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As conferências e Conceição, Conceição e as conferências

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O destaque da semana podia ter sido muito bem o empate do FC Porto frente ao CS Marítimo, na última quarta-feira, a contar para a Liga NOS, que permitiu ao SL Benfica chegar à liderança isolada do campeonato nacional, mas o relevo geral foi para a conferência de imprensa protagonizada por Sérgio Conceição. Pode-se dizer que houve um choque geral um pouco por todo o mundo do futebol português, dado que a meio do rescaldo da partida com os madeirenses, o treinador dos azuis e brancos lançou uma frase menos eloquente para se referir ao que é dito nas redes sociais sobre o seu desempenho à frente do clube nortenho.

Já não é a primeira vez que o técnico do FC Porto é notícia pelos seus momentos nos espaços comunicativos de antevisão/análise a cada desafio da sua equipa, mas não é descabido afirmar que nenhum teve tanto impacto como este. Também não é surpresa para ninguém o temperamento que acompanha o líder dos azuis e brancos, visto que o mesmo também não faz questão de o esconder e já afirmou várias vezes que diz o que sente e que nunca deixará nada por dizer!

Para alguns, este aspeto do ex-jogador é sinal de frontalidade e de liderança, para outros já é um lado mais rude e até de pouca educação por parte de Sérgio Conceição. Desta vez, quase toda a opinião pública parece unânime ao considerar que houve um claro excesso por parte do “timoneiro” dos dragões, talvez justificado pelo resultado menos positivo da sua equipa e com isso alguma “cabeça quente” durante a conferência de imprensa.

Sérgio Conceição tem estado em destaque por declarações menos felizes nas conferências de imprensa
Fonte: FC Porto

Todavia, estes excessos comunicacionais não pertencem apenas a Sérgio Conceição ou à classe dos treinadores em que, pelo menos em Portugal, há por vezes uma clara falta de noção até onde pode ir a nossa liberdade de expressão. Uma vez que, é recorrente assistir a constantes “incendiamentos verbais” de dirigentes, de comentadores e até de alguns adeptos notáveis, que assim procriam num ambiente não tão harmonioso no futebol nacional.

A pergunta que se impera é saber quem terá competência para regular “acidentes” como estes e como tentar atenuar estas afirmações não tão condignas com os valores que imperam no desporto-rei. O importante não é repudiar certas declarações ou atitudes, mas sim mostrar que cada ato tem a sua consequência e a este nível Portugal ainda está muito atrasado! Veja-se, por exemplo, o que acontece em Inglaterra, onde há instituições e medidas implementadas para castigar este tipo de comportamentos. Várias vezes, foi visto José Mourinho a ser repreendido com multas e outros castigos por várias citações suas consideradas desadequadas e nefastamente excessivas do ponto de vista da sua comunicação.

É claro e notório que este momento menos feliz de Sérgio Conceição foi fruto do momento e que em condições normais não teria acontecido. Mas não é por este incidente que o treinador é mais ou menos do que outros, nem será este episódio que colocará em causa a sua competência e o seu caráter como treinador e pessoa. Todavia, o futebol não é apenas um espaço competitivo, também é um espaço educativo, dado que, na generalidade, milhares de jovens encontram neste desporto os seus ídolos e heróis de uma vida e como qualquer fã tentam replicar as suas atitudes e comportamentos. Desta forma, é que deve haver uma maior atenção por parte dos profissionais deste mundo para uma maior consciencialização do que fazem.

Por fim, não foi apenas a atitude infeliz de Sérgio Conceição que merece destaque, mas também de certa forma algum aproveitamento que houve desta situação. Alguma minoria tentou pegar neste assunto para atacar o treinador como Homem e igualmente desestabilizar o FC Porto, algo que merece igual ou até mais repúdio do que uma simples frase proferida após um dia mau dos azuis e brancos, em que o descontentamento do técnico era visível.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 23-33 FC Porto: Onze em onze

SL Benfica e FC Porto defrontaram-se hoje na 11.ª jornada do Andebol 1, a primeira divisão do andebol nacional masculino, em mais uma demonstração de força dos dragões ao vencerem por dez golos de diferença.

O encontro começou equilibrado, mas foi sol de pouca dura visto que depressa o Porto conseguiu chegar a uma vantagem de três golos quando fez o 1-4 com apenas cinco minutos jogados. A equipa da casa iria responder, mas apesar dos seus esforços em diminuir a vantagem portista a verdade é que os azuis e brancos iam-na mantendo e até aumentando com o passar do tempo.

O momento-chave do jogo pode-se dizer que foi o período entre os 16 e os 22 minutos da primeira parte. Foi nesta altura que um parcial de 5-0 por parte dos dragões fez o marcador disparar de 9-11 para 9-16, obrigando Carlos Resende a pedir um time-out. Contudo, nada mudaria nos encarnados que se viram a perder por 11-18, ao intervalo.

No segundo tempo, o domínio portista iria continuar, com os comandados de Magnus Andersson a controlarem o ritmo do jogo e a gerirem a vantagem conquistada durante os primeiros trinta minutos da partida, que lhes permitiu rodar a equipa de forma a não se sobrecarregarem fisicamente.

O lateral-esquerdo dos encarnados Petar Djordjic ia sendo o mais inconformado com o resultado, ele que terminaria como melhor marcador do encontro com oito golos, mas o coletivo dos campeões nacionais provou ser mais forte e acabou a levar os três pontos para a cidade Invicta.

O FC Porto mantém assim a sua invencibilidade no campeonato com onze vitórias em onze jogos e no segundo lugar da classificação em igualdade pontual com o primeiro Sporting CP com a diferença de golos a desempatar os dois conjuntos. Já o SL Benfica continua em terceiro lugar com 29 pontos, mais sete que o quarto, o Boa Hora FC.

EQUIPAS

SL Benfica – Davide Carvalho (2), Romé Hebo, Pedro Marques (1), Rene Toft-Hansen (1), Kévynn Nyokas (3), Belone Moreira, Paulo Moreno (1), Ricardo Pesqueira (1), Borko Ristovski, Carlos Molina (3), Carlos Martins, Nuno Grilo, Fábio Vidrago (2), Gustavo Capdeville, Petar Djordjic (8), Francisco Pereira (1).

FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza (6), Yoan Balasquez (1), Miguel Martins (2), Djibril Mbengue (4), Rui Silva (3), Daymaro Salina (2), Leonel Fernandes (2), Diogo Branquinho (4), Thomas Bauer, António Areia, Bernardo Pegas, André Gomes (5), Fábio Magalhães (2).

FK Lokomotiv 1-2 Juventus FC: Apuramento carimbado ao cair do pano

Numa partida com três portugueses em campo (Ronaldo de um lado, João Mário e Éder do outo), a Juventus confirmou o apuramento para os “oitavos” da Liga dos Campeões, tendo derrotado o Lokomotiv Moscovo com o golo decisivo a ser obtido em tempo de descontos.

Mas que início de jogo a todo o gás! A Juventus entrou melhor e foi totalmente eficaz na primeira ocasião de que dispôs. Num livre direto cobrado por Cristiano Ronaldo, uma bola aparentemente controlada por Guilherme deu lugar a um frango por parte do guardião russo e Ramsey tratou de confirmar o inevitável, inaugurando o marcador.

A formação da casa não baixou os braços e chegaria ao empate ainda dentro do primeiro quarto de hora de jogo. A passe de Rybus, Aleksey Miranchuk viu o seu cabeceamento ser travado pelo poste mas, na recarga, revelou ter a astúcia suficiente para restabelecer a igualdade.

Seguiu-se uma espécie de “bola cá, bola lá”, com um Lokomotiv mais dinâmico e perigoso junto da baliza de Szczęsny, chegando a fazer tremer a defensiva italiana, nomeadamente nos processos de transição. E se é verdade que o número 59 dos russos esteve perto de bisar, também não deixa de ser verdade que Higuaín teve duas boas oportunidades de golo para recolocar o emblema de Turim na frente do marcador.

Defesa segura de Szczęsny numa altura em que a Juventus chegou a tremer
Fonte: Juventus FC

À semelhança dos primeiros 45 minutos, também a segunda parte arrancou com um livre cobrado por Cristiano Ronaldo que, apesar da distância, ainda deu trabalho a Guilherme. Mas não ficaria por aí… Pouco depois, o português voltou a pôr o guardião adversário à prova com um potente remate à entrada da área.

O futebol espetáculo ia dando lugar a alguma indefinição nos processos ofensivos das duas equipas. Ainda assim, era a equipa de Sarri a ter a iniciativa numa tentativa de passar novamente para a frente do marcador.

Foi preciso esperar pelo último quarto de hora para ver a formação de Yuri Semin a voltar a assustar a baliza adversária. Num lance em que Szczęsny saiu entre os postes, teve de ser Bonucci a impedir que o português João Mário carimbasse a reviravolta.

Já com Cristiano Ronaldo no banco – após ter sido substituído por Dybala -, a Juventus teve a felicidade de chegar ao triunfo, com um golo apontado ao cair do pano pelo recém-entrado Douglas Costa (após boa combinação com Higuaín).

O duelo foi marcado por algum equilíbrio e pode-se dizer que a formação de Turim teve a dita “estrelinha” para conseguir sorrir no final e garantir, assim, o apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Equipa A: Guilherme, Ignatyev, Howedes, Corluka, Rybus, Zhemaletdinov, Barinov, Krychowiak, João Mário (Kolomeytsev, 85’), Aleksey Miranchuk e Éder.

Equipa B: Szczęsny, Danilo, Bonucci, Rugani, Alex Sandro, Pjanic, Khedira (Douglas Costa, 69’), Rabiot, Ramsey (Bentancur, 64’), Higuaín e Cristiano Ronaldo (Dybala, 81’).

Vitória SC 1-1 Arsenal FC : Qualidade a mais para o resultado obtido

Quarta-feira, dia de Champions League, mas com um jogo de Liga Europa no cartaz. O Vitória, por razões que envolvem a segurança e a mobilização policial, recebeu em dia atípico o Arsenal, em jogo a contar para a quarta jornada do grupo F.

O jogo começou a um ritmo frenético. O Arsenal chegou primeiro à baliza dos conquistadores, com Martinelli a desviar ligeiramente ao lado do poste de Douglas.

O Vitória respondeu ao sétimo minuto com uma bomba de Pêpê do meio da rua a embater com estrondo no poste da baliza de Emiliano Martínez. O Vitória continuava em cima dos ingleses e Emiliano Martínez teve de se esticar para defender um remate potente de Lucas Evangelista nos minutos seguintes. O guarda-redes argentino era mesmo a figura da partida nestes primeiros minutos e aos 18′ defendeu um cabeceamento de Tapsoba já na pequena área, quando o jogador natural do Burkina Faso aparecia completamente isolado.

O Vitória ameaçou a baliza do Arsenal, mais uma vez, aos 25′, através de Davidson. Depois de um livre cobrado por Lucas Evangelista, Davidson ficou com o ressalto, olhou, esperou e colocou, mas a bola saiu ao lado.

Em toda a primeira parte o Vitória rodeou a baliza arsenalista, não conseguindo, ainda assim, chegar ao intervalo em vantagem, apesar de o merecer.

O alemão abriu o marcador aos 80 minutos de jogo
Fonte: Arsenal FC

O Arsenal entrou impetuoso na segunda parte mas sem criar grandes oportunidades de perigo. Aliás, de nenhuma das partes surgiram situações iminentes para se desfazer o nulo no marcador.

Apesar disso, o nulo foi mesmo desfeito pelo Arsenal aos 80 minutos de jogo. Pépé marcou um livre à esquerda, Mustafi saltou sozinho e cabeceou, de cima para baixo, como mandam as regras, para o fundo da baliza de Douglas.

Em terras de Rei, soldados não faltam, e o Vitória, depois de 90′ de sacrifício e luta, sabia que merecia melhor desfecho. Já nos últimos instantes do encontro, Edwards avançou pela direita, cruzou para a área, a bola sobrou para Bruno Duarte que, num pontapé de bicicleta de alta classe, enviou o esférico para o fundo das redes e empatou a partida.

O Vitória ganhou nova vida com o golo e, antes do apito final, ainda teve uma bola ao poste da baliza inglesa e uma outra tentativa que passou muito perto das redes de Martínez. A remontada esteve à vista, mas no final do encontro registou-se o empate, resultado desajustado perante a luta e vontade vitorianas demonstradas no D.Afonso Henriques.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

VITÓRIA SC : Douglas; Víctor García, Venâncio, Tapsoba, Rafa Soares; Pêpê (61′ Poha), Agu, Evangelista (82′ Bonatini); Edwards, Bruno Duarte, Davidson (67′ Rochinha)

ARSENAL FC : Emiliano Martínez; Mustafi, Sokratis, Rob Holding; Tierney, Ceballos (64′ Guendouzi), Willock (78′ Torreira), Maitland-Niles; Pépé, Martinelli, Saka (65′ Lacazette)

Grandes da Europa sofrem em Portugal

A situação frágil do SC Braga suscita reflexões por parte dos adeptos e amantes de futebol. Como é possível uma equipa com o calibre que a equipa bracarense se tem apresentado nos anos anteriores, apenas possua 12 pontos em 10 jogos disputados na Liga Portuguesa? Até ao presente, vimos excelentes exibições do clube minhoto, nomeadamente na Liga Europa, onde os guerreiros se apresentam como favoritos a passar à próxima fase com sete pontos em três jogos – com uma vitória na Turquia contra o Besiktas, um empate caseiro contra o Slovan Bratislava e uma vitória na Inglaterra contra o Wolves.

No panorama geral era de esperar algo mais de uma equipa que arranca com estes resultados e é extremamente cobiçada por ocupar bons lugares na tabela classificativa. É neste momento que o trabalho de Sá Pinto enquanto técnico da equipa é posto em causa, tanto pelos adeptos insatisfeitos perante estes resultados como pelo próprio presidente do clube, António Salvador.

QUE RESULTADO TERÁ O SC BRAGA NESTA JORNADA DA LIGA EUROPA? APOSTA JÁ NAS EQUIPAS PORTUGUESAS NA BET.PT

Existe um sentido de responsabilidade quando se assume o compromisso de treinar uma equipa onde todos os jogos são decisivos para conseguirem obter um lugar cimeiro, ao contrário do que se verifica visto que a equipa se encontra em décimo lugar. Perante a situação, Sá Pinto demonstrou-se apto para falar sobre o mau momento que a equipa atravessa e assume total responsabilidade nos resultados que a equipa tem obtido, concordando com a insatisfação dos adeptos mas sublinhando que nenhum dos outros rivais diretos se encontra nas restantes competições com os resultados que o SC Braga oferece.

Sá Pinto foi o substituto escolhido após a saída do técnico Abel Ferreira, que deixou o clube minhoto para rumar até ao PAOK, na Grécia.
Fonte: SC Braga

“Gosto muito de estar cá até ao dia em que me quiserem.” No entanto, será que existe só uma necessidade de rever todo o trabalho do técnico português e efetuar ligeiras mudanças ou será necessário uma mudança radical de treinador, visto que o domínio que os minhotos estão a obter na Europa está a sacrificar a equipa a nível nacional e até quando será a prevalência dos Guerreiros do Minho na Liga Europa? Valerá a pena sacrificar?

Saudade, uma palavra típicamente portuguesa que uso para descrever o SC Braga da época passada, contra quem se sentia o gosto de jogar e onde, atualmente, se sente o desejo de mudança. O líder isolado do Grupo K da UEFA Europa League recebe o Besiktas JK, jogo relativo à quarta jornada, e a equipa ambiciona (naturalmente) dar continuidade ao natural ciclo de vitórias registado. A nível nacional, desloca-se a Guimarães para disputar o jogo contra o rival direto, Vitória SC, onde «O Dérbi» de Portugal irá acontecer na cidade berço.

Foto de Capa: UEFA Europe League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR – Adriano Castanheira

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O SC Covilhã tem-se destacado nos últimos anos por ter revelado alguns jogadores que, posteriormente, viriam a dar o salto para a Primeira Liga. Adriano Castanheira tem tudo para ser um desses casos, num futuro muito breve.

Nascido em Neuchatel na Suíça a 7 de Abril de 1993, Adriano Castanheira viria para a Covilhã bastante cedo, tendo iniciado a sua formação no clube local. As suas prestações valeram-lhe uma transferência para o FC Porto em 2009, com 16 anos de idade.

Após concluir o seu percurso nas camadas jovens, em 2012, Adriano Castanheira regressaria à Covilhã, onde começaria a ser aposta na equipa principal. Em três épocas, Adriano realizou 80 jogos e marcou cinco golos. Porém, tal desempenho não seria suficiente para convencer os responsáveis do clube, levando o jogador a transferir-se para o Benfica de Castelo Branco no Campeonato Nacional de Seniores.

Após duas épocas de nível ao serviço do clube albicastrense, Adriano Castanheira rumaria à União de Leiria, onde voltou a mostrar serviço, regressando na temporada 18/19 ao clube onde se deu a conhecer: o SC Covilhã.

Adriano Castanheira foi o jogador do mês da Agosto na Segunda Liga
Fonte: SC Covilhã

E foi aí então que Adriano Castanheira se afirmou definitivamente no clube serrano, realizando 34 jogos e marcando oito golos. Na temporada actual, já leva quatro golos marcados em 12 jogos, tendo sido considerado o jogador do mês de Agosto na Segunda Liga. Tem sido um dos principais responsáveis pelo facto da equipa orientada por Ricardo Soares estar a disputar a subida de divisão.

Adriano Castanheira é o típico extremo direito canhoto: é um jogador que gosta de pegar na bola junto à ala e percorrer com a mesma para espaços interiores, para zonas onde possa utilizar o seu forte pontapé. Também tem capacidade para aparecer na área para finalizar.

A imprensa já deu como certa a sua transferência para o Boavista. E aos 26 anos, está mais que preparado para se desafiar na Primeira Liga, onde certamente irá mostrar qualidade e poderá alcançar voos mais altos.

Foto de Capa: SC Covilhã

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

O motor não aguenta até Bragança

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Definir o significado das palavras é navegar pelo mar da curiosidade. O tempo urge e o dicionário de quem lê ou escreve com frequência inquieta-se pelo facto de novos vocábulos borbulharem e a necessidade de encontrar formas díspares de informar ou opinar sobre algo crescer. A vida de quem tem ou pretende ingressar neste modo de vida exige esta preocupação em aconchegar os textos, em adorná-los à nossa maneira e a cobri-los quando o frio atraca ou quando a nudez se verifica.

Saudade. Aquela palavra tipicamente portuguesa que, por mais que a alma lusa se esforce por descodificá-la, paira a sensação de que um acrescento na explicação favorecia a transmissão da mensagem. Um conceito dúbio para quem se encontra à demanda de domar a ferocidade, o contorcionismo e a elasticidade das palavras: o circo edifica-se, mas o vocábulo é o palhaço que, apesar dos traços de ingenuidade e do ar dócil e afável, atormenta as cabeças dos mais imberbes e os remete para a ideia do medo característico dos thrillers. Um “IT” cozinhado e temperado com realidade.

Neste momento, vivo defronte de um puzzle: numa mesa, encontram-se as diferentes peças espalhadas, viradas do avesso, à espera que alguém as eduque e as agregue com o simples desígnio de contribuir para a harmonia e para a construção de uma imagem lúcida, viva e sem qualquer traço de opacidade. O retrato de Daniel Bragança!

Na Segunda Liga, o jovem leão tem mostrado qualidade para outros patamares
Fonte: Estoril Praia SAD

Aqui, colidimos, outra vez, com a nostalgia. Nostalgia essa que o clã leonino ainda não vivenciou, ainda não bradou aos céus, ainda não agradeceu aos deuses que delegam o desporto rei pela alegria que é contemplar tal imberbe com um músculo, visão de jogo e qualidade de veterano. Questiono-me, de todas as vezes que o vi jogar, se as chuteiras se tinham transfigurado em pantufas ou em qualquer outro tipo de calçado suave e leve. À boa moda da gíria futebolística, o miolo era ocupado pelos pés de veludo do internacional sub-21. Além disto, elevo o sadomasoquismo do jovem recém alojado no Estoril: o cabelo, imagem de marca, comprido e liso, nunca foi impedimento para a orquestração de ataques e contra-ataques letais nem à frequente metamorfose em batalhões e tanques de guerra dispostos nas pelejas travadas a meio campo e nos duelos individuais com capitães adversários.

Palrando “sportinguez”, o resultado da análise relata algo deste género: Frederico Varandas, durante a pré-época, comprou uma máquina que ainda necessitava de montagem; posto isto, desde o primeiro momento, rotulou Daniel Bragança como peça acessória e, a mando da sua ingenuidade, emprestou-o a um clube de uma divisão inferior; ora, a máquina, faltando-lhe uma das componentes que a alicerçava, quando ligada à tomada, é substituída por Idrissa Doumbia: após faíscas sucessivas, o motor aquece, a reação esvai-se num fumo negro e o motor cessa a sua atividade por sobreaquecimento. O médico, numa atitude de desespero e desistência pelo choro dos adeptos, comunica à assistência técnica a sua inaptidão, mas a chamada cai imediatamente. Mais tarde, foi informado que a ajuda só chegaria em janeiro pela chuva de pedidos.

Até lá, teço súplicas para que o motor não expluda.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

José Mourinho | Arsenal? Porque não?

Unai Emery está a prazo no Arsenal FC. Aparentemente, foi dado um mês ao espanhol para salvar o seu cargo de treinador, mas quando se chega a este ponto, Normalmente, já não há retorno.

Na primeira época, os adeptos do Arsenal ainda acreditaram que Emery seria capaz de mudar o paradigma do clube, contudo a realidade seria bem mais dura. Uma parte final de época decepcionante atirou o Arsenal para fora dos lugares que dão acesso à Champions e, pior que isso, provocou uma derrota humilhante na final da Liga Europa. Chegou o defeso e, ao contrário de épocas anteriores, o Arsenal investiu 152 milhões de euros no reforço da equipa, o que fez dos gunners os mais gastadores em Inglaterra.

Mas gastar muito não é sinónimo de gastar bem. O Arsenal continua a desiludir e, acima de tudo, a demonstrar as debilidades defensivas dos últimos anos do reinado de Wenger.
Portanto, é sem surpresa que se sucedem os pontos perdidos e o quarto lugar na Premier League, o último que dá acesso ao milhões da Champions, já está a sei pontos de distância. Se ao fraco rendimento desportivo somarmos os problemas disciplinares no plantel, podemos concluir que será muito difícil a Unai Emery dar a volta a este complicado cenário. Por isso mesmo, a imprensa já especula quem poderá suceder ao espanhol no comando técnico dos gunners e, sem surpresa, um dos nomes mais falados é o de José Mourinho.

Desengane-se quem pensa que o português já não sabe vencer. José Mourinho é um campeão, um vencedor nato que não pensa noutra coisa a não ser em vitórias e troféus.

Por outro lado, o setubalense conhece a Premier League como as palmas das suas mãos. Campeão por três vezes no Chelsea FC, foi pela sua mão que os azuis de Londres começaram a trepar rumo ao topo do futebol britânico. E, apesar da passagem por Old Trafford não ter corrido bem, jamais se deve colocar em causa a competência de Mourinho. Até porque, por uma questão de orgulho e de brio profissional, este quererá voltar a vencer títulos importantes, nomeadamente a Premier League.

Fonte: UEFA

Por outro lado, desenganem-se também aqueles que consideram o plantel do Arsenal fraco. Leno, Bellerin, Sokratis, Holding, Tierney, Torreira, Guendouzi, Torreira, Ozil, Ceballos, Pepe, Lacazette e Aubameyang são uma excelente base para qualquer treinador começar a trabalhar e, a seu devido tempo, começar a construir uma equipa que permita voltar a vencer um título que já foge desde 2004, conquistado pelos Invencíveis de Arsène Wenger. E investir não deve ser problema para os lados do Emirates, assim Stan Kroenke o queira.

O próximo jogo do Arsenal para a Premier League é tão importante quanto difícil. Uma deslocação complicadíssima ao terreno do Leicester City FC, actual terceiro classificado, onde é proibido perder, sob pena de poder ver o quarto lugar a nove pontos de distância. E, o que acontecerá a Unai Emery, se se registar o mesmo resultado da última visita ao King Power? Uma derrota categórica por 3-0, jogo no qual o Arsenal foi totalmente dominado e subjugado pela equipa de Brendan Rodgers.

Aí poderá ser o fim e, se tal acontecer, porque não acenar a José Mourinho?

 

 

Foto de Capa: Manchester United FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Mercado de transferências no Ciclismo Nacional

As equipas portuguesas do pelotão nacional já se encontram a apresentar os seus plantéis, com o intuito de começar a preparar a nova época.

Este ano, prevê-se que o pelotão nacional seja composto por nove equipas continentais. Com a descida da W52-FC Porto de pro continental para continental, o número aumenta em relação às oito do ano passado.

A equipa portista já fez duas contratações para a próxima temporada, incluindo Raúl Rico (ex-Vito-Feirense Pnb) e o regressado Amaro Antunes (ex-CCC Team). O primeiro é um jovem espanhol de 22 anos, que apenas correu um ano na equipa da Vito Feirense, e o segundo é já um corredor com provas dadas em Portugal, ao serviço da LA Alumínios-Antarte e da própria W52-FC Porto. Depois de duas temporadas a pedalar na equipa polaca da CCC Team, o algarvio não teve a melhor experiência no World Tour e acaba por voltar a Portugal.

A equipa boavisteira, a Rádio Popular Boavista, irá contar com os seus homens da geral para 2020. Daniel Silva, David Rodrigues e João Benta irão liderar a equipa rumo aos objetivos. As entradas confirmadas incluem os jovens Vinício Rodrigues e Gonçalo Carvalho. Este mercado de transferências fica também marcado pelo regresso do espanhol Alberto Gallego, que está suspenso desde 2016, voltando agora à competição.

Fonte: Rádio Popular Boavista

Pedro Silva, o campeão nacional de estrada na categoria de juniores, também vai fazer parte do elenco boavisteiro. Por fim, a entrada de Luís Fernandes, vindo da Aviludo-Louletano, que vai acrescentar mais experiência à equipa.

A Efapel é a equipa que mais apostou nas contratações. A próxima temporada promete ser cheia de bons resultados. Foram buscar António Carvalho à equipa da W52-FC Porto, ele que foi uma peça importante na montanha da equipa portista, ao longo das últimas temporadas. Terminou a última Volta a Portugal em quarto lugar, ganhando a etapa da Senhora da Graça.

O comboio amarelo foi ainda buscar Tiago Machado ao Algarve, sendo este mais um ciclista experiente que irá dar o apoio necessário nas provas mais duras. Não teve a melhor temporada ao serviço do Sporting-Tavira, mas é um ciclista importante para as equipas em que se insere. Vencedor de inúmeras camisolas da juventude, já foi campeão nacional de contrarrelógio em 2009, venceu um contrarrelógio individual no Circuit Sarthe em 2010, triunfou na camisola de montanha do Tour da Valónia em 2013, venceu a classificação geral do Tour da Eslovénia em 2014 e arrebatou um triunfo a abrir a época de 2018, com a vitória na Prova de Abertura.

Olympique Lyonnais 3-1 SL Benfica: a Champions parece ter ido Aouar

O SL Benfica saiu derrotado de Lyon por 3-1, em jogo a contar para a quarta ronda da fase de grupos da Liga dos Campeões. Golos franceses a abrir e a fechar o encontro pulverizaram as esperanças encarnadas, nas quais, diga-se, nunca as águias cravaram as garras. Mais uma exibição cinzenta, mais uma derrota ajustada e, acima de tudo, justa. Vamos às incidências da partida.

Início inverso ao que teve lugar no Estádio da Luz. Domínio do Lyon e golo no quarto minuto de jogo. Através de um canto curto, o Lyon conseguiu colocar a bola na cabeça de Andersen, que, com demasiado à-vontade, bateu Vlachodimos, que nada podia fazer para evitar a vantagem francesa.

À passagem dos dez minutos de jogo, novo contratempo para os encarnados. Numa disputa de bola aérea com Dembélé e Vlachodimos, Ferro fica estendido no relvado, visivelmente combalido. O jovem defesa central das águias foi forçado a sair, de maca e com colar cervical, entrando Jardel para o lado esquerdo do eixo da defesa.

A intranquilidade benfiquista deu origem a várias – e inadmissíveis – perdas de bola, que permitiram que os franceses surgissem em vantagem numérica às redondezas da área encarnada. Por diversas vezes, a equipa do Lyon conseguiu conduzir a bola com quatro jogadores de frente para a baliza de Vlachodimos, tendo apenas uma linha de três portugueses para ultrapassar. No entanto, as más decisões tomadas pelos franceses e o bom posicionamento de Rúben Dias e Jardel evitaram o golo francês.

O campeão português ia esboçando uma reação, mas sem ser capaz de criar frissom junto da baliza de Anthony Lopes. Por seu turno, o Lyon, sem precisar de pensar nem de saber muito, chegou novamente ao golo. Perante a passividade das águias, que fazem o futebol ofensivo dos adversários parecer fácil, Depay só teve que amortecer a bola com o pé direito na direção da baliza, aproveitando o movimento de arrasto de Dembélé, que levou consigo Jardel, para se antecipar a Grimaldo.

2-0. Jogo fácil, jogo na mão. O domínio francês, já notório, intensificou-se. A grande tranquilidade gaulesa contrastava com a clara intranquilidade benfiquista, o futebol simples do Lyon contrastava com as dificuldades técnico-táticas do Benfica como botões de ouro num negro fato. A bola fluía pelos pés dos franceses, que não pareciam precisar de pensar o jogo. Do outro lado, era impensável utilizar os verbos fluir e pensar para definir o futebol (não) praticado.

Todavia, quiçá aproveitando uma eventual prepotência francesa, as águias começaram a ter mais espaço para atacar na reta final da primeira parte, período do jogo em que, pela primeira vez, incomodaram Anthony Lopes. Foi com dificuldade, mas com eficácia, que o guardião português travou o remate de circunstância de Chiquinho. Deu para a estatística.

Bruno Lage somou a terceira derrota em quatro jogos na Liga dos Campeões, mas é difícil dizer se é culpado ou vítima do insucesso europeu encarnado
Fonte: SL Benfica

Para a segunda parte, Bruno Lage lançou Seferovic para o jogo. Gedson foi o preterido, tendo Chiquinho ocupado o seu lugar na direita. Seferovic e Vinícius foi a dupla de ataque que iniciou o segundo tempo em Lyon. A intenção foi boa, mas os dez primeiros minutos da segunda parte foram tão sofríveis como os 45 da primeira.

No decorrer do minuto 56, Seferovic, descaído para a direita e a 22/23 metros, deu trabalho a Anthony Lopes pela primeira vez no segundo tempo. O português defendeu para canto e sacudiu o perigo e a iniciativa encarnada. Para longe, como comprovaram os minutos seguintes.

O jogo, nos vinte minutos seguintes, não teve dono. Também não teve graça. Pouca cabeça, não muito mais coração. Ataques pouco dignos do nome. Até que… Pizzi e Seferovic, que haviam despido o fato de treino há menos de meia-hora, vestiram o fato de gala e, com classe, fizeram uma assistência extraordinária, o primeiro, e um remate certeiro, o segundo. Aos 76 minutos, o Benfica reduz a desvantagem e o jogo, até aí, mortiço, ganha vida.

Bola cá, bola lá, bola cá, bola lá dentro. Oitenta e oito minutos e Traoré, com uma boa finalização em arco de pé esquerdo, faz o terceiro do Lyon e coloca uma cruz sobre o jogo e uma lápide no jazigo do Benfica na Liga dos Campeões. O Benfica soma mais uma derrota por 3-1 em reduto alheio na presente fase de grupos da liga milionária e permanece no último lugar do grupo G, com três pontos. Já o Lyon segura o segundo lugar, com sete pontos, a dois do líder RB Leipzig e com três de vantagem sobre o FK Zenit.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Olympique Lyonnais: Anthony Lopes Léo Dubois, Andersen, Denayer, Koné; Thiago Mendes, Lucas Tousart, Aouar (Marcelo, 90´), Reine-Adélaide (Traoré, 73´); Depay (Cornet, 45´), Dembélé.

SL Benfica: Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro (Jardel, 12´), Grimaldo; Florentino, Gabriel, Gedson (Seferovic, 45´), Cervi (Pizzi, 73´); Chiquinho, Vinícius.