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BVB Dortmund 3-2 FC Internazionale Milano: “Remontada” à moda alemã

Uma reviravolta começada e completada na segunda parte fez com que o Borussia Dortmund batesse o Inter de Milão perante os seus adeptos.

Ainda mal tinha começado a partida e já os milaneses se viam em vantagem: Lautaro Martínez, que tem andado de “pé quente”, aproveitou uma má intervenção de Akanji e isolou-se perante Burki, batendo o guarda-redes suíço com relativa facilidade. Um erro bem cedo colocava o cenário no jogo e nas contas da qualificação bastante difícil para os germânicos.

Perante a vantagem, e bem ao seu estilo, Antonio Conte mandou os seus homens baixar linhas e jogar em contenção, permitindo ao Borussia Dortmund um maior controlo da posse de bola, mas deixando sempre Lautaro e Lukaku soltos na frente de ataque para pressionar os defesas adversários.

A primeira ameaça do Borussia só surgiu perto dos 20 minutos, após um cruzamento rasteiro de Hakimi, que encontrou Mario Gotze solto no centro da área. Apesar da boa posição, o remate do alemão saiu fraco e na direção de Handanovic. A pressão dos pupilos de Lucian Favre ia-se acentuando, mas continuavam a “pecar” no momento da definição final. Fazia falta um finalizador puro do lado do Dortmund e a solução podia estar no banco, em Paco Alcácer.

No entanto, o futebol é um desporto completamente imprevisível, e é por isso que nos apaixona tanto! Num momento em que o Dortmund parecia estar a ganhar confiança, o Inter chegou ao segundo golo, por intermédio de Matias Vecino. O lance teve início no meio-campo, com um trabalho de pés fantástico da parte de Brozovic, que de seguida tocou para Lautaro Martínez. O avançado argentino virou o jogo para a direita, encontrou Candreva e este centrou rasteiro para a finalização do médio uruguaio. Um remate rente à relva e com a bola a descrever uma curva a fugir do guardião contrário concluiu uma jogada notável!

Em cima do minuto 45 surgiu finalmente Jadon Sancho, que até então havia passado muito ao lado do encontro. O atacante britânico recebeu a bola no centro da área e rematou de imediato, o que obrigou Handanovic a uma defesa quase por instinto. Pouco depois chegou o intervalo, estando o Inter em vantagem e com alguma justiça. Apesar do maior domínio da posse de bola por parte do Borussia Dortmund, as duas melhores oportunidades do encontro foram dos italianos, e ambas resultaram em golo.

O momento do golo de Lautaro Martínez, que inaugurou o marcador Fonte: UEFA Champions League

No reatar da partida, o Borussia entrou com um ritmo mais intenso, o que criou dificuldades imediatas ao Inter. Para compensar esta boa entrada, os alemães foram brindados com um golo, fruto de uma jogada onde vários foram os intervenientes. No momento decisivo, a assistência foi de Mario Gotze e a finalização foi de Hakimi, que se vem assumindo como um lateral goleador na presente temporada (este foi o seu quinto golo em 2019/20). Os “nerazzurri” continuavam em vantagem, mas viam-se cada vez mais confinados ao seu espaço defensivo, dada a entrada “eletrizante” dos alemães.

À hora de jogo, nova ofensiva do Dortmund, mas o remate de Thorgan Hazard saiu significativamente ao lado da baliza dos milaneses. Passados dois minutos, nova oportunidade para o belga, cujo remate voltou a não ser totalmente conseguido e a bola saiu por cima, após ressaltar no relvado. Depois de tantas ameaças, o segundo golo dos comandados de Favre surgiu de forma natural e merecida. Paco Alcácer, “acabadinho” de entrar, tocou pela primeira vez na bola para desarmar Brozovic e colocar o esférico nos pés de Julian Brandt, que ficou isolado perante Handanovic e finalizou com classe. O jogo estava relançado e ambas as equipas iriam certamente em busca da vitória!

Comparando com o primeiro tempo, a equipa do Inter estava praticamente irreconhecível, ao passo que os homens do Borussia Dortmund se mostravam mais galvanizados do que em qualquer outro momento da partida. Assim, para além da “cambalhota” no campo exibicional, o mesmo sucedeu no marcador. Ao minuto 78, Hakimi tornou a aparecer na cara de Handanovic, lançado por Sancho, e voltou a não desperdiçar. O “Westfalenstadion” entrou em completa “erupção” e o ambiente típico daquele reduto ajudou a equipa do Rohr a virar o jogo!

Até final, os italianos foram “atrás do prejuízo”, tal como lhes competia, mas todos os esforços foram em vão. O Borussia Dortmund completou uma reviravolta que marca uma das mais memoráveis partidas da edição atual da Liga dos Campeões! Dado o empate entre Barcelona e Slavia de Praga, no outro jogo do grupo F, os alemães encontram-se agora na segunda posição, com sete pontos, menos um que o Barcelona. Já o Inter é terceiro com quatro pontos, mais dois do que o Slavia, que segura a “lanterna vermelha” do grupo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Borussia Dortmund – Roman Burki; Achraf Hakimi; Manuel Akanji; Mats Hummels; Nico Schulz; Julian Weigl; Axel Witsel; Jadon Sancho (Lucasz Piszczek, 82’); Julian Brandt; Thorgan Hazard; Mario Gotze (Paco Alcácer, 64’).

Internazionale – Samir Handanovic; Diego Godín; Stefan de Vrij; Milan Skriniar; Antonio Candreva; Matias Vecino; Marcelo Brozovic; Nicolo Barella (Stefano Sensi, 68’); Cristiano Biraghi (Valentino Lázaro, 66’); Lautaro Martínez; Romelu Lukaku (Matteo Politano, 73’).

NFL Semana 9: São Francisco 49ers na frente

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A jornada acaba por ficar marcada pela vitória dos Baltimore sobre os Patriots. Quando todos achavam uma jogada de génio por parte de Belichick, foi o jovem Lamar Jackson quem surpreendeu e saiu com a vitória.

49ers 28-25 Cardinals: Invictos e sozinhos.

Os invictos São Francisco 49ers entravam para esta jornada como uma das duas equipas ainda invictas na National Football League e tinham pela frente os Arizona Cardinals do rookie Kyler Murray que vinham de uma derrota pesada frente aos Saints.

Os Cardinals até começaram melhor a partida fazendo o 0-7, mas essa liderança foi sol de pouca dura visto que depressa os 49ers empataram e ao intervalo já venciam por 21-7.

Essa vantagem iria-se manter e apesar de algumas tentativas por parte do ataque de Arizona, a forte defesa dos visitantes ia lidando bem com essas investidas. A equipa de Kyle Shanahan continua em alta com um registo de 8-0 que em grande parte se deve ao quarterback Jimmy Garoppolo, que lançou para 317 jardas e quarto touchdowns com zero interceções!

Texans 26-3 Jaguars: Fim de Minshew Magic?

No último jogo da temporada em solo inglês, o candidato a MVP Deshaun Watson não se deixou levar pela aura que envolvia Minshew e mesmo com apenas um olho a 100% – Deshaun sofrera um toque no seu olho esquerdo na última jornada – lançou para 201 jardas e dois touchdowns frente ao Jaguars e lançou a discussão sobre quem será titular no próximo jogo de Jacksonville.

Quanto ao jogo em si, o domínio de Houston foi evidente desde o primeiro minuto, especialmente da sua defesa que, sabendo que enfrentava um quarterback de primeiro ano, conseguiu dissimular as suas ações até ao último segundo de modo a que este não conseguisse fazer leituras corretas e tomasse a decisão errada.

Fica agora a questão de quem começará a próxima jornada dos Jaguars: o rookie Minshew ou a grande contratação deste verão por parte de Jacksonville, Nick Foles.

Bears 14-22 Eagles: Problemas ofensivos continuam

No seu primeiro encontro desde 2018, Bears e Eagles defrontaram-se em mais uma partida abismal do ataque de Chicago.

O quarterback Mitchell Trubisky voltou a desiludir no plano ofensivo – terminaria o jogo com 10 passes em 221 tentativas para apenas 125 jardas – de tal forma que durante a primeira parte a equipa de Chicago só conseguiu o seu primeiro primeiro down a 45 segundos do intervalo, altura em que os Eagles já venciam por 0-12.

Chicago apostava no jogo de corrida, com rookie David Montgomery a correr catorze vezes para 40 jardas e dois touchdowns, mas a vitória ficaria em Filadélfia com os Eagles a terem agora cinco vitórias e quatro derrotas enquanto que os Bears sofrem a sua quarta derrota consecutiva.

Colts 24-26 Steelers: Sorte da casa.

A equipa visitante entrou melhor. No fim do primeiro quarto, iam na frente do marcador por 10-3 e ao intervalo venciam por 16-13, mesmo apesar da lesão do seu quarterback titular Jacoby Brissett que obrigou o suplente Brian Hoyer a jogar o resto do encontro. Depois de algumas trocas de liderança ao longo do terceiro quarto, os Steelers chegavam ao último período na frente 24-26, mas com a derrota a apenas um pontapé de distância.

Isto porque a um minuto do fim o experiente kicker de Indianapolis, Adam Vinatieri posicionou-se para marcar o field goal da vitória, mas acabou por falhar, dando assim uma importante vitória a Pittsburgh, que fica 4-4 e ainda pode sonhar com o acesso aos playoffs.

A nível individual é preciso apenas destacar o safety Minkah Fitzpatrick que com a sua interceção e retorno de 96 jardas deu o mote para a vitória da sua equipa. Depois de ter sido posto em causa aquando da sua troca para Pittsburgh, Fitzpatrick tem sido um dos pilares da defesa nos últimos jogos.

Jets 18-26 Dolphins: Miami atrasa-se na corrida pelo último lugar

A vitória dos Dolphins deixou os adeptos com sentimentos contraditórios
Fonte: Dolphins

Numa exibição história de Ryan Fitzpatrick, os Miami Dolphins venceram o seu primeiro jogo da época o que lhes pode ter custado o seu único objetivo do ano: conseguir a primeira escolha do Draft 2020.

Para quem não conhece a NFL, a equipa com o pior registo no final do ano recebe a primeira escolha do Draft, e uma boa escolha pode alterar por completo o destino de um franchise. Entrando nesta época ficou claro que o objetivo da equipa de Miami era perder o máximo possível de modo a que conseguisse essa tão cobiçada escolha número um. O problema desta vitória é que deixa os Cincinnati Bengals com o pior registo e pode arruinar tudo o que os Dolphins pretendiam fazer.

Falando do jogo em si, Fitzpatrick teve uma exibição histórica, terminando o encontro com 24 passes para 288 jardas, três touchdowns e zero interceções, enquanto que do lado dos Jets, Sam Darnold voltou a lançar uma interceção, apesar de no geral não ter sido a sua pior exibição da época.

Joguem mas é à bola

Em Portugal, a bola rola pouco durante os jogos de futebol. Parece confuso, mas quem o diz é o Observatório do Futebol (CIES) que concluiu que, entre as 35 ligas europeias, é por cá que se regista um dos piores tempos de jogo útil, 51,9%. Isto confere-nos um honroso (leia-se vergonhoso) quarto lugar a contar dos últimos no ranking que classifica as ligas que mais tempo jogam à bola, apenas à frente da liga grega (50,9%), da segunda divisão espanhola (50,4) e da liga checa (50,2%).

Por outro lado, as ligas em destaque são a sueca (59,7%), a holandesa (59,5%) e a finlandesa (57,7). Entre as cinco principais ligas europeias (Espanha, Inglaterra, Itália, França e Alemanha), são os alemães que mantêm o melhor registo, com 57,1%, logo seguidos pelos franceses com 56,7%. No ponto oposto temos a primeira liga espanhola, com 53,3%.

Apesar de tudo, temos de registar as boas notícias: houve uma ligeira melhoria em relação ao ano passado, em que a liga portuguesa ficou mesmo na última posição, com apenas 50,9% do tempo de jogo passado a efetivamente jogar futebol, ou seja, pouco mais do que 45 minutos. A subida foi ligeira, é certo, mas denota já algum esforço no sentido de melhorar esta questão.

Contudo, ainda há muito a ser feito. São vários os treinadores a queixarem-se do tempo que desnecessariamente se perde a fazerem outras coisas (muitas vezes propositadamente) em vez de se jogar à bola. No seguimento dos resultados do ranking do ano passado, Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, concluiu que “é culpa de toda a gente: treinadores, jogadores e, muitas vezes, da condescendência dos árbitros”.

Mas se o técnico portista tem razão em protestar, já que por vezes tem de lidar com adversários em que a única estratégia de jogo é fazer o tempo passar, por outro lado, poderá também ter de fazer um “mea” culpa: o FC Porto regista apenas 51,2% de tempo útil de jogo, abaixo da média nacional e muito inferior ao seu eterno rival, o SL Benfica, com 57,1%. O CD Aves é aquele que pior aproveita os 90 minutos de jogo, com apenas 49,5% de tempo útil.

O Desportivo das Aves é a equipa com menor tempo útil de jogo na primeira liga
Fonte: CD Aves

Os motivos para estes números são vários, desde equipas que, como já foi referido, por não conseguirem ou quererem ter outra referência tática, passam os jogos a simular lesões e outros estratagemas para o tempo passar e, desta forma, segurarem ao menos o empate. Este tipo de comportamento muitas vezes é bem sucedido, pois os adversários (normalmente de maior calibre, mas às vezes o inverso também acontece) não conseguem impor o seu jogo e, a certa altura, deixam de ficar mentalmente aptos para o fazer, pois vêem os ponteiros do relógio a andar e o panorama do jogo não muda.

Claro que, nestes casos, a culpa é sempre repartida por treinadores e árbitros. Os primeiros, porque muitas vezes são os principais instigadores deste tipo de atitude; os segundos, porque são coniventes com ela. Assim, o facto de determinada equipa ter pouco tempo útil de jogo não quer dizer necessariamente que é a mesma que provoca as paragens nas partidas, mas sim porque os seus adversários têm uma tendência em abrandar o ritmo do jogo quando a defrontam.

Claro que haverá quem diga que este método é perfeitamente legítimo, porque há equipas que, fruto de orçamentos claramente inferiores ao seu oponente, têm as suas chances de ganhar pontos em determinados jogos claramente baixas. É aqui que discordo. É verdade que Primeira Liga portuguesa é pouco competitiva, que à exceção de dois ou três clubes, mais nenhum consegue discutir o pódio com os chamados “três grandes”. Os fatores necessários para inverter este cenário originariam um texto por si só, mas não podem servir como desculpa para não se fazer nada no imediato para melhorar o tempo útil de jogo.

Para começar, é imperativo mudar mentalidades de treinadores, jogadores, árbitros e todos os dirigentes desportivos. Talvez até apertar as regras para que se castiguem de forma mais severa aqueles que “queimam tempo”. Só quando perceberem que a beleza do futebol está na sua incerteza, na disputa genuína entre duas equipas, e que é para isso que as pessoas pagam bilhete para irem ver um jogo ao vivo em vez de o assistir no conforto do seu sofá, talvez aí entendam que, quando não fazem tudo o que está ao seu alcance para proporcionar o melhor espetáculo possível, estão a trair os adeptos do futebol.

Revisto por: Jorge Neves

 

 

Jovens sub-23 vivem o sonho

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O Sporting Clube de Portugal anunciou recentemente a promoção de três jogadores da equipa sub-23 para a equipa principal. Os jovens Rodrigo Fernandes, Matheus Nunes e Pedro Mendes já trabalham às ordens do treinador Jorge Silas.

O goleador dos sub-23, Pedro Mendes, tem sido uma das figuras em maior evidência na equipa orientada por Leonel Pontes. Na sua terceira temporada de leão ao peito, já soma 12 golos e duas assistências em 14 jogos. Sendo que foi opção para dois encontros da Liga Europa frente ao PSV e ao Rosenborg, onde marcou um golo em Eindhoven. O internacional sub-21 é um finalizador nato, forte no futebol aéreo, tecnicamente evoluído e que trabalha muito para a equipa. A partir de janeiro, irá lutar pela titularidade com Luiz Phellype, podendo apenas, por enquanto, ser opção para a Liga Europa.

Rodrigo Fernandes está no Sporting há dez anos e realizou recentemente o seu sonho: vestiu a camisola da equipa principal, num jogo a contar para o campeonato com o Vitória SC. Com apenas 18 anos, Rodrigo poderá ser opção de Silas para o meio-campo leonino. O jovem atua preferencialmente na posição de médio-defensivo, sendo que é forte fisicamente, difícil de ser ultrapassado em duelos individuais, com qualidade de passe e boa visão de jogo. O leão Rodrigo Fernandes irá em breve lutar pela titularidade na equipa principal, por esta altura somou 10 jogos na formação sub-23 verde e branca. Rodrigo Fernandes é internacional sub-19 por Portugal, contabilizando 52 internacionalizações e dois golos nos vários escalões.

Rodrigo Fernandes fez a sua estreia pela equipa principal, no Estádio José Alvalade, perante o Vitória SC
Fonte: Sporting CP

O centrocampista Matheus Nunes foi mais um dos atletas promovidos por Jorge Silas. Matheus chegou ao Sporting na última temporada proveniente do Estoril-Praia, tendo feito a sua formação no Ericeirense. Ao serviço da equipa sub-23 tem vindo a ser preponderante como titular indiscutível, somando 12 jogos e um golo apontado. O médio brasileiro é um jogador tecnicamente evoluído com boa visão de jogo, qualidade de passe e forte nos equilíbrios do meio-campo, com peso ainda no processo defensivo da equipa. Um talento que poderá crescer e evoluir às ordens de Silas.

Estes três jovens leões são assim os primeiros reforços para Silas, reforços “made in Alcochete”. Há jogadores com talento na Academia de Alcochete que poderão vir a escrever, no futuro, a história do Sporting Clube de Portugal. Assim, que estes jovens possam ter a oportunidade de demonstrar o seu talento. Quando surgir a chance, que correspondam com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória das vitórias e dos títulos.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

6 jogadores portugueses a brilhar na Europa

Portugal é um país com bastante sucesso no futebol europeu, desde a formação de jogadores de classe mundial, de jogadores que venceram a Bola de Ouro e treinadores com bom historial e palmarés. A política das principais equipas portuguesas é formar ou contratar ao estrangeiro, jogadores por pouca quantidade de dinheiro para depois rentabilizá-los, vendendo-os por elevadas quantias. O que é certo é que quando aparece um craque na liga portuguesa demora pouco tempo a abandonar Portugal para rumar às melhores ligas da Europa.

Daqui saem jogadores de classe mundial todos os anos e então portugueses têm sido cada vez mais. Alguns nem chegam a brilhar em Portugal, devido às poucas oportunidades dadas e então têm de rumar a outros campeonatos para mostrar a sua qualidade. Vou, então, destacar alguns jogadores portugueses que estão a dar cartas na temporada 19/20, sendo que atletas como Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e até João Félix, não se encontram na lista, porque já estão lá em cima e o objetivo é destacar jogadores que podem dar o salto brevemente.

Fim de linha para Niko Kovac em Munique… quem se segue na Allianz Arena?

Chegou ao fim a aventura de Kovac no FC Bayern Munique, depois de vencer tudo a nível interno na época passada, Supertaça, Bundesliga e a Taça da Alemanha. Quanto a nível internacional parece ter sido pior, atingiu apenas os oitavos de final, mas se tiver em conta que foi contra o que acabaria por ser o campeão europeu acho que não pode ser visto como um fracasso total.

Este despedimento deve-se tudo a este mau início de época, começando logo com a derrota na Supertaça frente ao Borussia Dortmund mas a gota de água foi mesmo a goleada no jogo do passado fim de semana frente ao Eintracht Frankfurt por cinco a um, que deixa a equipa no quarto lugar da classificação a quatro pontos da liderança. Agora quanto a possíveis sucessores.

Antevisão Olympique Lyonnais-SL Benfica: águias em Lyon pela afirmação europeia

Joga-se esta terça-Feira aquele que, para mim, é o derradeiro teste do Sport Lisboa e Benfica de Bruno Lage nesta Liga dos Campeões. Depois de dois péssimos jogos, e consequentes duas derrotas – Leipzig na Luz e Zenit na Rússia -, a equipa conseguiu mais uma péssima exibição, com uma vitória caída do céu e três miraculosos pontos a fazer a nação encarnada ainda sonhar.

O SL Benfica tem agora a oportunidade de, em Lyon, não só reentrar na luta pelo apuramento, como de comprovar que joga muito mais do que aquilo que tem mostrado. É uma oportunidade para se afirmar em jogos europeus.

Este Olympique Lyonnais será certamente mais consistente do que aquele que visitou o Estádio da Luz. Neste período de tempo, Rudi Garcia teve a oportunidade de implementar as suas ideias e conhecer mais pormenorizadamente os seus jogadores. Aliás, o Lyon da Luz estava em 17º lugar, sem ganhar há três jogos, e hoje encontra-se em 10º, com duas vitórias consecutivas.

SE ACHAS QUE O SL BENFICA VAI ALCANÇAR A SEGUNDA VITÓRIA EUROPEIA CONSECUTIVA NO TERRENO DO LYON, APOSTA JÁ!

Após várias experiências em 4-3-3, 4-4-2 e 4-5-1 (táctica com a qual defrontou o Benfica), a equipa francesa parece finalmente ter estabilizado num 4-4-2, com quatro médios puros a dominar o meio-campo, e dois avançados móveis e criativos a dinamizar o ataque – Depay e Dembélé.

Este Lyon, mais identificado com as suas ideias, e a jogar em casa, é exactamente o tipo de equipa que mais dificuldades pode causar ao Benfica. Com quatro médios, a equipa de Rudi Garcia não só ganha capacidade de preencher os espaços e cortar linhas de passe, como tem condições para pressionar mais alto a equipa adversária. Retirando a bola aos encarnados, e pressionando-os alto, poderá rapidamente provocar um jogo de pontapé para a frente.

Além disso, a defesa benfiquista tem mostrado grandes defeitos de posicionamento, e as movimentações de dois jogadores com a qualidade de Depay e Dembélé poderão ser problemáticas. Depay não será tão fraco a definir e a finalizar como os adversários que têm criado calafrios à defesa encarnada.

Chiquinho deve apoiar Vinícius na frente de ataque desta noite
Fonte: SL Benfica

Por outro lado, também temos uma evolução da equipa de Bruno Lage. O meio-campo composto por Florentino e Gabriel começa a estar mais oleado, e o brasileiro, com mais minutos de jogo, vai recuperando a sua capacidade de pressão e recuperação de bolas.

Nas laterais, há o regresso de André Almeida, e principalmente um tremendo crescimento de Grimaldo. O lateral espanho, depois de um arranque de época apático, surgiu nos últimos jogos como um dos melhores e mais decisivos em campo. Um autêntico ’10’ a partir da esquerda da defesa. Cada vez a procurar mais o jogo interior e a zona de construção, é mais um jogador a surgir entre-linhas e a desmontar as marcações adversárias.

O trio ofensivo é a grande evolução no futebol encarnado, tendo Vinicius como o homem-golo. Pode parecer pouco, mas não é. Vinicius é um avançado que surge nesta equipa encarnada de cabeça mais fresca que os concorrentes, trazendo dinâmicas novas, maior capacidade de segurar a bola de costas para a baliza e maior capacidade de assalto às redes adversárias. Um avançado que dará sempre mais trabalho aos defesas e obrigará a equipa adversária a subir menos a linha defensiva. Maior discernimento para decidir, executar e finalizar.

Este trio é sustentado pela dupla que sustenta todo o ataque do SL Benfica: Chiquinho e Pizzi. Finalmente Lage parece ter encontrado um jogador para actuar atrás do avançado, para ligar o meio-campo ao ataque, para ligar os criativos das alas entre si e ao resto da equipa. O jogador que irá aparecer entre linhas e a criar linhas, a rendilhar o ataque encarnado. A posição foi finalmente preenchida e foi preenchida com qualidade. Chiquinho eleva o futebol de Pizzi e os dois transcendem o futebol da equipa.

Sinceramente, considero o Lyon favorito a ganhar o jogo. Contudo, acredito que este Benfica, com as novas soluções encontradas, pode explodir a qualquer momento (com Rafa teria ainda mais certezas disso).

A última palavra fica para Bruno Lage. Irá o treinador das “águias” voltar a inventar nesta competição ou apresentará uma equipa construída para ganhar? As hipóteses de um glorioso Sport Lisboa e Benfica poder existir colocam-se logo no 11 que Lage irá apresentar, sem rotatividades, sem Jardel, Tavares e Caio Lucas, e também sem a insistência em Seferovic e Gedson.

Foto de capa: SL Benfica

Revisto por: Jorge Neves

FC Porto: O que mudou?

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O dia 27 de Outubro de 2019 não ficou apenas marcado pelo confronto que opôs o FC Porto vs FC Famalicão, também ficou marcado pelas alterações táticas/estruturais que Sérgio Conceição implementou na formação portista. Após um jogo dececionante contra o The Rangers Football Club, em que os dragões juntaram a um mau resultado, uma má exibição, ficando assim a nu as fragilidades defensivas do conjunto português e, igualmente, notou-se alguma inércia ofensiva por parte dos pupilos do ex-técnico do FC Nantes. Sendo assim, o técnico dos azuis e brancos resolveu não esperar mais e surpreendeu tudo e todos no desafio contra o, até então líder, FC Famalicão para colocar em prática os seus planos táticos.

Por conseguinte, a equipa nortenha transitou do habitual 4-4-2 para um 4-3-3 mais dinâmico, com a finalidade de obter um jogo mais dominador e pressionante sobre o adversário, quando este tem bola, de modo a recuperar o esférico de uma forma mais assertiva e eficiente. No entanto, o melhor é ir por partes e vamos começar pela defesa, setor em que Sérgio Conceição introduziu Mbemba e Wilson Manafá por Corona e Alex Telles nos corredores laterais. Por um lado, o defesa congolês permitiu que o lado direito ficasse mais sólido no momento defensivo, enquanto que no outro lado, o ex Portimonense SC ofereceu uma maior avalanche ofensiva ao conjunto azul e branco, aproveitando as suas maiores qualidades, como é o caso da sua velocidade e progressão com bola pela ala. Aliás, na partida do último domingo, foi frequente ver a equipa do FC Porto a reter bola no lado direito, para que aos poucos, Manafá, fosse progredindo pelo corredor contrário, com o intuito de apanhar o adversário em contra pé e criar assim um desequilíbrio evidente.

Avançando pelo terreno de jogo, chegamos ao meio campo. Aqui, já se verificou uma alteração mais estrutural, nomeadamente com a junção de Otávio à dupla Danilo Pereira e Mattheus Uribe. Recuando, novamente, ao encontro da Liga Europa, os dragões evidenciaram muitas dificuldades no controlo da partida, dado que não conseguiam gerir o ritmo de jogo, nem a posse de bola, mas principalmente, na transição defensiva, não conseguiam realizar uma pressão capaz de suster os contra golpes do adversário e isso foi visível em muitos períodos do jogo que os escoceses avançavam pelo relvado do Dragão como se estivessem perante uma verdadeira avenida. Desta forma, com a colocação de Otávio para espaços mais interiores concedeu aos seus dois colegas de equipa um maior equilíbrio posicional, ou seja, não tinham de deambular tanto pelo campo, assim como uma maior condensação de jogadores nesse espaço do terreno. Que benefícios trouxe para a dinâmica da equipa? A resposta é de fácil análise, visto que se assistiu a um maior controlo do meio-campo, bem como da posse de bola, que contrariamente vai retirar espaço de manobra aos seus opositores e aumentar dificuldades na sua circulação. Além disso, Sérgio Conceição viu a sua equipa mais avançada no campo e mais agressiva no momento da recuperação de bola, já que o FC Porto mostrou ser uma formação mais junta e compacta.

O onze titular dos dragões após as mudanças de Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Por fim, falta referir as dinâmicas no ataque, onde apostou-se em Luís Diaz pela extremidade esquerda, com o avanço de “Tecatito” pelo corredor direito e com a fixação de Tiquinho Soares como a principal referência ofensiva da equipa. Neste âmbito, assistiu-se a um tridente de ataque clássico, com o extremo colombiano a procurar muitas vezes a profundidade, mas não deixando de procurar movimentos interiores para assim criar alguma indefinição no seu opositor direto. Pela mesma fórmula seguiu o seu companheiro de equipa, Jesús Corona, que voltou a desempenhar a posição de extremo com um papel bastante semelhante ao do ex-CPD Junior. Já, Soares procurou sempre ganhar lances divididos com os defesas, segurar jogo à espera da aproximação dos seus colegas de equipa, ser o primeiro “defesa” do FC Porto, embora nunca deixando de procurar alvejar a baliza do Famalicão.

Neste seguimento, os azuis e brancos evidenciaram ser uma formação mais sólida e compacta em todos os momentos da partida. Aliás, viu-se um FC Porto a procurar um jogo mais apoiado em vez de querer logo ferir o seu adversário e com isso surgiu um maior domínio e um maior controlo do jogo. No entanto, não se descuidou no momento defensivo em que exerceu uma pressão mais efetiva e com isso não concedeu muito tempo ao seu adversário para colocar as suas ideias em campo. Agora, a questão é saber se o FC Porto será capaz de manter esta dinâmica ou foi apenas um apontamento especial para um encontro específico.

Foto de capa: FC Porto

Revisto por: Jorge Neves

O impacto de Jorge Jesus no futebol brasileiro

Ao fim de 30 jornadas, o Clube de Regatas do Flamengo surge na liderança do Campeonato Brasileiro Série A, com 71 pontos conquistados (mais oito do que o segundo classificado, a Sociedade Esportiva Palmeiras). A formação carioca segue invicta há 17 encontros e, à medida que se aproxima o término da prova (faltam ser disputadas oito partidas), aumenta a probabilidade de ser o emblema rubro-negro a conquistá-la, algo que já não acontece há dez anos.

Ora, o sucesso granjeado pelo Fla é, em grande medida, resultado do trabalho desenvolvido por Jorge Jesus (e sua equipa técnica)  que, dentro de campo, se tem vindo a insurgir contra muitas das vozes críticas que se fizeram ouvir à sua chegada.

Este Jesus não faz milagres, mas ajuda…e muito!

Dos números, que falam por si, à aposta na formação:

Para se compreender o mérito de Jorge Jesus nesta campanha do Fla, é preciso estabelecer-se um paralelismo entre o período anterior e o ulterior à sua chegada. Atente-se, por isso, nalguns dados do desempenho do clube. O emblema do Rio de Janeiro possui o melhor ataque do Brasileirão, totalizando 64 golos marcados (mais 12 que o Grêmio, a segunda equipa mais concretizadora da prova) e é, por outro lado, a terceira melhor defesa, com um total de 25 golos consentidos. Ora, até à décima jornada (altura em que Jesus assumiu o comando técnico da equipa) o Mengão marcava, em média, (1,5) golos por jogo. Porém, a partir daí, o Flamengo passou a registar uma média de (2,45) golos por encontro, na Série A; também a nível defensivo se registaram melhorias, com a vinda do técnico de 65 anos. Assim, há que destacar o facto de o conjunto carioca passar a sofrer menos golos – uma média de (0,8) por partida, inferior à registada durante as primeiras nove partidas (0, 9).

Neste sentido, um dos fatores que ajuda a explicar estas melhorias prende-se com a capacidade que JJ teve de potenciar a valia individual abundante no plantel. Atente-se, por exemplo, ao caso de Arrascaeta, que é hoje um dos jogadores mais influentes no ataque do Fla: autor de 11 golos e nove assistências em 17 encontros do Brasileirão, o seu rendimento melhorou significativamente, desde que o português, natural da Amadora, comanda a equipa – totaliza 11 golos e sete assistências, em 13 jogos, sob orientação de Jesus.

Giorgian de Arrascaeta está a justificar o investimento avultado que implicou a sua contratação e é hoje uma das figuras do Flamengo
Fonte: Marcelo Cortes/CR Flamengo

Num outro prisma, e se a valorização de jovens é muitas vezes apontada como sendo o «calcanhar de Aquiles» do técnico sexagenário, o que dizer da aposta reiterada no «miúdo» Reinier Jesus (tem sido utilizado em, praticamente, todos os jogos da Série A), jovem de 17 anos de quem o português não prescindiu nesta fase da época – o médio não foi dispensado para representar a seleção brasileira de sub-17, que se encontra a disputar o Mundial. Relativamente a esta matéria, e à margem da conferência de imprensa realizada após o encontro da 24ª. jornada ante o Atlético Mineiro, Jorge Jesus asseverou estar preparado para lançar, de forma gradual, alguns talentos oriundos da formação do Fla:

“(…) Tem-se falado muito no Reinier, mas acredito que o Vinícius, a quem dei alguns minutos hoje, dentro de pouco tempo será um primeiro volante de grande categoria (…) temos acompanhado as categorias de base, desde que chegámos. O Flamengo foi campeão nacional sub-17, tem talentos importantes (…) acreditamos muito neles”.

Em jeito de conclusão, não há dúvida de que Jorge Jesus tem deixado a sua marca no Brasil. A qualidade exibicional apresentada pelo seu Fla (conjugação de um futebol intenso e bonito de se ver) tem merecido elogios por parte da crítica desportiva do País Irmão e dos torcedores (de vários clubes), mas mais que isso, tem contribuído para elevar o nome de Portugal no estrangeiro.

Foto de Capa: Clube de Regatas do Flamengo

Revisto por: Jorge Neves

Onde andas, Elias?

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Penso estar correcto quando afirmo que, a certo ponto, Elias era um dos lutadores com maior potencial da WWE. Sendo um dos poucos que subira ao main-roster sem ter tido sucesso no NXT, foi de forma surpreendente parte integral do RAW e interagiu com imensas lendas da empresa.

No entanto, todo esse potencial está agora a desaparecer, uma vez que Elias já quase nem aparece nos eventos, e a WWE parece ter se esquecido completamente de quem ele era.

Deste modo, vou rever em maior detalhe a carreira de Elias, os seus momentos altos e baixos, e tentar perceber se alguma vez conseguirá almejar algum título de relevo na WWE.