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Rally Dakar: Americanos ao rubro

Terminou a competição mais longa e dura do todo o terreno mundial. A prova teve lugar na Arábia Saudita, após ter passado por África, Europa e América do Sul. A 42.ª edição deu mais uma mudança drástica na localização do Rally Dakar. Entre a primeira edição, em 1979, até 2007, o roteiro era traçado entre a Europa e a África. A prova acabou por ser cancelada no ano de 2008 e, no ano seguinte, foi transferida para a América do Sul, onde se manteve até 2019. Este ano, o Médio Oriente acolheu a caravana.

A prova foi composta por 12 etapas, teve mais de 7,9 mil km percorridos, ao longo de um terreno desértico. Iniciou-se em Jidá e terminou em Al-Qiddiya, na região da capital, Riade.

Os pilotos foram desafiados pelas paisagens variadas da Arábia Saudita que proporcionou momentos de adrenalina, felicidade, surpresa e alguma tristeza. O maior Rally Raid do mundo escreveu um novo capitulo nos misteriosos desertos que tornaram esta prova tão “acidentada”. Mais uma vez, estivemos perante um Rally Dakar com um grau de dificuldade enormíssimo, não fosse esta uma prova que testa os limites do Homem e das máquinas.

Pudemos observar grandes pilotos que, mais uma vez, demonstraram o seu potencial, a sua resiliência e a sua vontade de vencer. Uma prova intensa para o contentamento dos amantes de desportos motorizados por um lado, uma prova demasiado complexa e perigosa para os mais prudentes.

Fomos presenteados com algumas novidades na competição, sendo importante realçar a estreia de um dos pilotos mais talentosos de todos os tempos, Fernando Alonso (Toyota). Na décima etapa, o piloto não ganhou para o susto, ao capotar nas dunas, mas não sofreu ferimentos e prosseguiu o seu caminho. Na oitava etapa, o seu tempo foi de 03h52m27s, tendo sido a sua melhor prestação. Acabou a competição em 13.º lugar.

Portugal 35-25 Suécia: Entrada na Main Round com a mão direita

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A CRÓNICA: VITÓRIA SENSACIONAL DA SELEÇÃO PORTUGUESA FRENTE AOS VICE-CAMPEÕES EUROPEUS

A jogar a primeira partida do main round na Suécia, diante dos suecos, Portugal não se deixou intimidar e foi com bravura e determinação que os pupilos comandados por Paulo Pereira entraram em campo para defrontar a anfitriã do Grupo II.

Após uma entrada a todo gás, a meio da primeira parte a equipa lusa já vencia por dois golos, 9-7.

Com Alfredo Quintana, Rui Silva, João Ferraz e Fábio Magalhães em destaque, a seleção portuguesa ia fazendo moça em terras suecas, e à passagem do minuto 24 já vencia por quatro golos de diferença. Vantagem que se poderia ter mantido até ao período de descanso, não fosse Daymaro Salina desperdiçar a última oportunidade do primeiro tempo.

Na segunda metade, Portugal não tirou o pé do acelerador e à imagem do que fez nos primeiros 30 minutos continuou com uma eficácia ofensiva notável (70%).

Os suecos começaram a ficar impacientes e acabaram por pagar bem caro as precipitações no ataque e a falta de acerto defensivo. A jogar pela certa, a formação portuguesa foi cavando, paulatinamente, uma grande diferença no marcador e, a meio do segundo tempo, já vencia por sete golos.

Daí até final, ainda houve tempo para Humberto Gomes brilhar na baliza, parando um livre de sete metros e um remate do pivô adversário, contribuindo para que Portugal dilatasse ainda mais o resultado no marcador, para uma diferença que chegou a ser de 11 golos.

A FIGURA

Fonte: FAP

Alfredo Quintana – O guardião português voltou a estar em grande plano no Europeu, com defesas decisivas nas derradeiras alturas do encontro. Com 38% de eficácia, Quintana foi o principal responsável desta diferença no marcador.

O FORA DE JOGO

Fonte: Handbollslandslaget

Suécia – O conjunto sueco mostrou estar muito aquém do seu melhor nível, a jogar em casa, diante da sua massa adepta, esperava-se muito mais desta formação repleta de grandes talentos.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Foi no eixo defensivo que Portugal venceu o jogo. Depois de utilizar o sistema 6×0 durante a primeira parte do encontro, Paulo Pereira optou por empregar um 3×3 no início do segundo tempo. Opção que veio a dar frutos logo nos instantes seguintes, com os lusos a descolarem no marcador.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (9)

Diogo Branquinho (7)

Fábio Magalhães (8)

Rui Silva (8)

João Ferraz (7)

Pedro Portela (6)

Alexis Borges (6)

SUBS UTILIZADOS

Humberto Gomes (6)

Miguel Martins (6)

Daymaro Salina (7)

Alexandre Cavalcanti (5)

António Areia (6)

Fábio Vidrago (5)

Luís Frade (6)

Tiago Rocha (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

Com um 6×0 muito passivo durante toda a partida, os suecos não podiam esperar outro desfecho. Ao contrário do que seria expectável, a formação anfitriã mostrou-se pouco recetiva a sair ao contacto e quando saía era de forma precipitada, culminando muitas vezes em exclusões de dois minutos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Appelgren (6)

Gottfridsson (5)

Ekdahl Du Rietz (4)

A.Nilsson (5)

Nielsen (6)

Tollbring (5)

Arnesson (5)

SUBS UTILIZADOS

Jeppsson (5)

Henningsson (5)

Thurin (5)

Nilsson (6)

Darj (5)

Pettersson (6)

Chrintz (5)

Pellas (5)

Palicka (6)

Foto de Capa: FAP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Schalke 04 2-0 Borussia VfL Mönchengladbach: Paragem de inverno benéfica ao Schalke

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A CRÓNICA: Inverno satisfatório para o Schalke

Logo na primeira parte, o Schalke procurou o golo. Raman conseguiu tocar na bola algumas vezes, mas foi o Monchengladbach a ter a primeira chance. Após uma tentativa de Plea, cheia de detalhe individual, no contra-ataque os da casa testaram a atenção de Sommer por duas vezes na mesma jogada. Ambas as equipas assumiram o jogo, repartiram a posse de bola e as duas visavam a baliza adversária com relativa proximidade.

Enquanto o Schalke apostava mais na bola bombeada da defesa, o Borussia apostou em passes mais curtos. Os segundos, tiveram mais chances para abrir o marcador, mas os primeiros foram quem chegaram com mais perigo.

Na segunda parte, a par da primeira, foi o Schalke a entrar com fulgor, e conseguiu mesmo chegar ao golo: Serdan, médio turco que na primeira parte ligou bastante bem a defesa ao ataque, assinou um excelente remate cruzado que terminou no fundo das redes.

Os visitantes tentaram reagir, mas sem sucesso. Thuram viu amarelo, por falta fora de tempo sobre Jonjo Kenny. A pressão do Schalke não permitia a criatividade e dinamismo habitual da frente de ataque do Monchengladbach.

Foi nessa corrente de jogo que o Schalke dilatou o marcador: no contra-ataque, após roubo de bola, Serdar liderou a transição ofensiva com bastante espaço, encontrou Raman e este apenas passou para a direita, onde o reforço de inverno Gregoritsch facilmente encostou.

Como é lógico, o Monchengladbach tentou penetrar a coisa defensiva dos azuis do Schalke, sem sucesso. Nenhuma substituição surtiu o efeito desejado, refrescar a linha mais atacante não bastou e o Schalke aproxima-se assim do pelotão líder da Bundesliga.

A FIGURA

Fonte: Bundesliga

Michael Gregoritsch – Não podia ter corrido melhor a estreia oficial de Gregoritsch. O austríaco encaixou que nem uma luva na filosofia de David Wagner, assumindo uma posição que desvanece no futebol moderno. Como segundo avançado, ou último médio, o número 11 esteve muito interventio no último terço, procurando e dando muitas bolas aos companheiros de ataque.

Não só pelo centro, mas descaindo nos extremos, o ex-Augsburgo, através dos seus movimentos, abriu espaços, o que permitiu a manobra ofensiva pela zona central. Revelou-se bastante útil, disponível e, principalmente, em forma.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bundesliga

Breel Êmbolo – Responsável por apoiar os três avançados, Embolo passou ao lado dessa tarefa. Muito desaparecido na primeira parte, foi sem surpresa que foi a primeira mudança realizada pelo técnico Marco Rose. Ao passo que a equipa fluía pelas laterais, Embolo não conseguiu acrescentar soluções no processo ofensivo, fazendo a equipa ressentir-se também defensivamente, pois ocupava uma função de box to box.

 

ANÁLISE TÁTICA – SCHALKE 04

A equipa da casa entrou alinhada num 4-2-3-1. Tendo Raman como referência ofensiva, a estratégia encabeçada por Wagner para esta partida passou pela bola bombeada, atributo que o jovem defesa direito Kenny possui com critério. Mascarell permitiu as incursões pela esquerda de Serdar, que visava o encadeamento com Gregoritsch, recém-contratado ao Augsburgo, que assinou a sua estreia oficial neste encontro. O número 11 foi o jogador mais próximo de Raman, interpretando a posição dez.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Schulbert (8)

Kenny (7)

Kabak (7)

Nastasic (7)

Oczipka (6)

Mascarell (7)

Serdar (8)

Schopf (6)

Gregoritsch (8)

Caligiuri (7)

Raman (7)

SUBS UTILIZADOS 

Kutucu (6)

Boujellab (5)

Burgstaller (-) 

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA MONCHENGLADBACH

A equipa sensação da Bundesliga contou com um sistema de 4-2-1-3. Contando com uma defesa muito fiável, liderada por Ginter, e com Sommer sempre a postos, atribuía uma certa liberdade à linha de três homens no ataque. O mais procurado pelo conjunto visitante passou por colocar a bola nos pés dos elementos da linha ofensiva. Bastante dinâmicos entre si e aproveitando a velocidade de Thuram, é pela esquerda também que os comandados de Marco Rose tentaram montar jogadas. Plea, é mais pivot do que ponta de lança, e permitiu (ou tentou) a entrada de Thuram e Herrmann na zona de finalização; ou os últimos concederam espaço ao número 14 para visar a baliza através da sua meia distância.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Sommer (8)

Lainer (6)

Ginter (7)

Jantschke (5)

Wendt (6)

Zakaria (6)

Hofmann (7)

Embolo (5)

Herrmann (6)

Thuram (6)

Plea (7)

SUBS UTILIZADOS 

Neuhaus (5)

Stindl (4)

Strobl (2)

 

Foto de Capa: Bundesliga

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto 1-2 SC Braga: Num jogo rápido, decidiram as bolas paradas

A CRÓNICA: Atirar os pontos para canto

Numa “sexta-feira gorda”, com jogos entre os quatro principais emblemas do futebol português, o FC Porto recebeu o SC Braga no Dragão, tendo como objetivo cumprir o seu papel numa potencial ” vitória dupla” para os Dragões. Já o SC Braga deslocou-se à Invicta com o objetivo de somar três pontos importantes na luta pelos lugares europeus.

O FC Porto começou o jogo a pressionar alto, mas foram os Dragões que saíram pressionados para o intervalo, por força do golo de Fransérgio aos 5′. Numa sequência de ressaltos, o brasileiro rematou para o fundo das redes de Marchesín e, apesar de Carlos Xistra ter assinalado prontamente fora de jogo, o árbitro reverteu a decisão, com auxílio do VAR, e deu o golo aos minhotos. A primeira parte jogou-se a alto ritmo, com o SC Braga a sair rapidamente no contra-golpe, face à descompensação defensiva resultante da pressão demasiado enviesada do FC Porto. Os portistas ainda dispuseram de uma grande penalidade, mas Matheus travou o remate de Alex Telles. Os guerreiros do Minho chegaram, assim, aos balneários em vantagem no marcador, com o FC Porto a ter uma montanha longa para escalar.

Os azuis e brancos voltaram do descanso determinados a igualar a partida e assim o fizeram. Depois de falhar, novamente, uma grande penalidade, o FC Porto chegou à igualdade por Soares, aos 55′, respondeu a um cruzamento de Marega, empurrando a bola para o fundo das redes dos minhotos. O FC Porto não matou nas oportunidades que teve, e o SC Braga não desperdiçou quando teve nova bola parada. Desta vez foi Paulinho a dar nova vantagem aos bracarenses no marcador, e novamente de campo. Mesmo com Sérgio Conceição a colocar toda a carne no assador, o FC Porto não conseguiu materializar as oportunidades que teve e saiu sem pontos do Dragão, numa ronda que pode ser importante para as contas do título.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Matheus – O guarda-redes brasileiro defendeu uma grande penalidade, dando bastante segurança e confiança à equipa minhota.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – Além da grande penalidade falhada, o brasileiro mostrou-se muito fatigado, não apresentando a qualidade e intensidade habituais.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Devido à pressão portista, o SC Braga viu-se forçado a recuar as linhas defensivas e a aproveitar as falhas portistas para sair em contra-ataque. Os minhotos fizeram-no bem, saindo rápido e com perigo. Nas bolas paradas foram incisivos, marcando dois golos de pontapé de canto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (9)
Raúl Silva (5)
Bruno Viana (5)
Vítor Tormena (5)
Nuno Sequeira (7)
Ricardo Esgaio (6)
Fransérgio (7)
João Palhinha (6)
Francisco Trincão (7)
Wilson Eduardo (5)
Paulinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Horta (5)
Galeno (6)
David Carmo (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto procurou pressionar a saída de bola bracarense, mas a pressão portista, sobretudo na primeira parte, foi demasiado enviesada, deixando grandes espaços abertos no lado contrário ao da bola para o SC Braga sair a jogar. Com esta  pressão, desiquilibrou-se, fazendo com que o jogo se partisse. No segundo tempo, houve maior domínio portista junto à área minhota, mas a definição no último terço não foi a melhor. A chave do jogo esteve nas duas grandes penalidades falhadas, que além de não adiantarem os azuis e brancos no marcador, deixaram a equipa portista mais nervosa e menos temperamental no momento das decisões.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (5)
Wilson Manafá (5)
Chancel Mbemba (5)
Iván Marcano (5)
Alex Telles (4)
Jesús Corona (6)
Danilo Pereira (5)
Mateus Uribe (6)
Otávio (7)
Marega (6)
Soares (7)

SUBS UTILIZADOS

Luis Díaz (6)
Aboubakar (6)
Sérgio Oliveira (–)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

BnR: O SC Braga conseguiu contrariar algumas vezes a pressão portista, saindo com perigo para o ataque pelas alas. Considera que Sequeira e Esgaio são jogadores-chave neste momento ofensivo da equipa, principalmente devido a este esquema tático que o SC Braga utiliza?

Rúben Amorim: “Já sabíamos que o FC Porto ia ser muito pressionante, o Bruno( Viana) teve uma ou duas vezes que virou o jogo porque sabia que o Sequeira estava sozinho.  O Sequeira e o Esgaio não foram mais importantes do que foram no Jamor. O FC Porto, defendendo em 4-4-2, é normal que vascule muito para um lado e abra o outro.”

FC PORTO

Sérgio Conceição: ” Não conseguimos encaixar muito bem no SC Braga nos primeiros 15 minutos. Depois dominamos a partida e não merecíamos chegar ao intervalo com aquele resultado. ”

“Acabou a primeira volta. Há muitos pontos em disputa. Ninguém atira a toalha ao chão. Estamos tristes, desiludidos, revoltados . Isto é o  futebol. Amanhã temos de voltar a treinar com muita força.”

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sporting CP 0-2 SL Benfica: Fórmula mágica sai, pela segunda vez, do banco

A CRÓNICA: TRUNFO RAFA VALEU A VITÓRIA AO SL BENFICA

O jogo ainda não tinha começado, mas as emoções já estavam ao rubro assim que o apito soou no Dragão depois da derrota do FC Porto frente ao SC Braga. Verdade seja dita, o SL Benfica beneficiou mais desta notícia.

Pelos lados de Alvalade, o jogo começou muito equilibrado na zona de meio-campo, mas a verdade é que nem sempre foi assim. À medida que os minutos foram passando, as águias conseguiram superiorizar-se perante a equipa de Silas. O Sporting CP começou por ter bastantes dificuldades em ligar o jogo e viu-se atraiçoado perante a sua tentativa de ter uma defesa mais subida. Do outro lado, estava também um Benfica a defender no mesmo formato, mas a ser muito mais eficaz.

A primeira parte ficou marcada por uma clara insegurança verde e branca no processo defensivo. Neste sentido, Doumbia e Ilori tiveram muita dificuldade em segurar a bola. Perante uma maior dificuldade na fase de construção, os leões começaram por optar um jogo mais direto a procurar jogar nas costas dos centrais. Por outro lado, o Benfica esteve mais seguro no jogo, onde apenas precisava de afinar as suas jogadas no último terço. O último passe não estava a sair bem à equipa de Bruno Lage.

As duas equipas voltaram para os balneários com um nulo no resultado num jogo que não estava a ser excelente, mas, ainda assim, tinha tido alguns momentos de perigo iminente junto das balizas de Luís Maximiano e Odysseas Vlachodimos.

O segundo tempo demorou a reatar-se devido ao lançamento de tochas por parte das claques leoninas para dentro do relvado, o que deixou a pairar no ar uma espécie de nevoeiro provocado pelo fumo destes artigos pirotécnicos.

Retomada a partida, o intervalo fez bem à equipa de Silas que veio com mais vontade e estava a conseguir ter mais bola, contrastando com um Benfica agora a apostar no futebol mais direto face à dificuldade em criar espaços. Percebendo que a sua frente de ataque parecia estar a perder “poder de fogo”, Lage lançou Rafa Silva em campo para o lugar de Chiquinho e aposta acabou por ter o efeito desejado, já que o extremo português abriu o marcador ao minuto 80 num lance algo confuso dentro da área leonina em que Vinícius consegue segurar a bola e entrega ao 27 das águias para bater Maximiano.

O golo abalou (e de que forma) o conjunto leonino que mostrou bons indicadores até ao tento sofrido, mas não conseguiu ser pragmático quando teve oportunidade para bater Vlachodimos. Com uma vantagem preciosa para conservar até ao último apito do árbitro, o Benfica aproveitava as bolas perdidas pelos leões para lançar contra-ataques venenosos com o objetivo de matar o jogo, e isso acabou mesmo por acontecer: Rafa Silva voltou a bater um desamparado Maximiano e sentenciou as dúvidas quanto ao vencedor.

O jogo terminou com um 0-2 para a equipa encarnada, um resultado algo exagerado para aquilo que se passou em campo. O Benfica mostrou-se superior durante maior parte do jogo, mas, ainda assim, a entrada dos leões nesta segunda parte nada fazia prever o desfecho tão negro para os da casa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rafa Silva – Um “trunfo na manga” de Bruno Lage que valeu “ouro” para o Benfica, já que o extremo recém-recuperado de lesão fez os dois golos em Alvalade que deram um triunfo importante às águias. Uma excelente forma de reaver a confiança perdida durante o longo período de paragem.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Idrissa Doumbia – O médio costa-marfinense esteve bastante desconcentrado nos minutos que esteve em campo. Inseguro com a bola nos pés, perdeu muitas bolas na zona defensiva durante o primeiro tempo que quase ponham em perigo a sua equipa. Nem o remate aos 63′ que pôs à prova Vlachodimos consegue apagar esta má exibição.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os leões começaram com o já habitual 4-3-3, com o Luiz Phellype como avançado mais fixo e quando em alguns momentos de contra-ataque este alterava-se para um 3-1-4-2. O grande pormenor negativo a tentativa falhada de uma defesa mais subida. Notou-se, claramente, que o Sporting não tinha argumentos para se manter neste esquema tático mais subido e Silas percebeu isso mesmo. A defesa do Sporting CP foi recuando à medida que o jogo foi avançando.

A certa altura, os leões começam a apostar mais no contra-ataque a tentar esticar mais o seu jogo. Em momentos de contra-ataque, Bruno Fernandes vinha muitas vezes buscar jogo e, simultaneamente, Wendel subia para apoiar na primeira fase de construção. Importante referir que a troca de Rafael Camacho para o corredor esquerdo fez com que o seu rendimento baixasse.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (5)

 Tiago Ilori (4)

 Jérémy Mathieu (7)

 Marcos Acuña (7)

 Idrissa Doumbia (3)

 Bruno Fernandes (7)

 Wendel (6)

 Yannick Bolasie (5)

 Rafael Camacho (8)

 Luiz Phellype (4)

SUBS UTILIZADOS

 Gonzalo Plata (5)

Pedro Mendes (-)

Cristián Borja (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Um 4-4-2 que foi claramente bastante eficaz perante um Sporting que revelou menos argumentos. À semelhança do seu rival, o Benfica tinha a sua linha defensiva bastante subida. Por outro lado, esta tática assentou bem melhor à equipa de Bruno Lage.

O Benfica, em momentos ofensivos, preferiu apostar em mais gente no ataque e superiorizar-se no seu meio-campo. Dado o ascendente benfiquista, a estratégia estava a resultar. Para a supremacia se evidenciar em golos, faltava apenas que as águias resolvessem melhor no último terço. O último passe estava a falhar muitas vezes e o golo não surgiu na primeira parte por isso mesmo.

No segundo tempo, a história foi diferente. A solução do Benfica saiu novamente do banco e a individualidade de Rafa marcou a diferença nesta vitória do Benfica em Alvalade por 0-2.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)

André Almeida (5)

 Rúben Dias (6)

 Ferro (5)

 Grimaldo (6)

 Gabriel (7)

 Julian Weigl (5)

 Franco Cervi (6)

 Pizzi (5)

 Chiquinho (5)

 Carlos Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Rafa Silva (8)

Adel Taarabt (-)

Haris Seferovic (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Jorge Silas

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage

Artigo de Opinião de Guilherme Costa e Inês Santos

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Olheiro BnR: Mehrdad Mohammadi

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Nos últimos anos, o Irão exportou alguns jogadores para o futebol português. Dois deles vieram nesta temporada e têm estado a ser das revelações do campeonato. Um deles tem sido um oásis numa equipa que tem somado derrotas atrás de derrotas no campeonato.

Mehrdad Mohammadi começou a carreira no seu país no Oghab FC, transferindo-se para o Rah Ahan SSC em 2014. Dois anos depois, transferiu-se para o Sepahan, onde em três temporadas realizou 91 jogos e marcou 15 golos. Até que nesta temporada, tem sido a principal figura do CD Aves com seis golos marcados em 16 jogos. As suas exibições no emblema avense já valeram a sua estreia pela selecção principal do Irão.

Mohammadi tem sido a principal individualidade do CD Aves
Fonte: CD Aves

Mehrdad Mohammadi é um extremo canhoto que costuma jogar no lado direito, sabendo controlar a bola de forma hábil com o seu pé esquerdo. Sabe partir para o desequilíbrio e também sabe jogar na profundidade e explorar o espaço nas costas da defesa. Tal como aconteceu no jogo na Luz na última jornada, também é comum vê-lo a jogar no centro, onde também tende a descaír para a direita de modo a receber a bola em profundidade e partir para o desequilíbrio. Para além disso, Mohammadi também é uma mais-valia nos lances de bola parada.

Quanto ao futuro, com 26 anos, Mehrdad Mohammadi ainda tem os melhores anos da carreira pela frente. Confirmando-se a descida de divisão do clube do concelho de Santo Tirso, certamente que não será difícil para ele arranjar clubes interessados no nosso país e também lá fora. Mas acredito que o iraniano irá prosseguir a sua carreira no futebol português.

Foto de Capa: CD Aves

 

 

Um pouco mais sobre O (universo) Leonino

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O universo leonino está para lá de dividido. Por todas as razões e mais algumas. Parece que o Sporting CP é neste momento um clube em que cada um rema para o seu lado. E à medida que o “barco” vai andando, parece que cada vez mais se aproxima de um remoinho. Remoinho esse que só pode e, com certeza, só irá prejudicar um e apenas um no meio de todos: o Sporting Clube de Portugal.

Ainda assim, no meio de tanta instabilidade, polémica, discórdia e desentendimentos, surge um novo projeto que parece querer fazer esquecer tudo isso e focar-se no que realmente importa – a vida do Clube.

Na passada quarta-feira, exatamente às 19h06, estreou o novo jornal, “O Leonino”. O Bola na Rede esteve presente na apresentação do projeto de forma a perceber quais serão as suas diretrizes. À semelhança de projetos como o “Sporting 160”, “Revista 1906”, etc., O Leonino pretende ser um jornal de sportinguistas para sportinguistas.

Todo o foco verde e branco que o jornal irá ter não impede que seja isento na forma como irá apresentar a sua informação, garantem Pedro Geada (diretor do jornal) e João Duarte (publisher). Os dois garantem também que esta não é uma “jogada política” com vista a promover uma propaganda contra alguém ou até mesmo para promover outro alguém.

O Leonino apresenta-se com um jornal “Onde o Sporting é Notícia”
Fonte: O Leonino

Na apresentação, foi falado também o pouco amor próprio dos sportinguistas para com a sua casa. Não me interpretem mal, mas o facto de os maiores inimigos dos sportinguistas serem os próprios sportinguistas é a mais pura das verdades. O Sporting é um clube que, às tantas, se autodestrói sozinho. Nesse sentido, acho que se “tocou” na ferida. Pedro Geada e João Duarte prometeram fazer o que mais falta no universo leonino: enaltecer os da casa. Deram até o exemplo de Jordão que faleceu a 18 de outubro de 2019. Com isto, prometeram enaltecer os seus ídolos sportinguistas e não apenas quando eles já não estiverem entre nós.

Para além de entrevistas feitas a esses mesmo ídolos, colunistas a escrever as suas próprias opiniões, o Leonino vai contar também com cartoons que prometem satirizar a realidade do clube. Como já estão ao abrigo da ERC vão estar presentes nas conferências de imprensa, por isso, poderão ouvir as perguntas que o jornal tem para fazer em cada jogo do Sporting. Digo cada jogo porque essa também foi uma das promessas: cobrir o futebol, as modalidades e também a formação leonina. Tudo sem exceção.

Como já aqui falei, já há projetos do género no meio sportinguistas, mas não me parece que este venha a ser um a mais. No meio de tanta névoa que se vive para os lados de Alvalade, pelo menos haja “alguém” que arregace as mangas e que coloque as mãos à obra ao invés de apenas barafustar.

Foto de Capa: Inês Santos / Bola na Rede

 

5 jogadores que vestiram a pele de Dragão e de Guerreiro

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Hoje é dia de FC Porto x SC Braga, um dos maiores jogos do futebol português. A seguir dos encontros entre os “Três Grandes”, é provavelmente aquele que mais entusiasma os adeptos do futebol português, até pela proximidade geográfica. É uma rivalidade que data já inúmeros anos, atingindo o seu pico na final da Liga Europa em 2011, na qual os Dragões triunfaram.

Apesar da concorrência entre os dois clubes, existe também uma histórica boa ligação entre os clubes, com vários jogadores e treinadores a passarem pelos dois emblemas. É comum o FC Porto contratar as estrelas dos Minhotos, enquanto que estes aproveitam os excedentários dos Dragões. Dois dos exemplos mais comuns são Loum e Galeno, cujas respetivas transferências estão ainda em fase de avaliação.

Contudo, no Top Bnr desta semana, iremos olhar para alguns dos jogadores que tiveram mais sucesso a representar os dois clubes.

Os 5 heróis benfiquistas no dérbi da capital

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Há quem lhe chame o “Clássico dos clássicos”, o “Dérbi Eterno” ou até mesmo o “Dérbi dos dérbies”. Sporting CP e SL Benfica são os protagonistas do principal duelo da 17ª jornada da Liga Portuguesa e espera-se um jogo de grandes emoções em Alvalade.

Desde abril de 2012 que os leões não vencem as águias no seu próprio reduto em jogos a contar para o campeonato, o que torna este confronto ainda mais interessante. Como se já não bastasse, o Benfica leva 16 vitórias consecutivas fora do Estádio da Luz e pode, em caso de triunfo sobre os seus rivais da Segunda Circular, tornar-se no novo recordista desta marca.

O “dérbi da capital”, como também é conhecido, é um dos jogos mais aguardados pelos adeptos todas as temporadas. Muitos são os que vibram nas bancadas, mas apenas alguns fazem história dentro das quatro linhas.

Em 115 anos de história, muitos foram os jogadores que defenderam a honra encarnada frente a um dos seus maiores rivais e hoje iremos destacar cinco jogadores que o fizeram com distinção.

A pequena Helena e aquela tarde no Jamor: histórias de amor-ódio

Existe nas circunstâncias da origem de cada indivíduo ou associação a tentação de manter um conjunto específico de características e tradições familiares e uma obrigação perpétua na defesa da honra de um ideal comum. Os nascimentos de Sport Lisboa e Sporting Clube de Portugal não foram só diferentes nos contextos de criação como nos ideais perseguidos e maneirismos que perduram na contemporaneidade portuguesa, numa linda metáfora da nossa sociedade e que ultrapassa trocas geracionais.

O povo que pula nos estádios de futebol é o mesmo que insiste rastejar em Fátima – e talvez daí seja perceptível uma empatia especial dos lusitanos para com misticismos vários que influenciem a sua vida e que sejam ‘porto de abrigo’ das suas emoções.

Quando os Irmãos Catatau trocavam passes rasteiros com Cosme Damião e rematavam em arco contra as paredes do pátio da Farmácia Franco, nunca eles imaginariam a dimensão da sua fé e da sua iniciativa num desporto ainda apenas e só de elite; quando José Alvalade se revolta numa assembleia caótica do Campo Grande Football Club e profere a declaração que corresponde à criação do Sporting – «Vou ter com o meu avô (Augusto das Neves Holtreman, o famoso Visconde de Alvalade) e ele me dará dinheiro para fazer outro clube”» – nunca ele imaginaria o peso da sua atitude e como ela definiria toda uma dicotomia que coloriu a cultura portuguesa por todo o século XX, assente em histórias mirabolantes e duelos marcantes que a fizeram chegar ao novo milénio como a mais apaixonante rivalidade desportiva. O verde e o vermelho num harmonioso frente-a-frente eterno, como na bandeira nacional.

Estamos em 1907. O Sporting, recém-nascido, não tem qualquer equipa de futebol, apesar de ser essa a sua principal intenção. Os melhores jogadores estavam já nas fileiras dos principais clubes da região e dos 17 dissidentes da rambóia com o Campo Grande Football Club: eram poucos os praticantes competentes. José Alvalade lança, junto com as moedas do avô em envelope lacrado, canto de cisne de forma a seduzir os melhores executantes do Sport Lisboa. O primeiro de todos os Verões Quentes.

Oito titulares aceitariam. Júlio Araújo, presidente do Sporting uns anos mais tarde, contextualizava: «O Sporting caprichava em apresentar sempre uma bola nova em cada desafio. Um dia, num jogo em que choveu torrencialmente, o Sporting, depois de ter estreado uma bola na primeira parte, apresentou outra, novinha, na segunda. Quanta exclamação por tal facto! Terminado o encontro (com o Carcavelos, no Lumiar) foi oferecido um finíssimo chá a todas as senhoras presentes, realizando-se em seguida, numa grande sala da casa do Exmº Sr. Visconde de Alvalade, um banquete a todos os jogadores, imprensa e delegados da Liga de Football». Ou seja, ao Sporting, quando piscou o olho aos desgostosos rapazes de Belém, faltava apenas uma grande equipa de futebol. Não foi difícil consegui-la.

Foi esse então o rastilho de confrontos centenários e ódios viscerais que marcaram a generalidade de uma relação intensa, de nervos à flor da pele. Mas é natural que ao fim de tantas zaragatas se crie empatia e confiança recíproca nas capacidades humanas de ambas as associações. Se episódios como a contratação de Eusébio ou o Verão Quente reacendem, de quando em vez, as hostilidades relembram que é imperial não perder a concentração em autêntica guerra fria: há episódios de muita humanidade e que mostram o outro lado do jogo.

Houve também alturas de armistício no Benfica-Sporting, situações sobre as quais vale a pena a reflexão e o salientar dos bons momentos e dos episódios que marcam positivamente a querela: são os mais raros e os mais curiosos.

Um desses passa-se nos arrabaldes dos loucos anos 20, já Francisco Stromp fazia contas quanto ao final da sua carreira como jogador. Conta Romeu Correia na biografia da lenda sportinguista que quando este recolhia à cabine para equipar, «confiava sempre a irmã (Helena Stromp, que se destacou como tenista) a amigos sportinguistas. Aconteceu uma vez que houve um jogo escaldante Sporting-Benfica, tendo deflagrado grande zaragata entre jogadores e público, motivada por uma decisão do árbitro bastante discutível… Como a desordem se alastrou no arraial sportinguista, onde se encontrava a pequena Helena, os adeptos leoninos começaram a passar a menina de mão em mão para a pôr a salvo de qualquer desacato. E desta forma, inexplicavelmente, a criança foi parar ao camarote dos inimigos benfiquistas. Logo o presidente da colectividade ‘encarnada’, ao saber que ela era uma Stromp, a protegeu e beijou, acarinhando-a e oferecendo-lhe um grande e saboroso chocolate.» Enternecedor.

Outra grande amostra de que sobre o ódio existem também pontos de contacto amigável entre as duas facções é a final da Taça de 1979-80, quando os adeptos lisboetas se juntaram para apoiar o Benfica na vitória tangencial contra o, à altura, inimigo comum: o FC Porto.

Além da suposta luta contra a centralização do futebol português encabeçada por Pinto de Costa e José Maria Pedroto, o Campeonato Nacional desse ano viu forte concorrência entre verdes e azuis, numa luta taco-a-taco até ao final e que apenas ficou consumada na penúltima jornada, quando o Sporting foi a Guimarães derrotar o Vitória.

À conquista no Minho, por números tangenciais (0-1) e com auto-golo de Manaca, ex-leão, sucederam-se fortes acusações de Pinto da Costa, ainda só director do Departamento de Futebol. Lançou, com o seu jeito habitual, suspeitas sobre a integridade do jogador e dos clubes e o rumor de que teriam existido subornos, tendo sido esse clima de guerrilha e acusações contínuas o combustível para a decisão dos adeptos sportinguistas fazerem a peregrinação rumo ao Jamor ao lado dos adeptos encarnados. Nas bancadas ficaram famosos os vários cartazes com provocações às figuras do clube portista, num mar vermelho-esverdeado que ficou conhecido como a ‘Santa Aliança’. Tempos de grandes mudanças no futebol e no próprio país, onde os portugueses viviam ainda a genial loucura da liberdade…

Luís Figo e João Vieira Pinto, dois génios e figuras daquele saudoso 3-6
Fonte: SL Benfica

E daí, ficam outros tantos escondidos nas malhas do tempo; que, desde o primeiro encontro entre os dois, já conta com 113 anos. São a honra e as memórias de 307 partidas que não merecem a actualidade trivial, onde tudo importa menos os protagonistas e o que se passa no relvado. Haverá tardes com mais magia impregnada que o bailado de João Vieira Pinto em Alvalade? Que os sobrenaturais 7-1 numa tarde diluviana? Que o 5-4 no Jamor? Momentos assim serão sempre inolvidáveis para quem os viveu.

Num confronto onde foram protagonistas deuses da bola como Peyroteo, Coluna, Eusébio, Hilário, Yazalde, Manuel Fernandes, Simão ou Cardozo, existirão sempre motivos suficientes para captar a atenção para o lado positivo – o futebol jogado –, o que justificará sempre uma voluntária ignorância de pedra quanto às incidências de bastidores e fóruns televisivos – o ‘desfutebol’ falado.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede