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WRC: No país dos sombreros, Sébastien Ogier arrecada vitória

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Sediada na cidade de León, a terceira prova do WRC é “mexicana” e satisfaz as vistas dos pilotos que passam pelas paisagens deslumbrantes das montanhas da Sierra de Lobos e da Sierra de Guanajuato. A emoção da competição mantém-se ao logo do tempo, no entanto, esta sofreu pequenas alterações por questões de saúde pública e não foi a única.

A rápida propagação do COVID-19 pelo Mundo obrigou a novas medidas aplicadas no decorrer da competição. O Rali do México, terceira prova do calendário do Mundial de Ralis de 2020, findou de forma antecipada. A decisão foi tomada pelos organizadores do Rali do México, em conjunto com a FIA e anunciada por Patrick Suberville, diretor da prova.

Não existindo nenhuma situação de emergência no México, a tomada de decisão foi justificada com particular incidência nas questões das restrições de tráfego aéreo, cada vez mais frequentes nos países afetados, pelo que a organização pretendeu assegurar o regresso a casa dos profissionais do Mundial de Ralis e também pelo contexto geral numa situação em que o mundo se encontra em estado crítico. As classificativas agendadas para o domingo não foram cumpridas, assim o evento teve fim com a especial 21 e, por isso, acabaram por não ser atribuídos os cinco pontos extra, respeitantes à “power stage”.

As provas de rali são bastante complexas pelo facto de serem realizadas em países diferentes, em terrenos diferentes, em cidades diferentes e em zonas diferentes. A prova de que falo começou, na quinta-feira à noite, com uma cerimónia de partida pelas ruas de Guanajuato. Na sexta-feira, as estradas conhecidas da cidade são percorridas com os trechos de El Chocolate, Ortega e Las Minas. A especial icónica da prova tem o nome de “El Chocolate”. O troço de 31,57 km de sexta-feira é o segundo mais longo do rali e atinge uma altitude não inferior a 2.650 metros.

Sébastien Ogier, Ott Tänak, Elfyn Evans e Teemu Suninen são os nomes da ribalta, mas quem se destacou na “prova mexicana” foi o francês Ogier, levando consigo o título de vitória nesta que foi a terceira fase da competição com um tempo de 2h47m47,6s.

Ogier celebra a sua vitória no Rally Guanajuato México
Fonte: WRC

Elfyn Evans e Thierry Neuville participaram no Rally Guanajuato México empatados no número de pontos, mas o facto de ter obtido o terceiro lugar na competição em Monte Carlo fez com que Evans liderasse o pelotão neste evento. Ficava a dúvida se esta situação acabaria por ser vantajosa para Evans ou se Neuville iria surpreender. No final, foi o primeiro quem mostrou liderança sobre Neuville, superando os tempos no shakedown do Rally Guanajuato México.

CD Nacional | A Primeira ali tão perto

Após a descida à Segunda Liga na época passada, o CD Nacional vê agora muito perto o seu regresso ao escalão principal do futebol português. A equipa encontra-se, à entrada para a 25ª jornada, no 1º lugar da tabela classificativa, seguido pelo SC Farense que tem apenas menos dois pontos. No entanto, neste momento, o campeonato encontra-se suspenso devido ao surto da Covid-19.

Os madeirenses têm feito uma temporada quase irrepreensível, com um total de 14 vitórias e apenas duas derrotas, em 24 partidas disputadas. No final da primeira volta do campeonato já davam sinais de quererem agarrar os lugares de subida, apesar de, na altura, ocuparem o segundo lugar, desta feita atrás do SC Farense. Os algarvios vacilaram ante o Estoril Praia SAD e a derrota originou uma troca na classificação que se mantém até então. Os dois emblemas seguem destacados na luta pela promoção, seguidos pelo CD Feirense, a uns longínquos seis e oito pontos de distância para a segunda e primeira posição, respetivamente.

O segredo para o momento de forma dos alvinegros passa por uma equipa equilibrada e com qualidade acima da média. O avançado Brayan Riascos, de 25 anos, tem sido o “abono de família” da equipa, com já 12 golos no campeonato. O colombiano, que chegou a época passada a custo zero do UD Oliveirense, tem feito jus à fama de goleadores importados da Colômbia e é mesmo o melhor marcador da Segunda Liga portuguesa. Uma melhoria significativa face ao golo apontado em toda a época transata.

O guarda-redes Daniel Guimarães é outro dos destaques do plantel. Com 2250 minutos de jogos, não há ninguém que tenha pisado o relvado com a camisola do CD Nacional mais tempo que ele esta época. O brasileiro tem fechado a baliza dos madeirenses a “sete chaves” e, juntamente com a defesa (onde têm brilhado o jovem argentino Leonel Mosevich, o defesa direito Kalindi Souza e o português Rui Correia), conseguiu consolidar a melhor defesa do campeonato, com apenas 16 golos sofridos.

Brayan Riascos é o melhor marcador da equipa
Fonte: CD Nacional

O meio-campo dos alvinegros, por sua vez, tem beneficiado da experiência e qualidade do internacional português Rúben Micael, que voltou às “origens” depois de passar por clubes como FC Porto (onde ganhou a Liga Europa e foi campeão nacional duas vezes) e pelo SC Braga, além de se ter aventurado no estrangeiro.

Tudo indica que o técnico Luís Freire vai contabilizar a sexta subida de divisão em diversos escalões na sua ainda curta carreira como treinador principal, que vai apenas na oitava época. Neste momento, o surto do novo Coronavírus colocou o país (e, evidentemente, o futebol) em stand-by.

Não sabemos ainda se os campeonatos vão retomar ou não e, neste caso, como será atribuído o título de campeão (ou até se haverá algum). Agora, é altura de seguirmos as orientações da Organização Mundial de Saúde e ficarmos em casa o máximo de tempo possível, com uma correta higienização das mãos e uma avaliação atenta de eventuais sintomas. Só assim cuidamos de nós e dos que nos rodeiam. Nunca é de mais relembrar. O futebol? Isso fica para depois.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

 

Covid-19 Suspende Campeonatos: Que Futuro?

Covid-19: o vírus que está a parar o mundo e, com ele, os campeonatos de futebol em diversos países. Na passada quinta-feira tornou-se público. Soube-se que os capitães das equipas da Primeira e da Segunda Liga Portuguesa pediram a suspensão dos campeonatos, tornando o cenário quase global (a Turquia e a Ucrânia vão resistindo, ainda que com jogos à porta fechada).

Analisando o Regulamento de Competições da Liga, este é claro na definição das competições (artigo 16.º) – “terão obrigatoriamente duas voltas simétricas e os participantes encontrar-se-ão todos entre si, uma vez na condição de visitados e outra na de visitantes, nos respetivos estádios, não sendo autorizada a inversão dos jogos”. No mesmo sentido o n.º 1 do artigo 4.º – “a época desportiva das competições organizadas pela Liga Portugal tem início em 1 de julho e termina em 30 de junho do ano seguinte”.

Este é o regime regra, existindo, no entanto, uma exceção, consagrada no n.º 2 do mencionado artigo 4.º, relacionada com situações de força maior ou circunstâncias excecionais, devidamente justificadas, sendo nestes casos possível prorrogar o termo da época desportiva, assim como suspender total ou parcialmente qualquer competição oficial organizada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Não obstante a discussão sobre se o COVID-19 é ou não um caso de força maior (o que na nossa opinião não deveria oferecer grandes dúvidas) é com toda a certeza pelo menos uma circunstância excecional, sendo que o mais importante nesta fase é salvaguardar a saúde pública, tendo a Liga fundamento para suspender o campeonato. O problema é que existe uma lacuna regulamentar sobre este tipo de cenários…

A questão que fica no ar: e agora? Não havendo prazo limite para essa suspensão, e estando a falar de uma suspensão e não de uma interrupção ou anulação, fica em aberto uma ideia de continuidade. Mas será mesmo possível continuar algo que tem prazos e calendários tão curtos e complexos e que depende de algo tão indeterminado e imprevisível como o final da pandemia?

A UEFA já se decidiu quanto à realização do Euro 2020 e este vai mesmo ser adiado para o próximo ano. Se assim não fosse, seria mais uma limitação aos calendários nacionais, não só pela obrigatoriedade de cedência dos jogadores por parte dos clubes às seleções, mas porque o próprio Regulamento de Competições da Liga subordina a calendarização da competição à realização de fases finais de Campeonatos do Mundo e da Europa.

Que soluções implementar? Existem vários cenários em cima da mesa:

– Campeonato concluir-se, nos moldes normais, quando existirem condições para o efeito;

– O campeão, os participantes e as descidas da Primeira Liga e subidas da Segunda Liga serem encontrados através de play-offs;

– Campeonato não terminar e não haver campeão;

– O campeão ser o atual primeiro classificado das diferentes Ligas Nacionais.

 

Em Itália tem-se abordado a possibilidade de retomar as competições em maio, em Inglaterra a posição mais falada pretende terminar imediatamente a Premier League, mas cenários certos e em absoluto não existem ainda.

Fonte: Premier League

Depois da decisão da UEFA quanto ao Euro e também à Liga dos Campeões, o jornal espanhol “As” avançou que, caso os campeonatos não sejam retomados, passa a ser aplicada a regra de que em cada país seja declarado “Campeão” o clube que lidera a prova no momento da interrupção.

No caso português, por exemplo, seria o FC Porto, que tem um ponto de vantagem em relação ao Benfica. Releva para a presente questão que existem precedentes relativamente a esta decisão (ou seja, existe jurisprudência válida), nomeadamente em 1999, quando em plena guerra da antiga Jugoslávia, o presidente da UEFA decidiu que ao não estarem reunidas as condições para o campeonato prosseguir, a 10 jornadas do fim (precisamente como acontece em Portugal), o líder naquela altura – FK Partizan – foi considerado campeão nacional. O adiamento do Euro 2020 por causa do COVID-19 vai permitir uma maior capacidade de gestão dos calendários, deixando mais datas disponíveis.

Falemos do caso português em concreto. A Comissão Permanente de Calendários da Liga Portugal teve uma reunião no dia de ontem, sendo a primeira reunião desde que foi decretada a paragem das duas ligas profissionais. Todos os cenários que supra mencionamos serão abordados, ainda que não seja previsível uma decisão final.

Esta semana será importante para encontrarmos definições e respostas, mas tudo dependerá da forma como continuar a evoluir o combate ao COVID-19. Parece-nos que depois desta situação ser ultrapassada, como todos esperamos, vai ter de existir uma revisão dos Regulamentos onde situações como esta passem a estar previstas.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Tottenham Hotspur FC| Uma época abaixo das expetativas

A época decorrente do Tottenham está a ser “para esquecer”. Neste momento, os Spurs apenas lutam pelo quarto lugar, que garante o acesso direto à Liga dos Campeões, mas até esse objetivo parece cada vez mais distante. O Chelsea, que ocupa o quarto posto da tabela classificativa, tem mais sete pontos que a equipa de José Mourinho, em 29 jornadas já disputadas.

Uma das principais razões para o atual insucesso dos Spurs é a falta de soluções viáveis para amenizar o impacto das lesões. Sem Kane e Son, dois dos melhores avançados da atualidade, e também sem o polivalente Sissoko, que regressou recentemente aos treinos, a tarefa de José Mourinho torna-se mais complicada.

A necessidade de reforços era urgente, principalmente para o centro do ataque. Considerando o historial de lesões de Harry Kane era necessário um substituto que fosse natural na função de ponta de lança, mas tal não aconteceu. Neste último mercado de transferências de inverno, os “Spurs” apenas contrataram Bergwijn e Gedson Fernandes.

São reforços de qualidade e encaixam perfeitamente no sistema tático de Mourinho, mas existem outras posições que necessitam de reforços, como um ponta de lança alternativo ou mais um defesa central de qualidade, dado à recente debilidade defensiva nada habitual nas equipas de José Mourinho

Quando Mourinho assumiu o comando técnico dos “Spurs”, o clube ocupava a décima quarta posição no campeonato. A diferença de pontos para o quarto lugar, o último que garante a qualificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões era de 11 pontos.

Apesar do líder do campeonato, Liverpool, já estar a 41 pontos de distância, quando Mourinho assumiu o cargo no Tottenham, a diferença era de 20 pontos, sensivelmente metade do atual.

Analisando o trabalho de José Mourinho neste seu mais recente desafio, considero que não está a ser péssimo, mas também poderia ser melhor.

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Quando José Mourinho foi contratado, já era esperado que esta fosse uma temporada para tentar “montar” uma equipa para a próxima época e garantir a presença na próxima edição da Liga dos Campeões. Mas talvez as perspetivas fossem demasiado elevadas, principalmente na Liga dos Campeões.

Na “Liga milionária”, o Tottenham foi eliminado pelo RB Leipzig, com o resultado a fixar-se em 4-0 no conjunto das duas mãos. Talvez não fosse espectável um resultado tão dilatado, principalmente na partida da segunda mão, realizada na Alemanha, que culminou com a vitória do RB Leipzig por uns expressivos 3-0. Comparando os dois plantéis, a equipa alemã encontrava-se quase na “máxima força”, enquanto os “Spurs” tinham alguns jogadores lesionados e falta de soluções que mantivessem a qualidade da equipa.

A eliminação da equipa inglesa acaba por não ser uma surpresa, visto que o Leipzig tem sido uma das equipas sensação na Alemanha, jogando um futebol de ataque e bastante atrativo, e que terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões em primeiro lugar.

No que resta da atual época, o Tottenham apenas se tem de concentrar no campeonato inglês. Os “Spurs” têm nove partidas para tentar alcançar o quarto lugar, mas não será uma tarefa fácil. Destaque para as receções a Manchester United, Arsenal e Leicester City, e para a difícil deslocação ao terreno do Sheffield United, que ocupa a sétima posição da tabela classificativa, com mais dois pontos do que o Tottenham, mas com menos um jogo disputado.

Para a próxima temporada, José Mourinho deverá continuar a assumir a função de treinador nos “Spurs”, tendo contrato até 2023. O Tottenham ambiciona conquistar o título de campeão inglês, troféu que não vence há 58 anos, mas para isso será preciso um maior investimento no plantel.

José Mourinho necessita de mais reforços de qualidade, assegurando boas soluções para cada posição, criando um plantel mais competitivo. O técnico português deverá ter a oportunidade de contratar reforços à sua imagem e formar um plantel de raíz, capaz de atingir os objetivos esperados.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O título está em quarentena

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“Em tempos de pandemia” ou “quando o verme COVID-19 atracou em Portugal…” nunca constituíram, numa possibilidade futurista e no interior do meu cérebro, frases que eu pensasse ou ousasse pensar, muito menos coisas que eu pudesse transmitir aos que sucedem na árvore genealógica. Normalmente, os nossos avós relembram guerras, pobreza extrema e tempos ditatoriais, enquanto que a minha geração afirmará, à boca cheia, que esteve “de quarentena”, fechado em casa, no sofá, a cumprir o slogan “Netflix & Chill”, realizando a permuta constante entre as redes sociais. Observar o brilho nos olhos das crianças é mais do que aquilo que merecemos e muito mais do que os nossos avós merecem. E, se isso acontecer, perde-se a geração vindoura…

Bem, explorando o cerne da questão: lavar bem as mãos, isolamento, não visitar pessoas de idade, efetuar a desinfeção sempre que alternamos a atividade, distanciamento social, corte nos beijos, carícias e abraços, encerramento de escolas, universidades e fronteiras. Andar à paulada por papel higiénico e produtos de primeira necessidade, antevendo a divisão do momento epidémico com a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial. Bem, nem tudo é mau: a fuga aos carinhos de Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se desnecessária e o Big Brother adiou a sua estreia. (Não, não é esse, é o que irá ser apresentado pelo Cláudio Ramos).

O assunto em voga é o bicho que nos obriga a quarentena, o resto é paisagem e superficialidade. Inclusive o futebol, esse desporto que acorrenta milhões e milhões, que mede paixões que pecam por desmedidas e que aglomera processos judiciais absurdos. E agora? Como é que vamos suportar a ausência indefinida da nossa amada equipa? De que modo é suposto extravasar as frustrações e insultar a mãe do árbitro se ele não está disposto no nosso campo de visão? A pergunta seguinte incluía o tema de discussão no café da esquina mas, de repente, avivou-me a memória o isolamento.

Como sportinguista, e de modo a combater dois vírus em simultâneo (não se esqueçam da crise interna e do Hugo Viana!), ofereço ao leitor uma solução que olvida as eventuais saudades que possa sentir pelo facto de não demonstrar, durante este período, apoio ao Sporting Clube de Portugal: com um final feliz, incorporado com dois pacemakers para o caso de desmaio, com os golos ao cair do pano, com o prolongamento sofrido e exaurido e com as grandes penalidades defendidas pelo Rui Patrício manco, repito, manco, a final do Jamor (2015) está disponível no Youtube pela módica quantia de nem um cêntimo. (Se ler isto com a voz de Fernando Mendes e se colocar mentalmente no Preço Certo, isto é capaz de ter alguma piada.)

No tempo em que reinava a esperança, fomos felizes. Agora, resta-nos aproveitar as dádivas que o SC Braga nos tem dado: desavenças constantes e um treinador que orientou duas partidas (um jogo a contar para Liga NOS e uma partida de jogo do galo seguida, pelos adeptos, no Twitter) e ainda não perdeu. Os sportinguistas que se deixam levar por esta onda de esperança, que aproveitem a quarentena e que reciclem a energia que nos move, reaproveitando os índices de confiança para o que resta da época e das competições nas quais estamos inseridos.

Ah, pois é, deixem lá. Sintonizem na Netflix só!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Mário | A ponte entre equipa B e A

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Vou começar este artigo de forma diferente, uma vez que estamos num período muito sério a nível nacional e internacional. O desporto rei foi obviamente afetado pela propagação do Covid-19. Tudo está parado, e tem mesmo de ser assim, para evitar que esta “epidemia do século” atinja proporções ainda mais graves!

O FC Porto também está a viver esta crise e, por isso, o conteúdo deste artigo pode parecer um pouco fora do contexto, uma vez que não há treinos nem jogos de futebol.

De qualquer das formas, vou-vos falar de um jogador que, recentemente, foi chamado a um treino da equipa principal, face à ausência de vários jogadores, por lesão.

João Mário é um nome bem conhecido no seio azul e branco. Natural de São João da Madeira, este jovem de 20 anos fez praticamente toda a sua formação no FC Porto, contando ainda com algumas passagens pela AD Sanjoanense e pelo Padroense FC. É, pois, um menino da casa, e isso tem de se ter em conta. Atualmente, joga pela equipa B portista, onde efetuou um total de 19 jogos sem nenhum golo marcado. No entanto, a sua forma de jogar não se diferencia muito daquilo que sempre conhecemos deste jovem jogador: muito forte no um para um, veloz, explosivo, de remate fácil… É um quebra-cabeças para as defesas adversárias e quando procura o espaço interior a driblar (com as suas habituais diagonais), que venha um bom defesa central fazer-lhe frente!

Os movimentos deste extremo fazem-me lembrar por vezes aquilo que Brahimi fazia de azul e branco, com o individualismo e virtuosismo sempre em alta. Mas se lhe pedirem para acelerar, nunca o irá negar! Num futuro próximo pode ser mais um craque a sair do Olival, e é um extremo, o que é raro para os lados da Invicta.

Vou começar este artigo de forma diferente, uma vez que estamos num período muito sério a nível nacional e internacional por causa do vírus
Legenda: João Mário foi a grande novidade no treino de dia 5 de março, para a preparação do jogo frente ao Rio Ave FC
Fonte: FC Porto

Só para termos uma noção da valia deste jogador, o Galatasaray SK foi um clube que chegou a estar atento a toda a sua situação. Era mesmo visto como o novo Bruma (jogador português com características idênticas que passou pela Turquia) e nas redes sociais pediam-lhe mesmo para ir para Istambul.

Tudo isto não passou de um rumor, e parece que o futuro próximo deste atleta vai ser no Dragão. Claro que a sua presença no treino da equipa principal foi para colmatar algumas ausências, mas poderia ter vindo qualquer outro jogador. Sérgio Conceição e a sua equipa técnica estão, sem dúvida, atentos ao seu desenvolvimento.

Também é importante referir que esta presença de jovens da equipa B nos treinos da equipa principal não é algo novo nos dragões, visto que de há uns anos para cá, a aposta na formação passou a ser uma das imagens de marca da formação portista.

Alguns até já estão noutros clubes europeus, como André Silva, Rúben Neves, Diogo Dalot, Gonçalo Paciência… Outros já treinam e jogam com alguma regularidade na equipa principal.

A ligação entre a equipa A e B sempre foi evidente, desde os tempos de Luís Castro, António Folha e Rui Barros. A questão que se prende é: Será este o futuro desequilibrador da equipa A? Poderá vir a envergar o número sete? Ainda é muito cedo para isso, mas o futuro pode ser brilhante, caso jogue com regularidade.

Termino este meu artigo da mesma forma como comecei. Vivemos tempos muito difíceis em Portugal e no mundo. O Bola na Rede vai fazer de tudo para vos acompanhar nesta quarentena!

“Aos nossos avós, pediram-lhes para irem à guerra. A nós, pedem-nos que fiquemos no sofá”. Iremos ultrapassar isto, e o futebol como o mundo a sério irá voltar! Tenhamos esperança!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O Bando dos Quatro | O salto para a equipa A encarnada

 

Com um espetro de incerteza a pairar sobre a atual temporada, a próxima começa já a surgir no horizonte. Tendo precisamente a temporada 2020/2021 na mira, listo neste artigo os quatro produtos da formação do SL Benfica que julgo merecerem uma franca e cabal oportunidade na equipa A encarnada.

Jogadores como Svilar, Nuno Tavares e David Tavares não entram na seleção por serem já habituais convocados (ainda que não joguem). Também não entram na lista jogadores emprestados que possam vir a integrar o plantel, como Diogo Gonçalves – daria toda uma outra lista.

Assim, os quatro futebolistas presentes atuam nas equipas secundárias do clube na presente temporada e são os que me parecem estar num nível de qualidade/maturidade o mais próximo possível do desejável.

Outros jogadores terão, certamente, oportunidades futuras, mas, de momento, necessitam de crescer num contexto menos exigente. Luís Lopes deverá ser o ponta-de-lança de eleição da equipa B em 20/21, Morato e Pedro Álvaro deverão consolidar-se nessa mesma equipa, Rafael Brito deverá “ganhar calo” também nos Bês, entre outros excelentes projetos de jogador.

Posto isto, a lista é como segue e na ordem em que se apresenta.

Que jogos devo rever nesta Quarentena? Liverpool FC 3-3 AC Milan (3-2 g.p)

Um dos jogos mais memoráveis e, com certeza, um dos jogos para rever. Frente a frente, duas equipas já haviam conquistado a tão desejada “Orelhuda” – os italianos por seis vezes e os ingleses quatro – e queriam voltar a sentir o gosto de um triunfo europeu.

Após percursos bastante exigentes na caminhada até à final, AC Milan e Liverpool FC enfrentavam-se no Atatürk Olympic Stadium, situado em Istambul (o mesmo palco onde irá decorrer a final deste ano) para uma partida que poucos estariam perto de imaginar que a história deste embate seria de contornos épicos.

A final começou de feição para os “Rossoneri”: logo ao minuto um, o experiente lateral esquerdo e capitão de equipa, Paolo Maldini, foi até à área contrária desviar um livre de Andrea Pirlo com um belo remate à meia-volta, batendo um desamparado Jerzy Dudek para o 0-1. Ora, se o AC Milan já era tido como o principal favorito antes do início do encontro, essa condição ficava ainda mais reforçada com o golo madrugador.

A primeira parte ia decorrendo e o Liverpool não estava a conseguir recompor-se do “balde de água fria”, logo a abrir perante um Milan confortável a controlar o ritmo de jogo, graças à enorme qualidade dos elementos do seu campo composto pelo quarteto Pirlo, Gattuso, Seedorf e Kaká, que semeava o perigo na defensiva inglesa. Um exemplo disso foi o grandioso passe de Kaká que permitiu um rapidíssimo contra-ataque e terminaria com Hernán Crespo a finalizar com um toque em habilidade para o 0-3 ao intervalo e fazendo assim o seu bis, visto que tinha marcado primeiro aos 39’.

Os adeptos ingleses estavam atordoados com este duro golpe, mas queriam passar uma mensagem de esperança para os seus guerreiros e decidiram, então, entoar de forma sentida a famosa canção “You’ll Never Walk Alone”, o que acabou por dar maior motivação aos comandados de Rafael Benítez. Como é uma das tarefas de um capitão de equipa, Gerrard assumiu a responsabilidade e deu início a uma recuperação daquelas que só se vêm nos filmes e livros: o número oito dos “Reds” respondeu com cabeceamento exímio ao cruzamento de John Arne Riise aos 54’ e reduziu a diferença no marcador.

Gerrard deu mote para a excelente recuperação inglesa
Fonte: Liverpool FC

Dois minutos depois, foi a vez de Smicer reduzir ainda mais a desvantagem com um potente remate fora de área, onde fica a sensação de que Dida é mal batido. Xabi Alonso foi o homem que colocou tudo na “estaca zero”, após uma grande penalidade em que o guardião brasileiro ainda defende o primeiro remate, mas a perseverança do médio espanhol prevaleceu e o 3-3 estava consumado. O que o AC Milan tinha construído em 45 minutos de excelência, era destruído em pouco menos de seis minutos por um Liverpool de espírito combativo e persistente.

A reação dos milaneses surgiu por Shevchenko que quase repôs a vantagem, valendo Djimi Traoré com um corte importante sobre a linha de golo a impedir o 3-4. Antes do prolongamento, Kaká falhou uma clamorosa oportunidade em excelente posição para terminar com o jogo na sequência de um canto. Seriam mesmo necessários mais 30 minutos para decidir o vencedor da edição de 2004/2005 da Liga dos Campeões.

Já com o português Rui Costa dentro de campo, o único lance de verdadeiro destaque ocorreu no segundo tempo do prolongamento, em que a dupla tentativa de Shevchenko foi, notavelmente, parada por Dudek, mantendo assim o empate a três bolas e o jogo ia ser mesmo decidido nas grandes penalidades.

Se a partida até tinha começado bem para o conjunto de Carlo Ancelotti, já a lotaria dos penaltis não teve o mesmo início, uma vez que Serginho atirou bem por cima da baliza na primeira grande penalidade. Ao imitar o truque das “pernas trémulas” de Bruce Grobelaar na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1984, Dudek acabaria por ser o grande herói ao defender as tentativas de Pirlo e Shevchenko, pondo assim fim a um jejum de 21 anos do Liverpool sem se consagrar como a “melhor equipa da Europa” neste que é sem dúvida um dos jogos para rever nestes dias.

Um verdadeiro milagre foi o que se assistiu numa das finais mais marcantes da prova europeia de clubes mais importante, e que comprova que o Futebol é mesmo um desporto imprevisível. Nesta época em que convém que fiquemos o máximo de tempo em casa, aqui tens uma sugestão de um dos jogos para rever.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Jerzy Dudek (GR), Steve Finnan (Dietmar Hamann, 46’), Jamkie Carragher, John Arne Riise, Djimi Traoré, Sami Hyypiä, Xabi Alonso, Luís García, Steven Gerrard, Harry Kewell (Vladimir Smicer, 23’) e Milan Baros (Djibril Cissé, 85’)

AC Milan: Dida, Cafu, Alessandro Nesta, Jaap Stam, Paolo Maldini, Gennaro Gattuso (Rui Costa, 112’), Andrea Pirlo, Kaká, Clarence Seedorf (Serginho, 86’), Andriy Shevchenko e Hernán Crespo (Jon Dahl Tomasson, 85’)

 

  Artigo revisto por Joana Mendes

Jogo Interior #20 – Os maiores para ganhar: um erro na Formação

No que ao mundo do futebol diz respeito, a vitória conquistou uma importância preponderante no rumo e nos meios que se utilizam para a atingir. Objetivos e fins errados prevêem caminhos, soluções e ideias erradas. No futebol de formação, esses erros podem pagar-se caro e, tendo em conta o relevo que terá para a vida dos jovens jogadores, não vale esse preço. Ou não deveria valer.

No entanto, eles existem e um dos que mais atormenta é a utilização dos jovens com idade biológica superior à idade cronológica para potenciar a vitória, a obtenção dos três pontos e do objetivo primordial errado, ou seja, manter os jovens com maior poder físico, potência e com maior estatura no escalão cronológico a que pertencem, com o intuito de fazer prevalecer o domínio das capacidades físicas sobre as habilidades técnicas da modalidade e, acima de tudo, sobre as competências emocionais e sociais a incutir num jovem para a sua correta e adequada formação como indivíduo.

Para Rabelo et al. (2016), muitos jovens talentosos tendem a ser subestimados simplesmente por nascerem no fim do ano e, consequentemente, pelos seus atributos físicos inferiores. Temos vários exemplos desses no futebol e um deles é-nos bastante conhecido, Bernardo Silva. Sempre referiu que em todos os escalões de formação, por ser mais fraco fisicamente, “ficou de lado”, jogou menos e, possivelmente, não teve o desenvolvimento que poderia ter tido.

É fácil perceber que quanto maiores forem as adversidades e as dificuldades que os jovens jogadores encontrarem, mais estimulados serão. E numa fase em que quem está “atrasado” se aproxima, ou até atinge o patamar biológico de quem, outrora, sempre esteve à frente dos demais, os primeiros tendem a se tornar melhores nos aspetos técnicos da modalidade, pois tiveram que atravessar uma “floresta maior” aos seus olhos para chegarem onde os restantes estão, e isso fez com que se desenvolvessem mais.

Do outro lado do prisma, qual será a evolução que os jovens como Ibrahima Sow do Sevilla FC, David Easmon do AFC Ajax ou Bitshiabu El Chadaille do Paris SG, casos conhecidos mediaticamente há alguns meses, terão face às facilidades que os rodeiam, devido ao que já foi referido acima? O que aprenderá uma criança que é muito maior e mais forte que todas as outras quando marca 10 golos num jogo? Ou quando no basquetebol, por ter mais 50 centímetros que os restantes, marca os pontos que quiser? Que papel terão as entidades desportivas, os clubes, os treinadores nestas “injustiças”, nestas barbaridades reais?

Não seria mais correto para o desenvolvimento individual desses jovens biologicamente mais avançados, como para os restantes praticantes, enviá-los para os escalões superiores, onde o aspeto físico se equipare aos seus? Porque não a distribuição dos jovens em escalões por crescimento biológico, em vez da, atual, idade cronológica? Porque não, durante a realização dos exames médicos no início de época nos clubes, ser avaliada esta idade biológica com os exames adequados e, assim, distribuir-se os jovens atletas por estes “novos escalões”? Talvez o aspeto económico tenha alguma preponderância na sua existência ou não. Talvez a vitória a todo o custo seja mais importante na mente e ideais de muitos. Errado.

No entanto, não seria mais proveitoso e adequado para o desenvolvimento dos jovens, que é o que verdadeiramente interessa? Acredito que sim.

Estes acontecimentos passam-se em qualquer das realidades do futebol, do nível mais competitivo e internacional, ao nível menos competitivo e local, todas as situações são inadequadas para os objetivos do futebol de formação, em qualquer dos contextos as consequências para os jovens praticantes são as mesmas, com a mesma gravidade e amplitude, portanto, há que mudar este paradigma.

Artigo revisto por Joana Mendes

O onze mais desvalorizado do FC Porto na última década

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São onze nomes subvalorizados que passaram pelo plantel do FC Porto na última década. Abandonaram o clube sem conseguirem demonstrar todo o seu potencial ou alcançarem o estatuto de “estrela”. Grande parte destes atletas, depois de passarem pelos dragões, conseguiram chegar a vários clubes dos principais escalões europeus e sul-americanos, mostrando assim o seu verdadeiro valor. Um 4-3-3 que, no esplendor da sua forma, poderia formar uma equipa competitiva pelo título de campeão nacional.