A faltar cerca de um mês para iniciar a época de 2020, a redação de Ténis do Bola na Rede decide, desta vez, fazer um quadro dos jogadores que poderão surpreender, pela positiva, o campeonato para o início da nova década.
A estes, juntámos quatro dos jogadores mais jovens do campeonato ATP (masculino), que, de alguma forma, se destacaram no panorama mundial, em 2019, e, por isso, acreditamos que poderão estar na sua melhor forma para serem os protagonistas dos melhores torneios de ténis para o recomeço da temporada.
Reunimos, assim, num único artigo, jogadores como Jannik Sinner, Frances Tiafoe, Felix Auger-Aliassime e Davidovich Fokina.
Corria o ano de 1996 quando a música “Three Lions” foi lançada, no âmbito da realização do Campeonato da Europa, nesse mesmo ano em Inglaterra. Um dos versos desta música ficou eternizado para sempre, passe o pleonasmo: “Football’s coming home”, algo que é frequentemente entoado nos estádios de futebol em Inglaterra e por onde passe qualquer clube inglês ou a própria seleção inglesa, também conhecida como a Seleção dos Três Leões pelo símbolo composto por três figuras desta espécie.
O Europeu disputado em solo inglês foi conquistado pela Alemanha, que derrotou a seleção da casa nas meias-finais, aproveitando os seus adeptos para entoar “Football’s coming home”, aludindo que o troféu seguiria para a sua verdadeira “casa”. Daí para a frente, sempre que ingleses e alemães se defrontam, é frequente os adeptos da equipa/seleção vencedora entoarem este cântico como forma de provocação ao adversário.
Foi assim, por exemplo, quando a Inglaterra venceu a Alemanha no Euro 2000, vingando a derrota no Europeu anterior; quando os germânicos derrotaram os ingleses em Wembley quatro meses depois, na qualificação para o Mundial 2002; e em 2001, quando a Inglaterra foi a Munique vencer por 1-5, também na qualificação para o Mundial. À parte isso, recordo que a seleção da Alemanha, campeã do mundo em 2014, foi recebida em casa com este cântico, numa competição onde voltou a ser o carrasco dos ingleses.
Ainda assim, o Bayern-Tottenham desta sexta jornada da Liga dos Campeões poderia ser descrito como um duelo “amigável”, tendo em conta que serve apenas para cumprir calendário. O Bayern de Munique chega a este jogo com quinze pontos conquistados em quinze possíveis, garantindo o primeiro lugar do grupo B. Do outro lado, os spurs somam dez pontos e também já asseguraram a presença nos oitavos-de-final da liga milionária.
Mas a verdade é que este jogo de amigável tem pouco. Não só pela histórica rivalidade entre ingleses e alemães, dentro e fora de campo, mas também porque o Tottenham certamente ainda terá pesadelos com a noite em que foi humilhado em casa pelos bávaros, na derrota por 2-7 a 1 de outubro deste ano, na 2ª jornada da liga milionária.
O histórico de confrontos entre as duas equipas dá maior favoritismo aos alemães: em cinco jogos, um empate e três vitórias. O Tottenham apenas por uma vez conseguiu derrotar o Bayern, no longínquo ano de 1983. Em jogo a contar para a 3ª ronda da Taça UEFA da época 83/84, os ingleses receberam e venceram os bávaros por 2-0, recuperando da derrota por 1-0 na primeira mão. Os londrinos seguiram então para a ronda seguinte da competição, acabando por vencê-la numa final a duas mãos com o Anderlecht.
No jogo da primeira volta o Bayern cilindrou o Tottenham por 7-2 Fonte: UEFA
O trevo de quatro folhas é normalmente associado à sorte. Na República da Irlanda o trevo de três folhas é um símbolo marcante da sua cultura, por associação a S. Patrício (St. Patrick), estando inclusive presente na bandeira do país. Um dado curioso e que remonta à única vitória do Tottenham sobre o adversário desta jornada é que nesse jogo a equipa do norte de Londres apresentou um irlandês no onze inicial, o defesa Chris Hughton. Para o jogo de amanhã, as previsões apontam para a entrada no onze do Tottenham da jovem promessa Parrott, irlandês de 17 anos, fruto da ausência já confirmada de Harry Kane. Estará Mourinho a par disto?
O Bayern deverá alinhar com Neuer na baliza, Pavard, Martínez, Alaba e Davies na linha defensiva. Meio-campo composto por Kimmich e Goretzka, com Gnabry, Müller e Coutinho a servir Lewandowski. Indisponíveis para o derradeiro desafio da fase de grupos da Liga dos Campeões estão Süle, Hernández, Arp, Cuisance e Tolisso. Os bávaros são orientados por Hans-Dieter Flick, treinador interino desde novembro, após a saída de Niko Kovac e têm feito uma época ao estilo de “Jekyll and Hyde”. O crónico campeão alemão tem estado muitos furos abaixo da expectativa no campeonato mas, por outro lado, segue imparável na Liga dos Campeões, conquistando cinco vitórias nos cinco jogos disputados.
Já José Mourinho, confirmou que vai fazer descansar alguns dos habituais titulares e que irá dar oportunidade a jogadores menos utilizados. O técnico português deve fazer alinhar Gazzaniga na baliza, protegido por um quarteto defensivo composto por Walker-Peters, Foyth, Vertonghen e Rose. O meio-campo deverá ficar entregue a Sissoko, Skipp e Lo Celso. Na frente de ataque, o experiente Eriksen ao lado dos jovens Sessegnon e Parrott. O treinador português não poderá contar com Lloris, Vorm, Davies e Lamela, para além da dúvida em torno de Harry Winks e Ndombélé.
O Bayern-Tottenham terá início esta quarta-feira às 20h (hora portuguesa) na Allianz Arena e será apitado pelo italiano Gianluca Rocchi.
Época 2007/2008. Jesualdo Ferreira e o FC Porto em mais uma noite de glória europeia.
Depois de uma fase de grupos de alto nível, e de se ter classificado em 1º lugar num grupo que contava com Liverpool, Marselha e Besiktas, quis o sorteio que os alemães do Schalke 04 fossem o adversário nos oitavos de final. O FC Porto regressava, assim, a um dos estádios onde se escreveu umas das páginas mais douradas da sua história: Gelsenkirchen. Quatro anos depois de José Mourinho ter levado o FC Porto a vencer, na Alemanha, a segunda Liga dos Campeões da sua história, cabia a Jesualdo Ferreira e à sua equipa voltar a mostrar à Europa a força do FC Porto.
O primeiro jogo realizou-se, então, em solo germânico. Apesar do simbolismo do palco do jogo, a verdade é que o FC Porto acabou por fazer um jogo tímido e, ainda que tenha saído da Alemanha bem vivo, acabou derrotado por 1-0, fruto de um golo de Kevin Kurányi logo a abrir a partida.
O jogo da segunda mão não podia ter sido mais diferente. Os comandados de Jesualdo Ferreira partiram numa cavalgada incessante rumo à baliza do Schalke 04 desde o primeiro minuto e, não fosse a portentosa exibição de Manuel Neuer (guarda-redes contrário), o resultado poderia ter sido histórico. Depois de já ter defendido duas bolas no duelo individual com Lucho González e com Lisandro López, deu-se um particular duelo com o marroquino Sektioui.
O desperdício do extremo africano e a elasticidade do guarda-redes germânico ficam na retina. Foram duas defesas monumentais a remates à queima roupa de Tarik que já se preparava, em ambas as ocasiões, para festejar. O que é certo é que acabou com as mãos na cabeça, foi substituído aos 60’ e o 0-0 teimava em não se desfazer. O jogo encaminhava-se perigosamente para o seu final quando, aos 82 minutos, Fucile é expulso e praticamente sentencia a eliminatória a favor do Schalke 04.
Neuer, com uma mão cheia de grandes intervenções, foi adiando o golo do FC Porto Fonte: UEFA
No entanto, Lisandro López tinha outros planos. Aos 86 minutos, num portentoso remate no bico da área, o avançado argentino derruba, finalmente, a resistência alemã, num golo de levantar o estádio. E, assim, o jogo seguiu para prolongamento. Nas bancadas elevava-se a esperança, mas desconfiava-se de um resultado que podia e deveria ter-se registado bem mais avolumado. Apesar da inferioridade numérica, o FC Porto foi quem mais procurou evitar a lotaria das grandes penalidades. Num lance em que, mais uma vez, Neuer brilhou e ameaçou tornar-se herói, o FC Porto conseguiu desempatar a eliminatória e seguir para os quartos-de-final.
Ricardo Quaresma rouba a bola a um defesa e arranca em direção à baliza contrária. Com Ernesto Farías a seu lado, o internacional português opta pelo remate que é prontamente defendido por Neuer. Quando o português já levava as mãos à cabeça, Farías aproveita a recarga e empurra a bola para a baliza deserta.
Em Amesterdão, o Ajax recebeu o Valência na última jornada da Liga dos Campeões a precisar de um ponto para garantir a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões. Contudo, a formação de Ten Hag acabou derrotada por 0x1, com um golo de Rodrigo a colocar os espanhóis no primeiro lugar do grupo, fazendo cair o Ajax para a Liga Europa. Afinal de contas…quem disse que dez pontos chegavam para passar aos “oitavos”?
Num início de jogo tremendamente equilibrado, foi a o conjunto forasteiro a visar a baliza adversária com perigo pela primeira vez. Na sequência de um canto, Rodrigo cabeceou a milímetros do poste da baliza de Onana. A formação do Ajax só viria a responder meia dúzia de minutos depois, com um remate de Tadic a assustar o guardião adversário.
Sensivelmente a meio do primeiro tempo, eis que surgiu o momento mais marcante de todo o jogo. Ferrán Torres descobriu Rodrigo – colocado em jogo de forma pouco ortodoxa por Veltman – e o avançado tratou de inaugurar o marcador com um belo remate. Numa altura em que, no outro jogo, o Chelsea já vencia o Lille, o Ajax cairia para o 3º lugar e a necessitar de reagir para poder seguir em frente na Liga dos Campeões.
Tardou a reação da equipa de Tem Hag, mas foi isso que tornou os minutos a anteceder o intervalo bem mais interessantes. Primeiro, Mazraoui com um remate cruzado quase que enganava Domenech num lance com seis unidades holandesas dentro da grande área. De seguida, um toque subtil de van de Beek parecia suficiente para o empate, não fosse Gayá a cortar quase em cima de linha. A fechar o primeiro tempo, também Rodrigo dispôs de uma fantástica hipótese para bisar, mas o resultado seguiria para o intervalo com 0x1 no marcador.
Era preciso ter em conta o que se passava no outro jogo do grupo – jogo esse que o Chelsea ia vencendo por 2×0 –, o que obrigava o Ajax a pontuar. Numa tentativa clara de encontrar o caminho da baliza adversária, foram várias as tentativas na fase inicial da segunda parte, mas persistia o mesmo cenário: várias ações ofensivas, falhas cruciais no último terço.
Tal como seria de esperar, a formação orientada por Cedales recuou as linhas e passou a apostar mais no contra-ataque. E até foi Rodrigo quem voltou a estar perto de abanar as redes da baliza adversária, com um remate surpreendente a rasar o poste da baliza de Onana na única vez que o Valência conseguiu criar perigo.
O Ajax não desistia e persistia, tentando a sua sorte de todo o lado e de todas as formas possíveis, mas a bola continuava a não encontrar o caminho da baliza: o falhanço de Ziyech na cara do golo e o pontapé acrobático de Lang, em momentos quase seguidos, passaram ao lado do poste.
Veja-se só que foi preciso esperar pelo minuto 89’ para ver a formação da casa a rematar à baliza pela primeira vez. Ziyech, de fora da área, atirou para defesa espantosa de Domenech. Instantes depois Gabriel Paulista viria a deixar os espanhóis em inferioridade numérica, devido a agressão a Tadic, mas o resultado não sofreria qualquer alteração até ao final.
O Ajax, que à entrada para a última jornada se encontrava na liderança do grupo, cai, assim, para o 3º posto com 10 pontos, vendo a ultrapassagem de Chelsea e Valência (com 11) a revelarem-se fatais nas aspirações dos holandeses em continuar numa prova onde brilharam na época transata.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
AFC Ajax: Onana, Tagliafico (Siem de Jong, 89’), Blind, Veltman, Mazraoui, Martinez, Alvarez (Dest, 46’) , Donny van de Beek, Lang (Huntelaar, 70’), Ziyech e Tadic.
Valência FC: Domenech, Gayá, Diakhaby, Gabriel Paulista, Wass, Soler, Coquelin, Parejo, Ferrán Torres (Mangala, 90+5’), Kevin Gameiro (Vallejo, 54’) e Rodrigo.
Último jogo da Liga dos Campeões para os campeões nacionais de Portugal e da Rússia e muito estava em disputa neste Grupo G – para todas as equipas. O SL Benfica tinha mais do que obrigação para vencer para ainda sonhar jogar na Europa neste ano e o FC Zenit queria estar na próxima fase da Liga Milionária. Um grande jogo em perspetiva e onde os dois clubes tinham de estar sempre de olho no que ia acontecendo em França, entre o Olympique Lyon e o RB Leipzig.
Antes do jogo, foi respeitado um minuto de silêncio em memória a Rogério Pipi, antigo jogador dos encarnados na década de 40 e 50. Durante um minuto não se ouviu nada exceto o barulho no exterior do estádio (arrepiante).
Aos nove minutos, houve motivos de destacar, mas em Lyon – jogo que interfere diretamente no do Benfica. O Leipzig marcou por Forsberg de penalti, porém, nada se sentiu no Estádio da Luz ora fosse nas bancadas ora fosse em pleno campo. As duas equipas estavam a estudar-se mutuamente e não saía nada deste jogo – por enquanto.
O desespero encarnado era notório e jogava-se mais com o coração do que com a cabeça. O Zenit estava muito bem em termos defensivos e sabia, de forma muito pragmática, sair da primeira linha de pressão do Benfica. O jogo estava a ser muito jogado a meio campo e longe das balizas de Kerzhakov e Vlachodimos, que eram ambos meros espetadores.
Não acontecia golos em Portugal, mas muito ia acontecendo em França – aqui bem perto. O Leipzig voltava a marcar e desta vez por intermédio de Timo Werner, novamente de penalti. Contudo, isto pouco ou nada contava para o Benfica visto que precisava de marcar um golo caso contrário estaria fora das competições europeias.
O intervalo ia chegando na partida entre portugueses e russos com um nulo no marcador. Faltava perigo junto das balizas das duas equipas e também golos – e tão bom que era um golo dos encarnados para virar as contas do grupo. Podia ser que a paragem no jogo pudesse ser benéfica para os comandados de Bruno Lage.
O Benfica entrou a todo o gás para a segunda-parte. É certo que o resultado em França pode ter tido algum impacto nos encarnados, visto que só lhes restava cumprir a sua parte: marcar. Depois de uma excelente jogada começada por Vinícius, Pizzi faz um cruzamento para a pequena área e eis que surge o golo tão ansiado pelos adeptos benfiquistas. Franco Cervi marcou aos 47′ e estava feito o prenúncio para a continuação do Benfica na caminhada europeia.
Após uma grande jogada coletiva por parte do Benfica (com alguns bons lances individuais), Cervi apareceu isolado para marcar o primeiro da partida Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Para os lados franceses, o Lyon encurtava a vantagem aos 50 minutos, mas em Lisboa gritou-se golo uns minutos depois. Depois de Douglas Santos tocar com a mão na bola, o Benfica ficou a jogar com mais um. Havia sido assinalada uma grande penalidade que aos 58 foi convertida pelo capitão, Pizzi. Já lá vão 16 golos para o número 21 dos encarnados que arrecadou o melhor registo de sempre da carreira.
Aos 64 minutos, valeu Osório ao Zenit num corte fulcral que impediu o 3-0. Depois de uma grande jogada entre Pizzi e Vinícius, o número quatro travou as intenções dos encarnados num instante de grande aflição para os defesas do Zenit.
A grande entrada do Benfica na segunda parte dava algum balão de oxigénio à equipa de Lage. Os resultados quer em Portugal quer em França estavam a favor dos portugueses e isso só deu mais confiança ainda para o Benfica se impor no jogo. As águias estavam a pressionar alto e à procura do segundo golo para que não houvesse desculpas.
Aos 75 minutos, Vinicius, muito interventivo durante o jogo, pica a bola dentro da área e abre espaço para Grimaldo e Pizzi tentarem o golo. Valeu ao FC Zenit Kerzhakov que, com os punhos, socou a bola para fora de perigo. O Zenit respondeu aos 77 minutos depois de um canto em que Azmoun remata de primeira. Vlachodimos, apesar de não ter sido obrigado a intervir muitas vezes, responde com uma grande defesa.
O número sete do Zenit foi capaz do melhor e do pior. Depois de um canto batido por Grimaldo, um grande erro de Azmoun melhora ainda mais as contas para a equipa de Lage. Passado três minutos Azmoun marcou, sim, mas não na baliza certa…
As coisas não podiam estar melhores para o Benfica. Por outro lado, não podia mesmo haver outro cenário pior para os russos. Isto porque houve golo do Lyon em França que complicava, e muito, as contas do FC Zenit na Europa.
O SL Benfica garante um lugar na Liga Europa, assim, com esta vitória que não espelha as suas últimas, com uma exibição convincente de uma equipa que, agora sim, parece querer começar a construir um “Benfica Europeu”. A chave do jogo? Foi claramente a competência dos jogadores encarnados na entrada para a segunda parte.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
SL Benfica – Vlachodimos (GR), Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Tomás Tavares, Gabriel (Samaris, 81′) Taarabt, Cervi (Seferovic, 81′) e Pizzi, Chiquinho e Carlos Vinicius (Caio 89′)
FC Zenit – Kerzhakov (GR), Osorio, Ivanovic, Douglas Santos, Barrios, Erokhin, Ozdoev (Smolnikov, 60′), Shatov (Mak 89′), Karavaev, Azmoun e Dzyuba
Atualmente, os LA Lakers são, indubitavelmente, a melhor equipa na NBA, a equipa que joga a um nível superior relativamente às restantes e a equipa que oferece aos adeptos da modalidade o melhor espetáculo. E a razão evidente para a sua superioridade é simples: têm o melhor duo da liga – LeBron James e Anthony Davis. E não digo isto pelas suas individualidades, mas sim pelo espetáculo que ambos dão dentro da quadra. As duas estrelas cada vez se entendem melhor e estão cada vez mais interligadas em termos táticos, o que é percetível nas exibições da equipa.
O segundo fator que acho que tem sido fulcral para o sucesso da equipa é a qualidade do plantel para além das duas super estrelas. Todos os jogadores da equipa têm demonstrado qualidade nas recentes exibições e sobretudo sabem ocupar o seu papel dentro de campo.
A equipa de Los Angeles tem surpreendido com a sua prestação na atual época da NBA Fonte: NBA
Danny Green é um Shooting Guard experiente que prima pela sua competência a atirar ao cesto fora de área e pelas suas competências defensivas. Avery Bradley (que tem estado de fora por lesão/condição física) é um Shooting Guard que tem uma grande habilidade do ponto de vista defensivo, que está a fazer uma média de dez pontos por jogo com 49% de eficácia e três ressaltos. Kyle Kuzma, apesar de ter perdido espaço na equipa e jogar por 20 minutos numa segunda linha, continua a ser uma peça essencial que em média faz 11 pontos por jogo e tem potencial para fazer mais.
McGee e Dwight Howard, em conjunto, somam 13 ressaltos, 14 pontos e 2,5 bloqueios por jogo. Rajon Rondo, o experiente Point Guard com uma visão de jogo e uma capacidade de passe impressionantes é uma peça chave na segunda equipa dos LA Lakers.
KCP, na ausência de Bradley, tem tido vários jogos como titular e tem demonstrado que consegue ser um atirador de três pontos eficaz (38%). Alex Caruso é uma peça muito importante no processo de rotação da equipa e, em 20 minutos por jogo, faz 6 pontos, ganha dois ressaltos, assiste para ponto duas vezes e rouba a bola uma vez. Troy Daniels e Quinn Cook têm tido poucos minutos de jogo.
Por último, mas não menos importante, está a forma como a equipa partilha a bola, como todos participam nas jogadas e no processo de construção do jogo. A bola circula de forma inteligente, nota-se um domínio do jogo perante qualquer adversário que tenham enfrentado.
Os LA Lakers, em transição, são eficazes e espetaculares, é tão simples quanto isso, com jogadores tão fortes e rápidos como LeBron e AD, com capacidade de correr o campo todo e marcar o ponto torna-se muito fácil jogar em transição.
Quando faltam cinco jornadas para o fim da primeira volta do campeonato, há já uma conclusão inexorável que podemos retirar: o planeamento do plantel do Sporting CP para a corrente época revelou-se um autêntico desastre.
O plantel leonino não só foi delapidado com as vendas de última hora de jogadores titulares como Bas Dost e Raphinha, como também se despediu de jogadores promissores como Matheus Pereira e Domingos Duarte que, muito provavelmente, poderiam colmatar as actuais carências da equipa. Por outro lado, os reforços contratados “em cima do joelho” não estão a convencer de um modo geral os sportinguistas (alguém já viu Fernando?!). Qualquer sportinguista que perceba um mínimo de futebol consegue apontar as principais lacunas do plantel verde e branco.
As recentes notícias dão conta que os responsáveis leoninos estarão já a trabalhar numa possível contratação do jovem promissor do Lanús, Pedro de La Vega, com a “ajuda” de Jorge Mendes. Trata-se de um jogador de 18 anos, que tem sido suplente, pelo qual o clube Granate exige mais de dez milhões de euros! Ora, o Sporting CP não pode transformar-se num Sporting “Cobaia” de Portugal manietado por um superagente e pelas suas segundas linhas de empresários, sempre disposto a gastar os milhões que lhe fazem falta em projectos de jogador. É que jogadores promissores existem no Sporting CP, na sua Academia e na equipa de sub-23, que podem e devem ser potenciados.
Será crível que os responsáveis leoninos delapidem activos como Matheus Pereira, como se o Clube padecesse de excesso de qualidade, e estejam agora dispostas a pagar uma verba milionária por um jovem de 18 anos ainda sem créditos? Na minha modesta opinião, os responsáveis pela SAD leonina deveriam levar a cabo uma política de contratações de reforços séria e responsável que tenha em linha de conta o contexto financeiro e desportivo do Clube e que procure trazer para o plantel jogadores “feitos” e com “qualidade imediata”. Muito provavelmente, a verba que a direcção do Sporting CP parece estar disposta a pagar pelo jovem argentino seria mais que suficiente para trazer reforços que seriam uma mais-valia para o plantel leonino.
Comecemos no ataque, sector da formação leonina em estado crítico. Sabemos que é insustentável ter apenas Luiz Phellype como único ponta-de-lança no plantel. Digo único, porque ainda ninguém sabe bem o que é Jesé Rodríguez. A solução poderia passar pela contratação de um jogador com as características de Aleksandar Prijović, jogador que esteve até há bem pouco na mira dos Leões. O ponta de lança sérvio, de 29 anos, destacou-se ao serviço do PAOK de Salónica e faz relembrar Bas Dost em virtude do seu poderio físico e da sua veia finalizadora. Agora, alinha pelo Al-Iithiad da Arábia Saudita onde parece estar insatisfeito devido a salários em atraso, o que poderia facilitar uma possível transferência a um bom preço.
Prijovic conquistou os adeptos do PAOK de Salónica Fonte: PAOK FC
Ainda no ataque, em concreto, no que respeita aos extremos, apesar de Jovane Cabral já ter reintegrado os trabalhos juntamente com os seus colegas, é também consabido que a saída de Raphinha empobreceu a nível técnico as alas da formação verde e branca. Uma boa opção para a posição de extremo seria sem dúvida Michael, do Goiás EC. O extremo brasileiro, de 23 anos, destacou-se nesta época no Brasileirão e parece que já existem propostas do Santos e do Corinthians. Apesar de ter passado um pouco despercebido diante a imprensa brasileira, o jogador brasileiro ganhou notoriedade após o empate do Goiás EC frente ao Flamengo, jogo em que fez uma assistência e marcou um golo. Dotado de um drible ímpar, Michael soma 16 golos na corrente temporada.
No meio campo, mantém-se a lacuna deixada por William Carvalho, faltando, por isso, um médio defensivo com a qualidade do internacional português. Idrissa Doumbia, apesar de ser promissor, ainda não conseguiu conquistar o público sportinguista e já acumulou inclusive diversos desempenhos negativos ao longo da temporada. Nesta posição, Santiago Ascacíbar poderia ser uma hipótese para reforçar o meio campo do Sporting CP. O jogador argentino, de 22 anos, que chegou a ser cobiçado há dois anos pelo clube de Alvalade e pelo SL Benfica está neste momento ao serviço do Estugarda que milita na Segunda Divisão alemã, embora não seja uma aposta regular no onze inicial da formação alemã. Apesar da sua altura (1,68m), é um excelente recuperador de bolas, para além de ser dotado de fantásticas qualidades de passe.
Finalmente, no capítulo defensivo, a lesão de Neto, que o forçará a uma longa paragem para recuperação, obriga a que o Sporting CP, mais do que nunca, contrate um novo central. Isto porque viu partir Demiral e Domingos Duarte, que hoje seriam certamente excelentes alternativas aos experientes Mathieu e Coates. Apesar de promissor, falta a Eduardo Quaresma experiência para suprir as carências do Sporting nesta posição. Um bom reforço para o eixo central da defesa seria, na minha humilde opinião, Cacá do Cruzeiro EC. Embora a Raposa esteja a atravessar uma grave crise desportiva e financeira, tendo mesmo já confirmada a sua despromoção à Série B, tem ainda assim um plantel com muita qualidade no qual se destaca este jovem central brasileiro, de apenas 20 anos, mas com experiência acumulada no Brasileirão. Com 1,85m de altura, é um defesa central que tem bastante equilíbrio e velocidade, para além de saber sair a jogar com bola nos pés a partir da defesa. O Sporting CP poderia pois retirar daqui uma oportunidade de negócio muito interessante.
Os nomes aqui apontados são apenas meros exemplos. Haverá com certeza diversos igualmente idóneos a reforçar o plantel do Sporting CP e a reduzir as suas fragilidades. O que deve ficar bem sublinhado é que o Sporting CP necessita de uma política de contratações capaz e sem devaneios, que sirva os interesses do Clube e não os de quem lucra por fora.
10 de dezembro. Estádio da Luz. Data e local do encontro entre o campeão e líder português e o campeão e líder russo. Em Lisboa, SL Benfica e FC Zenit decidem o seu futuro no panorama europeu. As águias, já eliminadas da Liga dos Campeões, precisam de vencer por 2-0 ou por três golos ou vencer pela margem mínima e agarrar-se à esperança e à calculadora para “cair” para a Liga Europa. Os russos lutam ainda pela continuidade no lago dos tubarões.
Em São Petersburgo, a turma de Sergei Semak derrotou os comandados de Bruno Lage de forma categórica: 3-1 foi o resultado de uma partida em que a exibição deprimente dos encarnados fez sobressair o futebol algo pobre dos russos. De lá para cá, o Zenit melhorou de forma clara, tendo vencido nove dos doze jogos disputados. Nesse período, só empatou frente ao CSKA Moskva (em casa) e perdeu, por duas vezes, frente ao RB Leipzig.
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Também o Benfica, desde o jogo na Rússia, venceu nove dos doze jogos realizados. De lá para cá, as águias cederam empates em Leipzig e na Covilhã e perderam em Lyon. O que significa que a Luz só viu vitórias benfiquistas nessa janela temporal – ainda que, diga-se, apenas quatro dos doze jogos em questão tenham sido lá disputados. Um bom prenúncio.
A estreia de Bruno Lage na Liga dos Campeões não teve muitos momentos para sorrir, restando a (luta pela) Liga Europa
Nas três últimas partidas, o campeão russo não cedeu pontos nem concedeu golos: venceu o O. Lyon por 2-0, o FC Spartak Moskva por 1-0 – ambos em casa – e venceu, em Moscovo, o Dynamo local por 3-0. Por seu turno, o líder – agora reforçado – do campeonato português vem de um período pouco consistente em termos de resultados, mas de crescendo em termos exibicionais, destacando-se os jogos frente ao RB Leipzig e ao Boavista FC.
Assim, é expectável que, face ao bom momento das duas equipas, e à necessidade de ambas de vencer para não dependerem de terceiros, o Estádio da Luz acolha um grande jogo de futebol, com muitos golos. Dada a exigência e a importância da partida, espera-se um onze encarnado o mais capaz e adequado possível. Em relação ao jogo no Bessa, não se anteveem mudanças.
A receção ao Zenit marca o fim do ciclo de jogos na prova milionária, mas é apenas um dos muitos que constituem o ciclo de dezembro que as águias têm que enfrentar e no qual decidem o seu futuro em três frentes. Vencer e convencer pode impulsionar os homens de vermelho para uma série de vitórias importantíssimas para as conquistas internas e para a continuação nas provas europeias. No entanto, uma nova derrota – ou até um empate – frente aos russos pode despoletar uma reação em cadeia, que pode fazer com que o Benfica entre em 2020 com a corda atada ao pescoço.
Depois de muitos pedidos, tivemos finalmente uma senhora no painel, a Catarina Realista. É jogadora de Futebol Feminino e aproveitou para mostrar que tinha muita coisa para ensinar a todo o painel.
Um programa sobre a atualidade desportiva onde, claro, não faltou Futebol Feminino. O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira e da comentadora-convidada, Catarina Realista, jogadora de Futebol Feminino.
No início do próximo ano de 2020, como o Futsal nos tem habituado desde a sua criação em 2015/16, chega a final eight da Taça da Liga, e o método de apuramento também não sofreu alterações, com os oito primeiros classificados no fim da primeira volta, a garantir a qualificação para a fase final.
Concluída a primeira volta, é tempo de olhar para as equipas que irão figurar nesta edição da Taça da Liga. Para além dos dois clubes que detêm a hegemonia absoluta nesta competição, com duas conquistas cada nas quatro edições anteriores – o Sporting CP e o SL Benfica -, o remanescente do elenco não apresenta grandes surpresas, com MODICUS, Futsal Azeméis, SC Braga, Quinta dos Lombos, Burinhosa e Elétrico FC a garantirem a sua vaga entre as melhores equipas portuguesas, com todo o mérito.
As principais ausências desta fase, por não estarem a realizar temporadas brilhantes, ao nível do que têm produzido em anos anteriores, são os Leões de Porto Salvo (estão em nono lugar, um pouco abaixo do lugar a que nos têm habituado) e a AD Fundão, que, recentemente, empatou com o Benfica 5-5 num jogo fantástico e eletrizante, mas que se encontra, atualmente, num desapontante 11.º lugar.
O Elétrico FC, de Ponte de Sôr, conseguiu a última vaga disponível e segue para a fase final Fonte: Elétrico FC
Ainda não é conhecido o resultado do sorteio e, por conseguinte, os jogos que irão suceder, mas uma coisa é certa: as oito equipas portuguesas estão em prova e o resultado, para além do enorme espetáculo que todas as formações irão colocar em campo, só poderá resultar numa semana repleta de Futsal de qualidade e numa luta incessante até ao final pela conquista do primeiro troféu de 2020.
Quem irá levar o troféu para casa? Será um dos dois grandes de Lisboa, que nas quatro edições anteriores dividiram entre si as conquistas? Ou conseguirá uma equipa diferente conquistar esta taça e deliciar os seus adeptos com esta conquista? Para saber isto, teremos de esperar sensivelmente um mês, quando a bola começar a rolar.
Boa sorte a todos os participantes e que no fim ganhe a melhor equipa em campo, seja ela qual for.