Yannick Bolasie foi reforço do Sporting Clube de Portugal, para a época 2019/2020. Proveniente do Everton FC, Bolasie chegou por empréstimo de uma temporada, com opção de compra.
Bolasie passou grande parte da sua carreira na entre a Premier League e o Championship, os principais escalões do futebol inglês. Destacou-se sobretudo ao serviço do Crystal Palace, o que valeu uma transferência para o Everton, com o clube da cidade de Liverpool a pagar 28.90 M€ para garantir o passe do jogador congolês. Na última época, esteve por empréstimo no Aston Villa e nos belgas do Anderlecht, contabilizando 38 jogos e oito golos marcados, ao serviço dos dois emblemas.
No último dia do mercado de transferências, aos trinta anos, Bolasie rumou a Alvalade para relançar a sua carreira. Tem vindo a ganhar espaço no Sporting e assumido na maior parte dos jogos, a titularidade. Na presente época, Bolasie soma dezoito jogos, tendo apontado dois golos com a camisola dos leões – um na Liga Europa e outro na Liga.
Yannick Bolasie vestiu a camisola do Sporting, por dezoito ocasiões e marcou dois golos Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Bolasie é um jogador que tem vindo a ser útil, ao treinador Jorge Silas. Yala Bolasie é um jogador que tem na velocidade a sua principal característica, forte nos duelos, com qualidade técnica, importante no ataque à profundidade e imprevisível para as defesas contrárias. O dianteiro congolês pode atuar como extremo, ou como ponta-de-lança no eixo do ataque.
O avançado leonino é um jogador experiente e dadas as suas características, poderá vir a ser muito importante para Silas. Assim, possa continuar a rubricar boas exibições de leão ao peito e ajudar o Sporting a somar vitórias e lutar por títulos.
Sobre o Leeds United vem me logo à cabeça as fantásticas equipas que tiveram no início dos anos 2000, onde pontificavam jogadores como Nigel Martyn, Lucas Radebe, Ian Harte, Viduka, Kewell, Alan Smith, Rio Ferdinand, entre outros.
Comandados por David O’Leary, os Peacocks fizeram grandes feitos, apesar de nada conquistarem, sendo as meias finais da Taça Uefa em 99/00 e da Champions League em 00/01, o apogeu de uma equipa que deixou saudades. Mas isso é passado.
O presente agora é completamente diferente e a travessia no deserto que o clube atravessa pode ter finalmente chegado ao fim.
O novo comprador da equipa Andrea Radrizzani, tornou-se dono maioritário da equipa, controlando o clube a 100%, reformulando o clube financeiramente e uma das medidas mais aplaudidas foi a de comprar novamente o estádio Elland Road , devolvendo o mítico estádio ao clube, que o tinha perdido fruto das enormes dívidas contraídas anos antes.
Mas o grande foco o empresário italiano era devolver o Leeds ao sítio onde deve pertencer, a Premier League. Para isso acontecer, o clube foi ao mercado de treinadores e chamou nada mais nada menos que Marcelo Bielsa, EL Loco, como é conhecido por esse mundo fora.
Bielsa de imediato entrou no espírito Peacock e abraçou o desafio de trazer o Leeds novamente ao convívio dos grandes com grande entusiasmo, estávamos na época 18/19. Para o ataque à subida de divisão Bielsa faria alterações profundas no plantel tentando fazer a equipa à sua imagem. Das entradas destacam-se jogadores como Patrick Bamford, ou o guarda redes Kiko Casilla do Real Madrid.
O ex-guardião do Real Madrid foi uma das contratações sonantes do Leeds Fonte: Leeds United
A época estava a ser promissora com a equipa andar sempre nos lugares de subida, mas uma série de maus resultados fez com que a equipa caísse para fora da promoção automática indo disputar os terríveis playoffs de subida.
No entanto não seria ainda nesse ano que Elland Road voltaria aos mapas da Premier League, pois o Leeds seria eliminado frente ao Derby County de Frank Lampard. O grande número de jogadores importantes lesionados foi talvez um dos motivos para a equipa descambar na parte final do campeonato e com isso perder a oportunidade de subida.
O desalento foi grande mas Bielsa não viria a desistir. Para esta época El Loco, abordou o mercado de transferências de maneira diferente. Só em vendas o clube facturou praticamente trinta milhões de euros, e ao invés deste valor ser investido na equipa, foi necessário para cumprir o rigoroso fair play financeiro que vigora também em Inglaterra.
As entradas de jogadores foi feita à base de empréstimos, onde se destacam o português Hélder Costa vindo do Wolves e o promissor avançado do Arsenal Eddie Nketiah, o restante elenco manteve-se da época passada e/ou regressaram de empréstimos.
O arranque no campeonato foi titubeante, uma vitória em quatro jogos faziam antever um ano de dificuldades. Mas uma série de onze jogos sem perder, com oito vitórias no pecúlio catapultaram o clube para os lugares cimeiros onde discutem o primeiro lugar com o West Bromwich Albion, que tem vindo a fazer uma época muito forte.
Actualmente ambos os clubes vão lançados na tabela, com o WBA a liderar com três pontos de vantagem, por sua vez o Leeds tem uma margem segura de oito pontos para o terceiro classificado. e tem o exemplo do ano passado de que não se pode descuidar pois seu rivais podem rapidamente recuperar da vantagem, não fosse o Championship dos campeonatos mais competitivos do mundo.
A bola está mais uma vez do lado dos The White e com El Loco a liderar a contenda, é muito provável que os objetivos possam ser alcançados. Sou daqueles que gosta de ver equipas míticas voltar ao lugar que pertencem, e este Leeds de Bielsa merece voltar a pisar os grandes palcos da Premier League!
Luís Miguel Afonso Fernandes. O 21 do Sport Lisboa e Benfica. Pizzi no mundo do futebol.
Da Covilhã a Paços de Ferreira, de Braga para Espanha com passagem pelo Club Atlético de Madrid, RC Deportivo da Coruña e RCD Espanyol de Barcelona. E, finalmente, para o SL Benfica.
Foi construindo o seu legado no Estádio da Luz passo a passo. Do banco para o relvado, da direita para o centro e de volta à direita. Apoiado e apoiando jogadores como Lima, Nico Gaitán, Mitroglou, Seferovic, Rafa e o genial Jonas. Agora, sem o craque brasileiro nos relvados da Luz, Pizzi tornou-se o nome maior do actual Sport Lisboa e Benfica.
A época 2019-20 está a confirmar-se como aquela em que mais decisivo se tornou. São 25 jogos oficiais com 19 golos marcados e 10 assistências concedidas. E o seu futebol é muito mais que estes números… Um verdadeiro playmaker.
Assim, inspirado pelo grande golo concretizado na Taça de Portugal contra o SC Braga, nada mais justo que aproveitar esta pausa de inverno para destacar aquilo que Pizzi tem dado ao jogo do Benfica com um top 5 dos seus melhores momentos de águia ao peito.
Entre tantos momentos – vários de enorme classe, como a assistência para Rafa no golo da vitória no Dragão na época transacta – optei por destacar os seguintes:
Agora, é momento de mostrar onde estavam os atuais timoneiros das equipas da Primeira Liga em julho de 2001. Parece uma eternidade, quase vinte anos volvidos, mas temos treinadores que já estavam no ativo, outros eram presença assídua na seleção e ainda alguns que andavam nas equipas B dos grandes do nosso futebol.
Há ainda alguns que não se encontram na base de dados do jogo. Nesse caso, tentámos procurar nas equipas técnicas jogadores com algum passado pelo futebol português.
Antes de passarmos à lista, um desafio: Qual destes treinadores chegou à Final da Taça de Portugal em 01/02 com uma equipa da antiga Segunda Divisão B?
18.
Lemos foi uma referência gilista dos anos 90 Fonte: Bola na Rede
Lemos (CD Aves) – Um dos centralões dos anos 90 do nosso futebol. José Lemos era um dos jogadores mais carismáticos da equipa de Barcelos, tendo passado oito temporadas com a camisola do Gil Vicente FC. Curiosamente, e em 01-02 , o agora treinador-adjunto de Nuno Manta Santos chegou a ser treinador por outro treinador que faz parte desta lista.
17.
Um dos “meninos de ouro” que nunca confirmou o potencial Fonte: Bola na Rede
Pepa (FC Paços de Ferreira) – Chegou a ser visto como um dos pontas de lança de futuro do SL Benfica e até da seleção nacional, mas a verdade é que Pedro Filipe já conseguiu uma melhor carreira como treinador do que como jogador. Depois de conseguir manutenções sofridas no passado, esta época pegou, já com a época a decorrer, no FC Paços de Ferreira e tem lutado por um lugar de permanência na Primeira Liga. Em 2001/2002, Pepa era um dos avançados promissores das águias e, bem trabalhado, conseguia ser um avançado mediano e com alguns golos.
16.
Folha era um dos melhores jogadores do plantel dos dragões Fonte: Bola na Rede
Folha (Portimonense SC) – Numa equipa do FC Porto que, após cinco conquistas consecutivas, não vencia o campeonato há duas temporadas, Folha era um dos elementos mais bem cotados do plantel dos dragões. Treinado por Octávio Machado, o internacional português era um dos melhores jogadores da equipa, com muita velocidade pelo corredor esquerdo. Era também chamado, com regularidade, à equipa de Portugal.
Este ano quero pedir-te algumas coisas, que aposto que nunca te pediram. Pedidos bem mais sérios e difíceis de concretizar, do que as bolas ou os carrinhos telecomandados que queria há uns bons anos atrás. Sonhos? Utopias? Deixa-me sonhar.
Antes de mais, começo pelo que tem acontecido no último terço deste ano 2019, nos estádios em Itália: o racismo. Um problema social e político, que de uma ou outra forma toca a todos. Já que é praticamente impossível acabar com um problema como este em qualquer sociedade, é possível erradicar o racismo no futebol.
A personalidade que tem sofrido mais com este tipo de discriminação é Mario Balotell, o senhor “Why always me?”. Para além dele, muitos outros também já terão sentido na pele, esta barbaridade. Vinda de adeptos (adversários e até da própria equipa), de treinadores, membros da direção do clube ou mesmo de colegas, não importa. Estamos às portas de 2020 e isto continua a acontecer?
A minha sugestão é seguir aquilo que de bom se faz em “Terras de Sua Majestade”. No Reino Unido extinguiram as claques, os famosos “hooligans”, que causavam estragos por onde quer que passavam. Hoje em dia, qualquer ato relacionado ao racismo, é completamente condenado. Não só pelos órgãos de segurança, como pelos próprios clubes, proibindo para sempre, a entrada do “adepto” nos estádios em Inglaterra e obrigando-o a pagar elevadas multas. Talvez seja preciso olhar para o bolso, antes de “racismizar” … Este é o meu primeiro desejo de Natal e Ano Novo, ouve-me, e não dês prendas aos italianos que se têm portado mal.
Por vezes, aspetos da sociedade também causam “ruído” futebol, como é o caso do racismo Fonte: Serie A
O meu segundo pedido está relacionado com o reconhecimento da qualidade do treinador português no estrangeiro. Depois de tantos nomes lusos que chegam ao estrelato e que lá se mantêm por vários anos, ainda há quem duvide do valor dos nossos. Como foi o famoso caso de Marco Vargas (jornalista da Fox Sports Brasil), que minimizou as conquistas e os feitos de Jorge Jesus, aquando da sua ida para o país do samba.
Como é que é possível alguém que não conhece, colocar em causa a qualidade, em geral, do técnico português? O “mister” levou para o Brasil “apenas” três títulos de campeão português, seis Taças da Liga, duas Taças de Portugal, e a sua valia foi posta em causa por ter perdido duas finais da Liga Europa. Aos 65 anos, do outro lado do Atlântico, abafou os críticos ao vencer o Brasileirão e a Libertadores. Não podemos generalizar, mas por norma, o que é nacional é bom! Reconhecimento, é o segundo ponto da lista.
Por último e não menos importante, quero futebol. Não um futebol qualquer. Quero bom futebol. Tático, técnico, físico. Sem outras coisas à mistura. Sem discussões sobre arbitragens, castigos sem nexo como o que foi aplicado ao Bernardo Silva, sem racismos e corrupção. Só quero ver a bola a rolar nos maiores palcos. Uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa com sucesso para os representantes nacionais. Mais à frente, espero um Europeu digno da nossa nação, apesar do grupo forte e das altas expectativas.
Penso que não estou a pedir muito, e até me tenho comportado dentro dos limites, daquilo que deve ser um bom adepto de futebol. A todos vós, um bom Natal e o feliz Ano Novo.
A época natalícia chegou e, com ela, vêm desejos de prendas para os demais. E porque não pensar que presente dar aos treinadores do nosso tão querido e estimado Futebol Português?
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Bruno Lage – Um curso intensivo de espanhol. Para que ele, de uma vez por todas, consiga explicar aos seus pontas de lança que falam espanhol, que o objectivo destes é mandar a bola lá para dentro. Depois de Ferreira e Castillo, é urgente explicar isso mesmo a RDT.
Sérgio Conceição – Uma prenda com nome de avançado: Marega! O Pai Natal deverá trazer, no seu ‘saquinho’, um Marega, com ou sem barriga, mas que substitua o Marega que está no dragão, mas que parece ser somente uma cópia do verdadeiro.
Silas – O nível 4 de treinador principal, para que assim possamos ouvir sempre em primeira mão a opinião de quem manda. É que faz mesmo uma imensa confusão não ser Silas ‘o homem da palavra’ sempre e quando é chamado para tal, ou quando sente necessidade de falar. Tirem as amarras ao homem.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
João Pedro Sousa – Uma nova fórmula surpresa que reinvente, sobretudo, a forma como a equipa defende, para que os clubes possam, por mais algumas jornadas, voltar a ser surpreendidos pelo ‘Famasensação’.
Ivo Vieira – Um alarme ensurdecedor, que toca assim que o mister começa a dar um onze para o ‘próximo jogo’. Há quarta mudança o alarme tau… começa a tocar sem parar, só sendo desarmado se Ivo Vieira não alterar menos que meia equipa. Rotação sim, mas tanta… não há onze que aguente.
Carlos Carvalhal – Carvalhal pode gostar muito de treinar em Portugal, mas com certeza que este seu regresso tem ‘vistas mais largas’ para o futuro a curto prazo.
Julio Velázquez – Tranquilidade financeira e administrativa, para que o ‘novo treinador’ do Vitória possa mostrar em todo o seu explendor as qualidades que tem. E parece mesmo que Velázquez foi a prenda no sapatinho de todos os adeptos sadinos.
Sá Pinto – Uma poção mágica igual aquela que usa na Europa, já a pensar no próximo clube que vai treinar, depois do seu despedimento do SC Braga.
Fonte: SC Braga
Daniel Ramos – A prenda veio dias antes do Natal: treinar um clube que está tranquilo na tabela. Portanto a única coisa que o Pai Natal poderia trazer seria discernimento para um Boavista FC que os adeptos exigem que, não só ganhe, como jogue à bola.
Natxo González – Um calendário onde os tondelenses só jogarão fora de casa. É que parece que a equipa do treinador espanhol é alérgica a jogar na sua casa.
Ricardo Soares – Literatura: ‘Um Homem de sorte’. Um livro que podia ser sobre ele. O homem tem mesmo muita sorte. Mesmo não fazendo grandes trabalhos, o que é verdade é que ele arranjar sempre clubes para treinar. Há coisas que não consigo entender.
José Gomes – Um 10 que transforme este CS Marítimo numa equipa mais perigosa. Nem Cley, nem Pelágio foram capazes de dar a este Marítimo a criatividade que parece faltar no centro do terreno e complementar a qualidade que há lá na frente.
Pedro Ribeiro – O Pai Natal traz-lhe uma especial bebida energética, para que ele deixe de se queixar de eventuais ‘socos’ e, em vez disso, seja objectivo e capaz de assumir o protagonismo que parece recear, deixando de criar novelas que se calhar mais não passam de tramas de 30 segundos. Falta de liberdade de expressão ou de outra coisa que eu cá sei?
Vítor Oliveira – Quem disse que ‘os mais velhos’ não gostam de receber prendas? Com certeza que Vitor Oliveira gosta e merece. Um carregador de piano parece-me que seria perfeito. O meio campo do Gil com certeza que ganharia uma dimensão superior, e, com ela, maiores possibilidades de fazer mais pontos, sobretudo nos jogos fora.
Fonte: Portimonense SC
João Henriques – Um ponta de lança. Guilherme este ano parece ter-se evaporado e Thiago Santana parece alérgico a golos. Com um avançado goleador talvez a equipa de São Miguel possa subir na tabela para o lugar que era expectável.
António Folha – Um fantasista no meio campo ofensivo que possa colocar a redondinha assim mesmo: redondinha para os pés dos homens mais avançados de Portimão, e que possa fazer a diferença num meio campo onde a criatividade parece faltar. Saudades de Paulinho?
Pepa – O mesmo empresário de Ricardo Soares.
Nuno Manta Santos – Um terço. Para que Nuno Manta possa rezar todos os dias, e assim, quiçá, o CD Aves se mantenha na Primeira Liga. Não sendo assim, não vejo como se salvarão os avenses.
Não acha bem isolarmos o vocativo? Pois é, também achamos que sim. Nós, aqui, temos cuidado com o português e pode ser um ponto importante para ver que também nos portámos muito bem neste ano de 2019. Deste modo, achamos que merecemos também uma prendinha, mas diremos no fim aquilo que gostaríamos de receber.
Agora, deixando de fora os vocativos, a verdade é que, para além destes, a nossa gramática também está aprovada. E este, Querido Pai Natal, é mais uma coisa que prova que merecemos uma boa prenda.
Após esta pequena introdução, penso que é hora de irmos ao cerne da questão, pois sabemos que o Pai Natal é uma pessoa muito ocupada, que recebe milhões de cartas nesta altura do ano. Naquilo que nos compete, prometemos ser breves.
Foi um ano onde nos portámos tão bempor essas competições internacionais. A lista (não, ainda não é de desejos) de bom comportamento é grande e vou anunciar alguns (porque se metêssemos todos ficaríamos aqui até 2020…):
Voltámos a ser Campeões do Mundo em Futebol de Praia. Jorge Fonseca tornou-se o primeiro judoca a vencer a medalha de ouro num Mundial na categoria -100kg. Em hóquei em patins e em futsal, temos um clube português que é Campeão Europeu: o Sporting CP. No surf, Frederico Morais foi campeão do Qualifying Series e está de volta ao Circuito Mundial. No andebol, conseguimos um apuramento histórico para o Europeu. No voleibol, voltámos a ter uma equipa portuguesa na Liga dos Campeões, dez anos depois. Tivemos dois portugueses no top dez do ranking mundial de FIFA eSports: RastaArtur e Tuga810.
Miguel Oliveira fez a sua estreia no MotoGP e fez 33 pontos, terminando em 17.º lugar. Houve ouro de Fernando Pimenta na Taça do Mundo de Canoagem (K-1 5000 m). João Vieira tornou-se o mais velho atleta a ganhar uma medalha (prata) nos Mundiais de Atletismo. Bárbara Sequeira, Francisca Maia e Francisca Sampaio Maia (Ginástica), que trouxeram três medalhas dos Jogos Europeus de Minsk. Tal como Telma Monteiro com um bronze no Judo. Mariana Machado (Atletismo) foi vice-campeã europeia em 5000 metros na Noruega e medalha de bronze no Campeonato da Europa de corta-mato (Sub-20).
Pai Natal, nós portamo-nos bem, a sério que sim. Podíamos estar a mentir (como às vezes se fazia quando éramos crianças e fazíamos “trapacices”), mas este ano é bem real o bom comportamento que tivemos. Acha que não merecemos uma boa prendinha este Natal? Por isso, achamos que está na hora de pedirmos aquilo que queremos, não acha?
Ora muito bem… Queremos apenas que todo este bom comportamento tenha o devido reconhecimento por todo esse Portugal fora. São atletas que elevam o nome do nosso país, e não só. Elevam muito mais do que isso… Sobem muitas vezes aos lugares mais altos do pódio e orgulham aquilo que é a essência do povo português: a sua paixão pelo desporto.
Como o Pai Natal viu, a lista é grande e todos os anos há novos protagonistas em tantas outras modalidades. Por vezes não sabemos que acontecem? Sim, é provável. Mas estaremos aqui para que sejam divulgadas. Queremos que os portugueses tenham orgulho naquilo que são estes atletas pelo Mundo fora. E que, um dia, se possa festejar tanto um troféu (ou medalha) numa modalidade como se festeja em tantas outras por este país fora.
Pai Natal, sabemos que não existe (e, se existir, pedimos desculpa), mas está na altura de esta carta não ser dirigida a si, mas, sim, a todos os portugueses. Viram a quantidade de “bom comportamento” que temos por esse mundo fora feito só por portugueses? Somos nós que temos de ser os primeiros a estar orgulhosos de todos os nossos atletas que nos representam. Temos de compreender que nem sempre a glória é alcançada, mas que os nossos atletas tanto lutam para ter um reconhecimento por aquilo que fazem diariamente.
Ah, só mais uma coisa, Pai Natal. Estamos a entrar num novo ano… Será que no sapatinho pode também deixar um grande sucesso para os nossos atletas em geral e àqueles que possam estar a representar Portugal nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio? Se não for pedir muito… Não sabemos como dizer isto, mas reflita sobre o nosso comportamento e na nossa lista de prendas. Iremos amar o que nos trouxer do Pólo Norte.
No ano passado, o Estádio Municipal de Braga viu uma Final Four da Taça da Liga que juntou os quatro principais clubes nacionais, como aliás era o reflexo da tabela classificativa: FC Porto, SL Benfica, SC Braga e Sporting CP. Neste ano, a equipa, apesar de ter muitos troféus destes no seu museu, não se conseguiu apurar para esta fase e “deu” o seu lugar ao Vitória SC, mantendo-se os outros três concorrente inalterados.
Se por um lado é uma surpresa não termos os encarnados nesta fase da prova, por outro, face ao que tem vindo a fazer com Ivo Vieira e, especialmente, face ao futebol que tem demonstrado em campo contra adversários dos mais variados calibres, a presença dos vimaranenses é natural e merecida. Num grupo que tinha SL Benfica, Vitória FC e SC Covilhã, a equipa de Guimarães terminou sem qualquer derrota: duas vitórias e um empate na Luz que podia ter sido facilmente uma vitória. Certo, foi sempre um SL Benfica de segunda e terceira linha, mas não se pode retirar mérito ao excelente percurso dos minhotos.
Mais a sul, o primeiro a garantir a presença na “Pedreira” de Braga foi mesmo o Sporting CP. Nem tudo foram rosas e durante grande parte do jogo a equipa de Silas esteve mesmo eliminada, frente ao Portimonense SC. Mas uma reação de garra e, porque não dizê-lo, com qualidade, levou os leoninos a darem a volta ao marcador, com dez após a expulsão de Bolasie, e vencerem por 2-4.
A composição dos jogos, que se disputam em janeiro Fonte: Liga Portugal
Em Paços de Ferreira, na “capital do móvel”, o SC Braga discutia a passagem com o clube da casa. Também começaram a perder mas acabaram a vencer, de forma justa e categórica. Entretanto, Ricardo Sá Pinto já foi demitido, um dia depois desta passagem à Final Four, uma decisão que considero difícil de compreender, porque o treinador não estava a fazer um mau trabalho nos “Gverreiros do Minho”.
Por último, falar do único dos “três grandes” que ainda não tem uma Taça da Liga no seu museu: o FC Porto. Depois da final perdida no ano passado nos penalties, volta a marcar presença, depois de uma fase de grupos tranquila e sem grande história. Três vitórias em três jogos e o assumir de uma vontade clara de toda a nação portista: levar finalmente a taça para o Dragão.
Em suma, temos o SC Braga vs. Sporting CP que reedita o jogo do ano passado, vencido pelos “leões” e, logo a seguir, um Vitória SC vs. FC Porto. Creio que há muita competitividade e sou da opinião que qualquer destes clubes tem boas hipóteses de levar a Taça. Os portistas, pela qualidade do plantel, são os favoritos, embora seguidos de perto pelo SC Braga – que vai tentar fazer valer o fator casa – e do Sporting CP, que já se mostrou forte no formato “Final Four”. Já o Vitória SC é o “outsider”, mas a motivação de poder vencer na casa do grande rival e a qualidade de jogo, já por mim elogiada, fazem de si uma equipa a temer por qualquer dos outros candidatos.
Chegado o Natal, este top reúne cinco jogadores que seriam capazes de dar o salto para um clube “grande” em Portugal já no mercado de inverno e assumir um papel preponderante até ao final da temporada. A ordem responde apenas à forma atual de cada um e é, por demais evidente, que poderiam ser contratados por SL Benfica, FC Porto ou Sporting CP. Seriam compras dentro de portas e verdadeiros presentes no sapatinho.
A Europa parece ser, de facto, a palavra de ordem no balneário do SC Braga para esta época. Vive-se um cenário em que parece que foi feita uma espécie de revolução, em que só lhes agrada jogar as competições europeias. Como se as competições domésticas não fossem relevantes, não fossem significantes para o currículo. Chegamos ao fim do ano e o desempenho do SC Braga no campeonato é sofrível, é algo que não pode ser bem aceite, tendo em conta o caminho traçado pelo clube e dada a qualidade do plantel à disposição. Porque qualidade é o que não falta. A recente eliminação na Taça de Portugal não pode ser vista como um falhanço, visto que foi no terreno do atual campeão nacional.
Na verdade, o SC Braga é aquele indivíduo que só se contenta em viajar pela Europa e cá vive triste, amargurado. O percurso europeu está a superar as expectativas, mas o clube precisa de estabilizar internamente em termos classificativos, algo que as seis derrotas registadas até ao momento não ajudam. Esta é uma situação difícil de explicar e é natural que surjam as mais diversas perguntas.
Será que não existe estofo para competir duas vezes por semana? Será que o foco está, exclusivamente, virado para os compromissos internacionais?
O SC Braga é uma equipa competente em transição e não se tem adaptado bem frente a adversários mais fechados, sendo que os adversários europeus expõem-se mais do que os daqui, mas o que é certo é que o estado de espírito dos guerreiros se altera quando saem de Portugal. Será essencial manter esse mesmo foco daqui para a frente e melhorar a atual imagem instável vivida na Liga. Porque, a meu ver, este era um ano em que existiam condições para o clube caminhar pelo terceiro lugar.
Sá Pinto colocou-se a jeito com este registo e ainda nesta segunda-feira foi anunciada a sua saída do comando técnico, numa decisão que acredito que já estaria há muito tomada e como sinal do descontentamento do andar da carruagem. A solução encontrada foi dentro de portas, com Rúben Amorim a assumir o cargo principal. Os minhotos terão, a partir de agora, um novo rumo e penso que só a vitória na final de Braga equilibraria a balança de uma época algo confusa, num final de ano agitado.
Os guerreiros não têm estado bem no campeonato, onde contam seis desaires Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Os desaires recentes contra os dois últimos classificados deixam sempre marcas e poderão ter sido a última gota de água. Marcas essas que precisam de ser ultrapassadas e nem o expectável apuramento para a final four da Taça da Liga deve apagar.
Numa prova disputada em casa, as expectativas são altas e a responsabilidade aumenta, o que também pode funcionar contra a turma bracarense. Por um lado, joga no seu habitat natural e conta com o apoio dos seus adeptos, por outro, sabe que a tarefa será bastante exigente, pois estão em prova dois dos três grandes e o seu maior rival, e existe a hipótese de dar continuidade ao registo negativo no plano interno. E ela joga-se já dentro de um mês e com uma nova equipa técnica…
Porém, a procura pela conquista de um troféu disputado dentro de portas estimula os interesses do universo arsenalista e um eventual sucesso pode funcionar como um suplemento motivacional para o resto da temporada, e ainda como resposta à prestação menos positiva em solo nacional, o que faz com que a Taça da Liga se afigure como uma necessidade para o tal universo.
Deseja-se o remendar da imagem através desta via, ou seja, a exigência tem de ser elevada. A atual competição preferida (Liga Europa) pode esperar, pois o foco deve estar na recuperação no campeonato e na conquista da Taça da Liga – que deve passar a ser uma prioridade.