Início Site Página 11310

O Passado Também Chuta: Atlético CP na Segunda Liga 2011/2012

O Atlético CP conquistou um lugar de subida à Segunda Liga na época 2011/2012, 35 anos depois da última presença em campeonatos profissionais, – em conjunto com o CF União da Madeira – e tinha a difícil missão de assegurar a permanência numa das divisões mais difíceis e equilibradas de todo o futebol português.

A equipa da freguesia de Alcântara reforçou-se com alguns atletas provenientes do Sporting CP, SL Benfica, Vitória SC e CS Marítimo por empréstimo, destacando-se Zézinho e Hélio Vaz. Uma das grandes contratações nesse ano foi o guarda-redes australiano Caleb vindo da equipa norte-americana Carolina RailHawks e que se revelaria uma das revelações da prova.

João de Deus foi o eleito para comandar o Atlético ao longo das trinta jornadas que compunham o campeonato, naquele que seria o primeiro desafio mais exigente na sua carreira. O plantel bem fortalecido com jogadores experientes e alguns jovens dava confiança à massa adepta alcantarense de que o clube iria conseguir alcançar o principal objetivo de se manter na Segunda Liga.

O início de campeonato foi de ‘sonho’ para o Atlético: nas cinco jornadas iniciais, o clube da Tapadinha apenas saiu derrotado na visita ao terreno do FC Arouca (2-0), sendo que o nulo no Restelo na primeira jornada e o triunfo pela margem mínima frente ao GD Estoril-Praia, que venceria a Segunda Liga nessa época, foram os melhores resultados alcançados pelo recém-promovido. O bom arranque seria confirmado na jornada 6, com o Atlético a passar a liderar o campeonato de forma isolada.

Na tarde de sábado de 1 de outubro de 2011, os comandados de João de Deus recebiam no seu estádio um dos candidatos à subida, a Naval 1.º de Maio. Com os visitantes a serem os favoritos a conquistar os três pontos, a formação visitada queria retomar o caminho das vitórias após o desaire contra o Arouca e conseguiu graças ao golo solitário de Tiago Caeiro no início do segundo tempo. A vitória a juntar à derrota do Leixões SC frente ao Portimonense SC deu a liderança isolada ao Atlético, que na jornada seguinte tinha um difícil embate na casa do Leixões.

Tiago Caeiro fez o golo que deu a vitória sobre a Naval
Fonte: Atlético CP

Os alcantarenses deslocaram-se ao Estádio do Mar cientes de que não perdendo com o Leixões, continuariam no topo da classificação. Assim sendo, o conjunto lisboeta entrou a todo o gás na partida e abriu o marcador bem cedo: o médio emprestado pelo Vitória FC, Silva, fez o primeiro e único golo do encontro, que cimentou a liderança do Atlético na Segunda Liga. O primeiro lugar foi preservado com sucesso até à 12.ª jornada, altura em que a viagem até à Vila das Aves acabaria com uma derrota por 3-1 e consequente ultrapassagem no topo pelo Estoril.

Essa mesma derrota não afetou o rendimento da equipa que veste de amarelo e azul, já que, até ao fim da primeira volta, o Atlético empata por duas vezes e vence a UD Oliveirense, o que permite alcançar os 26 pontos e a manutenção estava bastante perto de ser alcançada para enorme felicidade dos adeptos e sócios que mantiveram o seu apoio desde a primeira partida na Segunda Liga.

Contudo, a segunda volta não teve os mesmos contornos positivos da primeira: derrota na receção ao CF “Os Belenenses” por 0-2, goleada sofrida na Amoreira (5-0), nulo em casa frente ao CD Santa Clara e desaire pela margem mínima no terreno do CD Trofense fizeram com que o Atlético caísse do quarto para o sétimo lugar, e se ainda houvesse esperança numa hipotética subida à Primeira Liga, a série negra acabou com essa possibilidade. Felizmente a jornada 20 foi de retoma, com o central Rolão a ser o autor do golo da vitória sobre o Arouca, o que permitiu ao conjunto da Tapadinha alcançar os 30 pontos que praticamente deram a manutenção. O jogo frente aos arouquenses viria a ser o último de João de Deus no comando técnico.

O jogo frente ao Arouca foi o último de João de Deus como técnico do Atlético CP
Fonte: Atlético CP

O abandono de João de Deus não deitou abaixo a equipa, uma vez que na jornada seguinte conseguiu pontuar no difícil terreno da Naval e depois viria a triunfar novamente pela margem mínima sobre o Leixões, com o reforço de inverno Luís Barry a ser o autor do golo da vitória. O certo é que essa seria mesmo a última vitória até ao final da Segunda Liga, numa altura em que o clube lisboeta se encontrava no quinto posto da classificação. Daí adiante, foi mesmo para esquecer: nos oitos jogos finais, o Atlético perdeu cinco e empatou três, com o “melhor” resultado a ser o empate a duas bolas na casa do Freamunde, após ter estado a perder por 2-0, recuperando com dois golos nos últimos 10 minutos do jogo.

Apesar da reta final menos positiva, o certo é que o Atlético CP garantiu com todo o mérito a manutenção na época de regresso aos campeonatos profissionais, tendo ficado no nono lugar com 37 pontos conquistados nas 30 jornadas disputadas. Uma das equipas apontadas como candidatas à descida deu luta às restantes que compunham a Segunda Liga e ainda chegou a ser líder da prova por alguns jogos, mas o principal objetivo era ficar mais que um ano nesta divisão. A formação da Tapadinha manteve-se na Segunda Liga até à época 2015/2016 em que acabou mesmo por descer para grande tristeza da sua fiel massa adepta que ainda recorda estes anos de Segunda Liga e sonha com o retorno a este patamar do futebol português.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Universo Paralelo: E se Rui Pedro não tivesse marcado ao SC Braga?

0

Era a ascensão de um menino de 18 anos que fazia um dos golos mais festejados da história do Estádio do Dragão. Mas, e se tudo isto não tivesse acontecido? É isso mesmo que vamos explorar agora, e peço-vos que entrem neste filme comigo!

Noite tensa no Estádio do Dragão com as bancadas um pouco despidas e nervosas por ver que o FC Porto de Nuno Espírito Santo não era capaz de marcar um golo! A última vez que as redes da baliza adversária abanaram tinha sido no clássico frente ao SL Benfica, passando assim 520 minutos e um mês!

Com uma bela homenagem à tragédia que afetou a Associação Chapecoense de Futebol, as duas equipas apresentaram-se no relvado e Carlos Xistra apitou para o início do encontro.

Era um ambiente muito tenso e os jogadores só pensavam em algo inédito nos últimos tempos: marcar um golo, que fosse bonito, feio, com a cabeça, pés, costas… Mas a bola tinha de entrar, e o nervosismo e a ansiedade apoderavam-se de todos.

Aos 20 minutos, Diogo Jota tentou a sua sorte, mas o remate saiu por cima da baliza de Marafona que, como iremos ver, iria ser o herói da noite.

Óliver Torres não iria fazer melhor, uma vez que, pouco depois, recebeu uma “assistência” do guardião arsenalista, mas não acertou no alvo.

O inevitável herói, que já o tinha sido na final da Taça de Portugal do ano anterior, fez uma mancha espetacular que evitou o golo de André Silva e, na sequência da jogada, Maxi Pereira atirou para aparecer Baiano a evitar o golo.

Ao minuto 34, mais uma oportunidade soberana para a equipa da casa. André Silva conquistou uma grande penalidade e Artur Jorge viu a cartolina vermelha, deixando a sua equipa reduzida a dez jogadores. Na marca dos 11 metros, Marafona levou a melhor, mas o avançado portista também ficou muito mal na fotografia. Pouco depois entrou Brahimi, que não tinha a maior empatia com o treinador, mas que viria a ser mais um homem na frente de ataque.

Danilo ainda atirou à barra, mas não havia mais nada a fazer. O juiz da partida apitava para o intervalo e o marcador era explícito: zero a zero, com passes falhados e com todos os jogadores portistas a tentarem ser os heróis que dessem um golo, o que seria uma loucura para os tempos que se viviam.

Este era o estado de espírito de todos aqueles que acompanhavam este jogo
Fonte: Instagram “Rui Pedro”

O segundo tempo viria a ser mais do mesmo, com Brahimi a tentar um golo de levantar o estádio, mas sem sucesso.

Aos 55 minutos, Diogo Jota viu o seu golo ser anulado, por uma infração da equipa atacante. Não seria, pois, o herói da noite.

Marafona voltou a brilhar após um cabeceamento muito colocado de André Silva e após um remate de Diogo Jota e outro de Brahimi. Assim, era complicado…

Aos 75 minutos, Miguel Layun deu o lugar a Rui Pedro, naquela que seria a estreia do jovem avançado portista na Liga Portuguesa. Mas Marafona continuava a não deixar que uma bola de futebol entrasse nas redes da sua baliza, levando todos ao desespero…

Rui Pedro viu um golo seu ser invalidado por posição irregular, mas o momento mais alto do jogo estava reservado para depois.

E agora peço a todos que se sentem como se estivessem num estádio de futebol. Estamos no minuto 95 e Diogo Jota faz um passe soberbo que isola Rui Pedro na cara de Marafona. Tudo em suspenso a olhar para um miúdo de 18 anos… Rui Pedro tenta picar a bola, mas Marafona faz uma mancha inacreditável, evitando aquele que seria um golo histórico, que levaria todos à loucura…

Carlos Xistra apitou para o final do encontro, e vislumbrou-se um coro de assobios no Estádio do Dragão. Os jogadores estavam desolados, mas os adeptos não estavam menos. A última vitória azul e branca tinha sido frente ao Club Brugge e o último golo… bem… não é preciso dizer mais nada.

O Dragão fazia história, não pelos melhores motivos, e Rui Pedro seria apenas mais um jovem que teria de crescer com muita calma para se poder afirmar na equipa. Se calhar, até foi melhor para o jovem avançado crescer e mais tarde afirmar-se.

Marafona foi, mais uma vez, o homem do jogo, ao mostrar a razão pela qual é um dos grandes talentos do futebol nacional.

O FC Porto passou a ter 23 pontos, ficando a seis do líder SL Benfica.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Que jogos devo rever nesta Quarentena? O Fantasma da Ópera de 2011

Aquele Santos FC assumiu-se como uma equipa de culto, muito à custa da convivência dos talentos de Paulo Henrique Ganso, Danilo, Arouca e Neymar e, assim, a final do Mundial de Clubes de 2011 era confronto há muito esperado. O FC Barcelona, já rei da Europa e a divertir-se intensamente no auge do seu tiki-taka, chegava a Yokohama depois de ter vencido a segunda Liga dos Campeões em três anos. O Santos repetia a presença como representante sul-americano 48 anos depois dos Santásticos, onde Pelé era figura máxima.

Antevia-se um bom espectáculo, mas era também previsão de toda a imprensa que o controlo da posse e o jogo posicional iriam domesticar a selva de talento equipada de branco. O que, naturalmente, acabou por acontecer.

O Barça, às custas das lesões de David Villa e Alexis, alinhou pela primeira vez na era Guardiola com cinco construtores em simultâneo: Fábregas trocaria várias vezes com Lionel Messi entre a meia-direita e o falso ‘9’; Thiago surgia à esquerda de braço dado com Iniesta, enquanto Xavi e Busquets seriam os porteiros, como habitualmente. A utilização de Fábregas como sombra de Messi tornar-se-ia como alternativa credível e iria ser transportada posteriormente para a Selecção Espanhola, onde Del Bosque aproveitaria as qualidades de Cesc na posição para dominar o Europeu de 2012, seis meses depois.

Muricy Ramalho errou na sua abordagem ao jogo, remetendo o titular Elano para o banco e subindo Danilo para um papel no qual se tornou inútil. Fez alinhar três centrais, sistema só usado ocasionalmente até aí, e libertou o tridente da Libertadores – Borges, Neymar e Paulo Henrique Ganso -, que não tiveram quaisquer obrigações defensivas. A dupla de recuperadores, Arouca e Henrique, esteve sempre muito desacompanhada perante a enxurrada de tecnicistas que operavam em carrossel naquela zona.

A exibição culé é um tratado de bom futebol e dos príncipios defendidos pela escola Cruyffiana: Pep interpretou-a como ninguém, levando o jogo posicional a um nível nunca antes imaginado, entregando à equipa uma alma gigante, que se traduziu num domínio avassalador do adversário (71% de posse de bola, 45’35 em seu poder). Se a final com o Manchester United, nesse ano, pode ser encarada como o melhor jogo do seu Barça, a final de Yokohama poderá ser encarada como a derradeira confirmação de que aquela equipa não era deste mundo.

A certa altura, os comentadores espanhóis questionam-se sobre o comportamento do público japonês – levando-os a comparar o silêncio aterrador no estádio a um espectáculo de ópera. Exceptuando os golos e as jogadas mais perigosas, não se ouvia vivalma nas bancadas, enquanto o Barça explanava o talento supremo dos seus jogadores, com precisão e uma teatral sincronia entre os executantes.

Tal como espectadores muito aprumados dentro dos seus fatos, sentados na galeria, os nipónicos observavam a orquestra a movimentar a bola de um lado para o outro – longos períodos de tempo em que o Barcelona impunha a sua autoridade sem qualquer oposição do Santos.

Neymar, a estrela maior e de quem mais se esperava, foi impotente perante tamanha demonstração de classe. Apareceu em campo não como jogador, mas como mais um dos espectadores ávidos de inspiração divina, atentos observadores de uma obra de arte intemporal. Neymar era o fantasma da mais bela ópera – ao contrário da história original – e seria ele o raptado, uns anos depois, pela mais talentosa intérprete.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Universo Paralelo: JÁ (lá) MOR(a) a Taça de Portugal 2018

Nunca vi uma máquina do tempo. E, apesar de ela já me ter sido impingida no exercício da leitura, nunca percebi a essência do seu modo de funcionamento nem sequer que pudessem constituir um espaço amplo rodeado por botões com mil e um significados e informações. A ideia do teletransporte é inútil porque nunca foi para além do campo da especulação ou da história que ocupa momentos de lazer e serve de alimento às gerações vindouras. Caso contrário, mudar-se-iam voluntariamente o rumo dos acontecimentos e a piada da sobrevivência não vislumbrava punch-line.

Contudo, a repetição sucessiva de imagens separadas por frações minimizadas de segundos que se formam no nosso subconsciente possibilitam a suposição, disciplina onde qualquer pessoa consegue a nota máxima com facilidade. Por vezes, a realidade instaurada na retina apresenta uma taxa de tristeza recheada de juros e o facto de cogitar sobre ela fornece-nos uma dívida para com o bem-estar. Aqui, entra de rompante a imaginação com o propósito puro de equilibrar o que vivemos e o que queríamos viver, evitando o colapso e a degradação que, mais tarde ou mais cedo, nos obrigavam a sucumbir.

A breve reflexão parece esteticamente bonita aos olhos de quem a lê. Porém, quando estamos perante a irracionalidade e a paixão cega que confina o futebol, a linearidade da coisa parece-se com o amigo que constantemente dá desculpas para não sair de casa – não aparece – e é diluída pelo sentimento mais forte. Estou arrependido! Quero alterar o discurso! Não foi nada daquilo que quis dizer! Construam-se todas as máquinas do tempo possíveis ou outros artefactos científicos que permitam o rememorar do passado e a transformação do que não correspondeu às expectativas que depositamos no momento, consciente ou inconscientemente. Pelo meu clube, Sporting Clube de Portugal, eu tomo a iniciativa e construo a primeira, mas exijo manual de instruções!

Taça de Portugal Jamor
Depois do terror em Alcochete, o futebol foi impiedoso
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A final da Taça de Portugal de 2018 marcou-me duplamente: primeiro, porque se seguiu ao Ataque à Academia, olvidado por uns, aclamado por outros; segundo, porque o sonho de visitar o Jamor se concretizou. Naquela situação, o resultado era meramente secundário: perante o cenário dantesco, queria fundir-me no ambiente de confraternização genuína e aproveitar para bradar, em uníssono, os cânticos de apoio à turma e verde e branca. E que pré-jogo! Sem aviso prévio, o céu desceu à terra e dimanou uma onda verde e um espírito único, fortalecido pela solidariedade e pelo sentimento de dor unânime! A magia no seu apogeu, na final da Taça!

Mas quem é que eu quero enganar? Nos dias que se seguiram sonhei com o Quim a fazer o jogo da vida dele e, curiosamente, a não chamar a capoeira, com os golos do herói improvável Alexandre Guedes, com os falhanços do Gelson e do Bas Dost e com o choro do Palhinha no término da final da Taça… O Amílton, por vezes, ainda me atormenta quando os momentos de descanso são repentinos e o cabisbaixo de Jorge Jesus, que merecia sair dali a sorrir, aviva-me a memória quando estou de trombas com a vida.

Recentemente, pus em prática o exercício que em cima descrevi: não é que o Montero inaugurou o marcador aos 15 minutos de jogo e o Bas Dost ampliou a vantagem e bisou no término da primeira metade? Na segunda parte o ritmo abrandou e, de livre direto, Bruno Fernandes sentenciou a partida. Pois é, um portentoso 4-0 sem resposta e Taça para Alvalade! O apito final irrompeu e a comoção vinda das bancadas não foi indiferente aos jogadores leoninos: lágrimas, abraços e uma plena demonstração de ímpeto e união face ao momento vivido. Constatei que, por demais evidente que seja a vontade de nos espezinhar, edifica-se uma resposta à altura e um rugido feroz.

Sinceramente, não sei qual foi o resultado exato da final da Taça de Portugal em 2018. Isto do sonho recente baralhou as minhas ideias… é melhor pesquisar na internet, não?

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR: Neemias Queta

Do Barreiro para o mundo

No Barreirense começou a lançar ao cesto, no SL Benfica cresceu como jogador e na universidade de Utah State mostrou-se ao mundo. Neemias Queta continua a fazer sonhar os amantes de basquetebol portugueses, podendo ser o primeiro luso a pisar as quatro linhas da NBA.

Depois de ajudar a sua faculdade a conquistar dois títulos da conferência Mountain West, os olheiros da liga milionária já ligaram o radar ao talento do número 23 dos Aggies. No ano passado, a média de 12 pontos, nove ressaltos e 2,5 desarmes de lançamento catapultaram o poste até ao NBA Combine, uma montra para os jovens que esperam ser escolhidos no Draft.

Várias equipas convidaram Neemias para um treino privado, mas o natural do Barreiro decidiu voltar mais um ano para continuar os estudos e a carreira universitária na NCAA. Entretanto, fez parte de uma página dourada da seleção portuguesa de basquetebol: a conquista do grupo B do Campeonato da Europa de Sub-20.

Durante o torneio que se realizou em Matosinhos apareceu uma lesão no joelho que o afastou da primeira parte da temporada. Depois de uns jogos menos conseguidos, as boas exibições a que nos habituou voltaram, e as expectativas para o March Madness eram elevadas. O sonho NBA voltou a ganhar peso, mas cabe ao atleta decidir se é o momento certo para tal.

Quando vemos o jovem basquetebolista a atuar, os seus 2,11 metros de altura mostram-nos uma habilidade defensiva acima da média. Neemias é, sem dúvida, um jogador de “garrafão”, sempre pronto para massacrar o aro do cesto ou a bloquear lançamentos dos adversários. Por outro lado, demonstra pouca velocidade e perde algumas vezes a bola em transição.

Nas previsões que diversos meios de comunicação social realizam alguns meses antes do Draft, Neemias Queta aparece como uma sólida escolha de segunda ronda. Espera-se que uma das 30 equipas se encante com as variadas qualidades do português e nos encha de orgulho quando Adam Silver trouxer o nome do nosso país naquele papel.

Foto de Capa: Utah State University

Artigo revisto por Diogo Teixeira

A ascensão do Brentford FC

0

Estávamos no ano de 1889 e decorria uma reunião num pavilhão em Cambridge, perto de Kew Bridge, quando a 10 de outubro foi decidida a fundação do clube Brentford Football Club. O que era para ter sido um clube de Rugby, seis dias após aquela noite fria em Cambridge tornou-se num clube onde as forças seriam concentradas na modalidade de Futebol.

John Henry Strachan, o Chairman fundador anunciou que, apesar de não ser um jogador de futebol, se interessava pelo mesmo e que estava pronto para o patrocinar. Passaram-se 130 anos desde então, e o Brentford FC milita atualmente no Championship, o segundo escalão do futebol Inglês. Os Apelidados “The Bees” registaram a sua melhor performance na época de 1934-35 onde conquistaram um prestigiado quinto lugar na First Division (Premier League nos tempos que correm).

Mas a verdade é que o Clube de Londres tem vivido a maior parte da sua história arredada de grandes feitos e palcos, mas existe uma pessoa que quer mudar o rumo do Brentford FC e trazê-lo para a ribalta das luzes Inglesas, Matthew Benham é o seu nome.

Matthew Benham é um ex-aluno da Universidade de Oxford onde se licenciou em Física, um dos apostadores profissionais de desporto mais bem-sucedidos do mundo e owner da companhia especializada em estatísticas SmartOdds e por fim, dono do Brentford FC e Midtjylland (atual campeão Dinamarquês).Reconhecido fã de Futebol, Benham decidiu investir parte da sua fortuna adquirida através das apostas, e mais recentemente da SmartOdds, e em 2012 decidiu tornar-se o investidor maioritário do Brentford FC.

Mas não foi só dinheiro que Matthew Benham trouxe para dentro do clube Londrino, aliás, contrariando a tendência do investidor tradicional, Benham trouxe mais projeto do que dinheiro, falando em bom português.

Com a sua natural proximidade à matemática, Benham acredita que a complexidade de um jogo de Futebol é mais facilmente decifrada através de KPI´s, estatísticas (como os Expected Goals – ver o meu artigo anterior para mais informação) e algoritmos.

Benham acredita que os clubes de Futebol são geridos de forma pouco eficiente, e acredita que o “segredo” por trás de uma de uma gestão mais eficaz, alcançado resultados positivos tanto desportivos como financeiros.

Atualmente não podemos falar de Matthew Benham sem falar de Rasmus Ankersen, autor dinamarquês de dois livros fantásticos, que recomendo vivamente, de seu nome “The Gold Mine Effect” e “Hunger in Paradise”, Rasmus desafiou o já dono do Brentford na altura, Benham a experimentar a sua filosofia no, até à data falido, FC Midtjylland.

Os métodos de Matthew Benham não só equilibraram as contas do clube dinamarquês como ajudaram às suas primeiras conquistas do campeonato nórdico, fazendo história e levando o troféu nas épocas 2014/15, 2017/18 e preparando-se (até ver) para levantar o trofeu na época corrente.

Fonte: Brentfort FC

Não é mentira dizer que Matthew tem utilizado o FC Midtjylland como “cobaia” para os seus métodos inovadores, e o sucesso está à vista de toda os adeptos. Ficando bem patente a qualidade da sua filosofia na época de 2013/2014 onde os “Bees” conquistaram o segundo lugar na difícil League One (terceiro escalão Inglês) e foram promovidos ao Championship.

O trabalhado sustentado de Matthew Benham tem passado por assegurar a permanência do clube no Championship de forma fácil e sem sobressaltos e, ao mesmo tempo, alcançado uma sustentabilidade financeira rara de ver no mundo do Futebol nos dias que correm. O Brentford tem, de forma consistente, contratado jogadores de divisões inferiores através dos seus algoritmos, métricas e estatísticas definidos pela equipa de cientistas que dividem o seu trabalho entre o Brentford, FC Midtjylland e a SmartOdds para depois os vender por quantias muito superiores comparando com o preço de aquisição.

Neul Maupay é uma das portas estandartes deste modelo bem-sucedido, o francês foi adquirido ao Saint-Étienne por uma quantia de dois milhões em julho de 2017, tendo sido vendido por 22 Milhões no verão de 2019, e esta lista continua por aqui fora.

Mas como disse anteriormente, Benham planeia não só alcançar uma saúde financeira próspera, como também deseja o sucesso desportivo e nesta época, interrompida de momento, o Brentford candidata-se de forma real a atingir os playoffs de subida a Premier League pela segunda vez desde o ingresso do brilhante físico no clube – mesmo tendo consecutivamente um dos cinco orçamentos mais baixos da divisão.

Não sabemos, e podemos vir a não saber o desfecho desta época para os “Bees”, mas é uma realidade que não só poderemos como devemos ter um Brentford FC na Premier League num futuro próximo, assim como veremos clubes europeus seguindo as pisadas do sucesso analítico no Futebol.

Cucurella in, Telles out? O negócio não é assim tão fácil

0

A notícia em Portugal é fresca, mas o jornal catalão avançou na sexta-feira, em primeira mão, com o rumor de que Marc Cucurella, que está atualmente emprestado ao Getafe CF, pode servir como moeda de troca numa possível transferência de Alex Telles para o FC Barcelona. O meio de comunicação social espanhol sabe que o FC Porto perguntou por “Cucu”, mas os dragões terão que se mentalizar que não é, de todo, um alvo fácil.

Cucurella é um dos jogadores revelação da La Liga nesta temporada. No SD Eibar, na passada temporada, tinha convencido muitos de que teria um futuro bastante promissor. Na época atual, está a viver um grande momento nos Azulones, uma vez que o Getafe CF se encontra na quarta posição na Primeira Liga Espanhola e conseguiu eliminar o Ajax FC na Liga Europa, rumando aos oitavos de final da prova.

A excelente prestação do defesa esquerdo nos últimos dois anos começa a chamar a atenção dos grandes europeus. E é aí que as coisas se complicam para o lado do FC Porto. Ao que parece, o Chelsea FC é um dos clubes interessados na sua contratação, assim como o SC Nápoles. Para além disso, o presidente do Getafe CF, Ángel Torres, já afirmou que tinha toda a vontade de exercer a opção de compra estabelecida pelo FC Barcelona, de apenas seis milhões de euros. O Barça ficaria com 40% dos direitos económicos de uma futura venda do jogador.

Esta pode ter sido a última época de Alex Telles ao serviço dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para o negócio se concretizar, há apenas uma hipótese em cima da mesa – Alex Telles terá que sair por um preço abaixo do seu valor de mercado. Uma vez que o brasileiro não quer renovar contrato, o FC Barcelona terá de fazer um trabalho cirúrgico no caso de Cucurella e perceber o que trará mais rendimento financeiro e desportivo para o clube.

O defesa-esquerdo espanhol duplicou o seu valor de mercado desde o início da presente temporada. Segundo o Transfermarkt, em julho de 2019 estava avaliado em dez milhões de euros, pelo que no momento o valor disparou para os 20 milhões na moeda europeia.

Neste momento, ao serviço do Getafe CF, leva um golo e cinco assistências em 34 jogos. Só este ano é que enveredou definitivamente pela posição de defesa-esquerdo, visto que durante a formação e também, por vezes, no SD Eibar jogava em terrenos mais avançados. Daí ser conhecido como um defesa que gostava de investir no ataque, tal como o portista Alex Telles.

Ironia do destino ou não, Cucurella já defrontou o FC Porto em julho de 2019, na final da Copa Ibérica 2019, uma competição de pré-época criada pela Liga Portugal e a La Liga. A probabilidade de concretização da transferência do espanhol para o clube da cidade Invicta só subirá caso, simultaneamente, Alex Telles se aproxime do clube catalão.

As 10 páginas de ouro do século XXI além-fronteiras

Hoje falamos-vos sobre as 10 páginas de ouro do século XXI. A participação lusa nas competições europeias terminou mais cedo esta época, ainda antes da pandemia ter originado uma paragem forçada. FC Porto tinha uma tarefa complicada, SL Benfica e SC Braga teriam de suar muito e o Sporting CP parecia bem encaminhado, mas o desfecho foi igual para os quatro “grandes”: eliminação e bilhete de volta para casa.

As comparações com o passado são inevitáveis; os plantéis eram melhores, o futebol praticado era melhor, os treinadores eram melhores… Neste top reuni as 10 jornadas internacionais mais gloriosas para equipas portuguesas disputadas no presente século.

Estão, portanto, excluídos os sucessos encarnados na década de 60 e os sucessos azuis e brancos nos anos 80, mas nem por isso este top perde o brilho, a saudade ou motivos de orgulho e festa para o adepto português.

Também de fora ficam jogos como o emocionante FC Porto – AS Roma da época passada, onde o golo de Alex Telles no prolongamento ditou a passagem dos dragões aos quartos de final da prova milionária. Ou o Sporting CP – Manchester City na Liga Europa 2011/12, do famoso calcanhar de Xandão, com o agregado de 3-3 a sorrir aos leões.

Sporting CP | O teu guia para o FM20. Aceitas o desafio?

0

Numa altura em que é pedido a responsabilidade de todos nós, onde devemos respeitar o que as diversas autoridades recomendam e devemos praticar o isolamento social e ficar em casa, muitas são as pessoas que podem facilmente cair no desespero de se depararem com nenhuma tarefa para fazer. A verdade é que o mundo dos jogos de consola ou de computador, adquiriram uma maior importância nas últimas semanas. São vários os jogos disponíveis, entre eles o Footbal Manager, e que também para além de nos manterem ocupados poderá ser uma boa oportunidade de também manter contacto online com vários amigos que agora não podemos visitar.

O Football Manager 2020 é um simulador de treinador de futebol, sendo o melhor e mais completo que existe para todas as plataformas disponíveis.  No passado dia 15, foi até estabelecido um recorde com cerca de 90 mil jogadores ativos ao mesmo tempo e a jogarem este tão viciante jogo. A pandemia que se faz sentir fez com que os criadores do jogo libertassem até ao próximo dia 2 de Abril o jogo na plataforma Steam totalmente gratuito. Garanto-vos que o jogo é tão bom e tão completo e entusiasmante que quem não tem, irá certamente adquirir depois de passar o período gratuito. São muitos os sites que vendem o jogo a um preço mais acessível e que seja possível para todos comprarem.

Outrora foi conhecido por Championship Manager e com término em 2011 após a Eidos se separar da Sega, surgiu o Football Manager que veio para ficar. Um jogo de enorme sucesso que é uma ótima companhia para estes dias. Existem enormes desafios e só os mais corajosos o conseguem fazer. Hoje trago-vos uma sugestão. Uma gravação com o Sporting CP!

Todos sabemos das dificuldades recentes que o clube atravessa para se afirmar no futebol nacional. Neste novo update de inverno, o Sporting CP perdeu a sua maior estrela Bruno Fernandes. Será capaz de regressar ao sucesso? Acompanhem-me neste pequeno guia que certamente ele irá ajudar a compreender algumas funções do jogo e também como começar da melhor maneira no Football Manager.

Football Manager
Fonte: Bola na Rede

Na chegada ao clube, o presidente Frederico Varandas informa-nos da visão para o clube. A visão para o clube é uma das novidades na presente edição do jogo. Permite a cada clube estabelecer alguns objetivos a curto e a longo prazo. Como na imagem em anexo, é possível ver que existem quatro pontos chave e essenciais na nossa caminhada por Alvalade e que reforça uma aposta na formação. A visão do clube é feita para 5 anos e é negociada a cada início de época com a possibilidade de alterarmos alguns objetivos ou acrescentarmos até algo novo. Cada equipa apresenta uma visão de clube diferente que poderá ser importante e útil na escolha da nossa equipa. Como disse, são feitas as metas para 5 anos mas vamo-nos focar essencialmente, neste guia, a curto prazo.

Football Manager
Fonte: Bola na Rede

Como é possível verificar a direcção espera que consigamos lucrar com alguns jogos jogadores e aumentar a nossa receita.  É impreterível que se trabalhe de acordo com o orçamento que é facultado e neste caso o Sporting CP apresenta apenas 2 milhões de euros para transferências, com uma percentagem de 48% na retenção de valor obtido em qualquer transferência. Saliento que é uma percentagem possível de ser renegociada com a direção ao longo de toda a gravação, sendo que por vezes, com as finanças mais estáveis é até aumentada automaticamente. No final da época é pedido que consigamos pelo menos um troféu.

Uma parte importante é ter sempre em atenção as finanças do clube. O Sporting CP apresenta algumas dividas e é sem dúvida uma missão árdua e complexa a de voltar a equilibrar as contas do clube.

Football Manager
Fonte: Bola na Rede

Como é possível verificar, o Sporting CP tem de liquidar vários empréstimos bancários pagando 1,2 milhões de euros por mês. É possível ainda fazer uma projecção para os anos seguintes.

Football Manager
Fonte: Bola na Rede

A grande missão será equilibrar a competitividade da equipa contando com um baixo orçamento e depois conseguir de igual forma, não esbanjar o pouco dinheiro que se tem de forma indisciplinada e aos poucos fazer aumentar a receita.

Vamos agora olhar para o nosso plantel e ver o que será preciso reforçar ou até procurar vender de modo a ter algum encaixe financeiro.

Os 6 filmes de Modalidades para ver nesta Quarentena

Já viu todos aqueles filmes ou séries de que mais gosta e também já não há mais grande coisa para fazer? Então, temos a programação certa para si para os restantes dias que vai ter de ficar em casa. Atualmente, é fácil de ter acesso a quase tudo do mundo cinematográfico, seja através da nossa box ou então das plataformas que têm estes filmes e, por isso, temos uma excelente programação de filmes de Modalidades para si.

Seis filmes que equivalem a seis histórias que o farão ver que no Mundo do Desporto também se pode construir um belo trajeto nesta vida do lado de fora dos trilhos, dos courts, dos pavilhões ou dos circuitos. Todas as adversidades conseguem ser ultrapassadas com muita vontade e muitas destas histórias contam isso mesmo.

Por isso, queremos passar a você, caro leitor, neste Top BnR esta mensagem, essencialmente, de esperança para conseguirmos ultrapassar este pequeno percalço nas nossas vidas. Respeitem as vossas quarentenas, mantenham-se em casa seguros e tenham uma boa sessão dos filmes que vamos recomendar de seguida!