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Altos e baixos da seleção portuguesa no Equador e um “Zuca” do outro mundo

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cab Surf

Poucos dias depois de Vasco Mónica ter renovado contrato com a marca O’Neill, o surfista natural do Alentejo foi o primeiro luso a ser eliminado do mundial de juniores a decorrer no Equador. Depois do enorme susto que a seleção portuguesa passou devido ao alerta de tsunami na costa do Equador, foi agora a vez de uma perda bem precoce por parte do vice-campeão nacional de sub-14.

Keshia Eyre e Camilla Kemp, que competem no escalão de sub-18, também não estiveram a 100%, tendo sido mesmo eliminadas dos respetivos heats e enviadas para as repescagens.

Mas nem tudo são más notícias. As surfistas Teresa Bonvalot e Inês Bispo destacaram-se, ao passarem ambas à ronda 3. As duas colegas de equipa competiram no mesmo heat e conseguiram trabalhar em equipa de modo a eliminar as duas adversárias.

Teresa Bonvalot. Fonte:Beachcam.sapo.pt
Teresa Bonvalot tem-se destacado
Fonte: Beachcam.sapo.pt

Depois de ter vencido a primeira etapa da Liga Moche na Costa da Caparica, Teresa Bonvalot apresenta-se em excelente forma e é agora uma séria candidata ao título na prova feminina.

Também Francisco Almeida avança para a próxima ronda, depois de ter eliminado no mesmo heat o seu colega de equipa Vasco Mónica.

O Margaret River Pro conta já com o terceiro dia consecutivo sem prova. Com as condições a não estarem favoráveis para a prática de surf ao mais alto nível, os surfistas do WCT aproveitam para surfar em picos diferentes e descansar.

Medina. Fonte: Aspsouthamerica.com/
No round 4, Medina vai encontrar pela frente o seu grande amigo e “acrobata” Miguel Pupo
Fonte: Aspsouthamerica.com/

Começa já a ser um hábito nesta rubrica o nome deste menino: Gabriel Medina. E porque será?! Apenas com 20 anos, o jovem brasileiro é o melhor surfista júnior do mundo e, se assim continuar, caminha para melhor surfista do WCT. Há já quem diga que daqui a pouco tempo vai mesmo superar Kelly Slater. Pois bem, falo neste surfista porque depois de ter ganho a primeira etapa do WCT na Austrália, Medina volta a estar em grande destaque neste Drug Aware Margaret River Pro. A etapa ainda vai no round 3, mas o surfista brasileiro conta já com o melhor score do round 3 e segundo melhor score de toda a prova. Com manobras inovadoras e por vezes arriscadas, Gab Medina é já um dos surfistas mais radicais e improváveis do circuito.

Guerreiros de Madrid e Super-Bayern nas meias

Atlético 1-0 Barcelona: De Simeone, com táctica e coração

Enorme expectativa no Vicente Calderón para a segunda mão dos quartos-de-final da Champions League, o quinto jogo da temporada entre Atlético e Barcelona. Até hoje, o equilíbrio vinha sendo a nota dominante nos confrontos entre primeiro e segundo classificados da Liga Espanhola, com quatro empates em outros tantos jogos. Após a igualdade a uma bola em Camp Nou, não era difícil adivinhar que se apresentava uma tarefa muito complicada para o conjunto blaugrana frente ao apaixonante Atlético de Simeone. E mais complicada ficou quando Tata Martino se viu privado de Gerard Piqué pela lesão na primeira mão, pelo que o jovem Bartra saltou para titularidade e fez dupla com Mascherano. Para Simeone, Diego Costa foi dúvida até à hora do jogo e acabou por nem sequer se sentar no banco de suplentes, tal como o turco Arda Turan. Duas ausências de grande peso no ataque colchonero, colmatadas com as chamadas de Adrián e Raúl Garcia, respectivamente.

Os festejos dos jogadores do Atlético Fonte: Marca
Os festejos dos jogadores do Atlético
Fonte: Marca

Com um início de jogo sufocante, não tardou o golo da equipa da casa. Empurrados por um público louco, Koke fez o 1-0 aos 6’ na sequência de uma assistência de cabeça de Adrián, que momentos antes disparara um míssil ao poste da baliza de Pinto, após cruzamento de David Villa. Não satisfeito com esta vantagem, que lhe dava uma margem (ainda mais) confortável na eliminatória, o Atlético pressionava altíssimo e os erros da defesa blaugrana sucediam-se. Não tardou até nova enorme chance de golo – aos 12’, Villa acertou em cheio na trave com um remate de pé direito após assistência de Koke. Enorme demonstração de raça, atitude e intensidade da equipa de Simeone perante um Barcelona que mal respirava e se limitava a despejar bolas lá na frente. Esta tendência apenas foi contrariada quando Messi viu o seu cabeceamento a rasar o poste da baliza à guarda de Courtois. E, se não há duas sem três, aos 19′, nova bola nos ferros do Barcelona – novamente Villa, num lance que Pinto apenas controlou com os olhos. A pressão altíssima do Atlético deixava evidentes as lacunas defensivas do Barcelona desta temporada, situação que a tal lesão de Piqué em nada veio ajudar. Apenas a partir dos 25/30 minutos, quando a equipa da casa baixou o ritmo, se restabeleceu algum equilíbrio e os blaugrana conseguiram fixar-se no meio-campo adversário. Messi, sempre ele, desperdiçou nova oportunidade após um lance genial de Neymar sobre o português Tiago. Ao intervalo, vantagem justa de um Atlético dominador e exemplar na pressão no meio-campo ofensivo.

No segundo tempo esperava-se a resposta catalã ao grande início da equipa madrilena. Percebendo que era fisicamente impossível manter o ritmo dos primeiros 45 minutos, Simeone baixou as linhas e entregou a bola ao Barcelona, que se instalava em redor da área adversária. Sem grandes oportunidades de golo, diga-se, fruto de um Atlético que defende exemplarmente bem – apenas aos 49’, com Courtois a agigantar-se na saída aos pés de Neymar e a negar o golo ao Barcelona, aos 60’ com Xavi a cabecear ao lado do poste direito e aos 78’ com Neymar a fazer o mesmo. Com uma leitura de jogo soberba, Simeone colocou o conjunto blaugrana num colete-de-forças com as entradas de Diego e Cristián Rodríguez. Justíssimo apuramento do Atlético de Madrid numa eliminatória em que o Barcelona somente foi superior nos últimos 20 minutos do jogo em Camp Nou. Um exemplo de saber estar nos vários momentos de jogo, de saber sofrer, pressionar e posicionar-se em campo: é esta a máquina que Simeone montou e recolocou nas meias-finais da Champions League 40 anos depois. Do Barcelona, dizer que as melhores oportunidades de que dispôs foram todas através de lances de cabeça após cruzamento para a área. Com Messi completamente apagado e Xavi em fim de linha, neste jogo, o tiki-taka foi o coração e a afición do Atlético.

Francisco Vaz Miranda

Bayern Munique 3 – 1 Manchester United: A confirmação do poderio bávaro

Num jogo em que o United precisava obrigatoriamente de marcar, foi a supremacia germânica que mais se fez sentir. Só na primeira parte foram cerca de treze oportunidades de golo para o Bayern, contra apenas uma do United.

Convém realçar que ao longo da primeira parte o Bayern manteve o estilo de jogo que tanto os caracteriza. Contudo, não foi o suficiente para quebrar a solidez defensiva dos red devils, que nunca permitiram aos bávaros criar uma ocasião clara de golo.

Arjen Robben, um dos melhores em campo Fonte: Uefa
Arjen Robben, um dos melhores em campo
Fonte: Uefa

A segunda parte recomeçou e Evra tirou um autêntico coelho da cartola, fazendo um grande golo que dava alento aos britânicos. Porém, nem um minuto depois – ainda os ingleses festejavam -, Mandzukic, de cabeça, voltou a empatar a eliminatória.

A partir deste momento, assistimos a um crescimento do Bayern, que viria a demonstrar o porquê de ser considerada a melhor equipa do mundo. Dois golos, de Muller e Robben, selaram a eliminatória. A grande qualidade do ataque composto por Ribery, Müller, Mandzukic e Robben, capaz de quebrar qualquer muralha imposta pelo adversário, ficou bem patente nesta partida. O holandês, aliás, foi mesmo uma das figuras do encontro.

O Bayern está oficialmente na meia-final. O golo de Evra não chegou e Moyes terá de se resignar perante a qualidade da equipa de Guardiola, que foi sempre superior.

João Martins

Um passo e “meias”

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paixaovermelha

Ontem, ao ver o Chelsea-PSG e o Borussia Dortmund-Real Madrid, apercebi-me da dimensão dos jogos europeus. São de outro nível, de outra categoria. A intensidade de ambos os jogos foi tal que os meus olhos eram obrigados a saltar de ecrã em ecrã a cada segundo, em busca da jogada mais perigosa.

É certo que o Benfica não joga, neste momento, entre a elite do futebol europeu. Mas, ainda assim, a Liga Europa é vista por milhares de pessoas e tem um grau de prestígio bastante elevado.

Como sabemos, na passada semana, na Holanda, o Benfica foi vencer ao terreno do AZ Alkmaar por 0-1, deixando assim uma enorme via aberta para seguir em frente na competição. E quando se fala em seguir em frente fala-se em meias-finais. Logicamente, ninguém pode descurar uma meia-final de uma competição europeia, seja ela qual for. Já fomos longe de mais na Liga Europa para não termos, pelo menos, o sonho de conquistar este troféu. Principalmente se olharmos para os restantes adversários, que, não tenho qualquer dúvida, estão todos dentro das nossas capacidades – sim, até a Juventus.

A vantagem que trouxemos de Alkmaar é boa e permite à equipa entrar em campo confortável e tranquilamente. Porém, como a história do futebol teima em nos avisar, não é novidade para ninguém que este tipo de vantagens pode ter um efeito contrário ao esperado. Relaxar não é sinónimo de abrandar, mas no futebol bem podia ser. Os jogadores do Benfica não podem dar a passagem às meias-finais como adquirida e muito menos desvalorizar o adversário holandês. Que o exemplo da eliminatória frente ao Tottenham tenha servido de lição: depois do magnífico 1-3 em White Hart Lane, era completamente desnecessário o sofrimento do jogo da Luz.

O Tottenham chegou a assustar na Luz Fonte: Reuters
O Tottenham chegou a assustar na Luz
Fonte: Reuters

Com Fejsa e Rúben Amorim em dúvida para o jogo e com Maxi Pereira e Nico Gaítan castigados (acumulação de amarelos) Jorge Jesus terá algumas dúvidas na construção do onze inicial, sabendo ainda de antemão que no próximo domingo há uma partida extremamente decisiva para a conquista do título nacional, frente ao Arouca. Não sei até que ponto o treinador encarnado irá manter a habitual rotação dos jogadores, mas o que é certo é que, jogue quem jogar, a mentalidade só pode ser uma: vitória.

Do nosso adversário não esperem qualquer tipo de facilidade. Aliás, desconfiei imenso das palavras de Dick Advocaat, treinador do Az Alkmaar, quando afirmou o seguinte na conferência de imprensa de antevisão do jogo: “Vi meia hora do jogo do Benfica (frente ao Rio-Ave) e chegou! Devemos ter bastantes oportunidades”.

O tom irónico, valorizando em demasia a equipa do Benfica, não pode ser levado a sério. Até porque alguém acredita que seja essa a mensagem do treinador para o balneário do AZ? Claro que não. Eles vão dar tudo, e nós temos a obrigação de estar preparados.

Exijo um Benfica ambicioso, personalizado e com muita, muita atitude.

Volto a sublinhar: é uma meia-final europeia que está em jogo. E mais não digo.

Derby madeirense e a luta europeia

futebol nacional cabeçalho

O campeonato está ao rubro, o Benfica está perto de garantir o título de campeão e o Sporting está quase quase a conseguir, finalmente, marcar presença na Liga dos Campeões. Na parte inferior da tabela, com a vitória do Belenenses, o Olhanense parece cada vez mais condenado a cair para a Segunda Liga.

Mas é na luta pela presença na Liga Europa que as coisas mais vão aquecer nas próximas jornadas. Tirando o Estoril, que já está quase apurado: falta apenas um ponto à equipa de Marco Silva; sobra um lugar para cinco candidatos.

O Nacional da Madeira (38 pontos) é quem está em melhor posição para garantir o quinto e último lugar de acesso às competições europeias; contudo, tem a chegar bem perto Braga (35 pontos) e Marítimo (34 pontos). Um pouco mais abaixo, mas ainda não fora da luta, estão Setúbal (33 pontos) e Académica (32 pontos).

Classificação do campeonato Fonte: Zerozero.pt
Classificação do campeonato
Fonte: Zerozero.pt

A próxima jornada é escaldante: um sempre emocionante Nacional-Marítimo, logo numa altura em que ambos discutem o mesmo lugar, tendo em vista o mesmo objetivo. Nas últimas dez épocas, o Nacional conseguiu quatro vitórias contra duas do Marítimo; os restantes quatro jogos foram empates. As duas equipas vão para o jogo em condições distintas: o Nacional foi derrotado por 3-0 diante dos sadinos e o Marítimo venceu o sempre difícil Arouca.

Um jogo que pode deixar de fora das contas os maritimistas ou animar ainda mais as coisas nesta luta tão interessante. Quanto ao Braga, tem um jogo complicado e importante: recebe o Futebol Clube do Porto, que ainda pensa na possibilidade de chegar ao 2º lugar e garantir presença direta na fase de grupos da Liga dos Campeões. Contudo, os oito pontos de distância para o Sporting parecem demasiado e a equipa de Luís Castro deve estar mais preocupada com o aproximar do Estoril. Voltando ao Braga, Jorge Paixão tem feito sumo sem laranjas e se praticar o mesmo futebol que praticou diante do Benfica tem boas hipóteses de levar de vencido este Porto.

Para aquecer ainda mais a jornada, a Académica recebe o Setúbal e uma destas equipas, ou talvez as duas, ficarão de imediato fora da luta pela Europa. Os estudantes partem para o jogo depois de uma pesada derrota contra o Porto, e o Setúbal de uma vitória com o Nacional.

Os sadinos parecem mais estruturados e com mais condições para chegar ao objetivo da Liga Europa, mas a Académica não pode ser descartada porque tem realizado um campeonato muito acima das expetativas.

Finalizando, Nacional, Braga e Marítimo são as equipas que mais responsabilidades têm nesta fase final do campeonato, pois foram elas que se propuseram a conquistar um lugar na Liga Europa. Setúbal e Académica aparecem como outsiders, sem objetivos europeus, mas podem fazer uma gracinha e roubar os lugares a equipas com maior orçamento.

Orçamentos das equipas da Liga Zon Sagres  Fonte: Jornal de Notícias
Orçamentos das equipas da Liga Zon Sagres
Fonte: Jornal de Notícias

A Páscoa pode trazer as decisões finais a esta luta europeia; na altura certa será feito um novo artigo sobre esta mesma luta, bem como a da despromoção, e o balanço final de todo o campeonato.

Quem vencerá a Fase Regular?

cab futsal

A jornada 24 do Campeonato Nacional de Futsal decorreu no passado fim-de-semana sem qualquer surpresa. Benfica e Sporting não tiveram grandes problemas e golearam os seus adversários, mantendo a classificação inalterada.

Depois da derrota em casa do rival Benfica, o Sporting estava obrigado a vencer para ainda lutar pelo 1º lugar da Fase Regular. Diante do Olivais, a equipa leonina começou por mostrar uma ligeira superioridade, mas o adversário surpreendeu ao apresentar-se coeso e muito bem organizado. O jogo foi para o intervalo empatado a uma bola.

Para a segunda metade do jogo, o Sporting teve de alterar significativamente os seus processos porque não estava a jogar como nos tem habituado e isso refletiu-se no resultado.

O conjunto de Nuno Dias começou a fazer as suas habituais triangulações e mudanças de velocidade repentinas, melhorando rapidamente em termos individuais e coletivos. O Sporting fez o 2-1 e posteriormente o 3-1; contudo a equipa visitante conseguiu reduzir para a diferença mínima, apesar do domínio do Sporting, relançando o jogo.

Depois do golo sofrido, a equipa da casa continuou a jogar como até então e rapidamente aumentou a vantagem no marcador. O jogo terminou e o Sporting venceu por 6-2. Vitória extremamente importante que mantém o Sporting no 2º lugar e que continua a fazer os rapazes de Alvalade sonhar com a conquista da Fase Regular. Recordo que para isso acontecer é necessário o Benfica perder pontos e o Sporting vencer os restantes dois jogos da competição. Esta foi, por isso, uma importante vitória dos leões, que mantêm a esperança num deslize encarnado.

Plantel do Sporting Fonte: Zerozero.pt
Plantel do Sporting
Fonte: ZeroZero

O Benfica recebeu e venceu o Póvoa Futsal por 4-1 num jogo importante para os encarnados. Este jogo, que o Benfica venceu de forma merecida e tranquila, mostrou que o actual líder está empenhado em conquistar a Fase Regular. O Benfica foi para o intervalo a vencer por 1-0, resultado magro que poderia ter sido bastante superior face ao número de oportunidades obtidas e que fazia prever uma segunda parte bastante ofensiva por parte dos anfitriões, em busca de uma vitória mais confortável. Alan Brandi e Ricardo Fernandes fizeram o 2º e o 3º golo respetivamente, alargando a vantagem benfiquista e fazendo prever mais uma vitória da equipa da casa. O Póvoa ainda reduziu, todavia Serginho, que apontou um belíssimo golo frente ao Sporting, marcou, estabelecendo o resultado final em 4-1 – uma grande vitória da equipa liderada por João Freitas Pinto, que está a apenas 2 jornadas de conquistar a Fase Regular.

Alan Brandi e Ricardo Fernandes (2 dos marcadores) festejam 1 golo da sua equipa. Fonte: Slbenfica.pt
Alan Brandi e Ricardo Fernandes (2 dos marcadores) festejam 1 golo da sua equipa.
Fonte: Slbenfica.pt

A luta pelo 3º lugar podia estar a ser muito acesa caso os Leões de Porto Salvo tivessem ganho (empataram 4-4 com o Rio Ave), dado que o Braga empatou em casa por 3-3 frente ao Modicus. Com estes dois empates, tudo se mantém igual estando o Braga em 3º com 4 pontos de vantagem sobre o 4º classificado, os Leões de Porto Salvo.

Classificação da Fase Regular do Campeonato Nacional de Futsal. Fonte:Zerozero.pt
Classificação da Fase Regular do Campeonato Nacional de Futsal
Fonte: ZeroZero

Para terminar, queria comentar a recente contratação do Sporting: André Sousa. Não existe ainda a confirmação por parte do Sporting, contudo tudo indica que o guarda-redes que representa o Fundão assinará pelos leões. Esta notícia surgiu na mesma semana em que o jovem guarda-redes Gonçalo Portugal, que jogou a titular diante do Olivais, renovou contrato por mais quatro temporadas. Para mim, esta contratação não faz o mínimo sentido devido ao excesso de guarda-redes e à sua qualidade.

João Benedito, sendo um veterano, é um guarda-redes muito experiente, que se exibe ao mais alto nível em todas as partidas que joga. Cristiano é mais um grande guarda-redes. Sendo, na minha opinião, inferior a João Benedito e Gonçalo Portugal, é um jovem com enorme potencial que, quando é chamado à principal equipa leonina, normalmente se exibe a um excelente nível, daí não perceber a contratação de mais um grande guarda-redes. André Sousa foi o 3º guarda-redes convocado por Jorge Braz para o Europeu da Antuérpia e é titularíssimo no Fundão.

Vou aguardar por uma confirmação oficial, todavia espero que esta contratação não se realize, devido ao elevado número de jogadores para a respetiva posição.

Giant Chelsea e Real Madrid sofredor

Os jogos da Liga dos Campeões são sinónimo de grandes partidas, e hoje não foi, obviamente, exceção.

Confesso que achava a eliminatória na Alemanha resolvida. Todavia, o Dortmund surpreendeu-me de forma muito positiva, apresentando-se em jogo de forma aguerrida e a tentar alterar o rumo da eliminatória. Em Londres, previa um jogo muito ofensivo da equipa liderada por José Mourinho, e uma equipa do PSG  a jogar em contra ataque, podendo resolver o jogo face à inqualificável qualidade do trio ofensivo da equipa de Paris.

O Dortmund venceu o Real Madrid por 2-0 e o Chelsea venceu o PSG igualmente por 2-0.

Em Dortmund, o Real Madrid não entrou mal no jogo e dispôs de uma belíssima oportunidade para resolver a eliminatória a seu favor. Cruzamento de Fábio Coentrão e o defesa direito Piszczek faz mão na bola, sendo penálti a favor da equipa visitante. Sem Cristiano Ronaldo, o esquerdino Di Maria responsabilizou-se pela marcação do mesmo, não aproveitando a oportunidade, provocando assim a ascensão da equipa da casa.

O Dortmund foi-se superiorizando e, de forma natural e rápida, fez o primeiro e em seguida o segundo golo, relançando a eliminatória. De realçar as falhas defensivas que originaram os golos e o merecimento dos mesmos. O Real Madrid fez claramente uma péssima primeira parte e, se na segunda a forma de jogar não fosse alterada, poderia acontecer a grande surpresa da noite.

O Real Madrid nunca se encontrou em campo, teve poucas oportunidades de golo, fez um jogo paupérrimo e os seus craques estiveram claramente desinspirados. Em oposição, a equipa do Dortmund tinha tudo a seu favor (jogava em casa perante os seus frenéticos adeptos, estava a vencer por 2-0, faltando-lhe apenas um golo para empatar a eliminatória, e a equipa adversária estava a jogar mal, cometendo inúmeros erros).

Festejos da equipa do Real Madrid depois de uma vitória muito sofrida diante do Dortmund Fonte: Bbc.com
Festejos da equipa do Real Madrid depois de uma vitória muito sofrida diante do Dortmund
Fonte: Bbc.com

Na segunda parte, a equipa de Madrid entrou um pouco melhor. Mexeu na equipa, substituindo Illarramendi por Isco e apresentando-se mais calma e menos precipitada. Illarramnedi fez uma primeira parte extremamente fraca, daí a substituição.

Para a segunda metade, previa-se uma autêntica avalanche ofensiva por parte dos rapazes de amarelo, e assim foi. O Borussia Dortmund entrou da mesma forma em que tinha ido para o intervalo – a dominar e à procura do golo -, tendo disposto de algumas oportunidades para o fazer, que, ou eram defendidas por Iker Casillas, ou eram desperdiçadas pelos seus jogadores.

Queria realçar a exibição por parte do guarda-redes visitante, a grande exibição de Marco Reus que apontou os dois golos da partida, e a exibição da equipa da casa na sua generalidade, demonstrando enorme entreajuda, capacidade de sofrimento e qualidade.

Foi sem dúvida o homem do jogo, contudo os 2 golos que apontou não chegaram para manter a sua equipa na prova Fonte: Uefa.com
Foi sem dúvida o homem do jogo, contudo os 2 golos que apontou não chegaram para manter a sua equipa na prova
Fonte: Uefa.com

Em Stamford Bridge, era expectável um jogo intenso, com o Chelsea claramente a querer marcar e o Paris Saint Germain a querer segurar o resultado o máximo de tempo possível. A primeira parte foi interessante, e provavelmente um importante momento do jogo foi o problema físico da estrela Hazard, que, ao sair, deu lugar a Schurrle.

Schurrle entrou muito bem no jogo e, ao minuto 32, fez as delícias do seu treinador e dos seus adeptos, ao marcar o primeiro golo da noite. Com este golo, o Chelsea soltou-se mais no jogo, tendo sempre em alerta o trio ofensivo do PSG, e foi para intervalo com uma merecida vitória.

Para a segunda parte, era expectável um jogo mais intenso e rápido. O Chelsea entrou de forma brilhante e, em dois minutos, dispôs de duas oportunidades de golo, tendo sido a barra da baliza defendida por Sirigu a negá-las.

O Chelsea manteve-se organizado e continuou sempre à procura do tão merecido golo que daria a passagem às meias-finais da competição. O resultado mantinha-se favorável à equipa visitante, que ia usufruindo de algumas oportunidades, embora sem grande perigo.

Aos 66 minutos, o “Special One” fez entrar Demba Ba para a saída do veterano Lampard, e aos 81 arriscou tudo, colocando Fernando Torres – ou seja, jogava com três avançados.

Os últimos dez minutos foram impróprios para cardíacos. Ao minuto 87, o estádio do Chelsea ficou literalmente ao rubro com um merecidíssimo golo, apontado por Demba Ba. José Mourinho festejou de forma efusiva, tendo corrido desde o seu banco até ao local do golo.

: Demba Ba marcou o golo decisivo que deu a tão merecida vitória aos Blues Fonte: Uefa.com
Demba Ba marcou o golo decisivo que deu a tão merecida vitória aos Blues
Fonte: Uefa.com

Até ao apito final de Pedro Proença, o PSG causou bastante perigo, mas Peter Cech protagonizou uma grande defesa. O jogo terminou e o Chelsea eliminou a equipa francesa, repleta de estrelas, num grande jogo de futebol.

Concluindo, o Real Madrid teve inúmeras dificuldades para passar à próxima fase, e o Chelsea foi, sem margem para dúvidas, um justo vencedor. Mais uma grande jornada da Liga dos Campeões com futebol ao mais alto nível.

Estamos de volta!

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O Sexto Violino

O dia 25 de Fevereiro de 2009 foi um dos mais negros da história do Sporting. Tive a infelicidade de ir ver o célebre jogo com o Bayern de Munique ao estádio e, pela primeira vez, tive vergonha da equipa que apoio. A seguir ao jogo, lembro-me perfeitamente de estar a descer as escadas do estádio e de ter dito que nunca mais voltaria a Alvalade. Pouco interessa para o caso o facto de, logo na semana seguinte, ter quebrado essa impossível promessa e de ter ido ver o Sporting-Paços de Ferreira. A verdade é que o meu clube envergonhou os seus adeptos perante a Europa inteira, num resultado nada condizente com a grandeza do Sporting. No jogo de Munique, nova humilhação e a consequente eliminação da mais importante prova de clubes do mundo.

Nesse ano o clube ainda terminou em segundo lugar no campeonato, mas a atmosfera já estava longe de ser a ideal. A era de Paulo Bento atingia uma fase de saturação, o então presidente Soares Franco delapidava o património do Sporting, planeava o fim das modalidades e admitia despreocupadamente que gastava “pouco mais de uma hora por dia com o clube”. As finanças deterioravam-se e as “equipas de tostões” revelavam-se, como se viu, claramente insuficientes para dignificar o Sporting na Europa. Na época seguinte, fruto do tal segundo lugar, o clube ainda teve direito a disputar o playoff de acesso à Liga Milionária, mas foi eliminado pela Fiorentina sem perder qualquer jogo (2-2 em Alvalade e 1-1 em Florença). Depois disso, o vazio. Nunca mais Alvalade teve o privilégio de ouvir o arrepiante hino da Champions.

"Da última vez que os leões participaram na fase final da Liga dos Campeões, Liedson e Moutinho eram duas das figuras de destaque. Muita coisa mudou desde então... Fonte: Bolanaarea.pt
“Da última vez que os leões participaram na fase final da Liga dos Campeões, Liedson e Moutinho eram duas das figuras de destaque. Muita coisa mudou desde então…
Fonte: Bolanaarea.pt

Passei todo o meu tempo de faculdade sem poder ver o clube que amo na prova rainha do futebol europeu, e com a dor acrescida de ver os rivais triunfarem em vários estádios do Velho Continente. Os anos sucessivos de má gestão financeira e desportiva em Alvalade tiveram consequências nefastas, e a perda de competitividade que já começava a verificar-se nas últimas épocas tomou proporções inimagináveis em 2012/13. O Sporting terminou o campeonato em sétimo lugar (a sua pior classificação de sempre), e os adeptos partiram para a nova época com a certeza de que os esperaria um ano inteiro a ver as competições europeias pela televisão. Assistir a jogos da Liga dos Campeões tornou-se algo penoso, quase um assunto “dos outros” para o qual não éramos chamados. Com todo o respeito que o clube me merece, ver o Paços de Ferreira na Champions e o Sporting afastado da alta-roda europeia era surreal. Algo não batia certo.

Lá fora o campeonato português não tem grande visibilidade, pelo que, face à ausência leonina, Benfica e Porto passaram a ser vistos como as duas únicas grandes equipas do nosso país. O Sporting ficou esquecido. É um facto e não há que escamoteá-lo. Aliás, mesmo em Portugal isto aconteceu, se bem que por cá tudo tenha sido muito menos inocente. Algumas pessoas ligadas ao futebol deliciaram-se com a desgraça do Sporting e tentaram promover uma reconfiguração do futebol português, dizendo que o Braga já se tinha juntado ao grupo dos “grandes”. Em certos casos, o delírio e as provocações chegaram ao ponto de apelidar o clube minhoto de “terceiro grande” – facto que pressupunha, claro, que o Sporting já teria deixado de o ser. São apenas pormenores que acontecem facilmente em momentos de fraqueza, mas os Sportinguistas não devem nunca esquecê-los.

Contudo, injustiçado ou não, a verdade é que um clube como o Sporting não pode estar tanto tempo arredado de uma competição tão ilustre como a Liga dos Campeões. A época actual tem sido a prova de que, quando as coisas são bem feitas, os resultados saltam à vista. Agora que temos um presidente que não faz do Sporting um hobby mas sim uma profissão, e que podemos contar com uma estrutura e um treinador que conseguem encontrar bons jogadores a baixo custo e desenvolver os que já cá estavam, tudo o resto vem por arrasto. Depois de vários anos em queda livre, o clube de Alvalade está a conseguir finalmente uma temporada acima das expectativas, em que só não se encontra ainda a lutar pelo título devido ao jogo em Setúbal (isto para não ir buscar casos mais distantes como com o Rio Ave, Nacional, Académica, etc…).

Faltam quatro jogos e cinco pontos para garantir a presença na fase de grupos. Uma vitória contra o Gil Vicente significará mais um passo de gigante nesse sentido, e o tão ansiado apuramento directo poderá ficar selado na partida contra o Belenenses. Até seria desejável que assim fosse, uma vez que os dois últimos jogos da época serão teoricamente mais complicados. Para já, porém, é tempo de celebrar o apuramento para os playoffs. Cinco anos depois da fatídica eliminatória com o Bayern, o Sporting voltou a garantir um lugar na competição onde tem de marcar sempre presença. Estamos de volta!

A marcar desde 1904

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lanternavermelha

É complicado ganhar sempre, é complicado marcar sempre, mas a verdade é que o Maior já não sabe o que é ficar em branco para o campeonato desde o 1-0 em Alvalade em Abril de 2012.

Cheia de fanfarronice esta primeira frase, dizem uns. Mesmo à ‘lampião’, dizem outros, talvez ainda a contar pontos para a liderança. Mas não, amigos. É apenas uma frase cheia de verdade. Uma constatação, uma feliz constatação. Que não é para todos.

Este Benfica merece êxitos, nós merecemos celebrar, sorrir, beber – mesmo à lampião, afinal toda a gente sabe que Benfiquista é bêbedo -, festejar vitórias e conquistar títulos. Ninguém merece mais do que o Benfica este ano.

Podem tentar camuflar chamando-lhe o ano do Eusébio, relativizando a superioridade encarnada, até porque isso é sempre feito quando o Glorioso é superior. Um discurso inflamado e fanfarrão da minha parte? Não, simplesmente há coisas que cansam. Como se diz agora por aí, basta. Sei que custa admitir a supremacia de uma equipa em relação às demais. Eu já nem peço isso, peço apenas que não desvalorizem a grande época do meu Benfica, do nosso Benfica.

Este ano é para Eusébio, mas é simultaneamente muito mais do que isso Fonte: EPA (Inácio Rosa)
Este ano é para Eusébio, mas é simultaneamente muito mais do que isso
Fonte: EPA (Inácio Rosa)

Sim, também sei que ainda não ganhámos nada. Mas eu também não estou a festejar nada. Sim, eu sei que era lindo acabar tudo mal, de preferência aos 92 minutos de cada jogo que falta até ao final da época. Mas quero acreditar que ‘um raio não cai duas vezes no mesmo sítio’. Até porque seria muito injusto.

Este ano o Benfica tem menos nota artística, existem menos golos para festejar, a equipa apresenta um futebol mais contido em relação a anos anteriores; mas existe um foco claro no campeonato, existe uma gestão mais bem conseguida do plantel, existe um futebol mais coeso e, acima de tudo, parece-me existir outra mentalidade por parte dos jogadores. E isso agrada-me. Eu gosto de golos, adoro ver magia a acontecer no relvado, mas gosto muito mais de ganhar. Sou muito mais feliz a vencer.

Não sei se já disse, mas o Maior não fica em branco para o campeonato desde o 1-0 em Alvalade em Abril de 2012. Isto revela consistência e qualidade. Revela trabalho. E é isso que eu peço ao senhor Jorge e aos seus pupilos. Consistência até ao fim, qualidade nas exibições e muito trabalho. Eu mereço estar onde todos os Benfiquistas querem estar, eu mereço estar lá à espera da equipa, com os meus amigos, feliz, a cantar e a saltar. Eu mereço viver isso e tenho saudades. Como se diz no mundo do futebol: cabeça, equipa! Cabeça!

Época à Di Matteo

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dragaoaopeito

O que é uma “época à Di Matteo”? É uma época aparentemente falhada que acaba com uma surpreendente conquista europeia, em conjunto com um troféu nacional com menor relevância. Neste tipo de épocas, o nível exibicional é habitualmente mau (com algumas melhorias a partir de Março), há uma troca técnica que consiste na saída de um treinador-promessa e na entrada de alguém que calha estar no clube por acaso (e assume o lugar para não arriscar novas contratações), e em que tudo começa mal, fica pior, e acaba absolutamente bem.

Não comparo Luís Castro com Di Matteo nem muito (muito) menos Paulo Fonseca com André Villas Boas. Aliás, também o Porto não é o Chelsea, a Liga Europa não é a Liga dos Campeões, e a Taça de Portugal não é a FA Cup. O que quero mostrar é que apenas da mesma forma que em 2011/2012 um Chelsea destinado ao fracasso salvou a época sem ninguém o prever, também o Porto de 2013/2014 tem todas as possibilidade de fazer esquecer um mísero 3.º lugar no Campeonato com as conquistas de uma Liga Europa e uma Taça de Portugal (a Taça da Liga vale zero e a sua conquista seria tão festejada como um jogo de pré-época).

Comentar o actual Porto é fácil: muito está perdido, mas ainda muito se pode perder. A ambição (quem diz ambição diz sonho) portista é efectivamente a conquista de uma Liga Europa e de pelo menos a Taça de Portugal, porque o campeonato, esse, nem com Kelvin’s, nem com minutos 92. Matematicamente já foi. Deitar a toalha ao chão não é para campeões, pelo menos enquanto ainda faltam três rounds para acaba. E se Di Matteo com um fraco Chelsea conseguiu ganhar a um todo-poderoso Barcelona e a um gigante Bayern de Munique, por que não poderá o Porto de Luís Castro ter a audácia de eliminar um agressivo Sevilha, um motivado Benfica ou uma talentosa Juventus?

São muitos os jogadores do plantel portista que podem ir ao Mundial  Fonte: Zero Zero
São muitos os jogadores do plantel portista que podem ir ao Mundial
Fonte: Zero Zero

 

Se me fosse perguntado quais os maiores pontos fortes da equipa portista, a resposta seria demasiado fácil: há um conjunto enorme de jogadores sedentos por uma chamada ao Mundial e a concretização de uma época de sucesso é, a nível individual, uma motivação que todos sentem. Diego Reyes, Mangala, Herrera, Defour, Quintero, Jackson Martinez, Ghilas, Fernando, Varela, Quaresma e Josué (este com menos hipóteses, dada a sua ausência nos últimos jogos) são, todos eles, nomes cujas conquistas colectivas poderão ter um sabor especial. Se aliado a este facto for tido em conta que a equipa tem subido os seus níveis de confiança e exibicionais nos últimos jogos, e que Luís Castro foi uma lufada de ar fresco nesta época, não é assim tão irreal sonhar alto.

Se há talento, motivação, coração e razão, por que não acreditar que ainda é possível ir festejar para a varanda da Câmara do Porto este ano? O Porto já mostrou ser capaz de fazer tudo, e os adeptos, esses, são seguramente os mais exigentes de Portugal. Será assim tanto pedir novamente um S. João antecipado?

Não sei se será melhor um pack de Liga Europa com Taça Portugal do que um Campeonato. De qualquer forma, a segunda opção já está bem entregue a um Benfica que acima de tudo conseguiu ter a postura de campeão que faltou ao Porto. Vai custar fazermos de cabeçudos no Dragão na última jornada, facto inegável, mas se a este suceder a uma conquista europeia e a de uma Taça de Portugal só é preciso fechar os olhos durante 90 minutos para não olhar para a classificação e jogar como se valesse um campeonato.

Um 11 de revelações

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GR: Simone Scuffet – Como se costuma dizer, há males que vêm por bem. A lesão de Brkic, habitual titular da Udinese, levou Guidolin a apostar no guarda-redes de apenas 17 anos, que já fez 11 jogos no campeonato. Numa posição muito exigente, Scuffet tem mostrado qualidade entre os postes (é menos seguro nas saídas aos cruzamentos) e uma maturidade anormal para um jovem da sua idade. A possibilidade de ser a terceira opção para a baliza italiana no Mundial 2014 não está posta de parte.

DD: Seamus Coleman – Está a ser, de longe, o melhor lateral-direito da Premier League. Já com 6 golos marcados no campeonato, o irlandês do Everton, que tem sido muito bem aproveitado por Roberto Martínez, está a realizar uma temporada simplesmente sensacional. É um jogador bastante completo, mas destaca-se essencialmente no capítulo ofensivo: é muito rápido a sair para o ataque e tem boa capacidade de cruzamento e de remate. Para o ano, dificilmente estará em Goodison Park. Serge Aurier, do Toulouse, é outro lateral que tem brilhado.

DC: Stefano Denswill – Não há ano em que o Ajax não lance um jovem da formação na equipa principal. Denswill, de 20 anos, tem as características habituais dos centrais do emblema de Amesterdão. Para além da capacidade defensiva (na antecipação e no desarme), também consegue criar desequilíbrios a nível ofensivo, nomeadamente através da condução de bola. O jovem esquerdino é bastante forte no jogo aéreo e bate bolas paradas com qualidade.

DC: Aymeric Laporte – Ganhou o seu espaço na equipa do Athletic e é, nesta altura, um dos centrais com mais potencial a actuar na Europa (era um dos alvos do Barcelona). O francês, esquerdino e relativamente rápido, tem na capacidade de antecipação e no bom sentido posicional – fruto da excelente leitura de jogo – as suas principais armas. Para além disso, é bastante competente na saída de bola.

DE: Layvin Kurzawa – É uma das principais revelações do campeonato francês. O lateral-esquerdo do Mónaco, de 21 anos, foi uma das figuras da equipa durante grande parte da temporada. Um jogador com bons recursos técnicos, que ataca bastante melhor do que aquilo que defende, embora não comprometa. Com 5 golos marcados, foi decisivo na conquista de algumas vitórias. Há que mencionar Alberto Moreno, do Sevilha, que será um dos grandes laterais do futebol europeu.

MC: Leon Goretzka – Uma das grandes esperanças do futebol alemão. Contratado ao Bochum pelo Schalke, o jovem de apenas 19 anos é comparado com Ballack e tem, de facto, algumas características semelhantes. Apesar da sua envergadura (1,89m), que lhe facilita a tarefa na ocupação de espaços, é um jogador que tem uma qualidade técnica interessante, nomeadamente no capítulo do passe (também é perigoso no remate). É um médio de grande entrega ao jogo, que tem tudo para ser uma referência do Schalke nos próximos anos.

MC: Youri Tielemans – Já fez 27 jogos no campeonato belga – actualmente é titular indiscutível do Anderlecht –, estreou-se na Champions League e joga pelos sub-21 do seu país. Tudo isto com apenas 16 anos! Médio box-to-box muito completo, que defende e ataca igualmente bem. Tem qualidade de passe, visão de jogo e aparece com categoria em zonas de finalização. É mais um craque belga que promete dar que falar.

MOC: Hakan Calhanoglu – O melhor jogador do Hamburgo nesta temporada. Apesar de o clube alemão estar a lutar para não descer de divisão, o médio ofensivo turco está a ter um ano bastante positivo. Com apenas 20 anos, ainda tem de melhorar no capítulo da decisão, mas é um jogador bastante dotado tecnicamente. Tem qualidade de passe, facilidade de remate e é também um especialista na marcação de bolas paradas.

AC: Richairo Zivkovic – Surgiu em grande no início da temporada (na segunda metade da época perdeu algum protagonismo), o que lhe valeu a transferência para o Ajax. A actuar no Groningen, clube onde apareceram Suárez e Robben, o avançado de 17 anos, que marcou 8 golos até ao momento, mostrou muito talento. Apesar de precisar de melhorar os índices de eficácia, movimenta-se muito bem e tem um excelente sentido de baliza.

EE: Sadio Mané – É um prazer ver jogar o senegalês do Red Bull Salzburgo. Esta foi, na verdade, a época de confirmação da sua qualidade. Depois de ter marcado 20 golos no último ano, o extremo deu sequência às boas indicações deixadas na temporada passada e é certo que vai deixar o campeonato austríaco. Actuando sobre o lado esquerdo do ataque, o jogador de 21 anos é um desequilibrador nato, que tanto procura um movimento vertical como uma diagonal interior (aparece muito bem a finalizar).

 PL: Josip Drmic – Uma época na Bundesliga bastou para o suíço de 21 anos despertar a cobiça dos colossos europeus (diz-se que está a caminho do Arsenal). Apesar de actuar no Nuremberga, que vai lutando para não descer, o avançado é um dos melhores marcadores do campeonato, com 16 golos apontados até ao momento. Um jogador móvel e forte fisicamente, que se desmarca muito bem e que não perdoa em frente ao guarda-redes.