Em jogo antecipado devido ao compromisso europeu dos dragões, o FC Porto Sofarma deslocou-se, esta quarta feira, até ao Pavilhão Acácio Rosa, levando de vencida a equipa da casa, o CF Os Belenenses, por 27-34, num embate relativo à quarta jornada da prova.
As duas equipas entraram em campo ainda sem saber o que era perder. Os azuis e brancos somavam três vitórias em três jogos e, por sua vez, os homens do restelo constavam com duas vitórias e um empate na presente temporada.
Tal como seria de esperar, os primeiros minutos foram de grande intensidade, e, apesar de ter sido o campeão nacional a inaugurar o marcador, por intermédio de Djibril, foi o Belenenses que entrou por cima na partida, aproveitando da melhor forma os vários remates e contra-ataques desperdiçados pelos dragões.
Fruto dos infortúnios do conjunto de Magnus Andersson e da rápida circulação de bola da equipa da casa, a turma de Belém chegou ao quarto de hora da partida na frente do marcador, 9-8, forçando o treinador sueco à primeira paragem no encontro.
Como já é habitual, o técnico portista aproveitou a paragem para rodar o plantel, o que se traduziu numa boa aposta, sendo que a partir do momento em que Alfredo Quintana entrou em campo, por troca com Thomas Bauer, o FC Porto assumiu totalmente as rédeas da partida. Atente-se que os azuis brancos a partir daqui não só passaram para a frente do marcador como consumaram um parcial de 3-9, recolhendo ao balneário a ganhar por 12-17.
Já na segunda metade e, à imagem do que sucedera na primeira, a turma azul e branca voltou a entrar algo atípica no encontro, permitindo uma aproximação no marcador, 15-18, quando estavam decorridos os primeiros cinco minutos.
Para azar da equipa da casa, Alfredo Quintana estava endiabrado e não permitiu que aproximação fosse além dos 3 golos, defendendo consecutivamente dois livres de sete metros. Defesas que acabaram por culminar em nova vantagem de cinco golos aos 12 minutos, sendo que, aos 13’, foi alargada para seis.
Diferença que acabou por se alterar só nos últimos cinco minutos, numa altura em que o FC Porto através de sucessivos roubos de bola e contra-ataques, dilatou ainda mais a vantagem, fixando o resultado final em 27-34.
Equipas
CF Os Belenenses: Diogo Valério, Bruno Moreira, Rui Barreto, Pedro Sequeira, André Alves, Pedro Solha, Gonçalo Nogueira, Roney Franzini, Diogo Domingos, Nuno Roque, Fábio Semedo, João Ferreira, Pedro Loureiro, João Marques, Nelson Pina, Tiago Ferro.
FC PORTO: Alfredo Bravo, Victor Alvarez, Miguel Martins, Djibril Mbengue, Angel Zulueta, Rui Silva, Daymaro Salina, Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges, Diogo Branquinho, Thomas Bauer, António Areia, André Gomes, Miguel Alves, Fábio Magalhães.
Sporting CP e ABC/UMinho encontraram-se hoje, no Pavilhão João Rocha, em jogo referente à 4ª jornada do Campeonato Andebol1.
A equipa visitante, comandada por Jorge Rito, entrou forte na partida, conquistando um placar de 2:0 logo no primeiro minuto. O ABC procurava utilizar entradas dos pontas a segundo pivot para criar espaços no forte bloco defensivo sportinguista, já que é muito difícil finalizar da primeira linha contra o Sporting. A vantagem forasteira durou pouco tempo, já que aos seis minutos a equipa da casa assumiu a liderança da partida e nunca mais a largou.
Nos primeiros minutos da partida o Sporting não fazia qualquer substituição defesa/ataque, o que permitia à equipa fazer transições rápidas, tanto defensivas e ofensivas. Isto só é possível devido à presença em campo de Valentin Ghionea, que apesar de ser ponta direito consegue defender a lateral.
O ABC apresentava, em termos defensivos, um 3×3 que dava imenso espaço aos pivots sportinguistas que causaram imensas dificuldades à defesa bracarense. O jogo estava controlado, já que o ataque do ABC pouco ou nada conseguia criar, o que permitiu que Thierry Anti fizesse rotação da equipa a pensar no compromisso europeu de Domingo. Ao intervalo o resultado era 17-11.
Humberto Gomes pouco ou nada conseguiu fazer no jogo de hoje Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
No inicio do segundo tempo, as dificuldades ofensivas do ABC continuavam e o Sporting conseguia manter a vantagem através de transições rápidas. Até que por volta dos 40 minutos a equipa da casa começou a apresentar alguma displicência no jogo o que levou a uma aproximação do ABC no resultado.
Aos 49 minutos, o placard marcava 24-21. Mas nesse momento o Sporting voltou ao jogo e em quatros minutos fez um parcial de 3-0 que colocou um ponto final na partida. O resultado final foi 30-26.
Uma nota final para arbitragem: é preciso melhor, para o bem do nosso Andebol.
Equipas
Sporting CP – Pedro Valdés; João Pinto, Gonçalo Vieira, Carlos Ruesga, Frankis Carol, Aljosa Cudic, Tiago Rocha, Carlos Carneiro, Tomas Van Zeller, Francisco Tavares, Manuel Gaspar, Arnaud Bingo, Valentin Ghionea, Nemanja Mladenovic, Ivan Nikcevic, Luís Frade´
ABC/UMinho – Humberto Gomes; Hugo Rocha; Carlos Bandeira, João Peixoto, Arsenashvilierekle, Carlos Oliveira, André José, Diogo Duarte, Rui Baptista, Hugo Manso, André Rei, Francisco Silva, João Fernandes, Rui Ferreira, José Vieira
O passado sábado, dia 7 de setembro, foi de festa e muito futebol em Belém. No mítico Estádio do Restelo, foi dado o “pontapé de saída” para as comemorações do centésimo aniversário do Clube de Futebol “Os Belenenses” – as restantes festividades irão ocorrer nos dias 23 e 27 de setembro –, com a “Tarde do Centenário”.
O evento tinha como principal objetivo a apresentação da equipa sénior para a época 2019/2020 aos seus adeptos e sócios, e, além disso, continha mais um “extra”: a equipa de veteranos dos “Azuis do Restelo” iria defrontar a equipa de veteranos do Real Madrid CF, numa reedição do duelo ocorrido a 14 de dezembro de 1947, quando foi inaugurado o Estádio Chamartin (o atual Santiago Bernabeu).
“Saudade, eu te matei de fome” – o sample da canção “Irene” músico brasileiro Rodrigo Amarante – e utilizado na música “Saudade” do rapper português Dillaz, que se ouviu nas colunas do Estádio no pré-jogo – simboliza perfeitamente o sentimento que os/as entrevistados/as pelo Bola na Rede evidenciaram quando foram desafiados a contar uma história que vivenciaram ao longo dos 100 anos de existência do Clube de Futebol “Os Belenenses”.
Quando abordados para falar acerca do seu amor ao clube, os adeptos da equipa do Restelo demonstraram algum receio em querer relatar um momento marcante, mas, perante a insistência de um redator que adora boas histórias sobre o Desporto Rei, lá aceitaram dar o seu testemunho e ajudar a compor um belo artigo de reportagem, uma vez que os clubes são feitos de apoiantes que vibram intensamente com as suas vitórias e não deixam de apoiar mesmo na hora das derrotas.
O primeiro entrevistado foi o senhor António Almeida, de 66 anos. Sócio desde 1972, António afirmou que associa o verbo “Vencer” ao seu clube do coração, uma vez que “faz parte do nosso lema uma certeza de vencer” e recordou as finais da Taça de Portugal e sobretudo o campeonato de 1975/76 em que os homens do Restelo ficou em terceiro: “Tivemos grandes vitórias frente aos ditos ‘Três Grandes’, num campeonato em que ficámos em terceiro e não sofremos derrotas em casa nessa época. Foi um ano espetacular, tínhamos uma equipa extraordinária composta por Godinho, Quaresma e muitos outros que eram excelentes jogadores”.
António Almeida fez questão de ser fotografado junto do memorial de Pepe, antiga glória do C.F. “Os Belenenses” Fonte: Guilherme Costa/Bola na Rede
O seguinte entrevistado foi Paulo Carmo, que marca presença nas bancadas do Restelo para apoiar o Belenenses desde os seus três anos de idade. A memória que o torcedor de 50 anos fez questão de partilhar com o Bola na Rede foi a final da Taça de 1989, por razões familiares: “Foi a última final que o meu pai esteve presente e depois ele faleceu infelizmente. Foi um dia especial, pois metade do Estádio (do Jamor) era nosso e outra era do Benfica, que tinha acabado de disputar a final da Liga dos Campeões e tinha uma equipa bestial. Nós éramos treinados pelo Marinho Peres e, ao pé do Benfica, ninguém dava importância à nossa equipa mas o certo é que nessa caminhada vencemos o Sporting, Porto e Benfica, uma coisa sem igual e espetacular. Ficámos super felizes e fomos para a Praça Afonso Albuquerque festejar, foi uma alegria imensa para mim”. Além disso, Paulo defendeu que a proximidade dos adeptos com os jogadores é um dos principais motivos para o Belenenses ser diferente das outras equipas: “Nós temos uma proximidade muito grande com os atletas de todas as modalidades e são quase nossos irmãos, fazem parte da família”.
Paulo Carmo falou sobre a final da Taça de Portugal de 1989 Fonte: Guilherme Costa/Bola na Rede
Terminado período estival de transferências, é altura de se fazer uma retrospetiva (com especial enfoque nas contratações mais surpreendentes) à atuação de vários emblemas da Primeira Liga. Desde a vinda de um talentoso e promissor extremo internacional sub-20 inglês, passando pela aquisição de dois goleadores magrebinos, o passado defeso reservou-nos diversas movimentações atípicas por parte de muitos clubes nacionais.
Marcus Edwards, um talento inglês que emergiu na Holanda:
Formado no Tottenham Hotspur FC e internacional por todos os escalões jovens da seleção inglesa desde os sub-16, Marcus Edwards contabilizou, somente, uma aparição pela equipa principal dos Lilywhites, ao participar em 25 minutos de um encontro referente à terceira eliminatória da EFLCup, ante o Gillingham FC, em setembro de 2016. Posteriormente, e já no ano passado, o jovem extremo direito foi emprestado ao SBV Excelsior de Roterdão, formação pela qual alinhou em 25 encontros da Eredivisie – a primeira divisão do futebol holandês -, marcando dois golos e efetuando, ainda, quatro assistências. Assim sendo, e não obstante a temporada negativa a nível coletivo protagonizada pelos Kralingers, o jovem extremo inglês conseguiu causar impacto nos «relvados» holandeses, afigurando-se como o principal elemento desequilibrador da sua equipa. A título de exemplo, destaque-se o facto de ter sido o futebolista da competição que maior número de dribles completou por jogo, efetuando uma média de (3, 3), o que equivale a uma percentagem de sucesso na ordem dos (63, 5%), face ao número total de tentativas. Para além disso, este virtuoso extremo tratou-se do segundo jogador sobre o qual foram cometidas mais faltas (sofrera, em média, três infrações, por jogo), sendo, apenas, superado pelo médio holandês Mark Diemers, do Fortuna Sittard. Em suma, os adeptos do Vitória Sport Clube poderão contar com um driblador nato, capaz de conferir uma maior criatividade ao futebol vitoriano no último terço.
Magrebe, um mercado apetecível:
Com uma população estimada em 98 milhões de habitantes (de acordo com dados de 2017) e tendo no futebol o seu desporto dominante, esta região da África do Norte que agrega cinco países, entre os quais se destacam as duas maiores potências do continente no que ao «desporto-rei» diz respeito (a Argélia, cuja seleção A, recentemente conquistou a Taça das Nações Africanas e Marrocos), tem vindo a ganhar alguma expressão em termos de transações de jogadores para o mercado europeu. Ora, para além da qualidade dos seus jovens, também os salários que aí se praticam – para que tenha noção, o futebolista mais bem pago do Raja Club Athletic, um dos clubes mais ricos de Marrocos, auferia, em julho de 2018, 36 000 dirhams mensais (valor que ronda os 3360 euros, à taxa de câmbio de 5 de setembro de 2019) constituem um atrativo para que inúmeros clubes de baixa e/ou média dimensão no contexto do futebol do «Velho Continente» (sobretudo franceses, mas não só) o tenham em (boa) consideração, na hora de reforçar os seus plantéis.
Decorria o passado dia 26 de junho, quando o Vitória Futebol Clube anunciou a contratação de Khalid Hachadi, um jovem ponta de lança (21 anos) marroquino proveniente do Olympique Club de Khouribga, equipa que almejara o 11.º posto na edição transata do BotolaMarocD1 (o principal escalão da hierarquia do futebol de Marrocos). Ao serviço do ClubFousfate, Hachadi, autor de 14 golos em 23 encontros, assumiu-se como o melhor marcador da formação «verde e branca» (somou mais três tentos que o compatriota Reda Hajhouj) e, paralelamente, como a principal atração do campeonato, ao ponto de suscitar, segundo a imprensa marroquina, a cobiça de dois dos mais emblemáticos clubes do país: os gigantes de Casablanca, Wydad Athletic Club e o Raja Club Athletic, atuais campeão e vice-campeão do Botola, respetivamente.
Do outro lado da fronteira e para a cidade de Barcelos veio o argelino Zakaria Naidji, de 24 anos. Formado na academia do Paradou AC, que integra a prestigiada rede internacional de centros de formação da Jean–MarcGuillou (JMG), este móvel avançado natural de Bordj Bou Arréridj foi o melhor marcador e uma das revelações da Ligue1, o principal escalão do futebol da Argélia. Note-se que, ao longo da temporada passada, o dianteiro se tornara o primeiro futebolista que nos últimos 24 anos logrou a marca dos 20 golos naquele campeonato. Zakaria, que, em fevereiro passado, numa entrevista concedida a um conhecido OCS argelino afirmara que «não fecharia nenhuma porta» que lhe possibilitasse atuar na Europa, dispõe agora dessa oportunidade no Gil Vicente FC, após confirmar o seu instinto «matador» no país natal (marcou 31 golos em 53 jogos, no conjunto das duas últimas épocas). Ao serviço dos “Galos”, o jogador que enverga a camisola número nove da formação treinada por Vítor Oliveira até já se estreou como titular, num encontro referente à terceira jornada da Primeira Liga, ante o SC Braga.
Gil Vicente FC e Belenenses SAD à pesca no Báltico:
Os países do Norte da Europa desde há muito que têm vindo a ganhar reputação, no que toca à exportação de futebolistas para campeonatos mais competitivos: clubes alemães, ingleses e italianos estão entre aqueles que, tendencialmente, recrutam nesses países. Portugal, por seu turno, não consta de entre os destinos habituais dessas transações e, por conseguinte, qualquer que seja a incursão de uma equipa lusa neste mercado é motivo de surpresa. Na passada janela de transferências, quer Gil Vicente FC, quer Belenenses SAD recorreram a esse mercado, a fim de reforçarem os seus plantéis. Os Gilistas recrutaram o jovem Bozhidar Kraev ao FC Midtjylland, o atual vice-campeão dinamarquês. Os “Azuis”, por sua vez, procederam à contratação do nigeriano Chima Akas ao Kalmar Fotbollsförening, um emblema centenário que atua na Allsvenskan – o principal campeonato da Suécia.
Kraev é um médio internacional búlgaro de 21 anos, que, desde muito cedo, mereceu a atenção dos principais clubes europeus (casos de Manchester City FC e FC Barcelona). Tratando-se de um futebolista extremamente versátil (tanto pode atuar a médio ofensivo, como a extremo ou, até, a segundo avançado) e dotado de uma excelente capacidade para ler o jogo, este jovem nascido em Vratsa tem tudo para ser uma mais-valia para a, recém-promovida, equipa da cidade de Barcelos – como de resto o tem vindo a demonstrar nas rondas iniciais do campeonato.
Bozhidar Kraev, camisola 24 do Gil, iniciou de forma bastante positiva a sua trajetória na Primeira Liga Fonte: Gil Vicente FC
Já “Chima”, um lateral esquerdino de 26 anos, é um futebolista que se destaca, acima de tudo, pela contribuição que oferece à sua equipa a nível defensivo.
A aposta no mercado japonês: «Primeiro se estranha, despois entranha-se»
Quando há sensivelmente dois anos o Portimonense SC anunciava a contratação de Shoya Nakajima, um (até então) desconhecido extremo japonês, oriundo da JLeague (o principal campeonato local), pairou uma certa desconfiança em relação à viabilidade dessa aposta.
No entanto, pouco tempo bastou, para se perceber que tal houvera sido uma escolha mais que acertada. Em abono da verdade, pode dizer-se que a mesma superou as melhores expetativas, atendendo ao êxito que o «baixinho» nipónico tivera no nosso campeonato.
Assim, e talvez por isso, não seja de estranhar que volvidos dois anos o mesmo clube continue a recrutar na “Terra do Sol Nascente”, com a escolha a recair desta vez em Koki Anzai, um lateral direito de forte propensão ofensiva que tem vindo a sobressair neste início de campeonato.
Todavia, não só os algarvios se reforçaram neste mercado asiático. Também o CS Marítimo o fez, contratando o avançado de 21 anos Daizen Maeda, futebolista descrito pelo site oficial da Japanese Football Association (JFA) como “[…] um avançado veloz, capaz de explorar o espaço nas costas da linha defensiva adversária […]”.
À semelhança de Koki Anzai, também Daizen Maeda (na imagem acima) já é internacional A pelos Samurai Blue Fonte: JFA
Por fim, e ainda que seja prematuro fazer qualquer tipo de avaliação no que concerne ao sucesso ou insucesso da aposta nesses mercados, os indicadores evidenciados por alguns desses futebolistas parecem antever que, mais cedo ou mais tarde, os seus clubes acabarão por obter dividendos (seja no plano desportivo, seja a nível financeiro).
Após, a perda de Brahimi, no final da época passada, a “custo zero” pelo facto do contrato que o ligava ao FC Porto expirar, as alas dos dragões ficaram reféns de magia ou pelo menos ficaram mais pobres. Por esse facto, a direção dos azuis e brancos tinha como um dos vários objetivos neste mercado de verão encontrar um digno sucessor do mago argelino.
Desta forma, logo no início de julho, o FC Porto esteve perto de contratar o jovem internacional português, Bruma, no entanto, à última da hora um último “pressing” lançado pelo PSV Eindhoven conseguiu desviar o jogador da cidade invicta.
Contudo, o emblema presidido por Pinto da Costa não tinha tempo a perder e rapidamente virou-se para as alternativas que tinham referenciado. Uma delas era o bem conhecido dos adeptos da liga portuguesa, Shoya Nakajima, que no dia 5 de julho de 2019, assinou um vínculo até 2024 com os dragões. Há que dizer que esta movimentação de mercado por parte do Porto foi algo surpreendente, não pela valia do jogador, mas sim pelo simples motivo que o internacional japonês tinha sido transferido, em janeiro de 2019, para os Emirados Árabes Unidos a troco de uns impensáveis 35 milhões de euros.
Sem grandes surpresas, o futebolista nipónico transformou-se num dos jogadores mais acarinhados pela nação portista. Talvez por terem ainda na memória os dois anos protagonizados pelo atleta ao serviço do SC Portimonense, onde foi dono e senhor de grandes golos e de grandes jogadas deixando os seus adversários, na maioria das partidas, completamente de “olhos em bico”.
Por outro lado, os adeptos mais céticos também ficaram um pouco alarmados pelo avultado investimento que a sua aquisição significou para as contas portistas, dado que o negócio por “Naka”, como é tratado pelos seus colegas, consumou-se por uma quantia a rondar os 12 milhões de euros por apenas 40% dos seus direitos económicos, logo o jogador figurou-se como uma das principais transferências do FC Porto, neste último mercado. O novo desafio em Portugal até começou da melhor maneira, já que Nakajima iniciou esta nova etapa numa zona em que já tinha sido muito feliz, ou seja, no Algarve, localidade escolhida pelos azuis e brancos para realizar o estágio de duas semanas à semelhança do que tinha acontecido na época anterior. Deste modo, pode-se dizer que o atleta sentia-se completamente em casa, pois não tinha melhor sítio para começar esta nova fase da sua vida. Além disso foi titular na primeira partida particular em que o emblema português realizou frente ao Fulham FC, sendo que se exibiu a um bom nível.
Por conseguinte, pareciam estar presentes todos os ingredientes para que o jogador conseguisse um início de temporada auspicioso. Porém, a partir desse momento tudo começou a mudar e Nakajima foi perdendo espaço nos planos de Sérgio Conceição para outros jogadores do plantel, nomeadamente Luis Díaz. É importante frisar que nos seis jogos já realizados pelo FC Porto de forma oficial, o jogador de 25 anos apenas foi titular em apenas um desafio, na derrota frente ao FK Krasnodar, sendo que o resto da sua contribuição foi efetuada a título de suplente utilizado no duelo com o Vitória FC, no Estádio do Dragão. Como se vê, o ex- Al-Duhail SC já falhou mais de 50% do calendário do FC Porto até ao momento. Este facto pode-se justificar por variadas razões, mas agora é o momento de apresentar quatro possíveis justificações que podem explicar melhor este insucesso precoce por parte de Shoya Nakajima.
A afirmação de Luis Díaz
É do conhecimento geral que Nakajima prefere jogar na ala esquerda, já que foi nessa posição a que todos os adeptos em Portugal se habituaram a vê-lo brilhar com a camisola do SC Portimonense, onde foi figura de proa. É nessa zona do terreno que, frequentemente, realiza os seus famosos movimentos interiores com a finalidade de assistir os seus colegas ou então ser o próprio a finalizar o que tinha iniciado, muitas vezes com golo.
Mas, como se sabe, a concorrência num grande clube é mais feroz e não basta apenas ser um bom jogador para se afirmar neste tipo de emblemas, que é o que acontece exatamente no FC Porto. Aqui, o nipónico encontrou atletas de grande valia e, neste caso concreto, tem de enfrentar Luis Díaz, um jovem colombiano adquirido pelos dragões, que tem tido uma preponderância enorme na equipa portista fruto das suas excelentes exibições, que são culminadas com golos, assistências ou então com dribles que ficam na retina de qualquer amante do futebol. Até ver, o internacional “cafetero” tem levado a melhor sobre o seu colega de equipa, mas certamente Nakajima não quererá ficar uma temporada como segunda opção. No entanto, para reverter a sua situação terá de provar que poderá acrescentar mais do que o ex CDP Junior Barranquilla FC, que se diga que, até ao momento, não tem sido pouco!
Nakajima apenas foi titular frente ao FK Krasnodar Fonte: Bola na Rede
Os ideais de Sérgio Conceição
Este é talvez um dos motivos que maior consenso reúne entre a generalidade dos adeptos e da imprensa desportiva, ou seja, o facto das características ou das maiores qualidades de Nakajima não encaixar na tática definida por Sérgio Conceição. Um ponto que com o passar do tempo tem ganho maior destaque ou consistência para justificar esta “falsa partida” do atleta ao serviço do Porto.
Como se sabe, Sérgio Conceição, desde que assumiu o comando técnico da equipa nortenha, tem adotado um estilo de jogo muito vincado no aspeto físico dos seus jogadores. Isto é, assenta muito no ataque à profundidade apelando à velocidade e à intensidade incutida pelos seus atacantes, bem como na procura de espaços livres que possam provocar danos aos seus rivais. Tenta implementar uma forte pressão, no momento sem bola, aos seus adversários, que só é possível com futebolistas altamente resistentes e com uma complexidade física assinalável.
Desta forma, há uma opinião pública que assume que o “timoneiro” português despreza atletas com maiores requisitos técnicos do que físicos, como é o caso do Nakajima. Situação que veio ganhar mais força com a saída de Óliver Torres, onde muitos adeptos e comentadores acusaram Sérgio Conceição de não conseguir tirar maior proveito do médio espanhol e que, de certa forma, desaproveitou o talento do atual atleta do Sevilha FC, que durante as suas épocas como azul e branco foi sempre dos mais acarinhados pela massa adepta portista.
Com isto, é habitual dizer que o treinador, campeão nacional em 2017/2018, “prefere a força à técnica”, algo muito dito no mundo do futebol, e pelo facto do japonês se destacar pela sua grande capacidade técnica, pela sua capacidade de passe ou pela sua visão de jogo é frequente dizer que Nakajima não se enquadra no estereótipo de jogador que agrada a Sérgio Conceição.
A adaptação a uma nova realidade
Pode parecer um pormenor pequeno ou então sem grande importância, mas a verdade é que o FC Porto é o primeiro grande desafio que o pequeno génio japonês enfrenta na sua carreira. A cobrança pela perfeição é uma constante e a pressão pela vitória ou pela conquista de títulos é muito maior do que qualquer outro emblema que Nakajima tenha representado e o facto é que nem todos os jogadores se adaptam a esta nova realidade. O mundo do futebol está cheio de casos onde certos atletas eram protagonistas em clubes de menor dimensão. Quando deram o salto para um desafio mais aliciante não conseguiram corresponder às expetativas criadas aquando da sua transferência.
Além disso, há outro facto que pode estar a dificultar a adaptação do nipónico ao FC Porto, ou seja, é o facto dos dragões não lhe terem proporcionado um tradutor particular que o acompanhasse no seu dia a dia, um luxo que o mesmo usufruía em Portimão.
Como referi, no inicio deste ponto, pode parecer algo insignificante, mas para alguém que é oriundo de um país diferente, de uma cultura distinta da portuguesa, é algo que vale muito e a “língua” é uma ferramenta de comunicação essencial para a nossa vida e que neste caso pode dificultar a relação ou a criação de relação de Nakajima com os seus colegas de balneário.
A vida privada
Infelizmente ou felizmente, depende da perspetiva, as cabeças dos jogadores não funcionam como nos jogos virtuais, onde a vida particular de um atleta não influencia com o seu rendimento desportivo.
Recentemente, Nakajima foi pai, e inclusive foi autorizado por Sérgio Conceição e restante direção portista a deslocar-se ao Japão para assistir ao nascimento do seu primeiro filho. Porém, o final de gravidez e o parto do bebé do internacional japonês não foi um processo fácil, algo que mexe inevitavelmente com a cabeça de qualquer jogador e que por uns tempos breves pode retirar o foco do individuo do trabalho.
Por incrível que pareça para algumas pessoas, os futebolistas também são seres humanos, e por vezes, não conseguem dissociar a sua vida privada do futebol, o que pode provocar uma quebra de rendimento e para estes casos talvez falte uma maior proteção dos clubes para com os seus ativos.
Assim, foram aqui apresentadas 4 razões que podem estar por detrás do mau arranque de Shoya Nakajima ao serviço do FC Porto. Porém os argumentos enunciados não significam que a situação se mantenha até ao final de época, até porque o futebol já nos habituou que qualquer jogador, treinador ou dirigente pode passar de “bestial a besta” ou vice versa muito depressa.
Por fim, há também a finalidade de querer fazer entender que uma má fase de um jogador numa determinada realidade pode não ter a ver apenas com os seus aspetos técnicos ou futebolísticos, mas também com outros problemas que afetam imensos atletas e que nem sempre tem a devida atenção por parte deste grande mundo que é o futebol.
Agora, cabe ao jogador e a toda a estrutura que o envolve conseguir alterar este panorama que até aos dias de hoje não é muito animador para ambas as partes. Sendo assim, a pergunta que se coloca é se Nakajima conseguirá transformar-se no verdadeiro “Samurai do Dragão”?
Leonard Cohen compôs aquilo que toda a gente conhece como uma das mais belas e apaixonantes melodias poéticas. E, se a música já se tinha fundido com o firmamento, Jeff Buckley foi o responsável por perpetuar esse facto naquela voz fraterna, aconchegante e soalheira. Um verdadeiro Big Brother (George Orwell, “1984”) em tom musical. Cenários distintos, impenetrabilidade semelhante. Ao primeiro ruído emitido por cada uma delas, eclodia o silêncio e a abstração de tudo o resto. Saudades do que ainda não vivi, nem irei viver.
O mercado de transferências cessou, Aleluia. Como adepto da listada verde e branca, corroía-me a possível (e esperada) saída de Bruno Fernandes. Descrever a inquietação, ao longo de um verão, dia após dia, seria desperdício de tempo e de caracteres. Avanços e recuos que incendiavam os programas de debate futebolístico e eu a esvair-me em espuma, com convulsões e ataques epiléticos sempre que posicionava a televisão nos canais respetivos. Um braço de ferro vencido, estranhamente. Aleluia!
A pérola resguarda-se no coral, apesar de pairar a incerteza. Ouvi falar de acordos futuros com clubes de estirpe maior, mas fugazmente se dissiparam nas declarações de presidentes e empresários; o acorde falhou, o secretismo e o tilintar das moedas não se escutou (“I’ve heard was a secret chord”). Aleluia!
E ele ficou. Colocando de parte a renovação, aumento salarial e toda essa burocracia, admirem o espírito temerário do homem: a casa arde e o ele, com inúmeros baldes de água, corre-a de uma ponta à outra, atirando-os para os locais onde o fogo se contempla de modo a evitar que tudo se reduza a cinzas. Tudo isto sem indumentária de bombeiro. E, pelo que vejo, a fé continua intacta, mas com tendência a sumir-se dada a ausência de provas de temeridade igual ou maior por parte dos colegas de trabalho (“Your faith was strong, but you needed proof”). Aleluia!
A manutenção do capitão é uma doce melodia para os ouvidos das hostes leoninas Fonte: Sporting CP
O meu fascínio cedo despertou, embora não saiba precisar o momento exato. E aí começou a germinar aquela sensação de que podíamos ter uma palavra a dizer no que de mais sagrado existe e no que foge há tempo calculável e doloroso. Bruno Fernandes conseguiu, nestes dois anos, ser a ponte entre o desastre o sucesso, se é que o que conquistamos nestas duas épocas morosas possa ser considerado como tal: mostrou-se a pomba sagrada e cada suspiro com o desígnio de manter o fôlego se deve a ele (“I remember when I moved in you/ And the holy dove, she was moving too/ And every single breath that we drew was Hallellujah”). Aleluia!
A saída em Janeiro é viável e até lá toda a massa associativa viverá ladeada pela apoquentação da consumação da transferência, agravada pela possibilidade (remota) de o Sporting Clube de Portugal estar na luta pelo título. Mas, invade-me um sentimento misto: neste momento, todas as verbas são bem-vindas e, apesar de as vendas de Thierry e Raphinha imprimirem uma respiração financeira mais desobstruída, a verba encaixada com a transferência do oito leonino era ouro sobre azul, como se profere na gíria; contudo, a outra metade da minha sagacidade incita à salvaguarda da coqueluche porque ali se localiza um jogador à imagem do clube, mesmo que esteja num pedestal, interna e nacionalmente, face às peripécias constantes.
Aconteça o que acontecer, eu estou ao lado do genuíno senhor da batuta, do senhor que comanda uma orquestra desafinada e incrivelmente menos harmoniosa do que os D.A.M.A! (“And even thought it all went wrong/ I’ll stand right here, before the Lord of Song/ With nothing, nothing on my tongue but Hallelujah”).
Portugal entrou disposto a assumir as despesas do encontro, perante uma Rússia que entrava um pouco mais na expetativa e a deixar jogar os nossos jogadores, sem pressionar demasiado. As primeiras ocasiões pertenceram-nos, mas sem grande perigo para a baliza russa.
Um pouco contra a corrente do jogo, e na primeira oportunidade da equipa do leste europeu, surge o primeiro golo, numa finalização oportuna de Titkov, após uma jogada fantástica de contra-ataque, tal como vem nos livros.
O domínio do encontro pertencia a Portugal, com mais remates e posse de bola, mas essa era a estratégia do selecionador russo, jogar na defensiva e espreitar transições ofensivas rápidas, tal como sucedeu no primeiro golo.
Continuávamos a jogar em ataque continuado, com um pivot mais fixo na frente, Hugo Neves, que estava a ser claramente o melhor elemento português em campo, a fazer movimentos ofensivos de grande qualidade e a procurar situações de finalização iminente, sempre com boas intervenções do guardião adversário, Yarullin.
Mas a pressão alta portuguesa acabou por dar os seus frutos, com a obtenção da quinta falta, praticamente a sete minutos do fim da primeira parte. Na sequência desse livre, e com uma jogada estudada, que começou com uma simulação de Sévio, deixando a bola com Tomás Paçó, que assistiu novamente Sévio para uma finalização certeira à boca da baliza, abrindo finalmente o “cofre” russo.
Ainda com a oportunidade de explorar as cinco faltas dos russos, Portugal provocar uma eventual sexta falta que levasse a um livre direto de dez metros. Mas até ao intervalo nada mudou e o resultado levou uma igualdade para os 20 minutos finais com um empate a ma bola.
Resumindo esta primeira metade em poucas palavras, mais caudal de jogo para os portugueses, mas a Rússia sempre a espreitar o contra-ataque e a levar perigo à baliza de Bernardo Paçó, que não teve muito trabalho no entanto.
Hugo Neves foi um dos elementos em destaque do lado português, com excelentes movimentos ofensivos Fonte: UEFA
A segunda metade continuou com uma toada em tudo semelhante à metade inicial. Domínio consentido de Portugal e a Rússia a espreitar a oportunidade de poder contra-atacar sempre que essa oportunidade surgisse, até porque os russos teriam que ganhar para não depender do resultado da Polónia contra a Letónia, disputado umas horas mais tarde.
Um pouco à imagem do que sucedeu contra a Polónia a segunda parte foi bem menos empolgante que a primeira, apesar do ritmo e intensidade do jogo se manter. Mas faltavam os golos, num resultado que interessava a Portugal, mas não à Rússia, daí a aposta russa no guarda-redes avançado nos dois minutos finais.
Esta situação quase dava o tão procurado segundo golo aos russos, com uma bola ao poste, mas foi Portugal a conseguir desempatar o jogo, com um golo da baliza a baliza de Tomás Paçó. Com a vantagem do nosso lado, foi só aumentar a vantagem no minuto final.
Mais dois golos para fechar o marcador, por intermédio de Sévio e Tomás Reis, cifrando o marcador final num 4-1 favorável a Portugal, carimbando assim a presença nas meias-finais em primeiro lugar com um pleno de nove pontos em três encontros.
Um resultado claramente enganador, mas que deriva do risco total do nosso rival, e de um desnorte total a partir do nosso segundo golo.
CINCOS INICAIS
Portugal – Bernardo Paçó (GR), Célio, Neves, Tomás Paçó e Sévio
Rússia – Yarullin (GR), Okulov, Samusenko, Titkov e Belousov
Portugal inicia esta segunda jornada com a ambição de chegar à liderança do grupo, que até ao momento permanecia sobre a Bielorrússia, depois do desafio onde ambas as seleções venceram Gibraltar – a diferença é que enquanto a seleção portuguesa conseguiu vencer por 4-0, a seleção adversária venceu por 10.
Após ouvidos os hinos dos respetivos países a serem representados, dá-se o inicio de jogo. Nos primeiros minutos, Portugal domina o jogo e a posse de bola, no entanto sem criar perigo iminente para a baliza adversária. A primeira oportunidade de golo surge aos 12 minutos quando Miguel Luís enche de força o seu pé esquerdo para o remate na cabeça da área mas, sem grande sucesso, apenas atinge o poste. Novamente aos 15 minutos, nova oportunidade de Portugal, bola de Vítor Ferreira para Jota, que falha remate lateral. Aos 20 minutos, passe de Vítor Ferreira para Jota na ala direita que cruza para Rafael Leão na área, outra chance desperdiçada pela equipa portuguesa.
A grande oportunidade da equipa da Bielorrússia dá-se aos 39 minutos quando o cartão amarelo de Thierry Correia origina espaço de ação para a equipa adversária, gerando uma reposta por parte de Diogo Costa que entra igualmente em ação no jogo.
Antes do final da primeira parte ainda surgem possibilidade para a equipa portuguesa se colocar em superioridade no marcador, aos 44 minutos, canto batido por Jota para a área onde encontra Diogo Leite que ganha a bola nas alturas e cabeceia para defesa de Pavlyuchenko.
A segunda parte do tempo regulamentar demonstra-se mais fraca e menos ativa. O golo português surge perante uma falha defensiva onde Rafael Leão se mostra rápido e capaz, o marcador está aberto. Aos 79 minutos, existe uma nova tentativa de golo mas sem sucesso. Já no final do jogo, no primeiro minuto de compensação dos quatro dados, golo de Dany Mota, Baró pelo corredor central isola o português que contorna o guarda-redes e inicia golo.
A seleção da Bielorrússia não apresentou nenhuma oportunidade evidente de golo e acabou por sofrer golos nas mãos da seleção das quinas. Atualmente, Portugal é líder do grupo, após merecida vitória.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Bielorrússia: Pavlyuchenko, Kuchinski, Shkurdyk, Lukashevich, Shevchenko, Vegerya (78′ Anton Susha), Volkau (69′ D. Grechyshkin), Artem (81′ A. Petrenko), Shkurin (74′ K. Kirilenko), Podstrelov (80′ P. Sedko) , Myakish.
Portugal: Nuno Santos, Rafael Leão (77′ Dany Mota), João Filipe (84′ Romário Baró), Domingos (58′ Trincão), Vítor Ferreira, Miguel Luís, Nuno Tavares (45′ Rúben Vinagre), Diogo Leite, Diogo Queirós, Thierry Correia, Diogo Costa.
A Seleção Nacional Portuguesa defrontou esta terça-feira a Lituânia, em jogo a contar para a qualificação para o Campeonato da Europa de 2020. O selecionador nacional Fernando Santos apresentou três alterações no onze, em comparação com a equipa que fez alinhar diante da Sérvia: João Cancelo, Rúben Neves e João Félix substituíram Nélson Semedo (este por lesão), Danilo Pereira e Gonçalo Guedes.
Num jogo que começou, como era de esperar, com Portugal a querer assumir o controlo, a primeira grande oportunidade surgiu logo ao sétimo minuto: João Félix entrou na área lituana pela esquerda e tirou o cruzamento, que foi intercetado pelo braço de Palionis. O árbitro holandês Bas Nijhuis não hesitou e apontou para o castigo máximo, situação soberana que Cristiano Ronaldo não desperdiçou.
A equipa das quinas parecia ter desbloqueado o jogo cedo, mas o golo madrugador não alterou o posicionamento da Lituânia, que continuou fechada atrás e sempre à espreita de qualquer hipótese para contra-atacar com perigo.
A seleção lusa ia amealhando oportunidades, mas sem que alguma delas fosse de grande perigo. Perante isto, e como “quem não marca, arrisca-se a sofrer”, foi precisamente o que aconteceu: após já terem “assustado” através de um par de saídas rápidas, os lituanos chegaram ao tento do empate na sequência de um pontapé de canto, ao minuto 28, onde Andriuskevicius saltou mais alto que toda a gente.
Reposta a igualdade, a Lituânia ficava mais confortável no jogo, ao passo que Portugal parecia estar, como já nos habituou, a complicar. Até ao intervalo foi a Seleção Nacional quem assumiu o controlo da bola, mas ainda deu permissão a alguns remates lituanos, que ou foram diretamente para fora ou encontraram Rui Patrício no caminho.
Fonte: FPF
Com o iniciar da segunda parte foi notório que, durante a pausa, Fernando Santos corrigiu posicionamentos e alterou as funções de alguns jogadores: William Carvalho deixou de estar tão em cima no terreno e regressou a zonas que melhor conhece, junto do círculo central e de Rúben Neves, e João Félix passou a protagonizar mais movimentos da esquerda para o interior, juntando-se a Cristiano Ronaldo.
Apesar das alterações, Portugal continuava a apresentar algumas dificuldades na ligação de jogo e, portanto, foi necessário juntar mais uma peça na parte central da fase de construção, e quem melhor do que Bernardo Silva para tal. Com a troca de Bruno Fernandes por Rafa, a seleção passou a dispor-se num 4-4-2 tradicional, com William e Rúben Neves juntos no meio, Bernardo e Rafa em cada uma das alas e Félix e Ronaldo na dupla de atacantes. No entanto, com esta substituição vieram também novas indicações para o pequeno “mágico” do Manchester City: passar a jogar mais por dentro, junto dos avançados, e deixar o corredor livre para as subidas de João Cancelo.
Esta fórmula deu frutos, mas para desbloquear de vez o “muro” lituano foi necessário um pouco de sorte na mistura: minuto 62, remate “enrolado” de Cristiano Ronaldo que acaba na baliza de Setkus, após este lance ter sido abordado de forma deficiente pelo guarda-redes da Lituânia. Os pupilos de Fernando Santos embalaram de vez e, três minutos depois, CR7 chegaria ao oitavo hattrick com as quinas ao peito, assistido por Bernardo Silva.
O duo formado pelos dois melhores portugueses da atualidade continua a dar frutos, tendo esta dupla jornada sido prova disso, e neste encontro não ficaram por aqui: após uma recuperação a meio-campo, a bola chega a Bernardo que, com um passe rasteiro, coloca a bola de forma perfeita para o remate em jeito de Cristiano. Quatro golos do capitão, que assinou o segundo póker com a camisola de Portugal, colocavam o resultado com forma de goleada, faltando ainda cerca de 15 minutos para o fim.
Até terminar o encontro, Portugal fez circular a bola e ainda criou algumas ocasiões, com destaque especial para João Félix, que muito tentou para fazer o primeiro golo a nível de seleções. No entanto, quem pôs o “ponto final” no resultado foi William Carvalho, que colocou a bola no fundo das redes após um canto de Rúben Neves e “luta” na área de Rúben Dias.
Portugal fez o que lhe competia e venceu as duas partidas que teve pela frente, seguindo bem vivo na luta pela vitória no grupo e consequente apuramento para o Euro 2020.
Uma palavra final para os cerca de 200 portugueses que marcaram presença na Lituânia, muitos deles militares, tendo sido a nossa representação lá fora e estando sempre a apoiar os nossos, do primeiro ao último minuto.
Portugal: Rui Patrício; João Cancelo; Rúben Dias, José Fonte; Raphael Guerreiro; Rúben Neves; William Carvalho; Bruno Fernandes (Rafa, 56’); Bernardo Silva (Pizzi, 89’); João Félix; Cristiano Ronaldo (Gonçalo Guedes, 79’).
O SL Benfica vive, por estes tempos, uma das melhores fases a nível de formação. Nomes como Rúben Dias, Ferro e Florentino já integram o lote de jogadores que têm lugar no plantel sénior encarnado. Estes, a juntar a nomes que, atualmente, andam na alta roda do futebol mundial, tais como Bernardo Silva, João Cancelo e Nélson Semedo, só vem provar que o Caixa Futebol Campus é uma das melhores escolas de formação do mundo. Podemos até tomar como exemplo João Félix, que rendeu, neste defeso, mais 126 milhões de euros aos cofres da Luz.
No entanto, na academia do Seixal começam a despontar pequenos novos talentos que já estão rotulados como jovens promessas da academia benfiquista.
Tiago Dantas, um menino “made in Benfica”, ingressou nos quadros da Luz com apenas quatro anos de idade. Percorrendo todos os escalões de formação do clube, teve, no início desta temporada, a sua oportunidade de vestir o manto sagrado, enquanto sénior, ao substituir Jonas na sua última aparição no Estádio da Luz.
Premonição ou não, a verdade é que são depositadas em Dantas muitas expetativas e entrar para o lugar de um ícone como Jonas só pode ser um bom indício para o jovem de 19 anos que transborda futebol nos pés.
Pedro Álvaro é outro jovem jogador que tem dado nas vistas no Seixal. O central de 19 anos certamente pensará em seguir o mesmo caminho que os seus homónimos Rúben Dias e Ferro e chegar ao plantel principal dos encarnados. Desde os escalões de formação que o jovem jogador português se destaca pela sua capacidade de roubo de bola e por ser forte no jogo aéreo, além de ser um central muito rápido.
Nuno Tavares, ainda que já se tenha estreado nesta temporada de águia ao peito, ainda não se afirmou totalmente no plantel do Benfica. Sendo defesa-esquerdo, tem a forte concorrência de Grimaldo e foi com a ausência de André Almeida no lado direito do eixo defensivo do glorioso que se estreou. Uma adaptação via Bruno Lage que parece estar a correr bem. Ainda assim, o internacional português André Almeida está de volta e pronto a ocupar novamente o seu lugar.
Assim, Nuno Tavares deverá permanecer à espreita de uma nova oportunidade para ingressar no onze titular. Uma promessa que já não é promessa, uma vez que já provou o seu valor ao mais alto nível.
Nuno Tavares é um dos jogadores que se tem vindo a afirmar, tendo até já se estreado a marcar Fonte: SL Benfica
Ainda que já esteja a treinar com a equipa A do Benfica, Tomás Tavares, defesa-direito de raiz, é, também, uma das grandes esperanças do Benfica. Muito veloz no drible, é quando sobe no terreno de jogo que se torna mais preponderante, uma vez que desequilibra por completo a equipa adversária. Uma verdadeira pérola em desenvolvimento na academia encarnada e, por ainda ter 18 anos, espera-se uma enorme progressão.
Depois de Nuno e Tomás, não podia faltar o David. Uma “fornada” de Tavares a sair do Caixa Futebol Campus. O médio de 20 anos já tinha tido uma oportunidade de integrar o plantel dos campeões nacionais, mas lesionou-se com gravidade no início da temporada passada.
Conhecido como “rasta”, David Tavares é um médio possante, não lhe valesse a sua envergadura (1.90 m) e reage muito bem à perda de bola. Muito capaz a nível técnico, David é um dos jogadores a ter em atenção na formação secundária encarnada.
Não se podia terminar esta lista de verdadeiras promessas sem falar em Umaró Embaló. O extremo direito é incrivelmente rápido, com e sem bola, e isso, aliado à sua capacidade técnica indiscutível e ao seu incrível faro de golo, confere-lhe um lugar de destaque no Caixa Futebol Campus. Será, talvez, o jogador mais promissor desta lista.
O Benfica está saudável e recomenda-se. A formação tem vindo a dar frutos e o constante investimento na mesma está a ser recompensado. Agora resta acompanhar a evolução destes jovens jogadores e esperar que confirmem o seu talento.