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Antevisão LASK x Sporting CP: Leões defendem 1.º lugar

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Noite europeia no Estádio Linzer, em Linz (Áustria), em perspectiva. Sporting CP volta a medir forças com o LASK Linz em jogo da sexta e última jornada do Grupo D da Liga Europa. Os Leões partem para este último jogo da fase de grupos ocupando o primeiro lugar do grupo com 12 pontos, enquanto a formação austríaca segue no segundo lugar com dez pontos. Na antevisão o treinador do LASK Linz, Valérien Ismael, deu o mote para a partida ao afirmar que pretende ganhar o primeiro lugar ao Sporting CP.

A equipa alvinegra é a actual segunda classificada do campeonato austríaco, tendo vencido o Wolfsberger, por 3-1, em jogo que antecede a recepção do Sporting CP.

Em Alvalade, a formação leonina já liderada por Silas derrotou o LASK por duas bolas a uma, graças a uma reviravolta, num jogo em que vimos um LASK muito ameaçador e atrevido.

Um facto curioso sobre as duas equipas: a primeira deslocação do Sporting CP à Áustria foi precisamente para defrontar o LASK na 1.ª eliminatória da Taça das Cidades com Feiras (um antepassado da Taça UEFA e da Liga Europa) da época 1969/70, tendo empatado a dois golos, depois de ter vencido o clube austríaco em casa por 4-0.

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Na verdade, o Sporting CP apresenta um “défice” em terras austríacas: nas cinco deslocações que fez nunca conseguiu ganhar. A este propósito, certamente que os sportinguistas das gerações mais antigas lembrar-se-ão dos desaires do Sporting CP frente ao Casino Salzburgo, em 1993/1994 e ao Rapid Viena, em 1995/1996…

Amanhã, o Sporting CP voltará a enfrentar um LASK, desta vez ainda mais perigoso por jogar em casa. Em termos de individualidades, no plantel austríaco merecem destaque o avançado brasileiro João Klauss e os austríacos Reinhold Ranftl, médio, e Marko Raguz, avançado, pelas boas exibições que têm feito nesta edição da Liga Europa.

O jovem ponta de lança Marko Raguz marcou o golo austríaco em Alvalade e foi responsável por criar diversos desequilíbrios na defesa sportinguista
Fonte: LASK

A comitiva verde e branca partiu para a Áustria com algumas ausências de peso num claro objectivo de fazer a rotação dos jogadores, mas também com jovens jogadores que terão uma oportunidade para jogar. A grande ausência na formação verde e branca é, sem dúvida, Bruno Fernandes, devido a castigo. Mathieu e Vietto ficaram também em Lisboa, por opção.

Não havendo Bruno, Silas terá certamente de mudar o esquema táctico para colmatar a sua falta. Depois, não havendo nem Bruno nem Vietto o Sporting CP apresentará menos criatividade na construção do ataque.

Outra nota no que diz respeito à convocatória vai para o facto de Silas ter arriscado levar apenas dois centrais para este último jogo, Coates e Illori, que integrarão quase de certeza o onze titular, quer o técnico leonino opte por uma defesa a quatro ou a cinco, e por consequência o banco de suplentes não terá um único defesa central de raiz. Com o infortúnio de Neto, esta partida poderia ter sido uma oportunidade para Eduardo Quaresma (e bem a merecia!).

Já Gonzalo Plata, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes voltam a ser opção para Silas e creio que poderão surpreender pela positiva.

Com tanta rotação, espero que a formação leonina não vacile diante o adversário austríaco e que o encare com rigor apesar da passagem estar garantida. Primeiro porque um clube como o Sporting CP tem de fazer sempre o melhor possível nas competições europeias e entrar para ganhar. E depois porque é importante manter o primeiro lugar e seguir para o sorteio dos 16 avos-de-final na qualidade de cabeça-de-série, de modo a facilitar, em teoria, o sorteio de um adversário “menos cotado”.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 89-62 Spirou Basket: Nova fase, mesma fórmula vitoriosa

Na primeira jornada da Fiba Europe Cup – Segundo Nível, o SL Benfica recebeu e venceu os belgas do Spirou Basket por 89-62, num jogo onde se esperava que as dificuldades para os encarnados fossem maiores do que na fase anterior. Apesar disso, o Benfica foi sempre superior ao conjunto belga, mantendo assim a boa forma que tem vindo a notar-se nos últimos jogos.

O jogo começou equilibrado e lento, com ambos os ataques a precisarem de tempo para ganhar ritmo. Quando os cestos começaram a cair, o Benfica tomou controlo do jogo, com o lançamento de três pontos a revelar-se uma das mais fortes armas para a equipa de Carlos Lisboa. No entanto, o Spirou não deixou o Benfica fugir demasiado no marcador e obrigou os encarnados a manterem a eficácia no ataque e na defesa. No final dos primeiros dez minutos, vantagem de 23-20 para a equipa portuguesa.

O segundo período viu uma forte entrada do Benfica, que em duas jogadas aumentou a vantagem para os oito pontos. Apesar disso, notava-se algum nervosismo de ambas as partes e o jogo era, em momentos, lento e desleixado. Nesta fase, eram as defesas que se superiorizavam no jogo, trabalho facilitado pela desinspiração que era evidente no que ao ataque diz respeito. Contudo, sempre mais Benfica no jogo, com a defesa a permitir apenas 16 pontos aos belgas durante todo o quarto, o que permitiu ao conjunto português chegar ao intervalo a vencer por 42-33.

A equipa do Benfica estabeleceu o domínio no jogo com o decorrer do segundo período
Fonte: FIBA

A maré do jogo manteve-se no início do terceiro quarto, com a vantagem do Benfica a chegar aos 15 pontos com quatro minutos jogados. Mantinha-se também a elevada quantidade de faltas por parte de ambas as equipas, o que não só condicionou a fluidez do jogo como também o tempo de jogo de alguns jogadores, principalmente do lado do Spirou Basket. Também nesta altura, Eric Coleman começava a destacar-se, em especial no lado defensivo que os encarnados continuavam a dominar. Até final do terceiro quarto, o Benfica continuou a aumentar o marcador, com o ataque a recuperar a fluidez que havia perdido no segundo período, levando uma confortável vantagem de 17 pontos para os últimos dez minutos.

No último período, o Benfica limitou-se a controlar o jogo, não permitindo qualquer surpresa por parte dos belgas. O ataque do Spirou não foi capaz sequer de aproveitar o baixar do ritmo de jogo do lado do Benfica para reduzir a vantagem e, apesar de algo surpreendente, a superioridade da equipa portuguesa foi evidente durante quase todo o jogo. No final, vitória dos encarnados, com o resultado a ficar estabelecido em 89-62.

Individualmente, destaque no lado do Benfica, novamente, para Eric Coleman. O norte americano de 34 anos registou 18 pontos, com cinco ressaltos e uma performance dominante que ajudou à excelente prestação da defesa encarnada. Ao seu lado estiverem Damian Hollis, com os mesmos 18 pontos, aos quais juntou seis ressaltos, e Betinho Gomes, que assinalou um duplo-duplo com 16 pontos e dez ressaltos.

Do lado do Spirou Basket, Alexandre Libert foi quem mais se destacou, acabando o jogo com 12 pontos e oito assistências. Sólida exibição também para Joshua Henry Sharma que ficou perto do duplo-duplo com dez pontos e oito ressaltos.

CINCOS INICIAS:

SL Benfica – Eric Coleman, Betinho Gomes, Rafael Lisboa, Damian Hollis, José Silva

Spirou Basket – Anthony Beane, Moses Greenwood, Alexandre Libert, Yoeri Schoepen, Joshua Henry Sharma

Fórmula 1: Análise à época de 2019

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As cortinas cerraram-se naquela que pode ser considerada uma das melhores épocas de sempre, onde apenas uma equipa lutou pelos títulos. Com um dos começos mais dominantes de sempre da parte da Mercedes, a época estava prestes a ser descartada como mais um ano como 2016, onde ninguém teve uma única chance de sequer lutar por títulos. Porém, a história mudou de rumo após o primeiro terço da época. Vamos então analisar a época de 2019 da Fórmula 1.

PRIMEIRA METADE DA ÉPOCA

Mais uma vez, os testes de pré-temporada enganaram quase toda a gente. O mundo da Fórmula 1 saiu de Barcelona a achar que a bola estava do lado da Ferrari, que finalmente tinham construído um carro para destronar a Mercedes. No dia 16 de março em Melbourne, durante a qualificação, ficamos a perceber que na verdade, a equipa alemã tinha construído possivelmente o melhor carro desde o início da era híbrida. Valtteri Bottas (Mercedes) acabou por vencer a corrida no domingo, arrasando por completo o então pentacampeão Lewis Hamilton (Mercedes) por quase 21 segundos de diferença.

Isto foi um sinal do que estaria para vir. Nas cinco corridas seguintes, a Mercedes iria garantir dobradinhas, e só na Áustria é que veríamos no topo do pódio um piloto que não conduzisse um carro prata.

O domínio das flechas de prata parecia não ter fim
Fonte: Formula 1

Pelo meio de todo este domínio da equipa alemã, os italianos vermelhos estavam em completa implosão. A Ferrari pela primeira vez conseguiu criar uma unidade motriz superior à Mercedes, e desenharam um carro com o propósito de ser o mais rápido possível nas retas. O problema desta decisão, é que nas pistas de Fórmula têm o hábito de ter curvas no final dessas retas, e o SF90, não é grande fã delas. Seja por problemas mecânicos, erros dos pilotos, ou decisões estratégicas absurdas, a Ferrari deitou ao lixo uma quantidade imensa de pontos nesta primeira metade da época. O único lado positivo disto, é que nos ensinou que não se confia nos testes de pré-temporada.

Do lado dos touros vermelhos, o início da época estava cheio de questões. Será que a mudança da Red Bull para a Honda seria positiva? Será que Max Verstappen iria continuar a forma estupenda com que terminou a época de 2018? Será que o Helmut Marko iria deixar de dizer “este ano vencemos o título”?

O leão rugiu muito alto na primeira metade da época
Fonte: Formula 1

A resposta foi positiva para as duas primeiras perguntas, negativa para a última. Se a Red Bull com a Honda não ficou melhor, pelo menos ficou onde estava, o que é positivo, porque desta vez a Honda está completamente dedicada a eles, ao contrário do que acontecia com a Renault, e este ano foi mais de experiência do que procurar vencer imediatamente, o que promete coisas muito boas para 2021. Max Verstappen foi possivelmente o melhor piloto da primeira metade do ano, com duas vitórias, a primeira pole position da carreira, e batalhas fenomenais em várias corridas, seja com Lewis Hamilton ou Charles Leclerc, o resultado era sempre épico. Contudo, o pináculo da sua performance não veio em nenhuma das vitórias, veio numa derrota nas últimas voltas para Lewis Hamilton na Hungria. Eles os dois estavam num nível tão acima de qualquer outro piloto naquela corrida, que terminaram a mais de um minuto do terceiro classificado. Uma performance absolutamente assombrosa dos dois pilotos mais talentosos da grelha.

Infelizmente, do outro lado da garagem, a primeira metade da época estava a ser trágica. Pierre Gasly, um piloto cujo talento nunca deixou margem para dúvidas, incluindo um excelente ano de 2018 na Toro Rosso, pura e simplesmente não conseguia acompanhar o seu colega de equipa, correndo num ritmo mais semelhante ao do segundo pelotão do que dos homens da frente, e muitas vezes lutando até para chegar aos pontos. A Red Bull ainda mostrou imensa paciência (mais do que com Kvyat em 2016), mas o inevitável aconteceu, e foi despromovido para a Toro Rosso após a corrida na Hungria.

 

Digamos que foi uma primeira metade da época “desastrada” para Vettel…
Fonte: Formula 1

A teimosia de Rui Jorge

Rui Jorge é o seleccionador nacional de sub-21 desde 2011. Depois de ter falhado o apuramento para o europeu de sub-21 em 2013, Rui Jorge ficou a cargo de uma das mais talentosas gerações de jogadores portugueses dos últimos anos, dando início a um ciclo bastante rico para o futebol nacional, no qual as selecções jovens começaram a tornar-se num autêntico viveiro para a selecção principal.

Foi no europeu da Categoria em 2015 que Rui Jorge atingiu o seu ponto alto enquanto seleccionador de sub-21, faltando-lhe apenas a cereja no topo do bolo para culminar um percurso perfeito. Para além da grande campanha realizada na competição, a equipa já tinha dado uma amostra do seu valor, ao dominar a fase de qualificação, ganhando todos os jogos no seu grupo e derrotando a Holanda no play-off, praticando um futebol de qualidade e com grande produtividade ofensiva.

Para a memória, ficou o sistema táctico implementado na equipa por Rui Jorge: um 4-4-2 losango, formado por William Carvalho, João Mário, Sérgio Oliveira e Bernardo Silva no meio-campo e com Ricardo Pereira e Ivan Cavaleiro a formar a dupla atacante, havendo ainda alternativas bastante viáveis, como Rúben Neves, Tozé, Carlos Mané e Gonçalo Paciência.

Depois do vice-campeonato no escalão em 2015, a equipa voltaria a dar uma grande demonstração de força ao voltar a dominar a fase de qualificação para o europeu de sub-17, voltando a apurar-se sem dificuldades para a competição. Porém, na qualificação para o europeu de sub-19 (já com uma geração um pouco menos talentosa), o cenário começou a mudar.

Após ficar atrás da Roménia no grupo de qualificação, a equipa seria, surpreendentemente, derrotada no play-off pela Polónia, ao perder por 3-1 em solo luso depois de ganhar 1-0 no país de Leste. Actualmente, na fase de qualificação para o europeu de 2021, Rui Jorge lidera a geração que se sagrou campeã europeia de sub-17 e sub-19. Apesar da equipa se encontrar no segundo lugar do seu grupo de qualificação com três vitórias e uma derrota, tenho entendido que há um certo desgaste de ideias por parte de Rui Jorge.

Fonte: Seleções Portugal

Em tempos recentes, tenho ouvido algumas pessoas dizer que o 4-4-2 losango é um sistema táctico que está ultrapassado. Na minha opinião, não existe afirmação mais falsa. Para mim, o 4-4-2 losango é dos modelos mais eficientes que pode existir, só que é uma táctica que leva muito tempo a ser trabalhada e que não está ao alcance de qualquer jogador.

Para que um 4-4-2 losango consiga extrair o rendimento máximo de uma equipa, é preciso encaixar as peças nos sítios certos, de modo a que estas possam dar o seu contributo em prol da equipa. Ou seja, é preciso que os jogadores joguem na posição onde consigam render melhor em prol do colectivo.

Neste sistema tático, o losango no meio-campo é a base de tudo, é a “sala das máquinas” da equipa. Para que consigamos ter uma equipa dominante, organizada e capaz de jogar em todo o campo, é preciso que os quatro vértices do losango – sobretudo o médio mais ofensivo e os interiores – tenham uma grande capacidade de ocupar bem os espaços no campo, de se associarem com os colegas, de jogar ao primeiro toque e de saberem sempre o que fazer com e sem a bola nos pés.

Isso irá permitir à equipa ter uma circulação rápida da bola e uma grande capacidade para explorar o espaço central, devido à grande presença de jogadores em espaços interiores. Essa densidade de jogadores num curto espaço do terreno de jogo também confere uma vantagem em situações de transição defensiva, visto que permite aos jogadores reorganizarem-se mais rapidamente de modo a ter uma melhor reacção à perda da bola.

No entanto, voltando a este exemplo da actual selecção de sub-21, vejo que este sistema não é o que melhor encaixa nestes jogadores. Nas competições anteriores, esta geração sempre jogou em 4-3-3 e apesar de Rui Jorge também já ter utilizado este sistema, insiste em utilizar o 4-4-2 losango como o seu sistema predileto, com o qual não consegue tirar o melhor de alguns jogadores.

Um desses exemplos é o de Francisco Trincão. O jogador do SC Braga é um extremo desequilibrador e com um grande poder de explosão, mas que num 4-4-2 losango, não tem uma posição onde possa explorar ao máximo as suas qualidades.

Por isso, devo dizer que já tive mais confiança em Rui Jorge, mas o que é facto é que se ele levar a sua teimosia avante, o seu ciclo na selecção nacional poderá chegar ao fim.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

FC Porto com a faca e o queijo na mão

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Joga-se, esta quinta-feira, a cartada final para os clubes portugueses na Liga Europa, competição para a qual o FC Porto irá enfrentar o Feyenoord Rotterdam, referente à sexta jornada do grupo G.

Os dragões chegam a esta fase com boas perspetivas de seguir em frente, algo que não era tão claro antes do desafio em Berner contra o BSC Young Boys. É de referir que os azuis e brancos ocupavam o último posto do grupo e um resultado que não fosse a vitória colocaria os pupilos de Sérgio Conceição fora da luta pelo apuramento. No entanto, passado duas semanas, o cenário é claramente mais animador, uma vez que o emblema nortenho só depende de si mesmo para confirmar a sua presença nos 16 avos de final, assim como ainda continua a sonhar com a conclusão do grupo no primeiro lugar. A partida dará o seu apito inicial pelas 20:00h, no Estádio do Dragão, com a supervisão do árbitro Deniz Aytekin.

Apesar disto, é preciso referir que ainda nada está garantido e que a luta continua renhida pelos dois primeiros lugares à luz do que se tem verificado desde o início. De referir, também, uma curiosidade interessante, ou seja, todos os envolvidos ainda têm hipótese de passagem à próxima fase. Atualmente, o The Rangers FC encontra-se na liderança com 8 pontos, de seguida está o FC Porto com 7 pontos, os mesmo que o BSC Young Boys apresenta e por último estão os holandeses com apenas 5 pontos.

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Na Holanda, o FC Porto somou o seu primeiro desaire europeu, o outro foi na Escócia, por 2-0. Uma partida que foi algo ingrata para os portistas, que se exibiram a um nível que era mais do que suficiente para trazer um outro resultado para Portugal. Embora, tenha havido uma maior supremacia por parte do vice-campeão nacional, já que dispuseram de várias oportunidades de golo, também não é mentira salientar a facilidade com que a equipa holandesa conseguiu entrar no meio campo defensivo dos dragões, algo que Sérgio Conceição, certamente, quererá ver retificado.

Os dragões encontram-se na máxima força para esta partida, como se comprova com o regresso de Romário Baró
Fonte: FC Porto

Agora, espera-se um domínio mais efetivo por parte do FC Porto, já que atua diante dos seus adeptos, além de que esta partida, à semelhança da última, tem um caráter decisivo. Desta forma, os dragões não deverão variar muito do onze que apresentaram no estádio do Jamor, frente ao Belenenses-SAD, referente à 13º jornada da Liga NOS, que acabou com um empate a uma bola. Com efeito, Marchesin deve assumir a baliza, com o quarteto defensivo a manter-se, ou seja, com Manafá e Alex Telles nas alas e Pepe juntamente com Marcano no eixo da defesa. Mais à frente, no meio campo, Danilo e Loum também deverão fazer dupla no “miolo”.

Com isto, a dúvida será na composição do ataque, já que Sérgio Conceição pode preferir por manter a estrutura base ou então pode tentar ser mais audaz na sua abordagem e conceder a titularidade ao colombiano Luís Diaz, em vez de Otávio, e assim assumir uma formação ainda mais ofensiva.

Outra dúvida que se levanta é a questão de Soares/Zé Luís. Aqui, dependerá muito do que o FC Porto pretenderá numa primeira fase de pressão e também da profundidade que quer implementar na transição ofensiva. Por um lado, caso queira ter uma linha de ataque mais pressionante e tentar evitar que o Feyenoord saia a jogar, “Tiquinho” será uma opção a ter mais em conta. Por outro lado, se a formação azul e branca quiser apresentar-se com um jogo mais apoiado, um futebol de pé para pé, mais rendilhado, a titularidade do avançado cabo-verdiano fará mais sentido, se a dinâmica apresentada for pensada como a descrita.

Por conseguinte, não se esperam grandes surpresas do lado do FC Porto, embora a equipa portuguesa já tenha preparado algumas surpresas para alguns dos jogos mais decisivos ou com uma relevância maior desta época, como foi a situação do jogo com o Famalicão, ou então a partida na Suíça. Seja qual for a formação e a dinâmica com a qual os dragões entrarem em campo na próxima quinta, a certeza é só uma, isto é, a par de toda a história que envolve o clube da invicta, o pensamento será apenas um, o da vitória.

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Gilberto Duarte fora das contas para o Europeu

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Muitos consideram Gilberto Duarte a principal figura da Seleção Nacional, mas a verdade é que este não estará disponível para ajudar a Seleção no regresso às Competições Internacionais de Seleções.

A lesão ocorreu no dia 6 deste mês, quando, logo no terceiro minuto da partida entre o PSG x Montpellier HB, para a Taça da Liga Francesa, Jonas Truchanovicius caiu em cima do joelho do ex-Barcelona, fazendo-o deixar a partida. Dias depois, foi confirmado que o jogador sofreu uma entorse do joelho esquerdo com lesão do ligamento lateral anterior, estando assim afastado das contas do selecionador Paulo Pereira para o Europeu. Acrescendo à situação, António Areia também se encontra em dúvida para o Europeu devido a uma lesão no joelho.

Estas notícias não são positivas para Portugal mas Paulo Pereira afirma que tem soluções. Recentemente, foi conhecida a lista de 28 jogadores pré-convocados para o Europeu, onde constam algumas possíveis alternativas para colmatar a ausência de Gilberto Duarte, tais como: Alexandre Cavalcanti, André Gomes e Salvador Salvador.

Uma imagem, que, infelizmente, não vamos ver durante o Europeu: Gilberto Duarte a vestir a camisola da Seleção
Fonte: Federação de Andebol de Portugal

Foto De Capa: Federação de Andebol de Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Troca no comando dos sub-23 do SL Benfica: bem-vindo, Luís Castro

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O regresso de José Mourinho ao mundo da bola provocou autênticas ondas de choque, não só de surpresa e expectativa por esta nova fase do português, mas também nos aspectos burocráticos da coisa: o português viu-se obrigado a mudar de equipa técnica e reforçou-se no norte de França. Christophe Gualtier, comandante do Lille, não satisfeito com o assalto inesperado, veio ao Seixal fazer o mesmo.

Jorge Maciel, a produzir trabalho meritório ao comando dos sub-23 e na Youth League, fez as malas e o substituto é Luís Castro, ex-Panetolikos e Vitória Sport Club, como responsável dos escalões de formação.

Mourinho já contava com Ricardo Formosinho (observador), Giovanni Cerra (analista) e Carlos Lalin Novoa (preparador físico), e aproveitou para ir buscar João Sacramento para substituir Rui Faria, que se passeia pelo Dubai, e Nuno Santos, para tomar o lugar de Silvino Louro.

Gualtier não reagiu bem e as reacções públicas demonstram um natural mau-estar, num belo exemplo da “lei do mais forte” que ele próprio reconhece: «sim, fiquei chateado, irritado porque o momento não é bom. Mas o que poderia ter feito o meu presidente [Gérard Lopez] com dois funcionários que queriam sair e conhecer outra realidade? Não estamos no mundo das lágrimas. Entendi [a decisão do presidente] e certamente teria feito a mesma coisa». Esta “lei do mais forte” marca, por estes dias, o futebol europeu, onde o fosso entre gigantes e o resto se alarga a cada segundo.

Porém, também ele não tardou a encontrar soluções que permitissem a manutenção da competência nos quadros do actual terceiro classificado da Ligue 1: veio ao Seixal e levou, “sem ai nem ui”, Jorge Maciel, o técnico português de 34 anos que tão bem conduziu as equipas do Benfica que participam na Liga Revelação e na Youth League, com regularidade nas boas exibições: 15 jogos, com dez vitórias e três empates contabilizados, resultados meritórios que conseguiu conciliar com a integração de 39 (!) jogadores nos planos de jogo, sinal muito positivo e de acordo com a ideia formadora do Benfica Futebol Campus.

Jorge Maciel terá nova experiência em terras gaulesas, depois de integrar a equipa de Miguel Cardoso na sua passagem pelo Nantes
Fonte: SL Benfica

No decorrer do efeito dominó, o Benfica foi também rápido na substituição, optando pelo treinador português Luís Castro, que, tal como o seu homónimo, conta com passagem pelo Vitória vimaranense e estava até há bem pouco tempo no comando dos gregos do Panetolikos, deixando-os no… último lugar de tabela classificativa, com dois empates e cinco derrotas em sete jogos.

Licenciado em Educação Física e com o quarto nível do UEFA Pro desde 2016, Luís iniciou-se em Moreira de Cónegos, passando depois por Braga, Vizela, Al-Nassr (antes de Rui Vitória) e Guimarães, onde treinou desde os juvenis aos sub-23, ocupando também a vaga de coordenador de toda a formação, apesar do interregno em 2016-17, quando dirigiu o Debrecen, da Hungria.

Apesar dos seus dados estatísticos em equipas profissionais não se primar pela consistência ou regularidade, conseguiu segurar com tranquilidade os sub-23 vitorianos na Liga Revelação 2018-19, falhando por um ponto o play-off de apuramento de campeão, conseguindo o sétimo lugar na fase regular e o terceiro lugar no play-out de despromoção, num ano em que a equipa B minhota se afundou na Ledman Liga Pro e aterrou no Campeonato Nacional de Seniores.

No dia de estreia no Benfica, Luís Castro venceu a sua antiga equipa por 4-0, não se registando alterações visíveis ao nível das exibições recentes ou formação tática. O 4-2-3-1 será uma constante, até pelas imposições do modelo estratégico do Seixal, que impõe o mesmo esquema a todas as suas equipas e retira liberdade aos seus treinadores – o que não impossibilita certas variantes e a introdução de estilos pessoais, como Jorge Maciel conseguiu e que Luís Castro decerto tentará apesar de, na sua apresentação, ter vincado o seu papel como “engrenagem” da grande máquina formadora benfiquista: «estou aqui para ajudar os jogadores. Vou dar o meu cunho, mas não vou mudar tudo».

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O melhor 11 de jogadores treinados por José Mourinho

José Mourinho leva uma carreia repleta de sucessos e conquistas por todos os clubes que passou, desde a saída do FC Porto. Foi nos dragões que se elevou ao topo da Europa, depois da conquista da Taça UEFA e da Liga dos Campeões em dois anos consecutivos, além dos títulos nacionais coletados. Mourinho teve passagens pelo Chelsea, Inter de Milão, Real Madrid, novamente Chelsea e Manchester United. Em todos esses clubes deixou a sua marca, venceu a prova internacional mais importante ao serviço dos italianos, depois de o fazer nos azuis e brancos e só não foi campeão nacional pelos red devils.

Além destas proezas, rentabilizou uma série de jogadores e conseguiu tirar o melhor deles, mesmo que já estivessem no topo.

Mourinho teve incidentes com alguns jogadores, por ter uma personalidade característica. Embora isso aconteça, o técnico português por onde passou teve equipas vencedoras e relações especiais com vários membros do plantel.

É dos poucos treinadores do mundo que se pode dar ao luxo de treinar tantos jogadores de qualidade. A realidade é que Mourinho procura características específicas em atletas que correspondem à sua estratégia tática. Por vezes, Mourinho encostava ou dava menos tempo de jogo a alguém com reconhecimento, apenas por não ser aquilo que pretendia.

O técnico de 56 anos pegou agora no projeto do Tottenham e conta com um plantel de enorme qualidade com possibilidade de evolução e conquista de troféus.

Por essa razão, é difícil escolher o melhor onze de atletas treinados pelo Special One, devido às inúmeras opções para todas as posições do campo, sem exceção.

A lombalgia do Bruno

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Todas as pessoas possuem aqueles objetos de culto e que se contemplam mil vezes por dia, causa que provém de um enamoramento prematuro e sufocante aquando da aquisição. Qualquer tentativa que parta do próximo, seja para pegar “só para ver” (embora teime em tocá-lo) ou para perceber o seu uso e funcionamento é negada até à exaustão. Permitam-me o parêntesis em jeito valorativo: não confundam o ato com ausência de boa educação, porque talvez ela esteja em falta na pessoa que faz da insistência arma de arremesso. É inevitável, o ser humano traz consigo este defeito que nenhuma pessoa censura (ou pelo menos que tenha a lata necessária para o fazer).

A situação agrava-se quando de futebol se trata. E, só ao realizar a menção, já sinto a raiva enraizada em espuma de palavras e na troca de galhardetes que colidem com argumentos que outrora se utilizaram para solidificar posições distintas. Atenção, sortudas são as pessoas que assistem ao debate acérrimo: cada projeto lei é elaborado com toda a minúcia e o orçamento proposto idem (“Caros amigos, António Carlos tem dez golos apontados enquanto que Joaquim José só possui oito. Portanto, o ponta de lança da minha equipa vale mais 100 euros, no mínimo!”); porém, e é algo que raramente acontece no poleiro dos políticos, a proposta nunca é aprovada por nenhuma alma viva, a não ser pelo autor da mesma. Afinal, futebol e política não se situam no mesmo patamar das temáticas interditas.

Confesso que desisti das abordagens dessa estirpe. Os pacemakers são dispendiosos e a saúde é prioritária. Ou melhor, posso contrair nervosismo, mas, em vez de produzi-lo através da voz, exprimo-o por palavras. Respirar simultaneamente ao dedilhar das teclas é uma técnica infalível no controlo cardíaco. Apostem nisso, leitores!

A qualidade e regularidade demonstradas em campo tiveram como recompensa um substantivo aumento salarial
Fonte: Sporting CP

Por falar em intocáveis, adivinhem quem vem à baila! É Bruno Fernandes, logicamente. Não é à toa que se efetuam amálgamas entre si e a instituição que representa, Sporting Clube de Portugal (Bruno Clube de Portugal ou Sporting Clube de Bruno, por exemplo). E, de facto, os elogios escasseiam e recorre-se, frequentemente, a repetições de conteúdo. Começa a ser chato, não só para os interinos, o exterior também sofre (e de que maneira!).

Apelo, solenemente, ao departamento médico do clube para que se realizem exames médicos na zona da coluna. O diabo que figura no ombro esquerdo segredou-me que, futuramente, as dores de costas lhe darão inúmeras complicações uma vez que, jogo após jogo, suporta o peso (morto) de dez jogadores. O intento de abafar a miséria que cerca o clube parte somente de um dos seus profissionais: contribui com golos, assistências, entrega, ambição, muita vontade e atitude digna de envergar a camisola que, nos dias de hoje, poucos sonham vestir. Mais e melhor é impossível.

Por sua vez, o anjo, do lado oposto, diz-me que aquilo são dores momentâneas (não interpretem no sentido denotativo) e que, para o ano, o desconforto já nem existe. Além disso, prometeu a continuidade no topo dos marcadores europeus bem como na equipa da UEFA (um bom augúrio, presumo) e assegurou a sua permanência no clã leonino. Os tubarões que pesquem outro alimento, há mais peixe no mar.

“Enquanto houver estrada para andar, o Bruno Fernandes vai continuar, enquanto houver estrada para andar. Enquanto houver ventos e mar, o Bruno Fernandes não vai parar, enquanto houver ventos e mar”.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira