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Grande Prémio do Japão: Aí está o Tufão Mercedes

Está feito, a Mercedes AMG-Petronas é campeã de construtores pela sexta vez consecutiva, numa das suas casas favoritas, o Grande Prémio do Japão, onde dominam desde 2014. Este feito foi conseguido com a vitória de Valteri Bottas (Mercedes), que aproveitou a trapalhada dos Ferrari no princípio da corrida para se lançar para primeiro lugar, e nunca mais sair de lá. Na segunda posição ficou Sebastian Vettel (Ferrari), que após uma fantástica pole position na sua pista favorita, teve um arranque em falso e perdeu imediatamente a liderança ainda antes da primeira curva, estando num constante jogo do gato e do rato com Lewis Hamilton (Mercedes) durante a corrida inteira. Com o britânico a não conseguir ultrapassar nas últimas voltas, e a terminar a corrida a quatro décimas de Vettel, na terceira posição.

Após surpreender e bloquear a primeira linha da grelha de partida na qualificação junto ao colega de equipa Sebastian Vettel, Charles Leclerc (Ferrari), também teve um arranque muito pobre, onde se viu rodeado de carros, e perdeu o controlo do monolugar, embatendo em Max Verstappen (Red Bull), que ainda tentou recuperar, mas os danos eram demasiados, e acabou por se retirar da corrida. O monegasco da Ferrari foi obrigado a ir às boxes mudar a asa dianteira, e fez tudo o que pode para recuperar os lugares perdidos, terminando na sexta posição.

Na quarta posição, ficou Alexander Albon (Red Bull), outro piloto prejudicado por um começo pobre onde caiu para trás dos Mclaren, tendo inclusive um momento de grande risco, onde houve contacto com Lando Norris (Mclaren). O resto da corrida foi a combater com Carlos Sainz (Mclaren) na primeira parte e solitariamente em quarto na segunda metade da corrida.

O espanhol da Mclaren teve mais uma excelente performance com a característica consistência e velocidade que nos tem habituado, terminando em quinto, e durante muitas voltas, sendo capaz de acompanhar o ritmo do Red Bull de Alexander Albon, Sainz é sem dúvida um dos candidatos a piloto do ano.

Não era bem esta a ideia da Honda de um bom GP caseiro…
Fonte: Formula 1

Na sétima posição ficou Daniel Ricciardo (Renault), numa fantástica performance após uma qualificação muito pobre que o viu a começar em 16º. Depois da corrida, Charles Leclerc foi penalizado em 15s pela colisão com Verstappen, elevendo Ricciardo para sexto.

Por causa de um problema, em que a bandeira axadrezada foi mostrada uma volta antes em alguns ecrãs, Sergio Perez (Racing Point) conseguiu terminar em oitavo, apesar de acabar a corrida na parede, após contacto com Pierre Gasly (Toro Rosso), que volta a mostrar que ninguém estava maluco em dizer que ela era bom o suficiente para a Red Bull no ano passado, com mais uma excelente corrida, porque é que não conseguia fazer isto no Red Bull?

A fechar as posições pontuáveis ficou Nico Hulkenberg (Renault), que tal como o seu colega de equipa recuperou de uma má qualificação, para chegar aos pontos.

Lewis Hamilton em modo tubarão a cheirar sangue….
Fonte: Formula 1

E aquilo que já sabíamos há vários meses está confirmado, a Mercedes é campeã de construtores, e o título já só pode ser ganho por um dos seus pilotos (pergunto-me qual). Nunca é bom quando uma equipa vence os títulos com tanta antecedência, e é pena que a Ferrari só tenha compreendido o carro que criou no final da época, quando já era tarde de mais. Que agora peguem no que aprenderam este ano e não cometam os mesmos erros em 2020, não é nada contra a Mercedes, eles vencem porque são de longe a melhor equipa e organização, mas era bom haver mais alguém a conseguir vencer.

A Ferrari teve nas mãos mais uma vitória, após uma qualificação surpreendente, que foi deitada ao lixo, desta vez pelas ‘asneiradas’ dos pilotos. O incidente entre Charles Leclerc e Verstappen, por muito que possa ser uma perda de tração súbita do piloto da Ferrari, por estar a seguir outro carro, Max Verstappen saiu muito mais prejudicado. Sebastian Vettel também se safou de um arranque em falso, apesar de ele não retirar nenhuma vantagem de tal, por isso não foi penalizado e com razão.

Que as próximas corridas continuem o ritmo que tem sido ditado desde o Grande Prémio da Áustria, esta cumpriu sem sombra de dúvida com uma corrida cheia de ação em pista e na estratégia, o suficiente para manter acordado pessoas como eu, que viram a corrida e escrevem isto com duas horas de sono.

Foto De Capa: Formula 1

Noruega 1-1 Espanha: Golo tardio adia apuramento espanhol

A seleção espanhola empatou com a congénere norueguesa por 1-1 e adiou assim o apuramento para o Campeonato da Europa de 2020. Em caso de vitória, “nuestros hermanos” ficariam apurados para a maior competição europeia a nível de seleções, mas ainda não foi desta que carimbaram esse passaporte.

A partida começou “morna”, com os espanhóis a dominarem a posse de bola, mas sem que conseguissem criar qualquer situação de perigo para a baliza de Jarstein. Por seu lado, os noruegueses iam apostando num bloco baixo, em contenção, mas sempre alerta para possíveis saídas para o ataque, sobretudo através do excelente toque de bola de Martin Odegaard e da velocidade de Joshua King.

O baixo ritmo imposto no jogo pela “Roja” pode ter sido fruto da posição confortável em que se colocaram, contando todos os encontros que disputaram por vitórias e, consequentemente, somando 18 pontos. Perante isto, e dada a maior necessidade que tinham em conseguir um bom resultado, caso quisessem ter hipóteses de se apurarem para o Europeu de 2020, foram os nórdicos que começaram a crescer no jogo, chegando mesmo a ameaçar a baliza de Kepa por duas vezes. No entanto, foi “sol de pouca dura” e rapidamente voltou o cenário inicial de superioridade espanhola, em termos de controlo de bola.

Perante toda esta passividade, de parte a parte, o intervalo chegou sem que existissem quaisquer lances de interesse em toda a primeira parte, permanecendo o 0-0 inicial ainda no marcador. A partida estava a ser aborrecida e sem que nenhuma das seleções se mostrasse particularmente empenhada em desfazer este nulo.

Fonte: Seleção Norueguesa

Se a primeira parte foi disputada a “dez à hora”, a segunda começou a toda a velocidade, com os espanhóis a chegarem ao golo logo ao minuto 47: após uma jogada em velocidade pela esquerda, o cruzamento de Bernat foi afastado por Jarstein para a entrada da área, zona onde Saúl Ñíguez dominou e rematou o esférico, colocando a bola no fundo da rede. Um belo remate do médio do Atlético de Madrid, misturando força e colocação.

A “Roja” continuou a dominar, mas passou a apresentar uma diferença em relação à primeira metade: estava a conseguir construir lances de perigo, como bem gosta, “rendilhando” a jogada com um elevado número de passes curtos e, quando finalmente encontrava espaço nas costas dos noruegueses, colocava a bola nessas zonas para que pudesse ser cruzada para a área, em busca de uma finalização positiva.

A Espanha voltou a criar perigo aos 67 minutos, quando Fabián Ruiz rematou de meia-distância e enviou a bola à trave da baliza da Noruega, deixando mais um sinal de que a mentalidade de “nuestros hermanos” havia mudado para esta segunda parte. Dada esta maior propensão ofensiva dos espanhóis, passaram a existir mais espaços livres para os nórdicos responderem, o que tornou o jogo mais partido e muito mais agradável para o espectador neutro. A Noruega chegou mesmo a ter uma hipótese para empatar, ao minuto 72, mas Saúl Ñíguez foi também protagonista na defesa e bloqueou o remate de Selnaes.

Os últimos 15 minutos foram de grande “sufoco” para os comandados de Robert Moreno e foi nesse período que apareceu Raúl Albiol como “pronto-socorro” dos espanhóis, tendo anulado três situações que seriam de potencial golo da Noruega. Apesar destes momentos de maior dificuldade, a “Roja” foi conseguindo responder, sobretudo através de Fabián Ruiz, que se colocou mais à direita (desde a saída de Oyarzabal) e, desde o corredor, ia pautando o jogo dos espanhóis.

No entanto, a maior surpresa estava guardada para o fim da partida: Kepa saiu da baliza de forma completamente desastrada e atingiu Joshua King, “oferecendo” uma grande penalidade à Noruega que foi convertida pelo próprio avançado do Bournemouth. Um balde de água gelada foi deitado em cima dos espanhóis, que assim viram a vitória fugir no último instante.

Apesar da superioridade espanhola ter sido clara na segunda parte, o baixo ritmo da primeira faz com que este golo premeie o bom trabalho dos noruegueses nesse período do jogo. Ainda assim, penso que a vitória espanhola seria o resultado mais ajustado. Uma nota final ainda para Sergio Ramos, que cumpriu a 168º internacionalização por Espanha e assim se tornou o jogador com mais jogos pela “Roja”, ultrapassando Iker Casillas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Noruega – Jarstein; Elabdellaoui; Nordtveit (Hovland, 31’); Ajer; Aleesami; Johansen (Sorloth, 63’); Berge; Henriksen (Johnsen, 83’); Selnaes; Odegaard; King.

Espanha – Kepa; Jesús Navas; Sergio Ramos; Albiol; Bernat (Iñigo Martínez, 88’); Busquets; Saúl Ñíguez; Fabián Ruiz; Ceballos (Santi Cazorla, 64’); Oyarzabal (Rodri, 78’); Rodrigo.

Augusto Inácio: vai ou fica?

Augusto Inácio, atual técnico do CD Aves, ou pelo menos até ao momento em que redijo este texto, acumula derrotas e situa-se no último lugar do campeonato nacional. O que vem contra o objetivo do clube que remete para a sua manutenção na liga. Com apenas um total de três pontos em oito jogos, a insatisfação dos adeptos começou a surgir depois da derrota caseira frente ao Tondela por 0-1 e espera-se que o treinador não resista aos maus resultados acumulados enquanto técnico do clube de Santo Tirso.

A saída de Augusto Inácio toma novas medidas quando surge uma discordância entre o presidente da SAD, Wei Zhao, e o homem que lidera o clube avense, Armando Silva. A guerra fica instalada no preciso momento em que a permanência do técnico é obrigatória a mando do presidente da SAD. Porém, Armando Silva tem outra ideia daquilo que pretendia para o CD Aves.

Em conferência de imprensa, Armando Silva informou que não estava de todo contente com os resultados obtidos pelo técnico durante a presente época e demonstrou-se ainda mais infeliz com os comentários de Augusto Inácio relativamente ao orçamento da época quando comparado ao anterior. No entanto, revelou ainda que houve uma conversa com o presidente da SAD, Wei Zhao, no sentido de desejar uma mudança no clube – que lhe foi imediatamente negada – e afirmou: «Mesmo não estando satisfeito, enquanto for o treinador do Aves também será o meu treinador.»

Vida complicada para Augusto Inácio no CD Aves
Fonte: CD Aves

Ainda que exista um clima de instabilidade e pouca – ou até mesmo nenhuma – segurança, parece que o comando técnico do CD Aves continuará entregue a Augusto Inácio, a mando do presidente da SAD. Mas conseguirá o técnico português assegurar a permanência do clube avense na Liga Portuguesa?

Foto de Capa: CD Aves

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Fui jantar e não havia prato principal

No passado fim de semana decidi ir jantar fora. Fui até um restaurante do qual me foi dito que se come muito bem. E ali ia eu todo contente até ao ‘Nacionalmente’. Dizem as ‘boas línguas’, que é um local onde somos alimentados com pratos confeccionados com o que de melhor é produzido em Portugal. E que, para além disso, têm também alguns produtos estrangeiros, sobretudo vindos da América do Sul. Mas todos com qualidade. Pelo menos foi o que me foi dito. Decidi arriscar.

Optei pelo menu ‘mês de Outubro’. Fiquei curioso, porque eles têm estes menus mensais dos quais a pessoa que me atendeu falou muito bem. Pois que venha então de lá esse menu especial.

Passados alguns minutos foram-me servidas as entradas. Apelidaram-nas de ‘mini luxemburgueres’ e ‘para lá da Europa’. Confesso que gostei. Mas souberam-me a pouco. A primeira estava desiquilibrada, apesar de ter um bom gosto. A segunda claramente era mais apetitosa ao olhar. Mas foi uma breve viagem que terminou pouco depois de começar. Com qualidade mas com pouca quantidade.

Pouco depois, fui brindado com uma sopa a que chamam ‘sopa com todos’. Comidinha servida numa taça de portugal linda, onde estavam presentes condimentos dos mais variados cantos de Portugal, desde os menos conhecidos aos mais requintados e badalados produtos do nosso país. Não estava má. Foi uma viagem a diferentes sabores lusitanos, mas continuava ansioso pelo prato principal.

O empregado veio em minha direcção e estava eu já pronto para a comida quando, afinal, o que me trouxe foi uma sobremesa. Qual não seria o vosso espanto? E o prato principal? Não vem? Questionei-me, antes de perguntar o que se passava.

– “Este menu não tem prato principal, senhor.” – respondeu-me o empregado.

Como não tem? Um menu sem comidinha da boa, daquela que nos deliciamos demoradamente, em que temos vários sabores, várias experiências, ao longo de algum tempo e em que poucas coisas nos tiram aquela cara de deliciados?

Pausa enorme no Campeonato. Tempo para as Taças: a de Portugal e a da Liga
Fonte: Liga Portugal

Então lá veio a sobremesa: ‘campeã de inverno’ era o nome. Apelidaram-na com esse nome talvez por ser fria, quase gelada, como o tempo de Janeiro e Fevereiro. Uma coisa insípida, sem muito gosto. Era como se fosse um complemento que parecia ter sido feito em cima do joelho, sem grande dedicação, somente para entreter o cliente e talvez na esperança de que ele se esquecesse que não tinha saboreado o prato tão ansiado.

Fiquei claramente irritado com este ‘mês de Outubro’. Entradas curtas, sopa enriquecedora e uma sobremesa com muito pouco sabor. E o prato principal?

Estava a preparar-me para pagar e só aí entendi: estava no restaurante da Liga de Portugal. No fundo, o que me deram no ‘mês de Outubro’ foram dois joguinhos da nossa selecção como entradas, um Domingo com sopa para todos advinda da Taça de Portugal e uma sobremesa que nada mais é do que uma Taça da Liga que não chega para matar sequer uma parte da fome que os verdadeiros amantes do futebol, como eu, tanto adoram.

Mas cabe na cabeça de alguém servir um mês de Outubro sem ter prato principal? Para a nossa querida Liga parece que sim. E então temos quase quatro infindáveis semanas onde vamos ter de nos contentar com uns joguinhos aqui e ali, sem que esse prato principal nos seja servido diariamente ao longo de fins de semana que começam à sexta e só costumam terminar às segundas. E depois, lá mais para a frente, queixam-se que têm demasiados jogos.

Tenham vergonha e calendarizem correctamente a época. O futebol português, jogadores e treinadores agradecem. E nós adeptos é o mínimo que merecemos. Porque não podemos estar quase um mês sem ser devidamente alimentados pelo fervor da nossa amada Liga.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 3-0 AJ Fonte do Bastardo: Supertaça conquistada e domínio encarnado a nível nacional

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SL Benfica, campeões nacionais, e AJ Fonte Bastardo, na condição de finalista da Taça de Portugal, defrontaram-se no primeiro jogo oficial da época 2019/20 com um troféu em disputa: a Supertaça de Voleibol. O Complexo Municipal dos Desportos, em Almada, não esteve de todo cheio e nem andou lá perto. Ainda assim, contou-se com uma boa casa sobretudo com uma mancha encarnada bem visível, contudo, não faltou apoio vindo dos Açores.

Os encarnados começaram muito bem o primeiro set e conseguiram ganhar uma vantagem inicial considerável. Rapha estava exímio no serviço e sucediam-se os erros da equipa açoriana – principalmente dando bolas para um bloco em remate muito rápido. A equipa açoriana estava com dificuldades na receção e também para ultrapassar o bloco forte dos encarnados.

Ainda a meio do primeiro set, a equipa de Marcel Matz chegou a ter uma vantagem de onze pontos (!) e mostrava que vinha a Almada com o objetivo de acabar, rapidamente, o jogo. A verdade é que os encarnados conseguiram fechar o set em 25-14, no qual mostrou ser mais forte a todos os níveis.

Desconcentração total da equipa do Fonte Bastardo neste primeiro set e, certamente, João Coelho – treinador dos açorianos – não estava contente com o que via. Também uma das principais razões para este mau começo pode ter passado por ter um plantel completamente novo.

Os encarnados entraram demolidores no jogo e no primeiro set tiveram uma vantagem de onze pontos
Fonte: João Barbosa/Bola na Rede

O segundo set começou tal como o primeiro… Mais Benfica do que Fonte do Bastardo e o pior é que o parcial parecia que se ia repetir novamente. Porém, um desconto de tempo foi o suficiente para os açorianos voltarem a atinar no jogo com um parcial de 3-0. E esta paragem fez muito bem à equipa porque voltou permitiu que esta se voltasse a encontrar.

O 12.º ponto do Benfica surge num verdadeiro hino ao Voleibol! Houve um pouco de tudo e quando se pensava que surgiria um ponto estava sempre alguém para salvar. Porém, Rapha resolve a questão com um remate com muita força.

Este segundo set foi muito mais equilibrado, a Fonte do Bastardo estava a manter as distâncias curtas e até chegou a estar somente com um ponto de desvantagem. Mas uma paragem de Marcel Matz na partida foi o suficiente para as águias ganharem novamente uma vantagem mais dilatada – sete pontos (!), mais uma vez uma vantagem enorme.

O Benfica acabou por vencer o segundo set por 25-18 e fazia o 2-0 no jogo. Os encarnados só precisavam de ganhar mais um set para que a oitava Supertaça de Voleibol fosse para o museu do clube. E os comandados de Marcel Matz estavam bem encaminhados para conquistar mais um título – o quarto consecutivo!

O terceiro set revelou-se muito mais equilibrado entre as duas equipas, registando-se um empate a nove pontos. A equipa açoriana estava a melhorar a cada set, contudo, devia ter feito isto logo de início… Assim deu uma vantagem inicial enorme aos encarnados. A Fonte Bastardo chegou mesmo a estar a ganhar no terceiro set por 15-14.

Os açorianos entraram melhor neste terceiro set, mas foi sol de pouca dura porque facilmente o Benfica voltou a tomar conta do jogo
Fonte: João Barbosa/Bola na Rede

A vantagem durou pouco, visto que o Benfica depressa virou o jogo para 20-18. E talvez o momento-chave deste terceiro set tenha sido o bloco triplo que exatamente deu este 20.º ponto, pois o pavilhão veio abaixo com os festejos dos jogadores e adeptos encarnados. O terceiro, e último set, foi novamente ganho pelo SL Benfica (25-22) e fez-se a festa encarnada em Almada com novo título – a oitava Supertaça e o quarto título consecutivo.

Este foi o oitavo troféu para o SL Benfica nesta Supertaça e temos de destacar muitos aspetos positivos deste jogo. Rapha esteve exímio nos serviços e também nos remates. Outro jogador que também esteve em grande destaque por parte dos encarnados foi o capitão Hugo Gaspar. Do lado açoriano de destacar Rui Moreira, que esteve muito bem ao longo de todo o jogo.

Os encarnados começam a época como acabaram a anterior: a vencer um novo título. A equipa de Marcel Matz continua a dominar todas as competições a nível nacional depois de já ter conquistado o triplete o ano passado e de agora começar a nova temporada a erguer a Supertaça.

SEIS INICIAL:

SL Benfica – Raphael Oliveira, André Lopes, Hugo Gaspar, Marc Honoré, Flávio Soares e Tiago Violas (Líbero – Ivo Casas)

AJ Fonte de Bastardo – Helder Spencer, José Neves, Lionel Coloras, Caíque Silva, Sirianis Hernandez e Bruno Felício (Líbero – Alan Domingos)

Voltar ao “zero” 100 anos depois

Em 1919, no pós-Grande Guerra, num banco de jardim em Belém e de frente para o Palácio Presidencial, nascia aquele que viria a ser um dos clubes históricos do futebol português e um símbolo de Lisboa. Desde o seu nascimento, a História do CF “Os Belenenses” é pródiga em episódios espetaculares, dramáticos e outros até insólitos, tendo tido o seu apogeu na época 1945/1946, em que se sagrou campeão nacional após bater O Elvas CAD no último jogo do campeonato. E, talvez por ironia do destino, passados esses 100 anos desde a sua fundação, o CF “Os Belenenses” volta ao “zero”. A cisão com a SAD ditou que o Clube do Restelo, o quarto clube português com mais presenças na primeira divisão, recomeçasse nos campeonatos distritais.

Entretanto, Lisboa vestiu-se de azul para homenagear o CF “Os  Belenenses” no dia em que soprou as velas do seu centenário. Até houve uma Gala no Centro Cultural de Belém para assinalar o marco.

É certo que não são muitas as Instituições centenárias do nosso país. Mas muito sinceramente, acho que os festejos deveriam ter sido mais contidos. Por uma questão de respeito para com os seus fundadores e os muitos adeptos (entre os quais alguns familiares meus), que se fossem vivos jamais iriam tolerar o estado de sítio em que se encontra o Clube do Restelo. No mínimo dos mínimos, que fosse decretada uma trégua entre os dois lados da barricada! Mas nem isso foi possível e já se sabia que nunca seria.

Lisboa iluminou-se de azul para homenagear o centenário do CF “Os Belenenses”
Fonte: CF “Os Belenenses”

É que a “Guerra Civil do Restelo” continua e continuará sempre nas bancadas, nos tribunais, entre velhos amigos, etc. E porquê? Porque o Estádio do Restelo tornou-se um vanity fair onde desfilam egos, vanglórias e vaidades de mãos dadas com interesses financeiros que se sobrepõem ao espírito de um clube que sempre competiu de forma leal e que foi uma referência no desporto nacional.

Por isso fico surpreendido e até mesmo chocado quando o Presidente do CF “Os Belenenses” vem exibir decisões judiciais sobre nomes, marcas, símbolos, etc., como se se tratassem de troféus ou como se fossem o antídoto para curar danos que são irreversíveis. Desengane-se.

Não consigo, pois, compreender o Presidente deste Belenenses quando referiu em declarações à Lusa que o Clube chegou aos 100 anos com “vitalidade”. Uma equipa de futebol que é expulsa do próprio estádio e uma massa associativa dividida são sinais de muita coisa, menos de vitalidade. Perdão, “expulsa” não é o termo correcto, mas sim despejada como se se tratasse de uma inquilina que foi posta na rua pela senhoria.

Mais, referiu que o Clube chegou aos 100 anos também com “sustentabilidade para o futuro”… Eu pergunto de onde é que vem essa sustentabilidade?! Será do arrendamento de parcelas do Restelo ao LIDL ou à Repsol?! Ou será que irão encher o Estádio do Restelo de betão e cimento armado?

E a sustentabilidade a nível desportivo/competitivo consegue-se através de uma equipa paralela no campeonato distrital?! A criação de uma nova equipa por iniciativa do Presidente do CF “Os Belenenses” é, salvo o devido respeito, uma atitude de infant terrible (recorro ao estrangeirismo para não lhe de chamar de miúdo pequeno) que por ter perdido uma acção em tribunal, resolveu fazer birra. Para já, parece tudo muito romanceado, até porque conseguiu mexer com as paixões de alguns adeptos, sobretudo os mais jovens que têm o “sangue na guelra”. Mas quando o Clube chegar ao Campeonato de Portugal ou à Segunda Liga, como foi preconizado, e for preciso “dinheiro a sério”, onde é que este Braveheart do futebol português o irá buscar? Será credível que algum investidor queira injectar dinheiro num Clube depois de toda a tragédia que se passou? Não seria mais fácil que fizesse parte da solução em vez do problema?

Do outro lado temos uma SAD dominada por uma empresa chamada Codecity liderada por alguém que se julga o “DDT” do futebol azul e branco. Como tive oportunidade de falar num outro artigo, os problemas entre as SAD e Clubes começam quando estes não têm ou deixam de ter a posição de acionista maioritário no capital social daquelas. E no Belenenses SAD isto foi sintomático: o Clube viu-se forçado a alienar a sua participação à Codecity por meia dúzia de tostões em virtude das dificuldades financeiras que o Clube sentia por andar à deriva na Segunda Liga.

Mas no meio da desgraça há sempre quem veja uma oportunidade de negócio. E foi assim que o Belenenses SAD passou a ser um veículo de apoio para negócios que em nada têm que ver com a competição desportiva e que a Operação Marquês tem vindo a revelar.

Entretanto, a equipa de futebol do Belenenses SAD, sem Silas no comando técnico, continua numa senda de maus resultados e as assistências do público no Jamor aproximam-se do miserável.

Enfim, feito este desabafo, dou os parabéns ao CF “Os Belenenses” pelo seu aniversário e faço votos para que, realmente, conte muitos mais anos, apesar das perspectivas futuras quanto à sua durabilidade não serem as melhores. Na verdade, o melhor presente de aniversário que o Clube poderia ter seria a resolução definitiva do problema, doa a quem doer.

Na verdade, Portugal e, sobretudo, a cidade de Lisboa precisa de um Belenenses forte, alternativo aos “dois grandes” da Capital e em simultâneo possuidor de uma massa adepta com identidade própria e união forte.

“Ubi concordia, ibi victoria”: assim diziam os antigos Romanos. Mas o que vemos no Restelo é precisamente o oposto, em que dois lados da barricada que convergem num único sentido: a destruição do Belenenses.

Foto de Capa: CF “Os Belenenses”

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

 

Bruno Lage: em busca do meio-campo perdido

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Bruno Lage chega ao comando principal do Sport Lisboa e Benfica numa altura em que o futebol encarnado se encontrava apático e com uma total ausência de jogo interior.

A equipa atuava num 4-3-3 clássico – quatro defesas, um meio-campo construído por três homens de caraterísticas complementares, dois extremos bem abertos e um ponta de lança junto aos centrais adversários. Neste sistema atuava Fejsa como médio mais posicional e defensivo, Gedson como o médio mais vertical e responsável por ligar os sectores e por transportar a bola e Pizzi enquanto construtor de jogo – o homem da bola.

Bruno Lage, assim que chegou, optou por favorecer o talento explorando um 4-2-2 enquanto sistema mais liberto de amarras e dinâmico. Abdicou do médio defensivo mais posicional e deu vida a uma dupla de meio-campo responsável por dominar a zona. Além disso, lançou um segundo avançado que viria a funcionar como um “jogador total” – basicamente é o craque da equipa, o antigo ’10’ e o novo ‘9,5’. O jogador da mobilidade, da inteligência, do jogo interior e da criatividade. O jogador da técnica para construir, para combinar, para ler e para aparecer a finalizar. A dupla de médios construída por Samaris e Gabriel – sempre com a opção Florentino em aberto – oferecia à equipa maior poder de choque, mais capacidade de pressão alta e também mais qualidade na primeira fase de construção. Dois jogadores com qualidade para distribuir jogo e para explorar o espaço interior, local onde iriam aparecer os mais criativos da equipa.

Foi este o sistema que notabilizou Bruno Lage no comando técnico do Benfica. Contudo, no arranque desta nova época, parece que as saídas de Félix e Jonas – os craques maiores – criaram uma lacuna que o técnico ainda não conseguiu decidir como resolver.

Fica a questão: o que procura Bruno Lage do meio-campo da sua equipa?

A temporada 2019/20 já leva dois meses de competição e, até ao momento, já assistimos a quatro abordagens diferentes do actual treinador do SL Benfica.

Um 4-4-2 constituído por dois médios mais posicionais e dois pontas de lança a procurar mais as zonas de finalização. Aqui a lacuna foi óbvia: falta de criatividade na zona de construção e um total abandono do jogo interior – Gabriel (Florentino), Samaris (Florentino), RDT e Seferovic.

Um 4-4-2 constituído também por dois pontas de lança, mais de área, e um meio-campo entregue a uma dupla de menor choque, mas maior criatividade. Aqui, apesar da maior criatividade na zona de construção, a lacuna base manteve-se – pouca qualidade no jogo interior devido a distância dos sectores: Florentino (Samaris), Taarabt, RDT e Seferovic.

Um 4-4-2 formado por um ponta de lança, um médio posicionado no ataque e dois médios a preencher o meio-campo. Aqui foi o primeiro reconhecimento de Bruno Lage das lacunas apresentadas pelo futebol da equipa. Assim, abdicou de um dos pontas de lança, de maior presença em zonas de finalização, e colocou um médio de transição a jogar mais avançado no terreno. Com Taarabt já tinha maior criatividade na zona de construção e com este novo médio, Gedson, procurou providenciar maior capacidade de pressão alta à equipa e também presença para o jogo interior. Contudo, apesar de Gedson Fernandes trazer essa maior capacidade de pressão e presença interior, não oferece a criatividade necessária para tratar a bola nessa zona do terreno.

Taarabt continuou como o responsável pela primeira fase de construção e assim a sua criatividade e talento mantiveram-se longe das zonas de decisão
Fonte: SL Benfica

Por fim Bruno Lage apresentou a sua última opção no jogo da Rússia. Recuperou o meio-campo mais posicional original, Fejsa e Gabriel, e manteve em campo Taarabt. Era expectável que, através desta opção, seria utilizado o 4-4-2, onde Taarabt surgiria como o craque criativo das ligações de ataque, mas o que se viu foi um retorno ao 4-3-3. Vamos ignorar o facto de termos Fejsa a jogar lado a lado com outro médio – vocação que o sérvio não tem – e olhar para o posicionamento de Taarabt. O marroquino, em vez de jogar em frente aos médios, criando aproximações ao avançado e às zonas de finalização, jogou nas costas destes. Neste jogo, Taarabt continuou como o responsável pela primeira fase de construção e, assim, a sua criatividade e talento mantiveram-se longe das zonas de decisão. A consequência voltou a ser a total inexistência da exploração do jogo interior, pelo simples facto de não existir um jogador a procurar o espaço “entre-linhas”.

Assim, repito: o que procura Bruno Lage do meio-campo da sua equipa? O futebol anteriormente praticado surgia das ideias e trabalho técnico ou da simples existência de dois craques no plantel?

A saída de Jonas e João Félix não foram acauteladas por responsabilidade técnica ou directiva? Será que a lesão do suplente, e recém-chegado, Chiquinho pode explicar tudo?

Ou será que Bruno Lage realmente quer optar por um sistema mais aberto nas alas, na procura da linha de fundo e com maior presença posicional nas zonas de finalização? Se assim for, é inexplicável a utilização de Pizzi à direita, o desaparecimento de Cervi, a pouca utilização de Caio Lucas e a venda de Salvio.

O que procuras, Bruno? É que o treinador do Sport Lisboa e Benfica nunca pode ter dúvidas no assumir das suas ideias para o futebol da equipa.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: Diego Armando Maradona

Diego Armando Maradona, “El Pibe”, é um dos maiores de sempre do futebol mundial. Um atleta que viveu a sua carreira na dicotomia entre o génio e o malandro. O verdadeiro 10 era capaz de coisas incríveis dentro das quatro linhas, no entanto, a vida fora dos relvados fez com que não tivesse ainda mais sucesso. “El Pibe” foi considerado o melhor do mundo, no ano de 1986.

Diego Maradona nasceu em Lanús, a 30 de outubro de 1960. Desde criança que tinha um sonho: ser profissional de futebol e vencer um Mundial. A sua carreira iniciou-se ao mais alto nível: no futebol argentino, aos 15 anos, com a camisola do Argentinos Juniores. No clube de Buenos Aires disputou 166 jogos e marcou nada menos que 116 golos. Despontava, assim, um dos maiores talentos da Argentina.

Decorria o ano de 1981, quando Maradona, que era adepto, tal como a sua família, do Boca Juniores, se transferiu para o La Bombonera a troco de 1.25M€. Diego esteve apenas uma época ao serviço do seu Boca Juniores, conquistando o extinto Campeonato Metropolitano Argentino, marcando 28 golos em 40 partidos.

“El Pibe” protagonizou uma das maiores transferências de sempre na época 1982/1983, rendendo ao Boca Juniores uma verba a rondar os 8.00 M€. No entanto, a adaptação à Catalunha e duas longas paragens – uma hepatite na primeira época e uma fratura no tornozelo esquerdo, na segunda –  fizeram com que não demonstrasse todo o seu valor. Ainda assim, conquistou um campeonato, uma Supertaça e uma Taça do Rei – recorde-se que o Barcelona não vencia a liga desde 1974. Despediu-se sendo protagonista de uma batalha campal, num jogo frente ao Atheletic Bilbao, na final da Taça do Rei 83/84.

Na época seguinte, foi transferido para o Nápoles, onde ainda hoje é idolatrado. O clube italiano chegou a acordo para a transferência de Maradona, pagando ao Barcelona uma verba de 6.97M€. Em Itália, viveu o auge da sua carreira entre 1984 e 1991, com o seu Nápoles a impôr-se aos clubes do norte de Itália, como o AC Milan e a Juventus. Ao serviço dos napolitanos realizou 259 jogos e marcou 115 golos, conquistando dois campeonatos, uma Taça de Itália, uma Supertaça e uma Taça UEFA.

Depois de abandonar Nápoles, devido a problemas com uso de substâncias ilegais, passou pelo Sevilla, Newell´s Old Boys e terminou a carreira no “seu” Boca Juniores. Despediu-se perante “La Doce”, no Estádio La Bombonera cedendo a camisola 10 ao seu herdeiro, Juan Román Riquelme.

Fonte: FIFA

Ao serviço da seleção Argentina, viveu os melhores momentos na carreira: 91 jogos e 34 golos, vencendo um Mundial Sub-20 em 1979, uma Taça das Confederações em 1982 e o Mundial no México 1986. “El Pibe” participou em quatro campeonatos do mundo, entre 1982 e 1994, sendo vencedor em 86 e finalista vencido em 1990, num troféu disputado em Itália. Despediu-se da sua Argentina no campeonato do mundo de 1994, após um controlo anti-dopping positivo.

Definir Diego Armando Maradona é recordar os quartos-de-final, no Mundial 86, perante a Inglaterra liderada por Sir. Bobby Robson – vitória dos argentinos por 2-1. “El Pibe” e a dicotomia entre o génio e o malandro – no primeiro golo a “mão de Deus”, o malandro – no segundo golo, Maradona demonstrou o seu talento driblando seis adversários até a bola estar no fundo das redes inglesas.

Diego Maradona é, e será, um dos melhores de sempre, pois o seu talento, os seus dribles, a velocidade, e a qualidade com que colocava a bola onde queria com o seu pé esquerdo irão permanecer na memória dos apaixonados por futebol. “El Pibe” o rei argentino, o rei de Nápoles, que encantou sobretudo no seu país e em Itália, a cada fim-de-semana. O génio que brilhou no “La Bombonera” e no Estádio San Paolo.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por Joana Mendes

Fábio Silva – O “hat-trick” perfeito no meio dos “grandes”

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Fábio Silva, o menino de 17 anos que joga junto dos “grandes”, terá estado, certamente, felicíssimo nos últimos meses da sua carreira. Só no ano de 2019 conquistou a Youth League pelos sub-19 do FC Porto frente ao Chelsea FC, estreou-se como sénior pelo FC Porto frente ao Gil Vicente FC (jogo esse que os dragões acabaram por perder) e estreou-se também nas competições europeias, nomeadamente na Liga Europa. Ainda lhe falta o primeiro golo pela equipa principal portista, mas pode estar para breve. Isto, porque o jovem jogador natural de Rio Tinto tem sido, maioritariamente, suplente utilizado de Sérgio Conceição, tendo já sido titular frente ao CD Santa Clara.

No entanto, o último jogo de Fábio Silva, que ocorreu na passada sexta-feira, pela seleção nacional frente à Itália, será também um momento a não esquecer na carreira da jovem promessa azul e branca. Foram necessários apenas 44 segundos para o ponta de lança do FC Porto fazer o gosto ao pé e inaugurar o marcador. Após a bola bater no poste, Fábio teve tempo para tudo e conseguiu enviar a bola colocada para dentro das redes da baliza da seleção italiana.

Fábio Silva é o jovem português com um dos futuros mais promissores no panorama nacional e internacional
Fonte: FPF

O segundo golo surgiu antes do jogo somar dez minutos e após assistência do lado direito do ataque, Fábio surge desmarcado entre os centrais e atirou de cabeça, sem hipóteses para o guarda-redes. Presumia-se, nessa altura, que Fábio Silva faria história naquele jogo, até que, ainda antes do intervalo e já com o resultado em 3-0 (com o terceiro golo a pertencer a Umaro Embaló), Fábio faria o hat-trick perfeito. A bola sobra para o jovem avançado, que, já bem perto da pequena área, remata de forma colocada com o pé esquerdo. Em menos de 45 minutos, o jovem português brilhara pela seleção portuguesa de sub-19. De realçar que Fábio tem apenas 17 anos e joga já dois escalões acima em relação à sua idade.

Após o jogo e em entrevista à comunicação social, Fábio afirmou que este momento de boa forma na seleção nacional se deve ao trabalho realizado no FC Porto e que a sua integração está a ser muito positiva, querendo ajudar ainda mais, quer os dragões, quer a seleção nacional. Também Levi Faustino e Francisco Meixedo foram titulares, e Tomás Esteves saiu do banco para entrar na partida.

Fábio Silva fará, muito provavelmente, o seu próximo jogo a titular frente ao SC Coimbrões, a contar para a Taça de Portugal, e poderá, finalmente, fazer o seu primeiro golo pela equipa sénior.

Foto de capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

Antevisão GP Japão: É sábado e não temos qualificação

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Começou ontem mais um fim de semana de Fórmula 1. Desta vez, em região Ásia-Pacífico – no Japão – numa das pistas mais emblemáticas do calendário e onde os fãs parecem ser os melhores fãs do mundo.

Porém, o fim de semana introduziu-se um pouco mais curto do que o normal: à conta do Tufão Hagibis, que afetará todo o território asiático, a FIA foi forçada a cancelar a qualificação deste sábado, passando a mesma para domingo de manhã (10:00H hora local, 02:00H em Portugal Continental).

A qualificação adiada para domingo já não é uma novidade no Japão, já em 2004 e em 2010 aconteceu o mesmo, devido ao mau tempo. Diria que já é um clássico.

Desde 2014, ouvir falar de Suzuka dá-me aquele pequeno nervosismo, desde o acidente de Jules Bianchi, que levaria à sua morte 9 meses depois, o Japão não parece ser o mesmo. Por isso, diria que adiar a qualificação foi uma boa decisão da parte da FIA.

A partir daqui farei uma antevisão segundo os resultados dos treinos livres realizados ontem e daquilo que poderá ser a corrida, tendo em conta alguns marcos históricos desta pista.

Caso a qualificação não se realize mesmo (porque ainda há essa possibilidade), os resultados do FP2 serão os resultados em vista para a corrida.

Neste cenário, vemos uma Mercedes a afirmar-se forte. Depois da dobradinha na Rússia, as Flechas Prateadas querem, novamente, reforçar a liderança do campeonato. Tanto para a Mercedes como para o Lewis Hamilton, visto que, em princípio, o campeonato para ambos está (quase) garantido.

No entanto, na hipótese de o TL2 servir como qualificação, seria Valtteri Bottas quem ganharia a pole position. Algo que já não vemos há algum tempo – desde Silverstone. Poderá o finlandês repetir o mesmo feito amanhã na qualificação?

Com uma boa margem de tempos, a expectativa cresce no piloto finlandês da Mercedes, Valtteri Bottas, para ganhar a 11ª pole position.
Fonte: Formula 1

Depois dos erros cometidos na estratégia em Sochi, e com o domínio da Mercedes nos treinos livres, a scuderia italiana não parece estar a ter o seu melhor momento de forma. No entanto, quem sabe se a equipa não poderá ter uma recuperação eficiente para amanhã.

Já a equipa da Red Bull parece querer afirmar-se. Pelo menos Max Verstappen não vai deixar escapar a oportunidade de acrescentar mais uma pole position ao seu palmarés.

A nível de contexto histórico, nos anos anteriores vemos, em Suzuka, um domínio claro da Mercedes: desde 2014 que as Flechas Prateadas têm dominado em território japonês.

Se o contexto histórico interessa, então a História do circuito dos últimos anos assemelha-se bastante àquilo que aconteceu nos treinos livres de ontem.

No entanto, nada é certo, porque, com a qualificação a decorrer apenas amanhã, teremos um domingo em cheio e, em contrapartida, um sábado de “descanso”, no qual teremos que esperar para ver o que vai acontecer.

Na ausência de qualificação, aqui estão os resultados finais do FP2.
Fonte: Formula 1

Foto De Capa: Formula 1

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão