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Red Bull já tem asas para voar bem alto

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internacional cabeçalhoApesar de o actual modelo da Liga Europa retirar algum interesse à competição (principalmente durante a fase de grupos), a sensacional campanha do Red Bull Salzburgo não pode passar despercebida a ninguém. Os austríacos somam 7 vitórias em outros tantos jogos, têm o melhor ataque da prova e o melhor marcador – Jonathan Soriano – e, acima de tudo, têm o passaporte para os oitavos-de-final praticamente carimbado, depois da estrondosa vitória sobre o Ajax, em Amesterdão, por 3-0. O emblema que pertence à multinacional de bebidas energéticas tem demonstrado um poder ofensivo impressionante e, tendo em conta a enorme margem de progressão de grande parte dos seus jogadores, merece ser seguido com atenção.

Um grupo com Esbjerg, Elfsborg e Standard Liège não é particularmente exigente. Ainda assim, vencer todos os jogos impõe respeito. Nas últimas 3 edições da prova, incluindo a actual, só o Tottenham e o Anderlecht conseguiram 6 vitórias, o que demonstra a qualidade do feito do Salzburgo. Os austríacos apuraram-se tranquilamente, mas esperava-se que a fase a eliminar trouxesse maiores dificuldades à equipa. Para já, nada disso aconteceu. Em Amesterdão, onde ninguém bateu o Ajax na Champions (os holandeses até derrotaram o Barcelona), o conjunto treinado pelo alemão Roger Schmidt teve o primeiro teste às suas reais capacidades. A categórica vitória por 3-0 – resultado construído ainda na primeira parte – deixou claro que a prestação na fase de grupos não aconteceu por acaso.

Em termos internos, tem sido um passeio para o Salzburgo. É certo que o campeonato austríaco não é muito competitivo, mas isso não tira mérito ao conjunto orientado por Roger Schmidt (relembro que o Áustria de Viena, actual campeão, empatou no Estádio do Dragão e goleou o Zenit por 4-1). Neste momento, só um milagre fará com que o Red Bull não chegue ao título. A equipa segue na liderança com 19 pontos de vantagem para o segundo classificado, tem um registo impressionante de 79 golos marcados em 24 jogos e conta com os dois melhores marcadores da prova: Alan, com 18 golos, e Soriano, com 17. Um emblema com uma qualidade à parte de todos os outros.

Jonathan Soriano é o melhor marcador da Liga Europa Fonte: news.at
Jonathan Soriano é o melhor marcador da Liga Europa
Fonte: news.at

Olhando para o potencial dos jogadores do Salzburgo, é fácil de prever que, em breve, muitos deles vão estar em clubes de maior dimensão. Para se perceber a qualidade dos jogadores às ordens de Roger Schmidt, basta recordar a vitória sobre um Bayern de Munique com grande parte dos habituais titulares, em Janeiro, por 3-0. O encontro era de carácter amigável, mas não é qualquer equipa que tem capacidade de derrotar os campeões da Europa. Os austríacos têm, de facto, um plantel muito talentoso, principalmente no ataque. Sadio Mané, senegalês de 21 anos que costuma actuar sobre a esquerda, é um ala entusiasmante, muito perigoso nas diagonais e com uma capacidade técnica do outro mundo; no flanco contrário, Kevin Kampl, esloveno de 23 anos, é um extremo muito rápido, com boa visão de jogo e que desequilibra imenso no 1×1. A dupla de ataque composta por Soriano e Alan complementa-se na perfeição. O espanhol, ex-Barça B, está, aos 28 anos, no melhor momento da carreira. Tem um sentido de baliza notável, é bastante inteligente nas movimentações e tem uma capacidade de finalização muito acima da média. Já o brasileiro, explosivo e de remate fácil, está pronto para dar o salto para um campeonato mais competitivo. Mas a qualidade do Salzburgo não se esgota no sector ofensivo. Martin Hinteregger, central de 21 anos que tem sido associado ao Man United, e Valon Berisha, médio norueguês com enorme margem de progressão, são, também eles, jogadores que terão um futuro auspicioso.

Tendo em conta que, na próxima eliminatória, o Salzburgo terá pela frente o Basileia – que perdeu Salah, a sua grande figura – ou o Maccabi Tel Aviv, de Paulo Sousa, uma presença nos quartos-de-final não é, de todo, impossível. A partir daí, tudo pode acontecer, mas é preciso perceber como os austríacos lidarão com a falta de experiência a nível europeu. Independentemente disso, este Red Bull está a provar que tem asas para voar bem alto, e uma presença na Champions do próximo ano é o sonho de um emblema que tem tido um crescimento fantástico nos últimos tempos e que está a ser, sem dúvida, uma das grandes sensações da temporada.

Andebol: Brilhante!

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cab andebol

O título deste texto é perfeito para a temporada do Sporting até ao momento. Conquista da Supertaça em jogo contra o Porto; primeiro lugar na fase regular do campeonato, pela primeira vez desde 2004/2005; presença nos quartos de final da Taça de Portugal, onde vão defrontar o Porto já dia 1 de março; e participação na fase de grupos da EHF CUP – para quem não sabe, é algo inédito em Portugal na competição, que, fazendo o paralelismo com o futebol, corresponde à Liga Europa.

É precisamente nesta competição que me vou focar, neste artigo. No fim da primeira volta da fase de grupos, o Sporting está em 2º no grupo B, atrás do todo poderoso Montpellier. Tem, para já, o melhor ataque da prova e a segunda melhor defesa da competição. Números brilhantes, sem qualquer dúvida, pois é uma equipa nova nestas andanças e quase sem banco de suplentes para poder rodar durante os jogos. Se a passagem à fase de grupos já foi considerada brilhante por todos os sportinguistas, os resultados obtidos até agora ainda o são mais. Esta equipa está a mostrar o que é o Sporting: esforço, dedicação, devoção para atingir a glória. É certo que se assim continuarem a vão atingir, não na Europa (é quase impossível, isto para não dizer que é completamente impossível), mas nas competições internas, onde quer Porto quer Benfica têm um orçamento muito superior. O sacrifício despendido por estes leões tem sido suficiente para atingir resultados fantásticos até ao momento.

Os leões contaram com casa cheia este domingo.    Fonte: Facebook.com
Os leões contaram com casa cheia este domingo.
Fonte: Facebook do Sporting Clube de Portugal

Indo agora aos jogos, vemos que o Sporting foi ganhar à Dinamarca por 32-25 ao Skjern. Um resultado que correu a Europa do andebol, especialmente a exibição de Ricardo Candeias, devido ao inesperado resultado obtido. Seguiu-se uma derrota com o Montpellier por apenas três golos, em que os franceses tiveram de suar muito para bater os bravos leões, que chegaram a estar a ganhar durante a segunda parte. O resultado 27-30 demostra bem a qualidade que o jogo teve. Seguiu-se o estrondoso resultado deste domingo, ao bater o Zominak por 39-22. A formação vinda da Macedónia não teve argumentos para discutir o resultado, em Mafra, estando o Sporting, neste momento, com o sonho perfeitamente realizável de atingir os quartos de final da competição. Para isto, basta derrotar o adversário deste domingo, 15 de março, e repetir, em Mafra, a vitória sobre a formação dinamarquesa.

É ainda com grande tristeza que vejo que nenhum canal televisivo português mostrou interesse em transmitir os jogos do Sporting em casa. Ter uma equipa nas competições europeias continua a só ser importante no futebol. Uma atitude a rever e com muita urgência, pois não só de futebol vive o desporto.

O que parecia um sonho quase irrealizável está cada vez mais perto de se realizar. Eu, como sportinguista, não poderia deixar de estar mais agradado com estas exibições e com estes resultados, mas muito trabalho ainda precisa de ser feito até ao fim da temporada, pois nada está ganho.

Um devaneio sobre o Welsh Open

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cab Snooker

Ray Reardon uma vez disse: If I had to make the choice between staying married and playing snooker, snooker would win

(“Se eu tivesse de fazer uma escolha entre permanecer casado ou jogar snooker, o snooker ganharia”).

 

Não é uma afirmação muito escandalosa, no meu ponto de vista. Já expus, em artigos passados do Bola na Rede, algumas das razões pelas quais o snooker ganhou lugar no meu pequeno universo. E no seu universo, caro leitor, já há espaço para este desporto?

Independentemente da sua resposta, esta prática desportiva, que utiliza uma mesa apropriada, um taco e 22 bolas (quase soa a um insulto “dividir” o snooker nestas meras regras), não pára. O Welsh Open está de volta e conta com todos os jogadores famintos de vitória.

Primeiro, um breve contexto sobre este torneio. É uma competição profissional, e esta edição tem, pela primeira vez, todos os 128 jogadores do ranking mundial a começarem no mesmo round e no mesmo local. O formato do torneio passa por: da primeira fase até aos quartos-de-final, são possíveis sete frames; nos quartos-de-final, é à melhor de nove; nas meias-finais, há 11 frames possíveis e, na grande final, há a possibilidade de assistirmos a 17 frames.

Em 2013, Stephen Maguire conquistou a prova. O escocês ganhou ao inglês Stuart Bingham na negra, depois de um encontro muito equilibrado.

O Welsh Open 2014 começou no dia 19 de Fevereiro e terá lugar até dia 2 de Março, no Newport Centre, Reino Unido. O vencedor levará para casa a quantia de £60,000 (72,761.41€).

Até agora, não ocorreu nenhuma grande surpresa – falo nos resultados. É claro que, como qualquer outro desporto, não nos devemos agarrar unicamente às probabilidades de um jogador ganhar. Caso as probabilidades fossem certas, um jogo era apenas um “facto” ou um “acontecimento provável”. Ora, se não existissem factos extrínsecos, qual era o objectivo de uma competição? Isto para chegar à conclusão de que ver todos os jogos de snooker é imprescindível para uma boa sanidade mental! Fora de brincadeiras, pensa o caro leitor… Mas espero não estar a falar na primeira pessoa quando afirmo que o bem-estar intelectual passa também pelo desporto e/ou pela paixão a um clube.

Newport Centre nas preparações para o Welsh Open  Fonte: World Snooker
Newport Centre nas preparações para o Welsh Open
Fonte: World Snooker

Depois deste pequeno devaneio, posso apenas acrescentar a minha grande vontade em ver Judd Trump ganhar este Welsh Open. Não escondo a ninguém o facto de ser fanática pela sua maneira de jogar e, como boa fã, não desejo se não o mais triunfal para “The Ace”. Tem feito um jogo bastante sólido – duas entradas superiores a 50; uma de 100 e outra de 131, contra Kyren Wilson, e o marcador contra Jamie Burnett apresentou o resultado final de 4 (7) 1 a favor de Trump. O seu próximo jogo será contra o vencedor da partida entre Anthony McGill e Ryan Day (as minhas apostas recaem neste último).

Amanhã, faça uma pequena (ou grande) pausa na sua rotina e veja o encontro entre Ding Junhui, o chinês que não desilude, e Jamie Cope, às 10h30.

Quem será o novo campeão?

Team Trump

Para se manter a par de todos os resultados das nossas estrelas: http://www.worldsnooker.com/page/NewsArticles/0,,13165~2324947,00.html

A Guerra do Trono

cab futebol feminino

Senhoras e senhores, agarrem nas pipocas, façam as vossas apostas e, acima de tudo, preparem-se: a fase de apuramento do campeão nacional de futebol feminino está prestes a começar! Findada a fase regular da competição, já são conhecidas as quatro equipas que vão debater-se entre si pelo título de campeão nacional. A luta adivinha-se intensa e aguerrida, mas, no fim, só uma equipa poderá erguer o mais cobiçado troféu do futebol feminino português. Neste texto, faço uma breve antevisão dessa disputa, na qual avalio as hipóteses que as quatro equipas têm de chegar ao título.

 “ Os quatro finalistas do campeonato nacional de futebol feminino: A-dos-Francos, Clube Futebol Benfica, Atlético Ouriense e Clube Albergaria “

“ Os quatro finalistas do campeonato nacional de futebol feminino: A-dos-Francos, Clube Futebol Benfica, Atlético Ouriense e Clube Albergaria “

A-dos-Francos

“Líder-Sensação quer ser Campeão”

Independentemente da forma como acabe esta fase de apuramento de campeão, a equipa do A-dos-Francos está de parabéns pelo campeonato que realizou até aqui. Se, na época passada, já tinha dado provas de ter asas para voos maiores, a equipa da Caldas da Rainha soube reforçar-se muito bem e apresentou uma consistência de resultados fenomenal na primeira fase do campeonato – em 18 jogos contou com 16 vitórias e apenas duas derrotas. Melhor era difícil para uma equipa recém-promovida num campeonato que está cada vez mais competitivo.

A questão de fundo é esta: terá o A-dos-Francos folgo para se manter no topo da tabela e terminar em beleza uma época verdadeiramente de sonho? É possível, até provável, mas certamente não será fácil. As estreantes no primeiro escalão do futebol feminino têm pela frente três equipas que são verdadeiros ossos duros de roer. E, se é verdade que foram donas e senhoras da primeira parte do campeonato nacional, há que relembrar que os pontos são divididos pela metade na entrada desta nova fase. Assim, A-dos-Francos parte com 24 pontos, Clube Futebol Benfica com 22, Atlético Ouriense com 20 e Clube de Albergaria com 19. Isto significa que, matematicamente, qualquer uma das quatro equipas apenas depende de si própria para ser campeã. Com apenas três deslizes na época inteira (contra Albergaria e Clube Futebol Benfica, para o campeonato, e Viseu 2001, para a taça), cabe agora ao A-dos-Francos provar que tem mesmo o que é preciso para ser campeão.

“Equipa recém-promovida do A-dos-Francos termina fase regular no topo da tabela classificativa. Ser campeã é o próximo objectivo” Fonte: Futebolfemininoportugal.com
“Equipa recém-promovida do A-dos-Francos termina fase regular no topo da tabela classificativa. Ser campeã é o próximo objectivo”
Fonte: Futebolfemininoportugal.com

Prós: Partem em vantagem; colectivo entrosado e consistente; jogadoras chave que podem fazer a diferença.

Contra: Podem acusar a pressão de serem a equipa a abater; o final do campeonato contou com duas derrotas desmoralizadoras.

Veredicto final: O sonho do título tem de falar mais alto do que a pressão de entrar na fase final como equipa a abater. Para isso, as atletas das Caldas têm de se apresentar ao seu melhor nível, com os seus elementos chave – a avançada Catarina Sousa ou a guarda-redes Patrícia Morais – a garantirem pontos. Se isso acontecer, vai ser difícil a liderança sair das Caldas da Rainha.

 

Clube Futebol Benfica
“Papoilas esmagadoras”

Desde que perdeu por 2 a 0 contra o Valadares Gaia, a 15 de Dezembro do ano passado, o Clube Futebol Benfica disputou mais seis jogos para o campeonato. Em todos eles, venceu por uma margem nunca inferior a quatro golos, incluindo uns expressivos 4 a 0, frente ao A-dos-Francos, e 5 a 0, frente ao Atlético Ouriense. Não há outra forma de o dizer, em Benfica anda a jogar-se muito. Lideradas pela melhor marcadora nacional, Mafalda Marujo, que já conta com 29 golos na competição, a equipa do “Fofó” entra a todo o gás na fase final do campeonato, e é o principal adversário do A-dos-Francos na luta pelo título. E pensar que, na época passada, ficaram apenas um ponto acima da linha de água, na fase de manutenção. Este ano, o Clube Futebol Benfica construiu uma excelente equipa e depressa mostrou ter argumentos para disputar o título taco-a-taco com os grandes. Partindo apenas a dois pontos do líder, e ainda que esteja tudo em aberto, o “Fofó” é, na minha opinião, a equipa que reúne maior favoritismo a sagrar-se campeã no final da temporada.

 

“O Clube Futebol Benfica – Fofó – tem praticado um futebol de excelente qualidade e assume-se como sério candidato ao título” Fonte: Aminhabola.blogspot.pt
“O Clube Futebol Benfica – Fofó – tem praticado um futebol de excelente qualidade e assume-se como sério candidato ao título”
Fonte: Aminhabola.blogspot.pt

Prós: Excelente momento de forma; resultados expressivos (nomeadamente contra adversários directos) motivam a equipa; colectivo fortíssimo e extremamente eficiente – quer a atacar, quer a defender.

Contras: Clube pode ser penalizado em três pontos em virtude de uma alegada utilização irregular da atleta Filipa Patão (jogadora foi suspensa enquanto treinadora de uma equipa de futebol 7 de escalões jovens). O caso ainda está em averiguações, mas um eventual desfecho desfavorável poderá ter um impacto negativo na prestação da equipa.

Veredicto final: A equipa que quiser ser campeã terá obrigatoriamente de passar pelo Clube Futebol Benfica. Se Mafalda Marujo e companhia continuarem em modo de “papoilas esmagadoras”, não haverá quem as agarre. Se não forem campeãs, ficarão certamente muito perto disso mesmo.

 

Atlético Ouriense
“O campeão em título ainda tem uma palavra a dizer”

Um pouco em marcha inversa ao que o Clube Futebol Benfica fez, a equipa do Atlético Ouriense teve um início de campeonato pujante, mas o rendimento foi caindo à medida que o campeonato avançava. As jogadoras de Ourém entram nesta fase final a quatro pontos do líder e com um novo treinador – Mauro Moderno saiu do comando técnico da equipa após uma pesada derrota contra o “Fofó”, por 5 a 0, e deu lugar a Marco Ramos, que orientava os juvenis do clube. Surpreendentemente, a equipa parece ter ganhado um novo ânimo, e soma vitórias desde a troca de treinador – três jogos, 11 golos marcados, nenhum sofrido. A questão aqui é só uma: será este novo fôlego suficiente para surpreender na fase final e revalidar o título de campeão?

 “Com um novo treinador ao leme da equipa, o actual campeão nacional Atlético Ouriense ainda tem uma palavra a dizer na luta pelo título” Fonte: odesportonoalentejo.blogspot.com

“Com um novo treinador ao leme da equipa, o actual campeão nacional Atlético Ouriense ainda tem uma palavra a dizer na luta pelo título”
Fonte: odesportonoalentejo.blogspot.com

Prós: Plantel recheado de qualidade e com muitas soluções, em particular no ataque; novo técnico parece ter desencadeado um efeito  motivador na equipa.

Contras: Quatro pontos podem fazer a diferença na luta pelo título; troca de treinador e certa responsabilidade de defender o título são possíveis factores de pressão.

Veredicto final: O Atlético Ouriense tem pela frente um jogo de “ses”, nesta fase final do campeonato, uma espécie de “ou vai ou racha”. Se Marco Ramos continuar a sair-se bem no comando da equipa e as jogadoras aproveitarem o impulso para voltarem à forma em que estavam no início da época (ou da temporada passada, para esse efeito), ainda têm uma hipótese de renovar o título e atingir o bicampeonato. Caso contrário, o feito adivinha-se algo complicado.

 

Clube Albergaria
“Limpar em casa, ir discutir fora”

Dizer que o Clube Albergaria é a equipa com menos hipóteses de se sagrar campeã parece, de alguma forma, injusto, a julgar pela boa campanha que fizeram esta temporada. Com um plantel com poucas alterações daquele que há um ano lhe valeu o segundo lugar, o Albergaria parte com cinco pontos de desvantagem num minicampeonato de 18 pontos possíveis. Para sonhar com o título, terão de fazer uso-fruto do seu melhor trunfo – o factor casa. Ir jogar a Albergaria é algo que faz tremer qualquer equipa do campeonato nacional. Mesmo que não consiga disputar o título de campeão, o Clube Albergaria tem potencial para baralhar as contas a todos os outros candidatos.

“Clube Albergaria parte da última posição da fase de apuramento de campeão, mas tem potencial para vir a surpreender” Fonte: Diarioaveiro.pt
“Clube Albergaria parte da última posição da fase de apuramento de campeão, mas tem potencial para vir a surpreender”
Fonte: Diarioaveiro.pt

Prós: estrutura da equipa mantêm-se praticamente inalterada; factor casa é crucial; boas prestações contra adversários directos.

Contras: parte da maior desvantagem pontual (19 pontos) e jogos fora vão ser muito difíceis.

Veredicto final: tal como o Ouriense, o Albergaria tem de puxar dos galões para discutir o título de campeão nacional. A ordem será mesmo limpar em casa e disputar pontos fora. Com estas duas premissas a confirmarem-se, quem sabe se não há mesmo uma surpresa e o “caneco” não fica em Albergaria?

 

A guerra pelo trono mais cobiçado do futebol feminino português está lançada. E, este ano, o espectáculo promete. Das quatro equipas que vão a jogo, todas apresentaram argumentos para lutar pelo título e vão agora tirar as teimas sobre quem é, de facto, a melhor. Atribuir qualquer tipo de favoritismos é sempre algo ingrato, em particular numa fase final que se adivinha extremamente renhida. No entanto, se há algo que este redactor adora no desporto – e em particular no futebol – é o facto de ele estar muito, muito longe de ser matemático. Ainda que atribua algum favoritismo ao Clube Futebol Benfica e, possivelmente, ao A-dos-Francos, tudo está verdadeiramente em aberto. Assim, como não tenho bolas de cristal nem dotes cartomantes, prefiro, em jeito de nota final, dar uma de professor Chibanga: A-dos-Francos, Clube Futebol Benfica, Atlético Ouriense e Clube Albergaria. Uma destas equipas será a próxima grande vencedora do campeonato português de futebol feminino.

Let the games begin.

Benfica 1-0 V. Guimarães: O Harry Potter de Leste voltou a fazer das suas

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camisolasberrantes

Portugal parou, com o coração nas mãos, para ver o que é que o Benfica fazia. O princípio do 33º campeonato começava – ou não – a desenhar-se aqui. Nesta noite. Neste jogo. Com um Sporting em começo de quebra e um Porto a rebentar pelas costuras. O futuro a quem pertence. A quem o reclama. E este tem de ser nosso. Benfica à Benfica precisa-se.

Não foi o que se viu. Um amor tímido, aquele que a equipa partilhou com os adeptos. Havia medo de perder. De não ser correspondido. De agarrar com unhas e dentes aquilo que é nosso por direito. Porquê? Somos melhores. Ninguém chega para nós. Mas há que mostrá-lo em campo. Olho por olho, dente por dente – como cantava Zeca Afonso. Com o onze do costume salpicado por algumas alterações e ausências, Jesus levava a jogo um Sílvio à direita, um Jardel ao centro e um Sulejmani à esquerda. E, surpresa das surpresas, tudo isso falhou. Mas há mais.

Num jogo em que o Benfica entrou a alto ritmo, com uma oportunidade claríssima de golo para Rodrigo logo aos dois minutos, nada fazia prever que a equipa da casa precisasse de magia para sobreviver. Uma cabeçada entre Pérez e Jardel aos cinco minutos veio matar o ímpeto encarnado e, a partir daí, foi o jogo possível. O central brasileiro não é propriamente acarinhado pela boa sorte, mas hoje tudo lhe aconteceu. Abriu a cabeça, as ligaduras não ficavam no lugar, foi obrigado a jogar com uma touca, meteu o avançado do Guimarães por duas vezes em jogo, protegeu bolas que não saíram e ainda resolveu fintar em zona proibida. Tanto quis mostrar serviço que acabou a servir…de passador.

D. Afonso Henriques...? Fonte: Facebook do SL Benfica
D. Afonso Henriques…?
Fonte: Facebook do SL Benfica

Passo a passo – literalmente (!) – o Benfica lá ia tentando furar por aquela que foi a melhor defesa a jogar na Luz este ano. Rui Vitória não se fez de rogado e só não levou um ponto para casa porque o Benfica tem de ser campeão. E o que tem de ser tem muita força. Ainda assim, o Guimarães deixou em campo blood, sweat and tears e teve em dois elementos os engenheiros que, tijolo por tijolo, construíram a barreira táctica que havia de desesperar mundos e fundos nas bancadas e em casa: Crivellaro é rei do meio-campo vimaranese e um guerreiro à moda antiga. O centro do campo foi dele e até Enzo e Fejsa precisaram de uma ajudinha extra – serventia de Rodrigo ou Lima; à esquerda um conhecido Leonel Olímpio que ia galgando por ali fora até despejar bola em Maazou, o pivô que também merece destaque pelo trabalho que deu à defensiva da casa. Com estas e outras diabruras o Guimarães lá se foi aguentando, sempre com dois homens junto ao detentor da bola, alas fechadas e um centro de campo de meter medo. Jogo de vai ou racha, portanto.

E o Benfica, pela varinha encantada de Markovic, lá foi e rachou. Depois de alguns sustos junto à (bem protegida) baliza de Douglas, o sérvio lá conseguiu – à terceira fantástica tentativa – tirar um coelho do chapéu…com um chapéu ao guarda-redes do Guimarães. Golo da noite, da jornada, da época e da vida do sérvio, se não contarmos com a maldade perpetrada no Estádio José Alvalade. Rodrigo, num dos poucos lances em que esteve bem, recebe a bola, roda sobre si próprio e com pózinhos de perlimpimpim faz a assistência que, a cinco minutos do intervalo, complicava as contas a Rui Vitória. Valha-nos o feiticeiro.

A partir daí veio mais do mesmo. Um Benfica desligado, podre, nauseabundo e que não mostrava amor à camisola. Do banco avistavam-se soluções, mas o mister é Jorge Jesus e não eu. Não me entendam mal: ele é que manda, sim, mas eu é que percebo do assunto. E passei o jogo inteiro a dizer que o Enzo estava em “dia não” e que o Fejsa, assim, não dava nem para a elementar distribuição de cacetada. Rúben Amorim, senhores. O jogo clamava pelo português, raios! Não houve meio até à entrada do homem. Até aos 84 minutos! E não há milagres, Jesus. Só magia. E foi a magia vinda do Leste que te safou.

O capitão juntou as tropas na tentativa de encaminhar o Benfica para o sucesso. Foi complicado. Fonte: Facebook do SL Benfica
Após o primeiro golo, o capitão juntou as tropas e exigiu mais
Fonte: Facebook do SL Benfica

A Figura
Markovic – Palavras para quê? Nasceu ensinado e saiu de lá de dentro a dar toques. É estonteante. Dá até vontade de o vender por mais de 25 milhões, só para variar um bocado.

O Fora-de-Jogo
Público da Luz – Não tivessem os bilhetes sido oferecidos e estava a noite estragada. Onde anda o Benfiquismo desta gente? Fica a nota: a energia gasta no maldizer também serve para as palmas e para os cânticos. Esta equipa, independentemente do que deixa ou não em campo, merece melhores adeptos.

P.S. – Parabéns a Luisão pelo 400º. Já não se vêem destas coisas no futebol. E muita força ao nosso Mário “Capitão” Coluna. Estamos a torcer por melhores notícias.

Borussia Dortmund: Uma época lesionada

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Depois do bicampeonato e da derrota na final da Champions League 2012/2013, o Borussia Dortmund parece uma equipa diferente. Desequilíbrio e inconstância são as melhores palavras para descrever esta época.

Todos imaginávamos que, com Guardiola, o Bayern München não daria hipótese nenhuma à concorrência, sobretudo ao Borussia Dortmund, mas ninguém previa, com certeza, uma diferença pontual tão grande.

A verdade é que as duas equipas parecem ser a antítese uma da outra: de um lado temos um Bayern equilibradíssimo, quase perfeito, e do outro é-nos apresentado um Borussia Dortmund que parece ter perdido o fulgor dos anos anteriores.

Podemos dizer que a turma de Klöpp tem sido fustigada por lesões e ainda perdeu um jogador, vendido ao Bayern München, o que tem dificultado, e de que maneira, a vida do excêntrico técnico alemão.

Lewandowski será orientado por Guardiola, já a partir da próxima época / Fonte: http://i.huffpost.com
Lewandowski será orientado por Guardiola, já a partir da próxima época
Fonte: i.huffpost.com

As lesões têm assolado o plantel de Westfalen. Jurgen Klöpp já se viu privado do seu quarteto defensivo preferido (Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer), tendo mesmo ido contratar Friedrich, que já tinha colocado um ponto final na carreira. Apesar de os seus laterais já terem voltado, a verdade é que Hummels parece ressentir-se da lesão contraída nos ligamentos, em Novembro, cada vez que participa num jogo. Já o seu companheiro no eixo da defesa, Subotic, tem regresso marcado apenas para meados de Maio; o sérvio sofreu também uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo.

Subotic lesionou-se durante o jogo contra o Wolfsburg, em Novembro de 2013, e só volta em Maio de 2014 / Fonte: Daily Mail
Subotic lesionou-se durante o jogo contra o Wolfsburg, em Novembro de 2013, e só volta em Maio de 2014
Fonte: Daily Mail

Mas os problemas não são só na defesa. O meio-campo também tem sofrido com isso, e o caso mais grave é mesmo o de Gundögan, peça fundamental no sistema de Klöpp, que se encontra afastado dos relvados desde Agosto, devido a problemas lombares. Mais recentemente, foi a vez de Sven Bender ser assolado por uma lesão que também o afastará da competição até Maio, perdendo algumas hipóteses de ser seleccionado por Joachim Löw para o Mundial 2014, a disputar no Brasil.

Outra dor de cabeça para os responsáveis do Dortmund é Jakub Blaszczykowski. O polaco foi mais um a contrair uma lesão nos ligamentos, e tem regresso previsto para Julho, falhando assim o resto da temporada.

Com todos estes jogadores lesionados e com os suplentes a, obviamente, não apresentarem a mesma qualidade, a equipa ressentiu-se e está neste momento no 3º lugar, a um ponto do Bayer Leverkusen, e com um ponto de vantagem sobre os eternos rivais, o Schalke 04. O título é apenas uma miragem, e só com um milagre é que lá chegarão, enquanto que a Liga dos Campeões, com todas estas baixas, parece ser um sonho igualmente impossível.

Os (excelentes) adeptos do Borussia bem podem sonhar, mas será quase impossível ser campeão contra o Bayern de Guardiola / Fonte: sambafoot.com
Os (excelentes) adeptos do Borussia bem podem sonhar, mas será quase impossível ser campeão contra o Bayern de Guardiola
Fonte: sambafoot.com

Será então altura para Klöpp começar a preparar a época 2014/2015. Apesar de o Bayern München ser claramente a melhor equipa do mundo, o Borussia, com um bom substituto de Lewandowski e um plantel mais equilibrado em todos os sectores e bem preparado fisicamente, poderá ter uma palavra a dizer, tanto na discussão do título como na Liga dos Campeões.

Paulo Fonseca: fim de ciclo

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portosentido

É o fim de percurso de Paulo Fonseca. O treinador do Porto já não tem como continuar no comando técnico do Porto. O jogo de ontem com o Estoril demonstra bem a incapacidade de Paulo Fonseca para manter a cabeça à tona da água.

A notícia de que o lugar de treinador do Porto está à disposição é a sentença já há muito prevista. Nos últimos tempos via-se perfeitamente que não havia espaço de manobra. Seja pelos resultados, que não eram favoráveis, seja pela forma da equipa, que deixa muito a desejar. Podia até ser pelas acções de Paulo Fonseca e pela forma como se comporta dentro e fora das quatro linhas. Independentemente da razão, está na hora de ceder o lugar e fazer controlo de danos.

Desde o início da sua campanha no Porto que Paulo Fonseca não conseguiu reunir consenso. As decisões de, à partida, alterar o esquema táctico para introduzir dois pivôs no “reino” de Fernando e a gestão de jogadores como Quintero não caíram bem no universo azul e branco. Porém, a supertaça Cândido de Oliveira, conquistada ao Vitória de Guimarães, acalmou as hostes e deu algum espaço de manobra ao treinador.

O Porto nunca se sentiu verdadeiramente à vontade com o novo esquema. Na maioria dos jogos sofria para marcar e as vitórias chegavam com demasiado esforço e trabalho. O momento de forma e o jogo não eram os melhores. Na Champions League, não conseguiu passar da fase de grupos. Com apenas uma vitória perante o Áustria de Viena e duas derrotas em casa com Atlético de Madrid e Zenit, a aventura milionária rapidamente chegou ao fim. O Porto saía da Liga dos Campeões, fazendo má figura, rumo à Liga Europa.

 

Paulo Fonseca aparenta não ter mais espaço de manobra no Porto  Fonte: Record
Paulo Fonseca aparenta não ter mais espaço de manobra no Porto
Fonte: Record

Paulo Fonseca dirigiu então o foco para a Taça de Portugal e para o campeonato. Em confronto directo com o Benfica no topo da Liga, estava bem encaminhado o percurso no campeonato. Seguiu-se a Taça de Portugal e novas dificuldades. Dificuldades no jogo com o Trofense (vitória pela margem mínima), Vitória de Guimarães (2-0) e, ironicamente, Estoril-Praia (2-1). O próximo adversário é o Benfica, que, neste momento, está num melhor momento de forma do que o Porto.

Com a Taça da Liga veio a novela dos cerca de três minutos de atraso. Na “secretaria”, após a decisão da Federação Portuguesa de Futebol, ficou estabelecido que o Porto passaria às meias-finais da competição (embora ainda esteja para ser conhecida a decisão do recurso apresentado pelo Sporting). Paulo Fonseca levou o Porto à passagem. No entanto, não foi uma viagem tranquila, foi repleta de dificuldades e sem mostrar a qualidade do Porto. Segue-se o Benfica, embora ainda falte para o embate…

O cerco à volta de Paulo Fonseca ficou cada vez mais estreito. A Liga Europa surge quando o Porto já se encontra atrás do Benfica. Novo desaire, desta vez com os alemães do Eintracht Frankfurt. Nova exibição fraquinha, com demasiadas lacunas ofensivas, mas sobretudo defensivas. Falta a segunda mão, na Alemanha, país onde o Porto apresenta sempre dificuldades. Perante um adversário que está a ter uma época terrível, o Porto não foi capaz de se impor, num confronto europeu em que a experiência do Porto é bastante superior.

A conferência de imprensa após o jogo de ontem foi atendida por um Paulo Fonseca cuja cara não mente. Embora ele tenha dito, nas poucas palavras que proferiu, que deseja continuar a comandar o Porto, não está em condições de o fazer. Tendo em conta a conquista da Supertaça, a qualificação para as “meias” da Taça de Portugal e Taça da Liga, esta não aparenta ser uma época terrível, como foi a época 2012-2013 do Sporting. No entanto, é manifestamente pouco para um clube do calibre do Porto. O Porto joga mal, não inspira confiança e afasta os seus adeptos com pobres espectáculos. O jogo de ontem, assim como os lenços brancos, mostram isso mesmo.

Análise da primeira metade da época

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A primeira metade da época já está concluída. Os All-Stars simbolizam esse marco e é agora que são feitas todas as decisões importantes. A grande corrida aos playoffs começou agora mesmo.

Posto isto, decidi aproveitar este momento para destacar as melhores e piores equipas, surpresas e jogadores até ao momento.

Charlotte Bobcats – A equipa, outrora formação com pior registo da liga, tem apresentado um basquetebol agradável em comparação com outros anos. Está em 8ª posição na conferência Este e pode ir aos playoffs. A adição de Al Jefferson foi muito boa para o grupo. Tem sido um dos melhores postes da liga, estatisticamente falando, e tem ajudado bastante a equipa. A equipa de Charlotte tem sido, sem dúvida alguma, a maior surpresa deste ano. E se forem aos playoffs, serão uma história de evolução tremenda no espaço de dois anos.

Estes jogadores estão prestes a entrar na história dos Bobcats. Se forem aos playoffs, vão passar da equipa com pior registo da liga aos playoffs no espaço de dois anos. Fonte: Bigstory.ap.org
Estes jogadores estão prestes a entrar na história dos Bobcats. Se forem aos playoffs, vão passar da equipa com pior registo da liga aos playoffs no espaço de dois anos.
Fonte: Bigstory.ap.org

Lance Stephenson – Pessoalmente, é o jogador que mais me tem surpreendido. Lidera a liga em triplos-duplos. A nível de assistências, é o que tem mais na equipa, e é o segundo jogador com mais pontos e ressaltos dos Pacers.

Cleveland Cavaliers – No início do ano, esta formação era apontada aos playoffs, no entanto, têm tido imensos problemas. Luol Deng foi trocado e pouco tempo depois da sua chegada, afirmou que não iria querer ficar na equipa do estado de Ohio. Anthony Bennett está a ser uma grande desilusão e de acordo com as necessidades do plantel, até Alex Len, posteriormente seleccionado pelos Phoenix Suns, teria sido uma escolha melhor.

Boston Celtics – Um grupo com a história dos Celtics não pode jogar para “tentar” ir aos playoffs. As trocas que têm realizado são todas para preparar a equipa para o futuro. Nesse sentido estão a ter uma gestão interessante, mas não deixa de ser decepcionante o estado da equipa.

Chicago Bulls – Não acredito que não haja ninguém que não aplauda o esforço dos Bulls este ano. De um plantel feito à volta de Derrick Rose, a uma grande falta de qualidade ofensiva. Os Bulls estão saudáveis e, certamente que já garantiram um lugar nos playoffs. Noah tem sido o jogador mais influente da equipa cedida em Illinois.

Goran Dragić tem ajudado os Suns a garantir vitórias, quase que suficientes, para irem aos playoffs. Esse destino não está muito longe. Fonte: Zanda.com
Goran Dragić tem ajudado os Suns a garantir vitórias, quase que suficientes, para irem aos playoffs. Esse destino não está muito longe.
Fonte: Zanda.com

Phoenix Suns – Apesar de terem um bom grupo, ninguém esperava que o grupo de Phoenix estivesse tão bem posicionado na corrida aos playoffs. A equipa sensação deste ano tem também um dos jogadores que mais evoluiu. Goran Dragić tem sido impressionante e tem carregado a formação às costas. Estamos perante um jogador que não só joga, como faz jogar muitíssimo bem todos à sua volta.

Sacramento Kings – Na mesma divisão que a equipa anterior, os Kings estão numa posição completamente oposta. Muito longe de sequer sonharem com os playoffs, os Kings têm-me sido uma grande desilusão. Com um dos postes mais irreverentes da liga, DeMarcus Cousins, com Rudy Gay, outrora considerado uma estrela em Memphis, mas que apresenta graves problemas de consistência, e um base que certamente merece um melhor plantel do que aquele em que está em Isaiah Thomas, os Kings têm o dever de estar melhor colocados.

Los Angeles Lakers – Da equipa com mais aparições nas finais da NBA, só se espera que estejam sempre a tentar ir lá mais uma vez. No entanto, estão empatados com os Kings no último lugar da conferencia Oeste, a grande desilusão desta época.

Fernando Cardinal: a máquina de fazer golos

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cab futsal

Neste fim-de-semana o Campeonato Nacional de futsal está parado. A jornada 20 será disputada nos próximos dias 1 e 2 de Março, com jogos extremamente interessantes em perspetiva, como é são os casos do Boavista-Fundão, do Braga-Sporting, do Rio Ave-Módicus ou do Vila Verde-Benfica, que irão decerto torná-la muito competitiva. O Braga-Sporting é, sem dúvida alguma, o jogo da jornada, podendo haver modificações na frente do Campeonato.

Devido a esta paragem, hoje vou falar sobre um jogador que admiro e que acho excecional: Fernando Cardinal.

A minha admiração por este jogador nasceu quando ele era jogador do Sporting Clube de Portugal. Sempre que assistia a um jogo de futsal da equipa leonina e o via jogar ficava deslumbrado com toda a sua qualidade técnica, mas principalmente com o seu poder de finalização. Fantástico!

Foi o melhor marcador da Liga ao serviço do Sporting e posteriormente ao serviço do Rio Ave, demonstrando bem a sua veia goleadora. Tive muita pena que só tenha representado o meu clube de 2009 a 2011. Apesar do processo de que foi alvo, penso que todo o profissionalismo demonstrado até então, bem como a importância que tinha para a equipa, deviam ter pesado mais. Deveria ter sido punido com uma multa ou um castigo mas nunca com uma rescisão do seu contrato.

Cardinal quando vestia as cores do Sporting  Fonte: sportingnamente.blogspot.com
Cardinal quando vestia as cores do Sporting
Fonte: sportingnamente.blogspot.com

Cardinal poderia ter procedido de outra forma, todavia considero que faltar a um treino não é assim tão grave. O jogador nunca escondeu ser do Futebol Clube do Porto, sempre demonstrando um enorme respeito pelo clube: não só pelos adeptos, como também pela direção do Sporting. Prova disso são os cânticos que as claques leoninas entoavam para Cardinal, demonstrando todo o carinho que sentiam pelo pivot, bem como o respeito que tinham por ele, devido à forma como honrava e representava a camisola do Sporting.

É um jogador com características únicas: tem um bom remate com ambos os pés, trabalha muito bem de costas para a baliza, é exímio a finalizar, revela boa qualidade de passe, ajuda defensivamente e demonstra bons níveis de resistência e velocidade.

Ao serviço da Seleção Nacional apresenta-se, indubitavelmente, como uma mais-valia, tendo apontado 50 golos em 75 jogos.

Esteve em dúvida para o UEFA Futsal Euro 2014, mas o selecionador Jorge Braz ajudou-o muito e confiou bastante nele. Tenho a certeza de que não se arrependeu, uma vez que Cardinal realizou boas exibições. Estou convicto de que calou todas as bocas que o criticaram.

Depois da boa prestação no Europeu, e estando Cardinal sem clube, era espectável que assinasse por algum clube. O jogador transferiu-se para o Inter Movistar, equipa que ocupa o 1º lugar da classificação do campeonato espanhol e onde joga o compatriota Ricardinho.

Cardinal e Ricardinho vão jogar juntos no Inter Movistar. Esperam-se muitos golos e muita magia.  Fonte: www.aifsfutsal.com.br
Cardinal e Ricardinho vão jogar juntos no Inter Movistar. Esperam-se muitos golos e muita magia 
Fonte: www.aifsfutsal.com.br

Em entrevista ao site do clube espanhol, Cardinal afirmou: «Foram tempos muito difíceis. Estou muito feliz por voltar a jogar futsal e jogar no Inter Movistar era um sonho que tinha desde criança. Chego com vontade de ajudar a equipa a ganhar títulos»

Em relação ao facto de jogar com Ricardinho, Cardinal disse: «É uma motivação muito grande, porque, para mim, o Ricardinho é o melhor jogador do mundo. Estou muito contente por continuar a jogar com ele, mas também com o resto dos companheiros».

São jogadores como Cardinal que fazem adeptos como eu admirar cada vez mais esta modalidade e segui-la de dia para dia. Obrigado, Fernando Cardinal, tanto pelo respeito que demonstraste com as cores do Sporting, como por tudo o que fizeste e fazes para que o futsal evolua e se torne uma modalidade cada vez mais conhecida e apreciada!

FC Porto 0-1 Estoril: Adeus, até um dia

eternamocidade

11 de Maio de 2013: Liedson passa a bola a Kelvin, que, aos 92 minutos, faz mexer as redes de Artur Moraes, colocando o FC Porto na liderança do campeonato a pouco mais de 90 minutos do seu final. Caro leitor, espero que me permita esta pequeno retrocesso no pensamento, porque desde que cheguei há pouco mais de uma hora do Dragão, ainda estou a tentar perceber o que é que mudou em tão pouco tempo. Uma hora depois, sentado em frente ao computador e à espera de imaginação para lhe escrever este texto, confesso que ainda não tenho explicação. Aos 94 minutos desta noite de 23 de fevereiro de 2014, ouvia o apito de Vasco Santos para o final da partida e não contive o olhar para as bancadas do Dragão. Sim, o estádio onde naquela noite de Maio tudo se transformou numa eclosão de emoções estava agora repleto de lenços brancos, num adeus cada vez mais provável.

Um mar de assobios assolou mais uma vez o Dragão, palco de uma derrota para o campeonato, o que já não acontecia há mais de 5 anos. Naquela altura, o Leixões de José Mota e o bis de Braga conquistavam o Dragão. Hoje, foi o penalty de Evandro e a inteligência táctica de Marco Silva a dar mais um argumento para o fim anunciado. Antes de mais explicações sobre aquilo que é actualmente a realidade portista, permita-me que, em poucos parágrafos, faça um resumo daquilo que se passou hoje no Dragão.

Este pode ter sido o último jogo de Paulo Fonseca como treinador do FC Porto  Fonte: Zero Zero
Este pode ter sido o último jogo de Paulo Fonseca como treinador do FC Porto
Fonte: Zero Zero

Depois do inacreditável empate em casa frente ao Frankfurt para a Liga Europa, o FC Porto entrava em campo para defrontar a revelação da prova, Estoril-Praia. Paulo Fonseca operou uma alteração em relação ao onze que havia defrontado os alemães na última partida, com a entrada de Abdoulaye para o lugar de Maicon. No Estoril, Gonçalo Santos juntou-se a Sebá nos ausentes, com Marco Silva a lançar Filipe Gonçalves e Tiago Gomes como titulares, fazendo Babanco avançar no terreno.

Os dragões até entraram bem na partida, com o desejo de querer fazer rápido e bem, mas como tem sido hábito ao longo da época, não fizeram nem uma coisa nem outra. Passes errados atrás de passes errados, numa primeira parte onde apenas Varela fez perigar a baliza de Vagner. O jogo decorria lentamente, como o Estoril queria, numa toada que o FC Porto nada fazia para contrariar. 45 minutos foram passados assim e, à saída para os balneários, o primeiro coro de assobios dos 25.000 do Dragão fez-se ouvir.

Na segunda parte, o FC Porto entrou com outra dinâmica e, durante 15 minutos, fez o Estoril recuar as linhas, pressionando alto e criando finalmente perigo junto à baliza canarinha. Aos 53 minutos, Quaresma ziguezagueou pela área, mas viu Vagner fechar novamente as redes do Estoril. A equipa visitante ia segurando o resultado como podia, resguardando-se bem na defesa, e procurando aproveitar uma oportunidade que parecia vir a acontecer, mais tarde ou mais cedo. Depois das entradas de Carlos Eduardo e Ghilas, Fonseca procurava dar mais presença na área e acutilância ofensiva à equipa, mas a falta de eficácia no último terço do terreno fazia com que, a cada minuto que passasse, o assobio retomasse o seu lugar no Dragão e o lenço branco já pairasse entre as cadeiras do anfiteatro portista. A equipa parecia querer mudar as coisas, mas, apesar das pernas quererem, a cabeça parecia não permitir.

Aos 78 minutos, a oportunidade do Estoril surgiu. Mangala derrubou Evandro dentro da grande área e foi expulso. O mesmo Evandro, dos 11 metros, não desperdiçou a oportunidade e, sem que tivesse feito muito por isso, o Estoril, que já não tinha treinador no banco devido à expulsão de Marco Silva por protestos, apanhava-se a ganhar no Dragão, que, impávido e sereno, via o FC Porto cair mais uma vez.

Evandro, de penalty, fez o único golo da partida  Fonte: Zero Zero
Evandro, de penalty, fez o único golo da partida
Fonte: Zero Zero

Até ao fim do jogo, pouco ou nada mudou. A equipa pressionou, quis o empate, mas não conseguiu. Mais uma vez, não conseguiu. Mais de cinco anos depois, uma derrota em casa para o campeonato nacional. Entre tudo o que vi e ouvi esta noite no Dragão, isso parece-me o facto menos importante. Confesso-lhe que em tantos anos enquanto associado portista nunca vi tantos lenços brancos no Dragão como nesta noite. Em tantos anos de conquistas e vitórias, nunca tinha visto tanta polícia a proteger um banco de suplentes ameaçado pela fúria dos adeptos.

Dizia André Villas-Boas na gala dos Dragões de Ouro que o portista sente, vive e exige, e por isso ganha mais vezes. Ao olhar para tantos meses e tantos erros esta temporada, permita-me que diga que nem a exigência vale a este FC Porto. O assobio e o lenço branco são apenas gestos para simbolizar aquilo por que hoje vive o clube. E, sim, é exactamente o mesmo clube que naquela noite de 11 de maio de 2013 conquistava uma das maiores vitórias da sua história. Só mudaram os protagonistas porque o clube é o mesmo. E cá para nós, que ninguém nos ouve, sempre me contaram que o clube é maior do que qualquer um que por ele passe. Também por isso, e ao ouvir as notícias desta noite, só me resta dizer: já chega, basta um adeus. Até um dia.

Figura: Evandro
Mostrou no Dragão o porquê de ser um dos jogadores mais cobiçados na Amoreira. Revela uma capacidade tática impressionante e mais uma vez foi decisivo na vitória dos canarinhos no Dragão.

Fora-de-Jogo: Jackson Martínez
O “Sr. 40 milhões” esteve mais uma vez arredado dos golos. O avançado colombiano parece um jogador sem alma nesta altura da temporada e, numa fase em que a equipa precisa tanto dos seus golos, a sua desinspiração é apenas mais um exemplo do desnorte portista.