a qualidade fantástica de um central que muita saudade deixa em Old Trafford.
De seu nome Alan Osório da Costa Silva, ou simplesmente Alan, o luso brasileiro, atuava, preferencialmente, como extremo direito e médio ofensivo, tendo sido um dos responsáveis pelo salto competitivo do, agora considerado como “quarto grande”, SC Braga.
Chegou a terras lusas na época 2001/02 para representar o CS Marítimo, pelas ilhas ficou até 2005 – ano da sua transferência para o FC Porto. A adaptação ao clube da invicta não foi a melhor e o rendimento não era o mesmo que foi demonstrado no emblema anterior. Na temporada seguinte, o extremo entrou em ação nuns míseros 12 jogos colmatados com um golo e a insatisfação para com o clube aumentava gradualmente, até que em 2007 rumou – via empréstimo – ao Vitoria SC. Nos vimaranenses, independentemente de só ter faturado numa ocasião, brilhou noutras vertentes do jogo, como na qualidade que oferecia no cruzamento e na qualidade com a bola nos pés, características que sempre lhe foram apontadas.
No ano de 2008, marco do início de uma das histórias mais marcantes do futebol arsenalista, a chegada de Alan, com 29 anos, foi o começo dos anos dourados, desportivamente claro, na cidade de Braga. Os guerreiros, nesse ano, ficaram num habitual 5º lugar com Alan a ser um dos melhores jogadores do campeonato.
Em2009/10, Alan e os seus companheiros foram responsáveis por um estrondoso 2º lugar no campeonato, apenas ultrapassados pelo SL Benfica, assinalando a melhor campanha alguma vez realizada pelo clube para o campeonato. Mais uma vez, e dando seguimento à época anterior o extremo direito jogou e deu a jogar, sendo o jogador que mais vezes esteve envolvido nos golos bracarenses.
Dando seguimento à soberba temporada realizada no ano transato, a época seguinte foi mais atribulada, o campeonato não ocorreu de feição, mas, em contrapartida, na europa Alan surpreendia, sendo, talvez, o principal responsável pela chegada dos arsenalistas à mítica final da Liga Europa, em Dublin, contra o FC Porto – apesar da derrota, fica para a história do clube o ato exclusivo de jogar a uma final europeia.
Momento do golo de Alan que marcou a vitória na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa 2010/2011 Fonte: SC Braga
De realçar, a temporada 2012/13, em que Alan atingiu o máximo de golos que alguma vez marcou numa época, com 12 golos em 43 jogos, entre os quais a entrada, mais uma vez histórica, na Liga dos Campeões onde não conseguiram ultrapassar a fase de grupos e a conquista da Taça da Liga.
Os anos seguintes foram anos mais regulares para Alan, aos 34 anos continuava a jogar para a sua equipa sempre com muita humildade em campo, até pendurar as botas em 2017, o jogador realizou sempre acima de 30 jogos por época. Com 37 anos, o extremo decidiu acabar com a carreira de jogador e começar uma como dirigente no clube que o idolatrou e idolatra até aos dias de hoje, o SC Braga.
Numa carreira totalmente feita em Portugal, Alan é um património humano para o SC Braga, foi, possivelmente, o melhor jogador na história do clube pelo que jogou e deu a jogar, por ajudar a catapultar internacionalmente os guerreiros do Minho e pelos anos de ligação, algo cada vez mais raro no futebol atual.
Dia 25 de Abril de 2010. Podia ser mais um dia da celebração do feriado de um dos acontecimentos mais importantes de Portugal (Dia da Liberdade), mas estava reservado para este dia mais uma bela história para os portugueses em geral, e para os adeptos benfiquistas em particular, estando desta vez ligada ao Desporto.
No Pavilhão Atlântico, o SL Benfica, campeão português, encontrava na final da UEFA Futsal Cup o Interviú Madrid, detentor do título europeu do ano transato. Antes mesmo do início do jogo, um recorde já tinha sido batido. Estavam presentes no pavilhão 9.400 pessoas e este foi um número que, na altura, ainda não se tinha visto no Futsal.
Uma equipa do SL Benfica composta por muitas estrelas, na qual se destacava um “pequeno” prodígio de 24 anos nas quadras: Ricardinho. Os encarnados não tinham tarefa fácil e a partida começou com um grande equilíbrio entre os dois emblemas. Contudo, as águias estavam, claramente, a ser embaladas por um pavilhão a rebentar pelas costuras.
Quem começou na frente foi mesmo o Interviú Madrid. Aos sete minutos, Marquinho recuperou a bola, trabalhou bem o lance sob Pedro Costa e só teve de meter a bola por entre as pernas de Bebé. Uma jogada sensacional que gelou por completo o ambiente em Lisboa e não era para menos, pois o Interviú estava agora em vantagem por 1-0.
O SL Benfica continuava mais forte e perigoso, mas era o Interviú que ia tirando “tinta aos postes”. Desta vez, foi Luis Amado que, de uma ponta a outra do campo, com a mão enviou a bola ao poste! Se entrasse não era golo porque não tinha tocado em ninguém, mas foi impressionante de ser ver. De realçar também a bela exibição que Luis Amado fez durante os 50 minutos.
Joel Queirós chegou à Final da UEFA Futsal Cup com 11 golos marcados e ainda deixou a sua marca com um golo no jogo decisivo, sendo o melhor marcador da competição Fonte: UEFA
Mas foi preciso esperar apenas quatro minutos depois do golo espanhol pela resposta encarnada. Ao minuto 11, houve falta marcada a favor do Benfica numa posição muito perigosa à baliza do Interviú. Ricardinho passou a bola para o lado onde apareceu Joel Queirós, a vir disparado para rematar uma bomba indefensável para Luis Amado. Estava feito o empate a um, resultado que chegaria até ao intervalo, e o pavilhão ia totalmente abaixo.
A segunda parte começou de feição para os comandados de André Lima, pois, aos dois minutos, houve novo golo para o SL Benfica. Canto do lado esquerdo com Ricardinho a bater para César Paulo na área. O pivô brasileiro contemporizou e com um pequeno toque para trás deixou para Arnaldo, que rematou para o fundo da baliza do Interviú. Digamos que foi quase semelhante ao primeiro golo e feito novamente de uma bola parada (1-2).
Mas houve pouco tempo para festejar, pois três minutos depois houve novo empate (2-2) na partida. Ao minuto cinco, Schumacher recuperou a bola e deixou o SL Benfica totalmente descompensado na defesa. O número oito do Interviú passou para Jordi Torrás e depois o espanhol encontrou Betão, que com um toque e habilidade meteu a bola muito devagar na baliza de Bebé.
Oportunidades não faltaram para ambos os lados, mas a partida foi mesmo para prolongamento. Estes dez minutos finais estavam reservados para que se escrevesse uma bela página no Futsal português e também para que se descobrisse um herói improvável.
A primeira parte do prolongamento trouxe a mesma tendência no jogo: mais SL Benfica e um Interviú completamente desconcentrado no jogo. Tanto que a 2.10 de terminar os primeiros cinco minutos, houve um erro monumental de Luis Amado. Davi estava mais atento do que Betão, intercetou a bola e só teve de bailar à frente da defensiva espanhola para dar vantagem aos encarnados de novo (2-3). Um golo de muito longe e de “bico” como mandam as regras do Futsal foi o suficiente para entregar o título de campeão europeu ao SL Benfica.
Os segundos cinco minutos foram o sufoco total por parte do Interviú com a aposta no cinco para quatro. Os espanhóis até tiveram oportunidades para fazer o empate, mas parecia que o título europeu estava destinado a ficar em Portugal e com o SL Benfica.
André Lima foi o obreiro da primeira conquista europeia de um clube português na UEFA Futsal Cup com o SL Benfica Fonte: UEFA
No meio de tantos festejos, as melhores imagens no final da partida são as de André Lima a chorar de alegria, após a conquista da UEFA Futsal Cup. O treinador tinha noção daquilo que a sua equipa tinha conquistado, pois tornavam-se na primeira equipa portuguesa a erguer o troféu europeu mais importante a nível de clubes.
Depois da derrota em 2003/04 numa final a duas mãos, frente, precisamente, ao Interviú Madrid, o SL Benfica conseguiu vingar esta derrota da melhor maneira. Uma equipa encarnada que contava com André Lima, mas como jogador. Uma data que ficará marcada na história do Futsal português e também do SL Benfica, porém é um jogo de alta emoção e de indecisão do vencedor até ao final, e que merece, sem dúvida, ser revisto.
CINCOS INICIAIS:
Interviú Madrid – Luis Amado (GR), Betão, Schumacher, Gabriel e Jordi Torrás (Treinador: Jesús Candelas Rodrigo)
SL Benfica – Bebé (GR), Arnaldo, Joel Queirós, Davi e Ricardinho (Treinador: André Lima)
Não temos futebol para ver e isso é frustrante, mas pode também ser uma boa oportunidade para refletir. Para ver jogos antigos e pensar naquilo que de bom e de mau se tem feito. Para os treinadores e para as equipas recomenda-se que se vejam os jogos mais recentes para tentar limar o seu jogo ao máximo, reconhecendo os erros e tentar arranjar maneira de os eliminar, ainda que não seja possível implementar novas ideias no treino.
Mas para os adeptos e amantes do futebol, sugiro outra coisa: rever jogos antigos de glória. Especialmente nesta altura em que o futebol português não vive grandes momentos – nenhum dos três grandes tem convencido esta época nem internamente nem na Europa – é bom lembrar que nem sempre foi assim. É bom lembrar que nós já nos batemos contra os melhores e que já saímos por cima. Temos inúmeros exemplos disso, conquistas internacionais, grandes percursos na Europa. Hoje não me irei debruçar sobre um dos títulos do FC Porto mas sim sobre um jogo que, na minha curta vida e memória, foi provavelmente o melhor que já vi. Falo de um FC Porto contra o Bayern de Munique no Dragão em 2015.
Admito, tive um enorme prazer a rever esse grande jogo. Ver o FC Porto fazer uma figura tão positiva num grande palco na Liga dos Campeões trouxe-me um sentimento que já há muito não sentia. Só por aquele ambiente do Dragão pré-jogo já se sentia algo especial.
Aqueles primeiros minutos do FC Porto são praticamente perfeitos. Alinhado num 4-3-3 que a defender funcionava num 4-1-4-1, os Dragões anularam completamente os bávaros enquanto que conseguiam ser uma ameaça muito forte ao setor defensivo dos alemães. A estratégia montada por Julen Lopetegui era clara. A sua equipa estava num bloco médio de pressão, não indo sempre na procura de condicionar os centrais, mas um bloco que era muito intenso quando acionava essa tal pressão. E havia claros comportamentos dos adversários que funcionavam como indicadores para os jogadores portistas lançarem-se como cães para cima dos jogadores do Bayern. Quando recebiam mal, quando recebiam de lado para o jogo, quando começavam a hesitar demasiado com a bola, Jackson e companhia pressionavam intensamente.
E esta estratégia deu resultado instantaneamente. Ao minuto e 15 segundos, Jackson vê uma oportunidade de cair em cima de Xabi Alonso, depois de umas trocas de bola inconsequentes entre os centrais, rouba-lhe a bola e parte para cima de Neuer. Ainda até hoje não sei como é o que o guarda-redes não viu vermelho naquele lance. Dante nunca iria conseguir chegar ao colombiano depois de este ter tirado a bola do alcance do defensor das redes e Jackson iria marcar golo, disso não tenho dúvidas. Ainda assim, foi dado o penalti e Quaresma não desperdiçou. Foi também muito importante este golo cedo e este golo que provém exatamente daquilo que já disse, da estratégia tática da equipa. Isso foi fundamental para que os jogadores acreditassem naquilo que o treinador lhes tinha pedido para fazer e que continuassem a fazê-lo.
O jogo seguia e continuava nas mãos do FC Porto. Mais nos pés do Bayern, é certo, mas perfeitamente controlado pelos jogadores de azul e branco. Aqui destaco o fantástico trabalho que o trio do meio-campo fez o jogo inteiro mas especialmente nestes primeiros 25 minutos. Só era possível que este bloco médio-alto funcionasse se não houvesse linhas de passe óbvias dos centrais para os médios alemães, e tanto Oliver Torres como Herrera fizeram um trabalho brilhante neste aspeto. Cobriam muito bem as linhas de passe como também pressionavam com grande intensidade quando algum médio recebia a bola. Caso a bola entrasse mesmo no meio-campo portista, estava lá o terceiro elemento crucial, Casemiro, para limpar tudo. Com o seu habitual jogo algo agressivo, o médio brasileiro esteve muito bem no desarme e na cobertura do espaço entre a linha média e a linha defensiva.
Ao minuto 10’ surge o segundo momento de aproveitamento por parte dos Dragões. Dante recebe muito mal a bola e Quaresma, que estava já bem posicionado, arranca para cima do central. Rouba-lhe a bola com facilidade, parte para cima Neuer e, com toda a calma do mundo, dá um toquezinho com aquela trivela já tão característica para pôr a bola no fundo das redes. Estava feito o 2-0 e o Dragão estava ao rubro. Tudo estava a correr bem ao FC Porto. Houve algum demérito do Bayern que cometia bastantes erros, mas esses eram também de certa forma provocados pela forma como o Porto condicionava o seu jogo.
Mas para já só falei do jogo dos portistas sem bola, e a verdade é que não foi só por aí que a equipa mostrou a sua grandeza. Quando tinha a bola não se limitava a mandá-la para a frente na esperança que Jackson a segurasse e conseguisse sacar algo do nada. Não, os jogadores mantinham-se fiéis àquela que era a sua maneira de jogar e tentavam sair de forma apoiada e com critério. Claro, sentiam mais dificuldades do que nos jogos dito normais, mas manter a identidade era algo importante. Neste momento com bola, não posso deixar de destacar, mais uma vez, Oliver Torres. Que fantástico jogador. Uma perceção de ocupação de espaços que deixa muito jogadores de topo com inveja. Também tomava algumas decisões erradas e falhava alguns passes, mas era um privilégio ver a maneira como se movimentava em campo.
Ao minuto 28’ surge a primeira pedra no sapato. Sempre que o Bayern criava perigo era porque Casemiro saía momentaneamente da sua posição para ir cobrir outros espaços, deixando assim o tal espaço entre a linha média e defensiva. Neste lance, Boateng encontra-se na ala direita, quase como se de um extremo se tratasse. Quando recebe a bola, não tem nenhuma marcação específica e Casemiro, detetando o perigo, sai à pressão. Contudo, já foi tardia e o central consegue mesmo cruzar a bola para a área. E, sem a ajuda do trinco brasileiro, surge o espaço para Thiago aparecer a partir do meio-campo para finalizar com sucesso.
Mas diga-se uma coisa, o FC Porto deve ter aproveitado as celebrações do golo para tirar a pedra do sapato e de seguida apertá-lo de tal maneira a que não entrasse mais nada lá dentro. O golo sofrido não parece ter afetado em nada os jogadores portistas porque estes continuaram com a mesma garra e coragem de jogar de pé para pé contra um dos maiores clubes europeus, liderado na altura por um dos melhores treinadores de sempre, Pep Guardiola.
Os minutos iam passando e o FC Porto continuava bem. O Bayern simplesmente não conseguia criar grandes lances de perigo. O 4-4-2 losango que apresentava não conseguia importunar em nada os mandados de Lopetegui. Faltava alguma largura ao jogo dos bávaros e o jogo pelo meio-campo estava muito bem tapado pelo já mencionado trio dos Dragões. O FC Porto seguia muito junto, muito coeso e muito dentro da ideia do seu treinador. Era impressionante a pressão que os da casa conseguiam imprimir sempre que a bola entrava no seu meio-campo ou quando esta entrava nos alas alemães. Não havia por onde fugir.
O FC Porto manteve-se de tal forma confortável no que restou do jogo que até foram mesmo os Dragões a conseguir marcar mais um golo. Numa jogada que nem foi muito característica do jogo portista, Alex Sandro lança uma bola para a frente na zona de Jackson, Boateng parece ter a bola controlada no ar mas consegue fazer a proeza de falhar por completo o cabeceamento. Jackson, sempre muito atento, consegue dominar muito bem a bola para o espaço, dá mais um toque para tirar Neuer da frente e finaliza com muita classe. Estava feito o 3-1 e estava definido o resultado final.
O FC Porto foi obrigado a baixar um pouco as linhas nos últimos minutos com o cansar das pernas mas foi sempre uma equipa muito intensa, muito concentrada e muito corajosa. E foram esses mesmos valores que levaram a que triunfasse perante uma das melhores equipas do mundo.
E este jogo obrigou-me necessariamente a refletir sobre o estado atual das equipas portuguesas e sobre o FC Porto. Porque é verdade que esta equipa de 2014/2015 tinha mais alguma qualidade com certas individualidades que hoje não tem. Jackson era um ponta-de-lança incrível, os dois laterais tinham imensa qualidade, Casemiro ia já mostrando o porquê de se ter tornado no trinco titular do Real Madrid. Mas também é facto que muitos destes jogadores ou não serviram ou não foram bem aproveitados, quer desportiva como financeiramente. Jogadores como Maicon, Martins Indi foram dispensados (e bem, provavelmente) por não terem qualidade suficiente, Oliver não servia para o treinador, Brahimi e Herrera saíram a custo zero. Então porque é que hoje não é possível fazer jogos como estes? Esta pergunta por si só já dava pano para muitos artigos mas deixo aqui essa necessidade de reflexão sobre tudo o que envolve, neste caso, o FC Porto mas o mesmo serve para os todos os outros. Podemos e devemos pedir e exigir mais das nossas equipas portuguesas.
Com o aproximar da Wrestlemania, é normal que esta domine a conversa entre os fãs de Wrestling e que os sites e canais de YouTube tenham notícias diárias sobre o que é considerado “a Meca” da modalidade.
Assim, decidi falar de outras empresas de Wrestling às quais é dispensada muito pouca atenção nesta altura do ano, mas que produzem um produto (às vezes) muito melhor do que aquele oferecido pela empresa de Vince McMahon.
Nota: a lista não tem nenhuma ordem de preferência.
A época 2013/2014 do SL Benfica foi uma das melhores da História recente dos encarnados. Uma temporada marcada pelo triplete a nível nacional e por um voo alto na Europa – que culminou numa chegada à final, onde perdeu nas grandes penalidades contra o Sevilha FC.
Vindo de uma época em que perdeu a Taça de Portugal contra o Vitória SC, a Liga Europa para o Chelsea FC e o campeonato para o FC Porto, a continuidade de Jorge Jesus ao comando dos destinos da equipa foi muito criticada, pelo que era imperativo que os encarnados respondessem às críticas com títulos.
No entanto, na primeira jornada da Liga, os encarnados perderam frente ao CS Marítimo, por duas bolas a uma, fazendo com que os fantasmas da época passada voltassem a pairar sobre a equipa e os adeptos. Não obstante, as coisas iriam mudar no próximo jogo.
No dia 25 de agosto de 2013, numa tarde de domingo solarenga, começava verdadeiramente a época de sonho das “águias”. Rolava a bola na segunda jornada da Primeira Liga, e os encarnados recebiam o Gil Vicente FC, à época orientado por João de Deus – atual treinador adjunto de Jorge Jesus -, num encontro que se adivinhava complicado para os homens da casa.
As “águias” entraram com vontade de ganhar vantagem no marcador cedo, mas os esforços embatiam ora no guarda redes gilista, Facchini, ora nos ferros da baliza. A equipa visitante não criou qualquer perigo às redes de Artur Moraes, que fora um autêntico espetador na primeira metade do encontro. O nulo persistia ao intervalo.
Lima, uma das principais figuras da época, resgatou três pontos aparentemente perdidos em cima do fatídico minuto 92’ Fonte: UEFA
Na segunda parte, a tomada de jogo manteve-se igual: os encarnados com o controlo do jogo, e os homens de Barcelos sempre a espreitar o contra ataque para tentar chegar ao golo. E foi isso que aconteceu ao minuto 70’, quando Maxi Pereira, com um erro grave, perde a bola para Diogo Viana que, na cara de Artur, faz a bola abanar as redes encarnadas.
Apesar de ter o controlo do jogo, os comandados de Jorge Jesus estavam agora em desvantagem. O tempo passava rapidamente, e a bola teimava em não entrar na baliza dos visitantes. Até que chegávamos ao minuto 90’ quando, na cara de Facchini, Markovic restabelecia a igualdade na partida.
O que se seguiu após o golo foi um autêntico furacão que arrasou por completo a equipa visitante. Com as bancadas da Luz a apoiar como nunca, os encarnados, ao fatídico minuto 92’, através de Lima, davam a cambalhota no marcador. E com estes autênticos “dois minutos à Benfica” estava dado o mote para aquela que seria a primeira de quatro épocas de muitas conquistas.
Highlights do jogo:
ONZES INICIAS E SUBSTITUIÇÕES:
SL Benfica: Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Bruno Cortez; Salvio (Markovic, 61’), Enzo Pérez, Matic e Gaitán (Sulejmani, 68’); Lima e Rodrigo (Djuricic, 68’).
Gil Vicente FC: Adriano; Gabriel, Halisson, Danielson, Luís Martins; João Vilela, Luan e César Peixoto; Paulinho (Brito, 46’), Bruno Moraes (Nwankwo, 71’) e Diogo Viana.
Em tempos de competição adiada devido ao COVID-19, decidimos pôr a criatividade em jogo e relembrar a ti, caro leitor, os (quatro) vencedores do Estoril Open que provavelmente já não te lembras.
Caraterizado pelo jogo em terra batida, o Estoril Open acaba por ser o único torneio que representa Portugal no circuito mundial de ténis masculino, pelo que, por isso, acaba por ter um carinho especial por nós, portugueses, desejando que seja possível fazer e sustentar edições deste calibre, por muitos anos.
A nossa lista inclui dois dos melhores tenistas de sempre, que deram também o «ar da sua graça» no nosso país.
1.
Novak Djokovic (2007) – É verdade. Considerado, por muitos, um dos melhores tenistas da atualidade, o atual número um do mundo já ganhou, uma vez, o ATP da nossa casa. De apenas 19 anos, venceu a Richard Gasquet por 7-6, 0-6 e 6-1, e foi, de facto, o Estoril Open, que o lançou numa carreira que viria a ser uma das melhores de todos os tempos.
Agora, com 32 anos, o sérvio soma 78 títulos na sua carreira, dos quais se junta a edição de 2007 do Estoril Open, e 17 Grand Slams, sendo considerado um dos maiores nomes que se tornaram vencedores deste torneio.
2.
Roger Federer (2008) – Em 2008, o Estoril Open contou no seu cartaz com a presença de um dos melhores jogadores da história do ténis, nada mais, nada menos, que o tenista suíço Roger Federer. Na altura com 26 anos, o atual quarto classificado do ranking ATP chegou ao torneio português como cabeça de série e como número um mundial.
Nesse ano, foram vários os portugueses que também alinharam na competição: Frederico Gil, João Sousa, Gastão Elias e Rui Machado. Frederico Gil chegou a defrontar Roger Federer nos quartos de final e saiu derrotado por 2-0. O tenista luso fez parte do percurso do suíço que chegou até à final e venceu-a ao “bater” o 4º classificado do ranking de 2008, o russo Nikolay Davydenko.
A final não teve muita história, até porque só teve um set completo. No quarto jogo do segundo set, Nikolay Davydenko desistiu devido a lesão. Melhor estreia era impossível para Roger Federer. O mesmo não se pode dizer quando em 2010 foi eliminado nas meias finais pelo vencedor dessa edição o espanhol Albert Montanes.
Esperemos que o tenista suíço ainda volte a Portugal antes de terminar a carreira, os fãs portugueses ficariam agradecidos.