FC Porto e HC Motor Zaporozhye defrontaram-se, hoje, no Dragão Arena em jogo a contar para a 5.ª jornada do Grupo B, numa partida onde os ucranianos roubaram um empate em cima do apito final.
O Motor entrava nesta jornada em último lugar do grupo com quatro derrotas em quatro jogos realizados. Contudo, e como seria de esperar numa competição como a Liga dos Campeões, tinha aspirações de roubar pontos em Portugal, comprometendo assim o possível apuramento do Porto para a fase seguinte.
A partida começou com os dragões na frente. André Gomes abriu as hostilidades e rapidamente o Porto assumiu a liderança no marcador. Abriu assim um fosso de três golos que se foi mantendo até à marca dos vinte minutos, altura em que o lateral esquerdo Bielorusso Barys Pukhouski, que terminaria a partida como melhor marcador do encontro, fez o 13-11, iniciando assim a recuperação ucraniana.
Do 13-11 rapidamente se chegou ao empate a 15, depois de o central portista Miguel Martins ter recebido uma exclusão de dois minutos por falta sobre o Lituano Aidenas Malasinskas. Motivados pelo empate conseguido a 45 segundos do intervalo, a equipa visitante ia assim para o descanso extremamente galvanizada, algo que se manteve ao longo do segundo tempo.
Tal como o treinador portista, Magnus Andersson, referiu no final do encontro, os jogadores azuis-e-brancos pareciam “pesados” e lentos durante o jogo, algo visível particularmente no plano defensivo. Igor Soroka marcou pelo Motor logo a abrir a segunda parte, dando assim a vantagem aos ucranianos pela primeira vez na partida. E nos minutos que se seguiram o Porto parecia ser incapaz de recuperar a liderança, algo que aconteceu aos 37 minutos por intermédio de António Areia.
Num jogo de parada e resposta com os ataques a superiorizarem-se às defesas, os dois conjuntos iam trocando golos, com o Porto na frente mas sempre vigiado de perto pelo Motor, que voltou a conseguir o empate a quinze minutos do final da partida.
Nenhuma das equipas parecia ser capaz de descolar no marcador, até que aos 58 minutos António Areia fez o 34-33. Alfredo Quintana defendeu o remate de Zhukov e, a 56 segundos do fim, o pivot luso-cubano Alexis Borges marcou o 35-33, descansando assim os 1465 espectadores presentes no Dragão Arena.
Contudo, e como a partida só acaba depois de a buzina soar, o MC Motor não desistiu e foi à procura do empate. Pukhouski, com o seu 12.º golo, fez o 35-34 e relançou a emoção, mas tudo parecia terminado quando Diogo Branquinho recebeu um passe de Rui Silva e rematou totalmente isolado. No entanto, o ponta-esquerda português permitiu a defesa, e sem hesitar a equipa ucraniana lançou o contra-ataque, que terminou com o outro ponta-esquerda, Igor Soroka, a rematar certeiro frente a Alfredo Quintana, fazendo assim o 35-35 e arrancando um difícil empate em cima do apito final.
Os dragões sofrem assim um resultado algo surpreendente e complicam um pouco as suas contas no grupo B, encontrando-se agora em quinto lugar da classificação, mas com mais um jogo do que o sexto, o Veszprém.
EQUIPAS:
FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza, Yoan Balasquez (1), Miguel Martins (3), Djibril Mbengue, Angel Zulueta (2), Rui Silva (2), Daymaro Salina (2), Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges (6), Diogo Branquinho (3), Thomas Bauer, António Areia (7), André Gomes (8), Fábio Magalhães (1).
HC Motor Zaporozhye – Iurii Kubatko, Maxim Babichev (1), Aidenas Malasinskas (3), Barys Pukhouski (12), Zakhar Denysov (2), Artem Kozakevych (2), Vladyslav Dontsov (3), Dener Jaanimaa (1), Pavlo Gurkovsky, Stanislav Zhukov (2), Oleksandr Kasai, Mateusz Kus, Igor Sotoka (6), Gennadiy Komok, Victor Kireev (1).
Este sábado o SL Benfica recebeu no Pavilhão N.º 1 da Luz o atual bicampeão nacional, a UD Oliveirense, a contar para a terceira jornada do campeonato nacional de basquetebol. Os encarnados, comandados por Carlos Lisboa, vinham de duas vitórias no campeonato frente ao Barreirense e ao Vitória SC, e defrontavam agora a Oliveirense antes de receberem os holandeses do Leiden, para a FIBA Europe Cup.
A equipa de Oliveira de Azeméis vinha igualmente de duas vitórias para o campeonato, frente ao Maia Basket e à Ovarense. A equipa de Norberto Alves entrava nesta jornada com a liderança partilhada do campeonato em igualdade pontual com Benfica, Sporting, Porto e Illiabum.
O jogo teve um começo tremido, com turnovers abundantes de ambos os lados. Um bom primeiro período, a nível defensivo, permitiu ao Benfica abrir uma pequena vantagem no marcador, vantagem que manteria até ao final do período. Do lado da Oliveirense foi notável o fraco controlo que detinham da sua tabela defensiva, permitindo muitos ressaltos ofensivos à equipa de Carlos Lisboa, sobretudo ao ex-Oliveirense Eric Coleman.
Micah Downs, com sete pontos, e Marc-Eddy Norelia, com nove, foram os destaques do primeiro período. Os encarnados foram com vantagem no final do primeiro quarto por 18-14.
A Oliveirense começou mal o segundo período, cometeu vários erros de cariz defensivo que permitiram ao Benfica aumentar a vantagem para oito pontos. Numa altura em que a Oliveirense estava mal começava o “show” de Norelia. O poste haitiano foi mantendo a equipa de Oliveira de Azeméis no jogo. Muito forte nas penetrações ofensivas e no 1-contra-1 de costas para o cesto, terminou o período com 20 pontos, o número mais elevado da partida, ao intervalo.
No lado encarnado, a equipa ia perdendo ritmo ao longo do período, com um ataque muito lento e pouco dinâmico. Os encarnados foram para o intervalo em decrescendo. As duas equipas foram para o intervalo com vantagem de apenas três pontos (38-35).
O SL Benfica foi para o intervalo a vencer por 38-35 e tínhamos um jogo muito equilibrado Fonte: SL Benfica – Modalidades
No terceiro período o Benfica voltou a entrar forte, abrindo novamente uma vantagem de 8 pontos, e manteve a vantagem até aos últimos minutos do terceiro quarto. Uma série de turnovers e erros defensivos do Benfica permitiram a aproximação da Oliveirense. No último lance do período André Bessa, com um euro-step executado na perfeição, marcou em cima da buzina e deu à UD Oliveirense a primeira liderança desde o primeiro período.
Durante o terceiro período, Norelia continuou ao mais alto nível, tendo terminado o quarto com 28 pontos, com 67% de eficácia no lançamento, e oito ressaltos.
No quarto e último período, a Oliveirense voltou a repetir o hábito de entrar mal nos períodos, não tendo feito qualquer ponto nos primeiros três minutos. O jogo permaneceu muito equilibrado, até que Micah Downs (que estava a fazer um mau jogo ao nível do lançamento) marcou um triplo em suspensão, no último segundo de ataque, e deu cinco pontos de vantagem ao Benfica.
Os encarnados não deixariam escapar mais esta vantagem. O resto do período ficou marcado pela ineficácia nos lances livres da UD Oliveirense, ineficácia essa que contrastou com a extrema competência do SL Benfica nos lançamentos da marca de lance livre.
CINCOS INICIAS:
SL Benfica – Micah Downs, Toure Murry, Betinho Gomes, Arnett Hallman e Eric Coleman
UD Oliveirense – José Barbosa, João Balseiro, João Guerreiro, Shon Miller e Marc-Eddy Norelia
O Académico de Viseu FC recebeu e venceu o Real Massamá por 3-1, num jogo que foi de duas partes distintas, mas onde a vitória acaba por se ajustar aos viseenses.
A equipa da casa entrou forte e a querer marcar posição rapidamente, sendo que para causar “calafrios” ao Real utilizavam o jogo pelos flancos, com Luisinho e Jean Patric a serem duas “setas” nas laterais. As primeiras ocasiões dignas de registo surgiram, portanto, a favor dos viseenses, que dominaram por completo os primeiros dez minutos de jogo e chegaram ao golo inaugural precisamente em cima dessa marca.
Após uma boa jogada de construção pela esquerda, Lucas serviu Jean Patric que, naquilo que pareceu um cruzamento, acabou por beneficiar da ajuda do guardião do Massamá e viu a bola “beijar” as redes. Apesar de ter surgido numa fase ainda inicial da partida, o golo veio beneficiar aquela que estava a ser a melhor equipa.
O tento não veio diminuir a intensidade de jogo dos academistas, mas mesmo assim o Real tentou explorar potenciais situações de ataque e, por consequência, passou a beneficiar de maior tempo de posse de bola, embora a diferença não tenha sido significativa. No entanto, a equipa da zona de Lisboa também começou a expor-se mais no momento defensivo e foi precisamente na sequência de uma falha de Sandro Silva, defesa central da turma de Massamá, que o Académico chegou ao segundo golo. Carter recuperou a bola junto à entrada da área adversária, tocou para Fernando Ferreira e este, perante a saída de André Paulo, finalizou com classe, picando a bola por cima do guarda-redes.
Poucos minutos depois, numa altura em que a chuva deu tréguas, o Académico de Viseu não seguiu o exemplo e voltou a chegar ao golo, pouco antes da meia hora. Depois de uma excelente incursão pela direita do lateral Tiago Almeida, este tocou para Luisinho, que cruzou para área e viu a bola sobrar para Jean Patric. O extremo brasileiro não desperdiçou a oportunidade e bisou na partida, aumentando para três a vantagem dos viseenses.
Foi já perto dos 40 minutos que surgiu o primeiro esboço ofensivo do Real, através de uma iniciativa individual de Felipe Ryan. O médio ofensivo, que na época transata esteve ao serviço do Académico de Viseu, conduziu a bola desde o meio do terreno até perto da área academista, mas o remate saiu fraco e para defesa fácil de Ricardo Fernandes. Este foi um ato isolado em todo o primeiro tempo, estando a equipa de Massamá a demonstrar lacunas defensivas gritantes (sobretudo quando as bolas eram colocadas nas costas dos defensores) e uma falta de criatividade ofensiva preocupante.
Mesmo à beira do intervalo, mais uma oportunidade para o Académico: Tiago Almeida cruzou para Carter, André Paulo voltou a ficar mal no lance e a bola só não acabou dentro da baliza por felicidade da equipa do Real. Assim, o 3-0 manteve-se até ao apito do árbitro para o meio tempo, com os viseenses a dominarem por completo a equipa de Massamá.
O mau tempo afastou os espectadores do Estádio do Fontelo, onde o Académico protagonizou uma excelente primeira parte Fonte: Bola na Rede
Com o reatar da partida veio também um Real que aparentava uma mudança de atitude, para melhor. Nos primeiros cinco minutos dispuseram de duas boas oportunidades, numa altura em que a defesa do Académico parecia completamente adormecida e onde já não contava com o capitão Pica, que havia saído segundos após o início da segunda parte com queixas numa coxa. O Massamá dispôs ainda de uma outra boa oportunidade para reduzir, com um remate de Ruizinho a passar muito próximo do poste esquerdo da baliza de Ricardo Fernandes.
A partida esteve “adormecida” durantes largos minutos, mas aos 73’ parecia ter “reanimado”: após uma perda de bola de Zimbabwe na zona defensiva, Juan San Martin, acabado de entrar, ficou no um para um com Ricardo Fernandes e não desperdiçou a chance que lhe foi oferecida. A redução podia ainda ter sido maior, não tivesse Dida falhado a oportunidade que teve no minuto seguinte, mas o resultado acabou por ficar no 3-1, aos 75 minutos.
A equipa de Massamá atravessava um bom momento no jogo e estava balanceada para o ataque, construindo jogadas com qualidade e ameaçando um Académico que parecia nervoso. No entanto, as oportunidades não mais surgiram no Estádio do Fontelo, e o jogo terminou mesmo em 3-1, favorecendo a equipa da casa.
O Académico segue em frente na Taça de Portugal após uma exibição que convenceu na primeira parte, mas foi em modo descendente e podia ter comprometido o bom rendimento inicial.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Académico de Viseu – Ricardo Fernandes; Tiago Almeida; Pica (Steven, 49’); Mathaus; Lucas; Fernando Ferreira (João Oliveira, 66’); Latyr Fall; Zimbabwe; Jean Patric; Luisinho; Anthony Carter (Facundo, 84’).
Real SC – André Paulo; Sandro Silva; André Almeida; Ibraim Cassamá (Ballack, 46’); João Ventura (Tiago Morgado, 46’); Paulinho; Dinamite; Dida; Márcio Meira (Juan San Martin, 70’); Ruizinho; Felipe Ryan.
No final de tarde histórico de dia 19 de outubro, o primeiro dérbi feminino de sempre sorriu ao SL Benfica que venceu o Sporting CP por 3-0, graças ao instinto matador da capitã encarnada, que bisou e assim mantém a turma de Luís Andrade na liderança da Primeira Liga.
O Sporting começou o jogo com muitas dificuldades para sair a jogar. Várias foram as bolas perdidas e vários foram os lances sem finalidade protagonizados pelas leoas nos minutos iniciais da partida.
O SL Benfica estava claramente por cima do jogo. Conseguia recuperar bolas muito mais facilmente e, verdade seja dita, algumas individualidades iam pesando na partida. Cloe e Geyse mexeram bem com o jogo e criaram bastantes dificuldades à defesa sportinguista.
Aos oito minutos, Geyse recupera a bola depois de uma má saída de bola de Fontemanha. A número nove ainda rematou, mas a bola acabou por sair por cima. As oportunidades eram, tendencialmente, protagonizadas pela equipa encarnada, numa altura em que o Sporting não estava a conseguir dar resposta ao poderio ofensivo da equipa da casa.
Se, por um lado, as leoas estavam a ter muitas dificuldades na construção, por outro o Benfica ameaçava cada vez mais a baliza de Patrícia Morais. Aos 19 minutos, Cloe investe pelo flanco esquerdo, conseguindo passar por duas jogadoras do Sporting, mas, na hora “H” acaba por falhar no remate.
A superioridade imposta pela equipa de Luís Andrade era mais do que evidente e acabou mesmo por se materializar em golos aos 24 minutos da partida. Num momento de grande confusão dentro da área do Sporting após um ressalto, Nycole aproveita a desatenção das defesas leoninas e marca o primeiro da tarde para o SL Benfica.
Depois do golo, o Benfica continuou a pressionar bastante. Aos 29 minutos, Geyse concretiza mais um excelente trabalho individual, mas acaba por rematar ao lado. Três minutos, é a vez de Darlene ameaçar. Acabou por ser falso alarme, mas estava claramente a evidência de uma supremacia imposta pela equipa da casa dentro das quatro linhas até ao final do primeiro tempo.
Os festejos da equipa encarnada após o primeiro golo da autoria de Nycole Fonte: Bola na Rede
O início do segundo tempo trouxe um Sporting com uma outra face, a querer ter mais bola e a partir para cima do adversário, e dispôs de uma boa ocasião para marcar no reatamento da partida, por intermédio de Hannah Wilkinson, contudo o seu cabeceamento saiu torto.
Aos 54′, a turma de Luís Andrade sofreu um rude golpe: num lance entre a guardiã Daniele Neuhaus e a extremo Hannah Wilkinson, as duas atletas chocaram uma com outra e a número 1 encarnada saiu maltratada do choque, o que acabou por resultar na substituição forçada por Dida que, assim, fez a sua estreia na Primeira Liga.
A lesão podia ter baixado o ânimo das “águias”, mas não foi o que se verificou, já que o Benfica voltou a estar por cima da partida e ia tentando dilatar a vantagem no marcador como por exemplo o remates de Geyse aos 60′ – cortado imperialmente por Nevena – e a tentativa de chapéu de Darlene aos 65′ que saiu longe da baliza de Patrícia Morais.
Patrícia Morais foi obrigada a “ir ao tapete” para manter a desvantagem mínima, aos 73′, após remate de Geyse que aproveitou um desentendimento entre Rita Fontemanha e Joana Marchão para disparar à baliza. A extremo carioca estava a ser uma grande “dor de cabeça” para a defensiva verde e branca, que, aos 77′, acabou por travá-la com recurso a uma falta dentro de área que resultou numa grande penalidade a favor do conjunto da casa. Darlene não vacilou e fez o 2-0 no marcador.
A vantagem confortável no marcador sentenciou praticamente a partida, que caiu num ritmo lento até perto dos 90+3′, onde houve mais uma explosão de alegria para os adeptos benfiquistas: Darlene, bem isolada por Andreia Faria e apenas com Patrícia Morais pela frente, teve apenas de picar a redondinha por cima da guarda-redes leonina para estabelecer o 3-0, que não mudou até ao apito final da árbitra.
Com este triunfo, o SL Benfica mantém-se no topo da Primeira Liga, com 12 pontos e ainda sem qualquer golo sofrido. Já o Sporting CP sofre a primeira derrota no campeonato e tem agora menos três pontos face ao eterno rival.
Na semana passada, a Fórmula 1 esteve no Japão e foi afetada pela passagem de um tufão. No MotoGP a história foi diferente. Apesar de muita chuva, não houve sessões canceladas.
Na linha da frente está Marc Márquez. O espanhol faz a sua primeira pole position neste circuito, com um tempo de 1:45.763s. A completar a primeira linha da grelha de partida estão as Yamaha da Petronas. Franco Morbidelli ficou na frente de Fabio Quartararo. Maverick Vinales fez o quarto tempo mais rápido, enquanto que, Cal Crutchlow ficou na quinta posição.
Assim, o duelo Honda VS Yamaha parece estar mais equilibrado, mas a balança é tendenciosa e está claramente a pender para Marc Márquez.
Impressionante continua a ser a equipa da Petronas, a levar os seus pilotos a serem dos mais rápidos da qualificação e a lutarem pelas vitórias nos Grandes Prémios.
Fonte: Petronas SRT
Na Ducati, o melhor foi Jack Miller, na sexta posição, ficando na frente de ambas as motos oficiais do construtor italiano, com Andrea Dovizioso a bater novamente Danilo Petrucci.
Na Suzuki, destaque para a presença do wildcard Sylvan Guintoli. O antigo campeão do WSBK esteve a testar o pacote para 2020 da Suzuki. Quanto aos regulares, Alex Rins e Joan Mir, saem de 11º e 12º respetivamente, esperando-se muitas dificuldades para as motos da marca japonesa.
Infelizmente, a chuva não trouxe bons presságios às cores portuguesas. Miguel Oliveira teve uma queda violenta numa das sessões de treinos livres, na pista de Twin Ring Motegi. Apesar disso, o português continuou e consegui qualificar-se na 16º posição para a corrida de domingo.
Quem está cansado do João? E do outro João? E ainda do outro? Coloquem todos o dedo no ar. Ena, tantos! Afinal, a nossa visita à Ucrânia só veio confirmar o que a maioria de nós parecia temer: o João não joga nada na selecção.
Se falo daquele João dos 128 milhões? Falo, sim! Mas também daquele João que agora joga na Rússia e do outro que já devia estar era dedicado somente ao futebol inglês. Mas vamos por partes…
O João Moutinho parece-me que com a idade está a ficar ainda mais pequeno. Ele nunca foi assim muito grande, mas houve uma fase em que parecia que até enchia o campo. Mas agora, de há uns anos para cá… Pergunto-me o que raio faz ele na selecção, e mais, como pode ser titular em jogos deste nível como o da última segunda-feira.
Confesso que bati palmas quando me pareceu que ele era mais um dos que havia ‘abandonado’ a selecção na dita ‘renovação’ do mister. Mas lentamente (à velocidade que tem jogado), lá foi voltando às convocatórias, ao banco e paulatinamente a entrar e agora, imagine-se, é titular?!
O João Mário do Sporting CP alguém o encontra por aí, perdido numa qualquer esquina italiana ou russa? Não? Parece que desapareceu há vários anos e ninguém mais o viu ou achou. João Mário nunca mais foi o mesmo. Milão parece fazer mal a muitos jogadores. Aquela cidade deve ter um feitiço qualquer. Até porque, para aqueles lados, quase tudo o que é bom vira pior.
João Mário não tem dado cartas na Seleção e a verdade é que nunca mais foi o mesmo jogador desde que saiu do Sporting CP Foto: UEFA
Então Fernando Santos terá sido enfeitiçado aquando de uma das suas idas até lá para ver algum dos seus ‘pupilos’? Só assim se explica a insistência e logo com entrada directa para o campo de um jogador que, actualmente, não é nem carne, nem peixe. Anda ali, mas quase não se vê. E ele é, anda assim, um pouco maior do que o outro João.
Por fim, quem mostrou foi João Félix. Mostrou-se num lance que ia dando golo, não fosse o seu fora-de-jogo de quilómetro. De resto, vi um menino andar por ali a acorrer a tudo o que era bola mas nunca a chegar à mesma. Fez-me lembrar os tempos de escola em que anda tudo ao molho atrás de uma bola e alguns nunca lhe tocam. Parece que ela vai cair ali, mas não. Quase! Passou aqui ao pé. Agora está daquele lado. Mas no fim… Bola. Zero! E lá anda o tão falado jovem (talento) nacional ali, no recreio da nossa selecção, a ver se consegue controlar a “redondinha” por mais que um segundo.
Este texto confesso que possa estar ligeiramente exagerado, mas no fundo reflecte o que muitos de nós pensam: que, neste momento, o tempo do João já passou, o do outro está a passar e o do terceiro ainda não chegou.
Afastado dos relvados desde o dia nove de março – ou seja, sete meses – o médio, André André, tinha parado para ser operado a ambos os tendões de aquiles para impedir as dores que o jogador sentia, diariamente, há algum tempo. Estima-se que após esta paragem para jogos relativos à seleção, Ivo Vieira volte a contar com o médio nas suas contas.
A verdadeira questão é: será que o Mestre André André, assim conhecido e adorado pelos vitorianos que se lembram das suas proezas com o rei ao peito, tem lugar neste plantel do Vitória SC?
De relembrar que Ivo Vieira já conta com diversas opções para a posição em que o médio de 30 anos atua, nomeadamente Denis Poha, Lucas Evangelista, Pêpê, André Almeida e João Carlos Teixeira. Algumas destas opções já apresentam uma utilização baixa, nomeadamente André Almeida e João Carlos Teixeira devido ao basto número de opções que o técnico português tem a seu dispor.
Embora André André tenha demonstrado uma enorme fome de bola (e também de golos), após a maior paragem de sempre na sua carreira futebolística será tudo uma questão de tempo para ganhar ritmo de jogo e condição física? Ou, estará o Mestre André André ultrapassado para Ivo Vieira?
O regresso do médio dá-se numa parte importante da época com a Liga a regressar, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e a Liga Europa, resta aguardar para ver as novidades que o médio português irá trazer à equipa do berço.
Nuno Tavares, Tomás Tavares, Jota, David Tavares, Úmaro Embaló, Pedro Álvaro, João Ferreira, Tiago Dantas, Gonçalo Ramos, etc. Assim como em Portugal, de forma geral, a academia do Seixal não peca pela falta de talento, e muito dele está às portas da equipa sénior. Olhando em perspetiva para as equipas encarnadas, é inegável que é na equipa B (excetuando os jogadores já inseridos na equipa de Bruno Lage) que está concentrado o maior número de jogadores de qualidade e os que geram mais mediatismo. No entanto, não podemos limitar a nossa visão apenas à equipa B. Em todas as equipas de formação, o Benfica tem diversos jogadores de imensa qualidade e com um futuro muito promissor. É justamente deles que irei falar hoje, fazendo um resumo muito ligeiro das suas qualidades. Irei focar-me sobretudo nos sub-19 e nos sub-23 (apenas com uma exceção), e apresentarei, na minha opinião, alguns dos mais promissores jogadores destes escalões. Peço desde já perdão se não incluir um determinado jogador, mas o talento é muito abundante no Seixal.
Rafael Brito*
Esta é precisamente a exceção a que me referia. Apesar de alinhar já na equipa B, decidi incluir o jogador face à sua tenra idade (apenas 17 anos) e por achar que é merecedor de um maior reconhecimento. Rafael Brito é um jovem jogador, pertencente à grande geração de 2002 dos encarnados. Alinha normalmente a médio defensivo, a sua melhor posição, mas é conhecido pela sua polivalência, já tendo atuado a defesa central e defesa esquerdo, no entanto com menor brilhantismo. Rafael Brito é um jogador extremamente inteligente na leitura do jogo e na tomada de decisão. A capacidade de passe do jogador é essencial para uma equipa que constrói o jogo a partir de trás, como o Benfica. É também bastante forte no transporte de bola, o que o torna um jogador versátil no momento de transição.
Tem tudo para evoluir na equipa B e afirmar-se no patamar de sénior, num médio-curto espaço de tempo. Com a baixa forma de Samaris e a inadaptação de Fejsa ao modelo de jogo de Bruno Lage, Rafael Brito pode ser opção mais cedo do que o esperado. É já internacional sub-19 pela seleção das quinas.
Filipe Cruz
Filipe Cruz é um lateral direito, de 2002, e é mais um atleta que vai oscilando entre juniores e sub-23. O jovem lateral, de apenas 17 anos, é conhecido pela polivalência, podendo alinhar também a lateral esquerdo ou mesmo a extremo direito, posição onde começou a sua formação. No capítulo defensivo, Filipe Cruz é um jogador muito difícil de ultrapassar, pois, apesar de não ser muito possante, é muito agressivo defensivamente e é extremamente veloz. No computo ofensivo, o jovem lateral, que entra agora no seu primeiro ano de júnior, é igualmente competente e eficaz. A sua melhor característica é, sem dúvida, o facto de poder ser considerado um atleta quase ambidestro. Esta capacidade permite ao jogador cruzar de forma positiva com ambos os pés, algo muito raro num lateral, mas também lhe traz opções, como o remate com o pé esquerdo ou uma maior procura do jogo interior. Com a bola nos pés, é igualmente veloz e tem uma boa capacidade de um-para-um, perdendo muito poucas vezes a posse de bola. Filipe é ainda um dos marcadores de serviço das bolas-paradas.
Para mim, Filipe Cruz é o próximo “grande lateral” a sair da academia do Seixal, podendo passar à frente de João Ferreira. O jogador beneficiou bastante com a descida no terreno, mas ainda tem muita margem de progressão na sua “nova” posição. Filipe Cruz é uma escolha habitual na seleção de sub-17, comandada por José Guilherme.
O talentoso médio defensivo Rafael Brito e o potente lateral Filipe Cruz podem ser duas das próximas “pérolas” a sair do Seixal Fonte: SL Benfica
Paulo Bernardo
Mais uma “jóia” da geração de 2002. Paulo Bernardo é um médio ofensivo que vai alinhando entre os sub-23 e os sub-19. É um jogador absolutamente fundamental na organização ofensiva da equipa, contribuindo muito com a sua ótima leitura de jogo e excelente capacidade na execução. Contudo, o jogo do jovem jogador não se limita à distribuição, pois Paulo Bernardo é muito forte na chegada a zonas de finalização, onde faz uso do seu bom remate para faturar com alguma frequência. A sua elevada qualidade técnica é ainda uma das “armas do seu arsenal”, sendo muito forte no um-para-um. O jogador dá, obviamente à escala, “ares” de Rui Costa quando entra em campo. Paulo Bernardo movimenta-se muito pelo terreno podendo aparecer no centro do terreno (mais recuado ou mais perto das zonas de finalização) ou nas alas.
Dentro de pouco tempo o jogador deverá ingressar nos trabalhos da equipa B, onde continuará a sua evolução de forma progressiva. Um jogador de enorme qualidade, um dos mais promissores do Seixal. Numa altura em que falta um verdadeiro médio ofensivo que ligue a linha média ao último terço, na equipa A do Benfica, o caráter promissor de Paulo Bernardo parece ainda mais apelativo. É já internacional sub-19 por Portugal.
Ronaldo Camará
Sem dúvida um dos jogadores com mais qualidade da formação do Benfica e, para mim, a maior “jóia” do Seixal. Ronaldo Camará tem apenas 16 anos, mas alinha já, como médio ofensivo, na equipa de sub-23, onde enfrenta adversários até sete anos mais velhos do que ele. No entanto, esta diferença etária não é nem um pouco percetível, pois o jogador joga de uma forma que não faz, de todo, transparecer a sua falta de experiência. O ainda muito franzino Ronaldo Camará compensa a falta de poder físico com uma capacidade técnica muito acima da média. O luso-guineense é um médio centro extremamente criativo, conseguindo, literalmente, fazer tudo o que pretende com o esférico. A sua qualidade de passe – tanto curto como longo – é excelente; muito disto deve-se à sua excelente visão de jogo e ao elevadíssimo QI futebolístico do qual já dispõe. Ronaldo Camará é ainda incrivelmente jovem e muito pode ainda acontecer na sua carreira, mas que tem um potencial gigantesco é inegável.
Muitos jogadores caracterizam-se, no início das suas carreiras, pela vertigem, pelos grandes golos ou momentos individuais, mas têm sérias lacunas nas competências básicas do jogo. É aqui que Ronaldo Camará se distingue dos demais. O jogador é exímio na recessão e no passe, compreendendo o jogo como poucos. Resumindo: Ronaldo Camará aparenta fazer tudo de forma competente em todas as áreas do jogo. Tem tudo para ser muito bem-sucedido ao mais alto patamar. Irá ainda, provavelmente esta época, bater o recorde de João Félix, como o jogador mais jovem de sempre a alinhar na equipa B. Já representou a seleção de sub-17 por cinco ocasiões.
Ronaldo Camará é uma das grandes promessas do Seixal Fonte: SL Benfica
Henrique Jocu
Henrique Jocu é um médio defensivo, da geração de 2001, que vai alternando entre a Liga Revelação e o Nacional de Juniores. Jocu é um autêntico “polvo” no meio campo. A sua noção de posicionamento defensivo e leitura do espaço é já bastante avançada e permitem ao jogador estar sempre no sítio certo à hora certa. O jogador tira imenso proveito destas qualidades sendo igualmente exímio no momento do desarme e na antecipação. No momento de construção, o jovem luso-guineense é extremamente competente. A sua visão de jogo é muito apurada conseguindo fazer o esférico chegar, em excelentes condições, aos seus colegas de forma curta ou longa. Henrique Jocu não é, de longe, um dos jogadores que gera maior atenção, fruto de não ser um jogador muito vistoso, mas pode vir a ser extremamente bem-sucedido ao mais alto patamar, pois dispõem das ferramentas físicas e mentais necessárias para tal.
No que diz respeito ao capítulo defensivo, Jocu aparenta ser um “novo Florentino” em desenvolvimento, mas tem, na minha opinião, mais qualidade na construção e na compreensão do momento ofensivo. Muita atenção a este “menino” que já representa a seleção de sub-19.
Jair Tavares
Jair Tavares, mais um integrante da geração de 2001 e da geração “Tavares”, é um extremo, preferencialmente esquerdo, que tem vindo a captar a atenção com as suas exibições nos sub-23 e na Youth League. Jair é um jogador muito potente e explosivo a nível físico, dando sempre muito uso à sua excelente velocidade com a bola controlada. Tecnicamente é muito evoluído, tendo uma enorme facilidade em ultrapassar o adversário em drible curto ou em velocidade. Jair tem o que falta a muitos extremos em desenvolvimento: golo. É um jogador muito competente em frente à baliza, tendo a rara capacidade de finalizar bem com ambos os pés (marca um golo, sensivelmente a cada dois jogos). Os movimentos característicos de Jair são diagonais vindo das alas para dentro à procura do remate.
O jovem extremo é primo de Renato Sanches e, apesar de jogarem em posições completamente distintas, é possível detetar algumas semelhanças a nível físico, nomeadamente na explosão. Um dos talentos mais intrigantes na academia do Seixal, Jair Tavares representa a seleção de sub-19.
Samuel Soares
Samuel Soares é um jovem guarda redes de apenas 17 anos. O jovem entrou apenas esta época no seu primeiro ano de júnior, no entanto, vai já impressionando com as suas exibições. Samu, como é conhecido, é um guarda redes muito reativo e veloz na saída dos postes e possui uma excelente noção do controlo da profundidade, uma capacidade indispensável num guardião de uma equipa que joga habitualmente com uma defesa mais subida. Dentro dos postes, Samu é igualmente reativo e pode contar com os seus reflexos felinos para negar o golo aos adversários. O jovem guardião contribui também de forma bastante aceitável na construção, sendo muito competente a jogar com os pés, iniciando muitas vezes contra-ataques perigosos.
Samu é, para mim, juntamente com Celton Biai e potencialmente Leo Kokubo, a maior promessa das balizas do Seixal. Samu já treinou com a equipa A dos encarnados e acabou mesmo por ser inscrito na Liga. O jovem já representou a seleção de sub-19 por uma ocasião e é já um habitue na seleção de sub-17.
Tiago Araújo
Tiago Araújo é um jovem extremo esquerdo, de 2001, que vai alinhando ao serviço da equipa de sub-23 dos encarnados. Tiago é um extremo muito vertical, com uma velocidade extrema, com e sem a bola dominada. Tiago Araújo é um jogador dotado tecnicamente e muito forte no momento de transição. Com bola no pé é, como já referi, muito rápido, mas o seu jogo está longe de ser limitado. O jovem internacional sub-18 tem uma capacidade anormal de cruzamento, conseguindo servir, com o seu excelente pé esquerdo, os companheiros dentro grande área. A nível defensivo, contribui sempre com uma pressão ofensiva elevada, mas é também capaz de fazer boas transições defensivas e apoiar o seu lateral. Tiago é igualmente um excelente batedor de bolas-paradas.
Pondo em perspetiva as suas características, Tiago é um extremo de muito boa qualidade, mas creio que tinha condições e qualidades para se tornar um lateral de excelência. Depois da geração “Tavares” parece estar a aparecer a geração “Araújo” do qual Tiago faz parte. Tomás Araújo, defesa central, e Henrique Araújo, um dos melhores projetos de avançado no Seixal, completam esta geração homónima.
Outros nomes
Atenção ainda a Silton Bacai, extremo rápido e finalizador, Diogo Prioste, protótipo de um médio criativo e Hugo Félix, um falso 9 muito dotado tecnicamente, semelhante ao seu irmão, João Félix. Os três jovens pertencem à geração de 2004.
Martim Neto, outro médio criativo (tipologia de jogador bastante abundante no Seixal) e João Resende um avançado goleador que chega este ano ao Benfica vindo do Vitoria Sport Clube. Os dois jogadores pertencem à geração de 2003.
Diogo Nascimento, um pequeno criativo que lembra Daniel Bragança, e Gerson Sousa, um extremo fortíssimo no desequilíbrio, ambos pertencentes à geração de 2002. E por fim, Tiago Gouveia, um extremo virtuoso proveniente da geração de 2001.
É por demais evidente que nem todos os jogadores anteriormente referidos vão chegar à equipa principal do Benfica e nem sequer é certo que sejam totalmente bem-sucedidos enquanto jogadores profissionais, mas o que não é passível de debate é que apresentam todos um elevadíssimo potencial, o que prova que o Seixal tem jogadores de qualidade para anos a fio. O futuro está assegurado.
Está aberta a terceira eliminatória da Taça de Portugal.
Já houve um tomba gigante que dá pelo nome de FC Alverca, após ter eliminado o Sporting CP por duas bolas a zero.
Hoje é a vez do FC Porto entrar em campo frente ao SC Coimbrões, na condição de “visitante”. Coloco visitante entre aspas porque a equipa de Vila Nova de Gaia vai jogar em casa emprestada, mais concretamente no Estádio Municipal Dr. Jorge Sampaio, reduto do FC Porto “B”. Claro está que tudo isto causou uma grande polémica por ser um estádio familiar aos dragões, mas foi a alternativa encontrada pela Federação Portuguesa de Futebol face ao tamanho do Parque Silva Matos, a casa do SC Coimbrões. Este não é um caso virgem no futebol português, pois ao longo das edições da Taça de Portugal tem sido visível que as equipas dos escalões inferiores são forçadas a jogar fora de casa.
Mas voltando à antevisão deste encontro, torna-se importante esclarecer que é a primeira vez que estas duas equipas se encontram. Falando em estatísticas – que muitas vezes não pesam quando a bola começa a rolar – o FC Porto só caiu aos pés de equipas não profissionais por duas vezes.
Como não há duas sem três, todo o cuidado é pouco para os comandados de Sérgio Conceição que, apesar de defrontarem uma equipa do Campeonato de Portugal, vão encontrar onze jogadores a dar o máximo para honrar o clube. Para além disto, é visível que há muita qualidade – muitas vezes desvalorizada – nos campeonatos inferiores.
Claro que o favoritismo está do lado dos dragões, mas não serão favas contadas para a equipa azul e branca, ainda mais se o FC Porto rodar a equipa, o que é habitual nestas eliminatórias da Taça de Portugal.
Sérgio Oliveira deve pelo menos somar alguns minutos neste encontro Fonte: FC Porto
Olhando agora para o percurso das duas equipas até este jogo, o Coimbrões conta com o mesmo número de vitórias e derrotas no Campeonato de Portugal (três), contando ainda com um empate. Na Taça de Portugal, só conseguiu chegar aqui após ter eliminado o SC Régua por quatro bolas a uma e o GD Prado por três bolas a uma. No seu campeonato, vem de duas derrotas seguidas frente ao AD Castro Daire e Valadares Gaia. Não é, pois, o melhor momento para esta equipa defrontar um grande português e o FC Porto irá tentar certamente explorar isso.
É importante acrescentar que o Coimbrões se encontra em décimo lugar na série B do Campeonato de Portugal, com dez pontos. Conta com treze golos sofridos, outro ponto a explorar pelo FC Porto. Contudo, é uma equipa que marca muitos golos contando também com treze. Clever Jansen, que já leva dois golos na Taça de Portugal, é um exemplo de um jogador que, entre outros, foi formado no FC Porto e que agora representa esta equipa. Um aviso sério para a baliza que deverá ser ocupada por Diogo Costa é Ivo Lucas, o melhor marcador da equipa em todas as competições, com cinco golos.
Já a equipa azul e branca vem de uma importante vitória no campeonato frente ao Rio Ave FC por uma bola a zero, e de uma derrota frente ao Feyenoord Rotterdam por duas bolas a zero. Na Primeira Liga, encontra-se em terceiro lugar com 18 pontos, contando com seis vitórias e uma derrota, e 16 golos marcados contra quatro sofridos. O maior goleador desta equipa é Zé Luís com sete golos, mas este não deve jogar de início.
O último onze dos comandados por Pedro Alves contou com João Diogo na baliza; Ricardo Pedrosa, Pedro Caeiro, Raul Martins e Diogo Portela na defesa, sendo que o meio-campo e o ataque ficaram entregues a Mário Pereira, Victor Nikiema, Guilherme, Batistuta, Alex Tanque, e o ponta de lança Ivo Lucas. A questão que se prende é: Será este o onze que irá defrontar o FC Porto? É uma forte hipótese, com uma ou outra alteração, pois apesar de esta equipa querer surpreender na prova rainha do futebol português, tem um maior foco no Campeonato de Portugal.
Já o FC Porto deverá manter o 4-4-2 e alinhar com Diogo Costa na baliza; Saravia, Diogo Leite, Marcano e Wilson Manafá na defesa; Mamadou Loum e Bruno Costa no meio-campo, com Sérgio Oliveira à espreita; Romário Baró e Luis Díaz nas alas; e na frente de ataque Fábio Silva no apoio a Tiquinho Soares. Veremos se é desta que Vincent Aboubakar pode pelo menos somar alguns minutos de dragão ao peito.
É esta a possível previsão para as duas equipas. Vamos ver se no caso do FC Porto surgem novas estrelas na equipa para tornar o plantel mais competitivo. Como conclusão, questiono o leitor: Esta será mais uma batalha entre David e Golias, ou teremos mais um tomba gigantes a agigantar-se?
O jogo realizar-se-à a partir das 18:45 e terá cobertura – como é habitual – do Bola na Rede.
Em Portugal, existe o hábito de os clubes grandes emprestarem jogadores da formação, em vez de serem apostas em jogos com menos importância da equipa principal, como os jogos da Taça de Portugal ou da Taça da Liga, por exemplo. Os critérios para jogadores da formação costumam ser sempre muito apertados e muitos deles acabam por nem sequer vestir a camisola da equipa principal, incluindo alguns que até tinham talento e cabeça para tal.
O Sporting não é um clube diferente dos que foram falados acima e, infelizmente, existem alguns casos de jogadores que, no meu ver, têm todas as capacidades necessárias para vestir de verde e branco. Tendo em conta a derrota para a Taça de Portugal, pode-se afirmar que o caminho que o clube leonino está a percorrer não é o mais correto. Aliás, não é descabido afirmar que se alguns dos jogadores que estão emprestados estivessem na equipa principal, a história teria sido outra e provavelmente ainda estaria na Taça de Portugal.
Como tal, jogadores como Matheus Pereira, Francisco Geraldes, João Palhinha ou até mesmo Gelson Dala, seriam boas alternativas para o plantel. Matheus Pereira é um jogador bastante técnico que sabe “tratar” muito bem a bola, executa bons passes e normalmente quando sai do banco de suplentes, mexe com o jogo e essa característica é muito difícil de encontrar nos jogadores. É criticado pela falta de empenho a defender e por ser algo lento nos processos, mas tais problemas só se resolvem jogando, porque tais factos eram sinal de falta de ritmo por parte do jogador.
O médio é um dos jogadores que nunca mereceu ser aposta efetiva de verde e branco Fonte: Sporting CP
Já o caso de Francisco Geraldes é diferente, pois a sua qualidade é inegável e, por alguma razão, raramente é uma aposta séria na equipa principal. É um jogador muito evoluído intelectualmente e pensa muito bem o jogo, e tudo isso aliado à sua qualidade fazem lembrar jogadores como Rui Costa ou Luís Figo, mas muitas vezes é criticado por ser algo individualista. Em certa parte concordo, mas num clube que num ano teve três treinadores, é muito difícil assimilar todas as ideias dos treinadores e por vezes os jogadores tentam “criar” o jogo por eles próprios. Tais defeitos são resolvidos com acompanhamento por parte quer do clube quer do treinador.
Já João Palhinha e Gelson Dala são jogadores que estão a uma maior distância de serem jogadores importantes na equipa principal, mas uma equipa não é só constituída por jogadores importantes, também é necessário ter jogadores que quando “saltem” do banco de suplentes, consigam fazer a diferença. Nesse contexto, tanto o jogador português como o jogador angolano, seriam opções válidas para integrarem a equipa principal.
Em tempos de crise, há que poupar e valorizar o que é da casa. Tem que ser com essa ideia que o Sporting tem de trabalhar, ao invés de termos jogadores emprestados como o caso de Fernando, que na minha opinião foi uma das piores contratações que o clube leonino fez nos últimos tempos.