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Mundiais de Atletismo – Guia para Doha 2019 #2: Aqueles que ambicionam o topo do Mundo

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Já apresentámos a armada portuguesa que vai representar o nosso país em Doha e, hoje, falamos dos diversos eventos nos Mundiais de Atletismo. Seja bem-vindo ao Guia Doha 2019 – parte 2!

OS EVENTOS

Masculino

100 METROS

São os primeiros Mundiais sem Usain Bolt e isso por si só já afetaria esta prova, mas há mais… Andre de Grasse (CAN) e Yohan Blake (JAM) são nomes entusiasmantes, mas não parecem com capacidade atual para levar o Ouro, depois das lesões que por tanto tempo os têm atormentado. Para piorar a situação, a grande estrela atual Christian Coleman (USA) ,que já bateu o recorde mundial de 60 metros, esteve envolvido num caso relacionado com o sistema antidopagem e apenas escapou a uma sanção na secretaria.

Ainda assim, é o claro favorito, mas para tal terá que bater o campeão mundial, e nada menos polémico, Justin Gatlin (USA), o campeão europeu Zharnel Hughes (GBR) e fortes atletas como o sul-africano Akani Simbine (campeão da Commonwealth) ou o nigeriano Divine Oduduru (o segundo mais rápido em 2019, com 9.86s, mas que deverá pagar a fatura da longa temporada universitária norte-americana). Da Ásia, Sani Brown (JPN) e Zhenye Xie (CHI) podem vir a surpreender.

200 METROS

Em 2017, já sem Bolt (apenas fez os 100), a prova foi surpreendentemente vencida por Ramil Guliyev (TUR). O turco por Doha também estará presente, mas será difícil contrariar o absoluto favoritismo de Noah Lyles (USA), que tem sido rei e senhor da prova durante os últimos dois anos. O seu recorde pessoal de 19.50s já o coloca como o quarto mais rápido da história e vai a Doha à procura de melhorar essa marca. Jereem Richards, (TTO) que recebeu o bronze há dois anos, estará também presente. No entanto,  quem poderá também entrar no pódio um dos atletas que dobrará distâncias, fazendo 100 e 200m.  Entre eles constam nomes como Christian Coleman (USA), Andre de Grasse (CAN), Yohan Blake (JAM) ou Divine Oduduru (NIG).

400 METROS

Tal como já se previa, o recordista mundial, também campeão mundial e olímpico, Wayde van Niekerk (RSA), não estará presente e todas as atenções estarão centradas no duelo entre Michael Norman (USA) e Fred Kerley (USA), que deverão garantir que o evento volte para mãos americanas. Norman já correu em incríveis 43.45s este ano, marca que o colocou como quarto melhor de sempre e tem levado várias vezes a melhor sobre Kerley, incluindo na final da Diamond League deste ano. No entanto, Kerley surpreendeu nos Nacionais norte-americanos ao vencer em 43.64s, um novo recorde pessoal, subindo a sétimo mundial.

São estes os grandes favoritos, mas retirar Steven Gardiner, das Bahamas, ( que regressou de lesão em 44.14s, correndo em 43.87s como recorde pessoal) ou Akeem Bloomfield (jamaicano que no ano passado correu em 43.94s) da equação pode ser arriscado.
Atenção ao regresso do grande Kirani James (GRN), que com uma aparição surpresa no meeting de Andújar garantiu o apuramento, bem como a curiosidade de vermos duas das maiores estrelas dos 400m barreiras inscritas: Karsten Warholm (NOR) e Abderrahman Samba (QAT).

800 METROS

Mais uma vez sem Rudisha (será que algum dia volta?), a prova tem, no entanto, subido de nível no geral, com vários atletas a aproximarem-se do recorde do astro queniano. Um deles é Nijel Amos (BOT) que irá procurar voltar a entrar na casa do 1:41 para levar o Ouro. O Quénia também estará, claro, muito bem representado, com Ferguson Rotich Cheruiyot e Emmanuel Korir (ainda que não tenha, até agora, dado seguimento a um extraordinário 2018) a terem honras de favoritos também.

O campeão Pierre-Ambroise Bosse (FRA) estará presente, mas não parece que desta vez consiga surpreender. Da Europa, entre os maiores nomes, constam ainda Amel Tuka (BIH) ou Adam Kszczot (POL), mas um dos prediletos chega dos EUA: Donavan Brazier já correu este ano em 1:42.70 e foi com esse tempo que venceu a Diamond League, com uma ponta final demolidora. Conseguirão os norte-americanos obter um Ouro num evento em que nunca o conseguiram em Mundiais?

1.500 METROS

Elijah Manangoi (KEN) não recuperou da lesão, mas já poucos eram os que consideravam o campeão mundial como o mais favorito ao Ouro em Doha. Essa honra (ou responsabilidade) pertence a Timothy Cheruiyot (KEN) que tem protagonizado duas excelentes temporadas, praticamente imbatível no circuito. Foi o único abaixo dos 3.30s este ano e subiu a sétimo mais rápido de sempre.

Os outros lugares do pódio estarão em aberto (quem sabe, com uma ameaça ao Ouro), para alguns favoritos entre os africanos, como Ronald Musagala (UGA), Samuel Tefera (ETH) ou Abdelaati Iguider (MOR), todos à procura de melhorar os seus recordes pessoais.

Entre os europeus, Marcin Lewandowski (POL) pode sempre surpreender e atenção, claro, aos irmãos Ingebrigtsen. Filip foi o terceiro em Londres e continua em excelente forma (no ano passado bateu o recorde nacional) e Jakob, a grande promessa europeia, é o segundo mais rápido em 2019, logo, é favorito a um lugar do pódio. Apesar dos seus 19 anos, feitos há poucos dias, o jovem já provou que se bate com qualquer um em pista.

A primeira noite em que ninguém dormiu

Dois dias, 16 jogos, 45 golos e futebol para dar e vender: foi assim a primeira jornada da edição 2019/2020 da Liga dos Campeões, a maior competição de clubes do mundo.

Na terça-feira passada, pelas 17h55 de Portugal Continental, os apitos dos árbitros do Lyon-FC Zenit São Petesburgo e do Inter de Milão-Slavia Praga soaram alto e em bom som, marcando o início das noites milionárias. Ambas as partidas acabariam com um empate a uma bola, com o Inter a chegar ao 1-1 já depois dos 90’. Lyon e Zenit, que pertencem ao grupo do SL Benfica, dividem, para já, o segundo lugar do mesmo.

Os encarnados entraram no relvado da Luz pelas 20h. A turma de Bruno Lage apresentou-se com um XI diferente do habitual no campeonato e não foi capaz de ultrapassar o RB Leipzig, perdendo por 2-1. Os alemães começam o grupo G na liderança.

Tal como o Inter-Slavia, o Borussia Dortmund-FC Barcelona terminou empatado, mas sem golos, um resultado que agravou o mau momento vivido pelo conjunto de Ernesto Valverde. As quatros equipas do grupo F prosseguem com a caminha europeia com um ponto conquistado.

No grupo H, o Valencia CF de Gonçalo Guedes e Thierry Correia foi a Londres vencer o Chelsea FC por 1-0. As coisas não correram tão bem aos portugueses José Fonte, Renato Sanches, Tiago Djaló e Xeka, que saíram de Amesterdão derrotados pelo AFC Ajax por 3-0.

Ainda na terça-feira, o SSC Napoli tombou o campeão europeu Liverpool FC em Itália, num desafio que terminou 2-0 para os napolitanos. Também no grupo E, no desafio da jornada com mais golos, o FC Red Bull Salzburg derrotou o Genk por 6-2. O avançado norueguês Håland, de 19 anos, assinalou a sua estreia na liga milionária com um hat-trick.

Erling Braut Håland (19 anos) apontou um hat-trick na sua estreia na Champions
Fonte: UEFA

Na quarta-feira, dia 18, foi a vez dos grupos A, B, C e D entrarem em ação. Pelas 17h55, Club Brugge K.V. e Galatasary mediram forças para o grupo A, mas não foram além de um empate a zeros. À mesma hora, no ‘B’, o Olympiacos de Pedro Martins, Rúben Semedo, José Sá e Daniel Podence, recuperou de uma desvantagem de dois golos e empatou 2-2 com o Tottenham Hotspur FC, na Grécia. O ex-avançado do Sporting CP apontou um dos tentos dos gregos.

No ‘A’, as atenções foram quase todas para o PSG-Real Madrid, que terminou com a vitória por 3-0 dos parisiense. Ángel Di María foi o homem do encontro, ao apontar dois golos à antiga equipa. Já no outro jogo do grupo B, o Bayern de Munique venceu, sem grandes dificuldades,  o Estrela Vermelha por 3-0.

Pela Ucrânia, passou o Manchester City de Pep Guardiola, que tomou bem conta da tarefa frente ao Shakhtar Donetsk de Luís Castro, derrotado por 3-0. Inseridos no grupo C, os ingleses viram o Dínamo de Zagreb ganhar à Atalanta por 4-0, com um hat-trick do croata Mislav Oršić.

Já no ‘D’, decorreu o encontro da jornada para os adeptos portugueses espalhados pelo globo: João Félix e Cristiano Ronaldo encontraram-se em Madrid para o Atlético-Juventus FC, mas o 2-2 final não contou com a participação direta de nenhum dos dois. No mesmo grupo, os compatriotas Eder e João Mário, do Lokomotiv de Moscovo, foram a Leverkusen vencer o Bayer 04 por 2-1.

A segunda jornada da Liga dos Campeões é já nos próximos dias 1 e 2 de outubro, com o Tottenham-Bayern e o Barcelona-Inter a assumirem-se como as partidas cabeças de cartaz.

Foto de capa: UEFA

Texto revisto por Joana Mendes

Fair Play e o AC Milan

Foi noticiado, em Julho, que a UEFA teria tido mão pesada em relação à violação do AC Milan, do requisito de equilíbrio nos períodos de 2015/2016/2017, e teria excluído o mesmo das competições da UEFA no período de 2019/2020. Mas os factos não foram noticiados na sua verdadeira essência.

Vejamos: o Fair Play financeiro visa melhorar a saúde financeira global do futebol europeu dos clubes.

O seu regime foi aprovado em 2010 e implementado em 2011. Desde essa data que os clubes que se qualificam para as competições da UEFA têm de provar não ter dívidas em atraso relativamente a outros clubes, jogadores, segurança social e finanças. Portanto, há um regime de fiscalização em que os clubes têm de provar que pagaram as suas contas.

A partir de 2013, os clubes passaram a ter de respeitar uma gestão equilibrada em break-even, que significa que aquilo que gastam deve ser igual à despesa, restringindo a acumulação de dívidas.

Todas as épocas, o comité de controlo financeiro dos clubes da UEFA analisa as contas consolidadas dos últimos três anos de todos os clubes participantes nas provas da UEFA.

Em Junho de 2015, a UEFA procedeu a alterações regulamentares em matéria de Fair Play, com objetivo de encorajar um investimento sustentável dos clubes, fiscalizando ao mesmo tempo o controlo dos gastos excessivos. As alterações regulamentares tiveram como objetivo a necessidade que alguns clubes tinham de reestruturação de negócio, para enfrentarem choques económicos súbitos e outros que operam em deficiências estruturais severas de mercado na sua região. O trabalho do Comité foi potencialmente aumentado para incluir clubes ainda não qualificados para as competições da UEFA, mas que prevêem e querem participar nelas num futuro próximo.

Fonte: AC Milan

Em bom rigor, e não obstante a política restritiva de que aquilo que é receita deve ser igual à despesa, o Fair Play considera que os clubes podem ter um desvio de 5 milhões a mais do que ganham, por um período de três anos. No entanto, atualmente, os clubes podem exceder este limite até 30 milhões de euros, se este estiver inteiramente coberto por uma contribuição por parte dos donos do clube. Isto evita o acumular de uma dívida insustentável. Além do mais, e de forma a promover o investimento em estádios e centros de treino, aposta na formação de jovens e no Futebol feminino, pois todos estes custos mencionados são excluídos das contas do equilíbrio de gestão.

O não cumprimento do Fair Play implica a aplicação de medidas e sanções. Mas tal não implica que um clube seja excluído automaticamente. As sanções são:

Advertência, repreensão, multa, dedução de pontos, retenção das receitas de uma competição da UEFA, proibição de inscrição de novos jogadores nas competições da UEFA, restrição ao número de jogadores que um clube pode inscrever para a participação em competições da UEFA (incluindo um limite financeiro sobre o custo total das despesas com salários dos jogadores inscritos), desqualificação das competições a decorrer e/ou exclusão de futuras competições, e, por último, retirada de um titulo ou prémio.

No que concerne ao caso do AC Milan:

Em Junho de 2018, naquela que foi designada a primeira decisão, a Câmara Adjudicatória do Controlo Financeiro da UEFA verificou que o AC Milan não havia cumprido com as suas obrigações de Fair Play, tal como acima estão descritas, durante o período de 2015/2016/2017, ainda no tempo de Berlusconi, antes da venda do AC Milan a um grupo de investimentos chinês. Este órgão, consequentemente, impôs a sanção de exclusão da participação nas competições seguintes da UEFA, que seriam nos períodos de 2018/2019 e 2019/2020. Esta decisão foi designada de “Decisão de Junho” (“The June decision”).

Em Julho de 2018, o painel do Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), na Suiça, quando acedeu à decisão de Junho, determinou que a escala de violação do requisito de equilíbrio pelo AC Milan era incontestável e correspondia a 121 milhões de euros em excesso do valor máximo aceitável. Mas, atendendo a determinadas e específicas circunstâncias do caso, trazidas ao processo posteriormente pelo clube, o mesmo deveria ser remetido à UEFA para ser reconsiderada a imposição de uma sanção mais proporcional. Tais circunstâncias e factos são desconhecidos do público, pelo que não podemos afirmar quais são.

Desde então, os órgãos competentes da UEFA juntamente com o CAS reavaliaram a situação do clube.

A 20 de Novembro de 2018, a Câmara Adjudicatória do Controlo Financeiro da UEFA decidiu  excluir o AC Milan de participar nas competições da UEFA nos períodos de qualificação correspondentes a 2022/2023 e 2023/2024, a não ser que comprovassem o break even até 30 de Junho de 2021.

A 24 Dezembro de 2018, o AC Milan recorre para o CAS da primeira decisão.

Depois, a 10 Abril de 2019, enquanto o recurso do clube contra a primeira decisão – The June Decision – estava pendente, a Câmara de Investigação decidiu remeter o caso à Câmara Adjudicatória do Controlo Financeiro e não entrar em qualquer acordo com o AC Milan, sendo esta a segunda decisão.

Fonte: AC Milan

A 23 de abril, o AC Milan recorre para o CAS da segunda decisão. Só nos dias 24 e 25 de Junho de 2019, as partes entregam ao árbitro nomeado em ambos os processos, um acordo celebrado e que passava pelo seguinte: em 24 de junho de 2019, as partes concordaram que o Caso de Consentimento deveria ser emitido, ratificando e confirmando as orações de alívio da resposta apresentada pela UEFA . Estas são:

i. A decisão proferida pela Câmara Adjudicatória do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA, no processo AC-05/2018, em 20 de novembro de 2018, (ou seja, decisão recorrida na questão CAS 2018 / A / 6083) é anulada.

ii. É anulada a decisão proferida pela Câmara de Investigação do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA em 10 de abril de 2019 (ou seja, decisão em apelação na matéria CAS 2018 / A / 6261).

iii. As decisões referidas em i. e ii. acima são substituídas pela seguinte ordem: “O AC Milan foi excluído da participação nas Competições de Clubes da UEFA da temporada desportiva 2019/2020 como consequência da violação de suas obrigações de equilíbrio no FFP durante os períodos de monitoramento de 2015/2016/2017 e 2016/2017/2018”.

iv. A Câmara de Adjudicação do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA é convidada a emitir uma ordem processual, reconhecendo o resultado das presentes arbitragens e encerrando o processo AC-01/2019, referente ao período de monitoramento 2016/2017/2018, que se tornou discutível.

v. Os custos dos processos cas 2018 / A6083 e CAS 2019 / A / 6261 serão suportados pela AC Milan.

vi. Cada Parte deve suportar os seus próprios custos.

Conclui-se, deste modo, não obstante os factos serem claramente visíveis e haver um desvio de 121 milhões de Euros, passível de fazer excluir o AC Milan de participar em duas épocas das competições da UEFA, que a mão da UEFA não foi assim tão pesada, atendendo que as partes chegaram a acordo no sentido de o clube só ser excluído das competições da UEFA durante o período de 2019/2020.

Foto de Capa: AC Milan

Texto revisto por Joana Mendes

Pizzi a todo o gás

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Luís Miguel Afonso Fernandes, mais conhecido no mundo do futebol como Pizzi, é uma das peças fulcrais no xadrez de Bruno Lage.

O médio internacional português está a ter um arranque de sonho. Na presente temporada já disputou nove jogos (Campeonato, Supertaça, Liga dos Campeões e Qualificação para o Europeu), tendo feito balançar as redes adversárias por oito ocasiões.

Engane-se quem pensa que Pizzi é só jogador de marcar golos. Pizzi marca, assiste, joga e dá a jogar.

Contudo, o transmontano fez uma exibição apagada no jogo frente ao RB Leipzig, um jogo a contar para a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O SL Benfica perdeu esse confronto por 2-1, e Pizzi, nem vê-lo. Segundo as estatísticas, o internacional português fez 54 passes, sendo que apenas quatro levaram a direção dos avançados encarnados. Uma noite europeia para esquecer.

Acontece que a nível interno o caso muda completamente de figura. O comandante dos encarnados, tal como é carinhosamente tratado pelos adeptos, tem estado em evidência neste início de temporada. No Sport Lisboa e Benfica tem sido o jogador em maior destaque, tendo até vencido o prémio de melhor jogador da Primeira Liga no mês transato.

 

Pizzi tem sido o grande destaque da turma de Bruno Lage, sendo o melhor marcador do campeonato
Fonte: SL Benfica

O médio de 29 anos demonstra uma qualidade acima da média: muito bom a encontrar espaços, a fazer tabelas capazes de desfazer defesas e uma enorme qualidade no passe (curto e longo). Provou o seu valor para as águias na época passada e parece que a sua boa forma é recorrente no início de cada temporada.No presente é, a par de Zé Luís, avançado do Futebol Clube do Porto, o melhor marcador do campeonato português com seis golos apontados.

Note-se que Pizzi, sendo médio direito, tem o triplo dos golos dos nossos habituais avançados titulares (Raúl de Tomas e Seferovic), que apenas marcaram por intermédio do suíço.

Em suma, Pizzi é um jogador completo, sempre pronto a servir o seu colega de equipa e, quando a oportunidade aparece, a colocar a redondinha no fundo das redes, mantendo um nível elevado de preponderância no plantel dos encarnados. E, apesar do fulgor demonstrado no início desta temporada se ter desvanecido nestes dois últimos encontros frente ao RB Leipzig e ao Moreirense FC, onde foi, inclusive, substituído aos 75 minutos de jogo por Caio Lucas (uma aquisição do Benfica neste defeso), aquilo que todos os adeptos do glorioso esperam que Pizzi faça o que tem feito até agora: marcar, e muito. Esperam ainda que a boa forma anteriormente demonstrada pelo português se torne regular.

Foto de Capa: SL Benfica

Texto revisto por Joana Mendes

Afinal há treinador ou é preciso esperar?

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Marcel Keizer foi despedido no dia três de Setembro após um péssimo arranque de campeonato. Os maus resultados, aliados à fraca performance em campo, ditaram o desfecho que se esperava, sobretudo após a derrota sobre o eterno rival SL Benfica por 5-0, um jogo a contar para a Supertaça.

Desde a saída do técnico holandês, muito se especulou acerca da pessoa ou do perfil necessário para um Sporting CP algo quebrado e debaixo de pressão, devido aos maus resultados que vinham sendo apresentados à massa adepta leonina. Contudo, até hoje, tem sido Leonel Pontes o líder dos leões, e não se sabe até quando assim será.

Leonel Pontes é considerado por alguns o ‘’Bruno Lage do Sporting CP’’, mas nem os resultados, nem a qualidade de jogo se assemelham, para além de que as vitórias teimam em não aparecer.

No entanto, o mais curioso é que o Presidente do clube não dá sinais de querer mudar o que quer que seja, talvez satisfeito pelo trabalho desempenhado até agora pelo treinador que anteriormente se encontrava na equipa de sub-23.

Tal apatia de Frederico Varandas faz-me questionar se a aposta em Leonel Pontes é para manter. Desde o início escrevi que não é treinador para o nosso clube, mas quem toma este tipo de decisões perceberá mais disto do que eu.

A verdade é que alguns nomes foram lançados, entre os quais Quique Setién, que na última época colocou o Real Bétis Balompié a jogar um Futebol vistoso. Para além do espanhol, especula-se ainda que Marco Silva ou Leonardo Jardim possam vir a ingressar no Sporting CP.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Posto tudo isto, lanço a questão: os leões já têm um técnico, Leonel Pontes, ou ainda temos de esperar mais? O relógio vai passando, os resultados continuam maus e o Futebol jogado é fraco. Será que, mesmo assim, é com o atual treinador que queremos seguir em frente?

Concluindo, espero não precisar de muito mais tempo para ver um treinador com créditos firmados no Futebol português, a sentar-se no banco do clube leonino. Estou cansado de, desde a pré-época, ver um Futebol jogado que não corresponde àquele que um emblema da grandeza do Sporting CP deve praticar. Está na hora de mudar.

 

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Texto revisto por Joana Mendes

FC Porto 2-0 CD Santa Clara: Dragão mantém a fasquia elevada na luta pela liderança

Último jogo de domingo colocava frente a frente duas formações que frequentam a metade superior da tabela classificativa. De um lado o FC Porto, à condição terceiro classificado, do outro os açorianos do CD Santa Clara que, à partida para o duelo no Estádio do Dragão, ocupava a oitava posição.

No que toca aos onzes iniciais, ambos os treinadores operaram alterações nas suas escolhas, em comparação às últimas partidas.

Do lado visitante, o técnico João Henriques optou por efetuar três mudanças nas suas escolhas, lançando a jogo Zaidu Sanusi, Osama Rashid e Carlos Júnior.

Já Sérgio Conceição viu-se forçado a abdicar do brasileiro Alex Telles, devido ao cartão vermelho visto pelo defesa em Portimão; devido a isso, Wilson Manafá receberia os seus primeiros minutos da época como titular, na tentativa de colmatar a ausência do internacional canarinho. Também Soares acabaria por não repetir a titularidade, sendo substituído no onze por Zé Luís.

Relativamente ao jogo jogado, assistimos a uma primeira parte quase que de sentido único, com os azuis e brancos a mandar na grande maioria dos momentos do jogo.

Foi, contudo, nos primeiros instantes do encontro que a equipa visitada esteve melhor, criando algumas oportunidades para finalizar, nomeadamente através de um remate do colombiano Luis Díaz, como também na sequência de um cabeceamento de Danilo Pereira.

Tudo isto, naturalmente, antes do minuto quinze, minuto que ficaria marcado na história deste encontro, uma vez que seria neste preciso instante que Zé Luís, após excelente cruzamento do capitão do FC Porto, Danilo, inauguraria o marcador no Dragão. Relativamente à vontade no interior da área dos açorianos, o atacante contratado esta temporada aos russos do Spartak de Moscovo chegaria à marca dos seis golos no campeonato, igualando os números de Pizzi que, à entrada para a presente jornada, era o melhor marcador da competição.

Após o 1-0, o jogo acabou por arrefecer, sobretudo em relação a oportunidades flagrantes de golo. A formação visitante, agora forçada a correr atrás do prejuízo, conseguiu soltar-se um pouco mais das amarras estabelecidas pelos “dragões”, chegando, inclusivamente, a terrenos mais avançados; todavia, tais incursões ofensivas não causariam qualquer tipo de perigo maior para as redes defendidas por “Marche”.

Se as redes de Marchesín não viram o perigo de perto durante este período, o mesmo não pode ser dito das redes da baliza contrária.

Quatro minutos antes do intervalo, livre batido por Jesús Corona e alívio completamente infeliz de César. 2-0 favorável ao FC Porto na saída para os balneários; era tudo o que era necessário para um intervalo mais tranquilo para os homens da casa e, por outro lado, um autêntico balde de água fria para a formação insular.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Segundos quarenta e cinco minutos, boa atitude inicial do CD Santa Clara: equipa subida no terreno, a tentar encarar o FC Porto olhos nos olhos, conseguiu colocar à prova o guardião portista pela primeira vez no encontro através de um remate venenoso de Patrick. Contudo, todo este espírito dos visitantes seria sol de pouca dura.

Luís Díaz, por volta da hora de jogo, a partir de um remate de fora da área, abriria a porta para um verdadeiro vendaval ofensivo dos “dragões”, onde por diversas ocasiões os da Invicta estiveram perto de sentenciar a partida com o 3-0.

Nota ainda para dois lances polémicos que prometem ocupar algumas capas de jornais amanhã. Primeiro, no interior da grande área do FC Porto, Uribe disputa o esférico nas alturas com Fábio Cardoso, lance que deixaria o número quatro do CD Santa Clara a pedir algo mais ao árbitro da partida. No lado oposto, lance entre o “lateral” mexicano do FC Porto e João Afonso que, após revisão do lance por parte de Luís Godinho, faria com que Corona visse o cartão amarelo por simulação.

Até final, nota ainda para dois remates perigosos de Zé Luís e Marega (aos 77′ e aos 91′, respetivamente) que não conseguiram encontrar as redes à defesa de Marco.

Final da partida na cidade do Porto: três pontos ficam em casa e fazem com que a formação azul e branca se volte a colar ao SL Benfica na luta pela liderança do campeonato (ainda que à condição).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto – Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano e Jesús Corona (Mbemba, 76’); Luis Díaz (Nakajima, 66’), Danilo Pereira, Matheus Uribe e Otávio; Moussa Marega e Zé Luís (Soares, 83’).

CD Santa Clara – Marco; Zaidu Sanusi, João Afonso, Fábio Cardoso, César e Patrick; Osama Rashid, Francisco Ramos (Bruno Lamas, 75’) e Carlos Júnior (G. Schettine, 46’); Zé Manuel (Lincoln, 59’) e Thiago Santana.

Académica OAF 1-1 CD Feirense: Coimbra acolheu o Festival de Futebol Inócuo

Jogo morno, tarde fria, acabou como só podia. A partida entre Académica OAF e CD Feirense terminou com uma divisão de pontos que não satisfaz ninguém, mas que será mais fácil de digerir pela equipa da casa, que arrancou o golo do empate “a ferros”. Um golo para cada lado, um ponto para cada lado, um resultado que não aquece nem arrefece nenhum dos lados.

Os diferentes momentos vividos pelas duas equipas fizeram-se notar ainda antes do apito inicial. A turma visitante, na sequência de um triunfo caseiro frente ao GD Chaves, fez jus à velha máxima de que “em que equipa que ganha não se mexe” e apresentou o onze que havia vencido os transmontanos.

Por seu turno, os academistas, numa série de quatro partidas sem saborear a vitória, apresentaram-se em campo com cinco alterações, em comparação com o onze inicial apresentado na receção ao CD Nacional na jornada transata. A dupla de centrais foi composta por Arghus e Zé Castro, em detrimento de Yuri Matias e Silvério Júnio, e a dupla de avançados Lacerda e Leandro Silva viu-se substituída por Hugo Almeida e Barnes Osei (que acabou por jogar na ala esquerda, sendo de Chaby o lugar ao lado de Hugo Almeida). No “miolo”, Ki cedeu lugar a Marcos Paulo. De resto, dos cinco preteridos, apenas o nome de Silvério Júnio constou da ficha de jogo.

Primeiros minutos de iniciativa dividida, com o jogo “amarrado” e com a “redondinha” longe de ambas as balizas, procurando lá chegar em viagens longas entre o primeiro e o último setores. A primeira oportunidade para golo surge aos três minutos por iniciativa da Académica, num desvio de cabeça ao segundo poste, na sequência de um canto pela esquerda do ataque academista.

As duas equipas empataram num jogo pobre
Fonte: CD Feirense

A Académica apresentava-se num 4-4-2 de três linhas que, no momento de construção ofensiva desde o primeiro setor, se desdobrava em uma primeira linha de três (Mike, Castro e Arghus), uma segunda linha de três (médios centro e lateral esquerdo) no apoio à saída em construção e uma linha mais avançada composta pelos dois elementos mais avançados e pelos alas João Mendes e Barnes Osei. Na construção da Briosa, Osei e Mauro Cerqueira davam ao jogo da turma visitada a maior largura possível, encostando o mais à direita e à esquerda, respetivamente, que os limites do terreno de jogo permitiam. Os “fogaceiros” dispunham-se em campo no seu tradicional 4-2-3-1, que não desmanchavam no momento defensivo, mas a que incutiam as devidas nuances no momento ofensivo.

Ao minuto 28, o primeiro golo da partida… anulado. Na sequência de mais um canto pela esquerda, a Académica, por intermédio de João Mendes, bateu Caio Secco, estando, no entanto, em posição irregular o homem de negro.

Cinco minutos volvidos e mais uma situação de perigo favorecendo a Briosa. Zé Castro tentou lançar a profundidade academista, mau alívio da defensiva feirense e Hugo Almeida a rematar à entrada da área para defesa de Caio. No minuto seguinte, o ponta-de-lança da Académica caiu na área em lance de disputa de bola, ressoando alto e em bom som os protestos de penalti da equipa da casa e dos seus adeptos. Jorge Sousa não concordou e, sem hesitações, assinalou pontapé de canto para os da casa.

Outros cinco minutos volvidos e foi a vez dos visitantes darem trabalho a Tiago Pereira. N´Sor, lançado em profundidade por Fábio Espinho, colocou a biqueira da bota na bola mas esta seguiu a trajetória que terminava no guardião academista, que, ainda assim, cedeu canto, não arriscando segurar uma bola que não parecia difícil.

Aos 43 minutos (mais cinco volvidos), mais um destaque, este pela negativa. Filipe Chaby, um dos melhores jogadores do arranque de temporada da Académica, saiu de maca e em dores tais que transpareciam no esgar de dor que o jogador não camuflava.

A saída forçada de Chaby levou César Peixoto a colocar em campo Cherif. Com a entrada do guineense, passou a ser João Mendes o mais próximo companheiro de aventuras de Hugo Almeida, cedendo o seu lugar na ala esquerda precisamente ao atleta da Guiné-Conacri. No entanto, foi pelo lado direito e por Barnes Osei que a Académica tentou espevitar o seu jogo nos dez primeiros minutos do segundo tempo.

Contudo, foram os visitantes a criar perigo pela primeira vez na segunda parte, com um remate de meia distância de Fábio Espinho a ser travado pelas duas mãos de Tiago Pereira, que se aplicou em voo para ceder canto para os “fogaceiros” e evitar que o marcador contasse uma história triste aos quase três mil adeptos academistas que compunham uma boa casa para os padrões da Segunda Liga (com a ajuda, refira-se, de cerca de setenta adeptos feirenses que atravessaram a fronteira entre Aveiro e Coimbra para serem parte das 3246 pessoas acolhidas pelo Estádio Cidade de Coimbra).

Após vinte minutos mornos, Ícaro tentou usar a cabeça para gelar os adeptos da casa. No entanto, e apesar de ter correspondido bem ao canto batido por Fábio Espinho, não conseguiu desbloquear o marcador, atirando por cima da baliza da briosa. O susto teve o condão de despertar momentaneamente os adeptos da casa (que não a claque), mas a forma como a Académica se perdia no seu inócuo e confuso estilo de jogo rapidamente serenou a reação das bancadas, que acabou por não passar de um esboço.

Aos 80 minutos, perante a tremenda passividade academista, o Feirense chegou ao golo de forma caótica. Fábio Espinho descobriu bem Feliz Vaz na direita do ataque que centrou pela relva. Por entre a confusão que se gerou entre os atacantes “fogaceiros” e os defesas academistas que disputaram o lance, Ença Fati conseguiu fazer a bola atravessar a linha de baliza não mais do que dois palmos, somando o seu terceiro golo na Segunda Liga e isolando-se como o melhor marcador da equipa do distrito de Aveiro.

Até ao final, a Académica tentou chegar ao empate e conseguiu-o no último lance, através de uma grande penalidade convertida pelo capitão de equipa Zé Castro. A Briosa salvou assim um ponto e consagrou outro ao CD Feirense, num jogo em que ninguém merecia ganhar. Se gostam da tão badalada e poética “justiça no futebol”, podem ficar descansados: não havia resultado mais justo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Académica OAF – Tiago Pereira; Mike Moura; Arghus (Silvério, 76´); Zé Castro (C); Mauro Cerqueira; Ricardo Dias; Marcos Paulo; Filipe Chaby (Cherif, 45´); João Mendes; Barnes Osei (Dani, 69´); Hugo Almeida.

CD Feirense – Caio Secco; Edson farias; Ícaro Silva; Ricardo (Gui Ramos, 24´); Ruca; Cris (C); Christian; Feliz Vaz; Fábio Espinho; Ença Fati (Elves, 87´); Kwame N´Sor (Boupendza, 64´).

RK Vardar 32-27 FC Porto: Duas faces da mesma moeda

O Futebol Clube do Porto perdeu hoje na segunda jornada do Grupo B da EHF Champions League frente ao RK Vardar da Macedónia na Sport Center Jane Sandanski em Skopje.

Depois da excelente vitória na primeira jornada da maior competição europeia de clubes frente ao HC Meshkov Brest no Dragão Caixa, os azuis-e-brancos, agora, deslocaram-se ate à Macedónia para enfrentar nada mais, nada menos, que os campeões europeus em título, o HC Vardar. Uma equipa extremamente aguerrida e com um ambiente verdadeiramente incrível no seu pavilhão. Os macedónios eram claros favoritos à vitória, mas este jogo foi muito mais complicado do que se adivinhava.

Os dragões entraram extremamente concentrados na tarefa em mãos e no que era necessário fazer para parar os adversários: limitar ao máximo o gigante Dainis Kristopans, lateral direito de 215 cm de altura. E isso fizeram.

Durante os primeiros dezassete minutos de jogo, a equipa portista esteve sempre na frente do marcador, oscilando sempre entre vantagens de dois ou três golos, em grande parte devido ao seu forte bloco central que ia neutralizando ao máximo as principais armas do Vardar.

Os macedónios ainda conseguiram passar para a frente do marcador com um parcial de 5-0 fazendo o 10-8, mas foi sol de pouca dura, uma vez que rapidamente os comandados de Magnus Andersson empataram e deram a volta ao marcador chegando mesmo aos quatro golos de vantagem a cerca de três minutos do intervalo.

O problema foi que as desatenções e falhas técnicas, fruto do cansaço e desgaste do tipo de defesa praticado, começaram a fazer-se notar e os campeões europeus conseguiram encurtar a desvantagem, indo para o intervalo a perder por apenas dois golos de diferença.

O FC Porto ainda foi a vencer para o intervalo por 14-16, mas a segunda parte não correu bem
Fonte: RK Vardar

Quando se esperava uma entrada muito forte do Porto no segundo tempo de forma a voltar a cavar um fosse e, quem sabe, vencer a partida, os dragões mostraram uma outra face e entraram extremamente desconcentrados nas várias fases do jogo. O Porto permitiu ao Vardar passar para a frente do marcador e começar a afastar-se lentamente, levando assim as esperanças portistas de conseguir levar uma vitória ou um empate de Skopje.

A maior experiência por parte da equipa da casa começou a fazer-se sentir, especialmente no plano defensivo, e assim os ataques portistas iam-se tornando cada vez mais rápidos e inconsequentes. Magnus Andersson, na tentativa de fazer uma aproximação no marcador, ainda lançou o 7×6 portista, umas das principais armas dos dragões, mas acabou a ser mais prejudicial do que benéfico, com a defesa da casa a conseguir roubar várias bolas e marcar golos fáceis que iam assim aumentando o fosso entre os dois conjuntos.

Mas se fosse preciso destacar uma alteração que mudou o rumo do jogo foi a entrada do guarda-redes letão Arturs Kugis. O guardião de 27 anos que está na sua primeira época ao serviço do Vardar fechou a baliza no segundo tempo e foi o grande obreiro desta reviravolta por parte dos campeões europeus.

O FC Porto perdeu assim contra o Vardar por 32-27, um resultado agridoce devido à primeira parte realizada que antevia uma possível surpresa, e passa para uma vitória e uma derrota em dois jogos. O próximo jogo para a maior competição de clubes de andebol é no próximo sábado no Dragão Caixa frente ao PGE VIVE Kielce da Polónia.

EQUIPAS:

HC Vardar: Ivan Cupic (7), Dainis Kristopans (7), Timur Dibirov (5), Daniil Shishkarev (5), Pavel Atman (3), Stas Skube (3), Sergey Gorpishin (1), Gleb Kalarash (1), Dimitar Dimitrioski, Christian Dissinger, Khalifa Ghedbane, Sergey Gorbok, Martin Karapalevski, Arturs Kugis, Dejan Kukulovski, Domen Sikosek Pelko.

FC Porto: Diogo Branquinho (6), Miguel Martins (4), António Areia (3), Alexis Borges (3), André Gomes (3), Fábio Magalhães (3), Daymaro Salina (3), Victor Iturriza (1), Djibril Mbengue (1), Thomas Bauer, Yoan Blanco Balasquez, Leonel Fernandes, Angel Zulueta, Alfredo Quintana, Ruben Ribeiro, Rui Silva.

GP Singapura: Afinal a Ferrari sabe curvar

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Naquela que era considerada uma das piores pistas do calendário para a Ferrari, os “Cavallinos Rampantes” conseguiram uma surpreendente dobradinha, liderada por Sebastian Vettel (Ferrari), seguido de um Charles Leclerc (Ferrari) muito desiludido, com Max Verstappen (Red Bull) a fechar o pódio.

O alemão tetracampeão do mundo de Formula 1 venceu esta corrida com uma mistura de estar no sitio certo à hora certa, e uma estratégia muito vantajosa comparativamente à do colega de equipa. Com o ritmo extremamente lento do início da corrida, as estratégias das equipas eram uma incógnita. A Ferrari decidiu apertar o gatilho primeiro com Sebastian Vettel, que teve a sorte de apanhar uma estrada aberta à sua frente, o que fez com que Charles Leclerc, que ficou mais uma volta na pista, não fosse capaz de acompanhar o ritmo de Sebastian Vettel em pneus novos em folha. Quando Leclerc parou uma volta depois saiu atrás de Vettel, que controlou a corrida a partir da frente, como ele tanto gosta.

No meio de todas estas estratégias, os favoritos para vencer esta corrida tentaram arriscar, mas sem resultado, com Lewis Hamilton (Mercedes) a ter muita sorte de não cair para quinto, ficando-se por quarto, após a equipa não permitir que Valteri Bottas (Mercedes) conseguisse a ultrapassagem nas boxes, parece que Bottas 2.0 que vimos no início da temporada finalmente desapareceu por completo, ficando apenas o “wingman”.

Um comboio de 20 carros andou a passear nas ruas de Singapura
Fonte: Formula 1

Daí para a frente a corrida foi controlada por Vettel muito facilmente, com Leclerc a não ter argumentos ou pneus para reverter o resultado estratégico.

Apesar de a corrida acalmar na frente, no pelotão era cada um por si, sendo uma corrida de drama do início ao fim para os pilotos da “Formula 1.5”. Nico Hulkenberg (Renault) bateu em Carlos Sainz (Mclaren), Romain Grosjean (Haas) a ter mais um acidente, desta vez a colocar George Russel (Williams) na parede, e Daniil Kvyat (Toro Rosso) a ser agressivo demais, eliminando Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) da corrida. Todo este caos criou três Safety Cars, sendo que Bernd Mayländer (Piloto do Safety Car) já conhece muito bem esta pista, tendo em conta a quantidade de vezes que é chamado para liderar os pilotos.

Chelsea FC 1-2 Liverpool FC: Fórmula C de calcanhar manteve reds na pole position

Pouco mais de um mês após a Supertaça Europeia, disputada em Istambul e decidida nos penáltis, o Liverpool FC voltou a levar de vencida a equipa de Frank Lampard, desta feita por 1-2.

Alexander-Arnold, num disparo digno dos canhões utilizados pelo Exército Britânico na Primeira Grande Guerra, e Roberto Firmino, de cabeça, apontaram os golos do Liverpool na sequência de dois lances de bola parada em que os marcadores enganaram os opositores, tocando de calcanhar para o colega mais próximo.

O jogo de maior cartaz da sexta ronda representava a oportunidade de redenção para primeiro e sexto classificado da Premier League, que tinham saído derrotadas dos duelos europeus a meio da semana frente a Nápoles FC e Valencia, respetivamente.

Se do lado dos Reds Jürgen Klopp apenas fez entrar Wijnaldum para o lugar do polivalente Milner, Lampard ousou voltar ao figurino de quatro defesas, lançando Emerson e Kanté para os lugares que haviam sido ocupados por Zouma e Marcos Alonso na primeira ronda da fase de grupos da Liga Milionária.

A estratégia do antigo internacional inglês e histórico capitão da formação londrina começou a ruir logo à passagem do quarto de hora, quando, de uma assentada, viu Fabinho galgar metros desde o meio-campo e ganhar a falta que viria a originar o primeiro golo do jogo; ao mesmo tempo, Emerson saía por lesão, obrigando à entrada de Alonso para o corredor esquerdo dos blues.

Com Salah em dia não, era a pressão da formação encarnada a figura coletiva da partida. Do lado contrário, pelas dificuldades em sair a jogar desde Kepa, era recorrente ver a bola batida desde trás na procura das dreadlocks de Abraham, ainda que sem efeito, dada a marcação impiedosa de Matip e Van Dijk ao avançado inglês.

Às tentativas de explorar a profundidade por parte do Chelsea, o Liverpool respondia com combinações rápidas na frente de ataque, por onde todas as jogadas passavam pelas sapatilhas de veludo de Firmino, que tem o dom de conseguir ver tudo antes dos restantes.

Com o domínio do jogo mais repartido, assistiu-se ao esboço da reação londrina ao golo sofrido: bola lançada por Christensen para Abraham que, isolado, não conseguiu desfeitear Adrián. À demora no controlo à profundidade, o substituto de Alisson respondeu com uma enorme defesa que evitou o empate.

Até que à meia hora, uma espécie de déjà vu invadiu o relvado: bola parada ofensiva para o Liverpool, que voltou a chamar dois homens para a cobrança e, uma vez mais, toque de calcanhar para o lado, culminando no cruzamento de Robertson para a cabeça de Firmino.

Os setores da equipa de Frank Lampard, cada vez mais separados, dificultavam uma posse de bola com qualidade, tornando aborrecido e previsível o seu futebol, parecendo cada vez improvável uma remontada.

Até ao intervalo, nota para mais uma saída forçada, desta feita de Christensen, que deu lugar a Zouma.
Fonte: Chelsea FC

O segundo tempo iniciou-se sob a toada da primeira, com o Liverpool mais afoito, e quase chegou ao terceiro golo numa jogada em que Kepa protagoniza uma das defesas da jornada.

No entanto, N’Golo Kanté (quem mais?) fez questão de lembrar a velha máximo do “quem não marca,sofre” e, sensivelmente a meio do segundo tempo, arrancou do corredor lateral para o meio, deambulou entre a defensiva contrária e, de pé direito, atirou colocado para o golo que poria fim à aparente tranquilidade dos visitantes.

Até final, apesar de uma boa oportunidade desperdiçada pelo recém-entrado Batshuayi para o lugar de Abraham e de muita vontade traduzida em cruzamentos, o campeão europeu segurou a margem mínima e levou os três pontos para Anfield, depois de uma exibição suada, mas longe de ser brilhante.

Com esta vitória, Klopp torna-se o primeiro treinador dos Reds a vencer três jogos em Stamford Bridge e o Liverpool segue isolado na liderança do campeonato, com seis vitórias em outros tantos jogos.

Já o Chelsea, apesar de ter mantido a tradição de marcar frente ao rival de Liverpool (20 vezes em 21 jogos), caiu para a 11.ª posição.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chelsea FC: Kepa, Azpilicueta, Christensen (Zouma 42’), Tomori, Emerson (Alonso 14’), Kanté, Jorginho, Kovacic, Willian, Mount e Abraham (Batshuayi 77’).

Liverpool FC: Adrian, Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk, Robertson, Fabinho, Wijnaldum, Henderson (Lallana 84’), Mané (Milner 71’), Salah (Gomez 92’) e Firmino.