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Competitividade a três

O Mundial de Ralis (FIA WRC) chegou ao fim com menos uma ronda disputada. O rali da Austrália foi cancelado devido aos fogos que se fizeram sentir na região onde os carros do WRC passam.

Assim, com o título de pilotos já entregue a Ott Tanak (Toyota Yaris WRC), o título de construtores ficou com a Hyundai Motorsport, que finalmente alcança um troféu muito desejado.

A Hyundai Motorsport venceu o campeonato de construtores
Fonte: Rally RACC

Mas comecemos no início. Para esta temporada havia muita expetativa. Sébastien Ogier regressava à Citroen, vindo da M-Sport Ford, com o título de campeão do mundo. Esapekka Lappi seria o companheiro do francês na marca do double Chevron, que certamente queria ganhar no aniversário da marca.

Na Toyota, Ott Tanak afigurava-se como um dos grandes opositores a Ogier. O piloto estónio vinha de uma época de 2018 muito positiva, querendo continuar a subir as suas prestações pela marca japonesa. Juntamente com Tanak, estava o veterano Jari-Matti Latvala e o regressado ao mundial, depois de ser despedido da Citroen, Kris Meeke.

Na marca sul coreana tínhamos Thierry Neuville. O belga iria pilotar o Hyundai i20 WRC à procura, mais uma vez, do título de campeão do mundo. Mas a equipa coreana também queria os construtores e para isso foi buscar um piloto de renome, Sébastien Loeb. Assim, era a primeira vez que Loeb e Daniel Elena iriam correr no mundial de ralis num carro não francês e não pertencente ao grupo PSA. Juntamente com Loeb, no início da temporada estavam Dani Sordo e Andreas Mikkelsen.

Na M-Sport Ford, Elfyn Evans era agora o piloto principal do Ford Fiesta WRC. O piloto de Gales completava assim um ‘circuito’ impressionante. Começou no Ford Fiesta R2, passou pelo Ford Fiesta R5 e agora comandava as hostes da oval azul com o Ford Fiesta WRC. Juntamente com Evans estava Teemu Suninen. Gus Greensmith e Pontus Tiedmand dividiam o carro e Haydon Paddon ainda tentou rodar com o Fiesta WRC, mas a ronda australiana foi cancelada, tendo o piloto da Nova Zelândia apenas rodado competitivamente com o Ford Fiesta R5 MkII.

Apresentações mais ou menos feitas, vamos à temporada de 2019, que começou, mais uma vez, nas estradas históricas do Monte Carlo. Aqui, Ogier mostrou que a mudança para a Citroen não iria deixar o campeão do mundo atrás dos seus rivais e venceu o rali sobre Thierry Neuville e Ott Tanak.

Na Suécia, tivemos o regresso de Marcus Gronholm à competição. O antigo campeão do mundo de ralis voltou a bordo de um Toyota Yaris WRC. O regresso deste piloto e o facto de ter corrida contra Sébastien Loeb na super especial fez-nos relembrar o princípio do milénio.

Gronholm voltou ao WRC a bordo do Toyota Yaris WRC
Fonte: Toyota GAZOO Racing WRT

Aqui, o mais rápido foi Ott Tanak, seguido de Esapekka Lappi e de Thierry Neuville.

Da neve da Suécia para as estradas cheias de pó do México, Ogier reergueu-se da má prestação na neve para vencer o rali, seguido mais uma vez de Ott Tanak, com Elfyn Evans a colocar o Ford Fiesta WRC pela primeira vez no pódio.

Na França, o vencedor falou francês, mas foi o belga Thierry Neuville que conquistou a sua primeira vitória do ano e a primeira do Hyundai i20 WRC. Na ronda seguinte, na Argentina, o belga repetiu a vitória, mas desta vez a Hyundai fez a dobradinha, com Andreas Mikkelsen a ficar na segunda posição.

Thierry Neuville, no rali da França e no rali da Argentina, arrancou duas vitórias consecutivas
Fonte: WRC

Será Leonardo Ruiz um possível reforço para o ataque leonino?

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O jovem avançado colombiano, Leonardo Ruiz, está cedido pelo Sporting Clube de Portugal ao Varzim SC, clube que milita na Segunda Liga. O número nove dos poveiros está a fazer um grande arranque de época, somando oito golos em dez partidas disputadas.

Leonardo Ruiz iniciou a sua carreira futebolística no seu país natal, ao serviço do Atlético Nacional. Nas épocas 14/15 e 15/16, representou o FC Porto por empréstimo, contabilizando 36 jogos e 29 golos na equipa sub-19 e 29 jogos com nove golos apontados na equipa B dos dragões.

No verão de 2017 rumou ao Sporting para representar a equipa B dos leões e numa boa época vestiu a camisola verde e branca em 35 ocasiões e marcou 12 golos. Nas duas épocas que se seguiram, esteve por empréstimo ao serviço do Boavista (21 jogos, um golo) e na primeira liga ucraniana, representando o Zorya (10 partidas disputadas).

Leonardo Ruiz está a fazer um arranque de época muito positivo ao serviço do Varzim, somando oito golos, em dez jogos
Fonte: Varzim SC

Na presente temporada, Leonardo Ruiz voltou a ser emprestado, desta feita a um clube da Segunda Liga: o Varzim Sport Club. Rapidamente se estabeleceu como titular na equipa poveira, somando dez jogos e oito golos, entre o campeonato e a Taça de Portugal.

O jovem colombiano é um avançado móvel, tecnicamente evoluído e com uma frieza finalizadora acima da média. Ruiz tem um contrato válido com o Sporting até junho de 2022 e um valor de mercado fixado em 500 mil €.

Dado o facto de o Sporting contar apenas com Luiz Phellype e Pedro Mendes, este último a partir de janeiro, Leonardo Ruiz poderia vir a ser uma alternativa aos dois pontas-de-lança à disposição de Silas. Leonardo Ruiz, aos 23 anos, já esteve na Liga NOS, sendo utilizado com frequência quando representou o Boavista. As qualidades do avançado colombiano são conhecidas, mas será Leonardo Ruiz um possível reforço para o ataque leonino?

Foto de Capa: Varzim SC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Félix, o Golden Boy

Portugal continua nas bocas no mundo do futebol e pelos melhores motivos.

Depois de recentemente Jorge Jesus ter conquistado a Taça dos Libertadores e de Fernando Santos ser considerado o melhor seleccionador do mundo, foi agora a vez de João Félix conquistar um troféu de relevo, neste caso o prémio Golden Boy, que premeia o melhor jogador da actualidade com menos de 21 anos.

A vitória de Félix é esmagadora, se analisarmos a votação a diferença de votos para Jadon Sancho (foi o segundo jogador com mais votos) é quase o dobro, o que diz bem da dimensão que Félix alcançou em tão pouco tempo. O português sucede a Mathijs De Ligt, curiosamente a passagem de testemunho deu-se em Turim onde os dois se defrontaram para a Liga dos Campeões.

Tal prémio vem valorizar aquilo que o jovem jogador português fez em pouco mais de 8 meses na equipa principal do Benfica, onde se revelou uma das peças fulcrais na campanha dos encarnados para a reconquista do campeonato português. E isso por si só demonstra que este prémio tem muito mérito, porque foge dos habituais jogadores das cinco principais ligas que têm outro tipo de mediatismo e visibilidade.

Fonte: SL Benfica

Depois de Renato Sanches em 2016, o Benfica tem mais um produto formado no Seixal galardoado com este troféu, é um feito inédito em Portugal que faz com que a academia do Seixal seja considerada uma das melhores do mundo.

O talento de Félix foi exportado para a La Liga, mais em concreto para o Atlético Madrid, batendo o recorde de transferências do clube espanhol naquela que foi a transferência mais cara deste verão e levando uma enorme responsabilidade para os ombros de Félix.

A pressão dos números faz cair várias estrelas e há inúmeros exemplos de jogadores que não deram aquilo que se esperava/exigia dada a quantia gasta, mas Félix tem a maturidade e inteligência como grandes atributos e acredito plenamente que vai vingar no panorama internacional e com o devido acompanhamento ser um dos melhores do mundo.

Para já vamos desfrutando do seu aflorar em Madrid, ainda que Simeone não tenha retirado o melhor proveito do jovem português, mas acredito que a breve trecho e quando esteja mais ambientado ao estilo de El Cholo, Félix seja o jogador mais preponderante do colchoneros.

Jogadores como Messi, De Ligt, Mbappé, Pogba, Agüero, inscreveram o seu nome neste prestigiado troféu, e as suas carreiras foram ou têm sido quase sempre bem sucedidas, outros houve que não souberam ou não mostraram todo o potencial que mostravam ter.

Cabe a João Félix continuar o seu caminho e a sua evolução para se tornar um dos melhores do mundo!

Foto de Capa: Atlético Madrid

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 destaques individuais do Sporting em 19/20

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É verdade que a época tem sido tudo menos positiva. Afastados da luta pela Taça de Portugal e do Campeonato de forma precoce, os leões nunca poderão considerar esta época como aceitável, muito pelo contrário. Para quem vinha de dois títulos na temporada transata, deveria tentar, pelo menos, manter o nível no que a conquistas diz respeito.

Contudo, há todos os anos jogadores que vão sobressaindo em relação aos restantes pelas suas performances em campo. Deste modo, fiz uma seleção de um curto leque de três jogadores que, na minha opinião, melhor têm dignificado o símbolo do leão.

RB Leipzig 2-2 SL Benfica: convencer menos vencer é igual a eliminação

 

SL Benfica e RB Leipzig empataram a dois golos na quinta e penúltima jornada do grupo G da Liga dos Campeões, resultado que dita a eliminação das águias e o êxodo português da prova maior de clubes europeus. A boa exibição benfiquista não se materializou em vitória, restando aos encarnados agarrarem-se aos momentos positivos e aos momentos de aprendizagem para enfrentar o difícil ciclo de jogos de dezembro.

Os primeiros vinte minutos da partida não foram pródigos em momentos dignos de registo, ainda que não tenham sido mal disputados. O equilíbrio serviu-lhes de pauta, apesar de um ténue ascendente alemão. No entanto, culminaram com a inauguração do marcador pelo Benfica, através do pé esquerdo de Pizzi, após um meritoso trabalho de Taarabt e Vinícius.

O golo encarnado teve o condão de acordar momentaneamente a turma de Leipzig, que tentou responder de imediato e só não repôs a igualdade graças à ineficácia de Nkunku, que, em excelente posição e com espaço, atirou à figura de Vlachodimos. Todavia, os pupilos de Bruno Lage não vacilaram – algo que tem sido apanágio das águias na Europa após um golo ou uma situação de perigo do adversário – e mantiveram o equilíbrio estrutural nos dez minutos seguintes.

Com meia hora jogada, o RB Leipzig começou a impor-se e a circundar perigosamente a área benfiquista. No espaço de sete minutos, os alemães criaram perigo um par de vezes, valendo ao Benfica a atenção e os reflexos de Vlachodimos – e a desatenção de Gil Manzano, que poderia, eventualmente, ter assinalado grande penalidade por falta de Grimaldo se tivesse consultado o vídeo-árbitro.

Até ao intervalo as águias conseguiram dividir a iniciativa e, a escassos minutos do final do primeiro tempo, Pizzi atirou à junção da trave com o poste esquerdo da baliza de Gulácsi, naquela que foi a melhor oportunidade de golo não concretizada do campeão português.

A Red Bull Arena foi palco da melhor exibição benfiquista na corrente edição da Champions e de um dos melhores jogos do grupo G
Fonte: UEFA

Segunda parte como a primeira, segundo golo como o primeiro. Leipzig por cima do jogo e a criar perigo e o Benfica a dilatar a vantagem na primeira oportunidade de que dispôs para o fazer, à passagem da hora de jogo. Bem posicionado, Taarabt intercetou a bola no meio-campo defensivo encarnado e serviu Vinícius, que falhou a receção mas aproveitou a escorregadela literal de Klostermann para se isolar frente a Gulácsi e bater o húngaro – e no húngaro, que saiu lesionado.

O peso do golo sofrido manifestou-se através da menor displicência alemã. Contudo, a turma de Julian Nagelsmann não cessou de ser perigosa, mais do que o Benfica, que se preocupou mais em defender do que em atacar. Nas situações em que não foi capaz de suster a equipa alemã, os calafrios inevitáveis disso não passaram muito graças a uma incomum ineficácia do Leipzig.

Desgastado, Vinícius cedeu o lugar a Raul de Tomás, que por pouco não fez o 3-0 com um remate ainda antes do meio-campo. Quem não marca sofre, e o Benfica foi “vítima” do provérbio por duas vezes. Aos 89 minutos, Rúben Dias cometeu falta na grande área e Forsberg reduziu da marca dos 11 metros. Motivados, os alemães apertaram o cerco e chegaram ao empate no quinto de nove minutos de compensação, novamente pelo seu número 10, que cabeceou com demasiado à-vontade.

As águias ainda tentaram alcançar a vitória, mas sem sucesso. Pela primeira vez somou pontos em território germânico, a equipa da Luz, mas não os suficientes para seguir na luta pela qualificação para os oitavos de final da liga milionária.

Na última ronda, o Benfica recebe o FC Zenit, com três cenários possíveis em mente para garantir o terceiro lugar e a participação na Liga Europa: caso o Leipzig vença o Lyon, os encarnados só precisam de ganhar; se os alemães perderem com os franceses, as águias têm de ganhar por 2-0 ou três golos de diferença; na possibilidade de o outro encontro do grupo terminar em empate, o Benfica tem na mesma de ganhar por 2-0 ou três golos de diferença. As contas não se afiguram fáceis para a turma de Bruno Lage mas a esperança encarnada ainda não morreu por completo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

RB Leipzig: Gulácsi (Mvogo, 63′); Klostermann; Upamecano; Ampadu (Mukiele, 56′); Saracchi (Schick, 70′); Laimer; Demme; Nkunku; Sabitzer; Forsberg e Werner.

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida; Rúben Dias; Ferro; Grimaldo; Taarabt; Gabriel; Pizzi (Caio Lucas, 90+2′); Cervi (Jota, 90+8′); Chiquinho e Vinícius (de Tomás, 82′).

Inter Bratislava 91-95 SL Benfica: Vitória encarnada só chegou perto do fim

Em jogo da última jornada da primeira fase de grupos da FIBA Europe Cup – Primeiro Nível -, o Benfica visitou o Inter Bratislava e, apesar da qualificação para a próxima fase ter ficado garantida na última jornada, a equipa encarnada somou mais uma vitória (91-95), acabando assim com cinco vitórias em seis jogos.

O jogo começou bastante equilibrado, com ambas as equipas a trocarem cestos, num primeiro período onde os ataques foram superiores às defesas. Nenhuma das equipas parecia capaz de construir uma vantagem, sendo que era visível na equipa do Inter Bratislava a urgência de vencer este jogo. Perto do final do quarto, o conjunto eslovaco ganhou uma pequena vantagem de quatro pontos, e os primeiros dez minutos terminaram com 24-20 no placar.

Início forte no segundo quarto para a equipa da casa, que aumentou a vantagem de quatro para dez em apenas alguns minutos. Ainda menos tempo demorou o conjunto português a recuperar e a reduzir novamente o jogo para apenas três pontos de diferença, com seis minutos para jogar no período. Até ao intervalo, mais uma vez muito equilíbrio e a diferença no marcador manteve-se. Ao intervalo o resultado apontava 46-44 a favor do Inter Bratislava.

Damian Hollis foi uma das figuras do lado do Benfica
Fonte: FIBA

A segunda parte chegou como a primeira, com ambas as equipas a marcar pontos e ineficazes a travar o adversário na parte defensiva. No entanto, o Benfica parecia incapaz de assumir o comando do jogo, tendo a equipa eslovaca liderado praticamente todo o jogo até este ponto, com o conjunto treinado por Carlos Lisboa a ser apenas capaz de não permitir que o marcador se descontrolasse.

Com quatro minutos para jogar neste terceiro período, o Inter Bratislava parecia querer segurar a partida, aumentando novamente a vantagem para a casa das dezenas. Mais uma vez o Benfica soube não perder por completo o controlo do encontro e recuperou para uma desvantagem de apenas três pontos, deixando o marcador em 72-69 à entrada para o derradeiro quarto.

No último período foram mais uma vez os eslovacos a entrar com mais vontade de segurar o resultado, com o Benfica incapaz de igualar a agressividade do adversário. A melhor fase do jogo foi, no entanto, o final. Com três minutos para jogar, o marcador estava empatado e o jogo em aberto, e neste momento do jogo, o Benfica acabou por ser mais forte. Assumiu a liderança do resultado com dois minutos para se jogar, algo que não se tinha visto durante todo o jogo, e não tremeu na altura de fechar a partida, com a superioridade dos encarnados nos ressaltos a ser decisiva no desfecho final. Resultado de 91-95 para a equipa portuguesa e mais uma vitória europeia do basquetebol encarnado, tendo esta sido arrancada a ferros.

Do ponto de vista individual, destaque no Benfica para Eric Coleman que somou 22 pontos aos quais juntou ainda 11 ressaltados, terminando assim o jogo com um duplo-duplo. Também Damian Hollis esteve em grande plano, assinando 23 pontos, sete ressaltos e duas assistências.

Da parte eslovaca, deu nas vistas Michal Batka, que registou 23 pontos com sete ressaltos e quatro assistências. Lee Edward Skinner foi o segundo melhor da equipa do Inter Bratislava, ao registar 14 pontos aos quais juntou oito ressaltos e ainda quatro assistências.

CINCOS INICIAIS:

Inter Bratislava – Kenneth Dermont Funderburk Jr, Lee Edward Skinner, Michal Batka, Goran Bulatovic e David Abrhám

SL Benfica – Eric Coleman, Betinho Gomes, José Silva, Arnette Hallman e Rafael Lisboa

HC Motor Zaporozhye 33-29 FC Porto: Lesões travam dragão

O FC Porto perdeu hoje, na Ucrânia, frente ao HC Motor Zaporoshye por 33-29 num jogo extremamente atípico para os dragões.

Depois da boa exibição frente ao Montpellier na jornada anterior, o FC Porto entrava para esta partida com uma verdadeira praga de lesões que em muito condicionou a sua exibição. Com apenas onze jogadores, nos quais estão incluídos os dois guarda-redes, os dragões foram obrigados a jogar com muita criatividade e improviso.

Optando por atacar com sete durante largos períodos de tempo, o central Miguel Martins jogou como pivot durante a maior parte do encontro e Leonel Fernandes, habitualmente ponta-esquerda, teve que atuar como ponta-direita dada a falta de opções.

Contudo, e apesar de todas as condicionantes, os comandados de Magnus Andersson deram boa conta de si. Apesar de alguns períodos de menor lucidez ofensiva e falta de poder de choque na defesa, a equipa portuguesa foi-se mantendo perto o suficiente no marcador para aspirar à reviravolta no marcador.

Ao intervalo o marcador assinalava 19-16 para o HC Motor, mas aos quatro minutos do segundo tempo os dragões conseguiram mesmo o empate a 20. No entanto, um conjunto de más decisões no ataque e algum cansaço fruto do esquema defensivo 5-1, permitiram que os ucranianos voltassem a criar um “fosso” importante de três golos.

Quando o pivot Daymaro Salina recebeu uma exclusão de dois minutos com dez minutos jogados na segunda parte, o HC Motor aproveitou da melhor forma e conseguiu aumentar a vantagem para cinco.

Sem quaisquer tipo de opções para poder rodar a equipa e com o cansaço a ser cada vez mais visível no plano defensivo, os “azuis e brancos” iam lutando.

Utilizando uma defesa extremamente aberta e “agressiva” (no bom sentido), e com André Gomes a ser o mais esclarecido no ataque, a equipa da cidade Invicta lutou até ao fim mas não conseguiu voltar a aproximar-se do marcador e sofreram assim uma derrota que, apesar de tudo, não lhes retira o quinto lugar da classificação do Grupo B.

A Liga dos Campeões regressa agora em Fevereiro dada a pausa para as seleções em Janeiro devido ao Europeu 2020 onde Portugal vai marcar presença.

EQUIPAS

HC Motor Zaporoshye – Stevan Vujovic, Iurii Kubatko, Maxim Babichev, Aidenas Malasinskas, Barys Pukhouski, Zakhar Denysov, Dmytro Doroshchuk, Artem Kozakevych, Dener Jaanimaa, Pavlo Gurkovski, Stanislav Zhukov, Oleksandr Kasai, Mateusz Kus, Igor Soroka, Gennadiy Komok, Victor Kireev.

FC Porto – Alfredo Quintana, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, André Gomes, Fábio Magalhães.

Lavar a cara na Europa

A segunda prova da UEFA está de volta e é hora de FC Porto, Sporting CP, SC Braga e Vitória SC decidirem o seu futuro na prova. Com exibições e resultados distintos, fruto de diferentes dificuldades apresentadas pelos respetivos grupos, as equipas portuguesas procuram continuar numa competição de boa memória.

Os primeiros a entrar em campo são FC Porto e SC Braga, em Bern e Braga, respetivamente. Às 17h55 de quinta-feira, os dragões defrontam o BSC Young Boys e estão proibidos de perder pontos. Os suíços ainda não perderam em casa na presente temporada e serão um teste duro à aprovação do “selo europeu” da turma de Conceição.

Na primeira ronda da fase de grupos da competição, o FC Porto venceu de forma nada convincente com golos de Tiquinho Soares ainda na primeira parte (2-1). Se dúvidas restassem quanto à dificuldade da partida, recorde-se que os suíços lideram o grupo depois de duas vitórias em casa e um empate na Holanda.

À mesma hora, a cidade de Braga acolhe o duelo entre primeiro e segundo classificados do grupo K. O empate é suficiente para a equipa de Sá Pinto garantir o apuramento, mas se querem fazê-lo no primeiro posto terão de ultrapassar o Wolverhampton WFC.

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A equipa portuguesa não perde em casa há sete partidas e até surpreendeu o rival inglês no jogo da primeira ronda (vitória por 0-1). Espera-se um jogo com golos de ambos os lados, tendo em conta os últimos resultados de arsenalistas e “wolves”. As duas equipas podem até garantir já o apuramento caso o SK Slovan Bratislava não vença o Besiktas JK na Turquia.

O Sporting CP lidera o grupo D e tem em Bruno Fernandes o seu melhor marcador da prova (três golos)
Fonte: Sporting CP

Também em primeiro lugar, mas do grupo D, seguem os leões de Alvalade. Depois de um mau início, o Sporting CP volta a encontrar o PSV Eindhoven, mas agora em casa. Uma vitória garantiria desde já o apuramento e, apesar de difícil, seria ideal, uma vez que a última jornada reserva uma visita aos austríacos do LASK Linz.

Num grupo onde primeiro e terceiro distam dois pontos, qualquer deslize pode ser fatal e os leões jogarão frente às equipas imediatamente atrás e com possibilidades e ambições de apuramento.

Que Sporting CP teremos em Alvalade? Se achas que pode haver surpresa no jogo frente ao PSV Eindhoven arrisca em Bet.pt!

As duas equipas não atravessam o melhor momento exibicional; os leões somam cinco vitórias frágeis e uma derrota desde o afastamento da Taça, enquanto os holandeses só venceram uma das últimas sete partidas. Equilíbrio será a palavra que melhor descreve esta partida e não será descabido esperar que os leões possam fechar as contas do apuramento em casa.

À mesma hora (20h), o Vitória SC recebe os belgas do Royal Standard de Liège e se quer continuar em prova está obrigado a vencer; algo que não seja a vitória dita o afastamento. Os conquistadores têm a tarefa mais difícil das equipas portuguesas, já que não dependem só de si para continuar em prova.

Para que tal aconteça, os vimaranenses têm de vencer os belgas e os alemães do Eintracht Frankfurt FAG e esperar que estas equipas percam também com os ingleses do Arsenal FC. Sonhar alto não paga imposto.

Um passo de cada vez; os belgas estão também obrigados a vencer, pelo que não se espera uma partida fácil. No entanto, se há equipa que já provou estar à altura de surpresas é o Vitória SC e, desta vez, conta com o Inferno Branco para chegar à vitória.

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A jornada desta quinta-feira não se apresenta fácil para as equipas portuguesas, apesar de poder trazer boas notícias para duas delas. SC Braga e Sporting CP podem carimbar o apuramento para os 16-avos de final. Os dragões mesmo que vençam precisarão ainda de disputar os três pontos da última jornada, enquanto os vitorianos terão de operar o verdadeiro milagre europeu.

Foto de Capa: UEFA Europa League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Antevisão RB Leipzig-SL Benfica: vertigo europeu

 

Um jogo de tudo ou nada. De tudo ou alguma coisa. De muito ou pouco. Um jogo de esperança ou desilusão. Um jogo para Liga Europa, Liga dos Campeões ou somente de lições. Da goleada, à derrota, ao empate e à vitória. Tudo podendo significar muito, pouco ou simplesmente nada.

Hoje, dia 27 de novembro, o Sport Lisboa e Benfica vai disputar na Alemanha o jogo mais complicado da sua actual campanha europeia. A dificuldade extrema deve-se à qualidade do adversário, à adversidade do local e ao stress da posição actual.

Depende de si não ser goleado. Depende de si conquistar os três pontos. Qualquer outro resultado só terá significado perante aquilo que terceiros fizerem.

RasenBallsport Leipzig: segundo classificado do campeonato alemão em igualdade pontual com o FC Bayern Munique e a um ponto do líder Borussia VfL 1900 Monchengladbach; líder do Grupo G da Liga dos Campeões com vitórias na Luz e nos dois jogos com o FC Zenit São Petersburgo e uma derrota na recepção ao Ol. Lyon. Vem de um registo impressionante de cinco vitórias consecutivas com um saldo de quatro golos sofridos e 24 golos marcados.

Se acreditas que o SL Benfica vai surpreender e ganhar, aproveita a melhor odd de 6.44! Toca a apostar na Bet.PT

A equipa liderada por Julian Nagelsmann tem vindo a apresentar um crescendo de forma à medida que a época vai avançando e hoje encontra-se num momento futebolístico muito superior àquele apresentado em setembro na Luz.

Futebol característico de ataques rápidos, ferozes e fatais. É uma equipa que joga para ofensivamente ferir constantemente o adversário. É forte nos duelos, rápida na pressão sobre a bola e muito perigosa no momento de transição ofensiva – feito normalmente em velocidade, com vários jogadores e todos de alto calibre.

Marcel Sabitzer, Emil Forsberg e o goleador Timo Werner serão os principais responsáveis por deixar em alerta a defesa encarnada. O avançado alemão conta até ao momento com 16 golos e sete assistências em 18 jogos. Além destes, também Christopher Nkunku e Yussuf Poulsen poderão atacar a baliza benfiquista.

O poderio ofensivo do clube alemão é inegável mas a equipa de Lage poderá ter uma oportunidade na maior fragilidade defensiva da equipa de Nagelsmann. Nos últimos dois jogos a equipa sofreu três golos e chega a esta partida com várias baixas de peso. Por lesão estarão indisponíveis o central Ibrahima Konaté, o central e capitão Willi Orban e o lateral direito Nordi Mukiele. Também o central Dayot Upamecano se encontra limitado e em dúvida.

Os encarnados perderam por 2-1 com os alemães no encontro disputado na Luz
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Num momento de forma totalmente oposto encontra-se a equipa do SL Benfica. A nível europeu os resultados e desempenhos têm sido sofríveis. A nível nacional, tanto no campeonato como nas taças, as constantes vitórias têm-se feito acompanhar por constantes exibições de enorme pobreza.

A equipa de Bruno Lage vem de um jogo deprimente, onde dificilmente se conseguiu impor a um adversário de dois escalões abaixo e que atuou 20 minutos com 10 jogadores.

A grande baixa da equipa é Rafa – a alma ofensiva desta equipa. Era a velocidade e criatividade do ’27’ encarnado que ia fornecendo ao ataque alguma capacidade de desequilibrar as defesas adversárias.

O jogo onde o FC Porto discute o seu futuro na Europa

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Após um fim de semana em que a agenda do futebol português foi preenchida pelos jogos da Taça de Portugal, temos agora a jornada europeia, onde o FC Porto entrará em ação, na Suíça, para defrontar o Berner Sport Club Young Boys. Este desafio contará para a quarta jornada da Liga Europa do grupo H, que terá como palco o estádio Stade de Suisse, pelas 17:55, sob a supervisão do húngaro Tamás Bognar.

A equipa orientada por Sérgio Conceição terá de encarar esta partida como decisiva, já que se encontra numa situação complicada, visto que ocupa, atualmente, o último lugar do grupo e por isso está virtualmente fora da zona de qualificação para a fase seguinte. Um cenário totalmente improvável à data do sorteio, dado que os dragões eram e são vistos como favoritos ao primeiro lugar da tabela. Todavia, os azuis e brancos não estão a conseguir traduzir na prática o que todos perspetivavam na teoria e já somam dois desaires fora, o primeiro na Holanda contra o Feyenoord Rotterdam e o segundo no terreno do The Rangers FC, além de registar um empate, com os escoceses, e uma vitória, precisamente frente aos helvéticos, dentro de portas.

Conseguirá o favorito FC Porto conquistar os três pontos ou irá trazer de Berna um “chocolate” suíço? Aposta já com a Bet.pt!

Por este cenário descrito, pode-se afirmar que o FC Porto discute aqui o seu futuro nas competições europeias e mais um resultado negativo pode deixar o emblema nortenho pelo caminho. A comitiva portuguesa vai à Suíça com algumas dúvidas na “bagagem”, dado que alguns jogadores vão-se encontrar até ao apito final em dúvida, como é o caso de Pepe, que pode atingir a marca dos 700 jogos na carreira, ou de Zé Luís. Assim como, há a indefinição da manutenção de alguns no onze inicial, como é a situação de Loum ou de Fábio Silva, que já vai em dois jogos seguidos a titular.

O FC Porto venceu o BSC Young Boys no Dragão, na primeira volta, por duas bolas a uma
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Agora, é o momento de analisar um pouco como o FC Porto se poderá apresentar no Stade de Suisse, já que há mais dúvidas existentes do que aquelas evidenciadas anteriormente. A primeira começa logo na baliza, uma vez que Diogo Costa tem assumido o posto com a devida segurança e até então ainda não foi sentida a falta de Marchesín, que desde a famosa festa está afastado das opções iniciais.

No eixo defensivo Mbemba deverá manter a confiança do seu treinador, quer no centro ou até na direita, se Sérgio Conceição quiser mais eficácia na transição defensiva pelas alas, e o grande ponto de interrogação neste setor será o regresso ou não de Pepe. Já no meio campo, acredita-se que Loum seguirá na formação inicial, pois tem surpreendido e continuado a corresponder às expetativas lançadas sobre ele. Nas alas, Corona deve manter a titularidade, e a grande dúvida recairá sobre como o FC Porto se apresentará na frente, ou seja, ou com dois jogadores encostados à linha e com duas referências na frente de ataque, ou então com um homem mais no apoio à dupla do meio campo e depois com um tridente ofensivo.

Desta forma, Luís Diaz é uma opção a considerar para que os azuis e brancos consigam mais objetividade na sua produção ofensiva. Por outro lado, Otávio poderá a realizar o papel de “intermediário” entre o meio-campo e a zona mais adiantada, o que permitirá ao FC Porto não perder tanto o equilíbrio no momento da perda da bola, assim como uma outra dinâmica e variabilidade que mais ninguém consegue dar ao jogo da equipa de Sérgio Conceição, salva exceção de Romário Baró.

Assim, o FC Porto jogará amanhã uma cartada decisiva na Europa, num jogo que pode ditar o adeus à competição. Com isto, o pensamento é o mesmo de sempre, a vitória, mas desta vez com uma ênfase mais reforçado.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira