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Sérgio, à terceira é de vez?

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Naquele que era o seu último jogo no ano de 2019, o FC Porto viajou até Chaves, onde defrontou (e venceu) a equipa local na jornada final da Taça da Liga.

Numa partida recheada de golos, a vitória acaba por assentar perfeitamente aos comandados de Sérgio Conceição, dada a superioridade demonstrada durante a totalidade dos noventa minutos.

Com este triunfo, os azuis e brancos conseguiram garantir um lugar na fase decisiva desta competição, onde terão a companhia dos “donos da casa”, o SC Braga, juntamente com Sporting CP e Vitória SC, sendo que será com este último que os dragões disputarão um lugar na final.

Comparativamente à época transata, de assinalar apenas uma troca nos quatro semifinalistas: para o lugar do SL Benfica, entra a equipa de Guimarães. Tal alteração faz com que, à partida, o FC Porto surja como principal favorito a levantar a taça, visto que não encontrará pelo caminho a formação da Luz, a única equipa em Portugal que, a meu ver, se encontra no mesmo patamar que o clube da Invicta.

A Taça da Liga não tem sido uma prova de boa memória para os portistas
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Todavia, este não é um desafio que deva ser encarado de ânimo leve. Apenas uma equipa concentrada e competente será capaz de levar a melhor, primeiramente, frente ao Vitória SC e, após isso, frente ao vencedor do confronto entre “Sportings”.

Nesse capítulo, esta equipa já tem provado, infelizmente, nas últimas temporadas, que os momentos das decisões são uma espécie de “pesadelo”.

São já inúmeras as finais perdidas, desempates por grandes penalidades onde a equipa não consegue ser fria o suficiente para alcançar o triunfo, inclusivamente, alguns destes acontecimentos em jogos a contar para esta mesma competição.

Há que mudar o chip, há que ultrapassar este bloqueio mental que tem surgido nos momentos decisivos. Só assim é que será possível conquistar este troféu que, não sendo o mais prestigioso, materializa uma competição nacional oficial; e, sendo oficial, o pensamento tem de ser apenas um: o de ganhar. Tudo o que fuja disso será apenas e só um desfecho dececionante.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Sorteio da Taça de Portugal: Clássico à vista no Jamor?

Houve sorteio na Cidade do Futebol, em Oeiras, para emparelhar os oito clubes ainda participantes da Prova Rainha e estão previstos embates equilibrados, à excepção de quem o destino ordenou calhar com os grandes favoritos, Benfica e Porto.

15 anos depois, há caminho aberto para haver Clássico na final do Jamor. Os dois gigantes não se podem queixar do sorteio, mas falar de Taça de Portugal é divagar sobre as grande glórias dos tomba-gigantes e a edição deste ano parece pródiga em equipas dessa estirpe.

Para os lisboetas, esperam em fila o Rio Ave e o vencedor do jogo entre Paços de Ferreira e Famalicão, num caminho 100% de Primeira Liga e que impedirá os encarnados de distracções supérfluas baseadas em nomes ou reputações.

O FC Porto pode, sim, sentir-se mais relaxado e confiante das suas capacidades, porque vem aí o Varzim – ávido competidor da II Liga-, e quem sair vivo do braço-de-ferro entre Académico de Viseu e Canelas 2010.

Há, portanto, um optimismo generalizado nos adeptos dos grandes, apesar de isso pouco se reflectir nas palavras dos seus porta-vozes. O vice-presidente benfiquista Domingo Almeida Lima fala em «adversário valioso» e reconhece as suas qualidades, lembrando a eliminação aos pés do Varzim, em 2007, como aviso: « …esperamos que não aconteça o mesmo que em 2007, onde fomos eliminados. São dois clubes da Liga, que se respeitam e tudo vão fazer para ultrapassar esta eliminatória. Final? Qualquer clube tem essa ambição.»

Do lado portista, Fernando Gomes sublinha a amizade entre os dois clubes e antevê uma partida disputada sob grande rigor: «Estamos perante a nossa filial número 1, mas, como se diz, amigos amigos, negócios à parte. Respeitamos o Varzim como o Benfica ou o Sporting, mas temos desde o início o compromisso de vencer uma prova que nos diz muito. Temos de ser altamente responsáveis e assim poderemos passar»

O Rio Ave tem grandes ambições na prova e a viagem até ao Estádio da Luz é um teste imenso às capacidades da equipa. Depois das patetices do apito na Taça da Liga, que levaram Carlos Carvalhal a choque emocional em directo, a equipa deverá ter mais um motivo para se unir e alcançar todos os objectivos propostos. A ideia será repetir a final de 2014 e o presidente a isso aponta: «O Jamor é um dos nossos objetivos. Uma coisa é certa, não temos nada a perder e o vencedor que seja o Rio Ave».

Depois do 2-0 para a Primeira Liga, espera-se novo encontro cheio de bom futebol na Luz
Fonte: Bola na Rede

Na Póvoa, é notória a ligação dos dois clubes, num encontro entre vizinhos e companheiros, embora exista plena noção da diferença qualitativa, como explica Edgar Pinto, presidente do Varzim: «O favoritismo pesa muito a favor do FC Porto, clube com que simpatizo. Somos realmente a filial número 1, mas não temos tido uma relação assim tão próxima como desejávamos. Espero que seja um convívio fraterno e que o Varzim, apesar do favoritismo do FC Porto, consiga fazer a gracinha»; um «atrevimento» por parte da sua equipa. Enaltece ainda que «o futebol também é isso».

Existe, portanto, noção das dificuldades e do azar a quem calhou em sorte aos favoritos e sentimentos díspares daqueles que inundam as mentes dos outros competidores. No Fontelo, casa do Académico, a alegria é contagiante e as esperanças muitas. Depois de igualarem o recorde de duração na prova – os quartos de final de 1978-79 – os viseenses esperam avançar até às meias-finais, e têm todas as condições para o fazer. Depois de Rabo de Peixe, Real SC, CD Feirense e GD Chaves, o Canelas parece osso fácil de roer.

O mediático clube da zona do Porto foi representado no sorteio por Fernando Madureira, que assumiu a intenção de avançar na prova e defrontar o clube do seu coração:  «Não foi o sorteio que desejávamos (Académico de Viseu), mas teremos que lutar para depois conseguirmos, jogadores do Canelas, e eu, em especial, cumprir um sonho de criança, que é jogar no estádio do Dragão».

Quanto ao outro duelo, opõe as duas equipas primodivisionárias que transitaram este ano da Ledman Liga Pro. O Famalicão está a fazer um bom início de temporada e recolhe algum favoritismo para o embate na Mata Real, factor que o Paços de Ferreira poderá aproveitar para equilibrar a balança e tornar o desfecho a seu favor.

Os jogos dos quartos-de-final disputam-se entre 14 e 16 de Janeiro e os jogos da primeira mão das meias-finais serão jogados logo em Fevereiro.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Estádio “Pack” de Alvalade

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Dia 8 de Dezembro, 17h30m, Estádio José Alvalade. O Sporting CP recebia o Moreirense FC no seu último jogo em casa de 2019. A direcção do clube leonino resolveu escolher esta partida para fazer o “Jogo dos Núcleos”, uma tradição que visa homenagear os núcleos do Sporting CP espalhados por Portugal e pelo Mundo.

Foi muita a “publicidade” feita pela direcção do Sporting CP que esperava que os diversos núcleos sportinguistas marcassem presença em peso no estádio. Ora a realidade foi bem diversa: não só se verificou uma fraca adesão dos núcleos, como também o clube registou a pior assistência da corrente época, com apenas 26.093 espectadores nas bancadas. Isto numa tarde de Domingo, a um horário bastante decente.

É certo que os pobres resultados a nível desportivo são pouco convidativos a que os adeptos vão ao estádio, sobretudo aqueles que vivem muito longe. É assim em qualquer clube. Há que assumir isso de modo sério e não “atirar areia” para os olhos dos sócios e adeptos.

A título de “parêntesis”, é também certo que nos últimos tempos os núcleos do Sporting CP estiveram praticamente ao abandono. É que o então responsável máximo pelo pelouro dos núcleos, um jovem “jotinha” vogal do conselho directivo que renunciou ao cargo há poucos dias para concorrer à liderança do CDS-PP (um tacho mais valioso, certamente), andava mais preocupado em brincar às campanhas eleitorais durante as legislativas nas quais se apresentou como candidato pelo círculo do Porto (imagine-se), do que propriamente com os núcleos leoninos.

Rahim Ahamad falou de “peito cheio” e afirmou que “A força do Sporting Clube de Portugal está também na capacidade dos seus núcleos em responder à chamada do Clube”. Eu pergunto, em face da assistência do último jogo e perante o crescente desligamento dos sócios ao clube, que força é esta? É o clube que é fraco ou é esta direcção que o enfraquece? Mais, como pode haver demonstração de força por parte do Sporting CP quando temos uma direcção que aposta no divisionismo de um clube, já por si, passo a redundância, bastante dividido, de modo a ir tendo uns balões de oxigénio que lhe permitam manter-se no poder e desviar atenções?

O jogo em que os Leões derrotaram o Moreirense FC bateu recordes negativos de assistência no estádio
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aqueles que esperavam que a direcção do Sporting CP, em especial, o senhor Rahim Ahamad, o “vogal da comunicação”, desse a cara e assumisse o fracasso evidente, desenganaram-se. Pois não só tiveram de aturar uma “propaganda” tendenciosa e alheia da realidade através dos órgãos de comunicação sportinguistas, como foram, agora, presenteados com um “pack de bilhetes” de 3 jogos com preços desde os 40 €!!!

Vejamos quais as equipas adversárias do Sporting CP nesses jogos incluídos nesse “Pack”… FC Porto, SL Benfica e Marítimo. Ou seja qualquer sportinguista poderá assistir aos dois “clássicos” por apenas 40 €, sendo que também há opção de comprar um bilhete individual por apenas 20 €! Perdão… corrija-se. Qualquer pessoa do público geral tem acesso à compra deste pack e em apenas um “acto de compra” no site do Sporting CP poderá adquirir até 15 packs!

O Sporting CP tem, de facto, suprassumos em Marketing como nunca teve antes: como não conseguiram encher as bancadas com as suas potentíssimas estratégias de comunicação e publicidade, permitem agora que os adeptos dos rivais do Sporting CP possam encher o Estádio José Alvalade ao preço da chuva ou então, (por que não?) possam revender esses bilhetes na chamada “candonga” e por conseguinte fazer lucro.

Uma coisa é certa. No início da corrente época, os sócios do Sporting que compraram ou renovaram o seu lugar cativo viram a sua fidelidade ao Sporting CP ser brindada com o maior aumento de sempre do preço da Gamebox (um lugar cativo na bancada central pode custar 450 €). É, pois, legítimo que perante esta “brincadeira” se sintam enxovalhados e até mesmo defraudados.

Enfim, não encontro adjectivos para qualificar tamanha falta de respeito para com os sócios que se mantêm fiéis ao Leão Rompante, apesar de todas as adversidades. Já nem falo da possibilidade, quase certa, de que os próximos jogos contra os rivais estarão cheios de tudo, menos de sportinguistas. Mas o burro devo ser eu. Afinal de contas assistimos a um Sporting CP que dá as boas vindas a todos e pisca o olho em todos os sentidos. Até mandou embora as suas claques para que as dos rivais se pudessem finalmente fazer ouvir em Alvalade, já que antes eram sempre abafadas…

É um Sporting Pack de Portugal, liderado por um Pack Directivo que oferece packs a toda gente, sejam eles rivais, empresários de futebol, políticos, etc., e que quer fazer do Estádio também um autêntico pack para todos.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o “Rei”, é considerado um dos melhores do mundo de sempre. Pelé foi tricampeão do mundo, somando vários títulos ao serviço da sua seleção e do Santos FC ao seu palmarés.

Pelé ingressou no Santos FC aos 16 anos, decorria o ano de 1956, fazendo a sua estreia na temporada seguinte. Seguiram-se 19 anos com a camisola do Santos, somando 662 jogos e 645 golos.

Ao serviço do “Peixe”, Pelé escreveu uma história de títulos e glória conquistando 27 títulos – duas Taças dos Libertadores, duas Taças Intercontinentais, uma Recopa Sudamericana, uma Recopa Internacional, cinco Taças do Brasil, um Torneio Roberto Gomes Pedrosa, quatro Torneios Rio-São Paulo e onze campeonatos paulistas.

Pelé é a grande figura da história do Santos FC, mas também do “escrete”. Com a camisola do Brasil somou 99 internacionalizações e marcou 77 golos. Participou em cinco grandes competições, quatro campeonatos do mundo e na Copa América de 1959.

Pelé celebra a conquista do seu último Mundial ao serviço da Canarinha
Fonte: FIFA

O “Rei” sagrou-se pela primeira vez campeão do mundo, em 1958 na Suécia, com apenas 18 anos, apontou 6 golos na prova. Na final, o Brasil bateu a Suécia por 5-2, com dois golos de Pelé. No Mundial de 1962 no Chile, viria a ter uma participação mais modesta, disputando apenas dois jogos, com um golo apontado, vencendo o seu segundo Campeonato do Mundo.

Seguiu-se o Mundial de 66, com o Brasil a desiludir, sendo que não passou da fase de grupos. Os brasileiros defrontaram a seleção portuguesa, com os “Magriços” a vencerem o “escrete” por 3-1, com golos de Eusébio e Simões. Nesta partida, Pelé acabou por sair lesionado, terminando o mundial que viria a ser ganho pela Inglaterra de Bobby Charlton.

O último Mundial para Pelé, realizou-se no México em 1970, voltando a conquistar a glória. O “Rei” era um dos craques numa seleção que tinha Rivelino, Jairzinho, Tostão, entre outros. O Brasil orientado pelo mítico Zagallo, venceu na final a Itália por 4-1, com golos de Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Gerson. No Mundial 1970, Pelé marcou quatro golos, sendo ainda o jogador com mais assistências na prova, seis.

No final da sua carreira, Pelé rumou ao futebol norte-americano para vestir a camisola do New York Cosmos. No NYC jogou as suas últimas temporadas, somando 64 partidas e 37 golos, vencendo mais dois títulos. Viria a retirar-se dos relvados na época de 1977, com 36 anos.

Pelé será sempre um dos melhores do mundo, pois deixou a sua marca com golos e títulos, sobretudo ao serviço do Santos FC e do Brasil. Para sempre, ficarão os seus golos, os seus dribles, a qualidade técnica acima da média e a forma como era letal para as defesas adversárias.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por Joana Mendes

As 3 melhores finais de 2019

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Como a nova época ainda não começou, e o ano está por terminar, decidimos, mais uma vez, classificar as melhores finais que se sucederam em 2019.

Nesta pequena seleção de três finais, para além de juntar o melhor dos dois mundos (ATP e WTA), relembramos o que melhor se fez no ténis mundial: os melhores game, point, set and match, e a excelente técnica que se fez, protagonizados pelos melhores e mais conceituados tenistas da atualidade.

Foto de Capa: Wimbledon

Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica na ICC (Futures): os miúdos aproveitam, o clube tira o proveito

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A equipa de sub-14 do SL Benfica participou, com relativo sucesso desportivo, na International Champions Cup Futures (ICC Futures), entre 11 e 15 de dezembro. O torneio disputado nos Estados Unidos contou com 12 equipas do escalão, de vários países, divididas em quatro grupos. As águias venceram o seu grupo e alcançaram as meias-finais (o conjunto de resultados segue no final do artigo).

No entanto, vencer, ainda que parte do ADN Benfica em qualquer escalão, reveste-se de pouca importância num torneio desta natureza, destinado a um escalão tão precoce. A presença nestes torneios visa, sobretudo, o crescimento dos jogadores. Enquanto atletas e enquanto futuros cidadãos adultos com necessária participação cívica.

Formar a ganhar é o lema da formação do Benfica Futebol Campus e, embora colocados em equidade, afigura-se-me, substancialmente, mais importante o primeiro dos verbos. E, na ICC Futures, o foco recaía sobre o processo de formação dos jovens jogadores.

Paralelamente, outros dois verbos devem reger também a participação das equipas de formação em provas internacionais extra-calendário competitivo: aprender e desfrutar. Em jogos amigáveis, e apesar do peso do símbolo que carregam, os jovens benfiquistas devem aprender – e apreender – tudo quanto humanamente possível: a nível desportivo, face à qualidade dos adversários que defrontam (superior ao habitual nos campeonatos distritais e nacionais) e a nível pessoal (nada nos enriquece como viajar e contactar com pessoas de diferentes culturas e sociedades).

Gonçalo Moreira, avançado de 13 anos, foi o melhor marcador das águias, com quatro golos
Fonte: SL Benfica

Em simultâneo, devem desfrutar de tudo quanto lhes é oferecido nestes torneios e nestas aventuras: a viagem, o estágio, o companheirismo, o futebol, etc. São oportunidades únicas que, bem aproveitadas, vão favorecer de sobremaneira os jovens e, como consequência, o clube.

Os constantes convites endereçados ao Benfica são sintomáticos da qualidade da formação encarnada e a qualidade da formação encarnada é sintomática do proveito extraído de torneios como a ICC Futures. No âmbito “paradesportivo”, parece-me claro que os encarnados devem continuar a fazer por serem convidados para provas desta magnitude.

Ainda que menos importante, a qualidade expressa em campo não deve ser desvalorizada. E a verdade é que os sub-14 do Benfica demonstraram qualidade, com resultados interessantes e performances elogiadas. Ficaram patentes a capacidade técnica e tática das individualidades e do coletivo e a maturidade com que jovens de 13/14 anos abordam as partidas. Gonçalo Moreira, responsável por quatro dos dez golos do Benfica na prova, foi um dos destaques individuais do representante português.

Resultados do SL Benfica na prova:

SL Benfica 5-0 ICC West

SL Benfica 1-1 (4-1 g.p.) New England Revolution

SL Benfica 4-1 Paris Saint-Germain FC

SL Benfica 0-0 (4-3 g.p.) FC Barcelona

SL Benfica 0-1 CR Vasco da Gama

Foto de capa: SL Benfica

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 melhores neo-pros de 2019

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2019 foi um ano dominado pela juventude. Com um dos mais jovens vencedores da história do Tour e vários outros a despontar e a surpreender os mais veteranos, parece que temos perante nós uma certa rendição da guarda. Por isso, olhamos para aqueles que foram os neo-pros de primeiro ano nesta temporada e escolhemos os cinco que mais se destacaram.

GD Chaves 2-4 FC Porto: Acabar o ano a Soar(es) de felicidade

A CRÓNICA: FELICIDADE PROVÁVEL DE SOARES

Com César Peixoto no comando dos transmontanos, o GD Chaves estava obrigado a vencer o FC Porto para poder estar presente na final–four da Taça da Liga. O resultado final não foi o desejado para a equipa da casa, que saiu derrotada por quatro bolas a duas. O FC Porto entrou muito afirmativo na partida, procurando com uma posse de bola objetiva e também vertical ferir a defesa do GD Chaves. Foram duas cabeçadas de Soares que praticamente sentenciaram as ambições dos transmontanos. Recorde-se de que o avançado brasileiro é um carrasco para esta equipa.

E foi precisamente este jogador que ganhou uma grande penalidade, que, inicialmente, não foi convertida por Marega, mas que, à segunda tentativa, foi introduzida na baliza. Foi uma execução à Marega. Foi na globalidade uma primeira parte bem conseguida pela equipa visitante, que certamente iria aproveitar o segundo tempo para descansar com bola, uma vez que o apuramento estava praticamente garantido. Já com uma substituição para gerir melhor o jogo, o FC Porto entrou na segunda parte a tentar marcar o quarto, com Otávio, Nakajima e Corona a tentarem servir da melhor forma os homens da frente.

Antes de o jogo terminar, destaque para Platiny que reduziu para os flavienses, e depois assistiu André Luís, aproveitando a descontração da defesa portista. Luis Díaz, que entrou no segundo tempo, também deu o gosto ao pé, após uma boa incursão de Fábio Silva. Antes de Carlos Xistra apitar para o final do encontro, Kevin Medina viu o segundo cartão amarelo.

No final das contas, o FC Porto terminou o ano a sorrir com um jogo bem conseguido a nível ofensivo, mas com um relaxamento na segunda parte que acabou por não comprometer as ambições portistas. Em termos defensivos, há, pois, muito a melhorar. Já a equipa flaviense viu o seu sonho cair por terra, deixando uma boa réplica a nível ofensivo, embora a defesa tenha sido o Calcanhar de Aquiles dos comandados por César Peixoto.

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Tiquinho Soares – Foi, sem dúvida, o homem do jogo. Claro que os flavienses já estavam habituados a ver um Soares matador, mas neste jogo não só marcou dois golos, como sofreu uma grande penalidade e foi fulcral na manobra ofensiva portista. Tornou-se, a par de Jackson Martínez, o maior goleador do FC Porto na Taça da Liga.

O FORA DE JOGO

Fonte: Facebook ” GD Chaves”

Defesa do GD Chaves – Embora o setor ofensivo tenha causado alguns estragos, a defesa flaviense deixou muito a desejar neste jogo, permitindo a Soares brilhar e dando espaço a jogadores como Nakajima, Corona e Otávio.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O GD Chaves apresentou-se com um modelo tático que variava no seu processo ofensivo e defensivo. Quando atacavam, a turma de César Peixoto optava por um 4-3-3, com André Luís como homem mais fixo na frente de ataque. Quando defendiam, os transmontanos apresentavam um 4-4-2 com Niltinho e Jefferson a recuarem mais para junto do meio-campo, e com Wagner e André Luís na frente de ataque. Ao longo da partida, tentaram ferir o FC Porto através da velocidade de Niltinho e mais tarde João Correia e do bom posicionamento do seu goleador, André Luís. Das poucas vezes que conseguiram chegar à frente, os valentes transmontanos causaram problemas à defensiva do FC Porto, mas esta, sobretudo na figura de Diogo Costa, conseguiu quase sempre evitar males maiores. A nível defensivo, os flavienses pecaram bastante, dando espaço aos dragões para jogarem a seu belo prazer no último terço do terreno. Com a entrada de Platiny no segundo tempo, procuravam afirmar-se ofensivamente, mas o jogo continuou a ser praticamente de sentido único. Conseguiram, contudo, marcar dois golos, aproveitando, e bem, a descontração da equipa azul e branca.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Igor (6)
Rafael Viegas (5)
Hugo Basto (5)
Kevin Medina (4)
José Gomes (5)
Jefferson (6)
Raphael Guzzo (5)
Gamboa (4)
Niltinho (5)
André Luís (6)
Wagner (5)

SUBS UTILIZADOS
João Correia (6)
Higor Platiny (7)
João Bachi (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-4-2 puro com Soares como avançado mais fixo e Marega a aproveitar sempre a profundidade. Contudo, foi visível que, muitas vezes, Marega trocava de posição com Nakajima, deambulando para o corredor esquerdo, enquanto que o médio japonês se posicionava nas costas de Tiquinho Soares. Ao longo da partida, foi visível uma posse de bola objetiva e vertical, mas sem se jogar um futebol demasiado direto. Danilo e Sérgio Oliveira foram os dois tampões do meio campo que se preocuparam mais com as manobras ofensivas da equipa (nomeadamente na construção de jogo), sendo que Corona e Nakajima procuravam desequilibrar o jogo nas alas e pausar o jogo à espera da subida de Saravia e Manafá, respetivamente. Otávio – que entrou no segundo tempo – procurou juntar-se ao mexicano e ao japonês na procura de desequilibrar o jogo e tentar servir os homens da frente. Em termos defensivos, há muito a corrigir, uma vez que se ofensivamente os dragões não tivessem sido tão eficazes, o resultado poderia ter sido outro.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
Saravia (6)
Mbemba (4)
Marcano (4)
Manafá (5)
Corona (7)
Danilo (6)
Sérgio Oliveira (6)
Nakajima (7)
Marega (7)
Soares (8)

SUBS UTILIZADOS
Otávio (6)
Luis Díaz (6)
Fábio Silva (6)

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Juventus FC 1-3 SS Lazio: E a Supertaça italiana vai para a capital

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Pelo segundo ano consecutivo, a Arábia Saudita foi o palco escolhido para decidir quem conquistava a Supertaça Italiana. Depois de 2013, 2015 e 2017, Juventus FC e SS Lazio voltaram a ser os finalistas do troféu. À semelhança do que tinha acontecido no duelo para o campeonato há duas semanas, a equipa da capital voltou a derrotar a formação octacampeã por três bolas a uma.

Num início de jogo em que a maior novidade eram os nomes árabes estampados nas camisolas da equipa de Turim, foi a formação da capital italiana a entrar mais ameaçadora. A posse estava de um lado, as oportunidades do outro. De tal modo que, nos primeiros vinte minutos, Luís Alberto foi o autor dos únicos três remates enquadrados com a baliza: dois assustaram, um deu mesmo golo, após uma enorme passividade por parte da defensiva contrária.

Como seria de esperar, a Juventus não tinha outra hipótese senão reagir. Sensivelmente a meio do primeiro tempo, Ronaldo foi o primeiro a visar a baliza adversária. Pouco depois, foi a vez de Dybala ficar a centímetros do empate na sequência de um livre direto.

A formação de Simone Inzaghi ainda esteve perto de ampliar a vantagem num contra-ataque finalizado por Correa, mas foi a equipa de passou a ver no contra-ataque uma forma alternativa de Maurizio Sarri a restabelecer a igualdade à beira do intervalo. Ronaldo rematou de fora da área para defesa incompleta de Strakosha e, na recarga, Dybala empatou o encontro.

Remate de Dybala a restabelecer a igualdade à beira do intervalo
Fonte: Juventus FC

A abrir a segunda parte, a sociedade Ronaldo-Dybala voltou a mostrar serviço, com o argentino a ameaçar a baliza contrária após um bom lance individual do avançado português. Contudo, os vinte minutos que se seguiram pertenceram à equipa da capital com três oportunidades dignas de registo: primeiro com uma tentativa de Immobile ao lado, seguindo-se um canto direto de Luís Alberto e ainda um cabeceamento perigoso de Correa.

É certo que Ronaldo esteve perto da reviravolta com um potente remate de fora da área, mas foi a Lazio a chegar ao 2-1 ao minuto 73’, num belo remate de primeira de Lulic. Um golo que justificava (e bem!) a vantagem da equipa de Simone Inzaghi.

O jogo, esse, partiu-se, muito à semelhança do duelo de há duas semanas que a Lazio vencera (3×1). A Juventus pressionada em chegar ao golo do empate e a equipa da capital italiana a apostar no contra-ataque, tendo conseguido ainda introduzir a bola na baliza de Szczesny, mas com um fora de jogo bem assinalado a Correa.

O relógio não parava e a pressa era cada vez maior. Dybala cabeceou à figura e, pouco depois, Bonucci esteve a centímetros do empate, mas o tal 3-1 parecia estar (novamente!) destinado. No último lance do encontro – marcado pela expulsão de Bentancur –, o recém-entrado Cataldi encarregou-se da cobrança do livre direto e sentenciou as contas da partida. Desta vez, a Supertaça Italiana não vai para Turim, mas sim para a capital – com toda a justiça, diga-se.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczesny, Alex Sandro, Demiral, Bonucci, De Sciglio (Cuadrado, 56’), Matuidi (Douglas Costa, 76)’, Pjanic, Bentancur, Dybala, Cristiano Ronaldo e Higuaín (Ramsey, 66’).

SS Lazio: Strakosha, Luiz Felipe, Acerbi, Radu, Lulic, Milinkovic-Savic Lucas Leiva (Cataldi, 64’), Luís Alberto (Parolo, 67’), Lazzari, Ciro Immobile (Caicedo, 82’) e Joaquin Correa.

Tottenham Hotspur FC 0-2 Chelsea FC: O aprendiz superou o mestre

O dérbi londrino opôs o Chelsea, quarto classificado da Premier League, ao sétimo classificado, o Tottenham. José Mourinho defrontou a primeira equipa que representou em Inglaterra, frente a um antigo jogador seu, Frank Lampard.

Os primeiros dez minutos de jogo foram muito equilibrados, com uma ligeira superioridade do Chelsea. Não houve oportunidades de golo, com exceção de um remate de Rudiger muito por cima da baliza adversária.

Aos 12’, na sequência de um canto curto, Willian fletiu para o meio e disparou colocadíssimo para o fundo das redes dos Spurs. O brasileiro do Chelsea inaugurou desta forma o marcador, num remate sem hipóteses de defesa para Gazzaniga.

No tempo de compensação da primeira parte, Gazzaniga cometeu um erro tremendo, fazendo falta para grande penalidade. O guarda redes argentino falhou a bola e chocou contra Marcos Alonso, que é impedido de chegar à bola dentro da grande área do Tottenham. Aos 45+4’ Willian converteu o penálti e colocou o Chelsea com uma vantagem de dois golos.

Foi uma primeira parte de grande qualidade do Chelsea. Exímia na construção de jogo e muito consistente na defesa, a equipa comandada por Frank Lampard demonstrou superioridade frente a um Tottenham desinspirado. A equipa de José Mourinho teve muita dificuldade na criação de jogo e com uma frente de ataque muito apagada. Os Spurs apenas surgiram com perigo através de um remate de Kane no interior da área aos 28’ após passe de Sissoko, que passou muito por cima da baliza de Kepa. No minuto seguinte, Son finalizou ao lado após um grande cruzamento rasteiro de Kane dirigido ao segundo poste.

Ao intervalo, Mourinho retirou Dier e colocou em campo Eriksen, tentando encontrar inspiração e criatividade ofensiva. O dinamarquês não teve o impacto esperado, apesar de ser um dos mais inconformados da equipa de José Mourinho até à expulsão de Son.  Para piorar a situação para os Spurs, o sul coreano foi expulso aos 62’ com cartão vermelho direto, após um conflito com Rudiger.

A melhor ocasião de golo dos segundos 45’ surgiu após uma recuperação de bola de Mason Mount aos 55’.A bola sobrou para Marcos Alonso que disferiu um remate forte à baliza do Tottenham. Gazzaniga defende para a frente, e Tammy Abraham marcou de recarga, mas o golo foi anulado por posição irregular do ponta de lança inglês.

Já no tempo de compensação, após mais um passe extraordinário de Willian, Batshuayi remata com perigo ao lado da baliza de Kepa.

O segundo tempo foi menos atrativo que o primeiro. O Tottenham fez um péssimo jogo, com um ataque muito desinspirado. Frank Lampard superou o seu antigo treinador, e conquistou uma merecida vitória.

Foi um jogo muito tático, com clara superioridade para os blues. Frank Lampard apostou num sistema tático com três defesas centrais, que teve muito sucesso. O Tottenham apenas realizou um remate à baliza adversária. A eficácia foi o fator decisivo nesta partida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Tottenham Hotspur: Gazzaniga; Serge Aurier; Davinson Sanchez; Toby Alderweireld; Jan Vertonghen (Danny Rose, 74’); Eric Dier (Christian Eriksen, 45’); Moussa Sissoko; Dele Alli; Lucas Moura (Ndombele, 74’); Heung-Min Son; Harry Kane.

Chelsea: Kepa Arrizabalaga; César Azpilicueta (Reece James, 80’); Kurt Zouma; Antonio Rudiger; Fikayo Tomori; Marcos Alonso; N’golo Kanté; Kovacic (Jorginho, 68’); Willian; Mason Mount; Tammy Abraham (Michy Batshuayi, 80’).