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Vitória SC 1-1 RS Liège: Conquistadores dizem adeus à Europa

Noite europeia no Estádio D. Afonso Henriques. No jogo da quinta jornada do Grupo F da Liga Europa, Vitória SC empatou a uma bola com o Royal Standard Liège.

A turma de Ivo Vieira precisava não só de um triunfo sobre a formação belga, como dependia também de uma vitória do Arsenal FC sobre o Eintracht Frankfurt FAG, o que também não se verificou uma vez que a formação alemã venceu os “Gunners” em Londres.

Vitória SC manteve, portanto, o último lugar do grupo, indo para a última jornada com apenas dois pontos e já afastado da competição. Por sua vez, Standard é terceiro classificado com sete pontos enquanto Arsenal, com dez, e Eintracht Frankfurt, com nove, ocupam respectivamente o primeiro e o segundo lugar ficando em posição de apuramento para a próxima fase da Liga Europa. Um “festival de pirotecnia” protagonizado pelos “ultras” do Standard Liège inaugurou o desafio entre as duas equipas.

O primeiro tempo foi rico em situações de golo, mas também ficou marcado por decisões controversas  do árbitro ucraniano Serhiy Boyko. No minuto 9’, os jogadores belgas ficaram a reclamar a punição máxima por um suposto “chega para lá” do defesa Pedro Henrique a Lestienne. Aos 16 minutos de jogo, foi a vez dos Vimaranenses protestarem junto do árbitro por um empurrão de Bastien sobre Lucas Evangelista.

O Vitória SC procurou em várias ocasiões chegar à vantagem, mas deparou-se com um gigante Bodart. O guardião belga negou aos Vimaranenses três oportunidades de golo com magníficas defesas, provando assim estar ao nível do que em tempos o seu treinador Michel Preud’homme fora.

Ainda que se pudesse dar o benefício da dúvida ao árbitro ucraniano sobre a decisão que tomou em relação àqueles dois lances, surpreendeu e muito que ao minuto 38’ tenha apontado para a marca de grande penalidade após Bastien ter provocado o contacto físico com Douglas, cavando assim um pénalti do outro mundo. Lestienne cobrou o castigo máximo e com um remate de pé esquerdo junto à base do poste esquerdo levou a melhor sobre o guardião brasileiro, marcando o primeiro golo da partida.

Ao cair do pano, no minuto 45’+1’, o Estádio D. Afonso Henriques voltou a explodir, mas desta vez, de alegria: André Pereira, assistido por Lucas Evangelista de cabeça, rematou com o pés esquerdo bem no coração da grande área em direcção ao centro da baliza, fazendo assim o golo da igualdade. O árbitro ucraniano que vinha sendo a figura do jogo, pelos piores motivos, resolve incendiar mais o D. Afonso Henriques ao expulsar Moreno que se encontrava no banco de suplentes.

O jogo foi já empatado ao intervalo
Fonte: Standard Liège

Na segunda parte, o conjunto da Cidade Berço colocou o pé no acelerador numa tentativa de chegar à vantagem no duelo. No minuto 9’ chegou mesmo a estar muito perto de conseguir o golo da vantagem através de Davidson que rematou de fora de área. Todavia, Bodart mantinha-se imperial e continuava a desbaratar as investidas vimaranenses, protagonizadas por Edwards e André Pereira que se viram travados pela enorme mancha do guarda-redes belga. Já na fase final do jogo, Doulgas também brilhou ao negar em duas ocasiões o segundo golo dos belgas.   O Vitória SC despede-se assim da Liga Europa, na fase de grupos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Vitória SC – Douglas Jesus(GR); Falayse Sacko, Edmond Tapsoba, Pedro Henrique, Florent Hanin, Lucas Evangelista, Mikel Agu, Denis Poha, Marcus Edwards (76’ Rochinha), Bruno Duarte (45’ Davidson) e André Pereira (86’ Léo Bonatini).

Standard Liège –  Arnaud Bodart (GR), Nicolas Gavory, Konstantinos Laifis, Zinho Vanheusden Mergim Vojvoda; Mehdi Carcela – González, Samuel Bastien, Gojko Cimirot, Paul-José Mpoku (c), Maxime Lestienne, Renaud Emond.

Sporting CP 4-0 PSV Eindhoven: A Europa é uma conversa diferente para o Sporting

De facto, a Liga Europa é mesmo outra conversa para o Leão. O Sporting CP carimbou esta noite a passagem à próxima fase da competição, após vencer no seu reduto o PSV Eindhoven por 4-0. Uma primeira parte de grande nível foi o suficiente para os comandados de Silas levarem de vencida uma apática equipa holandesa.

O Sporting começou mesmo inspirado nesta noite europeia. Parece que a paragem fez bem à equipa leonina que, logo aos três minutos, tentou criar perigo. Depois de uma jogada construída pela direita, Rosier ameaça com o remate, mas a bola é defendida por Lars Unnerstall.

O Sporting continuava a arriscar, mas com conta peso e medida. Aos sete minutos, eis que surge mais uma excelente jogada entre Wendel, Bolasie e Bruno Fernandes. O número oito do clube verde e branco rematou forte, mas o guarda-redes adversário impõe-se novamente ao perigo leonino.

Perigo esse que foi traduzido no primeiro tento da equipa de Silas instantes depois. Ainda nos sete minutos, Bruno Fernandes aparece nas costas da defesa depois do lançamento de Acuña. O capitão do Sporting, com toda a classe, faz a assistência com o peito do pé para Luiz Phellype que só teve de encostar de cabeça.

O Sporting estava à vontade no jogo e a partir daqui também no resultado. A equipa de Alvalade foi, nestes primeiros minutos, uma equipa muito compacta e que estava também fechar bem as suas linhas. As coisas já estavam a correr bem aos pupilos de Silas, verdade seja dita, por mérito próprio, mas conseguiram ficar ainda melhores: aos 16 minutos, Bruno Fernandes remata do meio da rua. Mais colocada a bola não poderia ser! Não houve mesmo qualquer hipótese para Lars Unnerstall.

Mesmo depois do 2-0, o Sporting não abrandou o ritmo e continuou com pressão alta sobre o seu adversário nos minutos após o segundo. Ainda assim, houve espaço para Bruma brilhar do outro lado do campo. Aos 29′, Bruma consegue ganhar espaço dentro da grande área para o remate. Falso alarme: a bola sai ao lado.

Bruno Fernandes marcou o segundo da noite
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Parece que falámos cedo demais… O Sporting baixa a sua intensidade de jogo e permite ao PSV criar mais espaços. O jogo abrandou e passou a ser mais disputado na zona de meio-campo. Só aos 42 minutos é que surgiu mais emoção dentro das quatro linhas: depois de uma grande salganhada dentro da área em que os da casa não conseguiram aproveitar, eis que se faz magia novamente depois de um canto! Jérémy Mathieu surge ainda a “mergulhar” no relvado e marca o terceiro da noite.

Os jogadores saíam assim para os balneários de barriga cheia, com um resultado confortável e, há que dizer também, merecido! Uma primeira parte de encher as medidas por parte da equipa de Silas que, arriscamo-nos a dizer, não se via assim tão confortável a jogar em Alvalade há muito.

O segundo tempo começou com dupla alteração no lado visitante – Bruma e Pablo Rosario a serem rendidos por Gakpo e Gastón Pereiro respetivamente -, e houve logo uma ameaça à baliza de Luís Maximiano, por intermédio de Ihattaren na sequência de um cruzamento do lado esquerdo, mas o jovem guardião respondeu bem com uma defesa espetacular. O remate perigoso no reatamento da partida mostrou bem que van Bommel não perdoou os seus pupilos ao intervalo pela má exibição na primeira parte e queria mais e melhor.

A resposta ao remate do PSV surgiu aos 57′, numa rápida transição leonina em que a bola vai parar aos pés de Luciano Vietto que remata em arco e passa perto da barra. Não foi nesse lance que o Sporting chegou ao quarto golo, mas sim através de uma grande penalidade ao minuto 65: Acuña conquistou o castigo máximo que Bruno Fernandes aproveitou com toda calma para fazer o seu segundo golo no encontro.

O 4-0 no marcador fez diminuir o ritmo da partida, também por culpa das substituições feitas por Silas, e o Sporting limitou-se a fazer uma boa circulação de bola e esperar pelo apito final do árbitro.

O conjunto leonino garantiu os três pontos com muita categoria, assim como a passagem aos 16 avos de final da Liga Europa. Quanto ao primeiro lugar do grupo, essa posição será discutida na última jornada, quando o Sporting CP viajar até à Áustria para defrontar o LASK Linz, que venceu o Rosenborg BK no outro encontro deste grupo D.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP – Luís Maximiano (GR), Marcos Acuña, Jérémy Mathieu (Luís Neto, 73′), Tiago Ilori, Valentin Rosier, Idrissa Doumbia,Wendel (Rafael Camacho, 79′), Bruno Fernandes, Luciano Vietto, Yannick Bolasie e Luiz Phellype (Jesé Rodríguez, 67′)

PSV Eindhoven – Lars Unnerstall (GR), Denzel Dumfries, Nick Viergever, Timo Baumgartl, Michal Sadílek, Jorrit Hendrix, Pablo Rosario (Gastón Pereiro, 45′), Mohammed Ihattaren, Steven Bergwijn (Ryan Thomas, 79′), Bruma (Gakpo, 45′) Donyell Malen

Senegal 2-4 Portugal: Conseguido o bilhete para as Meias Finais

Por ter ficado em segundo lugar, Portugal teve pela frente o vencedor do Grupo C, o Senegal, como adversário para o jogo dos Quartos de Final. Os senegaleses, que apenas perderam o jogo de estreia com a Rússia e depois foram duas vitórias em dois jogos, apanhavam a seleção portuguesa que só tinha um objetivo em mente: chegar à final. Portugal queria então ultrapassar este primeiro obstáculo da fase a eliminar deste Mundial no Paraguai.

MAUS INÍCIOS? ESTAMOS JÁ HABITUADOS

O período começou de maneira muito aborrecida e não podia ter havido um pior arranque para os portugueses. Os senegaleses vinham muito mais focados no jogo e conseguiram mesmo marcar o primeiro golo da partida. Mamadou Sylla começou a jogada e combinou bem com Raoul Mendy, que devolveu ao mesmo Sylla. Depois, o número cinco fez um remate potente, que ainda embateu na barra, e fez o golo que inaugurou a partida (1-0).

Depois de duas grandes defesas de Al Seyni Ndiaye, o guarda-redes do Senegal já não conseguiu parar a terceira tentativa portuguesa. O início da jogada foi feito por Bê Martins, que conseguiu encontrar na ala esquerda Jordan Santos. Depois o Melhor do Mundo rematou de primeira a bola e conseguiu empatar o jogo (1-1) e que bem que este golo chegou para as cores portuguesas.

Jordan Santos foi quem iniciou a recuperação portuguesa para conseguir um lugar nas meias finais
Fonte: FIFA Beach Soccer World Cup

Portugal ia tendo muitas dificuldades para conseguir chegar com perigo à baliza de Ndiaye e o Senegal na primeira brecha que via rematava, mas com muito perigo. Era o aviso muito vincado e havia motivos para estarem muito atentos a esta equipa senegalesa.

ESTA EQUIPA SABE APROVEITAR OS MOMENTOS DO JOGO

O que podemos dizer sobre este período? É mais fácil resumir assim: grandes defesas de Ndiaye, bolas ao poste de um lado e de outro, dois golos inesperados de Portugal e muito mais houve para contar. Um ritmo muito baixo visto ao longo de toda a partida e foi o que se viu neste segundo período por parte dos dois conjuntos.

No meio de tudo isto, houve uma grande infelicidade para o Senegal e ainda bem para as cores portuguesas. Lansana Diassy estava no sítio certo para conseguir tirar a bola para fora da sua grande área, mas acabou por ser para o lado que não queria. A bola embateu no tornozelo do jogador senegalês e acabou por entrar na sua baliza. Grande infelicidade para o Senegal, que até estava a fazer uma boa partida.

A faltar 2.03′ para o fim do segundo período, houve novo golo português. O guarda-redes português Elinton Andrade foi rápido e perspicaz a lançar o contra-ataque, que acabou em Bê Martins, o número oito português conseguiu receber bem a bola e depois encontrou o irmão Leo do outro lado. O número 11 só teve de encostar para conseguir fazer o terceiro de Portugal (1-3). Mas que grande contra-ataque por parte da seleção nacional e muitos  louros podemos dar a Andrade!

COM A CABEÇA NAS MEIAS FINAIS JÁ

O jogo estava a tomar um caminho muito agressivo por parte do Senegal e as faltas perigosas iam aparecendo com mais regularidade. Depois de ter sofrido uma falta mais agressiva, Bê Martins encarregou-se de bater o livre e de fazer o quarto golo (1-4), terminando com as dúvidas de quem iria passar para a próxima fase neste jogo. Um livre frontal, no qual o português teve uma grande colocação de bola, e não teve hipóteses Ndiaye, que muito fez durante o jogo todo.

Houve ainda tempo para o Sengeal marcar o seu segundo golo na partida e o último neste Mundial. A faltar apenas três segundos para terminar a partida, Raoul Mendy recebeu, contemporizou, virou e com um grande remate conseguiu deixar pregado ao chão Elinton Andrade com este golo (2-4). Só tenho a dizer que este foi um belo golo e se fosse para ganhar um jogo, que explosão de alegria que seria.

Foi um jogo no qual se esperava muito mais de Portugal, mas que ainda assim conseguiu o objetivo principal. A seleção portuguesa tem de continuar a melhorar muito para que não seja surpreendido por outra seleção na próxima fase. Já o Senegal está eliminado nestes quartos de final, mas deu uma grande imagem frente aos portugueses.

Com o jogo ganho, Portugal já está a pensar no jogo das meias finais, no qual espera agora por um adversário: Uruguai ou Japão. O jogo está marcado para dia 30 deste mês às 21 horas (hora portuguesa).

CINCOS INICIAIS

Senegal – Al Seyni Ndiaye (GR), Ninou Diatta, Raoul Mendy, Mamadou Sylla e Babacar Fall

Portugal – Elinton Andrade (GR), Rui Coimbra, Jordan Santos, Be Martins e Leo Martins

SC Braga 3-3 Wolverhampton Wanderers FC: Recuperação garante apuramento para os minhotos

Numa noite de inverno, reunimo-nos no Estádio Municipal de Braga, para a quinta jornada da fase de grupos da Liga Europa, onde o SC Braga mede forças com os “lobos” de Wolverhampton, numa luta entre o primeiro lugar do Grupo K.

No frente a frente de dois treinadores portugueses, o treinador do SC Braga, Ricardo Sá Pinto, não faz qualquer tipo de alteração no onze inicial, em relação ao último jogo europeu, com o Besiktas. Já Nuno Espírito Santo, aposta num onze com mudanças, pondo a jogo Diogo Jota, Jonny e Romain Saiss.

Num início de primeira parte bastante equilibrado entre as duas equipas, nem se pensaria que André Horta construísse a vantagem para o SC Braga aos 6’, de uma forma tão magnífica.

No entanto, num lance de cabeça de R. Jiménez, essa vantagem era destruída. 1-1 para ambos, tudo em aberto.

O jogo continuava equilibrado, até aos 30’, quando a defesa do SC Braga leva um abanão completo: com golos de M. Doherty aos 34’, e logo a seguir, Traoré assegura a vantagem, exclamando o 3-1 para a equipa inglesa ao intervalo.

Na segunda parte, o SC Braga parece ter acordado: Com a entrada de Wilson Eduardo em campo, os guerreiros mostraram um jogo mais consistente e, com o pé de Paulinho, reduz-se a desvantagem para o 3-2.

E, para provar esta teoria, os minhotos conseguem dar a volta ao resultado: numa jogada encabeçada por um pontapé de canto, Fransérgio é feliz e, aos 79’, consegue o empate à equipa portuguesa. Está feito o 3-3, que viria a ser o resultado final do jogo.

Assim, com o empate, para além de ainda se manter no primeiro lugar do grupo, o SC Braga apura-se para os dezasseis avos de final.

Mas que jornada incrível do SC Braga na Europa. Apesar de não ter sido o resultado perfeito, os minhotos dão hoje mais uma prova do incrível momento da equipa portuguesa nas competições europeias.

ONZES INICIAIS

SC Braga – Eduardo (GR), N. Sequeira, Wallace (W. Eduardo 57’), A. Horta, Paulinho (P. Santos 86’) R. Horta, (R. Fonte 73’), Fransérgio, B. Viana, R. Estágio, J. Palhinha, Galeno.

Wolverhampton Wanderers FC – R. Patrício (GR), M. Doherty, R. Neves, R. Jiménez (P. Neto 69’) C. Coady, D. Jota (Cutrone 80’) Jonny, R. Saiss, J. Moutinho, L. Dendoncker, A. Traoré (R. Vinagre 74’).

BSC Young Boys 1-2 FC Porto: Está salvo o primeiro match point

Quinta e decisiva jornada da Liga Europa. Seria de esperar que, por esta altura, as contas do apuramento estivessem mais ou menos tranquilas para o FC Porto. No entanto, devido a um punhado de exibições não mais do que medíocres, os azuis e brancos entravam em campo, na Suíça, frente ao BSC Young Boys, entre a espada e a parede e obrigados a triunfar. Apenas uma vitória mantinha o FC Porto vivo na competição e afastaria o fantasma de uma humilhação. Em caso de empate ou derrota, o FC Porto praticamente confirmaria a eliminação daquela que é a competição que representa a segunda divisão europeia, numa fase demasiado precoce.

Sérgio Conceição partiu para solo helvético sem Zé Luís e Nakajima que, diga-se em abono da verdade, poucos minutos de utilização têm tido nas últimas semanas por baixa médica, mas voltou a contar com a qualidade e experiência de Pepe.

O internacional português teve entrada direta no onze, assim como Marchesín que regressou à equipa após castigo. No entanto, a principal surpresa das opções de Sérgio Conceição foi a inclusão de Aboubakar na equipa titular. E que surpresa.

Já a formação suíça, que perdera o jogo no Dragão, mas que entrava na partida no topo da classificação do grupo, procurava jogar com dois resultados, uma vez que até um empate a deixaria confortável para assegurar o apuramento na última jornada. Uma derrota seria um rude golpe às suas aspirações, uma vez que seria apanhada na tabela pelo FC Porto e a equipa portuguesa garantiria a vantagem no confronto direto.

A primeira parte arranca e mostra um FC Porto igual a si próprio. Inconsequente, inseguro, desorganizado, emocionalmente instável, sem ideia de jogo a usar e abusar do jogo direto. O BSC Young Boys, sem apresentar grande qualidade e sem que nada o fizesse prever, inaugura o marcador aos 6’ através de um lance de bola parada e consegue, com isso, um ascendente emocional na partida que dura até aos 25 minutos. Foram duas dezenas de minutos sem que o FC Porto conseguisse ligar três passes seguidos. À passagem do minuto 25, Otávio coloca Marega na cara do guarda-redes contrário e o jogo muda ligeiramente de figura. Sem que o FC Porto perdesse o seu jeito trapalhão, acaba por conseguir gerir melhor a bola e colocar a defesa helvética em sobressalto. A primeira parte chegou ao fim com pedidos de penálti e amarelo para Sérgio Conceição, a quem se pedia um maior controlo emocional, já que estava prestes a jogar 45 minutos dos mais decisivos da época.

O adjunto de Sérgio Conceição, Vítor Bruno, acabou expulso da partida
Fonte: FC Porto

Talvez por isso a equipa tenha voltado para o segundo tempo à imagem do treinador: nervosa. É certo que com o recuo do BSC Young Boys, no sentido de proteger um resultado que lhe era favorável, o FC Porto foi tomando as rédeas do jogo e foi-se acercando da área contrária. Mais uma vez sem apresentar sequer um pingo de qualidade, o FC Porto caminhava a passos largos para aquela que seria, talvez, a pior campanha europeia do clube no presente século. Ora, a qualidade que faltava ao processo coletivo, apareceu num rasgo de Otávio, que desmarca Marega na área e este serve Aboubakar para uma finalização de classe que devolveu a equipa ao jogo e à competição. O relógio apontava 76 minutos. E foram precisos apenas mais 3 minutos para o camaronês voltar a balançar as redes adversárias. Alex Telles cobra o canto, desvio fortuito ao primeiro poste e Aboubakar surge para finalizar no segundo. Dois golos caídos do céu, mas que acabam por se justificar face ao que se passava em campo. Um prémio justo para um jogador que passou por um calvário de vários meses e que estava a realizar um jogo de classe, pese embora as dificuldades físicas notórias que ainda apresenta. O final do jogo foram 15 minutos com o selo FC Porto de Sérgio Conceição. A equipa não consegue segurar a bola e permite que o adversário cavalgue rumo à sua baliza. O FC Porto e os seus adeptos estarão, a esta hora, a agradecer ao poste e a entidades divinas o facto de a baliza de Marchesín ter permanecido inviolada nesse período do encontro.

O jogo terminou e o FC Porto resistiu ao primeiro match point. O próximo jogar-se-á em Dezembro, quando o Feyenoord visitar o Estádio do Dragão. Apesar do resultado foi mais uma exibição preocupante e Sérgio Conceição parece ser incapaz de alterar o pobre rumo qualitativo que o futebol da equipa está a tomar.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

BSC Young Boys: Ballmoos; Janko (Hoarau 81’), Sorensen, Zesiger, Garcia; Fassnacht, Lustenberger (Lotoba 70’), Aebischer, Moumi; Nsame e Assale (Martins 58’).

FC Porto: Marchesín; Mbemba (Manafá 45’), Pepe, Marcano, Alex Telles; Danilo, Loum (Diaz 74’), Otávio, Corona (Diogo Leite 84’); Marega e Aboubakar.

Nico Gaitán: o bom filho a casa torna?

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Foi no dia 20 de maio de 2016 que Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán realizou o seu último jogo de “águia” ao peito, na final da Taça da Liga frente ao CS Marítimo, no qual marcou o quarto golo dos encarnados, no triunfo por seis bolas a zero.

O argentino partiu, então, para o Atlético de Madrid por uma verba a rondar os 30 milhões de euros. No entanto, sob o comando de Diego Simeone, nunca chegou a afirmar-se nos colchoneros.

Seguiu-se uma breve passagem pelos chineses do Dalian Yifang, onde somou quatro golos e 11 assistências em 30 partidas oficiais. Gaitán encontra-se atualmente ao serviço do Chicago Fire FC, onde é uma das principais figuras da equipa norte-americana.

No entanto, o contrato acaba em dezembro e, apesar de existir a opção de prolongar o contrato por mais um ano, fontes americanas revelam que o astro argentino pretende regressar à Europa.

Nico Gaitán soma quatro golos e 11 assistências pelos norte-americanos na presente temporada
Fonte: Chicago United FC

Tudo indica que o seu futuro passará pela Premier League, em particular pelo Aston Villa ou pelo West Ham, que estarão na frente da corrida pelo passe do médio ofensivo. Todavia, os encarnados estarão atentos a um possível regresso do “camisola 10”.

Ao que tudo indica, o Benfica irá fazer uma limpeza do plantel no próximo mercado de inverno, sendo que a contratação de um extremo/médio ala passará pelos planos dos dirigentes encarnados.

Nico Gaitán é um jogador perfeitamente familiarizado com a realidade do futebol português, para além de ser um jogador de créditos firmados na História do Sport Lisboa e Benfica.

O argentino conta com 253 jogos oficiais de “águia” ao peito, 41 golos marcados e 88 assistências
Fonte: SL Benfica

Logo, o hipotético regresso de Gaitán viria trazer não só um acréscimo de qualidade às opções de Bruno Lage para a zona intermediária do terreno, como ajudaria a fortalecer o balneário dos encarnados. O argentino já conhece os cantos à casa, pelo que a sua vinda contribuiria para alicerçar a mística encarnada.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Crise nas redes vitorianas

Numa época acima das expectativas, o Vitória SC implora por qualidade na baliza. Apesar de ter quatro jogadores para a posição, Ivo Vieira não sente segurança necessária para a abordagem ao que resta do campeonato. As onze jornadas já passadas foram o suficiente para que esta ideia se alastrasse pela direção, equipa técnica e adeptos.

Numa situação frágil, as opções para a posição são: Jhonathan, que seria o guarda redes titular, mas que para já, não entra nas contas devido à lesão que contraiu no braço a serviço do Moreirense FC na época passada; Miguel Silva, para muitos, sucessor das redes vitorianas, passou a suplente após exibições que levantaram duvidas sobre o seu potencial; Miguel Oliveira, por sua vez, parece não ser opção visto que conta com um total de zero jogos pela equipa principal; Por fim, Douglas é o favorito para a posição pelos adeptos, no clube desde 2010, já com 36 anos, está a cumprir o seu ultimo ano de contrato.

Com uma clara necessidade de garantir um jogador que mostre rendimento à partida e garanta o futuro, a direção deseja atacar o mercado de inverno em busca de uma alternativa viável.

Douglas tem sido opção para os últimos jogos
Fonte: Vitória SC

A prioridade parece ser o Iraniano Alireza Beiranvand, de 27 anos, atualmente vinculado com o Persépolis, equipa de mais prestígio do seu país natal e titular da seleção, ganhou especial destaque ao defender um penalti de Cristiano Ronaldo no Mundial 2018 da Rússia, o que permitiu o empate a um golo nesse jogo. Independentemente de nunca ter atuado num país estrangeiro, o jogador vê com bons olhos essa possibilidade. O seu nome, nos últimos anos, esteve associado a equipas europeias como Olympiakos FC, Fernerbahçe SK, Besiktas JK e também aos japonese Vissel Kobe.

Notícias vindas de Teerão garantem que o jogador já tem acordo com o clube lusitano, proporcionando uma transferência situada nos seiscentos mil euros para a equipa vendedora, verba que, ainda está em aberto com o decorrer das negociações.

Ao faltar cerca de um mês para a abertura do defeso de inverno, as equipas deficitárias de qualidade já andam no mercado para aumentar as alternativas no plantel, como tal, o Vitória procura recursos para se isolar na classificação e pressionar os adversários diretos.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

No fio da navalha

Este fim de semana, em pleno Goodison Park, o Everton FC de Marco Silva voltou a desiludir e perdeu perante o último classificado, Norwich City FC, por 0-2. Foi a terceira derrota em casa, em sete jogos oficiais, que coloca os Toffees num modesto 15.º lugar, a 12 pontos dos lugares da Liga dos Campeões, a cinco dos lugares europeus e com mais quatro que a zona de despromoção.

Basta uma rápida vista de olhos na classificação para perceber que, devido ao competitivo campeonato, as distâncias pontuais são totalmente recuperáveis, sobretudo no top 6, no qual a direção do Everton FC, juntamente com o grupo de trabalho liderado por Marco Silva, definiu como objetivo mínimo.

Marco Silva tem um dos melhores plantéis do Everton FC das últimas décadas
Fonte: Everton FC

Marco Silva, que ganhou crédito em Inglaterra com os trabalhos realizados no Hull City AFC e Watford FC, chegou ao Everton FC na temporada passada e conseguiu um honroso oitavo lugar a meros três pontos dos lugares europeus. No entanto, esta época a expetativa era mais alta e, nem com o super plantel que tem, Marco Silva tem conseguido estabilizar a equipa e alcançar a regularidade que ponha este Everton FC no topo da Premier League.

Matéria prima não falta. Titulares ou escolhas habituais em algumas das melhores seleções do mundo, como a brasileira, inglesa, francesa, italiana, portuguesa ou colombiana, não se entende como esta equipa não acerta o passo. A última partida demonstra bem a falta de regularidade, obrigatoriamente associada à falta de entrega e compromisso de jogadores de tanta qualidade. Existem imensas diferenças individuais entre o Everton FC e o Norwich FC, mas, na verdade, em campo, o coletivo adversário conseguiu superar essas discrepâncias.

A mensagem de Marco Silva não está a passar para o grupo, porque com um plantel destes, o normal seria estarem a fazer um trajeto parecido ao do Leicester FC de Brendan Rodgers, se bem que, ainda assim, o plantel do Everton FC tem mais soluções que o das Foxes.

Os próximos jogos serão absolutamente decisivos para o futuro de Marco Silva no clube e não serão nada fáceis. No próximo fim de semana visitam a casa do Leicester City FC, depois têm um encontro da taça teoricamente acessível e vão discutir o dérbi de Liverpool, em Anfield Road. Logo a seguir, enfrentam, consecutivamente, Chelsea FC, Manchester United FC e Arsenal FC. Vem aí um mês dos diabos e esta derrota com o Norwich City FC não veio nada a calhar, pois subiu a pressão sobre a equipa e, sobretudo, sobre o técnico português.

Apesar do calendário complicado, também é inegável, que o Everton FC consegue vencer em casa ou fora qualquer equipa da Premier League e, caso consiga sete pontos nos próximos 15 em disputa, o Everton FC conseguirá um balão de oxigénio.

O ambiente não está nada favorável para a equipa técnica portuguesa e só vitórias e brilharetes contra os principais clubes ingleses nos próximos jogos vão reconquistar o apoio dos Toffees, sendo o dérbi de Liverpool também um jogo chave para a continuidade de Marco Silva. Neste momento, já se fala num regresso de David Moyes.

Foto de Capa: Everton FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Luka Dončić e LeBron James: As principais figuras da NBA na semana 5

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Luka Dončić e LeBron James, após apenas 16 jogos, têm-se exibido a um nível superior a todos os outros jogadores na liga, consequentemente coloco-os no topo da lista de principais candidatos a vencer o prémio de MVP da temporada regular. Na semana passada, ambos foram peças-chave para as suas respetivas equipas e ajudaram-nas a ganhar todos os jogos que disputaram.

Primeiramente, Luka Dončić, pelos Mavericks, fez uma semana absolutamente incrível e isso reflete-se nos números apresentados. Ele somou 145 pontos e 20 triplos num total de 92 tentativas. Em média por jogo, fez uns impressionantes 37 pontos com 55.4% de FG, 8.5 ressaltos, 11.75 assistências e 1.25 roubos de bola. O ponto principal da semana de Luka foi a sua excelente exibição frente à equipa de James Harden, Russel Westbrook e Clint Capela. Atingiu um triplo duplo com 42 pontos. Tive o prazer de assistir a este espetáculo e, confesso, faltaram-me palavras para descrever o prodígio esloveno de 20 anos.

Este miúdo tem um talento indescritível, faz tudo: lança bem e de forma eficaz, tem uma visão e experiência de jogo fora do normal (dada a sua tenra idade), é um pontuador versátil, ou seja, marca “em cima” do cesto, de meia distância, de três pontos, ganha ressaltos e rouba bolas, só lhe falta ganhar alguma experiência das tarefas defensivas e pode vir a ser o melhor jogador na liga durante os próximos anos.

LeBron James lidera a equipa por mais uma semana
Fonte: NBA

Em segundo plano, “King James” liderou a equipa de Los Angeles a mais quatro vitórias, que reforça assim o primeiro lugar geral na liga. Com exibições menos colossais e com números relativamente inferiores, LeBron James apresentou, em média por jogo, 28 pontos com 51.7% de lançamentos de campo e 40.7% de eficácia em lançamentos de três pontos; 7.5 ressaltos; dez assistências; 0.5 bloqueios e 1.5 roubo de bola. São números bastante agradáveis e continua a demonstrar que regressou para ganhar. Defensivamente, LeBron James, se mantiver as exibições neste patamar, no final da temporada estará certamente na All Defensive 2nd Team.

Em suma, julgo que o jovem Luka Dončić é já uma estrela na liga e está, para mim no topo da lista de candidatos ao prémio de MVP, lado a lado com o “King” James, que se encontra na sua décima sétima temporada na NBA.

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

CEV Champions League Volley: SL Benfica faz história e entra no tanque dos tubarões

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É impossível começar este artigo sem não esboçar qualquer emoção perante a história que foi feita nesta modalidade. Este é um resultado que deve orgulhar todos os portugueses, pois é a prova de que o nosso voleibol está a crescer. São momentos como estes que fazem com que cresçamos e estejamos juntos dos melhores. Mas vamos à bela história que foi escrita pelo SL Benfica.

O SL Benfica voou para a Croácia com o pensamento de que tinha de vencer dois sets ao seu adversário, Mladost Zagreb. Só desta forma os encarnados tinham a possibilidade de ganhar novo bilhete e desta vez para uma viagem pelos melhores palcos da Europa da modalidade. A equipa estava mais do que motivada e ainda sem perder qualquer jogo oficial entrou com a vontade de vencer este último jogo de qualificação para a Fase de Grupos da CEV Champions League.

O jogo até começou muito equilibrado e o momento chave para desbloquear o primeiro set foi quando as águias abriram uma vantagem de quatro pontos (10-14). Depois, foi estar sempre atento na defesa e estar bem no ataque. A equipa de Marcel Matz mantinha sempre a vantagem de dois ou de três pontos e no final houve vitória de set por 20-25, a favor do Benfica. Os encarnados estavam a apenas um set de fazer história.

No segundo set, o Benfica voltou a entrar da melhor forma e esteve sempre na frente do set, exceto quando esteve empatado por 4-4. De resto, só deu Benfica durante todo o set e a vitória final do mesmo veio por um grande remate de Rapha, que foi considerado pela CEV, o melhor jogador em campo. Depois do 25.º ponto neste segundo e decisivo set houve festa por parte dos jogadores encarnados. Não era para mais, pois havia muitos motivos para festejar.

Nos restantes sets (terceiro e quarto), o Benfica acabou por conceder o segundo set durante toda esta fase de qualificação. O terceiro set foi vencido pelos croatas por 25-20 e de forma justa. E para terminar a aventura pelas qualificações, as águias acabaram por vencer o quarto set por 21-25 (1-3). No final, foi mais uma vitória para os comandados de Marcel Matz, que fizeram seis vitórias em seis jogos – uma série muito positiva para os encarnados.

AGORA, É A HORA DOS TUBARÕES

Agora, é tempo de olhar para a frente e o que o Benfica tem perante si é um tanque cheio de tubarões. O sorteio estava praticamente decidido e os campeões nacionais ocuparam a última vaga no Grupo D. Este é um grupo que vai contar também com a presença dos italianos do Sir Sicoma Monini Perugia, dos franceses do Tours VB e também dos polacos do Verva Warszawa Orlen Paliwa.

Não vai ser um grupo fácil, contudo já se sabia que entrar nesta fase da competição seria para competir junto dos melhores. Estamos perante dois clubes com muita experiência a nível europeu, visto que Tours VB e Perugia já conquistaram competições europeias. É certo que o SL Benfica também já esteve perto da glória europeia na final da Taça Challenge em 2014/15, que acabaria por perder para o Vojvodina Novi Sad (Sérvia), mas esta é uma aventura totalmente diferente pela elite do Voleibol Europeu.

Devemos estar orgulhosos do nosso Voleibol estar a ser muito bem representado fora de terras lusitanas. É a maior competição de clubes da modalidade e, pela primeira vez na história da modalidade do clube, vai fazendo história aos poucos e com grandes exibições. Bem disse Marcel Matz que não estaria na competição para brincar e “brincar” foi uma palavra completamente excluída do vocabulário desta equipa. E ainda bem!

Agora? É continuar o excelente trabalho e pensar ainda mais além. O céu é mesmo o limite e tudo o que seja feito daqui para diante deixará, certamente, os portugueses ainda mais orgulhosos daquilo que será feito. Ousem sonhar e façam aquilo que melhor sabem, porque desta maneira os objetivos vão ser concretizáveis.

Foto de Capa: CEV

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão