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Prioridades invertidas no terceiro dia do Pro Portugal

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Depois de no sábado não ter havido competição, o terceiro dia do Pro Portugal arrancou este domingo e não podíamos ter começado da melhor maneira, considerando a prestação das mulheres nos heats iniciais. Uma manhã pouco surpreendente, com a passagem das atletas favoritas para os quartos de final da competição. Na parte da tarde, as mulheres cederam as ondas de Peniche aos homens para o Round of 16 masculino, que ficou marcado pela eliminação do atual líder do circuito mundial, Gabriel Medina, com muita polémica à mistura.

UMA MANHÃ SEM SURPRESAS NOS HEATS FEMININOS

A manhã iniciou-se com o duelo entre Caroline Marks e Bronte Macaulay. A australiana Bronte Macaulay até começou bem melhor e esteve na liderança do heat, mas na sexta onda a norte americana arrumou a questão da passagem à próxima fase. Caroline Marks venceu com um combinado de 12.67 (5.00 e 7.67) a australiana Bronte Macaulay, que acabou com 9.83 (6.00 e 3.83).

No Heat 2, defrontaram-se as australianas Stephanie Gilmore e Macy Callaghan. Os 30 minutos de bateria foram bastante equilibrados, porém, Stephanie Gilmore quem acabou por vencer o heat. A número seis do ranking mundial não vacilou e conseguiu um combinado de 13.07 (6.07 e 7.00) contra o combinado de 12.13 (6.23 e 5.90) da 13.º classificada.

No heat seguinte, houve novo duelo australiano nas águas penicheiras, todavia, este não foi tão equilibrado como o anterior. Sally Fitzgibbons, a número três do ranking, ainda esteve a perder, mas as duas ondas de 6.10 e 6.57 (12.67 no total) foram suficientes para passar com distinção o seu heat. A australiana venceu a sua compatriota Keely Andrew, que não foi além de um 9.50 (4.83 e 4.67).

No heat 4, a brasileira Tatiana Weston-Webb não deu grandes hipóteses à havaiana Coco Ho. Tatiana Weston-Webb conseguiu um total de 14.67 com duas ondas de 6.50 e 8.17 e a havaiana, que esteve a vencer até à quinta onda, acabou por perder após a realização da sexta que a brasileira realizou. Coco Ho fez um combinado de 10.60 (5.67 e 4.93) e ficou pela Round of 16. A brasileira conseguiu assim alcançar uma vaga para os Jogos Olímpicos de 2020, que se vão realizar em Tóquio!

Carissa Moore, no heat 5, mostrou o porquê de ser a melhor posicionada no ranking e voltou a passar para os quartos de final, mostrando querer revalidar o título conquistado o ano passado. A havaiana conseguiu um total de 13.20 com as suas duas melhores ondas que tiveram uma classificação de 6.33 e 6.87 e acabou por vencer Paige Hareb, que fez um total de 11.00 (4.93 e 6.07).

No sexto heat feminino do dia, a francesa Johanne Defay defrontou a costa-riquenha Brisa Hennessy. Este duelo começou com scores baixos, mas, à medida que as atletas começaram a aquecer as pontuações aumentaram. Contudo, quem levou a melhor neste frente a frente foi a surfista francesa, que fez um total de 10.66 (3.83 e 6.83), enquanto que Brisa Hennessy fez 9.54 (4.57 e 4.97).

No penúltimo heat do dia para as atletas femininas, foi a vez de Lakey Peterson defrontar a brasileira Silvana Lima. A surfista norte-americana entrou forte no heat com pontuações a cima dos quatro, deixando a brasileira com pouca margem de manobra. A número dois do ranking mundial fez um total de 13.43 (6.10 e 7.33) e venceu Silvana Lima, que fez apenas 8.54 (3.17 e 5.37).

No Heat 8, e último do dia para o feminino, tivemos um resultado inesperado visto que nas outras baterias tinham passado “as favoritas”. Embora, a australiana Nikki Van Dijk, número 11 do ranking mundial, tenha estado a perder durante maior parte do tempo para a quinta classificada do ranking, Courtney Conlogue, com um final de bateria forte acabou por conseguir uma nota de 6.40 e eliminar uma das candidatas ao título. A vitória foi por “uma unha negra”, pois a norte-americana fez 12.34 (4.67 e 7.67) e a australiana 12.40 (6.00 e 6.40).

SC Beira-Mar 2-2 CS Marítimo (3-2) após g.p.: Histórico Beira-Mar diz “presente” frente ao Marítimo

Domingo de sol e frio no Estádio Municipal de Aveiro para receber o embate entre SC Beira-Mar e CS Marítimo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. O SC Beira-Mar iria tentar surpreender o CS Marítimo, sublinhando as dificuldades que as equipas do primeiro escalão do futebol português tiveram para ultrapassar equipas de escalões inferiores. Já o CS Marítimo tentaria contrariar os resultados menos positivos dos últimos tempos com uma vitória frente ao histórico aveirense, em Aveiro.

Os minutos inciais da partida fizeram sobressair dificuldades da equipa madeirense em penetrar a defensiva do SC Beira-Mar. Os jogadores aveirenses começaram o jogo focados e ocupando bem os espaços que o CS Marítimo tentava utilizar para criar ocasiões de perigo.

O primeiro golo da partida suge ao minuto 16’ por intermédio de João Nogueira que aproveita, da melhor forma, uma bola aliviada por um defesa madeirense e cabeceia ao ângulo da baliza. O guardião Amir ficou sem hipóteses de defesa com este cabeceamento colocado.

Com o marcador inaugurado, continuou-se a ver a equipa da Madeira com dificuldades em construir jogadas de ataque e a equipa da casa com uma qualidade defensiva e na troca do passe que parecia até surpreender alguns dos jogadores do CS Marítimo. Os aurinegros utiliziram estes argumentos a seu favor para impor o ritmo do jogo, conseguindo colocar dificuldades ao CS Marítimo no momento defensivo e no ofensivo.

À passagem do minuto 40’ eis que a formação orientada por Nuno Manta Santos dá o primeiro sinal de verdadeiro perigo por intermédio de Getterson que, só com o guardião do SC Beira-Mar pela frente, pica a bola, levando-a a embater no travessão da baliza.

Mesmo antes do apito para o intervalo, houve ainda tempo para mais uma chance de golo para a quipa madeirense. Outra vez Getterson isolado, mas desta vez envia a bola rasteira para fora e passa, assim, o perigo para o SC Beira-Mar. As equipas recolheram, em seguida, aos balneários como SC Beira-Mar em vantagem por uma bola a zero, numa partida bem gerida pela equipa aveirense.

A calma e oganização da primeira parte prolongaram-se na segunda parte. O SC Beira-Mar continuou a ocupar bem os espaços e a acompanhar bem as desmarcações dos elementos madeirenses. O CS Marítimo procurou, no entanto ter mais bola e variar mais os flancos e estilos de jogo para conseguir criar perigo à equipa da casa.

Confirmando a boa exibição e forma de abordar este jogo, foi o SC Beira-Mar que conseguiu criar o primeiro lance de perigo da segunda metade da partida. Bola parada convertida por Fábio Vieira e o central Edgar Almeida a cabecear com perigo, mas para fora da baliza de Amir.

O golo do empate surgiu ao minuto 70’ por intermédio de Getterson após um bom cruzamento de Ruben a partir da esquerda do ataque madeirense. A jogada nasce depois de várias alívios da defensiva aveirense menos bem conseguidos e que ofereceram a bola à equipa adversária.

Fonte: CS Marítimo

Com a igualdade reestabelecida no marcador os aveirenses não tiveram problemas de assumir a procura da vitória. Foi, no entanto, o Marítimo que conseguiu chegar com mais perigo nestes últimos minutos à baliza contrária e ao minuto 80’ podia até ter chegado à vantagem não fosse Getterson desperdiçar outra boa oportunidade.

Cheirava a reviravolta e acabaria por acontecer mesmo. Bom cruzamento de Edgar Costa a encontrar René ao segundo poste que cabeceou quase sem ângulo para o fundo das redes da baliza de Hugo Carvalheira.

No último lance antes do apito final chegou o golo do empate da equipa de Ricardo Sousa. Boa jogada de insistência do conjunto aveirense e Cissé a corresponder da melhor forma a um cruzamento tenso de Edgar Almeida.

A partida acabaria por seguir mesmo para prolongamento após um empate a duas bolas no tempo regulamentar. No prolongamento o jogo manteve-se dividido com ambas as equipas a falharem no momento ofensivo, mas a serem consistentes no momento defensivo.

O prolongamento não foi, no entanto suficiente para alterar o empate registado no marcador e os penáltis assumiram-se como fator decisivo. A lotaria acabou por sair à equipa de Aveiro que afasta, desta forma, mais um clube da primeira liga da Taça de Portugal. Com este resultado, o Beira-Mar não poderia ter desejado um melhor regresso às provas rainhas e deixa boas impressões para os jogos que se avizinham.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CS Marítimo: Amir, Nanu, Zainadine, Grolli (Vukovic 90’+16’), Rúben, René, Bambuen (Nequecaur 62’), Edgar, Correa, Maeada (Rodrigo Pinho 70’), Getterson

SC Beira-Mar: Hugo Carvalheira (Miotti 120’)s, João Nogueira (Adson 72’), Isaac (Boateng 55’), Edgar, Rodolfo, Rui Sampaio, Fábio Vieira, Yanick Semedo, Diego Raposo (Cisse 65’), Pedro Aparício, Cícero

Varzim SC 1-0 Estoril Praia SAD: Varzim vinga-se na Taça

A chuva deu tréguas para a festa da taça na Póvoa de Varzim. Antes do início do jogo,  assistimos à merecida homenagem a Rui Jordão, que faleceu esta semana. Feito o minuto de silêncio, a bola começa a rolar.

Cerca de um mês e meio depois de se terem defrontado para o campeonato – aqui, a vitória caiu para o lado do Estoril Praia SAD – as duas equipas voltaram a enfrentar-se, mas desta vez para a Taça de Portugal.

O Estoril entra a pressionar alto para obrigar o Varzim SC a errar, o que originou algumas recuperações de bola à saída da grande área da equipa da casa. Contudo, são os Lobos do Mar a conquistar o primeiro canto do jogo aos cinco minutos, que, após grande confusão, dá azo a uma recuperação do Estoril e a uma saída em contra ataque da equipa comandada por Tiago Fernandes, que não consegue aproveitar para inaugurar o marcador.

O Varzim consegue mostrar-se aos adeptos – sempre muito interventivos durante o jogo, diga-se – aos sete minutos, com George a desperdiçar um grande cruzamento que tinha selo de golo. O jogo caminha para a meia hora sem que, no entanto, surjam grandes oportunidades, com a partida a viver muito de disputas a meio campo.

O momento do jogo até então dá-se pouco depois. Após um choque aéreo, Kady Borges caiu desamparado e vivem-se momentos de aflição no estádio do Varzim. O jogador ficou muito mal-tratado e acabou por sair de maca e de colar cervical diretamente para o hospital, sendo substituído por Juninho.

Leonardo Ruiz marcou o golo da vitória
Fonte: Varzim Sport Club

No regresso do intervalo, viu-se um Estoril com mais entrega e à procura do golo, mas sem no entanto conseguir converter o caudal ofensivo que estava a criar. Depois de aos 48 minutos de jogo ter desperdiçado um grande cruzamento que pedia um encosto para dentro da baliza, três minutos depois os visitantes têm uma nova perdida incrível: grande remate à malha lateral da baliza do regressado à equipa Duarte Valente, que ainda dá ilusão de golo.

Mas o jogo não se mede pela posse de bola e pelas oportunidade criadas e o Varzim sabe bem disso. A equipa comandada por Paulo Alves ainda não se tinha conseguido impor depois de regressar do balneário, mas perto dos 70 minutos de jogo conquista um penálti que é convertido por Leonardo Ruiz como mandam as regras: guarda-redes para um lado, bola para o outro.

O jogo ficou aqui decidido com o golo do Varzim. O resto da partida foi dominada pelo Estoril que tentava correr atrás do prejuízo, mas sem grande sucesso. No meio deste aperto estorilista, os poveiros dispuseram ainda de um perigoso contra-ataque que, por pouco, não deu o 2-0.

Os canarinhos apenas conseguiram assustar a equipa da casa em lances de bola parada, nomeadamente com dois livres mesmo à entrada da área já na compensação. No primeiro, Firmino mandou por cima da barra e no segundo Daniel Bragança, jogador da Segunda Liga do mês de setembro, mandou uma bomba que Ismael defendeu como pôde. Tiago Fernandes, treinador do Estoril, acabou mesmo por ser expulso por protestos no seguimento do livre.

O Estoril falhou assim o empate ao cair do pano que lhe permitia levar o jogo para prolongamento. O Varzim agradeceu e seguiu em frente para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Varzim SC – Ismael Lekbab; Hugo Gomes; Leonardo Ruiz (Stanley (89’); Lumeka; Tiago Cerveira; Rui Moreira (Nduwarugira (80’); George Ofusu (Filipe 62’); Minhoca; Luís Pedro; João Amorim; Pedro Ferreira

Estoril Praia SAD – António Filipe; Hugo Firmino; Lucas Áfrico; Marcos Valente; Rúben Belima; Neco Tembeng; Duarte Valente (Roberto 72’); Rafael Barbosa; Miguel Crespo (Daniel Bragança 59’); Kady Borges (Juninho 40’) ; Nicolas Careca

Manchester United FC 1-1 Liverpool FC: Lallana salva reds em Old Trafford

O Manchester United pôs fim ao ciclo de oito vitórias consecutivas do Liverpool esta época, empatando esta tarde com o atual líder da Premier League. Rashford inaugurou o marcador em Old Trafford e o Liverpool, apesar de ter controlado o jogo quase desde o início, apenas empatou a cinco minutos do fim, por Lallana.

Os red devils apresentaram-se num 3-4-3, que passava a 5-4-1 no momento defensivo, ao passo que o Liverpool manteve o seu clássico 4-3-3 explorando a rapidez e mobilidade dos três homens da frente. A equipa da casa vinha a atravessar um momento muito complicado da época, enquanto o Liverpool procurava a nona vitória consecutiva no campeonato.

Após alguns minutos de incerteza, o Liverpool assentou o seu jogo e foi controlando os ritmos. Os reds, hoje de preto e branco, pressionavam alto, logo na primeira fase de construção do United, o que acabou por empurrar os centrais da equipa da casa cada vez mais para trás. Com esta movimentação, o United cavou um fosso entre setores, o que acabou por tornar mais fácil o controlo por parte do Liverpool e a chegada em posse à área adversária.

A equipa de Solskjaer apostou no contra-ataque e na profundidade dos homens do ataque, em especial de Rashford, estratégia que acabou por resultar aos 36’ quando James acelerou pela direita e centrou com conta, peso e medida para Rashford inaugurar o marcador. Muito eficaz a equipa da cidade de Manchester, num lance que ainda assim deixou muitos protestos devido a uma falta clara de Lindelof sobre Origi no início da jogada.

Rashford inaugurou o marcador em Old Trafford
Fonte: Premier League

Até ao final do primeiro tempo, o Liverpool lançou-se ainda mais para o ataque e viu um golo de Mané ser bem anulado por mão do senegalês. Ao intervalo, o Liverpool tinha mais posse de bola e o mesmo número de remates do que o Manchester United, mas a equipa da casa estava na frente graças ao seu maior pragmatismo.

Na segunda parte o Liverpool controlou ainda mais a posse de bola, chegando a valores acima dos 70%, mas os reds apresentaram muitas dificuldades em furar o muro defensivo do Manchester United. A equipa de Solskjaer estava confortável com o bloco baixo e continuou a ser perigosa no contra-ataque, colocando a defensiva visitante em sentido por várias vezes.

Jurgen Klopp mexeu na equipa e fez entrar primeiro Chamberlain e depois Lallana, alterações que vieram a revelar-se muito importantes no decorrer do jogo. Origi esteve desinspirado esta tarde e Chamberlain trouxe mais músculo e critério ao Liverpool, ao passo que Lallana trouxe profundidade ao ataque e baralhou as marcações dos red devils. E acabou mesmo por ser Lallana a marcar para os visitantes, a cinco minutos dos noventa, ao encostar solto ao segundo poste após centro de Robertson, num lance em que a defesa do United ficou estática.

Já nos descontos, Chamberlain tentou a reviravolta com um remate de meia distância mas o disparo do médio saiu a centímetros do poste. Num jogo em que era favorito, o Liverpool não confirmou a vitória muito por mérito da estratégia de Solskjaer para este jogo. O técnico norueguês só não foi mais feliz esta tarde devido a uma desconcentração fatal da sua defesa, salvando-se assim o Liverpool da primeira derrota no campeonato. Os reds continuam destacados na liderança mas veem o Manchester City aproximar-se, enquanto o United continua afundado na segunda metade da tabela.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United FC: de Gea, Lindelof, Maguire, Rojo, Fred, Ashley Young, Wan-Bissaka, McTominay, Rashford (Martial, 84’), Andreas Pereira (Williams, 90’) e Daniel James.

Liverpool FC: Alisson, Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk, Robertson, Fabinho, Wijnaldum (Keita, 82’), Henderson (Lallana, 71’), Origi (Chamberlain, 60’), Sadio Mané e Firmino.

Demolidora

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A equipa de futebol feminino do Benfica tem protagonizado um início de época digno de registo. As “águias” começaram por derrotar o Sporting Clube de Braga, atual campeão nacional, por 1-0, na Supertaça e apresenta um registo totalmente vitorioso na Liga BPI, a principal divisão de futebol feminino nacional, com um pleno de quatro vitórias em quatro jogos, somando 41 golos marcados e zero golos sofridos.

A mais recente vítima da equipa comandada por Luís Andrade foi o eterno rival, Sporting, que perdeu por 3-0, em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato nacional. O dérbi teve uma assistência de 12,812 adeptos, número recorde de espetadores num jogo oficial de futebol feminino em Portugal.

As águias apresentam-se como uma das principais candidatas ao título de campeãs nacionais
Fonte: SL Benfica

Demolidora. Talvez seja a palavra que melhor descreve a equipa de futebol feminino do Benfica. Se na época transata as encarnadas “passearam” pelo segundo escalão do futebol nacional, este ano o cenário parece ser similar. As jogadoras apresentam uma qualidade técnico-tática amplamente superior à maioria das adversárias, justificando assim as sucessivas goleadas da equipa da Luz. Denotar que o Benfica acabou a época passada com um registo de 452 golos marcados e seis golos sofridos, números que demonstram clara superioridade face aos restantes adversários.

No meio da supremacia vermelho e branca, há que destacar uma jogadora em particular: Darlene. De fino recorte técnico e de uma capacidade de finalização assombrosa, a ponta de lança canarinha é a figura de destaque nas “águias”. Em duas épocas de Benfica, Darlene soma 119 golos, tornando-se numa peça fulcral no futebol praticado pelas encarnadas.

Darlene já assinou 119 golos de Águia ao peito
Fonte: SL Benfica

A equipa de futebol feminino do Sport Lisboa e Benfica tem vindo a assumir-se como uma das equipas mais fortes no panorama desportivo nacional. Com a sua criação, em 2018, as “águias” vieram acrescentar competitividade e qualidade ao “desporto-rei” feminino nacional, tornando a luta pelo título de campeãs nacionais mais intensa e aguerrida.

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os malefícios da crítica gratuita

Num ano que ficou marcado por grandes mudanças na sua estrutura, o CD Tondela tem realizado um início de época positivo. Actualmente, o emblema beirão ocupa a quinta posição na tabela classificativa com 12 pontos conquistados em oito jogos (mais um que a maioria dos restantes adversários). Mas para explicar melhor a surpresa particular deste Tondela, preciso de contar a história recente do clube desde o início.

Tudo começou quando em Novembro de 2018, seria anunciada a venda de 80% do capital da SAD ao Hope Group, uma holding que pertence ao grupo chinês Desports, proprietário do Granada, que tem feito sensação no início da Liga Espanhola. A SAD do CD Tondela passaria então a ser gerida pelo espanhol David Belenguer, antigo jogador que representou clubes como o Getafe, Real Bétis e Celta de Vigo.

Após o termo da última temporada, seriam anunciadas mudanças na estrutura do futebol. Luís Agostinho foi anunciado como o novo director desportivo do CD Tondela, enquanto o novo treinador seria o espanhol Natxo González. Aqui é que foram elas!

Na verdade, observando bem os factos, o historial recente não jogava a favor do treinador de 52 anos, visto que os treinadores espanhóis que passaram pelo futebol português nos últimos anos fracassaram clamorosamente: Quique Flores no SL Benfica, Julen Lopetegui no FC Porto, Julio Velázquez no Belenenses SAD e Pedro Carmona no GD Estoril-Praia.

Pepelu tem sido uma das revelações da equipa beirã
Fonte: CD Tondela

No entanto, os adeptos mais cépticos, que não mostravam qualquer conhecimento sobre o trabalho do técnico espanhol, mostraram-se com opiniões bem vincadas acerca do mesmo, sendo frequentes frases do tipo: “Vai ser o primeiro treinador a ser despedido!” ou “Não vai durar mais de cinco jogos!”.

A verdade, é que o treinador de 52 anos, apesar de um arranque tremido, tem mostrado os créditos que mostrou na segunda e na terceira divisão espanhola, calando aos poucos os apologistas da crítica gratuita. Desde que o CD Tondela se estreou na Primeira Liga, esta é a temporada em que o emblema beirão conquistou mais pontos em oito jornadas: tinha cinco pontos em 15/16 e seis pontos nas três épocas seguintes.

Para além disso, nestas épocas anteriores, o CD Tondela não conseguiu melhor que um 14º lugar à oitava jornada, enquanto nesta temporada ocupa actualmente a quinta posição (embora com um jogo a mais). E este feito é ainda mais assinalável, quando verificamos que o emblema beirão é dos clubes da Primeira Liga que mais jogadores titulares perdeu no último mercado.

Mas como diz o ditado, a procissão ainda vai no adro. Ainda há um longo caminho a percorrer (segue-se uma recepção ao SL Benfica na próxima jornada) e muita coisa pode mudar. Mas este feito já ninguém o tira e mostra que é muito perigoso tirar juízos de valor sem ter conhecimentos. Veremos o que irá acontecer nos próximos capítulos.

Foto de Capa: CD Tondela

artigo revisto por: Ana Ferreira

700 golos: A marca histórica de Ronaldo

700 golos é uma marca na carreira que poucos se podem orgulhar de alcançar. Uma marca histórica que só está ao alcance dos melhores da história do futebol, e essa, inevitavelmente, está ligada a Cristiano Ronaldo. Apesar do jogo do golo 700 não ficar para a história (recordo que a Seleção Nacional perdeu por 2-1 contra a seleção da Ucrânia), Ronaldo apontou da marca de penálti, o seu golo 700 da carreira. Uma carreira recheada de golos, de recordes e títulos.

Aos 34 anos, Cristiano já é o melhor jogador da história do futebol português e caminha para ser um dos melhores de sempre do futebol mundial. É verdade, não tem, o talento natural de Leonel Messi, mas com trabalho e muita perseverança chegou onde poucos conseguiram chegar. Sete centenas de golos que foram repartidos por Sporting CP (5), Manchester United FC (292), Real Madrid CF (450), Juventus FC (51), enquanto que os restantes 95 foram com a camisola das “quinas” ao peito.

Ao viajar-se pela história de golos de CR7 há golos mais especiais que outros. Como tal, vou começar pela estreia a marcar como profissional sénior. Como se costuma dizer, a primeira vez nunca se esquece, e a primeira vez de Cristiano Ronaldo a marcar foi contra o Moreirense FC, e logo com um bis. Desde aí já houve golos para todos os gostos: de cabeça, pé esquerdo, pé direito, livre ou de pontapé de bicicleta.

Ao pensar na carreira de Cristiano, inevitavelmente, vêm nos à cabeça os golos nos dérbis no Santiago de Bernabéu frente ao Atlético de Madrid ou FC Barcelona.  As noites na Liga dos Campeões onde Cristiano Ronaldo brilhou jogo após jogo, ou ainda os tempos de glória do Manchester United onde Cristiano conquistou a sua primeira Liga dos Campeões.

O Real Madrid foi o clube onde Ronalgo marcou mais golos (450)
Fonte: Real Madrid CF

Enquanto adepta, se tivesse que escolher um só golo, escolhia o pontapé de bicicleta apontado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões de 2017 frente à Juventus. Contudo, não nos podemos esquecer daquele golo de cabeça frente ao Pais de Gales, no Europeu de 2016; ou do golo de livre no Mundial de 2018 frente à Espanha.

Pela seleção nacional vem-me também à memória aquele épico hat-trick frente à Suécia de Zlatan Ibrahimović. Estávamos em 2014 e Portugal precisava de vencer para estar no Mundial do Brasil. Recordo que estivemos a perder por duas vezes, mas “Pai Cris”, nome pelo qual vários jornalistas o apelidaram naquele dia, resolveu a eliminatória e colocou Portugal no Mundial 2014.

A história de Cristiano Ronaldo confunde-se com golos. Desde sempre que foi um finalizador, mas foi ao serviço do Real Madrid que aperfeiçoou a arte: apontou 450 golos em 438 jogos e marcou uma era no clube madrileno.

Apesar deste número redondo, e dos diversos recordes que bateu, certamente que Cristiano já está a pensar no próximo: superar Ali Daei, melhor marcador de sempre das seleções. O jogador iraniano apontou 109 golos pelo Irão, CR7 tem atualmente 95, não tenho dúvidas que o vai fazer e quiçá estabelecer um recorde ainda maior.

Foto de Capa: FIFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tomás Esteves | Para quando uma oportunidade?

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Foi uma das sensações da equipa sub-19 do FC Porto que venceu a Youth League, a Liga dos Campeões para os escalões de formação, na época transata. O lateral direito deu nas vistas pela forma como progredia rapidamente no ataque e a entrega que dava quando era altura de defender. O conjunto de boas exibições em 2019 fez com que Sérgio Conceição chamasse o jovem português para fazer a pré-época junto da equipa principal.

As oportunidades na pré-temporada foram dadas e Tomás não desiludiu, mas o treinador do FC Porto achou que seria melhor se o defesa seguisse para a equipa B dos dragões para ganhar experiência como sénior, ao contrário de Fábio Silva, Romário Baró e Diogo Costa que continuaram na equipa principal. O único a conseguir um lugar “assegurado” foi mesmo Romário Baró, que soma já bastantes minutos em campo pela equipa portista. Rui Barros acolheu o jovem e foram necessários apenas quatro jogos para tecer vários elogios ao lateral-direito.

Tomás Esteves somou já seis jogos pelo FC Porto “B”
Fonte: FC Porto

Apesar dos elogios, Sérgio Conceição apenas chamou Tomás para o embate frente ao CD Santa Clara a contar para a Taça da Liga, mas este não saiu do banco de suplentes. Mesmo estando o FC Porto a jogar com um lateral adaptado, de seu nome Jesús Corona. A par de Tomás Esteves, Renzo Saravia e Wilson Manafá são os jogam de raiz no lado direito da defesa, mas nenhum destes conseguiu agradar a Sérgio Conceição e mesmo com três jogadores para a mesma posição o treinador dos azuis e brancos decidiu fazer uma adaptação.

Era expectável que o Tomás tivesse uma oportunidade ou estivesse no banco de suplentes no jogo frente ao SC Coimbrões, mas este nem sequer esteve na convocatória. Renzo Saravia e Wilson Manafá somaram minutos de jogo e também Fábio Silva teve mais uma oportunidade, acabando por agradecer à equipa técnica com um golo, o primeiro tento oficial pela equipa sénior do FC Porto.

Depois dos rumores de que o jovem recusara uma proposta do FC Barcelona, fala-se de que este poderá renovar, uma vez que a sua cláusula de rescisão é apenas de 10 milhões de euros. Tomás já atingiu recordes na seleção nacional, sendo o jogador mais jovem a disputar uma partida pelos sub-21 da seleção portuguesa.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Japão: O campeão Márquez volta a sorrir, com Oliveira perto do top 10!

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Depois da festa de Marc Márquez no circuito tailandês, o piloto espanhol voltou a fazer das suas e somou, em Motegi – Japão, a sua quarta vitória seguida esta temporada. E quebrou mais um recorde de outra lenda do mundial de motociclismo e da Honda, Mick Doohan.

Também Fabio Quartaro somou o título de melhor rookie da temporada, e o português Miguel Oliveira alcançou um sólido 12.º lugar, pontuando assim em solo japonês.

A volta inicial prometia, desde logo, um arranque fugaz de Márquez que não baixou o ritmo depois do campeonato conquistado. Por lá, também andava Fabio Quartararo, Morbidelli, Miller e Andrea Dovizioso.

Mas era Márquez quem aproveitava os erros dos seus concorrentes para fugir com a primeira posição e deixando a luta pelo pódio para Quartararo, Miller, Morbidelli e Dovizioso. O piloto italiano da Ducati foi paciente e esperou pelo melhor momento para conseguir atacar a última posição do pódio, já que Quartararo era dono e senhor da segunda posição.

Quartararo leva o título de melhor estreante de 2019
Fonte: MotoGP

Algures mais atrás, estava Miguel Oliveira a travar uma luta intensa com Andrea Iannonne e Nakagami, e onde o piloto de Almada levaria a melhor e chegaria aos pontos. A queda do italiano Iannonne veio ajudar ainda mais o português na luta e conquista de um lugar que lhe garantisse alguns pontos.

Na frente, Dovizioso era quinto, pressionado por Viñales, e não conseguia tirar partido do cone de aspiração do rival. Enquanto isso, Morbidelli era terceiro.

A apenas 13 voltas do final, o falcão de Almada era 14.º e cumpria o objetivo do fim-de-semana: chegar aos lugares dos pontos. À sua frente, estava Aleix Espargaró e a possibilidade de entrar no top 10 estava mais vez mais próxima.

Dovizioso conseguia alcançar a terceira posição, depois de Morbidelli ter acusado problemas com os pneus – relembro que a temperatura do asfalto diminuiu antes do início da prova e os pilotos foram obrigados a mudar a escolha de pneus. Também Viñales queria dar um ar da sua graça e intrometer-se nesta luta acesa pelo último lugar do pódio.

Já Márquez não baixava o ritmo e continuava a ser rei e senhor, seguido de Quartararo.  Enquanto Viñales era quarto e tentava, a todo o custo, roubar o terceiro posto ao italiano da Ducati que parecia determinado a manter a sua posição.

A quatro voltas do fim, Valentino Rossi era 11.º e acabou por sofrer uma queda e abandonar a corrida. A época continua a não estar fácil para Il Doctore e para a sua Yamaha.

Se a vitória estava entregue a Márquez, Quartararo consolidava o segundo posto, a luta pelo último lugar do pódio continuava acessa entre Dovizioso e Viñales. Mas o italiano não cedeu aos ataques do rival e selou o pódio deste Grande Prémio do Japão.

Miguel Oliveira conseguiu um dos melhores resultados da temporada
Fonte: KTM Tech3

Já Márquez, continua a mostrar que está aqui para quebrar todos os recordes e para continuar a conquistar os lugares mais altos do mundial de motociclismo. Estará Rossi pronto para a reforma? Há quem diga que sim.

O português Miguel Oliveira conseguiu um sólido 12.º e assegurou uma das melhores classificações da época.

Classificação final do Grande Prémio do Japão
Fonte: MotoGP

Os 5 melhores talentos dos sub-23 leoninos

A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal está a fazer um arranque de temporada digno de registo, somando dez vitórias em onze jogos disputados. Sendo ainda os leões o melhor ataque com 34 golos e uma das defesas menos batidas, com dez golos sofridos. Esta sequência vitoriosa vale à equipa verde e branca a liderança isolada, com quatro pontos de vantagem para o segundo classificado.