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O eclipse de Rony

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Rony Lopes, extremo internacional de 24 anos, é um dos maiores talentos do futebol português. Dono de uma capacidade técnica invejável, desde receção, passe, condução, cruzamento e remate, o desequilibrador formado no SL Benfica e Manchester City FC, vive momentos difíceis nesta fase da carreira. Tratando-se de um jogador com mais do que qualidade para estar regularmente nas convocatórias de Fernando Santos, a gestão da sua carreira interessa aos adeptos portugueses e, portanto, é pertinente fazer um ponto de situação atual.

No dia 14 de agosto de 2019, o Sevilla FC anunciava a aquisição de Rony Lopes ao AS Mónaco por uma quantia a rondar os 25 milhões de euros, a contratação mais cara da História do clube. Apesar de o clube francês estar ao nível da grandeza do clube espanhol, a La Liga tem um prestígio e reconhecimento superior à Ligue 1. Numa fase de reestruturação do clube andaluz, que procura voltar a ser campeão espanhol e consolidar-se nas eliminatórias da Liga dos Campeões, Rony acabou por ser a principal aquisição da era “Monchi & Lopetegui”.

Para além disso, não só houve uma aposta forte no extremo português, como houve um abdicar de um dos principais jogadores do conjunto espanhol para a equipa francesa – Wissam Ben Yedder – de forma a facilitar o negócio.

A verdade é que, Rony, tem somente oito participações em janeiro, sendo que soma grande parte dos minutos na Liga Europa (na La Liga, tem apenas uns assustadores 11 minutos). E o cenário parece que não irá mudar. Parece claro que, Julen Lopetegui não conta com o português, até porque na última partida (empate a um ante o Athletic Bilbao), com várias lesões na posição de extremo, o internacional português, mesmo assim, ficou fora dos convocados e Oliver Torres jogou adaptado, com o menino de 18 anos, Bryan Gil, no banco.

Rony ainda só foi titular em jogos da Liga Europa
Fonte: Sevilla FC

Com o Sevilla FC nos 16 avos da Liga Europa e a apenas cinco pontos do primeiro lugar, naturalmente, Lopetegui tem os créditos todos e, provavelmente, não restará grandes hipóteses a Rony. Ou continua até maio seguindo esta tendência de pouca utilização à espera que mude ou, já em janeiro, procura a saída.

No entanto, é difícil de perceber o porquê do insucesso do português. Um jogador desconcertante, que defende razoavelmente e que ataca superiormente, consegue encaixar-se numa equipa do ADN do conjunto andaluz. É verdade que Lucas Ocampos tem estado irrepreensível nesta primeira metade de temporada, mas mesmo assim, surpreende que Rony seja uma carta tão fora do baralho como tem sido.

Interessados não devem faltar e, portanto, caberá ao atleta e seus conselheiros decidir se continuam a tentar mudar a opinião de Lopetegui ou se o melhor será cada uma seguir com a sua vida, sendo certo que, nesta fase da carreira, dificilmente o Sevilla FC terá o retorno do seu investimento.

Foto de Capa: Sevilla FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

UFC em 2020: As 5 melhores confirmações

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2020 ainda agora começou, mas já há muitos combates confirmados que chamam à atenção dos fãs de UFC. Neste artigo vamos destacar e explicar os cinco combates mais entusiasmantes, por ordem cronológica.

Fonte: UFC

Conor McGregor vs Donald Cerrone- O ano não podia começar da melhor maneira do que com o regresso da maior estrela do MMA, Conor McGregor. O irlandês, aparentemente, regressa motivado como nos velhos tempos e pronto para ter um 2020 de excelência. Para isso precisa, claro, de vencer Donald Cerrone.

Cerrone pode não ser dos lutadores mais conhecidos para o fã casual, mas “Cowboy” é o lutador com mais vitórias, finalizações, knockdowns e bónus de performance. Será um teste difícil para McGregor, devido ao seu excelente kickboxe e ao seu forte jogo de chão. Para além disto, será nos 77kg, categoria de peso mais favorável a Cerrone do que a Conor.

Para McGregor é obrigatório vencer este combate, não há margem para erros. O irlandês nos últimos anos esteve muito inconsistente na sua carreira de lutador e teve problemas fora do octógono que mancharam um pouco a sua imagem. No entanto, uma vitória pode reerguer o “Notorious”.

A luta entre os dois será no UFC 246, no dia 18 de janeiro em Las Vegas.

Madrid – Lisboa – Barcelona: a rota dos 20 milhões ou o adeus sem lágrimas de RDT

20 milhões trouxeram-no de Madrid a Lisboa, 20 milhões o levam de volta a Espanha. Raúl de Tomás chegou a Portugal para ser “o” reforço de verão do SL Benfica, mas sai poucos meses – e poucos golos – depois, sem ter contribuído para muito: salvam-se os golos em São Petersburgo (que se revelou importante nas contas europeias) e em Vizela (que ajudou os encarnados a vencerem pela margem mínima os da casa) e o túnel do Algarve, inaugurado quando da Supertaça – único título conquistado pelo espanhol de águia ao peito (para já, ainda pode ser campeão).

O negócio com o RCD Espanyol de Barcelona não é bom, é excelente. Seja por 80% do passe ou pela sua totalidade, com ou sem bónus, a pronto ou a prestações, em dinheiro vivo numa mala como nos filmes de Hollywood ou por MB Way, com euros, dólares, yenes ou dinheiro do Monopólio. Seja como for, recuperar os 20 milhões investidos no atleta é de uma engenharia financeira e negocial dignas de registo.

A perda desportiva… não é significativa. A qualidade técnica e o faro de golo estão lá, indubitavelmente; contudo, não foi capaz de expor as suas diversas e imensas aptidões, nas várias oportunidades que teve – que, diga-se, nem sempre foram as ideais.

Raúl de Tomás assinou até 2024, mas não cumpriu sequer esse número de minutos (jogou 1042´)
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Acredita o histórico emblema espanhol – último classificado da Liga Espanhola, certo, mas presente nos 16-avos de final da Liga Europa, fruto do sétimo lugar da temporada transata e de ter vencido o seu grupo – que R.D.T. pode voltar a fazer em Espanha o que levou o campeão nacional a investir na sua contratação.

Acredita o clube catalão e acredito eu. De Tomás tem muito mais para mostrar e, com 25 anos, ainda vai a tempo de voltar à alta-roda do futebol europeu – e aí ficar. Certo é que a experiência em Portugal não resultou de todo, tendo o jogador espanhol fracassado e, pior do que isso, sem alguma vez ter demonstrado capacidade para lidar com o fracasso.

Em Espanha, num ambiente confortável e integrado num plantel em que poderá ser estrela e receber a adulação consequente, pode vir a provar valer mais do que estes 20 milhões que tanto alarido causaram no verão e que tanto alarido têm causado agora.

Não obstante, à Luz de hoje, não tinham as águias forma de declinar uma oferta (quase) mirabolante por um atleta que ficou a mais de braço, braço e meio de sequer arranhar as expetativas nele depositadas. Não sabendo o que o futuro reserva e querendo esquecer o que o passado comporta, só posso exultar com a venda de Raúl de Tomás, por mais que apreciasse – e aprecie – as suas qualidades.

De Madrid a Lisboa a Barcelona. De craque a flop a… ver vamos o que se segue. É este o trajeto de um futebolista que não chegou a aprender a palavra mais distintiva da língua portuguesa: saudade. Não as deixa, não as leva. No fim, ficou tudo como no início. Repetir-se-á a história?

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O fim da maldição com um acrescento inédito

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No último domingo, o FC Porto foi ao terreno do Sporting CP vencer por 1-2, partida que ficou marcada pelo fim da “maldição de Alvalade”, que já perdurava há onze anos. Com esta vitória, os dragões conseguiram manter a distância pontual para o primeiro lugar, que se situa nos quatro pontos, mas também alcançaram um feito que há muito já não se via, que é o facto de irem conquistar os três pontos, na mesma época, aos palcos dos seus maiores rivais, nomeadamente o Estádio da Luz e o Estádio de Alvalade.

Sendo assim, Sérgio Conceição alcançou um registo que já não era igualado desde os tempos de José Mourinho ao comando dos azuis e brancos, mais precisamente na temporada 2002/03. O motivo principal para esta espera tão longa nem tem sido as partidas realizadas no campo dos encarnados, dado que a formação azul e branca realiza desempenhos com alguma supremacia, como por exemplo nas últimas três visitas ao Estádio da Luz, o FC Porto tem duas vitórias.

O problema tem sido mesmo o outro terreno da segunda circular, zona onde se situa os recintos dos dois principais emblemas de Lisboa, uma vez que a última vitória tinha sido na época 2008/2009, aquando os pupilos de Jesualdo Ferreira, treinador da altura, foram à capital portuguesa requisitar os três pontos, com golos de Lisandro López e de Bruno Alves.

O FC Porto já não conseguia um desempenho tão forte desde a longínqua temporada 2002/2003 Fonte: Bola na Rede

Posto isto, não é descabido afirmar que as visitas ao estádio da equipa leonina eram já uma espécie pequena de “maldição de Bella Guttmann” do FC Porto. Visto que nem formações orientadas por Villas Boas, por Lopetegui, reinado onde houve um grande investimento no plantel, ou então nem em épocas em que os “viscondes” viviam grandes períodos de instabilidade diretiva, como agora, foram suficientes para conseguir quebrar com esta “marca”, que parecia insistir em perdurar. No entanto, tudo acabou com a cabeçada de Soares, após um canto, que devolveu a vantagem do marcador ao emblema nortenho.

Outro ponto a destacar é uma maior percentagem de vitórias que os dragões registam com Sérgio Conceição no comando técnico, nos duelos com os outros grandes do futebol português. Desta forma, desde que o treinador português assumiu os destinos do principal clube do norte, para a Liga, regista duas vitórias, um empate e duas derrotas perante os encarnados, enquanto que o panorama contra os leões é mais satisfatório, já que alcançou três triunfos e dois empates.

O que perfaz na totalidade, cinco vitórias, três empates e duas derrotas, o que evidencia uma maior supremacia dos azuis e brancos nos grandes jogos, comparando com os seus antecessores mais próximos, nomeadamente Nuno Espírito Santo e Julen Lopetegui/José Peseiro.

Perante, este efeito inédito invocado, que demonstra alguma força por parte do elenco do FC Porto, a par da conquista do campeonato, outros dos objetivos, agora, possíveis de atingir, é conseguir uma “ficha limpa” nos jogos com os seus rivais, ou seja, vencer as quatro partidas contra SL Benfica e Sporting CP. Será alcançável?

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os talentos | Gonzalo Plata e Rafael Camacho

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Os jovens Gonzalo Plata e Rafael Camacho estrearam-se recentemente a marcar com a camisola da equipa principal, no último jogo da fase de grupos da Taça da Liga, no qual o Sporting venceu o Portimonense, por 4-2. Os dois extremos leoninos foram reforços do clube de Alvalade, no decorrer do ano 2019.

Gonzalo Plata chegou ao Sporting, há cerca de um ano, no mercado de inverno, proveniente do Independiente del Valle. Os leões adquiriram o internacional equatoriano por um valor a rondar os 1,1 M€, por 50% do passe. Plata rubricou um contrato válido até 2024, com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 M€. O jovem equatoriano foi considerado um dos melhores jogadores do Mundial Sub-20 e já soma pela seleção “A” quatro jogos e um golo.

Já Rafael Camacho estreou-se na Premier League ao serviço da equipa principal do Liverpool, na temporada passada, lançado por Jürgen Klopp. O clube de Alvalade recrutou o jovem internacional sub-20 português, a troco de 5 M€. Camacho tem um vínculo com duração até 2024. O extremo leonino foi internacional nos vários escalões, pela seleção portuguesa, somando 36 internacionalizações e dez golos apontados.

Plata já fez um golo com a camisola leonina, apesar da parca utilização
Fonte: Sporting CP

Os dois jovens têm tido algumas oportunidades, sendo normalmente lançados a partir do banco de suplentes. Camacho e Plata foram decisivos na passagem do Sporting à “final-four” da Taça da Liga, sendo dois dos marcadores na vitória por 4-2 em Portimão.

Os dois extremos são tecnicamente evoluídos, fortes no um contra um ofensivo e têm na velocidade a sua principal arma. Plata é um jogador canhoto, que define muito bem no momento da finalização e pode alinhar em zonas interiores do terreno de jogo, além de jogar nas alas. Camacho, por sua vez, é um jogador mais vertical, que normalmente alinha do lado direito do ataque.

Gonzalo Plata e Rafael Camacho são dois jovens, com enorme talento, que necessitam de evoluir e de ter oportunidades. A evolução destes dois atletas passará por terem competição e a possibilidade de ter mais minutos de jogo, para poderem explodir e demonstrar a sua qualidade. Uma coisa é certa, com trabalho e entrega, caso lhes sejam concedidas oportunidades, poderão tornar-se preponderantes no futuro do Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O Passado Também Chuta: Alessandro Del Piero

Alessandro Del Piero, “Alessandro Magno”, foi uma das figuras mais marcantes da história recente da Juventus e do futebol italiano. O internacional italiano vestiu a camisola 10 da “vecchia signora”, durante 19 temporadas.

Del Piero deu os seus primeiros passos no futebol, ao serviço do Pandova, clube dos escalões secundários italianos. Aos 18 anos estreou-se com a camisola da equipa principal, somando 10 jogos e um golo marcado. As boas exibições do jovem Alessandro valeram a transferência para a Juventus na época 93/94, a troco de 2.58 M€.

Seguiram-se 19 anos ao serviço dos “Bianconeri”, contabilizando 706 jogos disputados e 290 golos. Del Piero ajudou a Juve a conquistar vários títulos – uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intertoto, seis campeonatos, uma Taça de Itália, quatro Supertaças e uma Série B.

Em 2006, a Juventus viu-se envolvida no “calciocaos”, um escândalo de viciação de resultados no futebol italiano, sendo despromovida à segunda divisão. No plantel da “vecchia signora” saíram vários jogadores, estrelas como Fabio Cannavaro, Patrick Vieira, Emerson e Zlatan Ibrahimovic. Alessandro Del Piero manteve-se no clube, continuando a ser uma figura preponderante, um exemplo de lealdade.

Em 2012, deixou a Juventus e rumou ao futebol australiano para representar o Sydney FC, somando 48 jogos e 24 golos. Na temporada 2014/15, retirou-se dos relvados aos 40 anos, ao serviço do Delhi Dynamos FC, na Índia.

Fonte: FIFA

Alessandro Del Piero marcou também a história da seleção italiana, somando 97 internacionalizações e 27 golos marcados. Com a camisola da “squadra azzura” sagrou-se campeão do mundo em 2006 e venceu um campeonato da Europa sub-21. Representando Itália em quatro campeonatos da Europa e três mundiais.

Para a história ficam os golos, os dribles e as assistências de Del Piero, sendo preponderante ao longo de quase duas décadas com a camisola da Juve e da seleção italiana. Del Piero era um jogador tecnicamente evoluído, com boa meia distância e instinto finalizador, sendo um marcador de livres irrepreensível, marcando 53 com sucesso, na sua carreira profissional.

Para sempre, Del Piero será recordado pelos “tiffosi” da Juventus, como um dos seus, pela sua lealdade e pelo que fez, dentro das quatro linhas. Sendo, ainda hoje, o melhor marcador da história da “vecchia signora” e um dos jogadores com mais jogos disputados.

Foto de Capa: Juventus

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Robert Moreno no Mónaco para sarar orgulho ferido

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O Mónaco tem novo treinador. Após substituir o seu próprio substituto, Leonardo Jardim é novamente afastado do comando técnico dos monegascos. Quem assume efetivamente o cargo é uma escolha do diretor desportivo. Jardim afirma que se surpreendeu com a nova rescisão, e que era o treinador do presidente, não o de Oleg Pretrov. O dirigente com peso executivo no clube.

Robert Moreno, abandonou a seleção AA de Espanha após o regresso de Luis Enrique. O último, que teve um abandono fatídico da liderança de la roja, também assumiu o lugar ocupado pelo seu substituto. Moreno, ficou bastante abalado com tal decisão.

O Mónaco, após perder vários jogadores, os mesmos que estão inseridos no principal prisma do futebol da atualidade, mostra-se sem meios de se reerguer. Em termos de direção, o clube encontra-se pouco eficiente, com preparações tardias da temporada na construção do plantel. Claro que, no aspeto desportivo, tal se vem refletindo.

O início pouco positivo do conjunto do principado foi factual. Foram três pontos conquistados nos seis primeiros jogos. Alarmante. Nos seguintes seis compensou, ao amealhar 12! A verdade é que essa etapa de recuperação se verificava pois, durante esse ciclo, também tirou o Marselha, de Villas Boas, da Taça da Liga.

Ofensivamente, a equipa é bastante eficiente. Conta com Ben Yedder, que é o melhor marcador da Liga com 13 golos, e Slimani com quase metade desses tentos (seis), e ainda oito assistências. Uma dupla bastante prolifera, com bastante velocidade e bom nível de entendimento.

Por isso, habitualmente, Jardim preferia o esquema com dois avançados, apostando na profundidade: alas ao invés de extremos ou laterais, e médios agrupados mais no miolo. Em termos defensivos, a equipa deixava muito a desejar.

A formação de três defesas requer posicionamento, compactação e velocidade. A última exigência não se notava. E, um posicionamento de excelência, consequentemente, era impedido. Glik e Jemerson são mais pedidos numa linha de quatro, a meu ver. A velocidade já não é a mesma, e no jogo em profundidade do oponente, a equipa ressente-se, não conseguindo acompanhar as investidas adversárias atempadamente.

Ben Yedder tem sido claro destaque na Ligue 1
Fonte: Asmonaco.com

Moreno, chega com a tarefa de prolongar este volte face. Com mercado disponível, mas talvez pouca margem de manobra no mesmo, penso que a aquisição de, pelo menos, um central é urgente. Ou então laterais que cumpram. Com dois médios centro também já em fase decadente, o fulgor físico também é transparecido no meio campo. Fàbregas e Adrien Silva denotam uma quebra em relação às suas capacidades máximas. No entanto, mesmo assim são peças razoáveis e que se forem colocadas de forma condizente ao seu perfil, poderão render bem ainda.

Para o ataque, penso que há muitas opções. Pode-se dizer que Yedder e Slimani estão no auge e têm bons alas para os servirem. Gelson Martins e Gil Dias têm boa capacidade de assistir e no um contra um.

Dá-me a parecer que Moreno prefira os dois laterais. Porém, neste momento, não há qualidade assinalável para a defesa lateral. Gil Dias foi, inclusive, adaptado a lateral esquerdo num jogo, no último de Jardim, curiosamente, numa vitória de 5×1 diante do Lille! Num jogo em que fez alinhar, então, uma defesa a quatro.

Moreno chegou e adotou o 4-3-3. O sistema, típico de futebol espanhol, deu frutos, visto que permitiu a passagem aos 16 avos de final da Taça de França.

Adrien Silva sai do 11, dando lugar à posição fixa de Bakayoko (nº seis); e as de médio interior couberam a Golovin e Fàbregas; para o tridente atacante, viu-se Gelson, Keita nos extremos, Ben Yedder no centro. Glik e Maripan (reforço, proveniente do Alavés) no eixo da defesa, e os jovens Henrichs, adaptado a defesa direito, e Ballo Touré, a esquerdo. Neste esquema, Slimani e Yedder não cabem juntos. Essa dupla vai deixar de entrar de início. O bom, é ter sempre um bom ponta de lança, fresco, e pronto a intervir como suplente, conforme as circunstâncias do jogo.

Trata-se afinal de um clube que se encontrou num plano competitivo máximo, mais concretamente na época 2016/17, e após ter perdido a espinha dorsal e alguns órgãos importantes, não se conseguiu impor. Tende em demonstrar dificuldades na obtenção de resultados consistentes. Volto a afirmar, a defesa é o setor com mais debilidade no conjunto francês.

Moreno vem com sentimento de “vingança”, pois mesmo após liderar a seleção do seu país ao apuramento para o Euro 2020, continua com algo a provar enquanto técnico ao mais alto nível.

Foto de Capa: AS Monaco

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Será que vai ser José Mourinho a parar o furacão «red»?

58 pontos, fruto de vinte vitórias e um empate, em vinte e uma partidas, 49 golos marcados e 14 sofridos. É este o registo avassalador do Liverpool FC de Jurgen Klopp, na Premier League. O título parece garantido e agora fica a pergunta: será que o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho terá argumentos para travar a marcha imperial dos reds?

O duelo entre Tottenham e Liverpool do próximo sábado (17h30) tem tudo para deixar mais marcas no conjunto londrino do que nos atuais líderes do campeonato, quer seja pela positiva ou pela negativa. Enquanto a formação de Merseyside tem a questão praticamente resolvida quanto à conquista da Premiership, do outro lado o Tottenham precisa de pontos como de pão para a boca para não perder o comboio do quarto lugar (última posição de acesso à Liga dos Campeões da próxima temporada).

O desafio é talhado para equipas que gostam de se agigantar e este Tottenham tem sido tudo menos uma equipa de grande dimensão esta temporada. Mauricio Pochettino montou uma estrutura sólida, com uma ideia de jogo atraente, e levou os Spurs a um crescimento sustentado, mas o início de época irregular e sobretudo com vários problemas defensivos levou à aposta numa mudança de treinador.

José Mourinho entrou e se os indicadores iniciais pareceram promissores, logo o Tottenham caiu numa certa previsibilidade na forma como constrói o jogo, mostrando excessiva dependência do passe longo e do ataque à profundidade, quando as características de boa parte dos médios ofensivos do conjunto do Norte de Londres exigem um futebol rápido mas mais envolvente.

Mourinho é o treinador do vice-campeão da Europa
Fonte: Tottenham Hotspur

Ora, e o que deve fazer o Tottenham para conseguir travar uma máquina que parece imparável? Para começar, demonstrar uma coesão defensiva que não tem revelado, regra geral, na presente temporada. Fruto de lesões, mudanças, adaptações e erros individuais, o rendimento coletivo da defesa dos Spurs tem sido inconstante. Coesão não significa necessariamente defender muito recuado, embora cortar o ataque à profundidade seja uma forma de minimizar os perigos que possam surgir do lado dos líderes da Premier League.

O Liverpool é possivelmente, neste momento, a equipa taticamente mais completa do mundo e possui uma panóplia de recursos para ferir os adversários. Tanto sabe atacar de forma organizada, em posse, como estica com grande voracidade e destreza no trio da frente, bem alicerçado por um meio-campo robusto e pressionante e uma dupla de laterais (Alexander Arnold-Robertson) que parece voar em campo.

Mourinho vai variando entre um esquema com três ou quatro defesas e a equipa ainda não encontrou os equilíbrios. Ndombélé podia parecer encaixar na perfeição no modelo do técnico português mas voltou a lesionar-se. No empate perante o Middlesborough, na FA Cup, viu-se um meio-campo bastante ofensivo, fruto também das circunstâncias.

A questão para o jogo do próximo sábado, com o Liverpool, é perceber qual o enquadramento tático dos Spurs perante um adversário tão forte e num cenário adverso para José Mourinho na construção da própria equipa. A aposta num 5-3-2 flexível (com os laterais a projetarem-se em fase ofensiva) pode ser a melhor arma, numa altura em que a equipa fica mais dependente da criatividade de Eriksen e dos rasgos de Son, com o craque Kane afastado por lesão.

APOSTA VIP: +2.5 golos

A irregularidade defensiva do Tottenham, aliada à capacidade do Liverpool faturar em todos os contextos, leva a crer que este vai ser um jogo com pelo menos três golos. E apesar de se tratar de um clássico, a diferença de estabilidade revelada pelas duas equipas ao longo da temporada faz dos reds favoritos para este desafio.

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Há esperança para o FC Paços de Ferreira?

A primeira metade da época não tem sido fácil para os castores. O FC Paços de Ferreira somou apenas 14 pontos em 15 partidas do campeonato nacional, sendo que apenas na última jornada conseguiram sair da zona de despromoção. Os pacenses bateram em casa o Moreirense FC por 1-0, num jogo em que contaram com alguma felicidade para arrecadar a vitória, mas que premiou a segurança defensiva e a vontade de vencer do clube da Capital do Móvel.

Contudo, ainda há muito trabalho pela frente. A dificuldade e a exigência mantêm-se na próxima jornada, uma vez que vão defrontar nada mais, nada menos, que o clube que está neste momento um lugar abaixo na classificação – e, portanto, na linha de água -, o Portimonense SC.

Os algarvios, apesar da qualidade do plantel, têm feito um campeonato aquém do esperado, com apenas duas vitórias em 15 partidas, contabilizando 13 pontos e um desapontante 17º lugar na liga. Este poderá ser um jogo chave para os castores, que em caso de vitória, têm aqui a possibilidade de cavar um fosso maior para os dois clubes em zona de despromoção e respirar ligeiramente de alívio.

Com quase meia época nas pernas e ainda a participar na Taça de Portugal – terá de vencer a equipa sensação do campeonato, FC Famalicão, se quiser rumar às meias-finais da competição –  era imperativo reforçar o plantel para melhorar a competitividade da equipa.

Stephen Eustáquio foi o primeiro reforço de inverno dos castores
Fonte: FC Paços de Ferreira

A direção do Paços de Ferreira FC percebeu isso mesmo e são já três as entradas no mercado de inverno: Stephen Eustáquio, o médio virtuoso de 23 anos chegou como empréstimo do Cruz Azul, do México, para onde foi depois de ter dado nas vistas ao serviço do GD Chaves; Adriano Castanheira, o extremo que é um jogador que aparece com muita qualidade na zona de finalização, prova disso são os seis golos em 14 jogos na Segunda Liga que conseguiu na primeira metade da época, ao serviço do SC Covilhã; e João Amaral, também ele extremo, que regressa a Portugal depois de época e meia na liga polaca, onde em 2018/2019 chegou aos 10 golos em 30 partidas.

Os castores atacaram bem o mercado de inverno e conseguiram colmatar um dos seus maiores problemas, o ataque (têm o terceiro pior do campeonato), mas talvez seja importante garantir ainda mais um avançado com faro de golo e reforçar a defesa.

Depois de terem ascendido à Primeira Liga pela mão do “rei das subidas” – o técnico Vítor Oliveira -, o Paços de Ferreira FC também estará, neste momento, bem liderado por Pepa, ele próprio um especialista em manutenções, depois de na três épocas anteriores ter conseguido de forma muito eficaz manter o CD Tondela no principal escalão do futebol português e de até ter conquistado a melhor classificação de sempre para os auriverdes.

Creio que estão reunidos todos os ingredientes para uma segunda metade de época feliz para o emblema histórico de Paços de Ferreira, desde que mantenham o foco no objetivo mais próximo que é garantir a permanência na Primeira Liga, tendo sempre em mente os momentos do passado de sucesso do clube e a vontade de voltar a dar alegrias aos adeptos.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Torneio dos Quatro Trampolins: O balanço do evento mais esperado do ano

É sempre na época natalícia que os olhos dos amantes dos Saltos de Esqui aguardam ansiosamente aquele que é o evento mais esperado do ano: O Torneio dos Quatro Trampolins.

A 68.ª edição do Torneio dos Quatro Trampolins decorreu entre 28 de dezembro e 6 de janeiro, e os melhores saltadores do mundo atreveram-se a voar na luta por conquistar um dos mais prestigiados títulos da modalidade, em quatro diferentes locais entre Alemanha e Áustria – Oberstdorf, Garmisch-Partenkirchen, Innsbruck e Bischofshofen.

A partir daqui, iremos fazer um breve balanço da competição, onde focaremos os altos e baixos de cada um dos locais que receberam as provas.