Início Site Página 11320

Que jogos de Desporto devo jogar nesta Quarentena? FIFA 20

Uma doença tomou controlo de todo o planeta e o mundo do futebol não ficou imune. O COVID-19 obrigou o futebol, em primeira instância, a realizar jogos à porta fechada e depois a cancelar de vez as partidas de várias das ligas europeias, e obrigou grande parte da população a se remeter a quarentena nas suas próprias casas.

Uma vez em casa, aquela que seria a situação “ideal” para ligar a televisão e assistir a maratonas de jogos de futebol, tornou-se praticamente impossível, visto que apenas alguns campeonatos se encontram a decorrer. E para os amantes do desporto-rei, restam poucas opções para ir “matando” o vício: uma delas, o FIFA 20.

O FIFA é um dos jogos com mais tradição em todo o mundo, jogado por miúdos e graúdos e é uma alternativa para colmatar a falta que o futebol provoca na vida daqueles que estão habituados a ir aos estádios, a ver jogos pela TV, a celebrar cada vitória, a sofrer por cada derrota.

Para os adeptos dos e-sports, irá realizar-se o UltimateQuaranTeam, torneio organizado pelos ingleses do Leyton Orient FC, clube que milita na quarta divisão do futebol britânico e que criou este evento com o intuito de entreter os adeptos.

O SL Benfica era uma das equipas que se perfilou para disputar este evento, no entanto acabou por se retirar da competição, bem como o FC Nordsjaeland
Fonte: Leyton Orient FC

Ao todo serão 128 as equipas a participar neste torneio, com cariz solidário, uma vez que o Leyton abriu uma campanha para angariação de fundos em que 75% do valor adquirido reverterá para clubes semiprofissionais do país de Sua Majestade (que com esta paragem sofrem grandes prejuízos económicos) e os restantes 25% serão repartidos pelo fundo solidário Mind e pelo fundo solidário criado pela OMS para o combate ao COVID-19.

Cada clube pode escolher o seu representante, que pode ser um adepto, um jogador profissional ou até mesmo um elemento da equipa técnica.

Também o CD Santa Clara e o SC Braga descalçaram as chuteiras e pegaram nos comandos para se defrontarem virtualmente naquele que seria o embate entre ambos na realidade em jogo a contar para o campeonato nacional.

Diogo Salomão representou o clube açoriano, enquanto Ricardo Horta assumiu o controlo dos bracarenses, que viriam a vencer esta disputa virtual por quatro bolas a zero.

https://www.facebook.com/sportingclubedebraga/videos/207447000466596/

Grandes gestos de “fair-play” demonstrado por vários clubes, não só em Portugal, mas em todo o mundo, que mostram, através do FIFA 20, que é possível colmatar a ausência de futebol através deste grande simulador.

Assim, já sabe: nesta quarentena, fique em casa, ligue o comando, e todos juntos vamos chutar esta má fase para fora das nossas vidas. Até lá, vai-se jogando FIFA 20.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR: Nick Tompkins

0

O Torneio das Seis Nações do presente ano trouxe várias surpresas ao mundo do Rugby. A mais sonante delas é, a meu ver, Nick Tompkins. Aos 25 anos teve a sua primeira chamada internacional e já se tornou num jogador fundamental para o País de Gales.

Tompkins, que atua nas posições de segundo centro e três quartos ponta, começou a sua carreira a jogar a flanqueador. Mais tarde, no escalão de sub-16, mudou-se para as linhas atrasadas onde se mantém até hoje. Em 2012, foi contratado pelos Saracens FC, clube pelo qual já conquistou quatro campeonatos ingleses, uma Taça de Inglaterra e três Taças dos Campeões Europeus.

Natural de Sidcup (Inglaterra), Nick Tompkins representou o seu país natal no escalão de sub-20, tendo ganho o Campeonato do Mundo em 2014. Apesar da sua naturalidade, este optou por representar a seleção principal do País de Gales, país que viu nascer uma ascendente do jogador, mais concretamente, a sua avó.

Com a maior competição europeia de seleções à porta e com o lugar de segundo centro disponível graças à lesão do habitual titular Jonathan Davies, Wayne Pivac decidiu apostar em Tompkins e este não tem desiludido. Com quatro jogos realizados, o centro dos Sarries é o terceiro jogador com mais transportes de bola, totalizando 43 carries, e também se encontra na terceira posição no que toca aos metros percorridos, somando 296 metros com a bola nas mãos.

Tompkins atua nos Saracens, clube que vai descer de divisão por ter quebrado o teto salarial
Fonte: Saracens FC

Tompkins é um jogador rápido, imprevisível (tem um sidestep muito bom) e muito agressivo no ataque à linha da vantagem. Nas primeiras quatro jornadas, fez sete line breaks, um ensaio e uma assistência. Defensivamente e taticamente tem-se revelado uma peça cada vez mais importante na manobra galesa.

É um facto que a campanha do País de Gales está a ser desastrosa, uma vez que, ainda com uma jornada por disputar (a competição está suspensa devido ao surto de Coronavírus), já está afastado da luta pelo título, mas este segundo centro será, certamente, um dos fortes candidatos à conquista do prémio de jogador da prova.

De acrescentar ainda que, ao que tudo indica, Nick Tompkins vai deixar os Saracens FC para se juntar aos Cardiff Blues já na próxima época.

Foto de Capa: Six Nations Rugby

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O que é ser bom em Portugal?

O campeonato em Portugal é conhecido pela maneira como potencia jogadores, o “comprar barato e vender caro” constitui um lema que todas as equipa procuram cumprir à letra. Contudo, alguns destes falham, com estrondo, uma vez transferidos para o estrangeiro.

Adorados por adeptos e elevados pelos media, os senhores 30 milhões – valor habitualmente utilizado como base dos negócios – lá fora, seja por que motivo for, não conseguem demonstrar todo o potencial que vinha rotulado e entregue às terras lusas. Num pequeno jogo mental, nomes como Anderson, Jackson Martínez, Nico Gaitán, Markovic, Marcos Rojo, Mangala, Slimani, (recorde-se que o Sporting CP comprou o passe do jogador por 300 mil euros e acabou por vendê-lo por 30 milhões), João Mário e Renato Sanches surgem de imediato pois, nos últimos anos, conferiram ao futebol português o prazer de os ver jogar, destacando-se facilmente perante as limitações desta nossa realidade taticamente pobre.

Daí a pergunta inicial: o que leva um jogador a falhar?

Aqui, camuflar limitações individuais com o poderio dos conjuntos – principalmente o FC Porto, SL Benfica e Sporting CP – compõe uma fórmula resultante no brilho e posterior protagonismo face às equipas de segunda linha aquando dos embates nas competições internas. Contudo, estas características o tempo as leva porque, uma vez transferidos, estes fora de série perdem o encanto que tão bem os definia: a banalidade ergue-se, as oportunidades, dadas por treinadores que continuam a acreditar nas capacidades uma vez exibidas perdem-se, e o talento é dissipado.

Estes casos, cada vez mais vulgares, suscitam dúvidas sobre a exigência da liga, descredibilizando os seus jogadores e os responsáveis pelos clubes. Evidentemente, a vontade de vender é maior do que a vontade de formar profissionais preparados para as instâncias futuras.

Em Portugal, não se relançam carreiras, sentenciam-se!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Que jogos devo rever nesta Quarentena? Portugal 3-2 Inglaterra do Euro 2000

Vivemos tempos muito difíceis e enfrentamos uma situação de alerta mundial sem precedentes. Cada dia com saúde é uma dádiva mas a sombra do contágio, nosso ou daqueles de quem gostamos, paira sobre nós incessantemente.

Em tempos sombrios como este, o Bola na Rede decidiu trazer algo de positivo para o dia-a-dia dos leitores, que possa trazer esperança e luz à escuridão que nos engoliu. Não pretendemos com isto que se esqueça ou que se finja que não se passa nada, mas antes que se traga alguma esperança e otimismo a um ambiente demasiado (ainda que justificadamente) negativo.

Relembro neste artigo um dos jogos mais extraordinários da história do nosso futebol. E, por que não dizê-lo, do futebol mundial. Estamos no dia 12 de junho de 2000, uma segunda-feira que poderia ser igual a tantas outras do calendário, mas que se tornou numa segunda-feira histórica porque Portugal esteve a perder por 2-0 aos 18’ mas acabou a vencer a Inglaterra por 3-2, entrando com o pé direito no Euro 2000.

A seleção portuguesa foi sorteada para o chamado “grupo da morte”, com as temíveis Inglaterra e Alemanha, assim como a não tão temível Roménia. Ironia das ironias, acabaram por ser portugueses e romenos a seguir para os quartos-de-final da competição, deixando pelo caminho dois colossos do futebol mundial. Mas estamos a adiantar-nos na história.

Inglaterra e Portugal enfrentaram-se no Philips Stadion em Eindhoven e os ingleses entraram a todo o gás. Aos 18 minutos, a Inglaterra já vencia por 2-0 com golos de Paul Scholes e Steve McManaman. Ambos os golos surgem de cruzamentos teleguiados de David Beckham do lado direito do ataque inglês, que apanham desprevenido um Portugal algo adormecido.

Mas a verdade é que a seleção não se vai abaixo e começa calmamente a chegar à frente e a controlar o jogo. Jogadores como Figo, Rui Costa, João Pinto ou Nuno Gomes chegam a este Campeonato da Europa em grande momento de forma, pelo que é inevitável a remontada portuguesa neste final de tarde em Eindhoven.

Apenas quatro minutos depois de sofrer o segundo golo, Portugal volta ao jogo com um golo, e que golo, de Luís Figo. Servido por Rui Costa, o 7 português galga uma boa distância e, a cerca de 35 metros, envia um míssil com selo de golo que entra mesmo ao ângulo da baliza de David Seaman. A magnitude do golo de Figo é visível na reação do guarda-redes inglês ao seu remate: Seaman fica pregado ao chão, controlando apenas com o olhar a trajetória da bola desde que sai do pé do nosso craque e entra onde a coruja faz o ninho. É caso para dizer que o guarda-redes da Inglaterra teve visão privilegiada para o primeiro golo de Portugal.

Luís Figo fez o primeiro golo de Portugal frente à Inglaterra
Fonte: FPF

O empate chega ainda antes do intervalo, num golo extraordinário de João Pinto. Na minha opinião, o melhor golo de cabeça que já vi. Tudo começa numa troca de bola paciente de Portugal no meio-campo da Inglaterra, à espera de uma brecha no muro defensivo adversário. Rui Costa acaba por ver essa oportunidade quando recebe descaído para a direita e centra a meia altura para a grande área. João Pinto surge de rompante e, num gesto técnico fabuloso, põe a cabeça onde Sol Campbell põe o joelho e cabeceia certeiro, com a bola a embater no poste antes de fazer a rede balançar.

Na segunda parte, é uma questão de tempo até Portugal passar para a frente do resultado. Os ingleses estão emocionalmente derrotados e Portugal transpira confiança pela recuperação que faz. Aos 59’, Rui Costa, que está na génese dos três golos de Portugal, recebe no meio e rasga a defesa inglesa com um passe de morte para Nuno Gomes. O 21 faz a receção orientada e dispara cruzado, estreando-se a marcar pela Seleção e colocando o placar em 3-2 a favor de Portugal.

Que este exemplo de superação, esperança e acreditar nos possa inspirar a ser a nação valente e imortal que cantamos no nosso hino nacional. Esta vitória foi fruto do trabalho e do esforço coletivo de todas as individualidades. Espero que recordar este jogo possa trazer alegria, por um lado, mas também que inspire cada um de nós a fazer a sua parte para vencermos este vírus. A fórmula, esta equipa do Euro 2000 já nos mostrou: o coletivo trabalhar para o objetivo comum, na soma do contributo de todas as individualidades. Ou seja, o país como um todo respeitar as diretrizes das entidades competentes e isso passa pelo contributo individual de cada cidadão. Haja bom senso nestes tempos difíceis mas ânimo também.

“The night is darker before the dawn. And I promise you, the dawn is coming.” (Harvey Dent em The Dark Knight).

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR: Todd Cantwell

Todd Cantwell é o nome do jogador mais virtuoso do Norwich City e um dos que promete fazer correr muita tinta no próximo mercado de verão. Mais que um médio ofensivo, vejo nele, o protótipo do futebolista moderno. O atacante híbrido, entenda-se, polivalente, e de vários recursos técnicos, táticos e físicos.

Cantwell pode jogar em qualquer posição do meio campo ofensivo, ainda que seja mais habitual vê-lo a partir do corredor esquerdo. O atleta de 22 anos tem sido um dos destaques do último classificado da Premier League. Apesar do bom futebol apresentado pelo conjunto de Daniel Farke, o Norwich tem já há longos meses, o caminho da descida traçado.

Formado nos Canaries, o jovem inglês está a cumprir a segunda época na equipa principal. Rápido na execução e no pensamento, caracteriza-se também por “não virar a cara à luta”, apesar de fisicamente, ser algo franzino. Físico esse que o prejudica em algumas situações, porém, beneficia noutras. Neste parâmetro, o destaque vai para a velocidade.

A nível técnico, faz o que quer com a bola nos pés. Passe curto, passe longo, finta, último passe, ou até remate de meia distância. Comparação desmedida ou não, em termos de estilo de jogo, faz lembrar João Félix, mas ao estilo inglês e a ter que lidar com adversidades maiores que ele todas as semanas. O “menino bonito” do lanterna vermelha é mais médio do que propriamente avançado, ao contrário do internacional português.

Cantwell é o segundo melhor marcador da equipa, apenas atrás de Teemu Pukki
Fonte: Norwich City FC

Taticamente, demonstra já toda a sua inteligência, sendo para mim um bom jogador de equipa, pela forma como se comporta dentro das quatro linhas. A atacar, dêem-lhe liberdade, sobretudo nas entrelinhas do último terço; a defender, cumpre na ajuda ao lateral esquerdo, Jamal Lewis – mais um produto da formação do Norwich, a ter em conta nos próximos tempos.

Serei o único a admirar este talento em afirmação? A meu ver, seria quase um crime, se Cantwell regressasse ao Championship. Um regredir na carreira. Com um valor de mercado fixado em 22 milhões de euros, segundo o site Transfermarkt, é certamente peça apetecível para os grandes do futebol britânico.

Imagino-o a integrar o plantel de clubes como Chelsea, Tottenham, Arsenal, ou até mesmo Manchester United ou Leicester. Este último, se quisesse subir degrau a degrau, tendo em conta o nível de exigência dos referidos anteriormente. Que bem que encaixava na renovação e na proposta de jogo de Frank Lampard…

Por esta descrição, parece um jogador feito. Porém, ainda não o é. Talvez lhe falte isso para os “grandes” lhe darem o devido valor. A capacidade de manter o mesmo nível exibicional, bem como a capacidade física para aguentar os 90 minutos, podem ser a chave para a confirmação deste que é um jogador para o futuro próximo da seleção dos Três Leões.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Que jogo devo rever nesta Quarentena? Sporting CP 4-1 Newcastle United FC

No dia 14 de Abril de 2005, o Sporting Clube de Portugal viveu uma grande noite europeia perante o Newcastle United, em jogo a contar para a segunda-mão dos quartos-de-final da Taça UEFA.

Na temporada 2004/2005, o Sporting Clube de Portugal disputou a malograda final da Taça UEFA, no Estádio José Alvalade XXI. Nessa época, os leões defrontaram no trajeto até à final o Dinamo de Tibilsi, o Panionios da Grécia, o Sochaux de França, os holandeses do Feyenoord e do AZ Alkmaar, os ingleses do Middlesbrough e do Newcastle e, por fim, na final, o CSKA de Moscovo.

Nos quartos-de-final, o Sporting defrontou o Newcastle, que já havia defrontado na fase de grupos, acabando por perder por 1-0 em St. James Park, com um golo solitário de Alan Shearer.

Na segunda-mão, os ingleses dilataram a vantagem à passagem do minuto 20, com Kieron Dyer a apontar o primeiro golo da partida. Os leões estavam assim em desvantagem por 0-2 na eliminatória. No entanto, no minuto 40, o Sporting começou uma “remontada” histórica, com João Moutinho a cruzar para Marius Niculae empatar a partida.

No segundo tempo, foram 45 minutos de sonho. A equipa verde e branca precisava ainda de dois golos para seguir em frente. Ao minuto 71, Pedro Barbosa que havia entrado na segunda parte, rematou de fora da área inglesa para defesa de Shay Given, com Ricardo Sá Pinto na recarga a colocar os leões a vencer por 2-1.

O jogo só dava Sporting, numa grande exibição de claro domínio sobre os ingleses. A equipa de Graeme Souness tentava, apenas em contra-ataque, criar perigo para a baliza de Ricardo. Numa fase determinante da partida, os leões continuavam a procurar o golo que dava a passagem às meias-finais. Foi então que apareceu o tão desejado terceiro golo leonino, na sequência de um canto batido por Fábio Rochemback, Beto Severo apareceu a cabecear a bola para o fundo das redes dos ingleses.

Já no minuto 90, Rochemback também deixou o seu nome entre os marcadores. O Newcastle tentava construir através da sua linha defensiva e um mau passe permitiu que o médio brasileiro se isolasse na cara de Given para fechar as contas da partida.

Um jogo memorável, onde o Sporting foi claramente superior aos ingleses do Newcastle. Uma verdadeira noite de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP: Ricardo (GR), Rogério, Anderson Polga, Beto Severo, Rui Jorge, Fábio Rochemback, Carlos Martins (Pedro Barbosa, 67’), João Moutinho, Ricardo Sá Pinto (Custódio, 87’), Douala, Marius Niculae (Mauricio Pinilla, 74’)

Newcastle United FC: Shay Given (GR), Titus Bramble (Andy O’Brien, 55’), Steven Taylor, Stephen Carr, Celestine Babayaro, Amdy Fayé, Charles N’Zogbia, Kieron Dyer (Patrick Kluivert, 59’), Jermaine Jenas (James Milner, 46’), Lee Bowyer, Alan Shearer

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Suporte Tecnológico: A ferramenta que pode revolucionar o Futsal

0

E se o Futsal agora tivesse VAR (Video Assistant Referee)? Pois bem, não é de todo com esta designação como estamos tão habituados na linguagem do “futebolês” e há uma grande diferença, mas o objetivo é praticamente o mesmo (se não, igual). Testado pela primeira vez em Espanha, o «Suporte Tecnológico» teve como principal objetivo ver se este melhorava (ou não) a qualidade do jogo.

Sem um grande nome ainda atribuído, digamos que a Taça de Espanha serviu de “cobaia” para aquilo que podia ser o teste final. A ideia era, possivelmente, implementar a medida no Mundial de 2020 na Lituânia, que muito provavelmente não se realizará devido ao COVID-19. Porém, deixemo-nos de futuros e vamos decifrar esta nova ferramenta numa linguagem mais leiga.

COMO FUNCIONOU O «SUPORTE TECNOLÓGICO»?

Esta nova ferramenta à disposição dos árbitros só podia ser usada em cinco casos: golos (para anular ou validar); situação de penalti ou não penalti; situações de cartão vermelho direto; erro de identidade; e incidências de cronómetro (erros no tempo de jogo).

Mas, os árbitros tinham sempre de tomar uma decisão, independentemente de haver este novo «suporte tecnológico». Só podia haver motivo de revisão, e consequente troca, se o erro fosse claro, sendo que o árbitro seria sempre o último a tomar a decisão final sobre o lance em questão.

As câmeras que estão ao fundo da imagem serviram para ajudar o árbitro na revisão dos lances na Taça de Espanha
Fonte: RFEF

Mas apenas podia haver revisão em caso de aviso deste erro claro? A resposta é não. Os treinadores tinham o direito a uma revisão por cada jogo. Agora a questão que deve ter é: como se pede então? O treinador tinha de esticar o dedo indicador e rodá-lo em círculo para que assim o juiz da partida pudesse fazer a revisão do lance. Caso a solicitação fosse correta, o treinador continuaria a ter a possibilidade de pedir nova revisão.

Falta agora apenas explicar como se procede à revisão e também como é que é esta zona de revisão. Ora pois, a zona de revisão esteve ao nível do campo com dois monitores e também com um operador que não era árbitro. Este último ajudou apenas na revisão do lance em termos técnicos e o facto de não ter o mesmo nome do que no Futebol (VAR) é devido ao facto de não existir do “outro lado do ecrã” alguém ligado à arbitragem. Quando o árbitro acabava a revisão tinha de indicar, novamente, o mesmo movimento que fez no início de um monitor e, por fim, tomar a decisão final.

O patinho feio, novamente, tornava-se cisne e decisivo

2017/18, época do último campeonato conquistado pelo FC Porto, foi um dos momentos altos da passagem de Sérgio Oliveira, muitas vezes visto como um patinho feio no clube, e que assim se tornou cisne. Com a lesão de Danilo, o camisola vinte e sete mereceu a aposta de Sérgio Conceição e, como retribuição, este formou, juntamente com Hector Herrera, uma dupla de respeito no setor intermédio, sendo, indiscutivelmente, peça importante na campanha histórica daquele título.

Bom, perspetivava-se que, na época seguinte, o técnico portista volta-se, novamente, as suas atenções para Sérgio Oliveira e depositasse nele níveis de confiança condizentes com o papel que o jogador havia tido na equipa meses antes.

Todavia, tal não aconteceu. Muito pelo contrário, aliás. Empréstimo ao PAOK, após um começo de temporada de poucas oportunidades no Dragão, aparentemente, por desentendimentos com o treinador azul e branco.

Facto é que, com ou sem desentendimentos, o jogador formado no FC Porto voltaria a ser opção para Sérgio Conceição e, porventura, num dos cenários mais favoráveis: Hector Herrera e Óliver Torres, dois dos melhores médios do plantel, não permaneceram no grupo e Danilo era constantemente atormentado por lesões já há algum tempo.

Feitas as contas, ultimamente, restavam apenas o próprio, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Mamadou Loum e, eventualmente, Danilo Pereira. O resultado não poderia ser mais óbvio: com maior ou menor dificuldade, Sérgio haveria de ser titular.

E com isto não pretendo em nada diminuir as suas recentes exibições: o recém-eleito melhor médio do campeonato tem sido dos melhores elementos azuis e brancos nas jornadas que antecederam a atual paralisação do campeonato.

O último campeonato conquistado pelo FC Porto foi o melhor momento da passagem de Sérgio Oliveira, patinho feio no clube, e que assim se tornou cisne.
Até à paragem forçada do campeonato, Sérgio Oliveira vinha sendo aposta regular no FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Esta constatação, aliás, vem de alguém que nunca viu em Sérgio Oliveira um jogador de primeira linha do futebol português, um jogador que, a meu ver, esteve no topo da hierarquia de médios no FC Porto sendo, em termos gerais, inferior a grande parte dos restantes.

Ora, enumeremos as principais características de Sérgio Oliveira. A primeira que me surge é, claramente, as bolas paradas. Será o antigo internacional português o melhor homem que o FC Porto possui neste quesito? Alguma vez o foi? Nas duas épocas em que mais se destacou (17/18, juntamente com a atual), teve que partilhar balneário com Alex Telles, o que, convenhamos, retira-lhe automaticamente o título de “rei das bolas paradas”.

De seguida, participações em golos. Neste ponto, sou forçado a dar o braço a torcer. Atualmente, o jogador formado no FC Porto é o médio mais participativo na hora do golo. Uribe, apesar de eu acreditar que tem capacidades para tal, não tem sido homem de constantes aproximações à área contrária e Danilo e Loum possuem uma natureza mais defensiva. Nisto, o camisola vinte e sete leva vantagem.

Contudo, a verdade é que, aquando da presença de Hector Herrera na Invicta, Sérgio Oliveira, em termos brutos, não conseguiu ter a preponderância que o mexicano teve. Na sua melhor temporada em termos de golos e assistências (que vinha sendo a atual), o português alcançou a marca de quatro golos e seis assistências, números ainda distantes daquela que foi a melhor temporada do atual jogador do Atlético de Madrid (sete golos e onze assistências em 14/15).

Relativamente a visão de jogo e capacidade de passe, Sérgio encontra-se também uns furos abaixo de alguns nomes que com ele partilharam balneário em anos anteriores, como é o caso de Óliver Torres, por exemplo.

Conclusão? Sérgio Oliveira não é, nem de perto, nem de longe, um jogador diferenciado, contudo vem conseguindo conquistar algum espaço muito por conta da falta de opções de qualidade no meio-campo portista, obtendo maior destaque na época em que, possivelmente, essas lacunas são mais visíveis.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Que jogos devo rever nesta Quarentena? FC Barcelona 2-0 SL Benfica

O FC Barcelona 2-0 SL Benfica de 2006 não é um jogo com resultado satisfatório e que nos encha de orgulho benfiquista, mas as circunstâncias dentro e fora de campo fazem-no ser merecedor de atenção detalhada; à distância de 13 anos, cabe-nos valorizar o que havia de bom e discernir diferenças competitivas para a actualidade.

A eliminatória com o Barcelona opôs duas forças completamente distintas. O Barcelona de Rikjaard transformar-se-ia na principal potência do continente daquela temporada e aquele Benfica de Koeman distinguiu-se como a melhor prestação europeia do clube dos 10 anos antecedentes.

Desde 1998/1999 que o Benfica não pisava solo Champions e a prestação extraordinária como underdogo Manchester United de Ferguson e o Liverpool de Benítez, que meses antes tinha ganho a troféu ao Milan no épico 3-3, eram colossos assustadores para aquele Benfica – devolveu grande parte do orgulho perdido nos anos negros da instituição.

Não abundava na equipa o talento individual de outros tempos, mas a disponibilidade física de Beto (titular em todos os jogos europeus) ou Alcides era um agradável complemento à qualidade dos homens mais adiantados. A questão da baliza, onde foram rodando, de acordo com as lesões, Moreira e Quim (até à chegada de Moretto em Janeiro), foi a imagem de marca da instabilidade e do desequilíbrio do plantel, a quem só a desmedida ambição internacional de Ronald Koeman permitiu a imensa apetência competitiva para embates de grande nível, traduzindo-se depois num rídiculo desleixo nas provas nacionais.

A segunda mão em Barcelona é precedida de um 0-0 na Luz, onde o árbitro Steve Bennett teve clara interferência no resultado, assumindo-se como protagonista num relvado inundado de estrelas. Moretto defendeu o que pôde com as mãos e quase ia deitando tudo a perder com os pés, em dois lances caricatos e demonstrativos da instabilidade emocional do brasileiro, capaz do pior e do melhor.

Na Catalunha, Koeman encara a ausência de Nuno Gomes com uma aposta num ataque móvel, onde Simão e Geovanni suportariam Fabrizio Micolli como ‘9’. Ricardo Rocha, que fez questão de esconder Ronaldinho no bolso, na primeira mão, repetiu a titularidade na lateral direita.

Foi Ronaldinho a principal figura daquele Barcelona: um prodígio no seu auge e o ídolo de uma geração
Fonte: UEFA

O jogo é um viveiro de emoções fortes, de lances de fazer corar de vergonha os mais inaptos e por ‘ses’ que ainda perduram no imaginário dos benfiquistas: o que seria da eliminatória se a bola de Simão entra?

Já nos idos da segunda metade, Micolli recolhe e parte para o contra-ataque, com Simão a acompanhá-lo no lado oposto. Num laivo da técnica prodigiosa do italiano, o passe em arco chega açucarado aos pés do camisola 20.

À altura, todos nós estávamos habituados a ver aquele meio palmo de gente a resolver jogos com a naturalidade dos grandes génios e naquele momento estaríamos petrificados, à espera da explosão de alegria; acontece que, no confronto com Valdés, Simãozinho fez o que não era costume e atirou para fora, um lance que fez Paulo Catarro e Gabriel Alves, aos microfones da RTP, reagir com uma inesquecível cacofonia de forma a soltar a angústia.

Nunca saberemos o que teria acontecido com 1-1, mas o encontro com o AC Milan nas meias-finais seria um prémio merecido para a coragem e sentido de missão daquela equipa.

O jogo é também demonstrativo de um ambiente escaldante em Camp Nou, como talvez já não seja comum, hoje que a globalização e o vagar dos tempos propiciou o aluguer das bancadas a adeptos nada identificados com a cultura dos clubes.

Com 98 mil em polvorosa, aquele Barcelona arrancou definitivamente para a conquista da Liga dos Campeões – que concretizaria dois meses depois, no Stade de France, frente ao Arsenal. De atentar o onze culé do meio-campo para a frente: Van Bommel, Iniesta, Deco, Ronaldinho, Larsson e Eto’o. Inacreditável.

Deixamos aqui o jogo para poder ver, rever e saborear.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson e Léo; Beto (Robert, 72′), Petit, Manuel Fernandes (Marcel, 82′); Geovanni (Karagounis, 55′), Simão e Micolli.

FC Barcelona: Valdés; Belletti, Oleguer, Puyol e Van Bronckhorst; Van Bommel (Edmilson, 85′), Iniesta, Deco, Ronaldinho, Larsson (Giuly, 86′) e Eto’o.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

E agora, NBA?

0

A «pandemia» do Coronavírus chegou e afetou a maioria dos eventos desportivos, que decorriam por todo o mundo. A NBA não passou impune e o pânico gerado à volta do vírus eludiu para medidas rápidas e imperativas por parte dos responsáveis norte-americanos.

Depois de Stephen Curry (principal estrela dos Golden State Warriors) ter assustado, quando obteve sintomas do vírus (testou negativo e apenas sinalizou um “falso alarme”), os Warriors não deixaram passar despercebido e reagiram de imediato, comprometendo-se a realizar jogos à porta fechada. O caso de Rudy Gobert (1.º atacado pelo coronavírus), acabou por forçar ao acionamento de medidas mais extremas por parte dos responsáveis da liga, provocando a suspensão de toda a competição.

Comunicado da NBA referente à suspensão da competição, resultado do COVID-19
Fonte: NBA

A leveza com que os jogadores e os responsáveis em torno das equipas levaram este assunto provocou dois casos sérios de infetados pelo COVID-19, sendo ambos companheiros de equipa: Donovan Mitchell e Rudy Gobert, dos Utah Jazz, estando o último ligado a atitudes infelizes perante o assunto do vírus. Para o fortúnio de todos, ainda não houve a informação de mais infetados, mas nada garante que não haja, desde fãs a árbitros, todos correm risco e estão a ser recomendados a executar a quarentena voluntária.